sexta-feira, 12 de junho de 2026

Ácaro rajado ameaça produtividade do mamão

 

                                           No mamão, o ataque pode provocar manchas amarelas nas folhas - Foto: Canva


No mamão, o ataque pode provocar manchas amarelas nas folhas

A presença de pragas no mamoeiro exige atenção constante do produtor, especialmente em períodos quentes e secos, quando o risco de avanço no campo aumenta. Entre os principais problemas está o ácaro rajado, que suga a seiva da planta, destrói células e compromete o desenvolvimento da cultura.



No mamão, o ataque pode provocar manchas amarelas nas folhas, necrose, perda de área foliar, redução no tamanho dos frutos e queda de qualidade e produtividade. O ácaro rajado, identificado como Tetranychus urticae, ocorre durante todo o ano e costuma se alojar na parte inferior das folhas, começando o ataque próximo às nervuras antes de se espalhar pela planta.


Alexandre Hanazaki, gerente de desenvolvimento de produtos da East-West Seed, orienta que o controle comece pela eliminação de plantas daninhas, que podem servir de alimento e abrigo para a praga. A inspeção frequente da face inferior das folhas também é recomendada, pois permite identificar a presença do ácaro no início e iniciar o controle em área total.



Outra medida citada é a escolha de variedades com maior tolerância. Segundo Hanazaki, o mamão Sabrosa apresenta maior massa foliar e folhas de textura mais grossa, o que dificulta o acesso da praga. O manejo, porém, segue necessário.


O uso de acaricidas registrados para a cultura do mamão também é indicado. Enxofre e calda sulfocálcica atuam como repelentes, e há alternativas de controle biológico. Já piretróides e organofosforados devem ser evitados, pois podem afetar inimigos naturais e favorecer o desequilíbrio no campo. A nutrição com excesso de nitrogênio também pode estimular a praga.

Terapia CAR-T para cânceres do sangue deve chegar ao SUS em um ano, prevê Padilha

                                            Alexandre Padilha durante entrevista coletiva - João Risi - 8.jun.26/Divulgação MS


  • Tecnologia 100% nacional trata com efeitos imediatos linfomas e leucemia, e custa um quinto da opção similar comercial

  • Pode ajudar, em breve, a tratar outros cânceres e doenças autoimunes como lúpus


Alguns minutos de soroterapia com células T do próprio paciente e o câncer no sangue que desafiou o publicitário Paulo Peregrino por cinco anos e mais de 50 quimioterapias começou a recuar. "Meu corpo estava todo tomado pelo linfoma e, depois de 30 dias da infusão, estava limpo. Eu sempre falo: ‘Acreditem na Ciência’. Deus e a ciência me trouxeram aqui", conta emocionado.


O carioca foi um dos 20 pacientes da fase de testes do projeto CAR-T Cell do Hemocentro de Ribeirão Preto, órgão ligado à Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP (Universidade de São Paulo). Hoje, aos 64 anos, Peregrino participou do anúncio feito pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, de que o tratamento que o salvou deve chegar ao SUS (Sistema Único de Saúde) em cerca de um ano.


Padilha visitou o Hospital das Clínicas e o Hemocentro de Ribeirão na manhã desta quarta-feira (10), quando apresentou expectativas para o tratamento nacional de cânceres do sangue e entregou veículos e equipamentos do programa Agora Tem Especialistas.


"Os resultados preliminares são muito animadores, mais de 87% de resultado positivo de pacientes que já tinham passado por outras formas de tratamento, quimioterapia, radioterapia, transplante, e que veem agora no CAR-T Cell uma esperança de tratamento", afirmou Padilha.


A pesquisa do CAR-T teve início em meados de 2015 e, este ano, deve começar a fase clínica final com 81 pacientes, com duração de cerca de um ano. O estudo recebeu cerca de R$ 100 milhões do Ministério da Saúde em seus anos iniciais e é uma parceria governo federal com o governo do Estado de São Paulo por meio do Instituto Butantan, USP Ribeirão e Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo.


Segundo Padilha, a pesquisa ainda está na fase de recrutamento dos pacientes, cujos resultados serão acompanhados por um ano pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para estabelecer os marcadores de segurança e de eficácia e, então, seguir para o registro do produto e liberação para uso.


A tecnologia traz uma redução substancial dos custos para o SUS no tratamento de doenças como leucemia e linfomas —a terapia CAR-T feita pela universidade pública é 100% nacional e custa cerca de um quinto (algo em torno de R$ 500 mil) da versão similar comercial existente hoje no mercado, orçada em R$ 2,5 milhões por paciente.


Bruno Marques Giovanni, 33 anos, educador físico de Piracicaba, já havia feito até um transplante quando foi recomendado para terapia CAR-T de Ribeirão Preto em 2021 —ele está em fase de remissão da leucemia desde então e celebra ter tido acesso ao tratamento a tempo.


"Não senti reação pós e consegui voltar à minha rotina, à minha vida normal muito mais rápido em relação aos outros tratamentos que fiz. Não é tão agressivo comparado às outras linhas de tratamentos primárias", conta.


De acordo com Diego Villa Clé, o pesquisador principal do CAR-T e professor da FMRP-USP, a técnica pode ser usada futuramente para tratar outros tipos de câncer e também outras doenças. "Estamos com estudos em fase final de aprovação para tratar doenças autoimunes. A primeira será o Lupus Eritematoso Sistêmico e, em seguida, a Miastenia Gravis", adianta Clé.


Clé conta que os resultados mostraram que, em 50% dos pacientes com linfoma e, em análise intermediária, ainda sem chegar ao fim do estudo, a taxa de resposta chegou a quase 88% dos pacientes (87,6%), com menos desgaste e efeitos colaterais.


"É um tratamento que é ‘um tiro’, como a gente fala. É uma infusão, 20 minutos, normalmente, com uma célula que é do próprio paciente, que foi modificada, treinada em laboratório. Ela é viva, então ela persiste, se multiplica e combate a doença. Muito diferente de outros tipos de tratamento, que você precisa fazer várias sessões", destaca o professor.


O "tratamento vivo" será monitorado de forma contínua em todos os participantes do estudo —cinco anos após a remissão, há pacientes que ainda tem os linfócitos-T (células de defesa usadas no processo CAR-T) infundidos presentes na corrente sanguínea.


"Os linfócitos são uma das células de defesa que circulam na gente. E é até um paradoxo, porque o próprio linfócito é a origem do linfoma e da leucemia. É um câncer dos linfócitos, mas é um tipo que chama linfócito B e a gente usa o ‘primo dele’, que é o linfócito T, por isso que chama CAR-T, porque a gente modifica o linfócito T", explica Clé.


A célula escolhida combate infecções no nosso corpo e, na terapia, os pesquisadores "ensinam" esse agente a atacar o câncer colocando nela um receptor para direcioná-la a combater a célula tumoral. "A gente tem respostas esplêndidas com menos de 30 dias. É muito rápida, mas a gente avalia sempre com 30 e 90 dias. É o período que a gente repete os exames para ver se foi embora a doença", reforça Clé


A tecnologia similar ao CAR-T à venda hoje no mercado não usa o linfócito T, mas outras estruturas para fazer o tratamento. O modelo do Hemocentro de Ribeirão está patenteado e aguarda apenas os testes clínicos finais e aprovação da Anvisa para ser levado ao SUS de forma gratuita, segundo o Ministério da Saúde.


Padilha destacou a importância do investimento na ciência para assegurar a permanência desses pesquisadores de ponta no Brasil.


"Nosso primeiro investimento é fortalecer a pesquisa do nosso país. Se não tivesse o investimento, [esses pesquisadores de Ribeirão] estariam em outros lugares do mundo, e a gente perderia profissionais de alta capacidade que já estão desenvolvendo uma terapia muito promissora para o linfoma, para a leucemia, e que pode ser uma terapia para outras doenças", declarou o ministro.



Na visita à Ribeirão, o ministro também anunciou um aporte federal de R$ 180 milhões para o Projeto Genoma SUS, do qual o Centro de Terapia Celular do Hemocentro de Ribeirão é um dos pioneiros no âmbito do Programa Genomas Brasil, voltado ao sequenciamento genético da população brasileira.


A iniciativa amplia o conhecimento sobre a diversidade genética do país e fortalece o desenvolvimento da medicina de precisão no SUS. Padilha cumpriu ainda outras agendas no Interior de São Paulo nesta quarta.


Foram entregues ambulâncias para o Samu, combos de equipamentos para Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Unidades Odontológicas Móveis (UOMs). O ministro também assinou ordem de construção de um Centro de Atenção Psicossocial (Caps) no município de Matão e de construção de uma policlínica em Franca com recursos do Novo PAC Saúde.

Baixa cobertura vacinal leva SES a alertar sobre proteção contra a gripe

 

                                           Profissional da saúde aplicando a vacina {Foto: André Lima}


Com a chegada dos dias mais frios e o aumento da circulação de vírus respiratórios, a SES {Secretaria de Estado de Saúde} alerta a população sul-mato-grossense para a importância de procurar as unidades de saúde e atualizar a vacinação contra a Influenza.


Atualmente, Mato Grosso do Sul registra cobertura vacinal de apenas 43,85%, percentual abaixo do necessário para ampliar a proteção coletiva da população.


O período de outono e inverno favorece a transmissão de doenças respiratórias. As temperaturas mais baixas levam as pessoas a permanecerem por mais tempo em ambientes fechados e com pouca ventilação, cenário que facilita a disseminação de vírus como a Influenza.


Dados do último boletim epidemiológico de Influenza mostram que o Estado já contabilizou 3.523 notificações de SRAG {Síndrome Respiratória Aguda Grave} hospitalizado em 2026. Entre os casos confirmados de Influenza, foram registrados 525 casos, sendo 378 de Influenza A e 147 de Influenza B, além de 67 óbitos relacionados à doença neste ano.


Diante desse cenário, a coordenadora de Imunização da SES, Ana Paula Goldfinger, ressalta que a vacinação continua sendo a principal ferramenta para evitar complicações causadas pela gripe.


“A vacinação é uma ferramenta fundamental para proteger a população, especialmente neste período de maior circulação de vírus respiratórios. Quanto maior a cobertura vacinal, menor será o impacto das doenças respiratórias nos serviços de saúde e, principalmente, menor o risco de complicações para os grupos mais vulneráveis”, afirma.


Segura, gratuita e disponível nas unidades de saúde dos municípios, a vacina reduz significativamente o risco de hospitalizações e mortes decorrentes da Influenza.


Além da imunização, medidas simples de prevenção continuam sendo importantes para reduzir a transmissão dos vírus respiratórios. Entre elas estão a higienização frequente das mãos, a manutenção de ambientes ventilados, a etiqueta respiratória e o uso de máscara em caso de sintomas gripais.


Segundo a gerente de Influenza e Doenças Respiratórias da SES, Lívia Maziero, a combinação entre vacinação e cuidados preventivos é essencial nesta época do ano.


“Com a chegada do frio, é comum que as pessoas permaneçam mais tempo em ambientes fechados e com pouca ventilação, o que favorece a transmissão de vírus respiratórios. Por isso, além de se vacinar, é importante adotar cuidados simples, como higienizar as mãos com frequência, manter os ambientes ventilados e evitar contato próximo quando houver sintomas gripais. Essas medidas ajudam a proteger não apenas quem as adota, mas toda a comunidade”, explica.


Nos municípios, estratégias como busca ativa da população não vacinada, vacinação extramuros e ações em escolas, instituições de longa permanência e locais de grande circulação têm contribuído para ampliar o acesso ao imunizante.


Entre os municípios com melhores coberturas vacinais até o momento estão Japorã {75,09%}, Vicentina {71,70%} e Jateí {64,88%}. Apesar dos resultados positivos em algumas localidades, a maior parte dos municípios ainda está distante da meta de cobertura vacinal recomendada.


A orientação é que quem ainda não recebeu a dose da vacina procure a unidade de saúde mais próxima e garanta sua proteção. Em um período marcado pelo aumento das doenças respiratórias, vacinar-se continua sendo a forma mais eficaz de prevenir casos graves, internações e óbitos causados pela gripe.

quinta-feira, 11 de junho de 2026

Articulação de Tereza Cristina assegura fundo garantidor do agro em projeto aprovado pelo Senado

(Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)

 O Senado Federal aprovou, na noite de quarta-feira (10), o Projeto de Lei 5.122/2023, que cria mecanismos para a renegociação de dívidas do setor agropecuário. O texto recebeu uma emenda da senadora Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra da Agricultura, que incluiu a criação de um fundo garantidor voltado ao agronegócio.

Após a aprovação da proposta, a parlamentar comemorou o resultado e destacou o trabalho realizado durante a tramitação da matéria.

“Dia de vitória, depois de muito trabalho para que pudéssemos chegar até esse momento”, afirmou.

Segundo Tereza Cristina, a emenda busca ampliar o acesso dos produtores rurais ao crédito, oferecendo mais segurança às operações de financiamento.

“Fiz uma emenda esperançosa, para que ela continue e frutifique, que é o fundo garantidor do agro brasileiro. A ideia é que possamos aportar recursos nesse fundo para garantir a tomada de financiamento pelos produtores rurais por um prazo maior e com juros menores”, explicou.

Pelo texto aprovado, o governo federal poderá utilizar parte dos recursos do Fundo Social do Pré-Sal, além de outras fontes autorizadas, para viabilizar uma linha especial de refinanciamento de dívidas do setor.

A proposta teve como relator o senador Renan Calheiros (MDB-AL). Durante a votação, ele afirmou que a medida não comprometerá os recursos do Fundo Social destinados às áreas de saúde e educação.

Renan também relatou que, após semanas de negociações entre o governo federal e o Congresso Nacional, ainda persistiam divergências em relação ao texto final. Segundo ele, reuniões realizadas ao longo da quarta-feira, tanto na Presidência do Senado quanto no Ministério da Fazenda, buscaram superar os impasses.

“O ministro sempre foi muito cordato e receptivo, mas não tivemos com a área técnica do ministério a mesma facilidade que tivemos na discussão com o ministro Dario Durigan”, declarou o relator em plenário.

Com as alterações promovidas pelo Senado, o projeto retorna à Câmara dos Deputados para nova análise. Caso seja aprovado pelos deputados, seguirá para sanção presidencial.

Abertura da Copa do Mundo 2026: veja horário e onde assistir ao vivo

Imagem: Luis Cortes/Reuters

 A Copa do Mundo de 2026 terá sua primeira cerimônia de abertura nesta quinta-feira (11), no Estádio Azteca, na Cidade do México. O evento antecede a partida inaugural entre México e África do Sul, válida pela primeira rodada do Grupo A.

A cerimônia está programada para começar às 14h30 (horário de Brasília), enquanto a bola rola às 16h para o primeiro jogo do Mundial. O confronto marca o início da primeira Copa da história disputada por 48 seleções e sediada simultaneamente por três países: México, Estados Unidos e Canadá.

Os torcedores poderão acompanhar a abertura e a partida pela TV aberta, com transmissão da Globo e do SBT. Também haverá exibição nos canais sportv e N Sports, além das plataformas Ge TV, via Globoplay, e CazéTV, no YouTube.

Cultura mexicana em destaque

A cerimônia de abertura terá como tema central a cultura mexicana, com apresentações musicais, dança e referências às tradições populares e indígenas do país anfitrião. A expectativa é de um espetáculo que valorize a identidade cultural do México diante de uma audiência global.

Entre as atrações confirmadas estão os artistas Shakira, Burna Boy, J Balvin, Alejandro Fernández, Belinda, Danny Ocean, Lila Downs, Los Ángeles Azules, Maná e Tyla.

Três cerimônias de abertura

Diferentemente das edições anteriores, a Copa do Mundo de 2026 contará com três cerimônias de abertura, uma em cada país-sede. Após o evento realizado no México, Canadá e Estados Unidos promoverão suas próprias celebrações antes das primeiras partidas disputadas em seus territórios.

O Estádio Azteca também entra para a história ao sediar, pela terceira vez, uma abertura de Copa do Mundo, feito inédito na competição.

Abertura da Copa do Mundo 2026

  • Data: 11 de junho de 2026
  • Horário: 14h30 (de Brasília)
  • Local: Estádio Azteca
  • Jogo de abertura: México x África do Sul, às 16h.

Assembleia debate fortalecimento da defesa dos direitos das mulheres com nova procuradoria

 

Foto: Wagner Guimaraes


Os deputados estaduais de Mato Grosso do Sul analisam, na sessão ordinária desta quinta-feira (11), três propostas em primeira discussão, entre elas o projeto que cria a Procuradoria Especial da Mulher no âmbito da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS).

A medida está prevista no Projeto de Resolução nº 21/2026, de autoria da Mesa Diretora, com coautoria da deputada Mara Caseiro (PL). A proposta altera o Regimento Interno da Casa para instituir uma estrutura permanente voltada à defesa dos direitos das mulheres, ao enfrentamento da violência de gênero e ao fortalecimento da participação feminina nos espaços de representação política.

De acordo com o texto, a Procuradoria será formada por uma Procuradora-Geral e uma Procuradora-Adjunta, escolhidas entre as deputadas estaduais em exercício e designadas pela Presidência da Assembleia. O mandato terá duração de dois anos, com possibilidade de recondução.

Entre as atribuições do novo órgão estão o recebimento e encaminhamento de denúncias de violência e discriminação contra mulheres, o acompanhamento de políticas públicas voltadas à proteção feminina, a promoção de estudos e debates sobre igualdade de gênero e o apoio à formulação de ações voltadas à garantia dos direitos das mulheres.

A proposta também prevê a elaboração de um Protocolo de Atendimento, Acolhimento e Prevenção às Mulheres Vítimas de Violência Doméstica e Familiar, com diretrizes para identificação de casos, avaliação de risco, encaminhamento à rede de proteção e preservação do sigilo das informações.

Segundo a justificativa do projeto, a iniciativa segue orientações do Senado Federal para a criação de procuradorias da mulher nos parlamentos estaduais e busca ampliar os mecanismos institucionais de prevenção e combate à violência de gênero.

Campanha Abril Verde e Amarelo

Outra matéria em pauta é o Projeto de Lei nº 270/2025, de autoria do deputado Coronel David (PL), que institui a Campanha Abril Verde e Amarelo no Calendário Oficial de Eventos de Mato Grosso do Sul.

A proposta prevê ações de conscientização sobre o direito à propriedade privada e sua função social, conforme estabelece a Constituição Federal. Entre as medidas sugeridas estão campanhas educativas, palestras, seminários e orientações sobre segurança patrimonial, regularização fundiária e gestão de propriedades rurais.

O projeto também incentiva a formação de redes de vizinhança rural protegida para fortalecimento da cooperação entre produtores e comunidades locais, além de promover ações preventivas voltadas à segurança no campo.

Reconhecimento de utilidade pública

Também será apreciado o Projeto de Lei nº 31/2026, de autoria da deputada Gleice Jane (PT), que declara de utilidade pública estadual a Associação Rede Feminina de Combate ao Câncer de Anastácio.

A proposta reconhece a relevância social da entidade, que atua no desenvolvimento de ações de prevenção, conscientização e apoio a pacientes em tratamento oncológico, além de oferecer assistência às famílias atendidas pela instituição.

Caso aprovado, o reconhecimento permitirá ampliar a atuação da associação e facilitar o acesso a parcerias e programas de apoio voltados ao fortalecimento de suas atividades.

Legislativo aprecia recursos destinados a habitação, infraestrutura urbana e trânsito

 

Foto: Izaias Medeiros


A Câmara Municipal de Campo Grande aprecia nesta quinta-feira (12), a partir das 9 horas, quatro projetos de lei durante sessão ordinária. Entre as propostas em pauta está a abertura de crédito adicional especial de R$ 5,2 milhões para investimentos em habitação, infraestrutura, trânsito, assistência social, cultura e meio ambiente.

Em única discussão, os vereadores analisam o Projeto de Lei 12.396/26, de autoria do Executivo Municipal, que prevê a destinação de R$ 3 milhões para a Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários (Emha). Os recursos serão aplicados na administração do condomínio Vila da Melhor Idade e no programa Sonho Seguro.

O projeto também destina R$ 1,2 milhão à Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos para despesas relacionadas a indenizações, desapropriações e convênios. Outros R$ 446,8 mil serão direcionados à Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), R$ 416 mil ao Fundo Municipal de Assistência Social, R$ 140 mil para ações culturais e R$ 25 mil para a área ambiental.

A proposta original encaminhada pela Prefeitura previa R$ 4,6 milhões, mas recebeu emenda do próprio Executivo ampliando o valor para R$ 5,2 milhões. Os créditos adicionais permitem adequações no orçamento municipal para atender despesas não contempladas inicialmente na Lei Orçamentária Anual (LOA).

Homenagens

Em primeira discussão, os parlamentares votam o Projeto de Lei 12.062/25, de autoria do vereador Carlão, que denomina de "Praça Gislaine Eilert Barcellos" a área pública localizada no loteamento North Park, no Bairro Mata do Segredo. A homenagem reconhece a trajetória da advogada, que atuou em instituições públicas e privadas e exerceu funções de liderança comunitária. Gislaine faleceu em julho de 2025.

Também em primeira discussão, será analisado o Projeto de Lei 12.079/25, apresentado pelo vereador Júnior Coringa, que propõe o nome "Praça Clotilde Faustino Limeira" para área situada entre as ruas Cassiano Gabus Mendes e Araguacema, no Residencial Betaville. A homenagem destaca a contribuição de Clotilde à comunidade local, onde ficou conhecida pelo trabalho realizado durante anos como vendedora de pipoca na região da antiga rodoviária e da Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

Saúde

Os vereadores ainda apreciam, em segunda discussão, o Projeto de Lei 11.893/25, de autoria do vereador Dr. Victor Rocha, que cria o Programa Municipal de Acompanhamento Pós-Alta Hospitalar.

A iniciativa prevê atendimento médico, psicológico e social aos pacientes após a alta hospitalar, com o objetivo de prevenir complicações, favorecer a recuperação e reduzir reinternações. Conforme a proposta, o programa será coordenado pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) e contará com visitas domiciliares e atendimentos por telemedicina realizados por equipes multiprofissionais.

Tribuna Livre

Durante a sessão, o juiz do trabalho André Luis Nacer de Souza utilizará a Tribuna Livre para abordar o tema "Dia Mundial contra o Trabalho Infantil", celebrado em 12 de junho. O convite foi feito pelo vereador Otávio Trad.

Instituída pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), a data busca conscientizar a sociedade sobre a necessidade de combater a exploração do trabalho infantil e garantir os direitos de crianças e adolescentes.