sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Após anunciar expansão para o interior, Keeta diz que chegará a mais capitais em 2027

 

                                            Keeta deve chegar às capitais em 2027, após expansão para o interior - Cristiane Gercina/Folhapress

  • Vice-presidente da empresa afirma que grandes centros ainda estão em definição
  • Segundo o executivo, contratos restritivos de rivais freiam entrada em regiões metropolitanas


Após anunciar a expansão para 21 cidades no interior do Brasil, o foco da Keeta se volta à abertura de mercado nas capitais. Segundo o vice-presidente Danilo Mansano, a empresa está definindo quais serão os grandes centros urbanos de atuação. A nova fase de operações começará em 2027.


Capitais de estados nos quais a plataforma já opera podem ter prioridade de escolha, afirma o executivo. "Isso é um facilitador, mas não é o único fator a ser considerado", disse.


Com a expansão anunciada nesta quarta-feira (7), a Keeta chegou a Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.


Hoje, porém, a única capital atendida pelo aplicativo de delivery da chinesa Meituan é São Paulo. Conforme estudos internos, o mercado de entrega de comidas na capital paulista dobrou de tamanho desde a chegada da empresa, em novembro de 2025


Segundo Mansano, o plano da Keeta era terminar o primeiro ano de operação no Brasil com presença em 16 regiões metropolitanas de grandes cidades, mas os contratos de exclusividade firmados com restaurantes pelas concorrentes 99Food e iFood impediram a empresa de avançar.


"Por isso a companhia resolveu focar todos os esforços na questão regulatória e de competitividade", afirma o executivo. "Direcionamos boa parte da liderança a se debruçar sobre o tema porque entendemos que isso é uma questão estrutural para o mercado efetivamente crescer".


Para o vice-presidente da Keeta, a decisão da Justiça paulista que considerou ilegais as cláusulas de banimento em contratos da 99Food sinaliza um ambiente mais favorável à competitividade no mercado de entregas.


Além da questão da exclusividade, afirma Mansano, o domínio de dados pelo iFood atrapalha a concorrência. "O iFood é detentor do dado, então ele consegue escolher restaurantes que performam bem para definir qual vai ser exclusivo".


Em junho, uma reportagem da Folha mostrou que a Keeta pedia a restaurantes dados de contratos com o iFood em troca de pagar a quebra de exclusividade entre as lojas e o concorrente. À época, a empresa disse ter pedido apenas comprovações do valor necessário para a saída de contratos restritivos.


Sobre a escolha de retomar a expansão por cidades menores, o executivo diz que ela se deve à maior velocidade de lançamento nesses municípios em relação às capitais. "A Keeta chegou ao Brasil com a proposta de atender 80% da população urbana brasileira. Isso nunca mudou".


Nas 21 cidades escolhidas, a plataforma adotará o chamado modelo "full-service", no qual o aplicativo media a venda e organiza a entrega, em vez de delegá-la às lojas. Essa forma de trabalho, segundo Mansano, permite ao restaurante se dedicar apenas ao preparo do prato e garante entregas mais rápidas aos clientes.


Para o representante da Keeta, a chamada "guerra dos apps", como tem sido chamada a sucessão de disputas entre as plataformas de entregas, não é uma guerra. "Eu não tenho inimizade com nenhum concorrente. Quando fazem coisas boas, a gente obviamente usa de inspiração", afirma.


Segundo ele, as críticas da empresa são direcionadas apenas à dificuldade de abertura de mercado: "Aí sim, claramente, os outros dois discordam da gente", diz Mansano, se referindo ao iFood e à 99Food.


RAIO-X | Keeta

Fundação: 2023, quando surgiu como braço internacional da Meituan

Sede no Brasil: São Paulo

Funcionários: 130 mil funcionários ligados à Meituan, sendo 1.200 no Brasil

Presença: Hong Kong, Arábia Saudita, Qatar, Kuwait e Emirados Árabes e Brasil; no Brasil, opera em Santos, São Vicente e Grande São Paulo

Faturamento 2025 (global): US$ 52,8 bilhões (cerca de R$ 275 bilhões)

Principais concorrentes: iFood, 99Food, Rappi


Guilherme W. Almeida

O que é enfisema pulmonar, doença que Pedro Bial revelou ter

 

                                           O jornalista Pedro Bial em evento na Febraban Tech no Distrito Anhembi. - Leandro Chemalle - 24.ago.26/Thenews2/Folhapress

  • Tabagismo é principal fator de risco para o quadro, que pode causar falta de ar e tosse
  • Aos 68 anos, apresentador contou que deixou o cigarro há 18 anos, mas hábito deixou sequelas


O jornalista e apresentador Pedro Bial, 68, revelou que foi diagnosticado com um pequeno enfisema pulmonar, problema que atribui ao período em que fumava.


Em entrevista à revista GQ Brasil, o jornalista contou que deixou o cigarro há 18 anos e que está em tratamento. "Eu era um fumante bravo. A minha vida é feita de arrependimento. Eu sou um arrependimento ambulante", afirmou à publicação.


O enfisema pulmonar é uma forma de DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica) que provoca danos permanentes aos pulmões.


A doença ocorre quando as paredes dos alvéolos, pequenas estruturas responsáveis pelas trocas gasosas, são destruídas. Com isso, os pulmões perdem parte da elasticidade e fica mais difícil eliminar o ar.


É nos alvéolos que o oxigênio passa para o sangue e o gás carbônico é retirado da circulação. Quando essas estruturas são danificadas, a capacidade de respirar pode diminuir progressivamente.


O principal fator de risco para o enfisema é o tabagismo. A exposição prolongada à fumaça do cigarro pode provocar lesões nos pulmões ao longo dos anos.


Poluição do ar, poeira e contato frequente com gases e outras substâncias irritantes também estão associados à doença.


Quais são os sintomas

No início, o enfisema pode não causar sintomas ou provocar sinais discretos. A falta de ar costuma aparecer primeiro durante atividades que exigem mais esforço físico. Tosse persistente, produção de catarro, chiado no peito e cansaço também são manifestações comuns.


À medida que a doença avança, a falta de ar pode surgir durante atividades cotidianas, como caminhar ou tomar banho, e, nos casos mais graves, até em repouso. Infecções respiratórias, como gripe, resfriado e Covid-19, podem agravar os sintomas.


Como é feito o diagnóstico

A investigação considera os sintomas, o histórico de tabagismo e a exposição a substâncias que podem prejudicar os pulmões. Exames de imagem, como radiografia e tomografia computadorizada do tórax, podem mostrar alterações características do enfisema.


A espirometria também pode ser solicitada. O exame mede a quantidade de ar que a pessoa consegue inspirar e expirar e a velocidade com que esse ar é eliminado.


Dependendo do caso, outros exames, como a gasometria arterial, podem ser necessários.


Enfisema tem cura?

O enfisema não tem cura porque os danos causados aos alvéolos são irreversíveis. O tratamento, porém, pode controlar os sintomas, melhorar a capacidade respiratória e retardar a progressão da doença.


Para quem fuma, abandonar o cigarro é a principal medida para reduzir a exposição ao fator que causa o dano pulmonar.


Também é recomendado evitar fumaça de outras pessoas, poluição, poeira e produtos químicos que possam irritar as vias respiratórias.


Tratamento

O tratamento varia conforme a gravidade da doença e os sintomas de cada paciente. Medicamentos inalatórios, como broncodilatadores, podem ser usados para facilitar a passagem do ar pelas vias respiratórias. Em alguns casos, também são indicados corticoides.


Atividade física orientada e fisioterapia respiratória podem ajudar a preservar a capacidade funcional e melhorar a respiração. Nos quadros mais avançados, pode ser necessário o uso de oxigênio suplementar.


Em situações específicas, procedimentos cirúrgicos podem ser considerados para retirar áreas muito danificadas do pulmão. O transplante pulmonar é uma opção restrita a casos graves e selecionados.


O diagnóstico precoce e a interrupção do tabagismo são importantes para evitar que a doença avance mais rapidamente. Mesmo depois de anos de exposição ao cigarro, parar de fumar reduz novos danos aos pulmões.


Luiza Lopes

Folha São Paulo

Doze mulheres são eleitas para o Senado

 

                                               Agência Senado

"Temos de comemorar esse resultado e continuar incentivando as mulheres a entrarem na política. O nosso trabalho é de alta qualidade e muda o Brasil", avaliou a senadora Tereza Cristina


Os brasileiros elegeram no último domingo, 04/10, 12 mulheres para o Senado, entre as 54 vagas em disputa. É o maior número de senadoras eleitas em um mesmo pleito desde a redemocratização.


“Temos de comemorar esse resultado e continuar incentivando as mulheres a entrarem na política. O nosso trabalho é de alta qualidade e muda o Brasil”, avaliou a senadora Tereza Cristina (MS), líder do Progressistas, cujo mandato vai até fevereiro de 2031.


Até então, o recorde havia sido registrado em 2002, quando oito mulheres conquistaram cadeiras na Casa. Em 2018, última eleição em que também foram renovados dois terços do Senado, sete mulheres foram eleitas.


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Com o resultado, a bancada feminina deve passar das atuais 15 para 18 integrantes a partir de 2027 (considerando também as suplentes que estiverem no exercício do mandato).


Se esse número se confirmar, elas representarão 22,2% das 81 cadeiras do Senado. Em 2026, a Casa chegou a ter 16 senadoras simultaneamente em exercício, o equivalente a 19,8% das cadeiras.


O pleito deste ano também estabeleceu outro marco, com a vitória de duas mulheres no Distrito Federal. Até então, nenhuma unidade da Federação havia elegido duas mulheres para o Senado na mesma eleição. 


As 12 eleitas iniciarão tomarão posse no Senado em fevereiro de 2027, com mandatos até 2035. São elas: Mara Rocha (Acre-Podemos), Marina JHC (PSDB-AL), Rayssa Furlan ( Podemos-AP), Luzianne (Rede-CE), Michelle Bolsonaro (PL-DF), Bia Kicis (PL-DF), Gracinha Caiado ( União-GO), Marília Campos (PT-MG), Marília Arraes (PDT-PE), Samanda de Lula (PT-RN), Teresa Surita (MDB-RR), Carol de Toni (PL-SC).


Além das eleitas neste domingo, seis mulheres ocupam atualmente cadeiras com mandato até 2031: Damares Alves (Republicanos-DF), Professora Dorinha Seabra (União-TO), Teresa Leitão (PT-PE) e Tereza Cristina, eleitas titulares em 2022, além de Jussara Lima (PSD-PI) e Lourdinha Pereira (PSB-MA), que exercem o mandato na condição de suplentes.


Mas nenhuma das atuais senadoras que concorriam a novo mandato conseguiu se reeleger neste domingo. Em 2027, deixarão a atual composição da bancada Leila Barros (PDT-DF), Eliziane Gama (PSD-MA), Soraya Thronicke (PSB-MS) e Mara Gabrilli (PSD-SP), além de Dra. Eudócia (PSDB-AL), Daniella Ribeiro (PP-PB), Roberta Acioly (Republicanos-RR) e Ivete da Silveira (MDB-SC).


Duplas femininas

A presença simultânea de duas mulheres na bancada de uma mesma unidade da Federação não é novidade no Senado. O primeiro caso ocorreu no Amazonas, em 2015, quando Vanessa Grazziotin (PCdoB), eleita em 2010, passou a dividir a representação do estado com Sandra Braga (MDB), primeira suplente de Eduardo Braga (MDB), que assumiu o mandato durante a licença do titular para comandar o Ministério de Minas e Energia.


Em 2019, Mato Grosso do Sul também passou a ter duas senadoras entre seus três representantes, com Simone Tebet (MDB) e Soraya Thronicke (PSB). Naquele momento, era a única unidade da Federação com maioria feminina na bancada – dupla que foi mantida com a eleição da senadora Tereza Cristina (PP-MS), em 2023.


Em 2023, o Distrito Federal e o Maranhão se juntaram a esse grupo, ao passarem também a contar com duas mulheres simultaneamente no Senado.


Presença nos estados

O resultado de 2026 modifica o mapa histórico da presença feminina no Senado. Com a eleição de Rayssa Furlan, a primeira senadora pelo Amapá, o Piauí passa a ser a única unidade da Federação que nunca elegeu uma mulher para a Casa.


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A eleição ocorreu em um ano de crescimento do número de candidaturas femininas ao Senado. Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registravam 70 mulheres na disputa, o equivalente a 21,94% das candidaturas ao cargo. Em números absolutos, era o maior total das três últimas eleições: foram 58 candidatas em 2022 e 63 em 2018.


A presença feminina na Casa, no entanto, não depende apenas do resultado das urnas. A composição da bancada pode mudar ao longo da legislatura com a posse de suplentes. Em 2023, por exemplo, a previsão inicial era de 11 senadoras, mas o número chegou a 15 com a posse de quatro suplentes de parlamentares nomeados ministros.


Considerando também as suplentes que exerceram o mandato, todas as unidades da Federação já tiveram mulheres no Senado. A primeira foi Eunice Michiles, que assumiu como suplente em 1979. As primeiras mulheres eleitas diretamente para a Casa foram Júnia Marise (MG) e Marluce Pinto (RR), em 1990.


A presença de mulheres no Senado cresceu de forma gradual nas últimas décadas, embora com oscilações. No início da sessão legislativa de 1980, havia apenas uma senadora em exercício. O número chegou a 5 em 1995, 10 em 2007 e 14 em 2015. Em 2026, alcançou 16, o maior patamar da série histórica até agora.


Fonte: Agência Senado

Padre avança preferencial e técnica de enfermagem morre no interior

 

                                           Foto: Leandro Holsbach/Alerta Dourados)




A caminho do trabalho, a técnica de enfermagem Ana Cláudia Machado Gonçalves, de 48 anos, perdeu a vida em um acidente de trânsito na manhã desta sexta-feira (9), em Dourados, a 251 quilômetros de Campo Grande.


A motocicleta que ela conduzia colidiu com um carro dirigido pelo padre Teodoro Benitez, de 60 anos, no Centro da cidade.


O acidente, segundo o portal Dourados Agora, aconteceu por volta das 6h, no cruzamento da Avenida Weimar Gonçalves Torres com a Rua Mato Grosso. Conforme as primeiras informações, o religioso teria desrespeitado a sinalização de preferência ao atravessar a avenida.


Ana Cláudia pilotava uma Honda Biz em direção ao Centro, enquanto o padre seguia pela Rua Mato Grosso em um Volkswagen Polo cinza. A motocicleta atingiu a lateral direita do automóvel.


O impacto foi fatal. Equipes do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foram chamadas, mas encontraram a técnica de enfermagem já sem vida.


A vítima trabalhava no Hospital Evangélico de Dourados e estava a caminho da unidade quando ocorreu a colisão. Seu irmão compareceu ao local e confirmou que ela seguia para mais um dia de trabalho.


Ana Cláudia possuía registro no Coren-MS (Conselho Regional de Enfermagem de Mato Grosso do Sul) desde 2012.


O motorista, identificado como pároco da Paróquia Santo André, permaneceu no local após o acidente. Ele foi submetido ao teste do bafômetro, que apresentou resultado negativo para consumo de álcool, e encaminhado à delegacia para prestar esclarecimentos.


Equipes da PM (Polícia Militar), da Polícia Civil e da Polícia Científica atenderam à ocorrência. O caso foi registrado como homicídio culposo na direção de veículo automotor, quando não há intenção de matar.


As circunstâncias da colisão e a eventual responsabilidade do condutor serão apuradas pela Polícia Civil.

Cinco cuidados ajudam a proteger a produção de soja

 

                                             Foto: Pixabay




O potencial produtivo da soja depende de cuidados após o plantio. Acompanhamento da emergência, controle de plantas daninhas, monitoramento de pragas e doenças e atenção à água ajudam a evitar perdas. Na safra 2025/2026, o Brasil produziu 180,4 milhões de toneladas de soja, alta de 5,2% ante o ciclo anterior, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).



Nas primeiras semanas, a formação do estande exige atenção. Falhas na emergência e plantas desuniformes podem indicar compactação do solo, falta de água ou ataque de pragas. Rafael Toscano, gerente comercial de sementes da ORÍGEO, destaca a importância de identificar esses problemas antes que afetem a produtividade.


“O acompanhamento das áreas nas primeiras semanas ajuda o produtor a entender como a lavoura está respondendo e se o desenvolvimento está ocorrendo de maneira uniforme”, explica.


O controle de plantas daninhas também é decisivo. Conforme a Embrapa, a competição por água, luz e nutrientes pode afetar a soja especialmente entre 10 e 50 dias após a emergência. Para insetos, a instituição recomenda o Manejo Integrado de Pragas, que considera as espécies, a população presente e o estágio da cultura.



A umidade do solo e as condições climáticas devem ser acompanhadas para orientar o manejo. A vigilância sobre doenças, como a ferrugem-asiática, completa os cuidados para preservar o desenvolvimento da lavoura. "No caso da ferrugem-asiática, por exemplo, o monitoramento é uma das ferramentas utilizadas para orientar o manejo e evitar que a doença avance sem controle", finaliza Toscano. 


Foragido da Justiça é morto a tiros durante ação policial em Jaraguari

 

                                           Foto; Policia Civil/ Divulgação



Uma operação para prender um foragido da Justiça terminou com a morte de Valdinei Machado de Oliveira, de 48 anos, na madrugada desta sexta-feira (9), no Assentamento Harmonia, em Jaraguari, a cerca de 47 quilômetros de Campo Grande.


Valdinei, segundo o G1MS, era procurado pela polícia e tinha antecedentes relacionados a tentativas de homicídio, tráfico de drogas e crimes patrimoniais.


Ele estava escondido em uma propriedade rural, onde foi localizado por investigadores da Polinter (Delegacia Especializada de Polícia Interestadual e Capturas).


Segundo o registro policial, o homem tentou fugir pelos fundos da residência ao perceber a chegada dos agentes. Durante a tentativa de escapar, carregava uma faca e encontrou um dos investigadores, que determinou que ele parasse e largasse a arma.


Ainda conforme a versão apresentada pela polícia, Valdinei ignorou a ordem e avançou contra o agente. O investigador reagiu com dois disparos de arma de fogo, que atingiram o suspeito. Ele morreu no local.


Outras duas pessoas estavam na propriedade no momento da operação. Ambas foram abordadas, mas não havia mandados de prisão contra elas.


A perícia foi acionada para examinar o local e esclarecer as circunstâncias do confronto. A ocorrência foi registrada como morte decorrente de intervenção legal de agente do Estado.

Agronegócio impulsiona exportações de MS, que crescem 12,5% até setembro

 

                                            Arquivo



Puxada pelo agronegócio, a balança comercial de Mato Grosso do Sul fechou setembro com saldo positivo. As exportações atingiram US$ 9,21 bilhões no acumulado de janeiro a setembro, crescimento de 12,53% em relação ao mesmo período do ano anterior, consolidando Mato Grosso do Sul entre os destaques nacionais no comércio exterior.


Segundo dados da Assessoria Especial de Economia e Estatística da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), o volume exportado também apresentou alta expressiva, alcançando 23,52 milhões de toneladas — 7,95% a mais que no mesmo período de 2025. O saldo da balança comercial do Estado chegou a US$ 7,42 bilhões, 17,46% superior ao registrado no ano passado, reforçando a vocação exportadora de Mato Grosso do Sul.


O crescimento foi impulsionado principalmente pelo agronegócio, com destaque para a soja, que respondeu por 31,08% do valor total exportado, equivalente a US$ 2,86 bilhões. Na sequência aparecem a celulose, com 26,42%, e a carne bovina, com 17,82%. Também tiveram participação relevante o farelo de soja, as carnes de aves e os açúcares e melaços.


A agropecuária apresentou variação positiva tanto em valor, de 28,52%, quanto em volume, de 13,75%, evidenciando a força e a competitividade do setor no Estado. A indústria de transformação também registrou crescimento de 9,24% no valor exportado.


Principal destino


A China manteve-se como principal destino das exportações sul-mato-grossenses, absorvendo 46,34% do total. Em seguida aparecem os Estados Unidos, com 6,46%, e os Países Baixos, com 4,81%. Na logística de escoamento, o Porto de Santos foi responsável por 38,40% do valor exportado, consolidando-se como a principal rota de saída dos produtos de Mato Grosso do Sul para o mercado internacional.


Entre os municípios, Três Lagoas liderou o ranking dos exportadores, respondendo por 18,15% do total estadual. Dourados aparece em segundo lugar, com 11,22%, seguida por Ribas do Rio Pardo, com 11,05%. Juntos, os cinco principais municípios exportadores concentraram mais da metade das exportações de Mato Grosso do Sul.


Desenvolvimento e competitividade


Para o secretário da Semadesc, Artur Henrique Leite Falcette, o desempenho das exportações demonstra a força do setor produtivo e os resultados das políticas públicas voltadas ao desenvolvimento econômico sustentável. “O desempenho das exportações é resultado do trabalho integrado entre o setor público e a iniciativa privada, fortalecendo a economia, gerando

empregos e ampliando a presença de Mato Grosso do Sul no mercado internacional. Temos uma produção cada vez mais competitiva, diversificada e alinhada à sustentabilidade”, destacou.


Falcette reforçou que a Semadesc mantém o compromisso de apoiar o desenvolvimento sustentável e ampliar a competitividade de Mato Grosso do Sul, por meio de políticas que estimulem a produção, a inovação, a agregação de valor e a abertura de novos mercados, contribuindo para a geração de riquezas e oportunidades para a população sul-mato-grossense.