sábado, 29 de agosto de 2026

Brasil vai começar a rastrear diabetes tipo 5, pouco conhecido e associado a quadros de desnutrição

 

                                           - Itawi Albuquerque - 14.set.22/Folhapress

  • Condição é confundida com o tipo 1, e tratamento incorreto pode colocar paciente em risco

  • Alvos iniciais serão Norte e Nordeste, onde moram mais pessoas com isegurança alimentar



O Brasil vai começar a rastrear pacientes com diabetes tipo 5, algo inédito na saúde brasileira –e no mundo em grande medida.


A novidade foi confirmada pela SBD (Sociedade Brasileira de Diabetes) nesta quarta (26), em um congresso no Rio de Janeiro. Os alvos iniciais serão Norte e Nordeste, regiões que concentram mais casos de pessoas em insegurança alimentar e desnutrição.


A decisão ocorre em função da causa desse tipo de diabetes: ele decorre de problemas nutricionais, e é confundido com o tipo 1. Especialistas suspeitam que haja no país um número relevante de pessoas com o tipo 5 recebendo tratamento do tipo 1, o que incorre em riscos ao paciente.


O diabetes tipo 5 ainda é pouco conhecido, embora tenha sido identificado nos anos 1950. Voltou a ser discutido no ano passado após uma reunião de especialistas na Índia, afirma Hermelinda Pedrosa, vice-presidente da Federação Internacional de Diabetes (IDF, na sigla em inglês) e membro da SBD.


"Convencionou-se de forma unânime chamar esse diabetes de tipo 5 porque ele é diferente de todos os demais catalogados até hoje: ocorre em pessoas muito magras, comumente abaixo de 30 anos e que vão precisar de uma reposição menor de insulina", diz a médica.


Convencionou-se de forma unânime chamar esse diabetes de tipo 5 porque ele é diferente de todos os demais catalogados até hoje: ocorre em pessoas muito magras, comumente abaixo de 30 anos e que vão precisar de uma reposição menor de insulina


Hermelinda Pedrosa

médica


São essas as características que levam especialistas a diagnosticarem esse diabetes como tipo 1; sobretudo a associação da baixa idade e peso com o fator hereditário. O tipo 2, mais prevalente em todo o mundo, costuma resultar da resistência à insulina desenvolvida ao longo da vida, e de comorbidade como a obesidade.


"Já o tipo 5", segue Hermelinda, "tem uma particularidade importante: a pessoa não tem resistência à insulina e nem vai ter cetoacidose –emergência que ocorre quando a falta de insulina impede a glicose de entrar na célula. Esse tipo resulta de uma deficiência nas células que produzem o hormônio, problema este que resulta da deficiência nutricional".


Um paciente com tipo 5 tratado como tipo 1, portanto, pode receber doses de insulina muito maiores que o necessário.

A aplicação de insulina além do necessário pode provocar hipoglicemia, porque o hormônio faz as células absorverem glicose e reduz a liberação de açúcar pelo fígado. Em casos graves, a queda da glicemia pode causar confusão, convulsões, perda de consciência, coma e até morte. O risco é especialmente relevante quando a insulina é administrada sem que haja necessidade de reposição adequada do hormônio.


Existem poucas evidências sobre remissão para este tipo de diabetes, segundo Hermelinda. Mas a aplicação de insulina com o reajuste da alimentação do paciente pode retomar o controle glicêmico.


A ideia é que, a partir do rastreamento e coleta de dados da doença, novas formas de tratamento sejam desenvolvidas. Além da SBD, a implementação do rastreamento envolve a Sbem (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia), a IFD e a Fiocruz. A iniciativa também prevê estudos com participação da Unifesp e da UFRJ.


A Federação Internacional de Diabetes (IDF) estima que o Brasil tenha 16,6 milhões de adultos com diabetes. O tipo 1 afeta cerca de 500 mil pessoas de todas as idades, segundo a entidade. A maior parte dos casos —mais de 90%, segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes— é de diabetes tipo 2.


Luis Eduardo de Sousa

Foha de3 São Paulo

Carne bovina já rende US$ 1,3 bilhão a MS, mas exportações perdem força em julho

 

                                           Carne bovina já rende US$ 1,3 bilhão a MS. (Foto: Divulgação)



As exportações de carne bovina de Mato Grosso do Sul já renderam US$ 1,33 bilhão entre janeiro e julho deste ano, consolidando a proteína entre os principais produtos vendidos pelo Estado ao exterior.


O resultado representa crescimento superior a 40% na comparação com o mesmo período de 2025.


O avanço também ocorreu na quantidade comercializada. Nos sete primeiros meses de 2026, foram embarcadas aproximadamente 212 mil toneladas de carne bovina, cerca de 20% a mais que no mesmo intervalo do ano passado.


A carne aparece atrás apenas da soja e da celulose entre os principais produtos da pauta de exportações de Mato Grosso do Sul. Até julho, a soja movimentou US$ 2,43 bilhões e a celulose, US$ 1,83 bilhão. Juntos, os três produtos responderam por mais de 77% das vendas externas do Estado.


O crescimento da carne bovina foi impulsionado principalmente pela demanda internacional e pela valorização do produto. No primeiro semestre, o preço médio da tonelada exportada por Mato Grosso do Sul havia avançado 19,7%.


A China teve papel decisivo nesse desempenho. Entre janeiro e junho, o valor das compras chinesas de carne bovina sul-mato-grossense cresceu 109% em relação ao mesmo período do ano passado. As vendas para os Estados Unidos também avançaram, com alta de 41,7%.


O cenário, porém, mudou de ritmo em julho. Na comparação com junho, a receita obtida por Mato Grosso do Sul com as vendas de carne bovina para a China caiu 46%. Considerando todos os destinos, o faturamento mensal com a proteína recuou 17%.


Apesar da queda no mês, a China permanece como principal mercado dos produtos sul-mato-grossenses. Considerando toda a pauta de exportações, o país asiático respondeu por 49,16% das vendas externas de Mato Grosso do Sul entre janeiro e julho.


Carne ganha espaço na pauta


A expansão registrada neste ano fez a carne bovina reduzir a distância em relação à celulose. No primeiro semestre, a proteína já representava 20,6% das exportações do agronegócio estadual, enquanto a celulose respondia por 25,3%.


O movimento ocorreu em direções diferentes. Enquanto a receita obtida com carne avançou, a celulose enfrentou queda nos preços internacionais. No primeiro semestre, o preço médio da tonelada de carne exportada subiu 19,7%, enquanto o da celulose caiu cerca de 7,8%.


Segundo a consultora de Economia do Sistema Famasul, Eliamar Oliveira, o avanço não significa necessariamente que a carne esteja substituindo a celulose na pauta estadual, mas reflete condições diferentes de mercado para os dois produtos.


Mercado externo terá novos desafios


O desempenho da carne bovina nos próximos meses também dependerá das condições impostas pelos principais compradores.


Entre os pontos acompanhados pelo setor estão as condições de acesso ao mercado chinês e as novas exigências da União Europeia relacionadas à comprovação do uso de antimicrobianos na produção animal.


A capacidade de ampliar os destinos da carne produzida em Mato Grosso do Sul, além do comportamento do câmbio e dos preços internacionais, deverá pesar sobre o resultado das exportações no segundo semestre.


No mercado de trabalho, a cadeia também apresentou saldo positivo no primeiro semestre. A pecuária abriu 611 vagas formais no período, das quais 455 foram diretamente na criação de bovinos.

Fim de semana reúne reggae, rock, passinho e flashback

 





Campo Grande terá um fim de semana de programação cultural diversificada, com  eventos gratuitos que vão movimentar praças e espaços públicos da cidade neste sábado  (29) e domingo (30). A agenda reúne feira de brechós, música, reggae, dança e a  celebração do Dia Municipal do Flashback, oferecendo opções de lazer para diferentes  públicos e faixas etárias. 



 sábado, a Praça Ary Coelho volta a receber programação cultural durante a  tarde. A partir das 14h, será realizado o Relembrar o Encontro – Passinho e Flashback,  que segue até as 22h. A atividade tem como proposta reunir música e dança em uma  programação voltada aos admiradores dos sucessos que atravessaram gerações e dos  tradicionais passinhos associados à cultura do flashback. 


Também no sábado, a partir das 16h, a Praça do Preto Velho, na Avenida Fábio Zahran,  recebe o Rockers Sound System – Reggae pela Paz e Solidariedade. A programação  segue até as 22h e leva ao Jardim Paulista uma noite dedicada ao reggae, utilizando a  música como instrumento de celebração, convivência e valorização da cultura de rua. 


A programação continua no domingo (30) com uma das principais atrações do fim de  semana: o Dia Municipal do Flashback, que será realizado das 15h às 22h, no Teatro de  Arena do Horto, na Avenida Fábio Zahran. 


A data foi instituída por lei municipal e, neste ano, ganha espaço na programação oficial  das comemorações pelos 127 anos de Campo Grande. A iniciativa reúne música e dança  em uma programação que pretende resgatar a memória afetiva de diferentes gerações,  com destaque para os sucessos das décadas de 1980 e 1990 e dos anos 2000. 


O encontro também terá praça de alimentação e espaço kids, ampliando a proposta de  oferecer uma atividade para toda a família. A segurança será reforçada durante o evento,  com participação dos órgãos responsáveis pela segurança pública. 


A proposta é que o público possa dançar, relembrar músicas que marcaram épocas e  acompanhar apresentações de grupos convidados. A organização reforça ainda que a  atividade é aberta a pessoas de todas as idades, desde crianças até o público mais velho. 


Confira a programação

Sábado (29)


Relembrar o Encontro – Passinho e Flashback 

Horário: das 14h às 22h 

Local: Praça Ary Coelho – Rua 14 de Julho, Centro 

Rockers Sound System – Reggae pela Paz e Solidariedade

Horário: das 16h às 22h 

Local: Praça do Preto Velho – Avenida Fábio Zahran, s/n, Jardim Paulista

Domingo (30)


Dia Municipal do Flashback 

Horário: das 15h às 22h 

Local: Teatro de Arena do Horto – Avenida Fábio Zahran, 316, Centro Todos os eventos têm entrada gratuita.

Rochedinho recebe Ação Agro Social neste sábado

 

                                             Divulgação



A Prefeitura de Campo Grande realiza neste sábado (29), das 8h às 13h, mais uma edição da Ação Agro Social, iniciativa que leva serviços públicos e ações de cidadania para as comunidades rurais da Capital. O evento será realizado na Escola Municipal Agrícola Barão do Rio Branco, em Rochedinho, e é aberto a toda a comunidade.


Promovida pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades), em parceria com secretarias e instituições, a ação reúne atendimentos gratuitos nas áreas de saúde, assistência social, emissão de documentos e apoio à agricultura familiar. Também haverá distribuição de mudas de árvores nativas, reforçando as ações de incentivo à sustentabilidade e à produção rural.


Segundo o secretário da Semades, Ademar Silva Júnior, a iniciativa busca facilitar o acesso da população rural aos serviços públicos e fortalecer a presença do poder público nessas comunidades “A Ação Agro Social é uma forma de aproximar a Prefeitura das comunidades rurais, levando serviços, orientação e oportunidades para quem vive e trabalha no campo. É um momento de cidadania, de cuidado e também de fortalecimento da agricultura familiar e do desenvolvimento sustentável.”


A Escola Municipal Agrícola Barão do Rio Branco é referência na educação do campo e atende cerca de 350 alunos em período integral. A realização da ação no local amplia o acesso da comunidade aos serviços e reforça a vocação de Rochedinho para o desenvolvimento rural.


A Prefeitura convida produtores rurais, trabalhadores do campo, suas famílias e toda a comunidade de Rochedinho e região para participar da programação neste sábado.

FRONTEIRA Cigarros contrabandeados são apreendidos em veículos roubados

 

                                            Divulgação



A equipe da Força Tática do 4º Batalhão da Polícia Militar recuperou dois veículos com registro de roubo/furto e apreendeu uma grande quantidade de cigarros de origem estrangeira nesta sexta-feira, dia 28 de agosto, em Ponta Porã, na região de fronteira com o Paraguai.


A ação teve início após uma denúncia recebida pelo telefone 190 informando sobre dois veículos abandonados em via pública. No local indicado, os policiais encontraram um veículo Fiat/Palio e um Fiat/Uno, ambos com as chaves na ignição. O Palio apresentava ainda o vidro da porta do motorista quebrado.


Durante a vistoria, os militares localizaram no interior dos automóveis uma grande quantidade de cigarros de marcas estrangeiras. Em um dos veículos também foi encontrada uma Carteira Nacional de Habilitação, que foi recolhida e apresentada à autoridade policial.


Após consultas aos sistemas policiais, a equipe constatou que os dois veículos possuíam registro de roubo/furto, ocorrido no dia anterior.


Ao todo, foram apreendidos 318 pacotes de cigarros contrabandeados, sendo 100 da marca Palermo, 78 da marca Eight e 140 da marca San Marino.


Diante dos fatos, a equipe da Força Tática do 4º BPM encaminhou os veículos recuperados, a carga de cigarros, as chaves dos automóveis e os demais materiais encontrados à 2ª Delegacia de Polícia Civil de Ponta Porã, onde foram adotadas as medidas legais cabíveis. As circunstâncias do caso serão investigadas pela Polícia Civil.

Agetran orienta motoristas sobre interdições para eventos neste sábado (29)

 

                                                Reprodução


A Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) realiza, neste sábado (29), interdições temporárias em diferentes pontos de Campo Grande para a realização de eventos festivos e religiosos. As alterações ocorrem em cinco locais das regiões do Anhanduizinho, Segredo e Centro.


Na região do Anhanduizinho, a Rua Bilac Pinto, entre as ruas Pontes de Miranda e Anchieta, ficará interditada das 9h às 22h para a realização de uma festa sertaneja. Como alternativa, os motoristas poderão utilizar as ruas Pontes de Miranda e Anchieta.


Também no Anhanduizinho, haverá interdição das 17h às 23h na Rua Mauro Rodrigues de Oliveira, no cruzamento com a Rua General Gentil Marcondes, para um evento festivo. O acesso local permanecerá liberado.


Na região do Segredo, a Rua Santo Anastácio, entre as ruas Santa Mônica e Santa Gertrudes, será interditada das 9h às 22h para a realização de um evento religioso. A orientação é utilizar as ruas Santa Gertrudes e Santa Mônica como rotas alternativas.


Ainda na região do Segredo, a Rua Joaquim Tomás, entre a Rua das Araras e a Avenida Mascarenhas de Moraes, terá interdição das 13h às 22h para outro evento religioso. Os condutores poderão utilizar a Rua das Araras e a Avenida Mascarenhas de Moraes.


Já na região central, a Rua Doutor Temístocles, entre a Rua 14 de Julho e a Avenida Calógeras, ficará interditada das 17h às 23h para a realização de um sarau. Como alternativa, os motoristas poderão utilizar a Avenida 14 de Julho e a Avenida Ernesto Geisel.


A Agetran orienta os condutores a redobrar a atenção ao trafegar pelas áreas com interdição, respeitar a sinalização e, sempre que possível, utilizar as rotas alternativas indicadas durante os períodos de realização dos eventos.

Construção civil puxa geração de empregos em MS com 1,1 mil novas vagas

 

                                          Reprodução


A construção civil foi o setor que mais gerou empregos com carteira assinada em Mato Grosso do Sul em julho. Foram 1.188 novos postos de trabalho, resultado que ajudou o Estado a encerrar o mês com saldo positivo de 730 vagas, segundo dados do Novo Caged.


O desempenho da construção compensou as perdas registradas em outros setores da economia. A indústria fechou 556 postos de trabalho, enquanto a agropecuária perdeu 213 e o comércio e reparação de veículos encerrou outras 80 vagas. Os serviços tiveram resultado positivo, com 391 novos empregos.


No total, Mato Grosso do Sul registrou 34.983 admissões e 34.253 desligamentos em julho. Com isso, o estoque de empregos formais no Estado chegou a 684.147.


Apesar do saldo positivo, a geração de empregos perdeu força em relação ao mês anterior. Em junho, haviam sido abertas 2.051 vagas, 1.321 a mais que as 730 registradas em julho.


Na comparação entre os dois meses, as admissões cresceram 8,23%, passando de 32.322 para 34.983. Os desligamentos tiveram pequena queda, de 34.737 para 34.253.


Entre os municípios, Inocência liderou a geração de empregos em julho, com saldo positivo de 923 vagas. Chapadão do Sul aparece em seguida, com 386, e Três Lagoas, com 274.


Também tiveram resultados positivos Aparecida do Taboado, com 156 vagas, Corguinho (75), Rio Brilhante (69), Bataguassu (55), Cassilândia (51), Ribas do Rio Pardo (44) e Mundo Novo (38).


Campo Grande ficou entre os municípios que terminaram julho com saldo negativo, com fechamento de 140 postos de trabalho. Nioaque apresentou a maior perda do Estado, com 286 vagas a menos, seguido por Nova Alvorada do Sul (-107), Água Clara (-88) e Dourados (-71).


Mesmo com a desaceleração registrada em julho, Mato Grosso do Sul mantém saldo positivo no acumulado do ano. Entre janeiro e julho, foram 260.856 admissões e 241.598 desligamentos, o que representa a criação de 19.258 empregos formais.


No ranking nacional de julho, Mato Grosso do Sul ficou com o 16º maior saldo entre as unidades da Federação. São Paulo liderou, com 17.814 novas vagas, seguido por Mato Grosso (5.766), Minas Gerais (5.199), Bahia (4.664) e Ceará (4.181).