domingo, 10 de maio de 2026

Expoagro destaca ambiente favorável e impulsiona investimentos em diversos setores

 

                                           Foto: Saul Schramm/Secom-MS



O crescimento econômico e social de Mato Grosso do Sul é consolidado com a atuação do Governo do Estado, voltada a garantir ambiente de negócios favorável em diferentes áreas. Em todos os municípios, investimentos diversos garantem geração de emprego e renda para a população sul-mato-grossense, por meio de novos empreendimentos industriais ou na agropecuária.


Em Dourados, a maior cidade do interior do Estado, o governador Eduardo Riedel participou neste sábado (9) da abertura da 60ª Expoagro, uma vitrine do ambiente favorável de negócios.


"Eu ratifico meu compromisso com o setor agropecuário de Mato Grosso do Sul, com a segurança jurídica e competitividade, que é um ambiente de negócio onde possa haver investimentos. E vamos separar o que é garantia jurídica e responsabilidade das pessoas, a necessidade de quem mais precisa", disse Riedel na abertura da feira.


Na Expoagro, realizada no Parque de Exposições João Humberto de Carvalho, Riedel se reuniu com prefeitos de municípios da região, produtores rurais, empresários. Antes da abertura da Expoagro o governador visitou às instalações da nova sede da Donana, empresa familiar que completa 43 anos.


A indústria de alimentos sul-mato-grossense exporta para países como Egito, China, Índia, Sirilanca, Argentina e Chile, e possui mais de 2,6 mil clientes ativos. A empresa, que tem cartela comercial de 319 produtos alimentícios, conta com 263 colaboradores diretos, além de representantes comerciais.


"O Estado recebe um grande volume de investimentos de empresas em diversos segmentos. A Donana tem hoje um sistema de produção extremamente moderno. E investe no Estado durante décadas. E isso resulta em oportunidades para as pessoas, crescimento, melhoria da renda. Fico feliz de ver o empreendedor que acredita no Estado", disse Riedel.


Em seguida, o governador se reuniu com prefeitos da região, além do Sindicato Rural de Dourados. Com representantes da Avimasul (Associação de Avicultura de Mato Grosso do Sul) tratou sobre o desenvolvimento da avicultura regional.


O setor iniciou 2026 com desempenho positivo, registrando crescimento no abate de frangos e avanço na receita das exportações. No primeiro bimestre de 2026, o abate de frangos em Mato Grosso do Sul somou 30,6 milhões de cabeças, um aumento de 6,97% em relação ao mesmo período de 2025.


No mercado externo, o Estado exportou aproximadamente 28 mil toneladas de carne de frango, gerando receita de US$ 62,8 milhões - com destaque para países como China e Japão, principais destinos da proteína brasileira.


O programa Frango Vida, que incentiva a modernização e biossegurança nas granjas, destinou R$ 66 milhões para a retomada e expansão da atividade; a alta produção de milho no Estado favorece o custo de produção de ração. E a preocupação com a sanidade, com fortes protocolos de biosseguridade com o apoio da Iagro.

SAS amplia abordagens sociais com a queda nas temperaturas na Capital

 

                                             Reprodução



As condições climáticas mais rigorosas em Campo Grande têm levado as equipes do Serviço Especializado em Abordagem Social (Seas), da Secretaria Municipal de Assistência Social (SAS), a intensificar as ações junto à população em situação de rua.


Com o aumento das chuvas e a queda nas temperaturas, cresce também a demanda por atendimentos e chamados feitos pela população por meio dos telefones disponibilizados pelo serviço. As equipes atuam de forma contínua, ampliando as abordagens e o encaminhamento para unidades de acolhimento.


Entre os atendidos está João Carlos Frutos de Souza, que vive em situação de rua há anos e procurou apoio durante um período de instabilidade climática. Ele foi encaminhado para uma das unidades de acolhimento, onde recebeu atendimento, alimentação e apoio para acesso a serviços de saúde e regularização de documentos. João também manifestou interesse em acompanhamento por meio do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS).


Segundo a superintendência da Proteção Social Especial da SAS, períodos de frio e chuva costumam elevar significativamente tanto as abordagens quanto a procura espontânea pelos serviços, além de aumentar a adesão ao acolhimento. Ainda assim, parte das pessoas atendidas opta por permanecer nas ruas, decisão que é respeitada pelas equipes.


Estrutura de atendimento


O município conta com uma rede estruturada para atender essa população. As ações são realizadas por equipes formadas por educadores sociais e psicólogos, que se revezam em plantões ao longo de toda a semana, com atendimento 24 horas.


Os usuários podem ser encaminhados para as Unidades de Acolhimento Institucional para Adultos e Famílias (UAIFAs), a Casa de Passagem Resgate — voltada a migrantes e estrangeiros e a Casa de Apoio São Francisco. Nessas unidades, têm acesso a alimentação, higiene pessoal, dormitórios e atendimento psicossocial, além de orientação para emissão de documentos e inserção no mercado de trabalho.


Como funciona o atendimento


As equipes do Seas atuam tanto por meio de denúncias quanto em ações de busca ativa em diferentes pontos da cidade, especialmente na região central e em áreas de maior circulação.


Ao receber um chamado, os profissionais se deslocam até o local indicado para oferecer acolhimento e realizar o atendimento. Mesmo quando a pessoa não é localizada, a equipe retorna com uma resposta a quem acionou o serviço.


Nos casos de recusa, as equipes mantêm o acompanhamento e retornam aos locais com novas abordagens, reforçando o vínculo e a oferta de apoio. A decisão de não aceitar o acolhimento é um direito garantido pela Constituição Federal.


Para acionar o Seas, a população pode entrar em contato pelos telefones (67) 99660-6539 ou 99660-1469, disponíveis 24 horas.

Moradores de ilha espanhola aguardam chegada de navio contaminado com hantavírus com raiva e resignação

 

                                            Manifestantes em Tenerife protestam contra a chegada do navio MV Hondius - Reuters 

  • Alguns habitantes de Tenerife temem que a chegada iminente do MV Hondius possa representar um risco para a saúde

  • Governo espanhol garante que moradores locais estarão 'completamente protegidos'




À medida que o navio de cruzeiro MV Hondius se aproxima de Tenerife, os habitantes da ilha espanhola aguardam com uma mistura de incerteza e, em alguns casos, raiva.


O governo espanhol autorizou os passageiros da embarcação, que registrou um surto de hantavírus, a desembarcarem no porto de Granadilla neste fim de semana, após acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde). O navio viaja de Cabo Verde, onde três pessoas foram evacuadas.


Foram confirmados cinco casos de infecção, incluindo três mortes, causadas pelo surto ocorrido no navio holandês, segundo a OMS.


Na sexta-feira (8), alguns trabalhadores portuários de Tenerife se reuniram em frente ao prédio do parlamento das Ilhas Canárias, na cidade de Santa Cruz, para expressar preocupação de que a chegada iminente possa representar um risco à saúde deles.


Durante o protesto, os moradores da ilha usaram apitos, tocaram vuvuzelas e exibiram faixas com frases de efeito.


"Estamos descontentes com a ideia de podermos trabalhar em um porto sem medidas especiais de segurança ou informações quando um barco infectado se aproxima", disse Joana Batista, de um sindicato local de trabalhadores portuários, que participava do protesto.


Alguns de seus colegas ameaçaram bloquear a chegada do navio de cruzeiro caso suas reivindicações não sejam atendidas.


"Se o barco vai parar aqui, que pare, mas com as medidas necessárias em vigor", disse ela. "A população local precisa ser informada sobre como isso os afetará, como os passageiros serão transportados. Precisamos, acima de tudo, de garantias."


Perto dali, observando o protesto, estava a nutricionista María de la Luz Sedeño, que concordava com grande parte do que os manifestantes exigiam e mal conseguia conter sua fúria.


Esta é a gota d'água em tudo o que o povo das Ilhas Canárias tem que suportar", disse ela —uma aparente referência à contínua chegada de milhares de migrantes indocumentados em barcos vindos do Norte e Oeste da África.


Para alguns habitantes das Ilhas Canárias, acolher migrantes é motivo de orgulho, enquanto para outros, como Sedeño, é motivo de frustração.


Mas todos parecem concordar que a migração torna o seu território o foco de um drama internacional.


Mais de 3.000 pessoas morreram em 2025 tentando chegar às Ilhas Canárias, muitas vezes em botes improvisados, segundo a ONG Caminando Fronteras. O papa Leão XIII tem uma visita marcada à região em junho e deve se encontrar com migrantes e organizações dedicadas a ajudá-los.


María de la Luz Sedeño citou o fato de o governo central da Espanha ter ignorado a forte oposição à chegada do navio de cruzeiro, manifestada pelo presidente da região das Ilhas Canárias, Fernando Clavijo.


"As pessoas aqui não estão sendo ouvidas."


O governo central espanhol, liderado pelos socialistas, respondeu às acusações de autoritarismo e falta de transparência, fornecendo detalhes sobre a chegada do barco neste fim de semana.


Ele não atracará diretamente em Tenerife, mas ancorará em alto mar e seus passageiros serão transportados para o vasto porto industrial de Granadilla, no sudeste da ilha, bem longe das áreas residenciais.


Logo após a chegada, eles serão repatriados ou, no caso dos 14 espanhóis a bordo, levados para Madri para serem colocados em quarentena.



As autoridades insistem que não haverá contato entre os passageiros e os moradores locais, que "estarão absolutamente e completamente protegidos", segundo Virginia Barcones, chefe da agência de proteção civil da Espanha.


Os esforços do governo conquistaram pelo menos alguns moradores da ilha.


"Agora estou um pouco mais calma porque há mais informações", diz Marialaina Retina Fernández, uma aposentada, que descreve as instalações de saúde locais como "as melhores que existem". Ela parece resignada à ideia de compartilhar brevemente sua ilha com os passageiros do barco.


"Não é o ideal que todos acabem vindo para cá", explica ela. "Mas se [as autoridades] dizem que farão todo o possível para garantir que ninguém seja infectado, vamos torcer para que seja assim."



A chegada do MV Hondius foi acordada com o governo espanhol, mas isso não impede o partido de extrema-direita Vox de tentar capitalizar sobre o assunto, comparando a situação atual com a chegada de imigrantes sem documentos.


A OMS e o governo espanhol têm se esforçado para minimizar as comparações epidemiológicas entre a situação atual e a pandemia de covid-19.


No entanto, para muitos habitantes das Ilhas Canárias, o navio de cruzeiro, com seus passageiros multinacionais, é uma lembrança indesejada dos primeiros dias da Covid: um turista alemão na ilha de La Gomera foi o primeiro caso identificado na Espanha, e sua detecção foi logo seguida pelo confinamento de cerca de 1.000 hóspedes e funcionários em um hotel em Tenerife.


Retina Fernández vê um lado positivo das ilhas se tornarem notícia devido a crises internacionais.


"Estamos acostumados a todos os tipos de problemas ao chegarmos aqui", diz ela. "Dá para ver que somos bons em lidar com essas situações."


BBC News Brasil

Simpósio na Expoagro debate clima, carbono e uso da água no campo

 


                                            Foto: Gabriel Faria

Evento discute clima, manejo de soja, uso da água e créditos de carbono no MS

Produtores, técnicos e pesquisadores se reúnem na segunda-feira, 11 de maio, das 7h às 12h, no Sindicato Rural de Dourados, para o Simpósio de Agricultura, evento que coloca em pauta temas estratégicos para a produção agropecuária regional, como o zoneamento de risco climático, manejo da soja, cobrança pelo uso da água e créditos de carbono.



O Simpósio é uma realização do Grupo Plantio na Palha (GPP) e da Embrapa Agropecuária Oeste. Após a abertura do evento, prevista para 7h45, acontece a palestra do pesquisador Éder Comunello que vai apresentar o novo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), ferramenta fundamental para orientar o planejamento das lavouras diante da variabilidade do clima, onde houve uma grande evolução dessa ferramenta de política pública, agora incorporando níveis de manejo, tendo como consequências, por exemplo, a queda do valor da taxa de seguro rural.


Às 9h, o pesquisador Júlio Cesar Salton aborda o detalhamento dos níveis de manejo e a produtividade da soja, no novo ZARC Níveis de Manejo, destacando práticas que contribuem para maior eficiência produtiva e maior probabilidade de sucesso da lavoura, diminuindo os riscos. Após o intervalo, às 10h, o presidente do Comitê da Bacia do Rio Ivinhema, Leonardo Ramos, falará sobre a cobrança pelo uso da água na agricultura e na pecuária, tema cada vez mais relevante diante da gestão sustentável dos recursos hídricos.



Encerrando o ciclo de palestras, às 10h40, Marcos Ferronatto, CEO da NetWord, trata da originação, estruturação e comercialização de créditos de carbono, apontando oportunidades para produtores rurais inseridos em sistemas sustentáveis.


O evento termina com um debate, às 11h20, mediado por Mário José Maffini, presidente do Grupo Plantio na Palha, seguido do encerramento ao meio-dia.


Para o chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Agropecuária Oeste, Auro Akio Otsubo, o Simpósio reforça a importância da aproximação entre ciência e campo. “Nosso objetivo é levar informação qualificada ao produtor, traduzindo o conhecimento científico em soluções práticas. Quando falamos de ZARC, manejo ou créditos de carbono, estamos falando de decisões que impactam diretamente a rentabilidade e a sustentabilidade da propriedade”, afirmou.


Otsubo também destacou o papel da transferência de tecnologia como ponte entre a pesquisa e a adoção no campo. “A Embrapa tem gerado tecnologias consistentes ao longo dos anos, mas é no diálogo com produtores e instituições parceiras que essas inovações ganham escala. Eventos como este, em parceria com o GPP, são fundamentais, pois fortalecem essa conexão e contribuem para uma agricultura mais resiliente e competitiva”, completou.


A iniciativa integra a programação da 60ª Expoagro, tradicional vitrine do agronegócio sul-mato-grossense. A expectativa é reunir um público diversificado, interessado em atualização técnica e em estratégias para enfrentar os desafios atuais da produção agrícola.


Serviço:


Evento: Simpósio de Agricultura - Expoagro 2026 Data: 11 de maio 2026 (segunda-feira) Horário: das 7h às 12h Local: Auditório do Sindicato Rural de Dourados


Brasil abre mercado de ovos na Coreia do Sul

 

                                               Foto: Divulgação

Brasil chega a 602 aberturas de mercado

O governo brasileiro concluiu as negociações para exportação de ovos e produtos derivados à Coreia do Sul, ampliando o acesso da avicultura nacional ao mercado asiático. A abertura permitirá o envio de produtos destinados tanto ao consumo direto quanto à indústria alimentícia.



Segundo o governo, a medida amplia as oportunidades para o setor avícola brasileiro em um dos principais mercados da Ásia. Em 2025, as exportações do agronegócio brasileiro para a Coreia do Sul somaram US$ 2,4 bilhões, com destaque para farelo de soja, carne de aves, café, soja em grão, milho, fumo, algodão e couro.


O avanço nas negociações ocorre após a missão presidencial realizada à República da Coreia em fevereiro de 2026. Durante a agenda, os dois países assinaram memorandos de entendimento voltados à cooperação em agricultura, medidas sanitárias e fitossanitárias, bioinsumos, inovação e desenvolvimento rural.


De acordo com o governo brasileiro, a missão contribuiu para fortalecer o diálogo sanitário entre os países e acelerar tratativas de interesse do setor agrícola nacional.


Com a nova autorização, o agronegócio brasileiro alcança 602 aberturas de mercado desde o início de 2023. O resultado, segundo o comunicado, é fruto da atuação conjunta do Ministério da Agricultura e Pecuária e do Ministério das Relações Exteriores.


A expectativa é de que a abertura fortaleça a presença dos produtos brasileiros no mercado sul-coreano e amplie as oportunidades comerciais para a cadeia de proteína animal.


Desmatamento no Cerrado: MP investiga corte de 108 árvores em Nova Andradina

 

                                              Divulgação



A supressão irregular de vegetação nativa em área ambientalmente protegida de Nova Andradina é alvo de inquérito civil instaurado pela 1ª Promotoria de Justiça do município. A investigação, conduzida pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), apura o corte de árvores realizado sem autorização do órgão ambiental competente em área destinada à reserva legal, situação considerada grave violação à legislação ambiental e à função ecológica da vegetação nativa.


As irregularidades foram constatadas durante fiscalização da Polícia Militar Ambiental (PMA), que identificou a exploração de 108 árvores nativas do bioma Cerrado. No local, os agentes encontraram vestígios recentes da supressão vegetal, como tocos com marcas de motosserra e presença de seiva, indicando que o corte havia ocorrido pouco antes da vistoria. A madeira extraída já não se encontrava mais na área no momento da inspeção.


Diante da infração ambiental, foram adotadas medidas administrativas imediatas, incluindo a paralisação da atividade e a aplicação de multa no valor de R$ 15 mil, conforme os critérios legais previstos para exploração irregular em área de reserva legal. O responsável também foi notificado para adotar providências voltadas à recuperação ambiental e à reposição florestal da área degradada.


Segundo o relatório técnico que embasa o inquérito civil, a intervenção ocorreu sem licença ou autorização válida, em desacordo com normas federais e estaduais de proteção ambiental. A supressão de vegetação em área de reserva legal é considerada infração grave, uma vez que essas áreas são essenciais para a conservação da biodiversidade, a proteção do solo, a preservação dos recursos hídricos e o equilíbrio climático.


Com a instauração do procedimento, o MPMS passou a reunir documentos, laudos técnicos e demais informações necessárias para a completa apuração dos fatos. Entre as medidas adotadas estão notificações aos responsáveis, requisição de dados ambientais e análise de possível solução consensual, sem prejuízo da adoção de medidas judiciais para assegurar a reparação integral do dano ambiental.


A atuação ministerial também considera eventual responsabilização nas esferas cível, administrativa e penal. A depender do resultado das investigações, o caso poderá resultar na celebração de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) ou no ajuizamento de ação civil pública, com o objetivo de garantir a recomposição da área degradada.

Senadora Tereza Cristina dá recado em Dourados: fora da vice e de olho no Senado

 

                                              Foto: Clara Medeiros/ Dourados News


A senadora Tereza Cristina (PP/MS) voltou a se esquivar sobre a possibilidade de se tornar vice na chapa encabeçada pelo pré-candidato à presidência da República e também senador, Flávio Bolsonaro (PL), nas eleições deste ano. 


Em entrevista ao Dourados News na manhã deste sábado (9/5), durante a abertura da 60ª edição da Expoagro, a parlamentar ainda relatou o projeto de concorrer à presidência do Senado no próximo ano. 


“Não, eu desconheço essa negociação [de entrar como vice na chapa]. Eu acho que isso aí também é mais especulações que me colocaram. Mas eu fico feliz, eu tenho uma ótima relação com o Flávio. Mas, é muito cedo ainda para essa construção. Então, nunca conversei com ele sobre esse assunto", contou. 


Sobre o projeto de presidir o Senado, Tereza Cristina afirmou estar trabalhando por isso.


"Esse é o meu projeto. Estou trabalhando nele, é um projeto que me daria muito prazer, seria a primeira mulher a presidir o Senado”, disse a parlamentar eleita nas eleições de 2022 e que tem mais de quatro anos ainda no cargo. 


Ciro Nogueira e a operação


A senadora ainda falou sobre a Operação Compliance Zero, desencadeada na quinta-feira (7/5) pela Polícia Federal, tendo como alvo o senador Ciro Nogueira, presidente nacional do Progressistas. 


Ele é investigado por suspeita de receber dinheiro de Daniel Vorcaro, dono do Banco Máster, em troca de ações favorecendo a instituição financeira.


Na opinião dela, é preciso aguardar a defesa do correligionário e não o condenar antes da finalização do processo. 


“O senador Ciro Nogueira tem todo direito a uma defesa daquilo que ele está sendo acusado. Então, ele sofreu, na verdade, uma diligência. E uma investigação deve ser aberta. Ele tem que ter amplo direito de defesa. No Brasil hoje, a gente tem uma mania de condenar as pessoas antes da gente ter o processo", finalizou.

 


Por Adriano Moretto e Fabiane Dorta