sábado, 17 de outubro de 2026

Com demissões e troca de executiva, Netflix tenta recuperar ritmo de crescimento

 

                                            Logo da Netflix em prédio da empresa no distrito de Hollywood, nos EUA - Daniel Cole - 8.dez.25/Reuters

  • Queda das ações, perda de espaço na audiência e falta de grandes sucessos pressionam serviço de streaming

  • Empresa demitiu cerca de mil funcionários e substituiu diretora de conteúdo na última semana




Muita coisa parece estar dando certo para a Netflix atualmente. A empresa continua sendo, de longe, o serviço pago de streaming mais assistido do mundo, com mais de 325 milhões de assinantes.


Ainda assim, na quarta-feira (14), a Netflix demitiu cerca de 1.000 funcionários, aproximadamente 6% de seu quadro —sua maior rodada de cortes em quatro anos. E, na quinta-feira (15), promoveu uma mudança abrupta na liderança, afastando Bela Bajaria, que supervisionava todas as séries de TV, filmes, eventos ao vivo, esportes e podcasts em vídeo da empresa, e substituindo-a por Peter Rice, veterano da Fox e da Disney.


Dois fatores interligados ajudaram a motivar as mudanças, que repercutiram em toda Hollywood nesta semana. A empresa não está crescendo com rapidez suficiente, como disse recentemente Ted Sarandos, codiretor-executivo da companhia. Além disso, as ações da Netflix despencaram mais de 40% no último ano.


A Netflix viu estagnar o tempo que os espectadores passam em sua plataforma, enquanto enfrenta dificuldades para encontrar novos sucessos globais que substituam séries campeãs de audiência como "Stranger Things", encerrada no ano passado. O YouTube, um dos maiores concorrentes da Netflix, ampliou no último ano sua participação no tempo dedicado à televisão nos Estados Unidos, enquanto a da Netflix diminuiu, segundo a Nielsen.


Em setembro, o serviço de streaming teve seu pior desempenho no Emmy em uma década, embora gaste mais de três vezes o que gastava com conteúdo em 2016. E alguns dos maiores nomes que a Netflix havia atraído com acordos lucrativos de produção partiram para concorrentes.


Os irmãos Duffer, criadores de "Stranger Things", foram para a Paramount no ano passado. Shawn Levy, produtor executivo de "Stranger Things", anunciou no mês passado que estava deixando a empresa rumo à Disney. O diretor David Fincher, que levou "House of Cards" à Netflix e lançará seu filme mais recente, "The Further Mis-Adventures of Cliff Booth", no serviço no fim de dezembro, optou por deixar vencer seu contrato com a empresa; e Noah Baumbach ("Marriage Story", "Jay Kelly") foi para a Warner Bros.


"As ações estão em queda por um motivo: existe a percepção de que os desafios de engajamento criarão obstáculos ao crescimento da receita", disse Rich Greenfield, fundador da LightShed Partners, empresa de pesquisa.


O preço das ações da Netflix começou a cair no ano passado, quando a empresa fez uma proposta audaciosa pelos negócios de estúdio e streaming da Warner Bros. Discovery. A possível aquisição, na qual a Netflix estava disposta a gastar mais de US$ 80 bilhões, parecia contrariar uma premissa central: a de que a Netflix estava muito bem produzindo sozinha filmes e séries de sucesso e não precisava buscar ajuda fora da empresa. "Somos construtores, não compradores" foi uma frase repetida por Sarandos durante anos.


Mas, ao anunciar o acordo, Sarandos disse que a eficiente operação de estúdio da Warner Bros. seria um ativo crucial para a empresa. "Nosso acervo de projetos em desenvolvimento é bastante limitado", afirmou na ocasião.


o fim, a Netflix perdeu o cobiçado negócio para a Paramount Skydance. Em uma conferência da Bloomberg no mês passado, Sarandos reconheceu que "o acordo em si meio que desorganizou a narrativa da empresa para os investidores".


Mas disse não se arrepender da tentativa. "É preciso estar disposto a colocar em risco a narrativa da empresa por algo que seja bom para o negócio no longo prazo", acrescentou.


Números preocupantes de audiência contribuíram para isso. Recentemente, a Netflix deixou de destacar em seus relatórios o número de assinantes e passou a informar quanto tempo cada usuário dedica a seus programas. É um dos poucos serviços de streaming a divulgar dados dessa maneira, e observadores têm acompanhado a queda nos números gerados por séries e filmes em relação ao passado.


Séries populares, entre elas "Treta", "The Night Agent" e "Avatar: O Último Mestre do Ar", registraram quedas expressivas de audiência em suas temporadas mais recentes, segundo as métricas da Netflix. E nenhum filme lançado neste ano se transformou em um grande sucesso, ao contrário do ano passado, quando "Guerreiras do K-Pop" e "Um Maluco no Golfe 2" dominaram o cenário cultural e foram grandes êxitos no serviço.


Métricas de terceiros também não foram muito mais favoráveis. A Netflix respondeu por 7,8% de todo o tempo dedicado à televisão nos Estados Unidos em julho, segundo a Nielsen, uma queda de um ponto percentual em relação ao ano passado. A participação do YouTube supera 14%, enquanto os serviços de streaming da Disney (4,7%), o Prime Video (4,2%) e todos os demais estão muito atrás.


Sarandos reconheceu em um memorando aos funcionários, na quinta, que via a mudança na liderança da empresa como "uma oportunidade de elevar nosso catálogo a outro patamar", sobretudo nos Estados Unidos.Ele só comunicou à estimada Bajaria sua demissão no fim de quarta-feira, horas depois de a empresa anunciar os cortes, segundo duas pessoas informadas sobre a conversa.


Bajaria, que ingressou na empresa em 2016 e sucedeu Sarandos como diretora de conteúdo em 2023, privilegiava séries e filmes voltados ao grande público, uma característica que certa vez comparou a um "hambúrguer gourmet" —conteúdo "sofisticado e comercial ao mesmo tempo", disse ela à revista The New Yorker.


Agora, a Netflix está trazendo Rice, um executivo experiente, com três décadas de atuação no cinema e na televisão. Ele já foi produtor. Comandou um estúdio de cinema, a Fox Searchlight. E dirigiu uma ampla divisão de televisão, na Disney. Sua passagem pela Fox incluiu a condução de sucessos independentes como "Pequena Miss Sunshine", "Juno" e "Quem Quer Ser um Milionário?", que conquistou o Oscar de melhor filme em 2009.


Quem trabalhou com ele o descreve tanto como alguém que sabe atuar dentro de uma grande organização quanto como alguém capaz de conversar com diretores de personalidade complexa de maneiras que aprimoram o trabalho deles. Quando Rice foi demitido da Disney, o diretor Danny Boyle, que trabalhou com ele em "Quem Quer Ser um Milionário?", o elogiou como "o melhor executivo com quem já trabalhei".


"Sempre achei que ele estava destinado a comandar uma grande empresa", disse Joe Pichirallo, professor da Tisch School of the Arts, da Universidade de Nova York, e ex-executivo da Fox Searchlight, que descreveu o gosto de Rice como sofisticado e acessível. E acrescentou: "Um hambúrguer não caberia na minha definição de Peter Rice".

|The New York Times

Anvisa aprova primeiro medicamento não hormonal para ondas de calor da menopausa

 

                                          Medicamento não hormonal para ondas de calor da menopausa foi aprovado pela Anvisa - Pixabay

  • Fezolinetanto age no cérebro para controlar fogachos e suores noturnos moderados a intensos

  • Especialistas apontam benefício para mulheres que não podem ou não desejam fazer reposição hormonal



A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou nesta segunda-feira (22) o fezolinetanto, medicamento indicado para o tratamento de ondas de calor e suor noturno de intensidade moderada a intensa na menopausa.


É a primeira terapia não hormonal com essa indicação aprovada no Brasil. O medicamento será comercializado pela Astellas Farma com o nome Veoza.


O fezolinetanto age no cérebro para interromper o mecanismo que provoca as ondas de calor. Na menopausa, a queda do estrogênio faz uma substância chamada neurocinina B passar a agir de forma exagerada no hipotálamo —região que regula a temperatura corporal—, desencadeando os episódios de calor e suor. O medicamento bloqueia essa substância.

Laiz Menezes

Folha de São Paulo


A aprovação foi baseada em estudos clínicos que reuniram mais de 3.000 mulheres na Europa, nos Estados Unidos e no Canadá. Os resultados demonstraram redução da frequência e da intensidade dos fogachos, além de um perfil de segurança considerado favorável, sem evidências de lesão hepática grave relacionada ao medicamento.


A reposição hormonal é o tratamento padrão para ondas de calor e suor noturno na menopausa, afirma Luciano de Melo Pompei, vice-presidente da Comissão Nacional Especializada em Climatério da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia).


Entre os grupos com contraindicação à reposição hormonal estão mulheres com histórico de câncer de mama, lesões precursoras ou de alto risco para a doença e outros tumores hormônio-dependentes, além daquelas com antecedente de infarto, AVC (acidente vascular cerebral) ou trombose.


Para a endocrinologista Lorena Lima Amato, doutora pela USP (Universidade de São Paulo), a principal vantagem do fezolinetanto é ampliar as opções de tratamento para mulheres que não podem ou não desejam fazer terapia hormonal.


As ondas de calor são o sintoma mais conhecido da menopausa e do climatério. Até agora as alternativas não hormonais para o tratamento se restringiam principalmente a alguns antidepressivos, que costumam apresentar eficácia limitada e não têm indicação formal em bula para esse uso.


A especialista ressalta, porém, que o medicamento não trata outros efeitos da queda do estrogênio na menopausa, como a perda de massa óssea e a secura vaginal.


Apesar da aprovação pela Anvisa, o medicamento ainda não está disponível nas farmácias.


A Astellas Farma afirma que ainda não há data definida para o lançamento comercial, nem preço estabelecido para o mercado brasileiro. No país, o valor dos medicamentos é definido pela Cmed (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos), processo que se inicia após a aprovação pela Anvisa.


A agência lembra que já existem terapias hormonais aprovadas para tratamento de ondas de calor e suor noturna, mas ressalta que a avaliação sobre a opção mais adequada deve ser feita pelo médico.

Campo Grande perderá voo direto para o Rio apenas seis meses após retomada

 

                                           Gol no Aeroporto Internacional de Campo Grande. (Foto: Reprodução)


A ligação aérea direta entre Campo Grande e o Rio de Janeiro está novamente com os dias contados. Apenas seis meses após retomar a operação, a Gol confirmou que deixará de oferecer voos sem escalas entre a Capital sul-mato-grossense e o Aeroporto do Galeão.


A mudança entra em vigor em fevereiro de 2027 e também atingirá Bonito, que perderá a conexão direta com o Aeroporto de Congonhas, em São Paulo.


Os últimos voos das duas rotas estão previstos para 30 de janeiro. A suspensão faz parte de uma reestruturação da malha aérea da companhia, que prevê o encerramento de 38 ligações nacionais e internacionais.


Em Campo Grande, o corte ocorre pouco tempo depois da retomada da rota para o Rio, em 3 de agosto deste ano, após mais de uma década sem operação regular. O trecho contava com três frequências semanais em cada sentido e era utilizado por passageiros em viagens de turismo e negócios.


Já em Bonito, um dos principais destinos de ecoturismo de Mato Grosso do Sul, a suspensão interromperá uma ligação mantida há quase cinco anos. A mudança poderá reduzir as opções de acesso direto de turistas que partem de São Paulo, especialmente durante a temporada de férias.


Alta do combustível motivou os cortes


A Gol atribui a decisão ao aumento dos custos operacionais, principalmente do querosene de aviação. Segundo a companhia, o combustível praticamente dobrou de preço e passou a representar cerca de 40% de suas despesas.


A reestruturação também alcança outras regiões do país e destinos internacionais, incluindo ligações com Miami, Orlando e Montevidéu.


Apesar das suspensões, a empresa informou que continuará oferecendo alternativas de deslocamento por meio de conexões e parcerias com outras companhias aéreas.


Passageiros que já compraram bilhetes para as rotas afetadas devem verificar a situação de suas reservas. Em caso de cancelamento, as regras da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) garantem alternativas como reacomodação em outro voo ou reembolso integral, conforme a regulamentação.


Até o momento, não há previsão anunciada para a retomada das duas ligações diretas em Mato Grosso do Sul. (Com G1)

RIBAS DO RIO PARDO Ultrapassagem proibida pode ter provocado acidente com dois mortos e seis feridos em MS

 

                                               Reproduçaõ : Campo Grande News


A Polícia Civil abriu inquérito para investigar se houve responsabilidade criminal no acidente que deixou duas pessoas mortas e seis feridas na BR-262, em Ribas do Rio Pardo, na madrugada deste sábado, dia 17. A suspeita é de que a batida pode ter sido consequência de uma ultrapassagem proibida.


A batida foi entre uma picape Renault Oroch e uma caminhonete Toyota Hilux por volta das 4h20. No momento da colisão, havia muita neblina na pista dificultando a visibilidade dos condutores.


De acordo com o Campo Grande News, equipes da PRF (Polícia Rodoviária Federal) e da Delegacia de Polícia Civil estiveram no local e o levantamento inicial apontou que o motorista da caminhonete pode ter feito uma ultrapassagem em faixa contínua, quando bateu de frente com a picape.


Duas pessoas que estavam na Renaut Oroch morreram. São elas Solange Ferreira de Sousa, de 48 anos, e Agimar Pinto da Silva, de 50 anos. No veículo ainda havia mais uma pessoa, que ficou ferida.


Já na Toyota Hilux estavam cinco pessoas da mesma família. Elas foram encaminhadas junto a ferida da picape para atendimento hospitalar após socorro de equipes de resgate.


As investigações agora avançam para concluir a dinâmica exata da batida. Se confirmada a manobra em local proibido, o motorista foi ser indiciado por homicídio culposo na direção de veículo automotor e lesão corporal culposa em relação aos passageiros sobreviventes.


A Polícia Civil aguarda a conclusão dos laudos periciais e a alta médica dos sobreviventes para realizar os depoimentos oficiais.

Homem é morto a facadas após brigar na esquina em Campo Grande

 

                                            Juliano Almeida/ Campo Grande News



Vinicius Souza da Silva, de 27 anos, conhecido pelo apelido de "Torto", foi morto a facadas na noite de sexta-feira, dia 16, em Campo Grande. O suspeito foi preso logo após o crime.


De acordo com o Campo Grande News, o caso aconteceu na esquina das Ruas Catanduva e Aladin, no Bairro Coronel Antonino.


Testemunhas teriam relatado que os dois iniciaram uma briga após a vítima acusar o autor de derrubar seus pertenses. Vinicius teria dado um tapa no rosto do suspeito, que teria respondido com os golpes de faca.


A vítima chegou a ser socorrida e encaminhada a uma unidade de saúde da região, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.


As circustâncias são investigadas.

PRF prende homem na BR-376 levando droga de Dourados para Tupã

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                                         PRF/ Divulgação

 PRF (Polícia Rodoviária Federal) prendeu um homem, de 27 anos, flagrado levando droga dentro do carro na BR-376, em Ivinhema.


Os policiais faziam fiscalização de rotina por volta das 7h deste sábado, dia 17, quando deram ordem de parada ao condutor do Ford K com placas de São Paulo.


Ele teria desobedecido e foi perseguido por 15 km, até que teve os pneus traseiros do carro estourados e parou no acostamento.


No veículo foram encontrados 212kg de maconha, 9,85kg de skunk e 36g de haxixe marroquino.


De acordo com a PRF, após receber voz de prisão, ele teria informado que carregou o veículo em Dourados e receberia R$ 8 mil levar os entorpecentes até Tupã (SP).


A ocorrência foi encaminhada a Polícia Civil em Nova Andradina para os procedimentos de Polícia Judiciária.


Por Fabiane Dorta

Dourados News

TRE-MS fará recontagem após anulação de votos de Jerson Domingos à Assembleia

 

                                              Arquivo Alems



O TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul) agendou para quinta-feira (21/10), às 16h30, o reprocessamento da totalização dos votos do primeiro turno das Eleições Gerais após anulação dos mais de 16 mil votos conquistados pelo candidato a deputado estadual, Jerson Domingos (Federação União Progressista).


O procedimento ocorrerá no plenário do prédio-sede do Tribunal, em Campo Grande, e decorre em cumprimento a uma decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).


Em julgamento realizado entre os dias 6 e 8 de outubro, o TSE deu provimento, por unanimidade, a recurso do Ministério Público Eleitoral e indeferiu o registro de candidatura de Jerson.


Com o indeferimento, os votos recebidos pelo candidato serão anulados para fins de totalização, conforme previsto na legislação eleitoral. Por isso, será necessário recalcular o resultado da eleição para os cargos proporcionais, considerando a nova situação jurídica da candidatura.


O reprocessamento consiste em refazer os cálculos da totalização dos votos, procedimento que pode alterar a distribuição das vagas entre os partidos e as federações, além da ordem de suplência para os cargos de deputado estadual e deputado federal.


No primeiro turno das eleições, realizado em 4 de outubro, a Federação União Progressista conquistou quatro cadeiras na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. 


As vagas foram destinadas a Gerson Claro, Londres Machado, Hélio Peluffo e Rinaldo Modesto.


Por Adriano Moretto, com informações do TRE-MS


Já Jerson Domingos acabou como segundo suplente da chapa, atrás de Marcelo Miranda (PP), que comandou Esporte e Cultura no Governo do EStado.