quinta-feira, 16 de julho de 2026

Supermercados estreiam na venda de medicamentos e acirram briga com farmácias

                                              Rafaela Araújo/Folhapress


  • Assaí prevê inaugurar 25 unidades dentro das lojas este ano e vai tentar vender mais barato que drogarias
  • Indústria e marketplace também querem vender direto ao consumidor, em especial canetas emagrecedoras



Aplicação de injeção, furação de orelha, medição de pressão, testes de glicemia, Covid e gripe. Estes serviços, assim como a venda de dermocosméticos, medicamentos sem prescrição e os regulados, como as canetas emagrecedoras, começam a ser oferecidos a partir desta quinta-feira (16) no Assaí Anhanguera, zona oeste de São Paulo. A inauguração do Assaí Farma marca a entrada do varejo alimentar na venda de medicamentos, desde que foi aprovada, em março, a lei 15.357/2026.


A legislação veio com restrições: é preciso que a farmácia esteja em um espaço segregado do resto do supermercado, com a presença de um farmacêutico responsável durante todo o período em que estiver aberta. No Assaí Farma, muro e prateleiras de vidro, além de antenas antifurto, separam a loja do restante do atacarejo.


A primeira das 25 farmácias da rede, previstas para serem inauguradas neste ano no estado de São Paulo, tem caixa próprio e ocupa 100 m² logo na entrada do Assaí Anhanguera. A loja tem 12 mil itens (SKUs), contra 10 mil do atacarejo.


Vagner Moraes, diretor de farmácias do Assaí, acredita que o consumidor vai incluir a ida à farmácia do atacarejo durante as compras de alimentos, com a possibilidade de fazer a aquisição on-line no aplicativo e a retirada na loja.


"Pesquisa realizada no ano passado apontou que 78% dos nossos consumidores estariam dispostos a comprar em farmácias instaladas dentro dos pontos de venda", diz Moraes. O Assaí recebe cerca de 40 milhões de consumidores por mês em seus 313 atacarejos.


Moraes é cauteloso em relação à promessa do varejo alimentar de vender mais barato que as farmácias tradicionais. Como o Assaí Farma ainda está em fase inicial, não realizou compras em volume suficiente para garantir preços menores.


Para ganhar força na negociação com a indústria farmacêutica, o Assaí preparou um evento de inauguração nesta quarta (15) voltado a parceiros e rivais do varejo alimentar para discutir o modelo de farmácias dentro dos supermercados e unir forças para obter condições mais vantajosas com fabricantes.


Os supermercados estão interessados em um mercado que movimentou R$ 227 bilhões no país em 2025, alta de 12% no ano passado, fazendo do Brasil o 8º maior mercado no ranking mundial, segundo o Sindusfarma (Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos).


Quem está puxando as vendas do setor são as canetas emagrecedoras, cuja demanda aumentou 42% em volume em 2025, para 8,7 milhões de unidades, segundo a consultoria Iqvia, que audita a venda de medicamentos.


O presidente-executivo do Sindusfarma, Nelson Mussolini, também não aposta em uma guinada nas vendas de medicamentos. "A legislação impôs limites à operação, o que para nós é favorável, não queríamos venda de canetas para emagrecer junto com salgadinhos", diz.


Para a gaúcha Panvel, quinta maior rede do varejo farmacêutico do país, os supermercados não ameaçam a venda das farmácias. "Eles já tentaram antes, com as farmácias nas galerias, e redes como o Walmart e o Pão de Açúcar saíram do negócio. Quem ficou, reduziu a rede pela metade", diz Júlio Mottin Neto, CEO da Panvel.


Edson Tamascia, presidente da Farmarcas —que gerencia uma rede de 1.700 farmácias e drogarias por meio do modelo de associativismo— se mostra igualmente cético. "A legislação foi muito boa para nós", diz. "O varejo alimentar brasileiro queria vender medicamento sem prescrição nas gôndolas, como nos Estados Unidos." Para ele, a dinâmica de venda e consumo de medicamentos é complexa e diferente da de alimentos. "São jornadas distintas", afirma.


A aposta da Abras (Associação Brasileira de Supermercados) é outra. "A média de visita do consumidor ao varejo alimentar é de sete vezes por mês —contra 1,5 vez às farmácias", afirma João Carlos Galassi, presidente da entidade. Segundo ele, mais concorrentes no varejo alimentar pode ajudar os consumidores. "As 29 grandes redes de farmácia detêm 60% das vendas do setor. Em supermercados, são necessárias mais de 1.000 empresas para chegar a este percentual", diz. "Mais competição indica preço melhor."


INDÚSTRIA TENTOU VENDA DIRETA E FOI BARRADA

Mais gente está de olho na venda de medicamentos, o que deve acirrar a disputa pelos compradores. Os marketplaces e a própria indústria querem vender diretamente ao consumidor final.


A norueguesa Novo Nordisk, dona do Ozempic, Wegovy e Rybelsus, para controle de diabetes e obesidade, fechou uma parceria com a AS Medicamentos para a venda direta. Lançada neste mês, a operação durou uma semana e foi temporariamente suspensa.


Segundo apurou a Folha, o encerramento se deu por pressão das grandes varejistas farmacêuticas, que ameaçaram parar de vender os produtos. A pressão chega em um momento em que a patente do Ozempic no país caiu em março.


Procurada, a Novo Nordisk disse em nota que a suspensão visa "incorporar os aprendizados obtidos durante a fase piloto", para criar "um modelo mais integrado ao setor de varejo farmacêutico, um parceiro estratégico da companhia".


Já a Abrafarma (Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias), que reúne as 29 grandes redes de varejo farmacêutico do país, responsáveis por um faturamento de R$ 118,5 bilhões no ano passado, disse desconhecer essa pressão, mas criticou a iniciativa da fabricante por não seguir as normas da Anvisa.


No México, a Novo Nordisk deu início à venda de medicamentos pelo Mercado Livre. No Brasil, por conta da legislação, o marketplace comprou uma farmácia no Jabaquara, bairro da zona sul de São Paulo, em setembro do ano passado. Em 31 de março, anunciou o lançamento de um projeto-piloto para vender medicamentos sem prescrição.


Procurado para comentar a experiência, o Mercado Livre não concedeu entrevista.


Daniele Madureira

Folha de São Paulo

Senadora Tereza Cristina anuncia acordo para renegociação da dívida rural

 


"A grande maioria estará incluída nessa renegociação que é tão importante para esse setor, que é a locomotiva do Brasil", destacou.


Após reunião com lideranças políticas e o Ministério da Fazenda na residência oficial da Câmara dos Deputados, foi anunciada nesta quarta-feira, 15/07, a edição de uma Medida Provisória (MP) que permite a renegociação das dívidas rurais. A senadora Tereza Cristina (PP-MS), que articulou no Senado a busca de soluções para o endividamento do setor, participou do acordo que resultou na divulgação da MP.


“Hoje é um dia importante para a agricultura brasileira e quero aqui agradecer ao ministro Dario (Durigan, da Fazenda), que teve a compreensão de trabalhar para avançar nas propostas e pudéssemos fechar esse acordo hoje que beneficia a grande maioria dos produtores rurais”, avaliou Tereza Cristina. “Acordos são sempre coisas que alguém tem que ceder de algum lado”, acrescentou.


“A grande maioria estará incluída nessa renegociação que é tão importante para esse setor, que é a locomotiva do Brasil”, reforçou. “Quero também agradecer ao presidente (da Câmara) Hugo Mota, que fez questão de voltar à mesa com esse tema, para que nós pudéssemos participar hoje deste acordo através de uma medida provisória”, informou Tereza Cristina.


A senadora lembrou que o desejo dos produtores rurais, sobretudo os do Rio Grande do Sul, era que o PL 5122/23, mais amplo, aprovado no Senado, pudesse ter sido votado na Câmara. “Mas a medida provisória resolve o problema imediato. Ccom o Plano Safra já está vigente, muita gente não conseguiria, sem renegociar sua dívida bancária, ter acesso a novos financiamentos para plantar a nova safra, já agora em setembro”, lembrou.


Segundo a senadora, com a implementação rápida da medida provisória, os bancos poderão rodar os programas e os produtores rurais acessarem logo a renegociação da dívida e também as linhas do Plano Safra. “Foi o acordo possível e avançamos inclusive no refinanciamento das CPRs (Cédula de Produto Rural). AS CPRs são o principal título de crédito do agronegócio e funciona como uma promessa de entrega futura de um produto, em troca de recursos antecipados. Hoje, 50% das dívidas do setor estão concentradas em CPRs.


“Isso vai ajudar a cadeia produtiva do agro como um todo”, avaliou Tereza Cristina. Ela destacou ainda que o Fundo Garantidor do Agro, proposta de sua autoria, constará da MP. “Ele está na medida provisória e precisa ser implementado. Tenho certeza de que, em breve, já em agosto, logo depois do nosso recesso, nós teremos aí algumas medidas de implementação, já com a condução do Ministério da Fazenda, que também retornou com a possibilidade de usos de outros fundos para refinanciar o agronegócio”, concluiu a senadora.


FPA

Em nota oficial, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) considerou que “o entendimento possível representa uma resposta à urgência enfrentada por milhares de produtores que precisam reorganizar suas dívidas, recuperar acesso ao crédito e retomar a produção”.


A FPA afirmou ainda que a bancada sempre priorizou as demandas dos produtores rurais em todas as negociações, desde a tramitação do PL 5.122/2023 até a minuta de Medida Provisória apresentada pelo governo. E que seguirá acompanhando a implementação da MP.


“A prioridade é assegurar que produtores afetados por perdas sucessivas, eventos climáticos, queda de renda e aumento dos custos tenham acesso ao crédito mais barato para reorganizar a produção. Assim, poderá acessar o Plano Safra 26/27 e continuar a garantir a segurança alimentar dos brasileiros.”, finalizou a Frente.

Brasil enfrenta os Estados Unidos pela VNL masculina nesta quinta

 

                                                     Brasil e Eslovênia - Liga das Nações masculina de Vôlei (Foto: FIVB) 



O Brasil tem um grande desafio pela frente na Liga das Nações masculina de vôlei. A seleção iniciou a terceira e decisiva semana da fase preliminar em Chicago, nos Estados Unidos, com uma vitória importante contra a França.


Dessa vez, a equipe comandada por Bernardinho vai encarar os donos da casa e vice-líderes da tabela nessa quinta-feira (16), às 22h (de Brasília). A partida diante dos americanos terá transmissão ao vivo do sportv2 e cobertura em tempo real do ge.


Depois de estrear invicto na primeira semana da Liga das Nações jogando em casa, em Brasília, o Brasil caiu para a 8ª posição na tabela nas últimas etapas.


No momento, a seleção busca uma vaga dentro da zona de classificação para a fase final da VNL, precisando fazer as contas nesses últimos quatro jogos da preliminar. A equipe venceu a França na última quarta-feira e agora vai encarar os Estados Unidos, que estão na segunda colocação e jogam em casa.


Nessa primeira fase da Liga das Nações, cada um dos 18 times disputa 12 jogos no total. Os oito melhores vão às quartas de final, que são realizadas na China. Por ser o país sede, a seleção asiática já tem uma das vagas garantida. Depois dos americanos, o Brasil ainda encara Polônia e China em Chicago. (Com ge - Chicago)

Quadrilha que furtou três Hilux é desmantelada no interior de MS

 

                                             Reginaldo foi preso na rodoviária da Capital. (Foto: Leandro Holsbach)




Uma operação conjunta das forças de segurança desarticulou parte da quadrilha responsável pelo furto de três caminhonetes Toyota Hilux em poucas horas, em Dourados.


De acordo com o portal de notícias Dourados Informa, dois suspeitos foram presos, entre eles o músico douradense Rodrigo Leonardo da Silva Dias, de 34 anos, enquanto outros três integrantes do grupo seguem foragidos após cruzarem a fronteira com o Paraguai.


As prisões são resultado de uma ação integrada entre a PRF (Polícia Rodoviária Federal), a Defron (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira) e o SIG (Setor de Investigações Gerais), que identificaram a atuação da organização criminosa logo após a sequência de furtos registrada na madrugada de terça-feira (15).


O outro preso foi identificado como Reginaldo da Silva Barbosa, de 42 anos, natural de Minas Gerais. Segundo as investigações, ele seria o responsável por abrir e ligar as caminhonetes utilizando uma vulnerabilidade no sistema de segurança de modelos fabricados entre 2016 e 2026.


As três Hilux foram levadas enquanto estavam estacionadas em frente às residências dos proprietários. Os alvos foram uma caminhonete branca, ano 2022, furtada no Jardim Caramuru; uma cinza, ano 2021, levada na região central; e uma vermelha, ano 2016/2017, furtada na Vila Planalto. Imagens de câmeras de segurança registraram um dos criminosos abrindo um dos veículos em menos de três minutos.


De acordo com a polícia, após a invasão dos veículos, as caminhonetes eram entregues a outros integrantes da organização, encarregados de transportá-las até o Paraguai, onde o rastro dos automóveis era perdido.


As investigações apontam ainda que Rodrigo Leonardo da Silva Dias dava apoio logístico ao grupo. Conforme o setor de inteligência da PRF, o músico utilizava um veículo Chevrolet Corsa Hatch azul para auxiliar a ação criminosa, o que levou à sua localização e prisão no bairro BNH 4º Plano, em Dourados.


A polícia continua as buscas pelos três suspeitos que conseguiram fugir e trabalha para recuperar as caminhonetes furtadas e identificar outros possíveis integrantes da organização criminosa.


Músico


O cerco aos suspeitos continuou após a identificação de que Reginaldo havia deixado Dourados com destino a Campo Grande. A informação levantada pelos investigadores indicava que ele pretendia embarcar em um ônibus para Esmeraldas (MG), cidade onde mora.


Com o apoio da Defurv (Delegacia Especializada de Furtos e Roubos de Veículos), o suspeito foi localizado nas proximidades da rodoviária da Capital e preso antes de deixar o Estado.


Durante a abordagem, os policiais apreenderam um equipamento eletrônico utilizado para destravar o sistema e dar partida nas caminhonetes. Após a prisão, Reginaldo foi encaminhado para Dourados, onde permanecerá à disposição da Justiça.


As investigações também revelaram que Rodrigo Leonardo da Silva Dias teria sido aliciado por um familiar que atualmente cumpre pena na PED (Penitenciária Estadual de Dourados). Conforme a polícia, o músico atuava no suporte logístico da quadrilha durante a execução dos furtos.


Segundo a apuração, as caminhonetes furtadas, avaliadas entre R$ 160 mil e R$ 260 mil no mercado brasileiro, eram levadas para o Paraguai, onde cada veículo era negociado por cerca de R$ 35 mil, o que reforça a suspeita de atuação de uma organização especializada no furto e receptação de veículos na região de fronteira.

Criança de dois anos morre afogada em piscina

 

                                            Foto: Alfredo Neto



Uma criança de dois anos morreu afogada na noite de quarta-feira (15/7), no município de Três Lagoas, na região Leste do Estado. Ela acabou caindo na piscina da casa onde morava, no Jardim São Jorge, por volta de 19h.


A menina estava em casa com a mãe e a irmã de 11 anos, quando a mulher pediu que a filha mais velha cuidasse da caçula enquanto ela ia ao banheiro.


Ao ouvir os cachorros latindo, pediu que ela verificasse o que estava acontecendo. A irmã encontrou a criança dentro da piscina.


A mãe acionou o Corpo de Bombeiros, que iniciou as manobras de reanimação com apoio da unidade de suporte avançado do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).


Segundo o Campo Grande News, as equipes tentaram reanimar a menina durante aproximadamente uma hora, mas ela não resistiu.


A morte foi confirmada ainda no local.


O pai da criança foi até a residência após o ocorrido. A Polícia Militar, a Polícia Civil e a perícia também estiveram no imóvel para apurar as circunstâncias do afogamento.

Brasil diz que não há justificativas para tarifas impostas pelos EUA

 



O governo brasileiro divulgou nota repudiando a decisão dos Estados Unidos (EUA), anunciada nesta quarta-feira (15), de impor tarifas de 25% sobre produtos vindos do Brasil. A medida estadunidense passa a valer a partir do próximo dia 22, com base em investigações feitas por Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR).


A nota, assinada pela Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República, destaca que o Brasil não reconhece a legitimidade dessas investigações, que não teriam amparo nas regras multilaterais de comércio. E acrescenta que não há justificativa para medidas unilaterais dos Estados Unidos contra o Brasil.


“O dia 15 de julho de 2026 passará para a história das relações entre Brasil e EUA como um marco lastimável”.


A nota diz ainda que a Lei de Reciprocidade brasileira será acionada "imediatamente", além de instrumentos para solução de conflitos no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC).


"O Brasil iniciará imediatamente os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional, e retomará o tema no âmbito do mecanismo de solução de controvérsias da OMC”.


Alegações


A investigação iniciada há um ano pelo USTR concluiu que certas práticas brasileiras são descabidas e oneram ou restringem o comércio de agricultores, trabalhadores, inovadores e exportadores estadunidenses.


Entre as medidas citadas pelo USTR estão “práticas de comércio digital e serviços de pagamento eletrônico; tarifas preferenciais injustas; interferência anticorrupção; proteção da propriedade intelectual; acesso ao mercado de etanol; e desmatamento ilegal”.


Em sua defesa, no entanto, o governo brasileiro diz que as alegações contra o Pix e a regulação de plataformas digitais são descabidas.


“Bem como são absurdas as acusações sobre desmatamento. O Pix é um patrimônio do nosso povo e referência internacional de infraestrutura pública digital. No Brasil, não vamos abdicar de proteger nossas famílias e nossas crianças contra a ganância de um punhado de tecno-oligarcas”, informa a nota.


Além disso, segue a nota, “a liberdade de expressão não é carta branca para a criminalidade. O mundo inteiro sabe que, a partir de 2023, combatemos de forma incisiva os ilícitos ambientais e reduzimos drasticamente o desmatamento em todos os biomas brasileiros”.


De acordo com a nota do governo brasileiro, nas audiências públicas promovidas pelo USTR na semana passada, houve 78 intervenções de representantes do setor privado dos dois países, das quais 63 foram contrárias ao tarifaço estadunidense.


“Segundo estatísticas do próprio governo norte-americano, os EUA acumularam nos últimos 15 anos US$ 424,5 bilhões em superávit de bens e serviços com o Brasil. Em 2025, 76% das importações originárias dos EUA entraram no país sem pagar imposto de importação, e a alíquota média efetivamente aplicada sobre produtos norte-americanos foi de apenas 3,1%”, diz a nota da Presidência.


A nota conclui informando que o Brasil continuará adotando medidas para reduzir os danos causados à economia do país e aos brasileiros e que seguirá buscando diversificar parceiros comerciais para abrir novos mercados para os produtos brasileiros.


“Por meio do Plano Brasil Soberano, manteremos medidas de proteção aos setores afetados por tarifas ilegais e arbitrariamente impostas pelo governo dos EUA, preservando empregos e a capacidade produtiva nacional”.

Balanço: Primeiro semestre na ALEMS finaliza com 74 sessões e 138 projetos apresentados

 

                                               Foto: Wagner Guimarães



Com o encerramento do semestre na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), a Mesa Diretora divulgou nesta quarta-feira (15) o balanço oficial do trabalho parlamentar no primeiro período de 2026. Foram 74 sessões plenárias realizadas e 166 votações registradas.


Ao total, 138 projetos foram apresentados, sendo 95 aprovados e 26 rejeitados ou retirados pelo autor(a). Dos apresentados, 100 foram Projetos de Lei (68 aprovados), 29 Projetos de Resolução (22 aprovados), 9 Projetos de Decreto Legislativo (5 aprovados) e 1 Projeto de Lei Complementar.


Além das votações, os parlamentares ainda apresentaram 1.910 indicações, moções, requerimentos e emendas e participaram de 11 audiências públicas, 5 seminários, 10 visitas institucionais e 4 visitas oficiais.


Foram expedidos pela Mesa Diretora 2.758 ofícios via 1ª Secretaria e 656 via Presidência, bem como a publicação de 108 Diários Oficiais do Legislativo. Os dados foram disponibilizados pela Secretaria de Assuntos Legislativos e Jurídicos da ALEMS.


De acordo com o Regimento Interno, a Assembleia Legislativa encerra o período em 17 de julho e retorna as atividades em 1º de agosto, ou no dia útil subsequente. A Mesa Diretora informou que tanto a parte administrativa, quanto os gabinetes poderão trabalhar em sistema de plantão nesse período de recesso parlamentar. A próxima sessão plenária foi convocada para 4 de agosto.