quinta-feira, 7 de maio de 2026

Após impasse, Congresso confirma redução de penas para envolvidos no 8 de Janeiro

 

                                              Foto: Saulo Cruz

Derrubamos o veto porque o Parlamento já decidiu, por ampla maioria, no final do ano passado, corrigir as penas abusivas do 8 de Janeiro - punir sim os crimes de multidão, mas com proporcionalidade. Precisamos virar essa página, fazer justiça aos injustiçados e pacificar o país", afirmou a senadora Tereza Cristina (PP-MS).


O Congresso Nacional derrubou no dia , 30/05, o veto presidencial (VET 3/2026) ao projeto que trata da dosimetria das penas aplicadas aos condenados por tentativa de golpe de Estado, por envolvimento nos atos de 8 de janeiro de 2023. A decisão muda o tempo de prisão e as regras de progressão de regime para esses casos. Foi mais uma vitória da oposição no Parlamento.


A chamada dosimetria define como o juiz calcula o tamanho da pena com base na gravidade do crime, nos antecedentes e nas circunstâncias do caso. O projeto (PL 2.162/2023), aprovado pelo Congresso no fim de 2025, fixa regras para esse cálculo e prevê a possibilidade de redução das penas dos envolvidos na depredação das sedes dos Três Poderes.


A sessão semipresencial foi convocada pelo presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), que também é presidente do Senado. Para a derrubada, é necessária a maioria absoluta de votos de deputados e senadores, em votação separada nas duas Casas, Câmara e Senado.


“Derrubamos o veto porque o Parlamento já decidiu, por ampla maioria, no final do ano passado, corrigir as penas abusivas do 8 de Janeiro – punir sim os crimes de multidão, mas com proporcionalidade. Precisamos virar essa página, fazer justiça aos injustiçados e pacificar o país”, reafirmou a senadora Tereza Cristina (PP-MS).


Ao contrário do argumentado pelos governistas, a derrubada do veto não alcança condenados por outros crimes previstos na Lei Antifacção. A Mesa do Congresso declarou prejudicados os incisos IV a X do art. 112 da Lei de Execuções Penais (LEP), que tratam de progressão de regime para crimes hediondos e organizações criminosas. Isso significa que esses trechos ficaram de fora da votação dos vetos – e não entrarão em vigor. “Ou seja, a derrubada do veto não afeta a Lei Antifacção, que segue intacta e prevalece, com regimes severos”, informou Tereza Cristina.


O presidente do Congresso afirmou ainda, durante a sessão, que restabelecer esses pontos, por meio da derrubada do veto presidencial, iria contrariar o que o próprio Legislativo decidiu recentemente. “Assim, o eventual restabelecimento desses dispositivos seria contrário às vontades expressadas pelo Congresso tanto no PL da Dosimetria, que era no sentido de não dispor sobre o mérito dessas normas, quanto no PL Antifacção, que buscou tornar mais rígidos os critérios de progressão de regime”, afirmou.


A Lei 15.358/2026 (Antifacção), sancionada em março/2026, já regulou definitivamente os percentuais de progressão para crimes hediondos e organizações criminosas ultraviolentas, e o fez de forma mais dura. Alcolumbre explicou ao plenário o entendimento da Mesa – segundo o qual, como o Congresso já deliberou sobre essa matéria posteriormente, não há objeto jurídico para reapreciar os mesmos incisos de forma mais branda. A prejudicialidade é regimental (art. 334 do RISF c/c art. 151 do RCCN) e protege exatamente a Antifacção de qualquer conflito normativo.


Com informações da Agência Senado

Câmara inicia análise de projeto sobre exploração de minerais críticos

 

                                              Kaio Magaglhaes


A Câmara dos Deputados começou há pouco a analisar em plenário o projeto de Lei (PL) 2780/24 que institui a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE). O projeto prevê, entre outros pontos, a criação de um comitê ou conselho responsável por definir quais os minerais críticos e estratégicos do país. 


Também estão previstos incentivos governamentais e prioridade de licenciamento para projetos do setor.


O comitê será vinculado ao Conselho Especial de Minerais Críticos e Estratégicos (CMCE), órgão de assessoramento presidencial sobre a formulação de políticas e diretrizes voltadas ao desenvolvimento do setor mineral.


O relator da proposta, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), apresentou um substitutivo para o texto que cria ainda o Fundo Garantidor da Atividade Mineral (Fgam) com aporte de R$ 2 bilhões da União para garantir empreendimentos e atividades vinculados à produção de minerais críticos e estratégicos.


O fundo somente poderá apoiar projetos considerados prioritários no âmbito da política, atribuição que caberá ao Conselho Especial de Minerais Críticos e Estratégicos (CMCE), órgão também criado pelo projeto.


O texto traz limitações à exportação de minerais brutos sem processamento e cria um sistema de incentivos fiscais progressivos. Ou seja, quanto mais a empresa avança nas etapas de beneficiamento dentro do Brasil, maiores os benefícios que recebe.


“A indústria de minerais críticos e estratégicos no Brasil é uma janela de oportunidades para o desenvolvimento do país. Com a aprovação da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, essa afirmação será expressa na melhoria de índices como aumento da produção industrial, aumento da renda per capita e aumento participação da mineração na economia nacional”, afirmou Jardim em seu parecer.


Terras raras são um grupo de 17 elementos químicos que estão dispersos na natureza, o que dificulta a extração, sendo essenciais para turbinas eólicas, smartphones, carros elétricos e sistemas de defesa.


Com cerca de 21 milhões de toneladas, a reserva brasileira de terras raras é a segunda maior já mapeada no mundo, ficando atrás apenas da China, que detém aproximadamente 44 milhões de toneladas. Porém, só cerca de 25% do território nacional foi mapeado, o que indica um enorme potencial ainda desconhecido. 

Flamengo se antecipa e põe ingressos à venda para jogo contra o Verdão

 



                                            Torcida do Flamengo no Maracanã (Foto: Guilherme Sachett)


O Flamengo anunciou que vai abrir nesta quinta-feira a venda de ingressos para o jogo contra o Palmeiras. A comercialização exclusiva para sócios torcedores começará a 16 dias da partida, enquanto para o público em geral terá início oito dias antes do duelo, marcado para o sábado 23 de maio, às 21h (de Brasília), no Maracanã.


O Flamengo ainda tem cinco jogos antes, sendo quatro fora de casa (contra Independiente Medellín, Grêmio, Vitória e Athletico-PR) e um no Maracanã (diante do Estudiantes pela Libertadores).


A grande antecedência das vendas não é algo comum, mas pode ser explicada pelo peso da partida, uma das mais esperadas do campeonato. São os dois times de melhor campanha no Brasileiro, e as diretorias têm aguçado a rivalidade com embates nos bastidores e trocas de farpas publicamente.


Os preços variam de R$ 35 a R$ 700. As vendas para a torcida do Flamengo serão realizadas exclusivamente pelo site ingressos.flamengo.com.br. Já os ingressos destinados à torcida visitante serão acessados por biometria facial, e a comercialização será feita exclusivamente pelo site futebolcard.com.


Data e hora por categoria:


07/05 às 10h: Nação Maraca 1 (1 estrela) / Nação Sem Fronteiras (1 estrela)

09/05 às 10h: Nação Maraca 1 / Nação Sem Fronteiras

11/05 às 10h: Nação Maraca 2 (2 estrelas)

11/05 às 16h: Nação Maraca 2 (1 estrela)

12/05 às 10h: Nação Maraca 2 / Nação Maraca 3 (1 estrela)

13/05 às 10h: Nação Maraca 3

15/05 às 10h: Público Geral Online / Visitantes / Gratuidades Flamengo


23/05 às 21h: Encerramento das vendas online.


Valores:

Norte (Flamengo)


Nação Maraca 1?: R$35,00

Nação Maraca 2: R$49,00

Nação Maraca 3: R$56,00

Público Geral: R$140,00 (meia R$70,00)

Sul (Flamengo)


Nação Maraca 1?: R$35,00

Nação Maraca 2: R$49,00

Nação Maraca 3: R$56,00

Público Geral: R$140,00 (meia R$70,00)

Leste Superior (Flamengo)


Nação Maraca 1: R$ 40,00

Nação Maraca 2: R$ 56,00

Nação Maraca 3: R$ 64,00

Público Geral: R$ 160,00 (meia R$ 80,00)

Leste Inferior (Flamengo)


Nação Maraca 1: R$ 50,00

Nação Maraca 2: R$ 70,00

Nação Maraca 3: R$ 80,00

Público Geral: R$ 200,00 (meia R$ 100,00)

Espaço Fla+: R$ 200,00

Espaço Fla+ (Público Geral): R$ 300,00

Oeste Inferior (Flamengo)


Nação Maraca 1: R$ 55,00

Nação Maraca 2: R$ 77,00

Nação Maraca 3: R$ 88,00

Público Geral: R$ 220,00 (meia R$ 110,00)

Espaço Fla+: R$ 200,00

Espaço Fla+ (Público Geral): R$ 300,00

Sul (Visitante)


Público Geral: R$250,00 (meia R$ 125,00)

Maracanã Mais


Nação Maraca 1: R$ 231,25

Nação Maraca 2: R$ 293,75

Nação Maraca 3: R$ 325,00

Público Geral: R$ 700,00 (meia R$ 387,50)


Obs: sócios?torcedores do plano Nação Sem Fronteiras podem adquirir até 2 ingressos com prioridade, desde que não tenham utilizado esse benefício na temporada atual. O sócio?torcedor Nação Sem Fronteiras com mais de 1 ano de contrato ininterrupto tem direito a uma prioridade adicional de compra, indicada por uma estrela. (Com ge)

Fluminense empata com Rivadavia em se complica na Libertadores

 

                                           Savarino tenta avançar com a bola diante do Rivadavia. (Foto: Reprodução) 


Fluminense e Independiente Rivadavia empataram por 1 a 1 na noite desta quarta-feira (6) no Estádio Malvinas Argentinas, em Mendoza. Arce marcou para o clube argentino e John Kennedy empatou nos acréscimos do segundo tempo.


Mesmo com apenas duas rodadas restantes, o Fluminense segue vivo na briga por uma vaga na próxima fase da Copa Libertadores. Após o empate em 1 a 1 entre Deportivo La Guaira e Bolívar, o Tricolor das Laranjeiras permaneceu a três pontos do Bolívar, atual segundo colocado do grupo.


O jogo


O Rivadavia teve um primeiro tempo melhor. No primeiro lance, um lateral do clube argentino foi cobrado na área do Fluminense. Arce passou no alto para Sartori, que dominou e girou batendo no ângulo. Atento, Fábio saltou para defender.


Aos 10 minutos, Villa cobrou escanteio na segunda trave, Arce subiu sem marcação e cabeceou com força no travessão. A bola ficou viva na área e Castillo sofreu falta ao tentar tirar.


Na reta final do primeiro tempo, um milagre de Fábio. O Fluminense errou uma saída para contra-ataque e devolveu ao Rivadavia. Villa acelerou pela direita e lançou para a área tricolor, onde Florentín cabeceou firme, mas parou em outra grande defesa de Fábio, à queima-roupa.


A segunda etapa começou com o Flu atacando. O Tricolor das Laranjeiras fez boa trama. Nonato começou a jogada e passou para Cannobio. O atacante encontrou Savarino na área. O venezuelano só ajeitou e Nonato sozinho bateu colocado para fora.


O Rivadavia marcou aos 20. Villa cobrou escanteio curto para Gómez. O lateral lançou na segunda trave e mais uma vez Arce subiu sem marcação. Desta vez ele cabeceou firme, e Fábio não conseguiu evitar o gol.


Já nos acréscimos, Lucho invadiu a grande área e passou para Serna. O atacante chutou e foi bloqueado. A sobra ficou com John Kennedy, que bateu rasteiro. A bola desviou e entrou no gol. (CNN)

Festa do Queijo é adiada para os dias 15 e 16 de maio

 



A 9ª edição da Festa do Queijo, em Rochedinho, foi adiada após decisão tomada com base em alerta da Defesa Civil, que aponta previsão de pancadas de chuva, tempestades isoladas, raios e rajadas de vento.


O evento será realizado nos dias 15 e 16 de maio, no mesmo local e com a programação mantida.


A medida foi adotada de forma preventiva, priorizando a segurança de expositores, trabalhadores e do público.

Frente fria causa temporais e ventos acima de 100 km/h

 

                                                Foto: Wikipedia

Semana terá chuva intensaFoto: Wikipedia e frio no centro-sul

A chegada de uma frente fria ao Brasil nesta semana coloca a região centro-sul em alerta para temporais, ventos fortes e queda acentuada de temperatura. De acordo com informações do Meteored, o sistema deve avançar entre quinta-feira (7) e domingo (9), impulsionado pela atuação do jato de baixos níveis da América do Sul, que transporta calor e umidade da região amazônica em direção ao sul do continente. “Esse cenário favorece o aumento da instabilidade, resultando em tempestades intensas e chuva volumosa”, aponta o informe.



Ainda segundo a previsão, a quinta-feira (7) concentra o maior risco de tempestades severas no Rio Grande do Sul, especialmente nas regiões de fronteira, como Oeste, Campanha e Sul. Há possibilidade de granizo e eventos extremos de vento, incluindo tornados e microexplosões. “No estado gaúcho há risco de formação de granizo e eventos severos de vento”, destaca o texto. Na sexta-feira (8), as instabilidades perdem força no estado, mas avançam com maior intensidade sobre o Mato Grosso do Sul.


Entre sexta-feira (8) e domingo (10), a frente fria se desloca e mantém condições para tempestades em Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo. As chuvas devem ocorrer com grande volume em curtos períodos. “Os volumes diários podem ser considerados incomuns”, informa o Meteored, com base no índice de previsão extrema (EFI) do modelo ECMWF, que indica acumulados acima do padrão climatológico.


Os volumes previstos chamam a atenção, principalmente no Mato Grosso do Sul e no Paraná, onde os acumulados podem ultrapassar 200 milímetros. Em áreas pontuais do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, os índices também podem superar 100 milímetros. “Grandes volumes de chuva em intervalos curtos de tempo elevam o potencial para alagamentos e inundações repentinas”, alerta o boletim.



Além da chuva, o avanço da frente fria deve provocar rajadas de vento que podem superar 100 km/h, com maior intensidade prevista para sexta-feira (8) entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina. “Ventos desta magnitude podem derrubar árvores, estruturas e causar interrupções no fornecimento de energia”, informa o texto.


No sábado (9), os ventos perdem força, mas voltam a se intensificar no domingo (10), especialmente em São Paulo.


Na retaguarda do sistema, uma massa de ar frio avança sobre o país e deve provocar queda significativa nas temperaturas. O fenômeno pode alcançar o sul da região Norte, caracterizando o primeiro episódio de friagem do ano. “A massa de ar frio pode provocar o primeiro episódio de frio mais intenso e abrangente do ano”, aponta o Meteored.


As temperaturas começam a cair a partir de sexta-feira (8) no Sul e seguem em declínio nos dias seguintes. Na noite de domingo (10), os termômetros podem se aproximar de 0°C em grande parte da região, com possibilidade de marcas negativas no amanhecer de segunda-feira (11). Já no sul do Centro-Oeste e em áreas da região Norte, as temperaturas podem ficar abaixo de 15°C.


Hormônios ajudam a explicar raízes da soja

 

                                              Foto: Nadia Borges




A produtividade da soja começa abaixo da superfície, na forma como as raízes respondem aos sinais do solo e ajustam sua arquitetura para explorar melhor água e nutrientes. As informações são de Ednângelo Duarte Pereira, consultor de Desenvolvimento de Mercado, que destaca a interação entre nutrição e hormônios vegetais como uma das bases para o avanço do manejo no campo.



Na cultura da soja, a formação do sistema radicular não ocorre de maneira fixa. A planta responde de forma dinâmica à disponibilidade de macronutrientes, em um processo coordenado por sinais hormonais. Esse diálogo fisiológico ajuda a explicar por que a mesma lavoura pode apresentar diferentes padrões de crescimento radicular conforme as condições de fertilidade, estresse e manejo.


O nitrogênio atua como regulador do alongamento das raízes, mas sua resposta depende da forma disponível no solo. O nitrato tende a estimular o crescimento da raiz primária, associado à sinalização de auxinas e citocininas, favorecendo maior exploração do volume de solo. Já o amônio, quando presente em altas concentrações, pode restringir o crescimento da raiz principal. Em situações de deficiência severa, o aumento de ABA e etileno funciona como um freio metabólico, reduzindo a expansão para preservar recursos.


No caso do fósforo, a baixa mobilidade no solo leva a planta a priorizar a superfície de contato. Sob menor disponibilidade do nutriente, a soja reduz o crescimento da raiz principal e direciona energia para raízes laterais e pelos radiculares. Nesse processo, etileno e jasmonatos atuam como moduladores do transporte de auxina, ampliando a capacidade de absorção.


O potássio, por sua vez, está ligado ao balanço hídrico e à atividade enzimática. Sua deficiência reduz os níveis de auxina e citocinina, o que limita a exploração radicular. O aumento de etileno nessas condições indica estresse fisiológico e pode alterar a arquitetura das raízes em favor da sobrevivência, com impacto sobre o potencial produtivo.


No campo, esse conhecimento orienta decisões sobre bioestimulação, posicionamento de fertilizantes e escolha de cultivares. O uso de precursores hormonais pode ser estratégico no estabelecimento da lavoura, enquanto a correta localização do adubo fosfatado ganha importância em anos de seca. Cultivares mais sensíveis a brassinosteroides também podem manter melhor o crescimento radicular em solos de baixa fertilidade natural.