sexta-feira, 15 de maio de 2026

Vereador Clodoilson Pires cobra melhorias em ruas da Vila Aimoré e Parque do Sol

 




Durante a sessão ordinária desta quinta-feira (14), o vereador Clodoilson Pires (Podemos), apresentou indicações solicitando serviços de patrolamento e cascalhamento em ruas de dois bairros da cidade. As demandas chegaram ao parlamentar por meio de moradoras que relatam situação de degradação avançada nas vias, tornando o trânsito diário um verdadeiro desafio.


Segundo os relatos recolhidos pelo vereador diretamente junto à população, as ruas se encontram em estado crítico, com buracos profundos, lama em dias de chuva e poeira excessiva em períodos de seca, condições que comprometem não apenas o deslocamento dos moradores, mas também o acesso de veículos de emergência, transporte escolar e prestadores de serviços essenciais.


“A rua está completamente intransitável. A gente não consegue sair de casa sem risco. Precisamos urgentemente de patrolamento e cascalhamento em toda a extensão da rua.” Afirmou Doraci dos Santos.


A moradora Doraci dos Santos, do Bairro Vila Aimoré, foi uma das que procurou o vereador. Ela relata que a situação da Rua Alurvocas piorou significativamente nos últimos meses, afetando o cotidiano de todas as famílias que residem na via. Para ela, a realização do serviço de patrolamento e cascalhamento em toda a extensão da rua não é apenas uma conveniência, mas uma necessidade básica.


No Bairro Parque do Sol, a moradora Isabel Santos relatou condição semelhante. A Rua Manoel Macedo Falcão, segundo ela, está com o leito carroçável completamente comprometido, dificultando até mesmo a passagem de veículos leves. Idosos e crianças são os mais afetados, pois o percurso a pé torna-se arriscado com o solo esburacado e irregular.


“A rua está em péssimas condições. Moramos aqui há anos e nunca vi tão ruim assim. Os moradores clamam por esse serviço, não podemos esperar mais.” Afirmou Isabel Santos, moradora da região.


O vereador Clodoilson Pires ressaltou que as indicações têm caráter de urgência e esperam resposta célere do Poder Executivo Municipal. "Quando o morador chega até nós com esse tipo de reclamação, é porque a situação já está insustentável. Nosso papel é ser a ponte entre a comunidade e a gestão pública, e é exatamente isso que estamos fazendo", declarou o parlamentar durante o uso da palavra na sessão.


As indicações, que têm valor de recomendação ao Executivo, serão encaminhadas formalmente à Secretaria Municipal responsável pela infraestrutura e manutenção de vias urbanas. Pelo rito legislativo, o órgão competente deverá apresentar resposta no prazo regimental, informando sobre a viabilidade e o cronograma dos serviços solicitados. 


O caso evidencia uma demanda recorrente em bairros periféricos da cidade: a manutenção de vias não pavimentadas, que em períodos de chuva ficam enlameadas e praticamente intransitáveis, e no verão acumulam poeira prejudicial à saúde dos moradores. A atuação do vereador no sentido de registrar e formalizar essas demandas por meio do processo legislativo representa um caminho institucional para que os cidadãos tenham seus pleitos atendidos.


A população aguarda agora a resposta da administração municipal e o início efetivo dos serviços de patrolamento e cascalhamento nas duas ruas indicadas.


Foto: Josué Aquino 

 

Rafael Dias 

Expoagro movimenta Dourados com fórum do agro, leilão e shows nesta sexta

 

                                                Divulgação


A programação da 60ª Expoagro segue  nesta sexta-feira (15) no Parque de Exposições João Humberto de Andrade Carvalho, em Dourados, reunindo fóruns técnicos, seminários voltados ao agronegócio, julgamento de animais, leilão de genética e shows nacionais que prometem atrair grande público ao parque.


Um dos destaques do dia será o 5º Fórum da Avimasul, promovido pela Associação dos Avicultores de Mato Grosso do Sul em parceria com o Sindicato Rural de Dourados. O evento começa às 7h30 no Pavilhão de Eventos e vai debater temas ligados à competitividade da cadeia avícola, sanidade animal, influenza aviária, inspeção sanitária, redução de perdas e os impactos da reforma tributária no setor.


Entre os palestrantes confirmados estão o secretário estadual Rogério Beretta, representantes da Iagro, Ministério da Agricultura, CNA e especialistas da área técnica da avicultura. O fórum também contará com debates e palestra motivacional durante o período da tarde.


Ainda pela manhã, o Auditório do Parque de Exposições recebe o 6º Seminário da Agricultura Familiar, promovido pela Agraer, com palestra sobre verticalização da produção e geração de valor agregado para pequenos produtores rurais.


Também seguem durante o dia os julgamentos de raças da etapa ouro do ranking nacional do Nelore Pelagens, que vem reunindo criadores e expositores de diversas regiões do país na Expoagro.


No período da tarde, a programação terá o evento “Sozinho no Campo – A realidade que ninguém conta”, promovido por Jimmy Agro em parceria com o Sindicato Rural de Dourados. A palestra será ministrada por Thais Fernandes Teixeira, abordando os desafios emocionais, profissionais e de gestão enfrentados por consultores e produtores rurais.


À noite, a partir das 19h, o Tatersal do Parque de Exposições recebe o Leilão Brangus MS, reunindo animais de genética selecionada e produtores de diferentes estados.


Já às 23h começam os shows nacionais com Felipe & Rodrigo e Clayton & Romário. As duplas prometem movimentar a arena de shows da Expoagro com sucessos do sertanejo universitário e músicas que estão entre as mais tocadas nas plataformas digitais e rádios do país.


Além da programação técnica e dos shows, a Expoagro segue movimentando o parque com praça de alimentação, parque de diversões, estandes comerciais, expositores e atrações voltadas ao público urbano e rural.


Unilever, dona do Omo, denunciou à Anvisa presença de bactéria em produtos Ypê

 

                                            Fábrica da Química Amparo, que fabrica os produtos Ipê - Bruno Santos -12.mai.26/Folhapress

  • Multinacional diz que é comum fazer testes com produtos rivais; Química Amparo não comenta assunto com a reportagem

  • Em documentos a autoridades, concorrentes trocam acusações sobre métodos de análise e conclusões



A multinacional anglo-holandesa Unilever, dona de marcas como Omo, Comfort e Cif, fez em outubro do ano passado e em março deste ano duas denúncias contra a rival Química Amparo, dona de Ypê e Tixan, junto à Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor) e à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).


Os textos das queixas, aos quais a Folha teve acesso, apontaram a contaminação microbiológica do lava-roupas Tixan Ypê e de detergentes Ypê. Os resultados foram contestados pela empresa brasileira.


Após as denúncias, a Anvisa visitou por duas vezes a fábrica da Ypê em Amparo, a 130 km de São Paulo, e acabou determinando neste mês a interrupção da produção e venda dos produtos líquidos feitos no complexo industrial —detergente, lava-roupas e desinfetante.


A agência sanitária disse em nota nesta quinta (14) que a legislação prevê que denúncias de terceiros desencadeiem procedimentos de análise e apuração após uma avaliação técnica. "No caso da empresa Química Amparo, houve apresentação de denúncias por parte da empresa Unilever, que não solicitou anonimato, em outubro de 2025 e março de 2026, via sistema FALA BR", disse. A Senacon não comentou


As acusações afirmam que testes feitos pela Unilever nos produtos da concorrente detectaram a presença de uma bactéria identificada como Pseudomonas aeruginosa, "em evidente falha das boas práticas de fabricação", segundo o documento, que cita também "iminente risco à saúde e segurança dos consumidores".


Procurada pela reportagem, a Unilever afirmou que costuma realizar testes técnicos em seus produtos e às vezes nos da concorrência, uma prática comum entre as indústrias do setor.


"A depender dos resultados destes testes, em respeito ao consumidor, as autoridades competentes são notificadas. Quaisquer investigações são conduzidas exclusivamente pela autoridade, que avalia as diligências, fiscalizações e testes que entender necessários para a tomada de decisão", disse.


Já a Química Amparo não quis comentar o caso. Em entrevista à Folha nesta terça (12), o diretor executivo de operações da companhia, Eduardo Beira, afirmou que a empresa faz melhorias no processo produtivo em um plano de ação apresentado à Anvisa.


De acordo com o texto da primeira denúncia, assinado pelo escritório Magalhães e Dias Advocacia, a Unilever contratou o laboratório americano Charles River para a "perfeita identificação da bactéria que contaminou o produto" e seus riscos.


"A Pseudomonas aeruginosa pode se propagar através do contato direto com a pele, lesões, mucosas ou mesmo por meio de objetos contaminados, podendo causar infecções em diversas partes do corpo, como a pele, o trato urinário, olhos e ouvido (otite), sendo que o seu tratamento não é simples devido à conhecida resistência aos antibióticos", afirma a denúncia.


No documento, a Unilever sustenta que a Ypê já sabia do problema e começou a recolher os itens por conta própria nos supermercados, o que teria levado a multinacional a investigar a situação.


"A Unilever observa que a Química Amparo, mesmo promovendo recolhimento silencioso dos seus produtos, o que indica ter conhecimento do desvio no padrão microbiológico, segue veiculando forte publicidade justamente do Tixan Ypê Express contaminado, levando o consumidor a adquiri-lo em condições inseguras de uso e manuseio", disse.


Na segunda denúncia, feita em março, a Unilever afirma ter submetido novas amostras de outros produtos da Química Amparo ao laboratório Eurofins, que teria constatado ao menos outros 14 lotes contaminados pela bactéria, sendo um desses o do detergente Ypê.


No Brasil, a multinacional não compete na categoria de detergentes. Seus principais produtos de limpeza doméstica são sabão em pó, sabão líquido, amaciante e limpador.


"Em 7 desses 14 lotes foram identificados também traços de materiais genéticos de outros gêneros de bactérias, tais como Bacillus subtilis, Klebsiella pneumoniae, Acinetobacter baumannii, Ectopseudomonas mendocina, Ectopseudomonas oleovorans, Ectopseudomonas toyotomiensis, Pseudomonas putida, Pseudomonas sediminis, Pseudomonas sihuiensis, Pseudomonas wenzhouensis e Strutzerimonas stutzeri —muitos dos quais também são patógenos e, portanto, danosos à saúde humana", diz o texto da segunda denúncia.


A Unilever solicita que a Anvisa seja notificada "para posicionamento urgente em relação à constatação de novos desvios microbiológicos em outros produtos", que a Química Amparo realize um recall imediato e seja apurada a sua "conduta negligente e reticente em não investigar todos os lotes potencialmente afetados pelo desvio microbiológico".


LIMITE PARA BACTÉRIAS EM PRODUTOS DE LIMPEZA

Ainda em outubro, em resposta à Senacon, a Química Amparo afirmou ter recebido a denúncia de sua principal concorrente com surpresa e indignação. A empresa afirmou que não existe qualquer regulamentação da Anvisa que estabeleça limites para a presença daquele microrganismo em produtos saneantes.


"A RDC 907/2024, publicada pela Anvisa e citada na denúncia, proíbe a presença dessa bactéria em cosméticos, mas não em saneantes", diz o texto, assinado pelo escritório Barbosa Mussnich Aragão. "Trata-se de uma diferenciação óbvia, uma vez que produtos cosméticos tendem a ser aplicados diretamente na pele, onde permanecem, muitas vezes, por diversas horas em contato direto".


Além disso, a Química Amparo defende que "os testes e pretensos estudos realizados ou encomendados unilateralmente pela Unilever não têm a necessária isenção para subsidiar medidas tão gravosas" e que a própria fabricante do Ypê contratou "profissionais independentes, altamente qualificados, para analisar os

produtos, inclusive pelo seu perfil microbiológico".


A fabricante de Amparo afirma ainda que a "periculosidade alegada da bactéria não necessariamente representa a periculosidade do produto", uma vez que se trata de "um microrganismo amplamente presente no meio ambiente, até mesmo no solo e na água potável".


Procurada, a Anvisa disse nesta quinta (14) que as empresas têm o dever técnico de prevenir contaminação microbiológica dos seus produtos. "A lei 6.360/76 exige que o produto seja seguro e adequado ao consumo/uso e a lei 6.437/77 transforma o descumprimento sanitário em infração administrativa punível", afirmou, em nota.


A companhia refuta a sugestão de que teria promovido a retirada de produtos do mercado, afirmando, inclusive, que vem ganhando participação sobre a Unilever, e indica que o interesse da múlti com as denúncias é puramente comercial.


Segundo a Química Amparo, os lotes da primeira denúncia foram produzidos entre abril e setembro de 2025, enquanto os da segunda denúncia foram fabricados entre julho e novembro de 2025.


"Considerando o tempo médio de cerca de três meses para o consumo dos produtos da Ypê, é intrigante como a Unilever teria conseguido adquirir no mercado, quase um ano mais tarde, produtos fabricados em julho de 2025, com o objetivo de testá-los de tempos em tempos e fundamentar denúncias", diz a Química Amparo.


A fabricante brasileira destaca que testes que ela própria conduziu no lava-roupas líquido em janeiro e fevereiro deste ano não apontaram a presença da bactéria.


No último dia 27, em documento enviado à Senacon e Anvisa, a fabricante brasileira afirmou que submeteu amostras de detergentes a testes conduzidos pelo laboratório Atena e que os laudos demonstram que não há microorganismos patogênicos no produto.


Segundo a Química Amparo, o propósito da Unilever é "incutir no mercado a dúvida a respeito dos produtos Ypê", uma marca que seria incômoda para a multinacional, por ter se tornado "líder no mercado de lava-roupas", diz.


UNILEVER FEZ RECALL NO EXTERIOR

A Unilever já enfrentou problema semelhante ao da Ypê no exterior. Em dezembro de 2022, a marca The Laundress, comprada em 2019, fez um recall voluntário de 8 milhões de unidades de produtos como detergentes para roupas e amaciantes nos Estados Unidos e no Canadá. O motivo era a presença de bactérias que poderiam afetar pessoas com sistema imunológico enfraquecido e outros problemas de saúde.


Em abril de 2023, a The Laundress anunciou um novo recall de seus amaciantes de roupa nesses países devido à presença de óxido de etileno, substância que pode causar câncer. Foram recolhidas 800 mil unidades. A marca ofereceu aos clientes a opção de reembolso.


A Unilever relatou uma perda de € 89 milhões (cerca de R$ 512 milhões) em seu relatório anual de 2022 devido ao recall



Daniele MadureiraGabriela CecchinFolha de São Paulo

Funsat encerra semana com 1,4 mil vagas

 




A Agência de Empregos da Funsat oferece nesta sexta-feira (15) um total de 1.479 vagas em Campo Grande. Cerca de 70% das oportunidades são para candidatos sem experiência, com possibilidade de treinamento remunerado após aprovação nos processos seletivos.


Entre as vagas disponíveis estão operador de caixa (353 postos), auxiliar de limpeza (178), atendente de lojas e mercados (62), consultor de vendas (30), ajudante de obras (20) e alimentador de linha de produção (10). Também há oportunidades para almoxarife, cuidador de idosos, fiscal de prevenção de perdas, mecânico e médico do trabalho.


A Funsat ainda disponibiliza 57 vagas prioritárias para Pessoas com Deficiência (PCD), com destaque para auxiliar de confecção.


Os interessados podem procurar atendimento na sede da Funsat, na Rua 14 de Julho, 992, Vila Glória, além dos postos nas Moreninhas, Casa da Mulher Brasileira e Semu.

Entre política e fé, Caiado cumpre agenda estratégica em Mato Grosso do Sul

 

                                            Nelsinho Trad e Ronaldo Caiado durante agenda pública. (Foto: Reprodução/Correio)



O pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado, estará em Campo Grande nesta sexta-feira (15) para cumprir agenda política e ampliar a articulação nacional do PSD visando as eleições de 2026.


Ex-governador de Goiás e um dos principais nomes da centro-direita no país, Caiado participa de coletiva de imprensa organizada pelo PSD em Mato Grosso do Sul e também de um encontro com lideranças evangélicas do Estado, movimento visto como estratégico dentro da pré-campanha presidencial.


De acordo com o diretório regional do PSD, o bate-papo com os jornalistas está marcado para às 16h30, no Slaviero Prime Hotel (Rua 13 de Maio, nº 2825). 


A visita ocorre em meio à intensificação das movimentações políticas nacionais e reforça o protagonismo que Mato Grosso do Sul passou a ocupar nas articulações partidárias para a próxima disputa ao Palácio do Planalto.


A vinda de Caiado a Campo Grande foi articulada pelo senador Nelsinho Trad (PSD-MS), presidente regional do partido, que tem ampliado sua presença política no Estado com forte atuação junto aos municípios.


Em pré-campanha à reeleição, Nelsinho chega fortalecido pelo apoio de prefeitos e lideranças municipais, resultado de um mandato marcado pela destinação de emendas, diálogo permanente com gestores locais e articulação de pautas de interesse das cidades sul-mato-grossenses.


A presença de Caiado é interpretada como uma tentativa do PSD de consolidar alianças regionais e ampliar espaço junto a setores conservadores e do agronegócio, áreas nas quais o ex-governador goiano possui forte influência política.


Trajetória


Médico de formação, Ronaldo Caiado construiu trajetória política ligada ao setor ruralista e ganhou projeção nacional ainda na Câmara dos Deputados, antes de assumir o comando do governo de Goiás. Durante sua gestão, buscou associar sua imagem a pautas de segurança pública, equilíbrio fiscal e defesa do agronegócio.


Além da coletiva de imprensa, o encontro com lideranças evangélicas deve reunir representantes religiosos de diferentes regiões de Mato Grosso do Sul, em uma agenda voltada à aproximação com segmentos considerados estratégicos para a corrida eleitoral de 2026.



Conjuntura Online

CASSEMS confirma reajuste para cônjuges sem alterar cobrança de titulares

 

                                            Divulgação



A Cassems (Caixa de Assistência dos Servidores do Estado de Mato Grosso do Sul ), anunciou nesta semana um ajuste na contribuição fixa dos cônjuges dos beneficiários, após estudos técnicos identificarem desequilíbrio importante no modelo atual de custeio desse grupo.


A contribuição fixa dos cônjuges será de R$ 450 e terá início na competência maio/2026, com vencimento previsto para 10/06/2026. Segundo a Gestão da Cassems, não haverá alteração nas contribuições dos titulares nem dos filhos dependentes.


Como vai funcionar?


As cobranças ocorrerão, prioritariamente, via boleto bancário e Pix Automático. O beneficiário também poderá optar pelo desconto em folha, mediante autorização formal.


Para isso, o titular deve comparecer presencialmente à Unidade Cassems mais próxima para solicitar a migração do boleto para as modalidades de Pix ou folha de pagamento.


Gestão Responsável


De acordo com dados apresentados pela operadora, o grupo de cônjuges arrecadou aproximadamente R$ 61 milhões nos últimos 12 meses, enquanto as despesas assistenciais ultrapassaram R$ 250 milhões, gerando um déficit de R$ 189 milhões. Na prática, para cada R$ 1 arrecadado nesse grupo, a Cassems precisou gastar cerca de R$ 4,08 em despesas assistenciais.


A direção da Cassems afirma que o aumento dos custos da saúde, impulsionado pelo envelhecimento da população, novas terapias e medicamentos de alto custo, vem pressionando todo o sistema de saúde suplementar no país.


Antes da adoção da medida, foram implementadas diversas ações de eficiência e controle de custos. Somente no último ano, a Cassems afirma ter economizado mais de R$ 104 milhões com gestão, melhoria de processos, controle de desperdícios e fortalecimento da estrutura própria.


A Gestão da operadora destaca também que atualmente possui um dos menores custos médios per capita entre os principais sistemas de saúde comparados no Brasil.  E que a decisão foi tomada com responsabilidade para preservar a continuidade do plano, da rede assistencial e do atendimento prestado aos beneficiários em todas as regiões do Estado.


Mesmo com o reajuste, a Cassems continuará oferecendo a melhor relação custo-benefício do mercado de saúde brasileiro. Com uma contribuição média que passa de R$ 528,00 para R$ 592,00, isto é, 50% menos do que opções equivalentes no mercado privado, cujos valores variam entre R$ 1.057,00 e R$ 1.197,00.

quinta-feira, 14 de maio de 2026

'Dieta bíblica' se populariza nas redes e levanta debate sobre saúde e religião

 

                                            Criadores de conteúdos sobre dietas baseadas na Bíblia se identificam como cristãos e descrevem a experiência como propósito espiritual - Joaquin Corbalan/Stock Adobe

  • Vídeos mostram rotinas com alimentos naturais intercaladas com períodos de jejum

  • Médicos alertam para riscos de desidratação, hipoglicemia e perda muscular em regimes restritos



Conteúdos que associam práticas religiosas a estratégias alimentares inspiradas na Bíblia, como o jejum, vêm ganhando espaço nas redes sociais, especialmente em plataformas como Instagram, TikTok e YouTube, para redução de peso. Em vídeos curtos, usuários compartilham rotinas, testemunhos de fé e mudanças no corpo, ampliando o alcance do tema e mobilizando debates entre líderes religiosos, profissionais de saúde e pesquisadores.


Na prática, esses conteúdos mostram rotinas com alimentos considerados naturais, como frutas, legumes e grãos, geralmente associadas à reeducação alimentar e intercaladas com períodos de jejum.


Muitos criadores desses conteúdos se identificam como cristãos e descrevem a experiência como um propósito espiritual. Vídeos com títulos como "7 dias de jejum com Deus", "dieta de Daniel" ou "como emagreci buscando a Deus", reúnem relatos de perda de peso, que variam de alguns quilos em poucos dias a mudanças ao longo de semanas.


Parte dessas publicações menciona reduções rápidas, como 3 a 5 quilos em uma semana, o que acende alerta de especialistas, especialmente em casos sem acompanhamento adequado. Alguns conteúdos também associam o chamado "jejum bíblico" a resultados físicos, embora essa relação não seja descrita dessa forma nos textos bíblicos. Em comum está a ideia de que fatores emocionais e espirituais podem influenciar como as pessoas se alimentam.


A nutricionista Kesia Araújo, que atua com foco em comportamento alimentar, afirma que seu método une princípios da nutrição e da mudança de hábitos. "Muitas pessoas sabem o que fazer, mas não conseguem sustentar mudanças", diz. Segundo ela, a proposta envolve também aspectos emocionais e espirituais, partindo do princípio de que pensamentos e comportamentos influenciam a relação com a comida.


A teóloga Angelita Kayo, que produz conteúdos sobre espiritualidade, afirma que não utiliza o conceito de dieta. "É um processo de reconstrução que envolve corpo, mente e espírito", diz, acrescentando que eventuais mudanças físicas podem ocorrer como consequência desse percurso.


Já a nutricionista Liliane Neto, conhecida nas redes como "nutri adventista", afirma que padrões alimentares baseados em vegetais podem trazer benefícios quando bem planejados. Segundo ela, essa escolha também dialoga com interpretações religiosas.


"Os adventistas entendem que Deus criou o homem e também seu combustível perfeito através das plantas. Entendem que alimentos como frutas, legumes, verduras, cereais, feijões, castanhas e sementes oferecem todos os nutrientes que o organismo precisa", explica.


Do ponto de vista religioso, o jejum possui outro significado. O pastor Valdinei Ferreira, colunista da Folha, afirma que a prática está ligada à busca de comunhão com Deus, e não a objetivos físicos. "O objetivo é espiritual, não o corpo", diz.


Segundo ele, não há base bíblica para vincular o jejum ao emagrecimento. Na tradição cristã, a prática envolve a privação de alimentos por um período para dedicação à oração, leitura da Bíblia e reflexão. Um dos trechos mais citados é o episódio em que Jesus afirma que "nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus" (Lucas 4:4).


O pastor ressalta que a Bíblia não associa o jejum à transformação física. A referência mais citada é o capítulo inicial do livro de Daniel, que não trata de jejum, mas de uma alimentação baseada em legumes e água. No relato, a escolha estava ligada à obediência religiosa, e não a uma estratégia de saúde ou emagrecimento.


Para ele, o uso dessas práticas com finalidade estética pode representar uma distorção do sentido original. "Benefícios físicos podem até ocorrer, mas são secundários. O jejum busca fortalecer valores espirituais, não atender a padrões estéticos", afirma. Ele acrescenta que associar práticas religiosas a promessas de emagrecimento pode gerar impactos negativos tanto na saúde física quanto na vida espiritual.


Entre os médicos, a perda rápida de peso é vista com cautela. A endocrinologista Fernanda Salles, do Hospital Sírio-Libanês, afirma que dietas restritivas levam o corpo a usar gordura e massa muscular como fonte de energia. "[Nesses casos] Há perda de massa muscular e redução do metabolismo", diz.


O jejum prolongado ou uma alimentação desequilibrada pode causar déficit de nutrientes e afetar a imunidade e os hormônios. Para Cynthia Valério, diretora da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica), promessas de resultado rápido devem ser vistas com cautela. "Pode significar perda de saúde, não ganho", afirma.


A nutróloga Marcella Garcez, diretora da Associação Brasileira de Nutrologia, diz que restrições severas levam o corpo a economizar energia. "Isso pode dificultar a continuidade da perda de peso e prejudicar a qualidade nutricional." Entre os riscos estão desidratação, hipoglicemia e desequilíbrios de eletrolíticos, que são os minerais essenciais, como sódio, potássio, magnésio e cálcio. A nutricionista Camila Manzolini, do Hospital Sírio-Libanês, afirma que a falta de minerais pode causar tontura, fraqueza e desmaios.


Paulo Augusto Miranda, ex-presidente e atual coordenador da Comissão Internacional da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, diz que restrições extremas podem levar a um quadro semelhante à desnutrição.


Além dos efeitos físicos, dietas restritivas podem ter impactos hormonais e comportamentais. O psiquiatra Elton Kanomata, do Einstein Hospital Israelita, afirma que essa mudança na alimentação pode levar a aumento de ansiedade, culpa e episódios de compulsão. A nutricionista Débora Donio, também do Einstein, diz que restrições afetam os sinais de fome e saciedade.


Cynthia Valério afirma que práticas religiosas não devem ser tratadas como estratégia de emagrecimento. "O emagrecimento deve ser conduzido de forma segura e gradual", pontua.


Laís Seguin