quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Games ensinam mais rápido que qualquer método,diz criador da Atari


Terra
O criador da empresa pioneira de games Atari, Nolan Bushnell, lotou a Arena da Campus Party na noite desta quarta-feira para falar sobre a relação entre games e educação, além de contar histórias de sua relação com Steve Jobs, de quem foi o primeiro e único chefe na década de 70. CEO e fundador de uma empresa que une aprendizado e jogos educativos, a Brainrush, ele foi categórico: "os videogames ensinam mais rápido que qualquer outro método de ensino".

"É ciência, estudantes que aprendem com games 40 minutos por dia aprende 10 vezes melhor", disse. "Em cinco anos, o ensino será 10 vezes mais rápido", afirmou. Segundo ele, após 20 minutos, apenas 25% dos alunos continuam prestando atenção. E isso pode mudar com os games. "Os games são viciantes porque são máquinas de felicidade. Você se sente realmente feliz quando passa de fase", disse.

Solicito com o público da Campus Party, passou todo o tempo entre o momento que chegou à Arena e o que subiu ao palco distribuindo autógrafos e tirando fotos. "Amo o Brasil. Vocês são ótimos", disse. "Estou tão feliz de estar no Brasil, que festa legal!"

A relação com Steve Jobs
Grande parte da palestra foi dedicada a contar a história da relação entre a Atari, Bushnel e Jobs. Depois de fazer um rápido panorama sobre a história dos games, Bushnell levou os participantes às gargalhadas ao fazer uma confissão. "Eu tinha um bom amigo, um funcionário, o Steve Jobs, que me ofereceu um terço da Apple por US$ 50 mil. E eu disse não. Não se acerta sempre."

Jobs foi programador da Atari em 1976. Lá, deveria programar o jogo Brakout, tarefa que terceirizou ao colega Steve Wozniak, com quem fundou a Apple. "Woz nunca foi meu funcionário. Eu tinha dois empregados pelo preço de um", se diverte Bushnell.

Bushnell contou o que acredita ter sido a causa do sucesso da Apple, comandada por Steve Jobs e Steve Wozniak. "Os dois tinham um grande senso de brincar, de entusiasmo", afirmou, e deu aos campuseiros um conselho. "Quando você começar a pensar no que fazer da vida, nunca, nunca, nunca cresça. É o prego da morte para a criatividade. Sempre esteja um pouco sem equilíbiro, um pouco louco e procurando diversão", disse.

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