quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Anvisa alerta para risco de contaminação em preparo caseiro de caneta emagrecedora ilegal

 

                                            Danilo Verpa - 19.mar.26/Folhapress

  • Agência detecta ofertas de emagrecedores sem autorização, além de tutoriais sobre diluição e aplicação caseira
  • Em casos mais graves, a infecção pode se espalhar e levar à internação e morte, diz alerta da Anvisa



A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) afirma que a manipulação em casa de substâncias das canetas emagrecedoras expõe pacientes a graves riscos de contaminação e infecções.


Em alerta divulgado nesta quarta-feira (23), a agência diz que detectou publicações na internet com a ofertas de versões em pó de substâncias como a tirzepatida, que é o princípio ativo do Mounjaro, acompanhadas de tutoriais em que os próprios pacientes diluem e aplicam o produto.


A Anvisa afirma que não é possível comprovar que a substância contém o princípio ativo dos emagrecedores. Além disso, alerta que o uso de produtos contaminados pode levar a infecções graves.


"Ao injetar um produto contaminado, microrganismos podem ser introduzidos diretamente no organismo, sem as barreiras naturais de proteção da pele. Isso pode resultar em infecções no local da aplicação, com dor, vermelhidão, inchaço e formação de abscessos", diz a Anvisa.


Em casos mais graves, a infecção pode se espalhar pela corrente sanguínea, causando uma condição conhecida como sepse, uma emergência médica que pode levar à internação, falência de órgãos e até à morte, alerta ainda o órgão sanitário.


A agência também afirma que localizou publicações mencionando a manipulação caseira do CBL-514, um peptídeo sintético que está em fase 2 de estudo, ou seja, que não tem autorização para a venda.


"Tomar um medicamento sem registro e ainda em fase de testes envolve riscos significativos, principalmente pela falta de evidências sólidas sobre sua segurança, eficácia e qualidade. Nessas condições, NÃO há garantias de que os benefícios esperados superem possíveis danos à saúde", diz o órgão regulador.


"Um medicamento injetável precisa ser reconstituído em um ambiente que garanta a esterilidade, como um ambiente hospitalar ou um serviço de saúde que não traga risco de contaminação. Não temos esse tipo de produto registrado no Brasil", diz a diretora Daniela Marreco, que é responsável pela área de medicamentos da Anvisa.


A diretora também afirma que a manipulação caseira pode levar ao produto que será injetado um microrganismo, como bactéria ou um vírus, que estava presente no ambiente.


"A gente não consegue garantir a esterilidade do produto, que é um dos aspectos que a Anvisa avalia quando aprova o registro de um medicamento. As pessoas precisam buscar medicamentos que estejam registrados no país."


Produtos regulares

As chamadas canetas emagrecedoras são medicamentos agonistas de GLP-1, hormônio produzido naturalmente pelo corpo humano que atua no controle dos níveis de glicose no sangue e nos mecanismos de saciedade. São indicadas para tratamento de diabetes e obesidade.


As principais marcas no mercado são compostas por semaglutida (Ozempic e Wegovy, da Novo Nordisk, além de marcas nacionais, como Ozivy, da EMS) e tirzepatida (Mounjaro, da Eli Lilly), esta última com atuação também no receptor do hormônio GIP.


Todas estas canetas têm registro da Anvisa, ou seja, tiveram eficácia, segurança e processo produtivo avaliados.


Existe forte pressão de consumidores, de parte da indústria e do universo político para ampliar a oferta e baixar os custos dos emagrecedores. O aumento do consumo para fins estéticos ou fora da bula (off-label), bem como a popularização de versões manipuladas e de medicamentos trazidos do Paraguai, porém, são pontos que preocupam associações e sociedades médicas.


A Anvisa diz que produtos contendo tirzepatida podem ser comercializados por farmácias de manipulação, desde que os paciente tenham "indicação e a devida prescrição médica emitida por profissional competente". A venda ilegal pelas farmácias de manipulação é alvo de apuração da Polícia Federal.


A agência afirma que apenas produtos estéreis podem ser vendidos, ou seja, "completamente livre de microrganismos, como bactérias, fungos e outros agentes capazes de causar infecções". "Quando um pó é fabricado sem os controles rigorosos exigidos para medicamentos injetáveis, pode conter contaminantes invisíveis a olho nu. Mesmo que o produto pareça limpo e esteja em uma embalagem lacrada, isso NÃO significa que seja seguro", diz ainda o alerta.


Mateus Vargas

Folha de São Paulo

NFL consegue máquina a tempo e inicia troca de gramado do Maracanã

 

                                             Reprodução



O gramado do Maracanã vem sendo alvo de críticas recorrentes há algumas semanas, com o aumento das chuvas e o uso intenso com dois mandantes atuando exclusivamente no estádio.


A pausa para a data Fifa poderia ser um período de alívio, mas se tornou uma preocupação.


Isso porque um evento da NFL ocorrerá no estádio, no próximo domingo, com o duelo entre Dallas Cowboys e Baltimore Ravens, e não se sabe exatamente a extensão do dano de um jogo de futebol americano que nunca foi realizado ali. Mas a liga profissional de futebol americano iniciou nesta quinta-feira uma troca completa do gramado, com uma estrutura híbrida.


O grande entrave para que isso não tivesse acontecido antes era a inexistência da máquina necessária para essa troca no Brasil.


A máquina atua na injeção ou costura de material sintético por baixo do solo para servir como reforço e dar estabilidade à grama natural.


A chegada do equipamento aconteceu nesta quinta-feira e o trabalho de substituição já foi iniciado. A informação foi confirmada em postagem nas redes sociais pela empresa que faz a gestão do Maracanã após a publicação pelo Lance!.

Corumbá fica em 2º lugar em MS e 6º no Centro-Oeste em acesso à educação

 

                                          Escola pública em município de Corumbá. (Foto: Divulgação)



Corumbá ficou em 2º lugar no Estado e em 6º na região Centro-Oeste no indicador de Acesso à Educação do Ranking de Competitividade dos Municípios 2026, elaborado pelo CLP (Centro de Liderança Pública).


O resultado foi divulgado pelo CLP em publicação sobre os municípios com os melhores indicadores de acesso à educação.


O levantamento avalia 423 municípios brasileiros com mais de 80 mil habitantes e utiliza dados oficiais para comparar diferentes aspectos da gestão e das condições oferecidas à população. A edição de 2026 é a sétima do ranking.


O indicador de Acesso à Educação integra a dimensão Sociedade e representa 6,4% da nota final do ranking, segundo a publicação do CLP reproduzida nos arquivos.


São considerados seis indicadores: atendimento na educação infantil; taxa líquida de matrícula no ensino fundamental; taxa líquida de matrícula no ensino médio; e a proporção de alunos em tempo integral nas três etapas de ensino.


Na classificação regional apresentada pelo CLP, Corumbá aparece na sexta posição entre os municípios do Centro-Oeste, atrás de cidades de Goiás e Mato Grosso. O resultado coloca o município pantaneiro entre os principais desempenhos da região nesse recorte específico.


O ranking diferencia acesso e qualidade da educação. Segundo o CLP, a separação permite avaliar tanto a oferta dos serviços educacionais quanto os resultados relacionados à qualidade do ensino. O acesso é tratado como um dos fatores associados à qualidade de vida e à formação da população.


Resultado de Corumbá


2º lugar em Mato Grosso do Sul no indicador de Acesso à Educação;

6º lugar no Centro-Oeste;

indicador considera seis critérios relacionados à matrícula, atendimento e educação em tempo integral;

ranking de 2026 avalia 423 municípios com mais de 80 mil habitantes.


O desempenho de Corumbá ocorre em um cenário em que outros municípios de Mato Grosso do Sul também aparecem no levantamento. Campo Grande, por exemplo, ocupa a 1ª posição estadual no indicador, a 4ª no Centro-Oeste.

Lixo e vandalismo viram rotina em canteiros do Centro de Campo Grande

 

                                            Moradores e FAC unem forças para manter o Centro florido . (Foto: PMCG)



Garrafas de vidro, plásticos, restos de carvão, plantas pisoteadas e até dejetos humanos passaram a fazer parte da rotina encontrada pelas equipes responsáveis pelos canteiros da região central de Campo Grande.


Depois de noites de maior movimento, parte do trabalho de jardinagem precisa ser refeita por causa da sujeira e da depredação.


Um dos pontos mais afetados fica na Rua 14 de Julho, especialmente nas proximidades do Relógio Central.


As marias-sem-vergonha plantadas ao pé do monumento sofrem com o pisoteio frequente de pedestres e frequentadores da região.


O problema também alcança outras espécies utilizadas no paisagismo, como jiboias, bromélias, girassóis-mirins, chuvas-de-prata e beijinhos. Além dos danos às plantas, trabalhadores encontram resíduos descartados diretamente sobre os jardins.


Na 14 de Julho, restos de carvão utilizados por vendedores de espetinhos aparecem entre os materiais deixados nos canteiros, junto com embalagens, garrafas e outros resíduos. Em situações mais graves, as equipes relatam encontrar dejetos humanos.


A repetição dos problemas faz com que parte da manutenção semanal seja dedicada à recuperação de áreas que já haviam recebido limpeza e cuidados. Para os trabalhadores envolvidos no serviço, o cenário provoca a sensação de estar "enxugando gelo".


Manutenção vai da 14 de Julho à Afonso Pena


Os serviços são realizados pela Unidade Técnica de Agricultura Urbana do FAC (Fundo de Apoio à Comunidade) e abrangem alguns dos pontos de maior circulação da região central.


Na Avenida Afonso Pena, a manutenção compreende o trecho entre a Rua Calógeras e o Obelisco. Já na Rua 14 de Julho, o trabalho se estende do Relógio Central até a esquina com a Rua Mato Grosso.


Além da retirada de resíduos, as equipes cuidam do paisagismo e da conservação das plantas distribuídas pelos canteiros.


A presidente do FAC, Adir Diniz, afirma que a preservação depende também de quem circula pelo Centro. Segundo ela, os jardins foram implantados para melhorar o espaço urbano, mas acabam frequentemente atingidos por atos de vandalismo.


“A cidade é um espaço para todos nós aproveitarmos. Os jardins estão espalhados por vários canteiros para trazer beleza e produção de oxigênio. A cidade mais arborizada do Brasil merece ser também a mais florida”, afirmou.


Comerciantes ajudam a cuidar dos canteiros


Enquanto parte dos jardins sofre com depredação, comerciantes da região passaram a ajudar voluntariamente na conservação dos espaços próximos aos estabelecimentos.


Carla, de 22 anos, trabalha em uma cafeteria na Rua 14 de Julho e auxilia na rega das mudas. Para ela, a colaboração contrasta com a atitude de pessoas que pisam ou danificam as plantas.


“Deixa o centro bonito para a gente cuidar, a gente ajuda a molhar, mas várias pessoas não cuidam, pisam nas plantas, não têm a consciência de que é para o bem delas as plantas”, lamentou.


A promotora de vendas Andrea Elizabeth, de 42 anos, moradora do Jardim Leblon, também defende a conservação das áreas verdes do Centro. “Além de trazer uma beleza para a nossa cidade, você respira um ar mais puro, tendo plantas ao nosso redor”, disse.


Reconhecimento internacional contrasta com depredação


Os problemas encontrados no Centro ocorrem em uma cidade reconhecida internacionalmente pela arborização. Em 2026, Campo Grande recebeu pelo sétimo ano consecutivo o título de Tree City of the World, concedido no âmbito de iniciativa ligada à ONU (Organização das Nações Unidas).


O reconhecimento reforça o contraste entre a presença de áreas verdes na Capital e as dificuldades enfrentadas para conservar parte dos espaços públicos. No Centro, a manutenção dos canteiros acaba dependendo não apenas do trabalho das equipes, mas também do comportamento de quem utiliza diariamente a região.

Quase 2 milhões de eleitores com deficiência se preparam para votar

 

                                            Urna eletrônica usando nas eleições no Brasil. (Foto: Reprodução



Com a chegada da reta final das eleições de outubro, quase 2 milhões de brasileiros com deficiência estão aptos a ir às urnas.


Dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) mostram que 1.970.165 eleitoras e eleitores desse público poderão votar neste ano, o maior número já registrado pela Justiça Eleitoral.


O contingente cresceu 42% em relação às eleições gerais de 2022, quando havia 1.381.348 pessoas com deficiência inscritas para votar. Entre elas, 319.489 declararam deficiência visual, ante 214.088 há quatro anos.


Às vésperas da votação, a Justiça Eleitoral também ampliou a estrutura destinada a esse público.


O país passou de 156.296 seções eleitorais principais com acessibilidade em 2022 para 220.577 neste ano, avanço de 41%.


Recursos na hora do voto


Para pessoas com deficiência visual, a urna eletrônica dispõe de sistema de áudio. O eleitor pode utilizar fone de ouvido descartável fornecido pela Justiça Eleitoral para ouvir as informações e acompanhar a votação.


O teclado possui identificação em Braille e uma marca tátil na tecla 5, utilizada como referência para localizar os demais números. A urna também oferece recursos de áudio, enquanto eleitores surdos contam com intérprete de Libras (Língua Brasileira de Sinais) na tela.


Mesmo quem não tiver informado previamente a deficiência visual poderá solicitar a utilização do áudio no dia da eleição. Quando a condição já consta no cadastro eleitoral, o recurso fica previamente habilitado.


Acompanhante pode ajudar na votação


Eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida também podem receber auxílio de uma pessoa de confiança durante a votação, mesmo sem solicitação antecipada. Quando considerado necessário, o acompanhante pode entrar na cabine e até auxiliar na digitação dos números. A assistência deve ser registrada na ata da mesa receptora.


A legislação ainda garante preferência para votar às pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Eleitores com deficiência visual podem usar o alfabeto comum ou o sistema Braille para assinar o caderno de votação e entrar na seção acompanhados de cão-guia.


A ampliação da estrutura ocorre em uma eleição na qual o número de pessoas com deficiência cadastradas para votar cresceu em proporção semelhante à quantidade de seções acessíveis, aumentando a demanda por recursos que permitam o exercício do voto com autonomia.

Ex-chefe da Denar é preso em operação sobre desvio de drogas apreendidas

 

                                           O delegado Hoffman D’Ávila Cândido e Sousa é preso em operação. (Foto: Reprodução)




O delegado Hoffman D’Ávila Cândido e Sousa, que já comandou a Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico) em Mato Grosso do Sul, foi preso na manhã desta quinta-feira (24) durante uma operação que investiga um suposto esquema de desvio de drogas apreendidas pelas forças de segurança.


A prisão ocorreu durante a Operação Infiltrados, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul).


A suspeita é de que entorpecentes retirados de circulação em operações policiais tenham sido desviados e posteriormente devolvidos ao tráfico.


A ofensiva cumpre 64 ordens judiciais em Campo Grande, Dourados e Terenos. São 24 mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 38 de busca e apreensão.


Além do delegado, outros integrantes das forças de segurança estão entre os investigados. Segundo balanço divulgado durante a manhã, haviam sido cumpridas prisões preventivas contra nove policiais civis, dois policiais militares e um policial penal.


As diligências também chegaram a delegacias e residências dos investigados. Policiais que passaram pela Denar e atualmente trabalham em outras unidades da Polícia Civil estão entre os alvos.


Investigação começou em 2025


As apurações tiveram início em outubro do ano passado, a partir de elementos encontrados durante as operações Traquetos e Blindspot, também conduzidas pelo Gaeco. A partir dessas informações, os investigadores passaram a apurar a possível participação de agentes públicos no esquema.


Hoffman teve passagem por diferentes unidades da Polícia Civil. Depois de atuar na Denar, onde chegou ao comando da especializada e participou de investigações e grandes apreensões de entorpecentes, ele assumiu o Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros) em fevereiro deste ano.


Em junho, o delegado foi transferido para a 6ª Delegacia de Polícia Civil, na região das Moreninhas, em Campo Grande.


A Operação Infiltrados continua em andamento e novas informações sobre o esquema investigado, prisões e apreensões podem ser divulgadas ao longo desta quinta-feira.

BR-262 Segundo caminhão de minério é apreendido com drogas em 48 horas

 

                                              PRF/ Divulgação



A PRF (Polícia Rodoviária Federal) fez uma segunda apreensão de drogas em caminhão de minério, em menos de 48 horas, na rodovia BR-262, próximo à cidade de Miranda, na região do pantanal. Esta segunda apreensão aconteceu na tarde desta quarta-feira, dia 23 de setembro, durante fiscalizações.


Segundo o site Midiamax, ao todo foram apreendidos 85 quilos de drogas, entre haxixe, cocaína e skunk. O motorista do caminhão foi preso e disse que levaria a carga para Mogi das Cruzes, no interior de São Paulo.


Já na madrugada de terça-feira (22), a PRF apreendeu quase uma tonelada de drogas que estavam escondidas em uma carga de minério de ferro durante uma fiscalização no km 600, da rodovia BR-262, também próximo à Miranda. O motorista foi detido em flagrante.


Segundo a PRF, durante a fiscalização, o motorista informou que transportava minério de ferro e que tinha como destino o estado de Minas Gerais. No entanto, ele acabou apresentando comportamento suspeito e apresentou versões contraditórias sobre a logística do frete.


No segundo semirreboque, sobre a carga de minério, foi encontrada quase uma tonelada de entorpecentes. Após a pesagem, foram encontrados 543 quilos de skunk, 218,2 quilos de pasta base e 213,4 quilos de cloridrato de cocaína, totalizando 974,6 quilos de drogas.


Segundo relato do condutor, após o carregamento do minério, ele realizou uma parada em um restaurante, quando foi abordado por um homem que lhe ofereceu uma quantia em dinheiro para a realização do transporte até Campo Grande. Ele foi preso em flagrante. A ocorrência foi encaminhada para a Polícia Federal.