sexta-feira, 26 de junho de 2026

Prefeitura oferece reajuste de 3,4% em duas etapas, e professores recusam proposta

Foto: ACP

 O Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP) rejeitou a proposta apresentada pela Prefeitura de Campo Grande para o reajuste do Piso Nacional de 20 horas durante reunião realizada na quinta-feira (26). O Executivo ofereceu um reajuste de 3,4%, parcelado em duas vezes de 1,7%, percentual considerado insuficiente pela categoria. Uma nova rodada de negociação foi marcada para o dia 1º de julho, quando a administração municipal deverá apresentar outra proposta.

Segundo o presidente da ACP, Gilvano Kunzler Bronzoni, a expectativa é de que o novo encontro resulte em uma oferta alinhada ao compromisso assumido pela prefeita na reunião do último dia 12 de junho.

"Esperamos que seja apresentada uma proposta que contemple o que foi acordado no dia 12 de junho com a prefeita", afirmou.

O modelo de reajuste proposto pela Prefeitura segue o mesmo formato adotado para a reposição salarial dos servidores municipais. No caso do funcionalismo, o índice de 4,39% foi dividido em duas parcelas: 2,20%, com pagamento previsto para agosto deste ano, e 2,19%, a serem incorporados em janeiro de 2027.

Após a reunião com representantes da Prefeitura e da Comissão de Educação da Câmara Municipal, os professores da Rede Municipal de Ensino (REME) participaram, ainda na noite de quinta-feira, de uma Assembleia Geral Extraordinária realizada no auditório da Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (FETEMS).

Durante a assembleia, a categoria foi informada sobre o andamento das negociações conduzidas pela Comissão Mista de Negociação, avaliou a proposta apresentada pelo Executivo e definiu os próximos encaminhamentos da campanha em defesa da valorização do magistério e da implementação do Piso Nacional para a jornada de 20 horas.

Ao se dirigir aos profissionais da educação, Gilvano Kunzler Bronzoni destacou que a mobilização da categoria tem sido fundamental para manter as negociações em andamento.

"Estamos no caminho da luta e da valorização. Luta, valorização, insistência e garra. É assim, na prática, cotidianamente, sem desistir e sem se cansar", declarou.

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