quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Tebet defende investigação de auxiliar de Lula e diz que contrato de trens da gestão Tarcísio 'cheira mal'

 

                                           Candidata ao Senado, ex-ministra Simone Tebet (PSB) concede entrevista à Folha em apartamento em São Paulo - Eduardo Knapp - 10.jul.26/Folhapress

  • Ex-ministra afirma que não pode haver suspeição no entorno do presidente da República
  • Candidata ao Senado pede apuração do Ministério Público sobre concessão de linhas em SP


Candidata ao Senado por São Paulo, a ex-ministra Simone Tebet (PSB) defendeu nesta quarta-feira (5) a investigação do ex-chefe de gabinete de Lula (PT) Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, após virem à tona informações sobre um empréstimo com empresária investigada pela Polícia Federal.


"O que vale para Chico vale para Francisco. (...) Qualquer suspeita precisa ser investigada", afirmou Tebet em entrevista à Folha por telefone. "Vai fazer sua defesa, mas o que não pode é ter qualquer tipo de suspeição no entorno do presidente."


Como mostrou a Folha, Marcola pediu para deixar a campanha do presidente sob pressão de revelações de pagamento de despesas suas pela empresária Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do petista e alvo de inquéritos no STF (Supremo Tribunal Federal) sob suspeita de tráfico de influência.


Tebet afirmou que todo cargo público traz consigo uma responsabilidade e defendeu tanto o afastamento quanto a investigação, com "transparência, ampla defesa e contraditório". "Sem pré-julgamentos", disse ela, "mas que se investigue, que ele faça sua defesa. Acredito que tem seus argumentos e que vá fazer os esclarecimentos devidos".


A ex-ministra comentou os problemas no sistema de trens paulista e defendeu a abertura de procedimento pelo Ministério Público sobre a concessão de linhas da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).


Esta quarta foi o segundo dia de greve de ferroviários das linhas 11-coral, 12-safira e 13-jade da CPTM. Os trabalhadores pedem um compromisso de que o governo vai manter todos os empregos, mesmo com a concessão dos ramais.


No mês passado, houve uma falha no fornecimento de energia e um incêndio em um trem que paralisaram as linhas.


Segundo Tebet, que também cita o caso da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), os problemas recentes reforçam a necessidade de investigar as privatizações realizadas no governo Tarcísio de Freitas (Republicanos).


"No geral, essa sequência de episódios exige por parte do Ministério Público uma vigilância, uma abertura de procedimento para investigar o que está acontecendo com as últimas privatizações em São Paulo", disse a candidata ao Senado.


"Eu sou contra privatizações que cheiram mal, que têm indícios de irregularidade, de enriquecimento ilícito por parte de alguém. Alguém está ganhando nessa história", completou.


Questionada sobre se defende uma eventual reversão das concessões da CPTM, Tebet afirmou que essa medida só seria justificável caso uma investigação comprovasse irregularidades ou descumprimento de cláusulas contratuais.


Ela também defendeu que o governador esclareça os critérios adotados nos casos da CPTM e da Sabesp, mas disse que a principal responsabilidade, neste momento, é dos órgãos de controle, que devem apurar as denúncias e verificar a regularidade dos contratos.


Nesta terça-feira (4), o governo Tarcísio afirmou em nota à imprensa considerar a manutenção da greve "injustificável" e manifestou sua "absoluta reprovação", citando "graves prejuízos a quase 1 milhão de passageiros que dependem diariamente do transporte ferroviário", sob "o pretexto de defender interesses da categoria".


Questionada sobre a fala da ex-ministra, a administração não retornou.


Indagado via assessoria de imprensa, o candidato ao Governo de São Paulo na chapa de Tebet, Fernando Haddad (PT), não se manifestou.

Arthur Guimarães de Oliveira

Folha de São Paulo

Dois suspeitos morrem em confronto após ataque que matou pai e filha

 

                                            Pai e filha foram assassiandos (Foto: Reprodução/Cassilândia Urgente)




Dois suspeitos morreram durante um confronto com equipes do Batalhão de Choque na madrugada desta quarta-feira (5), em Cassilândia, a 430 quilômetros de Campo Grande.


A ação ocorreu após o atentado que matou um homem e a filha dele, de 3 anos e oito meses, no último sábado (1º).


Segundo informações apuradas pelo Midiamax, os policiais localizaram os suspeitos durante as diligências sobre o duplo homicídio. Houve confronto e os dois homens acabaram mortos. Armas e drogas foram apreendidas na operação.


No atentado, o alvo principal seria Márcio, conhecido como Pelezinho. Ele estava no veículo com a filha quando os criminosos efetuaram diversos disparos, principalmente contra o lado do motorista. A criança também foi atingida e morreu. Outra criança ficou ferida por estilhaços.


As investigações apontam que Márcio teria envolvimento com uma facção criminosa e que o crime pode estar relacionado a uma disputa entre o CV (Comando Vermelho) e o PCC (Primeiro Comando da Capital).


Após o ataque, um comunicado atribuído ao CV foi divulgado em um perfil no TikTok. Na publicação, a facção nega participação no crime e atribui a execução ao PCC. O conteúdo, porém, ainda é tratado como uma informação não confirmada pelas autoridades.


O caso segue sob investigação para esclarecer a dinâmica do atentado, a identidade dos envolvidos e a possível relação com a disputa entre grupos criminosos.

Tereza Cristina participa de reunião da Fiesp para debater desafios da agroindústria

 

                                                Divulgação FIESP



A Fiesp realizou nesta segunda-feira, 03/08, uma reunião conjunta entre os Conselhos Superiores do Agronegócio (Cosag), de Infraestrutura (Coinfra), Comércio Exterior (Coscex) e Economia (Cosec) da entidade para discutir as necessidades e oportunidades para o crescimento da agroindústria brasileira. O encontro abordou os principais desafios econômicos e logísticos que o setor enfrenta para contribuir com o desenvolvimento do país.


“Estamos enfrentando o que tenho chamado reiteradamente de uma verdadeira tempestade perfeita”, afirmou, na abertura da reunião, a senadora Tereza Cristina, presidente do Cosag. A parlamentar alertou que, apesar da safra recorde estimada em 358 milhões de toneladas neste ano, o produtor rural enfrenta uma queda na rentabilidade, custos elevados de insumos e juros de mercado entre 18% e 20%. A senadora defendeu a urgência do fortalecimento do seguro rural e a criação do Fundo Garantidor para atenuar o endividamento de cerca de R$ 180 bilhões em dívidas estressadas.


Em seguida, o presidente do Coinfra, Marcos Lutz, apontou que o conjunto de portos, hidrovias e rodovias conhecido como Arco Norte já escoa 40% da produção nacional, mas o sistema de infraestrutura carece de investimentos em dragagem e sinalização. Lutz lembrou que a instabilidade regulatória e gargalos em portos como Santos geram custos adicionais expressivos que restringem a competitividade nacional.


Na área internacional, o presidente do Coscex, embaixador Roberto Azevêdo, traçou um panorama do quadro de fragmentação geopolítica global e afirmou que o Brasil tem um papel estratégico como provedor de segurança alimentar. Para explorar as oportunidades que esse cenário proporciona, o embaixador recomendou que a agroindústria busque ampliar a rastreabilidade do que é produzido e a diversificação de mercados para lidar com uma realidade de barreiras não tarifárias e exigências ambientais crescentes.


O encontro contou também com a participação do presidente do Cosec, Roberto Campos Neto, que analisou o aumento da dívida global e o impacto da inteligência artificial no futuro da produtividade. Campos Neto destacou que, diante de uma dívida bruta próxima a 82% do PIB, o Brasil precisa dar sinais de credibilidade institucional com uma mensagem mais clara de compromisso com um ajuste fiscal que garanta o equilíbrio econômico nos próximos anos.


Ao longo da reunião, os participantes do encontro reafirmaram o compromisso de desenvolver ações conjuntas por meio da diplomacia empresarial para promover medidas que contribuam com a estruturação do agronegócio brasileiro e a superação de gargalos nacionais e impasses internacionais.


Com informações do site da Fiesp

Flávio anuncia deputado Alfredo Gaspar como vice em sua chapa à Presidência

 


                                               Alfredo Gaspar é anunciado como vice de Flávio Bolsonaro. (Foto: Reprodução)




Candidato à Presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciou nesta quarta-feira (5) que o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) será o candidato a vice-presidente na chapa dele nas eleições deste ano.


Gaspar é ex-promotor de Justiça, foi procurador-geral de Justiça e secretário de Segurança Pública do estado.


Eleito para a Câmara em 2022, ganhou projeção nacional como relator da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS.


No discurso que anunciou Gaspar na chapa, Flávio destacou a atuação do deputado federal na segurança pública e a ligação dele com o berço eleitoral, Alagoas, e os demais estados do Nordeste.


"É uma pessoa que eu aprendi a admirar, todos vocês aqui aprenderam a admirar pela coragem, honestidade, pela sua história em frente à segurança pública. Alguém que já foi promotor de Justiça, chefe de ministério público do seu estado", disse Flávio.


Ele prosseguiu: "Alguém que enfrentou e defendeu os nossos aposentados na CPMI do INSS. Alguém que pediu a prisão do Lulinha porque tinha culpa no cartório. E alguém que representa o Nordeste de fato".


Nesta terça-feira (4), o Partido Liberal (PL) chegou a confirmar o nome de Alfredo Gaspar como candidato ao Senado por Alagoas. A decisão foi anunciada durante convenção do partido em Maceió.


Em sua fala, Gaspar agradeceu a Flávio pela confiança e se comprometeu com o projeto de governo. "Vossa Excelência escolheu uma pessoa simples, nordestina, mas com uma história de vida de muito trabalho", disse.


"E estar aqui, de cabeça erguida, para dizer que ao seu lado marcharei para a gente transformar esse Brasil num local justo e decente".


Ele também citou o ex-presidente Jair Bolsonaro. "Me permita, presidente, dizer que eu sinto uma falta grande hoje de duas pessoas: do meu pai, que está no céu, e do seu pai, que está em cativeiro", afirmou.


CPMI do INSS


Após meses com a relatoria da CPMI (Comissão Mista de Inquérito) que investigou suspeitas de fraudes em descontos de aposentados e pensiositas do INSS, Alfredo Gaspar entregou um relatório que propôs o indiciamento de mais de 200 pessoas.


Entre elas, parlamentares, ex-ministros, dirigentes estatais e entidades associativas, além do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como “Lulinha”.


O relatório acabou rejeitado por 19 votos a 12 e a CPMI foi concluída sem um texto final.


Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, é alvo de três inquéritos que tramitam no STF (Supremo Tribunal Federal) sobre suspeitas levantadas pela PF. As apurações são ligadas à atuação de um grupo de pessoas que teria mantido supostos negócios ilícitos em áreas do governo federal. O caso não envolve diretamente as fraudes no INSS.


Presença feminina


O evento contou com a presença de mulheres que chegaram a ser ventiladas como possibilidades para integrantes da chapa, como a senadora Tereza Cristina (PP-MS) e a ex-presidente da Caixa Daniella Marques, filiada ao Republicanos.


Pensando em atrair mais votos entre as mulheres — 52,8% do eleitorado —, a campanha de Flávio Bolsonaro passou as últimas semanas em busca de uma mulher para compor a chapa. No entanto, após o anúncio de neutralidade dos respectivos partidos, elas acabaram barradas.


Porém, no evento desta quarta, fizeram breves pronunciamentos em defesa da candidatura de Flávio.


Tereza Cristina agradeceu o convite para ser vice, mas disse que não pode aceitar por questões partidárias. Daniella Marques, por sua vez, falou da importância do desenvolvimento de políticas voltadas para a defesa das mulheres.


Neutralidade dos partidos


A definição da chapa de Flávio Bolsonaro ocorreu após semanas de negociações do partido para tentar ampliar o arco de alianças no campo da centro-direita.


Uma das possibilidades discutidas nos bastidores era que a vaga de vice fosse ocupada por um nome indicado por legendas como o Republicanos ou pela federação União Brasil-PP, como forma de formalizar o apoio dessas siglas à candidatura presidencial.


No entanto, tanto o Republicanos quanto a federação formada por União Brasil e Progressistas decidiram não integrar uma coligação presidencial e anunciaram neutralidade na disputa.


Diante desse cenário, o PL optou por uma chapa pura e escolheu o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) para compor a candidatura ao lado de Flávio Bolsonaro. (Com g1 e TV Globo - Brasília)

Grãos abrem agosto com forte volatilidade

 

                                           Foto: Ivan Bueno/APPA



Os mercados de grãos abriram esta quarta-feira, 5, sob influência da volatilidade, da geopolítica e das expectativas sobre clima e demanda. Segundo análise da TF Agroeconômica, o trigo iniciou o dia em leve alta, enquanto soja e milho recuaram com intensidade.



No trigo, as cotações foram sustentadas por tomadas de lucro dos fundos e por fundamentos positivos. A situação no Mar Negro segue complexa, com bloqueios e conflitos limitando as exportações de Rússia e Ucrânia. O mercado corrigiu parte do prêmio de risco do fim de julho, mas a logística ainda impõe restrições. A estimativa é de que os dois países exportem 21,1 milhões de toneladas entre julho e novembro, abaixo das 32,9 milhões projetadas pelo USDA. Outros exportadores podem acrescentar de 4 a 6 milhões de toneladas até novembro, enquanto a maior parte da oferta de Argentina e Austrália deve chegar em dezembro. O leilão de trigo mole da Argélia será acompanhado como referência de competitividade. No Brasil, o cereal subiu 0,49% no Paraná e caiu 0,09% no Rio Grande do Sul, conforme o Cepea.


A soja abriu em forte queda, acompanhando a pressão do petróleo diante das expectativas de acordo entre Estados Unidos e Irã. Os prêmios de exportação no Brasil recuaram dois centavos, com mercado físico mais calmo e compras chinesas direcionadas aos Estados Unidos. O esmagamento norte-americano alcançou recorde para junho, com 218 milhões de bushels, cerca de 5,93 milhões de toneladas, enquanto os estoques de óleo ficaram em 2,097 bilhões de libras.



O milho também caiu com força em Chicago. A piora das lavouras nos Estados Unidos não sustentou os preços diante da previsão de chuvas favoráveis no Cinturão do Milho. O dólar futuro subia 0,96%, a R$ 5,1715, o Brent avançava 2,47%, a US$ 80,60, e o índice dólar recuava 0,09%.


Vacas viram tokens e ampliam acesso ao crédito

 

                                             Foto: Divulgação

A experiência com vacas leiteiras é apresentada como inédita no mundo


A dificuldade de acesso ao crédito tem levado produtores rurais a buscar novas formas de usar ativos do campo como garantia. Uma iniciativa no Paraná passou a transformar vacas leiteiras em tokens digitais registrados em blockchain, criando uma alternativa de financiamento diante das restrições bancárias enfrentadas por pequenos negócios agropecuários.



O modelo converte cada animal, um ativo real e tangível, em uma representação digital associada a um código único. As vacas recebem coleiras com inteligência artificial, capazes de acompanhar localização, comportamento e condições de saúde em tempo real. Com esse monitoramento, os tokens podem ser negociados e utilizados como garantia para empréstimos.


A tecnologia é operada pela Cowmed, empresa brasileira de tecnologia agrícola que monitora mais de 100 mil vacas. Na primeira etapa do projeto, dez animais tokenizados permitiram liberar cerca de US$ 20 mil em crédito aos produtores. A empresa estima que, com a ampliação do sistema, aproximadamente 20% do rebanho acompanhado, avaliado em US$ 395 milhões, poderá ser tokenizado. O movimento teria potencial para destravar mais de US$ 77 milhões em crédito aos pecuaristas.



A experiência com vacas leiteiras é apresentada como inédita no mundo e mostra como a tokenização começa a avançar além de ações, títulos e outros instrumentos financeiros. A lógica é representar bens reais em ambiente digital para facilitar sua negociação, financiamento e gestão.


O interesse por esse mercado tem crescido. Uma pesquisa com 200 empresas financeiras da América do Norte indicou que 84% tratam a tokenização como prioridade estratégica. Segundo estimativas da McKinsey & Company, o valor dos ativos tokenizados pode chegar a US$ 4 trilhões até 2030, ante cerca de US$ 36 bilhões atualmente.

Vilas Nogueira e Aimoré recebem obras de asfalto e drenagem

                                             Reprodução



 Depois de anos de espera, moradores das Vilas Nogueira e Aimoré acompanham o início de uma transformação estrutural definitiva.


A Prefeitura de Campo Grande autoriza nesta quinta-feira (6) o começo das obras de pavimentação e drenagem na região, com um investimento direto superior a R$ 11,8 milhões. 


O maquinário entra em ação logo após a assinatura da ordem de serviço. As intervenções, executadas pela TST Construções Ltda., possuem prazo de 270 dias para conclusão.


O projeto engloba drenagem e microdrenagem de águas pluviais, pavimentação asfáltica, recapeamento em trechos específicos e nova sinalização viária. 


Ruas contempladas 


O cronograma de obras beneficia as ruas Aiurvocas, Araçatuba, Doze de Outubro, Fênix, Sérgio Alexandre Lemos e Vigário da Silva. A chegada da infraestrutura resolve problemas históricos com a poeira na estiagem e a lama no período chuvoso, valorizando os imóveis e elevando a qualidade de vida local. 


Programa Vira CG 


A iniciativa integra o Vira CG Infraestrutura, estruturado para modernizar Campo Grande. Ao longo de 2026, o planejamento do município projeta a execução de aproximadamente 80 quilômetros de pavimentação e drenagem, englobando também a implantação de ciclovias e o reordenamento do trânsito. 


Com aportes superiores a R$ 280 milhões, a gestão pública amplia a infraestrutura da Capital e melhora a mobilidade urbana. Estrategicamente, apenas a região do Anhanduizinho receberá R$ 88,5 milhões para pavimentar mais de 70 vias da região.