sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Vacina contra herpes-zóster é associada a menor risco de demência em idosos

 

                                            David Gannon - 28.abr.2021/AFP

  • Estudo com mais de 500 mil pessoas sugere efeito protetor contra o declínio cognitivo
  • Imunizante é recomendado para adultos acima dos 50 anos

A vacinação contra o vírus herpes-zóster em idosos pode ajudar a reduzir o risco de desenvolver demência, sugere um novo estudo publicado no periódico Annals of Internal Medicine, liderado por pesquisadores da Escola de Saúde Pública da Universidade Brown, nos Estados Unidos.


O vírus é o mesmo causador da varicela, ou catapora. Após a primeira infecção, normalmente na infância, ele permanece latente em gânglios do sistema nervoso por décadas. Em pessoas com baixa imunidade, o que inclui os idosos, ele pode "despertar". Ao caminhar pelo sistema nervoso periférico, causa o chamado "cobreiro", doença caracterizada por lesões na pele que provocam coceira, formação de bolhas e que pode levar a um quadro extremamente doloroso.


Mas o vírus também pode atingir o sistema nervoso central, provocando um processo inflamatório crônico que pode causar danos ao cérebro. "O processo inflamatório crônico somado ao envelhecimento compromete o mecanismo de reparação após uma agressão", explica o neurologista Augusto Penalva de Oliveira, do Einstein Hospital Israelita. "Estudos sugerem que esse vírus está associado não só à demência, mas também a quadros vasculares, como acidente vascular cerebral [AVC]."


Segundo os autores do artigo, pesquisas observacionais anteriores sugerem que a vacina contra o herpes-zóster confere proteção ao cérebro. Na tentativa de elucidar essa associação, eles simularam um estudo randomizado usando dados de pacientes que passaram por clínicas ou instituições após alguma condição de saúde ou passaram por longas internações entre os anos de 2017 e 2022.


Foram avaliados registros de mais de 500 mil indivíduos com mais de 66 anos, sem diagnóstico inicial de demência. Ao comparar informações dos que haviam recebido pelo menos uma dose da vacina e daqueles não imunizados, os pesquisadores constataram queda no risco de desenvolver demência entre os vacinados.


Oliveira ressalta que o estudo tem limitações metodológicas, por exemplo, o fato de utilizar registros que podem conter imprecisões sobre os diagnósticos, bem como o grande número de pacientes na amostra total que não puderam ser avaliados. "Ainda assim, há um grande potencial de a vacina ter esse efeito protetor", avalia o neurologista.


A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) recomenda a vacinação contra o herpes-zóster de rotina para todos os adultos a partir dos 50 anos, mesmo para os que já desenvolveram a doença. Por enquanto, a vacina só está disponível na rede privada.


Gabriela CupaniFolha de São Paulo

Cirurgia metabólica ganha espaço no controle do diabetes tipo 2 e reduz uso de medicamentos

                                          Jaqueline Bispo Ramos Martinez, 35, desenvolveu diabetes gestacional na gravidez e, posteriormente, recebeu o diagnóstico de diabetes tipo 2; ela passou pela cirurgia metabólica e deixou de usar medicamentos para a doença - Arquivo Pessoal


  • Entenda como o procedimento altera o metabolismo e ajudar a prevenir complicações da doença

  • Operação pode levar à remissão do diabetes, mas acompanhamento médico é necessário


Por muito tempo, as cirurgias usadas no tratamento da obesidade também foram vistas como uma alternativa para pacientes com diabetes tipo 2. Hoje, o procedimento é reconhecido pelo efeito metabólico positivo que pode produzir, como melhora da glicemia e redução da necessidade de medicamentos. Os benefícios ocorrem antes mesmo de uma perda expressiva de peso.


Em 2025, o CFM (Conselho Federal de Medicina) atualizou as regras para cirurgias bariátrica e metabólica e ampliou as situações em que pacientes com diabetes podem ser indicados para o procedimento.


A diferença entre as duas abordagens está principalmente no objetivo do tratamento. A cirurgia bariátrica tem como foco o controle da obesidade, enquanto a metabólica considera também o impacto da operação sobre doenças associadas, como diabetes.


As técnicas utilizadas, porém, são as mesmas, principalmente o bypass gástrico em Y de Roux (cirurgia que reduz o tamanho do estômago e desvia parte do intestino para promover perda de peso e controle de doenças associadas) e o sleeve (ou gastrectomia vertical, cirurgia que remove cerca de 80% do estômago, transformando o órgão em um tubo estreito com capacidade para 100 ml).


Dados obtidos pela reportagem em conjunto com a SBCBM (Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica) apontam que o bypass representa 72.73% dos registros deste tipo de cirurgia no Brasil, desde 2020. Já o sleeve totaliza 34.91% no mesmo período.


A resolução do CFM também estabeleceu que pacientes com IMC (índice de massa corporal) entre 30 e 35 que apresentam diabetes tipo 2 estão aptos para o procedimento. Quando não há comorbidades, os pacientes devem ter IMC igual ou superior a 40.



"A melhora precoce do diabetes após a cirurgia é em grande parte guiada justamente pelo GLP-1", afirma Cláudia Schimidt, endocrinologista do Einstein Hospital Israelita. Segundo ela, depois do procedimento, os alimentos chegam mais rapidamente a regiões distais do intestino, aumentando a liberação do hormônio. A redução da ingestão calórica no período inicial também contribui para a melhora da glicemia.


O GLP-1 é um hormônio produzido naturalmente pelo intestino após as refeições que ajuda a controlar o açúcar no sangue e a sensação de saciedade. As canetas emagrecedoras são análogas do GLP-1, imitando sua ação.


O cirurgião-geral Marcos Leão Vilas Boas, ex-presidente da SBCBM, explica que a resposta hormonal ajuda a entender por que o diabetes pode melhorar poucos dias depois da operação, antes de uma perda significativa de peso. "As mesmas cirurgias que servem para o diabetes tratam a obesidade, fazem perder peso. Assim como as mesmas cirurgias que são utilizadas para perder peso, no caso a bariátrica, podem tratar o diabetes", afirma.


As evidências sobre a cirurgia metabólica vão além da perda de peso. Um dos estudos mais relevantes, o Stampede, publicado em 2017 no New England Journal of Medicine, acompanhou 150 pessoas com diabetes tipo 2 submetidas a tratamento médico intensivo, bypass gástrico em Y de Roux ou sleeve.


Após cinco anos, 29% dos pacientes que fizeram bypass e 23% dos que passaram pelo sleeve alcançaram hemoglobina glicada de até 6%, índice considerado controle glicêmico rigoroso, contra 5% no grupo tratado apenas clinicamente. Aproximadamente 89% dos pacientes dos grupos cirúrgicos não utilizavam insulina ao fim do acompanhamento.


A endocrinologista Cláudia Schimidt também ressalta que o resultado da cirurgia varia de acordo com o histórico da doença. Há quanto tempo a pessoa tem diabetes, o grau de descontrole da glicemia, a quantidade de medicamentos utilizada e a capacidade de perder peso influenciam a possibilidade de remissão.


"Não é uma indicação única e exclusivamente pelo IMC. A gente tem que entender todo o conjunto metabólico desse paciente, o quanto que a obesidade impacta a saúde dele e quais estratégias estão sendo usadas para controlar ou não a doença", afirma.


A trajetória de Jaqueline Bispo Ramos Martinez, 35, moradora de Salvador (BA), ilustra o que esses números representam na vida de uma paciente. Ela desenvolveu diabetes gestacional durante a gravidez do primeiro filho, há dez anos, e posteriormente recebeu o diagnóstico de diabetes tipo 2. Com histórico familiar da doença e obesidade, passou a enfrentar dificuldade crescente para controlar a glicemia.


Ela conta que chegou a pesar 109 kg antes do procedimento e atualmente está com 77 kg. Também deixou de usar medicamentos para diabetes. "Minha vida mudou. Tenho disposição, sou mãe de dois filhos, voltei a trabalhar, voltei a viver. Hoje não tomo nenhum remédio para diabetes", afirma.


Cirurgia na era das canetas emagrecedoras

A discussão sobre cirurgia metabólica ocorre paralelamente à expansão de medicamentos como semaglutida, princípio ativo do Ozempic, e tirzepatida, presente no Mounjaro. As duas substâncias atuam sobre mecanismos hormonais relacionados à glicemia e ao peso, mas por vias diferentes.


Para Arnaldo Nacarato, cirurgião do aparelho digestivo do Hospital Sírio-Libanês em Brasília, o avanço das medicações não torna a cirurgia ultrapassada.


"O tratamento medicamentoso e a cirurgia não são excludentes. A tendência é que eles coexistam, e a escolha deve considerar o perfil de cada paciente", afirma.



Remissão exige acompanhamento

A cirurgia pode levar à remissão do diabetes, mas isso não significa que a doença esteja definitivamente eliminada. A glicemia pode voltar a subir anos depois, especialmente em situações de reganho de peso ou progressão da própria doença.


"De fato, o diabetes pode deixar de estar presente de acordo com o tratamento, mas ele pode voltar depois ao longo da vida", explica Cláudia.


Para Marcos Leão Vilas Boas, o objetivo não deve ser limitado à ideia de cura. "É ótimo quando o paciente tem remissão plena ou cura, mas já é muito bom quando a gente tem um controle absoluto", afirma. A cirurgia bariátrica ou metabólica integra um tratamento multidisciplinar, e não deve ser entendida como um procedimento isolado.


Laís Seguin

Folha de São Paulo

Caminhões são desviados da MS-040 e restrição pode durar até 60 dias

                       


Restrição nos km 205 e 223 já chega ao 20º dia. (Foto: Reprodução)
                                           


Caminhoneiros que utilizam a MS-040 entre Campo Grande e Santa Rita do Pardo estão sendo obrigados a percorrer rotas alternativas devido à interdição de duas pontes. A restrição para veículos pesados já dura cerca de 20 dias e pode permanecer por até dois meses.


O bloqueio atinge estruturas nos quilômetros 205 e 223 da rodovia. Caminhões, ônibus e outros veículos pesados não podem passar pelos locais, enquanto automóveis e motocicletas seguem circulando pelo sistema de Pare e Siga.


Sem passagem pela MS-040, o transporte de cargas precisa recorrer principalmente à BR-262 e à BR-267, ampliando o trajeto de quem circula entre Campo Grande, Santa Rita do Pardo e municípios da região leste de Mato Grosso do Sul.


A Agems (Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul) informou que há rotas alternativas disponíveis, mas ainda não existe previsão para a retomada integral do tráfego nos pontos afetados.


As intervenções são realizadas pela concessionária Caminhos da Celulose e têm prazo estimado entre 30 e 60 dias. Até agora, também não foi anunciada uma alternativa provisória que permita a passagem dos caminhões durante a execução dos serviços.


A situação chegou à Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul). O deputado estadual Pedro Arlei Caravina (PSDB) pediu informações sobre as condições estruturais das pontes, o cronograma das intervenções e a possibilidade de instalação de uma ponte móvel.


A restrição também provocou protestos em Santa Rita do Pardo. Moradores, produtores e transportadores chegaram a bloquear a rodovia para cobrar uma solução que reduza os impactos sobre o transporte de cargas.


A MS-040 faz parte da Rota da Celulose, concessão que reúne mais de 870 quilômetros de rodovias em Mato Grosso do Sul. Até que haja liberação das estruturas ou adoção de uma alternativa temporária, os veículos pesados continuarão utilizando os desvios.

Caixa paga hoje Bolsa Família para beneficiários com NIS final 7

 

                                             Divulgação


A Caixa Econômica Federal inicia nesta sexta-feira, dia 25 de setembro o pagamento do Bolsa Família referente ao mês de setembro para os beneficiários com o Número de Identificação Social (NIS) terminado em 7.


Os pagamentos são realizados preferencialmente na Poupança Caixa ou conta Caixa Tem. Com a conta Caixa Tem, os beneficiários podem pagar contas e fazer transferências diretamente pelo aplicativo no celular.


O valor também pode ser movimentado com o cartão de débito da conta em comércios, Unidades Lotéricas, Correspondentes Caixa Aqui, terminais de autoatendimento e Agências da Caixa. Além disso, é possível realizar saques sem cartão nos terminais de autoatendimento e Unidades Lotéricas, utilizando a identificação biométrica previamente cadastrada em uma agência da Caixa. 

Brasil tropeça diante da Austrália e evita derrota no último lance

 

                                           Atacante Vini, da Seleção Brasileira, tenta avançar com a bola. (Foto: Reprodução)




A Seleção Brasileira começou o período pós-Copa do Mundo com um resultado abaixo do esperado. Nesta sexta-feira (25), o time comandado por Carlo Ancelotti empatou por 1 a 1 com a Austrália, no Queensland Country Bank Stadium, em Townsville.


O Brasil encontrou dificuldades principalmente no início da partida, quando os donos da casa conseguiram pressionar e levar perigo ao gol defendido por Hugo Souza.


Aos poucos, a equipe brasileira passou a ocupar mais o campo ofensivo.


Ainda no primeiro tempo, Estêvão chegou a balançar a rede, mas o gol foi anulado por falta de Bruno Guimarães na construção da jogada. O placar permaneceu zerado até o intervalo.


Na etapa final, a Seleção aumentou a presença no ataque e criou oportunidades com Raphinha e Estêvão, mas foi a Austrália quem abriu o marcador. Irankunda cobrou falta e colocou os donos da casa em vantagem aos 22 minutos.


Quando a primeira derrota do novo ciclo parecia definida, Rayan apareceu no último lance. Após cobrança de escanteio de Raphinha, o atacante cabeceou, a bola desviou, tocou no travessão e entrou, garantindo o empate aos 49 minutos.


O amistoso marcou a primeira apresentação do Brasil desde a eliminação para a Noruega na Copa do Mundo de 2026. Ancelotti iniciou esta Data Fifa com um elenco reformulado: apenas nove dos 26 jogadores que estiveram no Mundial foram mantidos na convocação.


Brasil e Austrália voltam a se enfrentar na terça-feira (29), desta vez em Brisbane. Depois, a Seleção segue para a Índia, onde encara os donos da casa em 3 de outubro, em Calcutá.

Paciente recebe alta e morre horas depois em acidente com ambulância

 


                                           Ambulância ficou destruída após acidente em MS. (Foto: Jardim MS News)




A viagem de volta para casa após uma alta hospitalar terminou em tragédia para Teófila Vasques na quinta-feira (24), em Mato Grosso do Sul.


A paciente, segundo o G1, morreu depois que a ambulância que a transportava bateu na traseira de uma carreta e saiu da pista na BR-060, próximo a Sidrolândia.


Teófila estava em tratamento contra o câncer e havia recebido alta em Campo Grande.


Ela retornava para Bela Vista quando ocorreu o acidente, no km 464 da rodovia. A morte foi confirmada posteriormente pela Prefeitura de Bela Vista.


Informações preliminares apontam que a ambulância atingiu a traseira da carreta. Após a colisão, o motorista perdeu o controle da direção e o veículo saiu da pista. As circunstâncias que levaram à batida ainda serão apuradas.


Uma acompanhante que estava no veículo sofreu fratura em uma das pernas. Os ocupantes foram socorridos e encaminhados para atendimento médico em Sidrolândia.


A ambulância é vinculada ao Polo Indígena de Antônio João e era utilizada no transporte de pacientes de Bela Vista. Antes do acidente, o veículo havia seguido para Campo Grande levando outro paciente que precisava de atendimento e retornava ao município com Teófila.


Transporte será apurado


Além das circunstâncias da colisão, a Prefeitura de Bela Vista informou que vai apurar as condições em que o transporte era realizado. A análise deve incluir as escalas, jornadas de trabalho e períodos de descanso dos profissionais envolvidos na viagem.


A administração municipal lamentou a morte de Teófila e informou que presta acolhimento aos servidores envolvidos no acidente e às famílias afetadas.

Com risco de altas temperaturas, Defesa Civil emite alerta vermelho

 




A Coordenadoria de Proteção e Defesa Civil de Campo Grande emitiu um alerta válido a partir do próximo sábado (26), às 11h, sobre o risco aumento em mais de 5 ºC nas temperaturas até às 18h de quarta-feira (30). 


O alerta vermelho foi emitido pela possibilidade de elevação nas temperaturas por um período superior há cinco dias. Ainda conforme o comunicado, há risco elevado à saúde. O alerta foi feito pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). 


Caso seja atingido por alguma intempérie, o munícipe pode acionar a Defesa Civil através do contato 199, ou solicitar serviços, como a remoção de árvores pelo 156. 


O serviço de emergência também poderá ser acionado através do 193.