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A Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros (Garras) prendeu preventivamente, na manhã de sexta-feira (1º), um homem de 29 anos, identificado pelas iniciais L.S.Q., suspeito de envolvimento em um esquema de fraude eletrônica que causou prejuízo superior a R$ 280 mil a uma empresa do ramo da construção civil.
De acordo com informações policiais, as investigações começaram após o registro de ocorrência feito pela própria empresa, que identificou inconsistências financeiras durante uma auditoria interna. Segundo apurado, valores considerados expressivos, que teriam sido quitados por parceiros comerciais, não foram creditados nas contas oficiais da empresa, levantando suspeitas de irregularidades.
No decorrer das diligências, a polícia constatou que o investigado ocupava uma função estratégica, com acesso a dados financeiros e bancários da empresa, e teria utilizado essa posição para aplicar o golpe. Ele é suspeito de usar documentos falsificados para abrir contas bancárias em nome da empresa vítima e emitir boletos fraudulentos, induzindo terceiros a realizarem pagamentos indevidos.
As apurações também indicaram a existência de um esquema estruturado, com rápida movimentação e pulverização dos valores desviados para contas pessoais e de empresas ligadas ao suspeito, numa tentativa de dificultar o rastreamento dos recursos.
Além disso, foram identificados indícios de ocultação patrimonial, incluindo o uso de empresas sem atividade operacional e movimentações incompatíveis com a renda declarada, bem como tentativa de desfazimento de bens.
Como parte das medidas cautelares, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias do investigado e a apreensão de um veículo de luxo da marca Mercedes-Benz, avaliado em aproximadamente R$ 175 mil.
A prisão ocorreu por volta das 9h, no bairro Cruzeiro, na Capital, enquanto o suspeito tomava café da manhã em uma padaria. Ele foi detido momentos antes de iniciar viagem com destino ao município de Rondonópolis.
As investigações seguem em andamento para identificar possíveis outros envolvidos no esquema criminoso.
Por Jessica Beatriz, com informações PCMS






