terça-feira, 31 de março de 2026

BELA VISTA Polícia vai às ruas em operação contra o tráfico na região de fronteira

 

                                             PCMS


A Polícia Civil, por intermédio da Delegacia de Bela Vista, deflagrou na manhã desta terça-feira (31/3), operação policial voltada ao enfrentamento do tráfico doméstico de drogas, fechando “bocas de fumo”.


Na ocasião, foram cumpridos quatro mandados judiciais de busca e apreensão em diferentes endereços do município.


A ação foi resultado de investigações previamente desenvolvidas pela Polícia Civil, que apontaram a existência de pontos de comercialização ilícita de entorpecentes em atividade na cidade. Durante o cumprimento das ordens judiciais, em dois dos endereços alvos, os policiais civis localizaram porções de crack e maconha já fracionadas e prontas para a venda, além de dinheiro trocado em grande quantidade, máquina de cartão e um simulacro de arma de fogo, elementos comumente associados à prática do tráfico de drogas.


Em um dos imóveis, onde um casal foi preso em flagrante, a mulher foi surpreendida ocultando porções de crack em suas partes íntimas, sendo a substância localizada durante revista pessoal realizada por policial feminina. Já em outro endereço, onde também houve apreensão de droga, dois homens foram presos em flagrante na posse de porções de maconha prontas para a venda.


Ambos já respondem por crimes de tráfico de drogas e porte irregular de arma de fogo, circunstância que reforça os indícios de reiteração na atividade criminosa. Ainda neste segundo imóvel, os investigadores localizaram, em um anexo murado existente no quintal da residência, um espaço que, segundo os elementos apurados, era utilizado para que os usuários consumissem a droga no próprio local, evitando que deixassem o imóvel portando entorpecentes e fossem abordados pelas forças de segurança nas imediações.


A ação contou com o apoio da Delegacia de Polícia Civil de Caracol, sendo mobilizadas quatro viaturas e 12 policiais civis. A Polícia Civil reafirma seu compromisso com a repressão qualificada ao tráfico de drogas e seguirá atuando de forma firme e estratégica no enfrentamento à criminalidade em toda a região.


Rio Grande do Sul inicia exportação de carne com osso para o Chile

 

                                            Foto: Divulgação


RS acaba de alcançar um divisor de águas para sua economia

O Rio Grande do Sul acaba de alcançar um divisor de águas para sua economia rural. Cinco anos após a suspensão da vacinação contra a febre aftosa, o estado celebrou, no dia 27 de março, o envio da primeira carga de carne bovina com osso para o Chile. O evento, que marca o primeiro resultado concreto da mudança de status sanitário, foi o centro das atenções em um encontro na Embaixada do Brasil em Santiago.



A abertura do mercado chileno para a carne com osso é um privilégio concedido apenas a regiões reconhecidas internacionalmente como zonas livres de febre aftosa sem vacinação. Para o setor, este é o resultado esperado desde que o estado parou de vacinar seu rebanho para buscar mercados mais exigentes e de maior valor agregado.


O momento representa o retorno financeiro e estratégico de um esforço sanitário de anos. Até então, o Chile era um grande comprador da proteína gaúcha, mas as restrições sanitárias impediam a entrada do produto com osso, que agora passa a ser o novo diferencial competitivo do estado.


A comitiva brasileira que esteve em solo chileno e que contou com a presença do 1º vice-presidente da CNA, Gedeão Pereira, vê a abertura não apenas como uma venda pontual, mas como o início de uma agenda de longo prazo. O foco agora é usar a "origem gaúcha" e a "identidade produtiva" como selos de qualidade para conquistar outros mercados de alta renda que exigem o status de livre de aftosa sem vacinação, como Japão, Coreia do Sul e Estados Unidos.



"O primeiro grande efeito na prática, efeito econômico da retirada da vacina de febre aftosa. O Mercosul, tem Argentina, tem Uruguai, tem Paraguai produzindo carne, além do Brasil. E, no entanto, o Chile autorizou apenas o estado do Rio Grande do Sul a exportar carne com osso e miúdos bovinos para o país", salientou Gedeão.


A operação pioneira foi liderada pela Minerva Foods. Segundo informações do Sicadergs (Sindicato das Indústrias de Carnes e Derivados no RS), a primeira carga partiu da unidade de Alegrete. Atualmente, três plantas da Minerva no estado já estão habilitadas para este tipo de exportação, e a expectativa é que outros frigoríficos, como o Silva, de Santa Maria, também iniciem suas operações em breve.


O embaixador do Brasil no Chile, Paulo Pacheco, destacou a união entre poder público e iniciativa privada nas esferas estadual e nacional para garantir a conquista. "Este evento marca o sucesso dessa parceria que eu tenho certeza irá prosperar e levar a carne brasileira a um outro patamar aqui no Chile e do Chile para outros países. O Chile é um país que tem uma rede de acordos de livre comércio com cerca de 80% do PIB mundial. É um país que é muito mais do que apenas os 20 milhões de chilenos", declarou.


Para garantir que esse novo patamar de mercado não seja ameaçado, o sistema de defesa sanitária também se moderniza. O Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa-RS) está atualizando seus critérios e valores de arrecadação a partir de 1º de abril de 2026.


Essa reestruturação, baseada na Lei Estadual nº 16.428/25, visa fortalecer a capacidade de resposta do Rio Grande do Sul diante de qualquer eventual crise sanitária, assegurando aos compradores internacionais - como os chilenos - que o estado possui um controle rigoroso e seguro sobre sua produção.


Lula confirma Alckmin como vice na disputa eleitoral

 

                                          O presidente Lula ao lado de Geraldo Alckmin em reunião ministerial no Palácio do Planalto - Gabriela Biló/Folhapress

  • Presidente diz que ministros serão candidatos para mudar 'promiscuidade' na política

  • Petista faz reunião com ministros que saem do governo para campanha e sucessores



O presidente Lula (PT) confirmou nesta terça-feira (31) Geraldo Alckmin (PSB) como seu vice na chapa para a disputa eleitoral deste ano.


"O companheiro Alckmin vai ter que deixar o Mdic [Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços] porque ele é candidato a vice-presidente da República outra vez", declarou.


Aliados de Lula já afirmavam que a tendência seria repetir a parceria com Alckmin, uma vez que os resultados obtidos pelo vice no terceiro mandato agradaram ao presidente.


A equipe do petista chegou a cogitar que o posto de vice fosse ocupado por algum nome do MDB, em gesto à sigla, o que acabou descartado. Pessoas próximas a Lula, como o ministro Camilo Santana (Educação), chegaram a afirmar publicamente que o partido seria a saída "mais viável" para a vice, com menção a nomes como o do ministro Renan Filho (Transportes) e o governador do Pará, Helder Barbalho.


Tentativas de aproximação também foram feitas por parte do presidente do PT, Edinho Silva, mas o próprio partido apontou resistências a se aliar a Lula — mais da metade dos diretórios estaduais do MDB assinou manifesto a favor da neutralidade do partido nas eleições presidenciais.


O chefe do partido afirmou recentemente que essa aliança com a sigla se daria apenas nos estados, o que deve se manter.


As declarações foram dadas durante encontro de Lula com sua equipe para reafirmar a necessidade de defesa das ações do governo. A orientação é endereçada especialmente aos ministros que deixarão os cargos para concorrer às eleições de outubro. O encontro começou por volta das 10h30 e durou cerca de duas horas.


Na reunião, o petista também pediu aos ministros que se afastarão que atuem para mudar a "promiscuidade" presente na política nacional e internacional.


"O importante é que vocês sejam convencidos da importância da participação de vocês e da importância do cargo que estão disputando e, mais ainda, que estejam dispostos a entrar na vida congressual, parlamentar, para ajudar a mudar a promiscuidade que está estabelecida na política mundial e brasileira", declarou.


Segundo Lula, alguns sairão do governo "por missões muito mais importantes nos próximos meses".


"A política piorou muito. Hoje ainda tem muita gente séria, que faz política com P maiúsculo, mas a verdade é que, em muitos casos, a política virou negócio. Quem está sendo candidato sabe: os cargos têm um preço muito alto", disse Lula.


"Chegamos hoje a uma situação, inclusive, de degradação de algumas instituições. Daí a necessidade de vocês serem candidatos, porque é possível mudar e só vai mudar se convencer o povo de que ele, e somente ele, tem condições de mudar o quadro político."


Na despedida, Lula recomendou defesa de seu governo, além de agradecer pelo trabalho dos ministros. Um dos novos nomes da Esplanada confirmados foi o do secretário especial de Análise Governamental da Casa Civil, Bruno Moretti. Como mostrou a Folha, ele assumirá o Planejamento e Orçamento no lugar de Simone Tebet, que vai concorrer ao Senado em São Paulo.


Prestes a deixar o governo para concorrer ao Senado pela Bahia, o chefe da Casa Civil, Rui Costa (PT), fez um balanço das ações da gestão petista.


Ele falou logo após Lula e destacou as principais bandeiras da gestão mirando a reeleição do petista, como a isenção do IR (Imposto de Renda) para quem recebe até R$ 5.000 mensais e a ampliação do Minha Casa, Minha Vida.


O chefe da Casa Civil afirmou ao ministro-chefe da Secom (Secretaria de Comunicação Social), Sidônio Palmeira, ser necessário mostrar à população as entregas do governo –algo que Lula tem cobrado desde o início do atual mandato.


"A minha dúvida é se o povo sabe disso, Sidônio. Acho que a gente tem que colocar como foco comparar e mostrar. O povo tem o direito de conhecer esses números e esses dados, porque houve uma mudança da água para o vinho, de um deserto de projetos, obras e governança, para um governo que tem um líder que montou uma equipe com vontade de trabalhar e produzir esses resultados", declarou.


Segundo auxiliares do presidente, a ideia do encontro também é municiar os colegas com as entregas de toda a Esplanada, e não apenas de suas pastas. Assim, os ministros terão uma visão geral da gestão para enfrentamento ao bolsonarismo em suas regiões —Flávio Bolsonaro (PL) deverá ser o principal adversário do petista na disputa.


"Tomei como decisão não colocar ministro novo. Temos uma máquina que funciona há três anos e três meses. Não quero que nenhum ministério comece tudo outra vez. Não tem novo plano de governo. Temos muita coisa para concluir até 31 de dezembro, e a obrigação de quem fica é concluir, fazer com que a máquina fique sem nenhuma paralisação. Temos confiança na equipe que vocês montaram e que vão deixar trabalhando", disse Lula.



Mariana BrasilIsadora AlbernazCatia Seabra

Reajuste dos remédios pode chegar a 3,81% nesta terça-feira

 




                                           Interior de farmácia (Foto: Joédson Alves/ABr)




Medicamentos vendidos no Brasil podem ter o preço reajustado em até 3,81% a partir desta terça-feira (31), conforme estabelecido em resolução publicada pela Cmed (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos).


O texto prevê três níveis máximos de reajuste aplicáveis a diferentes grupos de medicamentos, conforme a competitividade de cada categoria:


3,81% para medicamentos com concorrência;

2,47% para medicamentos de média concorrência;

1,13% para medicamentos de pouca ou nenhuma concorrência.


Algumas categorias não se encaixam nesses critérios, como fitoterápicos, homeopáticos e determinados medicamentos isentos de prescrição com alta concorrência no mercado, que possuem regras específicas dentro do sistema de regulação de preços.


Em nota, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) destacou que o reajuste médio permitido por lei ficará em até 2,47%, o menor dos últimos 20 anos e abaixo da inflação acumulada dos últimos 12 meses, de 3,81%.


“A redução consecutiva do índice desde 2023 é fruto da política de combate à inflação e reforça a importância da regulação para proteger o consumidor de preços abusivos. Nos anos anteriores, houve um aumento expressivo do percentual, ultrapassando 10%.”


A Anvisa destaca que os aumentos não são automáticos. “Na prática, fabricantes e farmácias podem aplicar reajustes inferiores ou até manter os preços atuais, dependendo das condições do setor e do nível de concorrência entre as empresas”.


“A regulação econômica dos medicamentos no Brasil garante a proteção do consumidor e, ao mesmo tempo, busca a sustentabilidade do setor para a continuidade do fornecimento de medicamentos no país.”


Entenda


O reajuste dos preços de medicamentos é feito uma vez ao ano e segue uma fórmula regulatória que parte da inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) e desconta o ganho de produtividade da indústria.


A Cmed é o órgão federal responsável pela regulação econômica do mercado farmacêutico no Brasil e estabelece critérios para a fixação e o reajuste dos preços de medicamentos, com o objetivo de estimular a concorrência e garantir o acesso da população aos produtos.


A câmara de regulação é composta pelo Ministério da Saúde, pela Casa Civil e pelos Ministérios da Justiça e Segurança Pública, da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. A Anvisa, por sua vez, exerce a função de secretaria executiva, fornecendo suporte técnico às decisões.

Tecnologia no agro será tema de painel na Expogrande 2026

 



A tecnologia e a inovação aplicadas ao agronegócio estarão em pauta durante a Expogrande 2026. A Prefeitura de Campo Grande prepara um painel para discutir como essas ferramentas vêm contribuindo para modernizar as políticas públicas e fortalecer o desenvolvimento do setor. 


Com o tema “Como a tecnologia tem transformado as políticas públicas do agronegócio”, o encontro será realizado no estande da Prefeitura e deve reunir especialistas, instituições e representantes do setor produtivo.  


Entre os participantes confirmados está o Google Brasil, além de representantes da Visiona Tecnologia Espacial, do Senar-MS e do Governo do Paraná, que trarão experiências práticas sobre o uso da tecnologia no campo.  


A iniciativa é do Parktec CG, em parceria com a Semades, e propõe um debate acessível sobre o uso de dados, inteligência territorial e novas tecnologias tanto no campo quanto na gestão pública. 


A abertura será conduzida por Adriana Tozzetti, diretora do Parktec CG, destacando o papel do parque tecnológico na conexão entre inovação, setor público e agronegócio. A mediação ficará por conta do secretário municipal Ademar Silva Jr. 


Um dos destaques será a apresentação do case CEP Rural, iniciativa que utiliza ferramentas tecnológicas para melhorar a localização e o planejamento em áreas rurais. 


O painel vai mostrar, de forma prática, como ferramentas tecnológicas vêm contribuindo para fortalecer as políticas públicas voltadas ao agronegócio, com aplicações em áreas como georreferenciamento, ordenamento territorial, localização de propriedades rurais, conectividade, monitoramento e gestão estratégica. 


A proposta é evidenciar como a inovação pode tornar a gestão pública mais eficiente e apoiar o crescimento do agronegócio, conectando diferentes setores e promovendo soluções para os desafios do campo. 


Realizado dentro de um dos maiores eventos do setor no país, o painel deve atrair gestores públicos, produtores, empresários, estudantes e interessados em conhecer novas possibilidades para o agro. 


Serviço 

Painel: Como a tecnologia tem transformado as políticas públicas do agronegócio 

Data: 15 de abril de 2026 

Horário: 17h 

Local: Estande da Prefeitura na Expogrande 2026 

Entrada gratuita 

DOURADOS Motorista foge e abandona caminhonete com mais de 2t de maconha no Itahum

 

                                             DOF



Policiais militares do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) apreenderam, na tarde de segunda-feira (30), uma caminhonete Toyota Hilux carregada com 2.150 quilos de maconha. A ação ocorreu em uma estrada vicinal no distrito de Itahum, em Dourados.


A equipe realizava patrulhamento quando tentou abordar o veículo. O condutor desobedeceu à ordem de parada e iniciou fuga, sendo perseguido até a região conhecida como 'Capão do Meio', onde abandonou a caminhonete e fugiu a pé em meio a uma lavoura de milho. Apesar das buscas, o suspeito não foi localizado.


Durante a vistoria, os militares encontraram diversos tabletes de maconha que ocupavam todo o interior e o compartimento de carga do veículo. Ao checarem os sinais identificadores, a equipe constatou que a Hilux utilizava placas falsas e havia sido furtada em Contagem (MG), no dia 30 de maio de 2025.


A droga e o veículo, avaliados em aproximadamente R$ 4,5 milhões, foram encaminhados à Defron (Delegacia de Repressão aos Crimes de Fronteira), em Dourados.


A ação envolvendo os policiais do DOF ocorreu no âmbito do Programa Protetor das Fronteiras e Divisas, uma parceria entre a Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) e o MJSP (Ministério da Justiça e Segurança Pública), além da Operação Ágata Tempestade no Oeste I, em conjunto com o Exército Brasileiro.


Ataques matam três soldados da força de paz da ONU no Líbano

 

                                            Veículo da Unifil, força de paz da ONU no Líbano, em frente a centro de saúde destruído por ataque israelense em Burj Qalawiya, no sul libanês - Kawnat Haju - 14.mar.26/AFP

  • Dois morreram após explosão em veículo, e outro por projétil; responsabilidade pelas mortes é incerta

  • Secretário-geral diz que incidentes violam direito internacional; Israel está em guerra com Hezbollah no país



Três soldados da força de paz das Nações Unidas, originários da Indonésia, foram mortos em dois incidentes distintos no sul do Líbano nos últimos dias.


Dois soldados morreram nesta segunda-feira (30) após uma explosão de origem desconhecida ter destruído seu veículo perto de Bani Hayyan, no sul do Líbano, informou a força de paz da ONU, Unifil, em comunicado. Mais dois militares ficaram feridos no incidente.


Outro soldado indonésio foi morto na madrugada de domingo para segunda quando um projétil explodiu perto de uma das posições do seu grupo, na vila de Adchit al-Qusayr, também no sul do Líbano. Outro membro da força de paz ficou gravemente ferido.


A morte ocorrida no domingo foi a primeira da força de paz da ONU na nova guerra entre Israel e o grupo armado libanês Hezbollah. "Trata-se de dois incidentes distintos e estamos investigando-os", disse a porta-voz da Unifil, Kandice Ardiel. Ela também ocorre após um fim de semana em que ataques de Israel mataram jornalistas e profissionais de saúde libaneses.


Em resposta à primeira morte, o Ministério das Relações Exteriores da Indonésia informou que o capacete azul era um de seus cidadãos e que outros três ficaram feridos por "fogo de artilharia indireto". A Indonésia condenou o incidente e afirmou que qualquer dano aos soldados da força de paz é inaceitável, ao mesmo tempo em que reiterou sua condenação "dos ataques de Israel no sul do Líbano".


As forças armadas israelenses não comentaram imediatamente os incidentes.


O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse que os ataques contra soldados da força de paz são graves violações do direito internacional humanitário e podem constituir crimes de guerra. "Condenamos veementemente esses incidentes inaceitáveis —os soldados da força de paz nunca devem ser alvos", disse o chefe da missão de paz da ONU, Jean-Pierre Lacroix, a repórteres em uma entrevista coletiva.


A Unifil está estacionada no sul do Líbano para monitorar as hostilidades ao longo da linha de demarcação com Israel —uma área que está no centro dos confrontos entre tropas israelenses e membros do Hezbollah, apoiados pelo Irã.


O Líbano foi arrastado para a guerra no Oriente Médio quando o Hezbollah disparou foguetes contra Israel em solidariedade a Teerã, dois dias depois que o Irã foi atacado por Israel e pelos Estados Unidos. O ataque do Hezbollah desencadeou uma nova ofensiva terrestre e aérea israelense.


Mais de 1.240 pessoas foram mortas em ataques israelenses ao Líbano, segundo autoridades libanesas. Entre elas estão mais de 120 crianças, quase 80 mulheres e dezenas de paramédicos. Mais de 400 membros do Hezbollah foram mortos, segundo duas pessoas familiarizadas com a contagem do grupo.


As Forças Armadas israelenses emitiram alertas de retirada aos moradores de seis aldeias na região ocidental de Bekaa, no Líbano, nesta segunda, o primeiro alerta desse tipo para essas áreas. As forças afirmaram que o alerta foi motivado pelo que descreveram como atividade de membros do Hezbollah na área, sem fornecer mais detalhes.


Novos ataques aéreos atingiram várias cidades no sul do Líbano ainda nesta segunda e pelo menos um deles teve como alvo os subúrbios ao sul de Beirute. As forças israelenses afirmaram que os ataques na capital libanesa miravam comandantes responsáveis pela coordenação entre o Hezbollah e grupos palestinos.


Pelo menos 10 paramédicos foram mortos no fim de semana em ataques israelenses, segundo o Ministério da Saúde libanês. Três jornalistas foram mortos em um ataque israelense contra o carro onde estavam no sábado.



O Exército israelense acusou membros do Hezbollah de se passarem por paramédicos libaneses e afirmaram que alguns dos jornalistas mortos faziam parte da ala de inteligência ou militar do grupo. Tel Aviv não apresentou publicamente provas para sustentar essas afirmações.


O Ministério da Saúde do Líbano negou que ambulâncias ou instalações de saúde sejam utilizadas para fins militares. A Presidência do Líbano afirmou que os jornalistas alvejados são "civis no exercício de suas funções profissionais".


Israel declarou que pretende controlar uma 'zona-tampão' até o rio Litani, que corre cerca de 30 km ao norte da fronteira libanesa com Israel. Suas tropas terrestres têm avançado para cidades fronteiriças libanesas e demolido casas na área.


As forças de Israel informaram nesta segunda que um sexto soldado havia sido morto em combates no sul do Líbano. As forças do Líbano, por sua vez, afirmaram que um soldado libanês morreu em um ataque aéreo israelense. Pelo menos nove soldados libaneses foram mortos por Israel. O Exército do Líbano não tem combatido as forças israelenses.