terça-feira, 14 de julho de 2026

Ataque com facão deixa mulher mutilada em bar de Campo Grande

 

                                           Mulher com ferimento na orelha. (Foto: Ilustrativa)



A atual companheira do ex-namorado de uma mulher de 53 anos é apontada como uma das suspeitas de participar de um ataque com facão que terminou com a vítima gravemente ferida, na noite de segunda-feira (13), em Campo Grande.


De acordo com reportagem do potal Mídiamax, durante a confusão, parte da orelha esquerda da mulher foi decepada.


De acordo com o boletim de ocorrência, o crime aconteceu em um bar nas proximidades da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Coronel Antonino, onde a vítima consumia bebida alcoólica com o ex-companheiro.


Em determinado momento, duas mulheres chegaram ao local e iniciaram uma discussão que terminou em agressão.


A PM (Polícia Militar) foi acionada após a vítima dar entrada na UPA com intenso sangramento. Conforme relato da assistente social da unidade, a mulher precisou receber atendimento médico de urgência.


À polícia, a vítima informou que uma das agressoras seria a atual companheira de seu ex-namorado. No entanto, devido à rapidez da confusão, ela não conseguiu identificar qual das duas mulheres desferiu o golpe de facão.


Por causa da gravidade dos ferimentos e da amputação parcial da orelha, a vítima foi transferida para a Santa Casa, onde permaneceu sob cuidados médicos.


O caso foi registrado na Depac-Cepol (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Centro Integrado de Polícia Especializada) como lesão corporal dolosa. A PC (Polícia Civil) investiga a autoria do golpe e a participação das envolvidas na agressão.

Projeto em São Paulo usa atividade física para tratar dor crônica

 

                                           Zanone Fraissat - 7.jul.26/Folhapress

  • Sessões acontecem semanalmente e incluem alongamento, fortalecimento e correção postural
  • Pacientes relatam melhora da dor mesmo sem o auxílio de medicação



Há cinco meses, dores nos ombros e na coluna lombar passaram a impactar a vida da manicure Maria Hosana Reis Ferreira de Oliveira, 53. Erguer os braços tornou-se um movimento impossível. Deitar na cama para dormir potencializava o incômodo. Noites em claro, estresse e cansaço pioraram a situação de Maria Hosana. Na UBS (Unidade Básica de Saúde), o médico recomendou o projeto EducaDor.


Voltado a pacientes das UBSs Mitsutani e Arrastão, serviços da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo administrados pelo Einstein Hospital Israelita, na zona sul da capital paulista, o projeto EducaDor trata e previne a dor crônica por meio da atividade física.


Dor crônica é aquela que persiste ou vai e volta por mais de três meses. A condição deixa de ser um sinal de alarme e se transforma em doença. O problema impacta a vida da pessoa, piora os níveis de depressão e ansiedade, favorece o aparecimento de distúrbios do sono, alterações na autoestima e problemas em relacionamentos.


Hosana observou melhora do quadro em pouco tempo. "A dor nos ombros desapareceu com dois meses de frequência no projeto e a da coluna praticamente não sinto mais. Não precisei nem tomar remédios", conta a manicure.


Segundo o fisioterapeuta Emerson Roberto Brito, 52, um dos coordenadores do trabalho, dores na lombar, nos joelhos e nos ombros (nesta ordem) são as mais comuns entre os participantes do grupo.


Os encontros acontecem às terças-feiras, às 7h30, no Cecco (Centro de Convivência e Cooperativa) Campo Limpo, localizado junto a um CEU (Centro Educacional Unificado). Ao longo de uma hora, os pacientes praticam cinesioterapia (terapia por meio do movimento) com alongamento, fortalecimento muscular, treino de equilíbrio, consciência corporal e correção postural.


"Com a cinesioterapia, o movimento é um recurso a mais no enfrentamento da dor. Fazemos atividades de mobilização, fortalecimento e alongamento muscular. Com isso, trabalhamos o equilíbrio e a propriocepção, que é o autoconhecimento do corpo. O fortalecimento muscular também ajuda na prevenção de quedas, na melhora do humor, no trabalho e no combate à insônia", explica Brito.


Os exercícios —de intensidade leve a moderada— não têm contraindicação. O segredo é não ultrapassar o limite da dor. Doentes crônicos podem executá-los desde que estejam com a condição de saúde controlada.


Na última terça-feira (7), a reportagem acompanhou uma atividade do projeto EducaDor. Na ocasião, havia cerca de 30 pessoas na sala, mas o número chega a dobrar em alguns dias, dizem os frequentadores. Ao término da sessão, todos saem com uma lição de casa: praticar os exercícios diariamente.


Sessões de auriculoterapia —técnica da medicina tradicional chinesa que utiliza pontos específicos na orelha para tratar condições físicas e emocionais— complementam o tratamento. Uma vez por mês, há uma aula extra com orientações sobre cuidados e prevenção de doenças. A reunião é, ainda, uma oportunidade para socialização —boa parte do grupo tem 60 anos ou mais.


Os anti-inflamatórios não conseguiram minimizar as dores na coluna cervical e na lombar da aposentada Marli Estefânia Pimenta, 64. O efeito da medicação era passageiro.


Marli frequenta o EducaDor há nove meses, desde que recebeu indicação de uma médica da UBS Jardim Mitsutani. Em pouco tempo de exercício, a mulher sentiu diferença na intensidade da dor.


"Em 30, 40 dias, veio a sensação de alívio no corpo. Hoje, estou praticamente livre das dores. O único cuidado que tomo é com a postura e ao levantar peso", diz a aposentada.


O desempregado Edson Ramos Silva, 67, chegou ao projeto com dor crônica persistente pós-operatória há um ano, depois de um procedimento na coluna.


Edson relata que a cirurgia foi útil inicialmente, mas com o tempo surgiram dores que irradiavam para pernas e ombros. "Não consegui controlar com medicamentos, e o médico da UBS me orientou a procurar esse grupo", diz. Ele afirma ter melhorado acima de 70% mantendo os exercícios, sem precisar de remédios.




Como o movimento melhora a dor?

O movimento ativa a "farmácia natural" do corpo, chamada farmácia endógena. É por meio dela que o organismo aciona os seus próprios mecanismos de controle da dor.


Segundo o fisioterapeuta, o corpo produz neurotransmissores que auxiliam no combate à inflamação e na modulação da dor. Entre eles estão a endorfina, a dopamina, a serotonina e a noradrenalina.


Além disso, o exercício atua na mecânica das articulações: todas elas possuem uma membrana interna que produz o líquido sinovial, um lubrificante natural.


Conforme o corpo se mexe, mais é estimulada a circulação do líquido sinovial, o que facilita o deslizamento entre os ossos e lubrifica a articulação.


"Na prática clínica, trabalhamos o alongamento para reduzir a rigidez muscular e a mobilização para devolver a funcionalidade ao membro. O fortalecimento muscular é essencial para aliviar as dores: muitas vezes a articulação já apresenta desgaste, e o músculo precisa ser fortalecido para suportar a carga que ela não consegue mais absorver sozinha", explica o especialista.


É possível ficar 100% livre da dor, mas nem todos conseguem. Tem dor crônica que envolve outros fatores além da musculatura e da articulação.


"Desgaste articular não consigo resolver 100% com exercício. Mas é aquela coisa: hoje a dor é nota oito. Com atividade física, passa a doer quatro. Em vez de cinco crises no ano, eu terei duas. Se antes ficava cinco dias parado, hoje paro somente um. E o mais importante: quando eu percebo que a crise de dor vai chegar, já sei como enfrentá-la."




Em São Paulo, a rede municipal de saúde possui seis Centros de Referência da Dor, um em cada região da cidade. O acesso é por meio da UBS de referência.


Cada unidade conta com uma equipe multiprofissional composta por médicos especialistas (anestesiologistas e/ou neurologistas, clínicos especialistas em dor, ou fisiatras), além de enfermeiros, psicólogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, farmacêuticos e assistentes sociais.


Em outros municípios brasileiros, o indivíduo deve se informar sobre o tratamento contra dor crônica na UBS perto de onde mora.


O projeto Saúde Pública tem apoio da Umane, associação civil que tem como objetivo auxiliar iniciativas voltadas à promoção da saúde


Patrícia PasquiniZanone FraissatFolha de São Paulo

Choque mata foragido do presídio após suspeito apontar arma para policiais na Capital

 

                                                  Revólver calibre 22 que estava com José Vinicius foi apreendido. (Foto: PM)



Um foragido do sistema prisional morreu durante uma intervenção do Batalhão de Choque da PM (Polícia Militar) na noite de segunda-feira (13), no Bairro Tiradentes, em Campo Grande.


Segundo a corporação, José Vinicius Alvila Cardoso, de 24 anos, reagiu à abordagem apontando uma arma de fogo contra os policiais e acabou baleado.


A equipe realizava diligências na Avenida Ministro João Arinos após receber informações de que um homem armado circulava pela região. Durante as buscas, os militares localizaram o suspeito e deram início à abordagem.


Conforme a versão da polícia, José teria sacado um revólver e direcionado a arma para os agentes, que revidaram. O jovem foi atingido, recebeu atendimento e foi encaminhado à UPA (Unidade de Pronto Atendimento), mas não resistiu aos ferimentos.


No local, os policiais apreenderam um revólver calibre .22 da marca Custer, carregado com dez munições intactas. O armamento foi encaminhado para perícia.


Histórico criminal


De acordo com a PM, José Vinicius estava foragido do sistema penitenciário e possuía um extenso histórico criminal. Os registros começaram ainda na adolescência, com ocorrências por furto e tráfico de drogas.


Em 2023, ele respondeu por posse irregular de arma de fogo, porte ilegal de arma de uso restrito, furto qualificado e seis roubos praticados com emprego de arma e participação de comparsas. Já em 2024, voltou a ser investigado por outro roubo com características semelhantes.


O caso será apurado pelas autoridades competentes, conforme determina o procedimento para ocorrências com intervenção policial.

Brasil conhece rival e data do duelo nas quartas da VNL Feminina

 

                                           Brasil não terá Julia Kudiess na fase final — Foto: divulgação/Volleyball World


A etapa preliminar da Liga das Nações Feminina de Vôlei chegou ao fim neste domingo (12). E o Brasil já sabe quem enfrentará na fase final da VNL.


Terceira colocada, a seleção brasileira terá o Japão, que finalizou em sexto lugar, nas quartas de final. A partida será no dia 22 de julho, quarta-feira, às 8h30 (de Brasília).


Para a fase final da competição, o técnico Zé Roberto Guimarães convocou a Larissa Besen, destaque do Osasco. A central chega para suprir o desfalque de Julia Kudiess, que sofreu uma lesão no joelho e retornou ao Brasil para cirurgia.


Líder da competição, os Estados Unidos enfrentarão a China no dia 23 de julho. A seleção do país asiático estava fora do grupo de classificação, porém, por ter vaga assegurada como anfitriã, "assumirá" a oitava posição.


Vice-líder, a Itália, campeã de três das últimas quatro edições, encara a Holanda também no dia 22, às 5h (de Brasília), abrindo a disputa das quartas de final. Quarta colocada, a Turquia medirá forças com a seleção do Canadá, a quinta na tabela, no dia seguinte.


Chaveamento:


Itália x Holanda (22/07 - 5h)

Brasil x Japão (22/07 - 8h30)

Turquia x Canadá (23/07 - 5h)

Estados Unidos x China (23/07 - 8h30)

Campeãs da Liga das Nações (VNL):


(Com ge - SP)

Após alegar ciúmes, homem é preso por matar mulher a facadas

 

Polícia Civil de Fátima do Sul acompanha o caso (Foto: Divulgação)
                                            



A discussão entre um casal terminou em mais um caso de feminicídio em Mato Grosso do Sul. Preso em flagrante, um homem de 25 anos confessou à PC (Polícia Civil) ter esfaqueado a companheira após uma briga motivada por ciúmes.


A vítima, Paula de Souza Conceição, de 29 anos, morreu no HV (Hospital da Vida), em Dourados, para onde havia sido transferida em estado grave.


O crime ocorreu na madrugada de sábado (12), na residência onde o casal estava, localizada no Jardim Pioneiro, em Fátima do Sul. Vizinhos ouviram gritos e acionaram equipes da PM (Polícia Militar), que encontraram a mulher caída no imóvel, já inconsciente.


O Corpo de Bombeiros prestou os primeiros socorros e encaminhou Paula ao hospital de Fátima do Sul. Devido à gravidade do ferimento, ela foi transferida para o Hospital da Vida, em Dourados, mas morreu durante o atendimento médico.


Ainda no local, o suspeito foi preso em flagrante e levado para a Delegacia da PC. Inicialmente registrado como lesão corporal no contexto de violência doméstica, o caso passou a ser investigado como feminicídio após a confirmação da morte da vítima.


A faca usada no crime foi apreendida, mas, segundo a polícia, havia sido lavada antes da chegada das equipes.


Ciúmes e discussão


Em depoimento, Vagner dos Santos Ferreira afirmou que discutiu com Paula por causa de ciúmes. Segundo o delegado Cristiano Hein, o investigado contou que os dois haviam consumido bebida alcoólica e cocaína antes da briga.


Ainda conforme o relato prestado à polícia, o suspeito disse que desferiu um golpe de faca com a intenção de "assustar" a companheira.


As investigações apontam que o relacionamento era marcado por separações e reconciliações. Embora não estivessem juntos oficialmente, Paula viajou de Ponta Porã para Fátima do Sul durante as festividades de aniversário do município, onde reencontrou Vagner.


Investigação


Durante a perícia na residência, policiais civis encontraram manchas de sangue na cozinha e vestígios de possível consumo de drogas.


De acordo com o delegado Cristiano Hein, não havia registros anteriores de violência doméstica nem medidas protetivas envolvendo o casal. O investigado, no entanto, possui antecedentes por tráfico de drogas. Conforme a polícia, ele já foi preso pelo crime, denunciado pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) e acumula duas condenações definitivas, de sete e cinco anos de prisão.


Com a morte de Paula de Souza Conceição, Mato Grosso do Sul chega ao 14º feminicídio registrado em 2026.

Transporte coletivo opera em plano especial nas férias

 





O transporte coletivo de Campo Grande funcionará com programação especial entre os dias 17 e 31 de julho, período de férias escolares das redes municipal, estadual, federal e particular de ensino. A medida, adotada anualmente pela Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), adequa a oferta de viagens à redução da demanda registrada durante o recesso.


De segunda a sexta-feira, todas as linhas passarão a operar conforme o plano funcional “Operação Especial”, previsto nas Ordens de Serviço de cada itinerário. Aos sábados, domingos e feriados, permanece a programação habitual.


Na prática, a maior parte da rede permanece sem alterações. Cerca de 60% das linhas mantêm o mesmo número de viagens realizadas durante os dias letivos, preservando também a frota em circulação. Os ajustes concentram-se principalmente nas linhas de perfil escolar e universitário e nos horários de menor movimento.


Considerando toda a rede, o intervalo médio entre os ônibus aumenta aproximadamente 1,4 minuto. Nas linhas que passam por adequações, o acréscimo médio no tempo de espera varia entre quatro e cinco minutos.


Os horários de maior demanda, das 5h30 às 8h30, das 10h30 às 13h30 e das 16h às 18h30, permanecem preservados. Durante esse período, o Consórcio Guaicurus manterá dois veículos reserva com tripulação para atender eventuais necessidades operacionais e poderá ampliar a oferta de viagens, mediante acompanhamento da demanda e determinação da fiscalização da Agetran.


A programação especial permanece em vigor até o dia 31 de julho. Com o retorno das aulas, em 1º de agosto, todas as linhas voltarão a operar conforme a programação regular dos dias úteis.


Serviço


Os passageiros podem consultar os horários atualizados de cada linha no portal do Consórcio Guaicurus:

https://www.consorcioguaicurus.com.br/servico/consultar-horarios/

                                             Foto: Reprodução

Funsat oferta de 1.014 vagas nesta terça-feira (14)

 

                                              Reprodução



A Funsat (Fundação Social do Trabalho) disponibiliza, nesta terça-feira (14), 1.014 vagas de emprego em Campo Grande. As oportunidades são oferecidas por 131 empresas e contemplam 121 profissões, com encaminhamento realizado pela Agência de Empregos da Fundação. 


Entre as funções com maior número de vagas estão operador de caixa (87), auxiliar de cozinha (17), auxiliar (16), motorista de ambulância (15), estoquista (7), pedreiro (10) e açougueiro (38). 


Para participar dos processos seletivos, é necessário que o trabalhador esteja com o cadastro atualizado no Sine (Sistema Nacional de Emprego) e tenha o perfil profissional compatível com a vaga pretendida. 


Mais de 600 vagas não exigem experiência 


Das oportunidades disponíveis, 616 são de perfil aberto, modalidade destinada a candidatos que podem ser contratados mesmo sem experiência na função, recebendo treinamento remunerado pela empresa. 


Há vagas para atendente de lojas e mercados (28), atendente de padaria (20), garçom (10), perfumista (5), servente de obras (5), entre outras. 


Já para o público PCD (Pessoa com Deficiência), a Fundação oferece 57 vagas, distribuídas entre as funções de auxiliar de confecção (50), auxiliar de estoque (3), repositor de mercadorias (2), empacotador à mão (1) e auxiliar de limpeza (1). As informações sobre essas oportunidades podem ser obtidas no Guichê 1 da Agência de Empregos. 


O atendimento da Funsat acontece das 7h às 13h, na sede da Fundação, localizada na Rua 14 de Julho, 992, Vila Glória, e também no Polo Moreninhas, na Rua Anacá, 699.