sexta-feira, 20 de março de 2026

Fim da patente do Ozempic e Brasil segue sem alternativa nacional

 

                                             Ozempic: caneta emagrecedora usada no tratamento contra diabetes e obesidade (Foto: Divulgação)


A patente da semaglutida, substância usada em medicamentos como o Ozempic, expira nesta sexta-feira (20). A expectativa era de que versões nacionais mais baratas chegassem às farmácias de imediato, mas isso não aconteceu.


Agora, a previsão é que ao menos uma nova caneta seja aprovada até junho, após análise da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).


A queda da patente abriu caminho para versões mais baratas, mas esse efeito não deve ser imediato. Hoje, há 15 pedidos nacionais em análise, e nenhum foi aprovado até agora.


A exclusividade da semaglutida era da Novo Nordisk há 20 anos. A empresa tentou estender esse prazo por mais 12 anos na Justiça, mas perdeu. Com isso, outras farmacêuticas passaram a investir no desenvolvimento de versões próprias do medicamento.


A chegada dessas alternativas depende de um processo regulatório longo. Segundo especialistas, isso acontece por causa da complexidade da própria substância.


A semaglutida é um peptídeo que fica na fronteira entre o sintético e o biológico, o que exige uma análise técnica mais rigorosa e um conjunto maior de dados para comprovar segurança e eficácia.


Hoje, dois pedidos estão em fase mais avançada: os das farmacêuticas EMS e Ávita Care. A Anvisa informou ao g1 que solicitou esclarecimentos às empresas no início de março, e elas têm até 120 dias para responder.


Se os dados apresentados forem suficientes, os produtos podem ser aprovados. Por isso, a expectativa é que ao menos uma dessas versões chegue às farmácias até junho.


Todo medicamento no Brasil precisa passar pela Anvisa, que analisa estudos de segurança e eficácia antes de autorizar a venda.


No caso da semaglutida, esse processo é mais complexo do que o de remédios comuns. Diferentemente de medicamentos simples, como a dipirona, por exemplo, que têm uma composição química bem definida, a semaglutida é uma molécula mais complexa, que pode ser produzida por diferentes métodos.


Isso impacta diretamente a regulação. O Brasil ainda não tinha uma norma consolidada para esse tipo de medicamento, que não se encaixa nas categorias tradicionais. Por isso, a Anvisa precisa avaliar os pedidos com base em diferentes critérios técnicos e referências internacionais, o que torna a análise mais detalhada — e mais demorada.


Os primeiros pedidos começaram a ser feitos em 2023. Desde então, a agência analisa cada processo individualmente.


Atualmente, o cenário é o seguinte:


dois medicamentos de modelo sintético estão em fase de cumprimento de exigências, e o andamento depende da resposta das empresas;

cinco estão em análise e devem ter uma primeira decisão (que pode ser de mais esclarecimentos) ainda no primeiro semestre deste ano;

outros nove pedidos ainda não tiveram a análise iniciada.


As propostas mais avançadas são das empresas EMS e Ávita Care, que fizeram investimentos bilionários para entrar no mercado.


A EMS, por exemplo, investiu R$ 1,2 bilhão na produção nacional da semaglutida, com a expansão de uma planta em Hortolândia (SP). A empresa afirma que a unidade terá capacidade para produzir até 20 milhões de canetas por ano.


O gerente geral de medicamentos da Anvisa, Raphael Sanches, explica que essas duas empresas estão em fase avançada, mas que foram pedidos mais detalhes para garantir a segurança da população.


“Existem questões de segurança muito delicadas nesses produtos. É por isso que demora. E nós, como a Anvisa, precisamos garantir que nada passe a não ser que cumpra rigorosamente esses critérios”, explica.


O que falta para ter uma versão nacional nas farmácias


As duas canetas em fase final estão na etapa de esclarecimentos, quando a Anvisa solicita informações adicionais sobre os estudos e processos apresentados.


O foco principal é garantir a segurança do medicamento e a qualidade do produto. Entre os pontos questionados estão:


Estudos de imunogenicidade: avaliam se o organismo pode produzir anticorpos contra o medicamento, o que faria com que ele perdesse efeito;

Controle de impurezas: envolve a identificação de resíduos da produção, como solventes e metais, que podem ser tóxicos;


Métodos de análise: as empresas precisam comprovar que conseguem detectar pequenas variações na molécula e identificar qualquer impureza.

As empresas receberam as exigências no início de março e têm até 120 dias para responder — embora possam fazer isso antes. Depois disso, a Anvisa avalia se as respostas são suficientes para a aprovação.


"A Anvisa não é dona total dos prazos. Depende em parte da empresa também, tanto em termos do prazo que a empresa leva para responder quanto em termos da qualidade com a qual ela responde. O quanto isso pode demorar também depende das empresas”, explica Sanches.


E o preço, vai cair?


A queda da patente deve impactar o preço dos medicamentos à base de semaglutida, mas esse efeito não vai ser visto tão rápido. Hoje, uma caneta, dependendo da dose, custa em média R$ 1 mil.


A diminuição dos preços depende da entrada efetiva de concorrentes no mercado — o que ainda não aconteceu no Brasil. Mesmo assim, a tendência é de que, com o aumento da concorrência, os valores sejam pressionados para baixo ao longo do tempo.


“Ainda não temos a definição de preço, mas podemos adiantar que chegaremos de forma competitiva a esse mercado”, disse o vice-presidente da EMS, Marcus Sanchez.


Um dos pontos de entrave na questão do preço é porque, ao contrário de outros remédios, não haverá versões genéricas no mercado. Como a semaglutida é um medicamento biológico, não é possível fazer cópias idênticas da substância. Ter um genérico significaria custar 35% mais barato.


No lugar disso, surgem os chamados biossimilares — versões muito parecidas, mas que exigem testes próprios para comprovar segurança e eficácia. Esses podem ser 20% mais baratos. No entanto, entre os pedidos, há apenas dois dessa linha. Os demais são de medicamentos novos e não têm qualquer desconto.


O fim da exclusividade também não obriga a Novo Nordisk a reduzir o preço do Ozempic. No entanto, especialistas apontam que a empresa pode adotar estratégias comerciais, como descontos e programas de acesso, para se manter competitiva nesse novo cenário.


Versão nacional é esperança de semaglutida no SUS


A possível chegada de versões nacionais da semaglutida também reacende a discussão sobre o uso dessas canetas no SUS (Sistema Único de Saúde).


Hoje, medicamentos dessa classe já são usados na rede pública, mas de forma restrita, em protocolos específicos e para um número limitado de pacientes. Ao mesmo tempo, cresce a mobilização na Justiça de pessoas que pedem que o governo forneça esses tratamentos.


Por enquanto, porém, a incorporação das canetas no SUS não está prevista.


No ano passado, a comissão responsável por avaliar a entrada de novos tratamentos na rede pública rejeitou a inclusão da semaglutida. O principal entrave foi o custo: estimativas apontam que a incorporação poderia gerar um gasto de cerca de R$ 8 bilhões por ano.


O Ministério da Saúde avalia que a queda da patente e a entrada de novos concorrentes podem mudar esse cenário no futuro, ao reduzir os preços. Ainda assim, não há, neste momento, nenhuma definição de que o medicamento será incorporado ao SUS. (Com g1)

Morre Chuck Norris, grande símbolo dos filmes de ação dos anos 1980, aos 86

 

                                             Ator Chuck Norris - Instagram/chucknorris


Chuck Norris, ator célebre por ter estrelado filmes de ação e a série "Walker, o Ranger do Texas", morreu nesta quinta-feira (19), aos 86 anos. A informação foi confirmada pela família do ator.


"Embora desejemos manter as circunstâncias em sigilo, saibam que ele estava cercado por sua família e em paz", escreveram em nota à imprensa. "Ele viveu sua vida com fé, determinação e um compromisso inabalável com as pessoas que amava. Por meio de seu trabalho, disciplina e bondade, ele inspirou milhões de pessoas em todo o mundo e deixou um impacto duradouro na vida de tantas pessoas."


O astro passou por uma internação no Havaí, após uma emergência médica, segundo o portal TMZ. Não se sabe qual foi o motivo da hospitalização do artista, que completou 86 anos no dia 10 de março.


Ele teria sido hospitalizado na ilha de Kauai, e o problema teria se dado de forma repentina, já que o astro apareceu, na última semana, treinando luta, em vídeos nas redes sociais. "Eu não envelheço. Eu subo de nível", afirmou na postagem. "Nada como um pouco de ação em um dia ensolarado para fazer você se sentir jovem."


O ator e lutador marcial faixa-preta, criador do estilo Chun Kuk Do, é um dos maiores astros do cinema americano dos anos 1980, estrela de longas como "Comando Delta" e "Braddock - O Super Comando".


Ao longo da carreira, o artista se notabilizou por usar as suas habilidades de luta para capturar a atenção do público que assistia aos seus filmes.


Na maior parte desses longas, ele salva o dia com movimentos rápidos e chutes certeiros que faziam os oponentes desmoronarem. É isso o que pode ser visto, por exemplo, em "McQuade, o Lobo Solitário", de 1983. Dirigido por Steve Carver, o longa narra a história de um homem, papel de Norris, que luta contra criminosos que roubaram armas do exército e mataram os amigos dele.


Alguns dos filmes que o ator estrelou foram dirigidos por seu irmão, o cineasta Aaron Norris. É o caso de "Perigo Mortal", de 1994, "Unidos Para Vencer", de 1992, e "O Defensor", de 1996.


As décadas de 1970 e 1980 marcam o seu período de maior popularidade, quando estrelou produções que cativavam as plateias, como "Os Bons Se Vestem de Negro", de 1978, "Olho por Olho", de 1981, e "Código do Silêncio", de 1985.


O primeiro papel de destaque do artista foi em "O Voo do Dragão", de 1972. O filme colocou Norris frente a frente com Bruce Lee em uma luta que se tornou clássica. A produção foi decisiva para projetá-lo em Hollywood. No entanto, a partir dos anos 1990, a carreira do astro começou a se mostrar menos fulgurante do que nas duas décadas anteriores.


Por isso, decidiu migrar para a televisão, onde estrelou a série "Walker, o Ranger do Texas", na CBS, inspirada no filme "McQuade, o Lobo Solitário" , que protagonizou alguns anos antes. Na produção, ele dá vida a Cordell Walker, uma justiceiro que combate o crime ao lado do parceiro James Trivette, papel de Clarence Gilyard Jr.


A produção fez tanto sucesso que ficou no ar entre 1993 e 2001. Norris também apareceu nas adaptações para o cinema da série, como "Reunião Mortal", de 1994, e "Julgamento de Fogo", de 2005.


Após sete anos sem atuar em filmes, o artista se juntou a Sylvester Stallone e Jean-Claude Van Damme em "Os Mercenários 2", que foi lançado em 2012. Depois, ele integrou o elenco de "Agente Recon", em 2024, e "Zombie Plane" —filme que deve estrear ainda neste ano.


Nos últimos tempos, Norris apareceu mais em produções que satirizavam os vários memes que os internautas produziram a partir de seus filmes.


Em 2018, a Toyota fez uma campanha de divulgação de uma camionete tendo como base os chamados "Chuck Norris Facts" —piadas que circulam na internet e versam sobre a coragem, virilidade e força do ator americano. A campanha foi intitulada "Tough as Chuck", algo como "Durão como Chuck".


Além disso, o artista vinha chamando a atenção pela defesa do conservadorismo. Em 2012, ele convocou os evangélicos dos Estados Unidos a votarem contra o então presidente Barack Obama. "Nós não podemos mais ficar sentados ou parados assistindo ao nosso país ir para o socialismo ou algo muito pior", disse ele, à época. O artista também apoiou a campanha do presidente americano Donald Trump à Casa Branca, em 2016.

Hugo Souza é convocado para a Seleção Brasileira

 

                                             Divulgação CBF



O goleiro Hugo Souza foi convocado nesta sexta-feira (20) pelo técnico Carlo Ancelotti para os amistosos da próxima Data-Fifa, contra França (26) e Croácia (31), em Boston e Orlando, nos Estados Unidos, respectivamente.


Ele substituirá Alisson, do Liverpool, que se lesionou.


Esses serão os últimos testes da seleção antes da convocação final aos que vão disputar a Copa do Mundo, marcada para 19 de maio. 

“Negociamos com os caminhoneiros”, diz Boulos sobre greve

 

                                            Guilherme Boulos, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República (Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/ABr)



Em assembleia na noite desta quinta-feira (19), as lideranças dos caminhoneiros decidiram não deflagrar uma greve nacional da categoria por conta da alta no preço do litro do diesel.


Os representantes dos caminhoneiros vão avaliar a situação e se reunirão na próxima semana, no dia 26, para determinar se farão ou não uma paralisação em todo o país.


O diesel, combustível usado pelos motoristas de caminhão, sofreu um aumento de mais de 20% nas últimas três semanas como consequência da guerra no Oriente Médio, que provocou a alta no valor do barril de petróleo.


Na próxima semana, no dia 25, as lideranças da categoria vão se reunir com Guilherme Boulos, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, para discutir o tema.


Em participação no Programa Alô Alô Brasil, de José Luiz Datena, na manhã desta sexta (20), Boulos abordou a questão da greve:


“Nós negociamos maneira muito, mas muito insistente e respeitosa com os caminhoneiros do Brasil. Ontem teve assembleia no Porto dos Santos. Nós estamos conversando há dias com esses caminhoneiros, colocando que uma paralisação neste momento não ajudaria a impedir o problema. E por isso eles deram esse voto de confiança”.


Boulos lembra que o presidente Luís Inácio Lula da Silva editou também nesta quinta-feira a MP 1.343/2026, que endurece a fiscalização sobre o pagamento do piso do frete dos caminhoneiros, medida que ajudou a avançar as negociações com a categoria.


Para o ministro, o aumento no preço do diesel acontece por conta da especulação. “Tem especulação de malandro, distribuidora e posto de gasolina malandro, por que não aumentou [o valor do litro do diesel] até aqui. O aumento que a Petrobras teve de reajustar, compensou ao zerar o Pis e Cofins. Ficou no zero a zero”.


Boulos complementa informando que a subida no preço é feita pelas distribuidoras. “Aqui vamos dar nome aos bois: a dona Ipiranga, dona Raíssa, dona Fibra são as três grandes distribuidoras que foram especular em cima da desgraça do povo”.


O governo federal negocia ainda com os governadores para que deixem também de cobrar o ICMS – imposto estadual – para ajudar a segurar o preço do diesel. “Lula zerou o PIS e Cofins sobre o óleo diesel e sobre o petróleo. Eles [os governadores Tarcísio de Freitas, Cláudio Castro e Romeu Zema] se recusam a zerar o ICMS." (Com ABr)

Vereador Clodoilson Pires realiza “Gabinete no Bairro” na Vila Futurista com serviços gratuitos à população

 




A população da Vila Futurista recebe, dia 25 de março, uma importante ação de cidadania promovida pelo vereador Clodoilson Pires. O projeto “Gabinete no Bairro” será realizado na Rua Crispim, nº 488, levando diversos serviços gratuitos diretamente aos moradores da região.


O atendimento acontece das 8h30 às 12h, com o objetivo de aproximar o poder público da comunidade e facilitar o acesso a serviços essenciais.


Durante a ação, a população poderá contar com orientação jurídica, atendimento de assistência social, ouvidoria do bairro, além de serviços oferecidos pela Águas Guariroba. Também haverá atendimento com nutricionista, contribuindo para a promoção da saúde e qualidade de vida dos moradores.


De acordo com o vereador, a iniciativa busca ouvir as demandas da comunidade e oferecer soluções práticas, fortalecendo o vínculo entre a população e o poder legislativo.


A ação é aberta a todos os moradores e não é necessário agendamento prévio.

Mato Grosso do Sul inicia campanha de vacinação contra influenza com Dia D em 28 de março

 



Estado deve receber 80 mil doses, o equivalente a 6,5% da população-alvo estimada em 1,1 milhão de pessoas


O Governo de Mato Grosso do Sul, por intermédio da SES (Secretaria de Estado de Saúde), inicia neste mês a Campanha de Vacinação contra a Influenza 2026 em todos os municípios sul-mato-grossenses. A mobilização segue até 30 de maio, com o Dia “D” marcado para 28 de março.


A estratégia acompanha o calendário nacional do Ministério da Saúde e tem como foco a proteção dos públicos prioritários antes do período de maior circulação do vírus. A estimativa é que Mato Grosso do Sul receba 80 mil doses nesta primeira remessa, o que corresponde a 6,5% da população-alvo, estimada em 1,1 milhão de pessoas.


A vacinação é voltada principalmente para crianças de 6 meses a menores de 6 anos, idosos com 60 anos ou mais, gestantes, puérperas, trabalhadores da saúde, pessoas com comorbidades, professores e demais grupos definidos pelo Programa Nacional de Imunizações.


Para garantir o início simultâneo da campanha, a SES realizou alinhamento prévio com os municípios, organizando a distribuição das doses e as estratégias locais de imunização.


Mobilização e estratégia


A coordenadora estadual de Imunização da SES, Ana Paula Goldfinger, destaca que a campanha é uma das principais ações de prevenção em saúde pública e reforça a importância da adesão logo no início. “A vacinação contra a influenza é fundamental para reduzir complicações, internações e óbitos, especialmente entre os grupos mais vulneráveis. Nosso objetivo é ampliar a cobertura vacinal em todo o Estado e garantir que a população prioritária esteja protegida no momento mais crítico de circulação do vírus”, afirmou.


Como reforço, o Estado também aposta em estratégias extramuros, com uso do Vacimóvel e ações em municípios como Corumbá, Dourados e Ponta Porã, em parceria com as gestões municipais.


No caso dos Vacimóveis, o atendimento será feito no decorrer da campanha, com previsão de que seja iniciado por grupos como os trabalhadores da saúde.


De acordo com o gerente de Imunização da SES, Frederico Moraes, o planejamento antecipado foi essencial para a organização da campanha. “As equipes municipais já estão alinhadas e preparadas para iniciar a vacinação de forma estruturada, garantindo acesso à população desde o início da campanha”, explicou.


No Dia “D”, a SES realizará ação específica voltada a idosos institucionalizados, com vacinação em instituição de longa permanência em Campo Grande. A Secretaria reforça a importância da adesão dos públicos prioritários já nas primeiras etapas da campanha, como forma de reduzir a pressão sobre os serviços de saúde e evitar casos graves da doença.

Outono deve ter calor acima da média e chuvas irregulares

 

                                            Rua de Outono de Curitiba (Foto: Mayara Collere)




O outono de 2026 começa às 11h45 desta sexta-feira (20) e deve ser marcado por temperaturas acima da média em grande parte do país e por um regime de chuvas mais irregular.


A estação se estende até 21 de junho e, segundo meteorologistas, terá chuva persistindo por mais tempo do que o habitual e demora na chegada do frio mais intenso.


Por outro lado, a transição entre o verão e o inverno deve manter algumas características típicas da estação, como redução gradual das chuvas no interior do Brasil e aumento da amplitude térmica ao longo dos meses.


Ainda assim, neste ano, o calor tende a predominar por mais tempo, enquanto episódios de frio mais forte devem ficar concentrados entre o fim de maio e junho.


De acordo com a Climatempo, o outono será, em média, menos frio do que o esperado, com predominância de temperaturas acima da média na maior parte do país.


Somente na segunda metade da estação é que alguns eventos pontuais de frio estão previstos. Há inclusive previsão de geadas no Sul, no sul de Mato Grosso do Sul e em áreas de São Paulo entre maio e junho.


"A previsão geral para o outono indica uma estação dentro da normalidade, tanto em relação às temperaturas quanto aos volumes de chuva. Ou seja, de forma geral, as condições devem ficar próximas do padrão esperado para essa época do ano", diz César Soares, meteorologista da Climatempo.


"No entanto, há uma tendência gradual de desenvolvimento do fenômeno El Niño, o que pode favorecer alguns períodos de calor ao longo da estação. Por causa disso, ondas de calor ainda podem ocorrer em determinados momentos do outono", complementa


Previsão para os meses do outono

Além da tendência geral para a estação, os meteorologistas da Climatempo detalham como o tempo deve ficar em cada mês do outono.


Confira abaixo a previsão para o período:


Abril

Temperaturas acima da média em boa parte do país, principalmente no Centro-Oeste e no Nordeste.

Chuva ainda frequente no Sudeste e no Centro-Oeste, mantendo a umidade elevada.

Volumes acima da média no Sul, com destaque para o Rio Grande do Sul.

No Norte, a chuva começa a diminuir em algumas áreas, mas ainda ocorre com regularidade.


Maio

Calor ainda predominante, especialmente no Sudeste e no Centro-Oeste.

Redução gradual das chuvas no interior do país, com aumento de períodos secos.

Primeiras entradas mais significativas de ar frio no fim do mês.

Chuva mais frequente no litoral do Nordeste.


Junho

Temperaturas seguem acima da média, mas com episódios mais frequentes de frio.

Maior ocorrência de frentes frias, principalmente no Sul e no Sudeste.

Tempo mais seco predomina em grande parte do país.

Condições para geada no Sul e em áreas do Centro-Sul.


No cenário geral para a estação, o Sul deve concentrar volumes de chuva acima da média, enquanto o Sudeste e o Centro-Oeste terão precipitações próximas do normal, com redução ao longo da estação.


No Nordeste, a tendência é de mais chuva na faixa leste, e no Norte, de volumes abaixo da média na maior parte da região.


Ainda de acordo com os mais recentes modelos meteorológicos, o comportamento do clima será bastante influenciado por mudanças no Pacífico.


Isso porque o outono começa com um El Niño costeiro, que deve ajudar a manter a umidade e prolongar as chuvas em parte do país.


Ao longo da estação, há previsão de formação de um El Niño clássico, que tende a reforçar o calor e tornar a chuva mais irregular.


Em resumo, o outono de 2026 deve ser marcado por calor persistente, chuva que demora a diminuir e um frio que só ganha força mais perto do inverno. (Com g1)