segunda-feira, 27 de abril de 2026

Prazo para tirar ou transferir título de eleitor termina na próxima semana

 




Faltam poucos dias para o encerramento do prazo para regularizar a situação eleitoral antes das Eleições 2026. Até o dia 6 de maio, eleitoras e eleitores podem tirar o primeiro título, transferir o domicílio eleitoral, atualizar dados cadastrais ou regularizar pendências na Justiça Eleitoral. A partir de 7 de maio, o cadastro eleitoral será fechado para a organização do pleito. 


Os serviços estão disponíveis de forma on-line, por meio do Autoatendimento Eleitoral, no Portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ou presencialmente nos cartórios eleitorais e postos de atendimento. 


O que pode ser feito até 6 de maio? 


Até o prazo final, é possível: tirar o primeiro título de eleitor; transferir o domicílio eleitoral; atualizar dados cadastrais; regularizar a situação eleitoral em caso de pendências; cadastrar a biometria. 


No caso do primeiro título ou de alterações que exijam identificação biométrica, é necessário comparecer presencialmente a uma unidade da Justiça Eleitoral para a coleta das digitais. 


Como acessar os serviços 

Para iniciar serviços pela internet, basta acessar o Autoatendimento Eleitoral, no site do TSE, e selecionar a opção desejada. No sistema, é possível preencher os dados, enviar documentos e acompanhar a solicitação. Quem preferir pode procurar diretamente um cartório eleitoral ou posto de atendimento, conforme as orientações do tribunal regional eleitoral (TRE) do seu estado. 


Atenção ao prazo 

Com o fechamento do cadastro eleitoral em 7 de maio, a maioria dos serviços ficará temporariamente indisponível e só será retomada após as eleições. Por isso, a recomendação da Justiça Eleitoral é não deixar para a última hora. 

Ala Famílias do Agro é inaugurada no Hospital Alfredo Abrão na capital

 


                                            Hospital de Câncer Alfredo Abrão inaugura 5º andar. (Foto: Reprodução/Gov)




O Governo de Mato Grosso do Sul e o Hospital de Câncer Alfredo Abrão (HCAA) inauguram nesta segunda-feira (27), às 8h30, o 5º andar - Ala Famílias do Agro, novo pavimento destinado ao atendimento de pacientes oncológicos.


A cerimônia será realizada na sede do próprio hospital, localizada na Rua Marechal Rondon, 1053, Centro, em Campo Grande.


A entrega do espaço com 32 leitos representa mais um importante avanço para a oncologia do Mato Grosso do Sul, ampliando a capacidade de atendimento da instituição que é referência no tratamento de câncer no Estado. O pavimento foi estruturado para oferecer mais conforto, dignidade e qualidade assistencial aos pacientes e seus familiares.


Para o secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões Corrêa, a iniciativa reforça o compromisso do Governo em fortalecer a rede de atenção oncológica por meio da ampliação da oferta de serviços em unidades especializadas.


“Nosso objetivo é ampliar, de forma contínua, o acesso da população ao atendimento oncológico, garantindo mais resolutividade e qualidade na assistência. Parcerias como essa são fundamentais para avançarmos na oferta de serviços especializados e atender melhor quem precisa”, destacou.


União


A conquista foi possível graças à união entre o Governo do Estado, o Hospital de Câncer Alfredo Abrão e famílias ligadas ao agronegócio sul-mato-grossense.


Sensibilizadas com a importância da causa, 25 famílias do setor agropecuário decidiram unir esforços para finalizar e entregar um andar do hospital. Cada família contribuiu com uma cota de R$ 50 mil, totalizando R$ 1.250.000, valor integralmente destinado à conclusão do 5º andar, com 32 novos leitos.


Assim como no campo, tudo começa com uma semente. Neste caso, sementes de generosidade e amor floresceram em esperança. Mais do que uma contribuição financeira, a iniciativa simboliza a força da solidariedade transformada em ação concreta.


A inauguração do novo andar simboliza muito mais do que a entrega de uma estrutura física. Representa vidas, histórias e recomeços. É a prova de que, quando o propósito é cuidar de quem mais precisa, a solidariedade se multiplica.


O prédio da Unidade III do HCAA foi construído com investimento de cerca de R$ 35 milhões do Governo do Estado. O edifício possui nove andares, dos quais quatro já estão concluídos e em pleno funcionamento: no subsolo, UTI e Setor de Imagens; no térreo, ambulatório e 20 consultórios; e nos recentemente inaugurados 3º e 4º andares, 64 leitos.


Agora com a entrega do 5º andar-  Ala Famílias do Agro, outros 4 andares (1º, 2º, 6º e 7º) precisam de obras para a conclusão total da edificação. As obras do 2º andar - Ala Sicredi já estão em andamento, com recursos doados pela cooperativa de crédito e assim que finalizado o pavimento contará com 20 leitos de UTI. 


Após a completa conclusão do prédio, aparelhamento e custeio, a nova estrutura permitirá que os atendimentos sejam grandemente ampliados. Todo este trabalho beneficente depende de esforço conjunto e o compromisso de muitos beneméritos para ajudar a milhares que lutam pela restauração da saúde.

Fifa planeja aumentar premiação da Copa do Mundo de 2026

 

                                           Fifa quer aumentar premiação da Copa 2026. (Foto: Reprodução)



A Fifa está em negociações com as federações nacionais para aumentar a premiação para todas as 48 equipes participantes da Copa do Mundo de 2026, informou a entidade máxima do futebol mundial no domingo (26).


A proposta precisa ser aprovada na reunião do Conselho da Fifa de terça-feira, que antecede o 76º Congresso da Fifa em Vancouver.


US$ 11 bilhões para 2023-2026


Em dezembro, a Fifa anunciou que a premiação da Copa do Mundo deste ano seria 50% maior do que a da edição anterior, totalizando US$ 655 milhões, após concordar com uma contribuição financeira recorde de US$ 727 milhões para o torneio.


No entanto, a Fifa informou à Reuters que o valor dos prêmios oferecidos deverá aumentar, com a previsão de que a entidade máxima do futebol mundial ultrapasse os US$ 11 bilhões em receita no atual ciclo de quatro anos, de 2023 a 2026.


“A Fifa confirma que está em negociações com federações de todo o mundo para aumentar as receitas disponíveis”, disse um porta-voz da Fifa. “Isso inclui um aumento proposto nas contribuições financeiras para todas as equipes classificadas para a Copa do Mundo da Fifa de 2026 e no financiamento para desenvolvimento disponível para todas as 211 associações membros.”


“A Copa do Mundo da Fifa de 2026 será inovadora em termos de sua contribuição financeira para a comunidade global do futebol, e a Fifa se orgulha de estar em sua posição financeira mais sólida de todos os tempos para beneficiar o futebol mundial por meio de seu programa Fifa Forward.”


Desempenho por nação


A maior parte do pacote inicial de financiamento da Fifa para o torneio norte-americano – US$655 milhões – seria destinada a pagamentos baseados no desempenho às 48 nações participantes.


O anúncio da FIFA em dezembro sobre a premiação informou que os campeões levariam para casa US$ 50 milhões e os vice-campeões US$ 33 milhões, enquanto as 16 seleções que não conseguiram avançar da fase de grupos receberiam US$ 9 milhões.


Além disso, cada nação qualificada teria direito a US$ 1,5 milhão para cobrir os custos de preparação.

Corinthians vence Vasco e deixa zona de rebaixamento no Brasileirão

 

                                             Agênica



O Corinthians venceu o Vasco por 1 a 0 neste domingo (26), na Neo Química Arena, em confronto válido pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro Série A. O duelo marcou a reedição da final da Copa do Brasil de 2025.


O único gol da partida foi anotado por Matheus Bidu, ainda no primeiro tempo, garantindo três pontos estratégicos para a equipe paulista em um momento crítico na tabela.


Com o resultado, o clube paulista sai da zona de rebaixamento e sobe para a 14ª colocação, aliviando a pressão no curto prazo e reposicionando o time no campeonato.


NOVA ANDRADINA Homem é assassinado a tiros após suspeito invadir residência

 

                                               jornal da Nova



Victor Henrique de Matos Sumi, de 29 anos, foi morto a tiros dentro de casa, na tarde deste domingo, dia 26 de abril, na rua Professor José Dias de Almeida, no Bairro Jardim Imperial, em Nova Andradina, na região do Vale do Ivinhema.


Segundo o site Jornal da Nova, O autor invadiu o imóvel, efetuou disparos no rosto da vítima e fugiu em uma motocicleta.


A Polícia Militar foi acionada após moradores ouvirem tiros entre 13h39 e 13h45. No local, os policiais encontraram Victor caído na área da residência, com ferimentos graves na cabeça e face.


A esposa relatou que estava na cozinha no momento do crime e ouviu dois disparos. Ao ir até a frente do imóvel, encontrou o marido no chão, com o rosto ensanguentado.


Um adolescente de 14 anos, cunhado da vítima, afirmou que presenciou a ação. Segundo ele, uma motocicleta parou em frente à casa e, em seguida, um homem pulou o muro, aproximou-se e atirou. Após os disparos, o suspeito retornou pelo mesmo caminho e fugiu.


De acordo com a testemunha, o autor tem estatura mediana, pele morena e usava camiseta branca, bermuda jeans, tênis preto e capacete. Ele conduzia uma motocicleta modelo CG 150 Titan, de cor preta.


A esposa também informou que o homem havia deixado o sistema prisional há cerca de dois meses e recebia ameaças de morte. Um suspeito foi citado no relato, mas não foi localizado até o momento.


O Corpo de Bombeiros esteve no local e confirmou a morte. A perícia realizou os levantamentos, enquanto equipes da Polícia Militar fizeram buscas na região, sem encontrar o autor.


O caso foi registrado como homicídio e será investigado pela Polícia Civil.

IMUNIZAÇÃO Vacinação contra Chikungunya começa hoje em Dourados

 




O Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), criado pela Prefeitura de Dourados para coordenar o enfrentamento à epidemia de Chikungunya na Reserva Indígena e no perímetro urbano do município, anunciou hoje que a Secretaria Municipal de Saúde inicia nesta segunda-feira, dia 27 de abril, a campanha de vacinação contra o vírus da Chikungunya. A campanha faz parte das estratégias definidas dentro do Plano de Ação de Incidente para o Enfrentamento da Chikungunya, um documento de 36 páginas com um conjunto de medidas fundamentais para conter o avanço da doença. “Nem todas as pessoas poderão tomar a dose em razão das contraindicações estabelecidas pelo Ministério da Saúde”, explica Marcio Figueiredo, secretário municipal de Saúde e coordenador-geral do COE.


O primeiro caminhão com doses da vacina chegou em Dourados na noite da última sexta-feira (17). “Nesta quarta (22) e quinta-feira (23) vamos trabalhar na capacitação para todos os profissionais de enfermagem e vacinadores, preparando-os para esclarecer as pessoas sobre as restrições e identificar eventuais comorbidades antes de aplicação da vacina”, ressalta Marcio Figueiredo. “Esse  esquema vacinal será mais lento, já que antes de receber a dose o público alvo precisa passar por avaliação do profissional de saúde”, alerta.


Segundo o secretário municipal de Saúde, na sexta-feira (24) ocorrerá a distribuição das doses para todas as salas de vacinação do município, incluindo as unidades da saúde indígena. “Na segunda-feira (27) daremos início à vacinação em todas as unidades de saúde e no dia 1 de maio, Feriado do Dia do Trabalho, faremos uma ação de vacinação das 8h às 12h, em formato Drive-Thru, no pátio da Prefeitura de Dourados.


De acordo com as regras definidas pelo Ministério da Saúde, apenas pessoas com mais de 18 anos e menos de 60 anos poderão receber a vacina contra Chikungunya. O imunizante, desenvolvido pela empresa farmacêutica Valneva em parceria com o Instituto Butantan, busca prevenir a doença que é transmitida pelo Aedes aegypti. A meta é vacinar no mínimo 27% da população-alvo (moradores de Dourados de 18 a 59 anos), o que corresponde a cerca de 43 mil pessoas.


Aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em abril de 2025, a vacina começa a ser administrada de forma estratégica nas regiões de potencial risco de transmissão da doença nos próximos anos. No total, devem ser envolvidos cerca de 20 municípios de seis estados, conforme planejamento alinhado com o Ministério da Saúde.


A seleção dos municípios considerou desde fatores epidemiológicos, relacionados à potencial ocorrência de casos de chikungunya em regiões onde o vírus já está circulando, até o tamanho populacional dos municípios e a facilidade operacional de se implementar uma nova vacina no sistema local de saúde em um curto prazo.


Informativo Epidemiológico divulgado hoje pelo Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública aponta que Dourados tem 4.972 casos prováveis da doença, com 2.074 casos confirmados, 1.212 casos descartados e outros 2.900 casos em investigação. Até o momento foram confirmadas 8 mortes em razão de complicações pela Chikungunya, sendo 7 delas de moradores da Reserva Indígena de Dourados.


VACINA SEGURA


A segurança da vacina e sua capacidade de gerar anticorpos foram demonstradas em estudos clínicos feitos nos Estados Unidos e no Brasil, publicados em revistas científicas internacionais. Nos EUA, aproximadamente 99% dos voluntários apresentaram resposta imunológica com anticorpos neutralizantes. As contraindicações seguem as orientações da bula aprovada pela Anvisa, incluindo pessoas imunodeficientes, imunossuprimidas, com hipersensibilidade aos componentes da vacina e gestantes. Além do Brasil, o imunizante já foi aprovado para uso no Canadá, Reino Unido e Europa.


A Chikungunya é uma doença viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo que transmite dengue e Zika. Costuma causar febre de início súbito (acima de 38,5°C) e dores intensas nas articulações de pés e mãos, além de dor de cabeça, dor muscular e manchas vermelhas na pele. Em casos mais raros, o vírus pode atingir o sistema nervoso central e gerar problemas neurológicos.


O principal impacto da Chikungunya é a dor nas articulações, que pode se tornar crônica, com duração de meses a anos. Sem um antiviral específico disponível, o tratamento é feito com antitérmicos e analgésicos, além de repouso e hidratação.  Nos estudos clínicos, a vacina foi geralmente bem tolerada, com eventos adversos em sua maioria de intensidade leve a moderada, e induziu resposta imunológica após uma única dose.


CONTA-INDICAÇÕES


A vacina contra Chikungunya não pode ser aplicada em gestantes ou lactantes; em pessoas que façam uso de medicamentos imunossupressores, como corticóides em altas doses; pessoas com imunodeficiência congênita; pessoas que estão em tratamento de câncer com uso de quimioterapia e radioterapia; transplantados de órgão sólido; transplantados de medula óssea há menos de 2 anos; pessoas com HIV/Aids; pessoas com doenças autoimunes, como lúpus e artrite reumatóide; pessoas com duas dessas condições médicas crônicas: diabetes, hipertensão, insuficiência cardíaca, arritmia cardíaca, doença pulmonar crônica, doença renal crônica, obesidade (maior que IMC 30), doença hepática crônica, câncer (tratamento ou remissão).


A vacina também não pode ser aplicada em casos de pessoas que tenham tido Chikungunya nos últimos 30 dias; que estejam em estado febril grave; que tenha recebido outra vacina de vírus atenuado nos últimos 28 dias; que tenha recebido vacina de vírus inativado nos últimos 14 dias.


 ESTUDOS COMPLEMENTARES


A vacinação em regiões endêmicas (onde o vírus circula) será crucial para avaliar a efetividade do imunizante – ou seja, sua capacidade de reduzir casos da doença em contexto de mundo real. Para isso, o Instituto Butantan irá monitorar os casos positivos e negativos de chikungunya nos municípios participantes da estratégia, comparando os dados entre vacinados e não vacinados.


É fundamental que toda a população de Dourados fique atenta aos sintomas da doença e procure uma unidade de saúde em caso de febre acompanhada de dor nas articulações e/ou dor no corpo. Isso contribuirá para que os casos de chikungunya sejam diagnosticados e acompanhados adequadamente.


O Instituto Butantan também irá conduzir um estudo de pós-comercialização a fim de monitorar a segurança da vacina. A pesquisa irá identificar as gestantes que tomaram a vacina e não sabiam que estavam grávidas ou que engravidaram nos primeiros 30 dias após a vacinação. As mulheres que escolherem participar do estudo serão acompanhadas durante toda a gestação e no pós-parto.


Cientistas testam spray nasal contra envelhecimento cerebral

 

                                            Pesquisadores desenvolveram um aerossol com moléculas capazes de regular processos genéticos e de sinalização no cérebro - Grey/Adobe Stock


  • Duas doses surtiram efeito em camundongos, dizem pesquisadores da Universidade Texas A&M

  • Casos de demência aumentam globalmente e deverão quase triplicar no Brasil até 2050




Durante anos, o declínio do cérebro foi encarado como consequência inevitável da passagem do tempo. Ele não ocorre de forma abrupta, mas avança gradualmente, associado a processos inflamatórios que afetam regiões-chave como o hipocampo e acabam corroendo a memória, o aprendizado e a capacidade de adaptação.


Em suas formas mais avançadas, esse mesmo processo está ligado a doenças como o Alzheimer. Os cientistas chamam isso de neuroinflamação. E, até pouco tempo atrás, ela parecia irreversível.


Mas, agora, pesquisadores da Universidade Texas A&M propõem um possível remédio. O envelhecimento cerebral poderia ser parcialmente reversível, ao menos em modelos experimentais. E a ferramenta não é complexa — sem recorrer a procedimentos invasivos nem a tratamentos prolongados —, mas sim um simples spray nasal.


A equipe, liderada pelo pesquisador Ashok Shetty, junto com Madhu Leelavathi Narayana e Maheedhar Kodali, desenvolveu um aerossol baseado em vesículas extracelulares, minúsculas partículas biológicas derivadas de células-tronco que atuam como veículos de comunicação e transporte entre as células do organismo.


Sua carga são microRNAs, moléculas capazes de regular processos genéticos e de sinalização no cérebro que, segundo Narayana, "atuam como reguladores principais" de múltiplas vias celulares. Os resultados foram publicados na revista Journal of Extracellular Vesicles.


Inibindo sistemas inflamatórios

Aplicadas pelo nariz, as vesículas extracelulares conseguem contornar parcialmente a barreira hematoencefálica — que funciona como mecanismo de proteção do cérebro — e facilitar sua chegada a regiões cerebrais, onde são absorvidas por células imunológicas residentes.


Uma vez ali, os microRNAs atuam modulando ou inibindo sistemas conhecidos por alimentar a inflamação crônica no cérebro envelhecido.


Com duas doses, o tratamento foi associado à redução significativa da inflamação cerebral, à melhora no funcionamento das mitocôndrias — responsáveis pela produção de energia celular — e ao fortalecimento do desempenho da memória.


Além disso, as mudanças foram observadas em um período relativamente curto e se mantiveram por um longo tempo após o tratamento. "Estamos devolvendo aos neurônios a sua centelha", afirmou Narayana.


Faltam testes em humanos

Os testes comportamentais foram realizados em camundongos de laboratório de 18 meses — aproximadamente equivalentes a um ser humano de 60 anos, segundo o estudo —, nos quais os achados foram confirmados. Ainda assim, os resultados precisam ser validados em humanos.


Os animais tratados apresentaram uma melhora clara: mostraram maior capacidade de se orientar no ambiente, reconhecer estímulos familiares e responder com mais agilidade a situações novas em comparação com o grupo de controle.


Além disso, os efeitos foram observados igualmente em machos e fêmeas, algo pouco comum na pesquisa biomédica.


Demência é desafio global

Segundo a Alzheimer's Disease International, cerca de 69,2 milhões de pessoas no mundo vivem com demência. O número pode chegar a 82 milhões em 2030 e a 152 milhões em 2050.


Na América Latina, os casos passariam de 6,41 milhões em 2020 para 20,55 milhões em 2050. Já na Europa, o salto seria de 12,71 milhões para 21,64 milhões no mesmo período.



Segundo a Federação Brasileira das Federações de Alzheimer, o Brasil tem hoje mais de 2 milhões de pessoas vivendo com demências, e a projeção é que o número salte para 5,5 milhões até 2050. O diagnóstico, entretanto, é um desafio, com estimados oito a cada 10 casos sem reconhecimento formal.


"Nosso objetivo é um envelhecimento cerebral satisfatório: manter as pessoas ativas, alertas e conectadas. Não apenas viver mais tempo, mas viver de forma mais inteligente e saudável", resumiu Shetty.


A equipe solicitou uma patente nos Estados Unidos e se prepara para avançar rumo a ensaios clínicos em humanos.


Felipe Espinosa Wang