quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Laboratório paraguaio que fabrica emagrecedor Gluconex diz que se prepara para pedir registro à Anvisa

 

  •                           Ampolas do medicamento Gluconex, vendido como versão de tirzepatida e fabricado pelo laboratório paraguaio Lasca - Rubens Cavallari - 01.jun.26/Folhapress
  • Leandro Safatle, presidente da Anvisa, afirma que até agora não houve pedido de nenhum laboratório paraguaio

  • Em teste da Unicamp, medicamento apresentou concentração de tirzepatida 60% maior do que a do Mounjaro


O laboratório paraguaio que fabrica o Gluconex, emagrecedor vendido como versão de tirzepatida, se prepara para entrar com um pedido de registro sanitário do produto no Brasil.


Segundo Luis Avila, diretor de relações institucionais da Lasca, farmacêutica que fabrica o medicamento, a empresa avalia dois caminhos possíveis. O primeiro seria uma eventual licença compulsória, um tipo de "quebra de patente". Ele diz que pessoas que mantêm contato com o laboratório afirmaram que há discussões sobre isso na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), informação que a agência brasileira nega. O segundo caminho seria aguardar o fim da proteção patentária da tirzepatida no Brasil.


Em qualquer um dos cenários, a empresa precisaria reunir uma série de documentos e protocolos exigidos pela Anvisa para dar entrada no pedido —trabalho que já está em curso, segundo Avila. Ele disse ainda que a Lasca está em processo avançado de registro sanitário do Gluconex na Venezuela e na Bolívia. "Está pronto para aprovação. Em no máximo um mês isso deve ocorrer".


A farmacêutica Eli Lilly detém a patente da molécula no Brasil até janeiro de 2036 e é a única empresa autorizada a comercializar o medicamento no país. O Paraguai não integra o Tratado de Cooperação em Matéria de Patentes (PCT), o que permite a fabricação da substância sem as mesmas restrições patentárias vigentes por aqui.

O diretor presidente da Anvisa, Leandro Safatle, afirma que a existência de uma patente não impede que uma empresa apresente um pedido de registro sanitário, porque a análise da agência é independente da questão patentária. Mas, até o momento, segundo ele, não houve pedido de nenhum laboratório paraguaio.


"Nós queremos que todas essas empresas protocolem pedido no Brasil para que a gente possa fortalecer a indústria regional. Tudo o que a gente quer é que, de fato, o produto seja avaliado aqui. Nós não temos discriminação em relação ao local de origem, seja Paraguai ou qualquer outro país. Onde quer que esteja sendo fabricado, se apresentar um pedido aqui, nós avaliamos", afirmou Safatle em entrevista à Folha.


Safatle citou como exemplo a semaglutida. Antes mesmo do fim da patente do Ozempic e do Wegovy, ambos da Novo Nordisk, em 20 de março deste ano, a Anvisa já havia recebido pedidos de registro de outras empresas e iniciado a análise de alguns deles, o que deu celeridade nas aprovações seguintes.


Após a queda da patente, outros medicamentos com a semaglutida receberam o aval da Anvisa, como Ozivy, Extensior e Poviztra. Mais recentemente, em 29 de julho, a Anvisa aprovou cinco novas canetas de semaglutida: Owozy, Seemasun, Zempneo, Semavy e Orsema.


Se um laboratório paraguaio entrar hoje com um registro, a autorização para comercialização continua condicionada ao respeito à proteção patentária. "Nós seguimos as leis internacionais de patentes. Se um produto é patenteado, outro não vai poder ser comercializado no Brasil", afirmou Satafle.


É por essa razão que a Lasca avalia um caminho de comercialização pela licença compulsória. "O problema principal é que o Brasil têm a proteção da patente. Nesse momento é impossível, a menos que haja uma exceção a essa norma", disse Avila.


Consultados sobre planos de registro sanitário no Brasil, outros dois laboratórios paraguaios que fabricam versões de tirzepatida preferiram não detalhar estratégias específicas.


A Eticos, fabricante do Lipoless, informou apenas que "avalia continuamente oportunidades de negócios e desenvolvimentos regulatórios em diferentes mercados" e que qualquer decisão sobre pedidos de registro ou autorizações regulatórias "será analisada à luz de considerações jurídicas, regulatórias, científicas e de propriedade intelectual aplicáveis".


Já a Indufar, fabricante do TG, respondeu de forma ainda mais genérica, informando que "toda atualização ou mudança será comunicada exclusivamente através de sua página web e de seus canais oficiais de comunicação" e que qualquer conteúdo fora desses canais não integra suas comunicações oficiais.


A reportagem também procurou os laboratórios Catedral, Quimfa e Landerlan, que fabricam respectivamente os medicamentos Tirzedral, Tirzec e Lipoland, nos dias 4 e 14 de agosto por meio do email e das redes sociais disponilizados nos sites das empresas, mas nenhum retornou até a publicação do texto.


O que é licença compulsória

A licença compulsória é um mecanismo pelo qual o governo pode autorizar a produção ou comercialização de um medicamento patenteado sem a permissão do detentor da patente, em situações específicas previstas em lei. Essa "quebra de patente" é provisória e é conduzido pelo Poder Executivo Federal.


Segundo o advogado André Scheleich, essa medida pode ser concedida em três situações: estado de calamidade ou emergência de saúde pública, quando há necessidade coletiva de acesso a um medicamento; abuso de poder econômico, quando o preço é considerado excessivo diante da necessidade da população; e desabastecimento, quando a demanda pelo medicamento supera a capacidade de distribuição da fabricante no mercado nacional.


O Brasil tem um histórico de uso da licença compulsória, ou da ameaça dela, principalmente no combate à Aids. Em 2001, o governo cogitou licenciar compulsoriamente os antirretrovirais efavirenz, da Merck, e o nelfinavir, da Roche, por razões de saúde pública, mas em ambos os casos as negociações resultaram em redução de preços pelas farmacêuticas antes que a quebra de patente fosse efetivada.


Em 2007, quando o Ministério da Saúde declarou o efavirenz de interesse público, Luiz Inácio Lula da Silva, presidente à época, assinou o decreto que formalizou a quebra da patente do medicamento.


Em 2005, o antirretroviral Kaletra, da Abbott, também chegou a ser declarado de interesse público. As negociações resultaram em um acordo considerado desvantajoso pelo governo, o que levou ONGs e o Ministério Público Federal a acionar a Justiça para forçar o licenciamento compulsório do medicamento.


Na avaliação de Schleich, uma eventual licença compulsória do Mounjaro envolveria consequências econômicas e diplomáticas.


"O Brasil é signatário de tratados que preservam a patente. Isso está na lei de proteção industrial. Seria muito delicado quebrar uma patente de um medicamento que hoje é um dos que mais gera receita no planeta", afirma.


A possibilidade de um pedido de registro no Brasil ocorre em meio à expansão do uso de canetas de tirzepatida e à entrada irregular de produtos paraguaios no país.


O interesse por essas alternativas cresceu à medida que o Mounjaro se popularizou como tratamento para obesidade, mas permaneceu com preço elevado. Uma caixa de 2,5mg custa cerca de R$ 1.422, enquanto uma de 15mg chega a R$ 3.499. No Paraguai, uma versão de 15mg custa cerca de R$ 430.


Na fronteira de Foz do Iguaçu, as apreensões desses medicamentos aumentaram 860,8% em um ano, segundo a Receita Federal, passando de 7.479 para 71.860 unidades.


Gluconex apresentou concentração 60% maior em teste

A Folha comprou cinco versões paraguaias de tirzepatida, entre elas o Gluconex, e enviou as amostras para análise indepentende na Unicamp (Universidade de Campinas). Todas continham o princípio ativo declarado e não estavam adulteradas com semaglutida. A reportagem ressalta, porém, que a pesquisa não avaliou características como esterilidade, estabilidade ou segurança clínica.


O Gluconex foi o único que apresentou uma concentração de tirzepatida 60% maior do que a encontrada no medicamente original, diferença que pode trazer riscos à saúde.

Questionada sobre esse resultado, a empresa disse que, após a publicação da matéria, realizou testes em três lotes do produto e que chegaram a resultados diferentes dos apresentados pela Unicamp.


"Aqui, os testes feitos com o padrão internacional não apresentaram aquela diferença mencionada pela Unicamp", disse Avila.


O diretor afirma que a Lasca foi procurada por médicos brasileiros interessados em realizar estudos clínicos ou protocolos relacionados ao Gluconex. Segundo ele, quatro profissionais de São Paulo e Curitiba demonstraram interesse.


No entanto, todo protocolo de estudo clínico também precisa ser aprovado pela Anvisa.

Sobre a presença do Gluconex no Brasil, a empresa reconhece que tem conhecimento de que brasileiros levam o produto do Paraguai para o país, mas diz que não comercializa diretamente no mercado brasileiro, apenas para farmácias registradas e autorizadas pela agência reguladora paraguaia, a Dinavisa.


A empresa defende ainda que o Gluconex é um medicamento sob prescição e que sua utilização deve ocorrer com acompanhamento médico. "O Gluconex não tem registro sanitário no Brasil, então não deveria ser usado no Brasil", disse Avila.


O diretor disse que a Lasca conduz, desde janeiro deste ano, um estudo observacional de segurança com pacientes em uso do Gluconex no Paraguai, com participação de 200 pacientes.


Segundo ele, trata-se de exigência legal da Dinavisa e que as empresas que hoje comercializam análogos de tirzepatida no país, como Éticos (Lipoless), Indufar (TG), Landerlan (Lipoland), Quimfa (Tirzec) e Catedral (Tirzedral), são obrigadas a conduzir protocolos semelhantes, sob risco de perda do registro sanitário no Paraguai.


Um estudo observacional acompanha pacientes que já estão usando um medicamento ou tratamento. Ele não define a substância nem a dosagem: apenas observa e registra o que acontece com quem já está em uso.


O endocrinologista Júlio Américo Batatinha afirma que esse modelo é diferente dos estudos clínicos tradicionais, organizados em fases, em que os laboratorios não passaram.


A fase 1 testa o medicamento em voluntários saudáveis, apenas para avaliar segurança inicial. Na fase 2, o medicamento é aplicado em um número reduzido de pacientes doentes, para verificar efetividade.


Na fase 3, testado em grande número de pacientes ao longo de dois a cinco anos, etapa que define as doses seguras antes da liberação para a população.


Segundo Batatinha, pular essas etapas não é indicado: "Não é ético, não é correto, não é indicado já liberar esse medicamento para uso populacional."


Vitor Hugo Batista

Folha de São Paulo


Dia D amplia vacinação contra 20 doenças neste sábado em todo o Brasil




 Crianças e adolescentes menores de 15 anos devem comparecer a uma UBS (unidade básica de saúde) ou a qualquer ponto de vacinação em todo o país neste sábado (22) para o Dia D da Campanha de Multivacinação. O objetivo é atualizar a caderneta vacinal.

A campanha começou no início do mês e segue até 1º de setembro, com a oferta de 20 doses do Calendário Nacional de Vacinação que protegem contra doenças como meningites, tuberculose e cânceres associados à infecção pelo HPV.

Pela primeira vez, a campanha conta com a vacina pneumocócica 20-valente (pneumo 20), incorporada em junho ao calendário. A dose amplia a proteção contra doenças causadas pelo pneumococo, incluindo pneumonias e meningites, e é indicado para crianças menores de 5 anos.

Até a última quarta-feira (18), o Ministério da Saúde havia distribuído mais de 180 milhões de doses para garantir a vacinação em todo o país ao longo do ano. Vacinas contra a influenza, o sarampo (tríplice viral) e a poliomielite foram as mais aplicadas.

Durante o Dia D, as seguintes vacinas poderão ser aplicadas (conforme faixa etária, histórico vacinal e indicação):

- BCG;

- hepatite B;

- penta (DTP/Hib/HB);

- poliomielite (VIP);

- rotavírus humano;

- pneumocócica conjugada 10-valente e 20-valente;

- meningocócica C;

- influenza;

- covid-19;

- febre amarela;

- meningocócica ACWY;

- tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola);

- varicela;

- DTP;

- hepatite A;

- dT;

- HPV4;

- dengue tetravalente.

Sarampo

Diante do aumento de casos de sarampo nas Américas e do registro de casos importados no Brasil, o ministério mantém a estratégia de vacinação indiscriminada contra a doença para pessoas de 6 meses a 59 anos em Guarulhos (SP), em São Bernardo do Campo (SP) e na capital paulista.

Dados da pasta mostram que, de 3 a 14 de agosto, mais de 529,8 mil doses da vacina tríplice viral foram aplicadas nos três municípios. Desse total, 87,2 mil doses foram destinadas a crianças de 5 a 11 anos – o equivalente a 16,5% das aplicações. (Com ABr)

Prefeitura convoca 30 candidatos aprovados no concurso da GCM





A  Prefeitura de Campo Grande publicou nesta quarta-feira (19) edital que convoca 30 candidatos aprovados no concurso público para o cargo de Guarda Civil Metropolitano de 3ª Classe. Os candidatos foram considerados recomendados na etapa de investigação social e agora seguem para a 6ª etapa do certame, que corresponde ao Curso de Formação.


“Hoje é um dia muito importante para a Guarda Civil Metropolitana de Campo Grande. Fizemos um curso de formação, ficaram os remanescentes, e hoje estou aqui assinando o chamamento para mais 30 Guardas Civis Metropolitanas que foram aprovadas no concurso e que agora passarão pelo curso de formação”, destacou a prefeita Adriane Lopes.


O Curso de Formação é uma etapa classificatória e eliminatória do concurso. Os candidatos precisam concluir e ser aprovados na formação para avançar no processo de ingresso na Guarda Civil Metropolitana.


A matrícula deve ser realizada nos dias 20 e 21 de agosto, até as 23h59 do dia 21. Os candidatos precisam preencher e assinar a ficha de matrícula e reunir a documentação exigida no edital.


Os documentos devem ser digitalizados e enviados em um único arquivo, no formato PDF, para o e-mail gerenciadeconcursos@semadi.campogrande.ms.gov.br. Após o envio, o candidato deve aguardar a confirmação de recebimento pela Comissão do Concurso.


A formação terá 760 horas de aulas, com conteúdos teóricos e atividades práticas. As aulas serão realizadas em período integral e poderão ocorrer também aos sábados, domingos, feriados e no período noturno. A frequência mínima exigida é de 90%.


A aula inaugural está marcada para 8 de setembro, às 8h, no Teatro do Paço Municipal. Na ocasião, os candidatos receberão informações sobre os locais e horários das demais atividades.


Para ser aprovado no Curso de Formação, o candidato deverá alcançar média final mínima de 60 pontos e cumprir os critérios estabelecidos para as avaliações práticas.


Durante a formação, os candidatos deverão ter dedicação exclusiva ao curso. O edital também prevê o pagamento de bolsa-auxílio equivalente a 50% do vencimento inicial do Guarda Civil Metropolitano de 3ª Classe, proporcional aos dias de curso.

A relação dos 30 candidatos convocados e as orientações para a matrícula estão disponíveis no Anexo I do edital.

                                             Divulgação

Censo inédito ajuda a direcionar políticas para população de rua da Capital

 

                                             Reprodução


Campo Grande tem em torno de 1,4 mil pessoas vivendo em situação de rua atualmente. O dado resulta do Censo inédito sobre esta população feito pelo Grupo de Trabalho Intersetorial da População em Situação de Rua (GT-PSR), do qual a Prefeitura de Campo Grande faz parte.


Os dados do levantamento foram apresentados nesta quarta-feira (20) pela Secretaria de Assistência Social e Cidadania (SAS) e a Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul. Com o censo, foram mapeadas informações que auxiliarão as instituições públicas no desenvolvimento e aperfeiçoamento de ações de atendimento.


De acordo com a secretária de Assistência Social e Cidadania, Camilla Nascimento, o levantamento servirá de base para o fortalecimento e a reestruturação da política da assistência social voltada a este público. A secretária ressaltou que o diagnóstico embasará a revisão do Plano Municipal de Assistência Social e a implantação de ações prioritárias imediatas, como o novo Centro POP.


“O enfrentamento deste cenário é um desafio complexo, que demanda um olhar estratégico e a evolução contínua das nossas políticas públicas. A apresentação do diagnóstico populacional representa um marco inédito para Campo Grande porque pela primeira vez na história do município, contamos com uma base de dados consolidada, integrada com diversos serviços e que será essencial para fundamentar a revisão do nosso Plano Municipal de Assistência Social. Este planejamento traz inovações significativas e metodologias de atendimento mais eficazes, amparadas pela tipificação dos serviços”, pontuou.


Ainda segundo a secretária, o fortalecimento da rede municipal de atendimento às pessoas em situação de rua prevê a inauguração do novo Centro POP nas próximas semanas. A unidade funcionará em um novo espaço já utilizado pelas equipes do Serviço Especializado em Abordagem Social (Seas) e contará com uma estrutura aprimorada, com mais espaço e atividades para este público. “É fundamental compreender que as questões relacionadas às pessoas em situação de rua se resolvem através de uma política pública estruturada, evolutiva e intersetorial”, disse.


Dados populacionais e perfil apurado


O trabalho de contagem e levantamento do perfil da população em situação de rua de Campo Grande teve início em setembro do ano passado e foi realizado pelo Grupo de Trabalho Intersetorial da População em Situação de Rua. Toda a dinâmica foi coordenada pelo Núcleo Institucional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos (Nudedh) da Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul. A coordenadora do núcleo, defensora pública Thaisa Raquel Medeiros de Albuquerque Defante, destacou a relevância prática dos dados para a gestão pública.


“O relatório já foi encaminhado aos órgãos que trabalham com esses dados para o monitoramento e o acompanhamento das políticas aplicáveis. O documento também deve servir de base para que o Poder Público elabore políticas públicas a partir das informações levantadas”, afirmou.


A primeira etapa do estudo foi realizada via metodologia Point-in-Time Count (PIT) e identificou 1.476 pessoas em situação de rua, sendo 842 (57%) em vias públicas e 634 (43%) em serviços de acolhimento. O grupo é formado por 1.190 homens (80,6%), 234 mulheres (15,9%) e 52 crianças (3,5%). A Região Urbana do Centro concentrou 40% dos casos (566 pessoas), seguida pelo Anhanduizinho, com 25,6% (363 pessoas).


Também houve registros nas regiões Prosa, Lagoa, Segredo, Bandeira e Imbirussu. Outras 60 pessoas foram contabilizadas em uma comunidade terapêutica na área rural do município.


Aplicação de Questionários


A etapa de entrevistas ocorreu no primeiro semestre e ouviu 257 pessoas, sendo que 193 pertenciam ao grupo em rua e 64 estavam acolhidas em equipamentos da SAS ou instituições parceiras. O estudo revelou predomínio de homens cisgênero (76,3%) e pardos (60,3%), com média de 39,6 anos.


A falta de documentos atinge 46,7% do total e 57,5% dos que vivem estritamente na rua. O estudo registrou ainda 135 inscritos no Cadastro Único, 101 beneficiários sociais e 64,6% de casos recorrentes na rua. Na geração de renda, predominam os trabalhos informais (94 relatos, com foco em catagem e reciclagem) frente a sete formais. Relatos de violência física atingiram 49,4%. Já a violência psicológica ou emocional apareceu em 121 registros, enquanto 56 pessoas relataram violência institucional e 24 informaram violência sexual.


A situação de rua não era uma experiência inédita para parte dos entrevistados. O relatório aponta recorrência em 166 registros, ou 64,6% da base. Além disso, 190 pessoas, 73,9%, informaram permanecer sozinhas.


Entre as necessidades apontadas pelos entrevistados estão trabalho e renda, com 110 registros; moradia, com 108; alimentação, com 107; saúde, com 100; documentação, com 91; e tratamento para uso de substâncias, com 77. No grupo em rua, a alimentação aparece como a necessidade mais citada. Entre as pessoas acolhidas, trabalho, renda e moradia ocupam as primeiras posições.


Casas Bahia afirma que negocia e busca alternativas para sua situação financeira

 

                                            Casas Bahia. (Foto: Reprodução)


O Grupo Casas Bahia informou que mantém negociações com diversos agentes do mercado para buscar alternativas para sua situação financeira, mas que, até o momento, não há definição sobre eventual operação de obtenção de recursos, incluindo financiamentos.


A afirmação é uma resposta a questionamento da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) sobre notícia publicada na imprensa sobre negociação de um DIP de até R$ 1 bilhão.


“No entanto, ainda não há quaisquer definições relacionadas a eventual operação dessa natureza, seja de tamanho, prazo ou contraparte, razão pela qual inexiste informação a ser divulgada no atual momento”, afirma.


A empresa relembra que ajuizou, em 16 de agosto de 2026, pedido de recuperação judicial e diz que está avaliando alternativas de renegociação de prazos de pagamento de dívidas e obtenção de recursos adicionais, incluindo mecanismos de transação tributária e a liberação de valores depositados em juízo com o intuito de gerar caixa.


Segundo a companhia, essas alternativas ainda estão em fase de avaliação, sem confirmação de adoção ou prazo para concretização.


O Grupo Casas Bahia acrescenta que a petição do pedido de recuperação judicial, disponibilizada ao mercado nos termos da Resolução da CVM nº 80/22, menciona algumas dessas medidas, incluindo o pedido de levantamento de depósitos trabalhistas.


Segundo a varejista, o alongamento do prazo de pagamento de fornecedores no primeiro trimestre foi indicado nos comentários sobre o ciclo financeiro em seu release de resultados do primeiro trimestre. Já o fluxo de caixa livre de R$ 800 milhões e a redução nos estoques de R$ 1,15 bilhão constam do fluxo de caixa gerencial divulgado no balanço do segundo trimestre.


A empresa lembra que, em seu último balanço, informou que fecharia lojas menos rentáveis (com indicação do número de lojas fechadas), reduziria o Capex e diminuiria seu custo estrutural, por meio do redimensionamento do quadro e das despesas. Por serem medidas recentes, a empresa afirma que ainda não tem a dimensão exata dos custos e economias estimados e, por isso, diz que não há informação a ser divulgada a esse respeito.


A companhia reitera que não há operação de obtenção de recursos financeiros, “seja na modalidade DIP ou não”, contratada ou aprovada até o momento. Também diz que não há qualquer renegociação de prazos e obtenção de recursos definida ou aprovada e que não há quantificação oficial sobre economias, reduções de despesas e Capex.


*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.


Estadão Conteúdo

Eleitor tem até esta quinta-feira para solicitar voto em trânsito


                                            Urna eletrônica. (Foto: Reprodução)


 Os eleitores que estiverem viajando durante o primeiro turno das eleições majoritárias, no dia 4 de outubro, e em eventual segundo turno, no dia 25, poderão solicitar o voto em trânsito para participar do pleito. O pedido deverá ser feito até esta quinta-feira (20).


A relação dos locais onde haverá voto em trânsito no estado do Rio está disponível no site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).


Para quem já tem a biometria cadastrada na Justiça Eleitoral, o serviço pode ser acessado por meio do autoatendimento no site do TRE-RJ. No momento da solicitação online, será necessário fazer validação facial por meio do aplicativo e-título.


O requerimento também pode ser realizado de maneira presencial em qualquer Central de Atendimento ao Eleitor sem agendamento prévio, apenas com a apresentação de documento oficial com foto.


O eleitor que indicar uma cidade do mesmo estado do seu domicílio eleitoral poderá votar para todos os cargos em disputa, ou seja, deputado federal, deputado estadual, dois senadores, governador e presidente da República. Caso a escolha seja para outro estado, o voto em trânsito ficará restrito ao cargo de presidente da República.


A votação em trânsito está restrita à capital e aos municípios com eleitorado igual ou superior a 100 mil eleitores aptos. No estado do Rio de Janeiro, cumprem esse requisito: Duque de Caxias, São Gonçalo, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Campos dos Goytacazes, Belford Roxo, Niterói, Volta Redonda, Petrópolis, Macaé, Magé, Itaboraí, Cabo Frio, Maricá, Angra dos Reis, Nova Friburgo, Barra Mansa, Teresópolis, Mesquita, Nilópolis, Queimados, Araruama, Rio das Ostras, Itaguaí, além da capital. Portanto, o eleitor fluminense poderá votar em todos os cargos apenas se indicar um desses municípios. 


Eventuais dúvidas podem ser tiradas por mensagens para o WhatsApp do TRE-RJ, que funciona 24h por dia, ou pelo Disque TRE-RJ, de segunda a sexta, das 11h às 19h, por meio de ligação normal para telefone fixo. Ambos atendem pelo número (21) 3436-9000. (Agência Brasil)

Polícia identifica três vítimas de venezuelano preso suspeito de importunação sexual

 

                                            Foto: Osvaldo Duarte/Dourados News


O venezuelano de 27 anos, preso nesta quarta-feira (19) após denúncias de abordagens a meninas nas proximidades da Escola Estadual Floriano Viegas Machado, na região do Jardim Ouro Verde, em Dourados, foi autuado em flagrante por importunação sexual após passar por oitivas na DAM (Delegacia de Atendimento à Mulher).


De acordo com as informações apuradas, três vítimas já foram identificadas. As meninas têm entre 13 e 15 anos e relataram abordagens feitas pelo suspeito na região da escola. 


Segundo os relatos, em algumas situações o homem teria mostrado o pênis para as adolescentes. Em um dos casos investigados, ele teria ido além da exposição e passado a mão em uma das vítimas.


Ainda conforme as informações levantadas pela polícia, o suspeito também teria oferecido chocolate para tentar atrair as meninas para perto dele. Já havia denúncias anteriores sobre as abordagens, e a Polícia Militar foi acionada novamente nesta quarta-feira após uma nova ocorrência.


Após ser localizado, o homem foi encaminhado à DAM, onde prestou depoimento e passou pelas oitivas relacionadas ao caso. Ao término dos procedimentos, ele foi autuado em flagrante por importunação sexual.


A investigação continua e a polícia não descarta a existência de outras vítimas. A equipe deve agora aprofundar os relatos já registrados e verificar se outras meninas foram abordadas pelo suspeito de maneira semelhante.

Por Cristina Nunes e Osvaldo Duarte

Dourados News