Em montagem, Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos - Danilo Verpa - 23.jun.26, Sergio Lima - 22.jun.26, Eduardo Knapp - 26.jul.26, Luis Nova - 27.jul.26, Bruno Santos - 1.ago.26/Folhapress, AFP, Folhapress, Reuters, Folhapress- Presidenciáveis escolheram lugares que representam trajetórias políticas
- Justiça Eleitoral estabeleceu início oficial das campanhas no domingo (16)
O calendário da Justiça Eleitoral tem um marco no próximo domingo (16): o início oficial das campanhas eleitorais de 2026. A partir dessa data, os candidatos estão autorizados a organizar comícios e passeatas, a impulsionar postagens na internet e a pedir votos explicitamente.
Os principais candidatos à Presidência da República escolheram neste ano locais que marcaram o início de suas trajetórias políticas ou pessoais. Os roteiros incluem universidades, cidades do interior e discursos em estádios de futebol. Veja o que cada um planeja.
Onde serã os atos?
Lula (PT)
Flávio Bolsonaro (PL)
Ronaldo Caiado (PSD)
Romeu Zema (Novo)
Renan Santos (Missão)
Lula (PT)
A corrida pela reeleição começará oficialmente em um dos lugares pelos quais o ex-sindicalista ficou conhecido: o Estádio Municipal 1º de Maio, na Vila Euclides, em São Bernardo do Campo (SP).
O centro esportivo foi um dos principais palcos das greves do ABC paulista em 1979. Os protestos reuniram centenas de milhares de pessoas e projetaram Lula como quadro político nacional. A movimentação também culminou com a prisão do atual presidente na ditadura militar (1964-1985).
O petista escolheu o Primeirão, nome popular do estádio, como o lugar do primeiro comício oficial, no domingo (16).
A av. Atlântica, que margeia a praia, recebeu, por exemplo, uma manifestação em 7 de setembro de 2022. O ato reuniu expedientes comuns ao bolsonarismo e misturou as comemorações pelo bicentenário da independência do Brasil com a campanha de Jair Bolsonaro à reeleição.
O ex-presidente sobrevoou a manifestação de helicóptero e discursou com ataques ao STF (Supremo Tribunal Federal).
Ronaldo Caiado (PSD)
O ex-governador de Goiás e candidato pelo PSD escolheu seu estado de origem para dar início à campanha e será o único dos principais presidenciáveis a não organizar manifestações na região Sudeste neste domingo (16).
Caiado deve organizar uma carreata entre os municípios de Águas Lindas de Goiás, Santo Antônio do Descoberto, Novo Gama, Valparaíso, Cidade Ocidental, que fazem divisa com o DF, e Luziânia.Todas as cidades fazem parte da Ride (Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno).
Além de governador, o candidato do PSD já representou Goiás na Câmara dos Deputados e no Senado. A região teve um crescimento populacional expressivo nas últimas décadas.
Romeu Zema (Novo)
Mineiro de Araxá (MG), o candidato do Novo e ex-governador de Minas Gerais escolheu uma cidade no norte do estado para o primeiro comício oficial: Montes Claros.
Segundo maior colégio eleitoral do país, o estado costuma espelhar o resultado das eleições nacionais. Com exceção de Getúlio Vargas, em 1950, os presidentes eleitos foram os candidatos mais votados em Minas.
O norte mineiro tende a ser um reduto da esquerda. Na eleição de 2018, Fernando Haddad (PT) venceu a disputa na região, mas não foi o mais votado entre o eleitorado do estado todo.
Segundo sua assessoria, Zema tem "muito carinho" pela região, que teria sido beneficiada durante sua gestão com a construção do Contorno de Montes Claros, um anel viário municipal.
Renan Santos (Missão)
O candidato do Missão, partido vinculado ao MBL (Movimento Brasil Livre), escolheu o Largo São Francisco, no centro de São Paulo, para seu primeiro comício oficial. Renan pretende fazer uma apresentação musical com gaita e violão, "inspirada no estilo consagrado por Bob Dylan".
O largo abriga a Faculdade de Direito da USP (Universidade de São Paulo), onde Renan estudou sem se graduar. O Centro Acadêmico 11 de Agosto e a UNE (União Nacional dos Estudantes) criticaram a escolha.
Também um movimento de juventude, o MBL se notabiliza por ir a universidade públicas durante eventos e questionar estudantes sobre seus posicionamentos. As visitas são usadas na produção de conteúdos e, frequentemente, acabam em confusão.