Dourados confirma 15ª morte por Chikungunya. (Foto: Reprodução)
Dourados confirma 15ª morte por Chikungunya. (Foto: Reprodução)
O avanço da epidemia de Chikungunya em Dourados já provocou 15 mortes confirmadas e mantém autoridades de saúde em estado de alerta.
O mais recente óbito confirmado pelo COE (Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública) é de um indígena de 19 anos, que apresentou os primeiros sintomas da doença em março e morreu no fim de maio.
A nova confirmação amplia a preocupação com o impacto da doença no município, especialmente na Reserva Indígena de Dourados, onde foram registradas 11 das 15 mortes contabilizadas até agora.
Além dos óbitos já confirmados, a Secretaria Municipal de Saúde investiga outras três mortes suspeitas que podem ter relação com a Chikungunya. Entre elas estão uma mulher de 74 anos com doença renal crônica e hipertensão, um homem de 71 anos com diabetes e um homem de 43 anos sem comorbidades registradas. Todos eram moradores da área urbana.
Quase 10 mil notificações
Os números da epidemia impressionam. Segundo o boletim epidemiológico mais recente, Dourados já acumula 9.772 notificações da doença. Desse total, 5.242 casos são considerados prováveis e 4.745 foram confirmados.
Na Reserva Indígena, o cenário também chama atenção. São 3.151 notificações, com 2.184 confirmações da doença e outros 159 casos ainda em análise.
Internações diminuem, mas alerta continua
Embora os indicadores apontem desaceleração da epidemia, a doença ainda preocupa. Atualmente, 20 pacientes seguem internados em hospitais de Dourados por complicações relacionadas à Chikungunya.
No auge da crise sanitária, as unidades de saúde chegaram a registrar entre 52 e 58 internações simultâneas. Hoje, 14 pacientes estão internados no Hospital Universitário, dois no Hospital Regional, dois no Hospital Cassems, um no Hospital Unimed e um no Hospital da Vida.
Os dados epidemiológicos mostram que a explosão de casos ocorreu entre as semanas 8 e 12 do ano, quando o município atingiu o pico de 1.207 notificações em apenas uma semana. Desde então, os números vêm recuando gradualmente.
Apesar da queda nos registros e da redução dos focos do mosquito identificados pelas equipes de combate às endemias, a orientação das autoridades é para que a população não relaxe nos cuidados. A eliminação de recipientes com água parada e a adoção de medidas para impedir a proliferação do Aedes aegypti continuam sendo consideradas essenciais para evitar novos casos e mortes pela doença.
.jpg)
Nenhum comentário:
Postar um comentário