terça-feira, 12 de maio de 2026

Anvisa intensifica cerco a canetas emagrecedoras do Paraguai e veta marca recém-anunciada

 

                                            Ampolas de tirzepatida, fabricadas no Paraguai, apreendidas pela Polícia Rodoviária Federal em São José do Rio Preto (SP) - Divulgação/PRF

  • Agência barrou a sétima marca de tirzepatida, a mesma substância do Mounjaro

  • Nenhum emagrecedor do país vizinho pode ser importado; Slimex estava em fase de lançamento




A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) tem reagido à expansão do mercado de canetas emagrecedoras provenientes do Paraguai e vetou, na última terça-feira (5), a importação de um produto que estava em fase de lançamento.


O Slimex foi a sétima versão proibida de tirzepatida, que é o mesmo princípio ativo do Mounjaro, da Eli Lilly. Com a medida, nenhum emagrecedor registrado pela Dinavisa, a agência reguladora paraguaia, pode entrar no Brasil.


O veto mais recente se deu na semana em que o Slimex começará a ser vendido nas farmácias, segundo publicações nas redes sociais de lojas do Paraguai e de influenciadores digitais


Autoridades que acompanham a reação da Anvisa dizem que há monitoramento de redes sociais para se antecipar e barrar produtos ainda em lançamento. A agência também decide os vetos a partir das informações que recebe de órgãos que atuam nas fronteiras.


Desde janeiro, as decisões da Anvisa atingiram as marcas Lipoless, Tirzec, Tirzedral, T.G., Lipoland, Gluconex e Slimex.


As medidas tomadas pela Anvisa determinam a apreensão dos produtos, além da proibição da venda, distribuição, importação e uso. Os documentos afirmam que os remédios são fabricados por empresas desconhecidas e que as restrições se aplicam a quaisquer pessoas e empresas e veículos de comunicação que comercializam ou divulgam os emagrecedores.


A venda de medicamento sem registro da Anvisa é proibida, mas há margem para a importação para uso pessoal. No caso do Paraguai, a agência decidiu barrar essa alternativa por causa do aumento da circulação de produtos comprados e revendidos irregularmente.


"Localizamos uma série de produtos importados, até transportados em roda de carro. Então este tipo de situação não é para consumo pessoal", disse o presidente da Anvisa, Leandro Safatle, no fim de abril à Folha.


A atuação da Anvisa mira um mercado paralelo ao dos medicamentos certificados pela agência brasileira, que são conhecidos por marcas como Ozempic (semaglutida, da Novo Nordisk), Mounjaro (tirzepatida, da Eli Lilly) e que tem dois produtos da farmacêutica nacional EMS contendo liraglutida.


A agência também avalia novas regras sobre a venda de emagrecedores de farmácias de manipulação do Brasil. As discussões se dão em meio à explosão do consumo para fins estéticos e a investigações da Polícia Federal sobre farmácias que fabricam em larga escala e sem controle de qualidade adequado.


As chamadas canetas emagrecedoras são medicamentos agonistas de GLP-1, hormônio produzido naturalmente pelo corpo humano que atua no controle dos níveis de glicose no sangue e nos mecanismos de saciedade.


A venda dos produtos no Paraguai é impulsionada por influenciadores digitais brasileiros e por ações de marketing das empresas locais, que têm feito lançamentos luxuosos de novas versões de tirzepatida.


O laboratório paraguaio Catedral apresentou o Tirzedral no fim de março, em evento com show do cantor Zé Felipe e voltado ao público brasileiro —o nome foi "Noite Vermelha". Dias mais tarde a Anvisa vetou a importação da droga.


O Slimex é fabricado pelo laboratório Eticos. Em fevereiro, a mesma empresa anunciou, em cerimônia com personalidades brasileiras, que deseja lançar o ReduFast, contendo retratutida. A substância ainda está em estudo pela Lilly e não tem registro de nenhuma agência sanitária.


As restrições impostas pela Anvisa são criticadas por parte dos consumidores e dos representantes do mundo político, sob argumento de que o tratamento vendido no país vizinho é mais barato.


O deputado Mario Heringer (PDT-MG) apresentou projeto pela quebra de patente dos emagrecedores e defende a compra dos produtos do Paraguai. O deputado Fausto Pinato (União Brasil-SP) protocolou outro texto para derrubar os vetos da agência aos medicamentos do país vizinho.


Mercado irregular

O volume de canetas irregulares em circulação no Brasil é incerto, mas dados oficiais sinalizam alta no consumo. A Receita Federal diz que apreendeu 32,8 mil unidades de emagrecedores em 2025 ante 2.700 no ano anterior.


Nos últimos seis meses ainda foram importados 130 kg de tirzepatida, suficientes para produção de mais de 25 milhões de doses em farmácias de manipulação, segundo a Anvisa.


Em abril, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), fez um alerta nas redes sociais sobre canetas falsas.


A Anvisa e a PF também assinaram acordo prevendo que os produtos apreendidos serão analisados para verificar quais substâncias realmente estão presentes.


"As principais irregularidades que têm sido verificadas no mercado são o contrabando de canetas sem registro no Brasil e a manipulação de produtos em condições inadequadas, inclusive com riscos de contaminação e perda de efeito. Medicamentos irregulares também não têm garantia de composição, pureza, qualidade e conservação", diz a Anvisa.


Mateus Vargas


Mulher morre no HU e Dourados chega a 11 mortes causadas pela Chikungunya

 



A epidemia de Chikungunya em Dourados voltou a fazer mais uma vítima. O Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE) confirmou nesta segunda-feira (11) a morte de uma mulher de 46 anos, que estava internada no Hospital Universitário da UFGD desde o fim de abril após apresentar sintomas da doença.


Com o novo registro, o município chega a 11 mortes provocadas por complicações da Chikungunya desde o início do surto. Do total de vítimas, nove eram indígenas e duas não indígenas. Apesar disso, autoridades de saúde apontam que os números mais recentes indicam desaceleração na curva de transmissão da doença.


Segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde, a chamada “Curva Epidêmica” apresentou forte queda na 19ª semana de monitoramento, sugerindo redução no número de novos casos notificados tanto na Reserva Indígena quanto na área urbana.


A paciente que morreu havia sido internada no dia 26 de abril no HU/UFGD. Em nota, o secretário municipal de Saúde e coordenador do COE, Márcio Figueiredo, lamentou o novo óbito e voltou a pedir apoio da população no combate ao mosquito transmissor.


“É fundamental eliminar qualquer recipiente que acumule água parada, manter os quintais limpos e descartar o lixo corretamente”, destacou.


Mesmo com sinais de enfraquecimento da epidemia, a situação ainda preocupa. Atualmente, 28 pacientes seguem internados com diagnóstico de Chikungunya em hospitais de Dourados. 


A maior concentração está no Hospital Universitário, que atende 18 pacientes. Também há internações no Hospital Regional, Hospital da Vida, Hospital Evangélico Mackenzie, Hospital Unimed e no Hospital Porta da Esperança, da Missão Caiuá.


O município já contabiliza 8.275 notificações da doença. Desse total, 3.374 casos foram confirmados e outros 2.036 seguem em investigação. A taxa de positividade chegou a 54,1%, índice considerado extremamente elevado para padrões epidemiológicos.


Na população indígena, os números seguem alarmantes: são 2.093 casos confirmados e mais de 3,2 mil notificações registradas desde o início da epidemia.


Além das mortes confirmadas, outras três seguem sob investigação da Secretaria Municipal de Saúde. Entre elas estão os casos de uma criança indígena de 12 anos, um idoso de 84 anos com doença arterial coronariana e um homem de 50 anos que morreu na UPA após complicações compatíveis com a doença.

Ex-âncora da Globo, Chico Pinheio revela diagnóstico de câncer

 

                                            Chico Pinheiro, ex-âncora da Globo, revela diagnóstico de câncer (Foto: Globo/Raphael Dias)


O jornalista Chico Pinheiro, 72, revelou que foi diagnosticado com câncer no intestino. O ex-apresentador da TV Globo decidiu falar publicamente sobre o assunto durante conversa com o cantor Zeca Baleiro para o programa “Chico Pinheiro Entrevista”, que será exibido nesta segunda-feira (11).


Durante a entrevista, o jornalista explicou que a doença foi descoberta ainda no início, o que fez os médicos acreditarem em uma recuperação rápida após uma cirurgia robótica. Segundo ele, a previsão inicial era de poucos dias de internação.


“Eu passei um mês e pouco internado, fazendo cirurgia, descobri um câncer no intestino, a princípio relativamente fácil, porque estava bem no começo, e uma cirurgia que era para ser feita em um dia e três dias depois eu ia para casa, por robótica”, afirmou.


Apesar do cenário considerado positivo no começo do tratamento, Chico contou que enfrentou complicações após o procedimento. Ele explicou que desenvolveu uma aderência intestinal e precisou passar por uma nova operação, desta vez mais invasiva, além de permanecer vários dias internado na UTI.


O jornalista também falou sobre o impacto emocional vivido durante a recuperação. Segundo ele, a música “Flor da Pele”, de Zeca Baleiro, se tornou uma companhia constante no período mais delicado da internação. Chico contou que ouvia a canção repetidamente enquanto refletia sobre a vida e observava o sofrimento de outros pacientes no hospital.


“E a coisa mais presente na minha cabeça era você cantando. Ouvi você cantar uma música todo o tempo. Ouvia e chorava. Não era chorar de medo nem de nada, não. Era de perceber as pessoas que, na correria, você não vê, né?”, disse.


O comunicador ainda descreveu como a experiência mudou a percepção dele sobre o papel do paciente durante um tratamento médico. Ele destacou a necessidade de paciência diante das incertezas e do tempo de recuperação.


Chico Pinheiro deixou a TV Globo em 2022, após mais de três décadas na emissora. Ao longo da carreira, se tornou um dos rostos mais conhecidos do telejornalismo brasileiro, com passagens pelo “Bom Dia Brasil”, “SPTV” e “Jornal da Globo”, além de bordões que marcaram o público. (Com CNN)


segunda-feira, 11 de maio de 2026

Óleo diesel cai pela 4ª vez em cinco semanas e acumula recuo de 4,5%

 

                                              Agência Brasil






O preço do óleo diesel no país registrou o quarto recuo em um período de cinco semanas. Nesse intervalo de tempo, o combustível usado majoritariamente por caminhões e ônibus acumula queda de 4,5%. 


No entanto, ainda está 18,9% acima do período pré-guerra no Irã, iniciada em 28 de fevereiro. 


Os dados fazem parte do monitoramento de preços da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), órgão do governo que regula o setor no país.


De acordo com o painel de preços de revenda da agência, na semana de 3 a 9 de maio o litro do diesel S10 teve preço médio de revenda de R$ 7,24.


O preço do diesel é acompanhado com atenção por autoridades e pelo setor produtivo, pois, por ser o principal combustível da frota de caminhões, está diretamente ligado ao valor do frete, que se reflete no custo dos alimentos transportados.


Nas últimas cinco semanas, a ANP identificou uma semana sem variação e quatro com queda no preço médio.


O preço médio do diesel S10 em cada fim de semana de pesquisa:


- 28/03: R$ 7,57

- 04/04: R$ 7,58

- 11/04: R$ 7,58

- 18/04: R$ 7,51

- 25/04: R$ 7,38

- 02/05: R$ 7,28

- 09/05: R$ 7,24


Pré-guerra


Apesar da trajetória recente de queda, o litro do diesel ainda reflete a escalada de preços provocada pelos ataques americanos e israelenses ao Irã. Na semana terminada em 28 de fevereiro, dia do primeiro ataque, o combustível era vendido por R$ 6,09, em média.


Desde então, foram cinco semanas até alcançar o pico de R$ 7,58 na semana terminada em 11 de abril.


Em relação ao diesel S500, a trajetória é semelhante ao S10 nas últimas cinco semanas, saindo de R$ 7,45 o litro para R$ 7,05, regressão de 5,37%. Na comparação com o pré-guerra, o aumento está em 17%.


A diferença entre o S10 e o S500 é o nível de emissão de poluentes. O S500 emite 10 partes por milhão (ppm) de enxofre, 50 vezes mais que o S10.


O S10 é o mais utilizado no país, respondendo por cerca de 70% do consumo nacional, de acordo com a ANP. Os veículos leves e pesados produzidos a partir de 2012 foram preparados para rodar com o S10.


Guerra e preço


A guerra no Irã teve reflexos como ataques a países vizinhos do Irã também produtores de petróleo e o fechamento do Estreito de Ormuz, no sul do Irã, que liga os golfos Pérsico e de Omã. Por lá, passavam antes da guerra cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás natural.


Com a cadeia logística em turbulência, a oferta do óleo cru e seus derivados diminuiu no mundo, levando à escalada dos preços. O barril do Brent, referência internacional de preços, saltou de US$ 70 para mais de US$ 100, atingindo picos ao redor de US$ 120.


O petróleo é uma commodity, isto é, mercadoria negociada a preços internacionais. Isso fez com que o encarecimento fosse sentido também no Brasil, mesmo sendo país produtor.


No caso do diesel, especificamente, o país não é autossuficiente, e precisa importar cerca de 30% do que consome. 


Subvenção


A tendência de queda no preço do diesel nas últimas cinco semanas coincide com o início da subvenção do governo aos produtores e importadores de diesel. A medida é uma das ações para conter a alta de preço.


Desde 1º de abril, o governo passou a oferecer uma espécie de desembolso para produtores e importadores.


Com a subvenção, o diesel produzido no país pode receber até R$ 1,12/litro de subsídio. O importado, até R$ 1,52/litro. Os agentes econômicos só recebem o benefício se repassarem o desconto à cadeia de consumo.


Outra medida para segurar o preço na bomba foi a zeragem das alíquotas do PIS e da Cofins, os dois tributos federais que incidem sobre o óleo.


Motivos


O pesquisador Iago Montalvão, do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Zé Eduardo Dutra (Ineep), explicou à Agência Brasil que as medidas do governo e a atuação da Petrobras estão por trás da trajetória de queda recente do diesel.


Ele avalia que, em um primeiro momento, com o choque de preços provocado pela guerra, houve uma tentativa de as empresas reajustarem seus balanços, aumentando preços para evitar uma perda na sua margem de lucro em função do aumento dos custos, nesse caso, o preço do petróleo.


A própria Petrobras reajustou o diesel em R$ 0,38 duas semanas após o início da guerra. 


No entanto, ele assinala que a forte presença da Petrobras no mercado de derivados possibilitou que a estatal não aumentasse os preços na mesma proporção do choque do petróleo.


“Foi essencial para segurar o repasse dessa alta para os postos e forçar outras refinarias a não aumentarem tanto os preços também”, disse o pesquisador do Ineep, um centro de pesquisas ligado à Federação Única dos Petroleiros (FUP).


De acordo com a ANP, a participação da estatal como fornecedora do diesel combustível de 2023 a 2025 variou de 75,74% a 78,23%.


Outro ponto para o recuo no preço do combustível, acrescenta Montalvão, foram as desonerações de tributos e subvenções.


“Medidas fiscais [relativa a gastos do governo] ajudaram a conter a alta na etapa final, de distribuição e revenda”, constata.


“Essas medidas têm sido muito importantes para [conter] inflação como um todo na economia”, complementa.


Iago Montalvão lembra que o Brent ainda está em patamar “bem elevado” e que não há expectativa de final do conflito.


“Mas os agentes já conseguiram se ajustar a essa nova realidade, por isso os aumentos desaceleraram, e até em alguns casos o preço reduziu”, analisa Montalvão.


Na tarde desta segunda-feira (11), o barril estava sendo negociado na casa de US$ 104.


Agência Brasil

Capital sedia Fórum de Segurança Rodoviária da Rota Bioceânica

 

                                              divulgação



Campo Grande será sede, nos dias 25 e 26 de maio, do 3º Fórum Centro-Oeste de Segurança Rodoviária – Rota Bioceânica, evento que reúne autoridades, especialistas, empresários e representantes internacionais para discutir temas ligados à logística, infraestrutura, segurança viária e sustentabilidade.


A terceira edição conta o apoio da Prefeitura Municipal e terá como foco a Rota de Integração Latino-Americana (RILA), também conhecida como corredor bioceânico, considerada uma das principais conexões logísticas da América do Sul. O evento contará com representantes de Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai e Peru, além de painéis técnicos, tradução simultânea em espanhol, exposição de soluções tecnológicas e espaços voltados ao networking e rodadas de negócios.



Segundo o diretor social do Sindicargas MS e CEO da Segsatra Consultoria, André Luiz Ferreira, o Fórum busca aproximar diferentes setores para discutir soluções e estratégias voltadas ao desenvolvimento regional e à segurança nas rodovias “O objetivo é integrar a iniciativa privada com o poder público, entidades de classes e a sociedade civil para discutir os impactos da Rota Bioceânica na segurança rodoviária, integrar políticas públicas e estratégias internacionais, apresentar tecnologias e boas práticas em gestão de tráfego, promover a cooperação entre forças de segurança e órgãos reguladores e estimular investimentos”


O secretário municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável, Ademar Silva Junior, ressaltou a importância de Campo Grande sediar um debate estratégico para o futuro da região “O corredor bioceânico coloca Campo Grande em uma posição estratégica dentro da integração sul-americana. É uma oportunidade importante para fortalecer a economia, atrair investimentos e discutir o desenvolvimento de forma planejada, com atenção à segurança viária e à sustentabilidade”.


Além da programação técnica, o Fórum também terá caráter social. Toda a renda arrecadada com as inscrições será destinada ao Centro Educativo de Múltiplas Atividades de Trânsito (CEMATRAN), projeto desenvolvido pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública e pela Polícia Militar, voltado à educação para o trânsito de crianças e adolescentes.


O Fórum será realizado no Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo. E as inscrições podem ser realizadas neste link.

Agasalhos, roupa de frio e cobertor; saiba onde doar

 



Com as baixas temperaturas registradas em Campo Grande, a Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (SAS) e o Fundo de Apoio à Comunidade (FAC) fazem um pedido à população para a doação de agasalhos, cobertores e roupas de frio destinadas às pessoas em situação de vulnerabilidade social atendidas pela ação Inverno Acolhedor.


A maior necessidade neste momento é por roupas masculinas adultas, como casacos, calças, meias, toucas e cobertores, que são distribuídas durante os dias de acolhimento à população em situação de rua. O FAC também solicita doações de roupas infantis para serem entregues em abrigos e para instituições que já fizeram as solicitações.


As doações para a ação Inverno Acolhedor podem ser entregues no Parque Ayrton Senna, a partir das 16h, durante os dias de funcionamento da ação. Nos demais dias da semana, os itens podem ser levados até a sede da SAS, na Rua Venâncio Borges do Nascimento, 377, Jardim TV Morena, das 7h30 às 13h30, ou em qualquer outro ponto de arrecadação da Campanha do Agasalho, coordenada pelo FAC.


A presidente do fundo, Adir Diniz, reforçou o pedido de colaboração da população, uma vez que essas doações são frutos da campanha do FAC. “Estamos precisando com urgência de roupas masculinas e também de roupas para crianças. Uma simples doação pode aquecer uma vida neste frio”, destacou.

Preços da soja têm menor abril em seis anos

 

                                              Foto: Pixabay


Apesar da expectativa de recuperação, o mercado ainda encontra dificuldades

Os preços da soja no mercado físico brasileiro atravessam um momento de forte pressão, em um período considerado sensível para a comercialização da safra. Segundo avaliação da Veeries, as cotações registradas em abril são as mais baixas para o mês nos últimos seis anos, ampliando o desafio para produtores que precisam equilibrar fluxo de caixa e compromissos financeiros.



O cenário ganha peso porque uma parcela relevante do custeio agrícola costuma vencer no fim de abril, no chamado “30/04”. Com isso, aumenta a necessidade de venda da produção justamente em um momento de preços enfraquecidos, o que reduz a margem de negociação do produtor e reforça a cautela nas decisões de comercialização.


Apesar da expectativa de recuperação, o mercado ainda encontra dificuldades para sustentar uma reação mais consistente. A disponibilidade elevada de soja no Brasil mantém pressão sobre os preços internos e limita movimentos de alta no curto prazo. Nesse contexto, muitos produtores seguem acompanhando o mercado em busca de oportunidades melhores, mas as ofertas disponíveis continuam distantes dos níveis desejados.


No cenário internacional, o óleo de soja chegou a oferecer algum suporte às cotações. Esse efeito, porém, foi em grande parte neutralizado no Brasil pelo comportamento do câmbio. A valorização do real reduziu a competitividade da soja brasileira e limitou repasses mais firmes das altas externas para o mercado doméstico.


Com a oferta abundante no país influenciando o ritmo de comercialização, a formação de preços passa a depender cada vez mais de fatores externos. Entre eles, a definição da safra americana nos próximos meses tende a ganhar relevância para indicar se haverá espaço para recuperação ou se a pressão continuará predominando no mercado físico brasileiro..