domingo, 12 de julho de 2026

BR-262 Colisão frontal entre carro e carreta termina com morte de dentista

 

                                             Campo Grande News




O dentista Jorge Buissa, 70, morreu após colidir o veículo que conduzia, contra uma carreta. O caso ocorreu na BR-262, município de Água Clara, na sexta-feira (10/7), e o óbito registrado horas depois, no sábado (11/7).


Segundo a ocorrência, o acidente fatal foi no trecho em que a rodovia cruza o perímetro urbano de Água Clara, no sentido a Ribas do Rio Pardo.


O dentista conduzia um Honda Civic, que colidiu na lateral traseira da carreta e ficou preso às ferragens, de acoro com o Campo Grande News.


A vítima foi levada para o Hospital de Água Clara, mas diante da gravidade, teve que ser transferido com vaga zero para a Santa Casa de Campo Grande, onde faleceu neste sábado.

Homem apontado como integrante de facção morre em confronto com a PM em MS

 

                                              Reprodução/ Redes Socias

Um homem apontado pela Polícia Militar como integrante de uma facção criminosa morreu na noite deste sábado (11) em Três Lagoas, após entrar em confronto com equipes da Força Tática e do Grupo Especial Tático de Motos (GETAM), do 2º Batalhão da Polícia Militar (2º BPM).


A troca de tiros ocorreu no Condomínio Gilson Teixeira, no conjunto habitacional Orestinho, durante uma ação policial na região.


O suspeito foi identificado como Caique Vinícius Soares de Souza, de 31 anos. Conforme informações apuradas, as equipes realizavam diligências quando localizaram o investigado. Durante a abordagem, houve confronto armado e o suspeito acabou sendo atingido por disparos.


Após a situação ser controlada, os policiais desarmaram Caique e prestaram socorro imediato, encaminhando-o ao Hospital Nossa Senhora Auxiliadora. Apesar do atendimento médico, ele não resistiu aos ferimentos e teve a morte confirmada pouco depois de dar entrada na unidade hospitalar.



De acordo com a Polícia Militar, Caique possuía uma extensa ficha criminal, com passagens por tráfico de drogas, associação criminosa, sequestro, cárcere privado e outros delitos.


As forças de segurança também o apontavam como uma das lideranças de uma organização criminosa com atuação em Três Lagoas e região.


A arma que estaria em posse do suspeito foi apreendida e será submetida à perícia. O caso foi registrado como morte decorrente de intervenção policial e será investigado pela Polícia Civil. Equipes da Polícia Científica também realizaram os levantamentos periciais no local para esclarecer a dinâmica do confronto.


Letalidade cresce em Mato Grosso do Sul

Com a morte registrada na noite deste sábado (11), Mato Grosso do Sul chegou a 78 mortes decorrentes de intervenção policial em 2026, conforme levantamento realizado pelo Correio do Estado com base em registros oficiais e acompanhamento dos casos ao longo do ano.


O número evidencia o aumento da letalidade em ações envolvendo forças de segurança. Enquanto em 2023 era registrada, em média, uma morte a cada 67 horas, neste ano o intervalo caiu para aproximadamente 58 horas, refletindo a intensificação dos confrontos armados no Estado.


WELYSON LUCAS

Portal Correio do Estado


Agenda: Semana da ALEMS tem Conferência e Reunião da Frente Parlamentar de Avicultura

 

                                           Foto: Luciana Nassar




A semana de 13 a 17 de julho na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS) tem programadas sessões ordinárias, reunião da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR), uma conferência e reunião da Frente Parlamentar de Avicultura. A Assembleia Legislativa fica na avenida Desembargador Nunes da Cunha, Bloco 9, Jardim Veraneio, no Parque dos Poderes. 


Terça-feira (14)


A partir das 9h ocorre a sessão ordinária no plenário Deputado Júlio Maia. Às 15h, será realizada a Conferência sobre a Aprovação de Projetos e Licenças Urbanísticas Municipais por IA, no plenarinho Deputado Nelito Câmara. 


Quarta-feira (15)


As reuniões ordinárias da CCJR acontecem às quartas-feiras, a partir das 8h, no plenarinho. Na sequência, a sessão ordinária, no plenário Júlio Maia. No período vespertino, a partir das 15h, será realizada reunião da Frente Parlamentar de Avicultura, no plenarinho Deputado Nelito Câmara. 


Quinta-feira (16)


A partir das 9h, tem sessão ordinária no plenário Deputado Júlio Maia.


Agenda


A agenda oficial da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul pode ser alterada para acréscimo ou retirada de eventos. Todos os eventos são abertos ao público e à imprensa. Acesse a programação contida na agenda do Poder Legislativo, diretamente por este link.


CORUMBÁ Suspeito de envolvimento na morte de policial morre em confronto

 

                                              Divulgação


Confronto com policiais militares do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) terminou na morte de Waldiney Junior de Souza Alfonso, 29. O caso ocorreu na noite de sexta-feira (10/7), em Corumbá. Ele é apontado como o terceiro suspeito de envolvimento na morte do policial militar Marcelo Pimenta.


A ação ocorreu em uma propriedade rural de Corumbá, na fronteira com a Bolívia, após uma denúncia informar que o suspeito estava escondido no local.


Durante as buscas, os policiais encontraram Waldiney. Conforme a PM, ao perceber que estava cercado, ele não obedeceu às ordens de abordagem e atirou contra os militares.


Os policiais revidaram e atingiram o suspeito. Ele foi socorrido e levado para uma unidade de saúde, mas não resistiu aos ferimentos e morreu pouco depois de dar entrada no hospital.


A operação teve apoio de equipes do 6º Batalhão da Polícia Militar e da Polícia Federal.

Ex-primeira-dama morre 18 dias após o marido e ex-governador, Marcelo Miranda

 

                                                Divulgação


Morreu no sábado (11/7) em Campo Grande, a ex-primeira-dama de Mato Grosso do Sul, Maria Antonina Cançado Soares, aos 85 anos. Ela era esposa do ex-governador Marcelo Miranda Soares, que faleceu há 18 dias.


As causas do óbito dela não foram informados pela família.


Maria Antônia nasceu em 19 de fevereiro de 1941, em Paranaíba, e durante a trajetória política do marido, exerceu o papel de primeira-dama tanto quando ele foi prefeito de Campo Grande, além de governador de Mato Grosso do Sul.


Ela será velada neste domingo (12/7), a partir das 8h, na capela da Pax Vida, localizada na Rua Barão do Rio Branco, 942, no Centro de Paranaíba, segundo o Campo Grande News. O sepultamento está previsto para a tarde, na cidade onde nasceu.

Selic alta no agro: como os juros afetam crédito e margem

 

                                                Foto: Pixabay



A Selic é a taxa básica utilizada como referência para as demais taxas de juros.

A Selic alta no agro não aparece apenas na taxa cobrada diretamente do produtor. Seus efeitos percorrem bancos, cooperativas, revendas, fabricantes de máquinas, tradings e fornecedores de insumos antes de chegar à margem da propriedade rural.


Em 17 de junho de 2026, o Comitê de Política Monetária reduziu a taxa básica brasileira para 14,25% ao ano. Apesar do corte, o patamar ainda é elevado quando comparado aos 2% registrados em agosto de 2020. No caminho entre esses dois momentos, a Selic chegou a 13,75% em agosto de 2022 e a 15% em junho de 2025.



Essa trajetória ajuda a explicar por que o crédito se tornou uma das principais preocupações econômicas do setor. O produtor pode até acessar uma linha com taxa controlada, mas continua inserido em uma cadeia na qual empresas, distribuidores e instituições financeiras captam dinheiro a custos influenciados pela política monetária.


A Selic é a taxa básica utilizada como referência para as demais taxas de juros da economia. Quando permanece elevada, aplicações financeiras conservadoras tornam-se mais rentáveis e aumenta o custo de oportunidade de emprestar dinheiro para atividades produtivas.


Os bancos também passam a exigir uma remuneração maior para conceder crédito, especialmente nas operações sem subsídio ou direcionamento governamental. O próprio Banco Central reconhece que os efeitos de uma política monetária restritiva aparecem, entre outros canais, na desaceleração do crédito livre.


No agro, essa transmissão pode ocorrer por diferentes caminhos:


capital de giro contratado diretamente com bancos;


financiamento oferecido por revendas e fornecedores;


operações com recursos livres;


antecipação de recebíveis;


financiamento de máquinas e estruturas;


custo financeiro embutido no prazo para pagamento dos insumos;


carregamento de estoques depois da colheita.


Isso significa que a taxa de uma linha oficial não representa, sozinha, o custo financeiro total de uma safra.


O crédito rural brasileiro reúne recursos controlados e não controlados. Nos controlados, existem condições definidas pelas regras da política agrícola e, em alguns casos, subvenção do Tesouro. Nos não controlados, as taxas ficam mais próximas das condições de mercado e da negociação entre cliente e instituição financeira.


No ano agrícola 2024/25, foram concedidos aproximadamente R$ 369,8 bilhões em crédito rural. Desse total, cerca de R$ 160,6 bilhões vieram de recursos não controlados. Isso corresponde a aproximadamente 43,4% de todo o valor liberado, segundo cálculo feito a partir dos números do Banco Central.


As diferenças entre as taxas médias mostram a existência de realidades financeiras bastante distintas dentro do mesmo setor.


A taxa média dos recursos livres foi mais de três vezes superior à verificada nas operações do Pronaf com recursos obrigatórios. A comparação não significa que todos os produtores possam escolher livremente entre uma modalidade e outra. O acesso depende do enquadramento, da finalidade, da disponibilidade de recursos, das garantias e da análise de risco.


Em um exemplo simplificado, um financiamento de R$ 1 milhão com juros anuais de 8% teria uma despesa de R$ 80 mil em um ano. Aplicando uma taxa de 16,8%, o custo subiria para R$ 168 mil.


A diferença seria de R$ 88 mil, sem considerar amortizações, tarifas, seguros, garantias ou juros compostos.


Na propriedade rural, esse valor pode representar parte do orçamento destinado a fertilizantes, sementes, manutenção de máquinas ou contratação de serviços. Quanto menor a margem da atividade, maior tende a ser a importância do custo financeiro no resultado final.


Investimentos em tratores, colheitadeiras, irrigação, energia e armazenagem costumam exigir prazo longo para retornar. Quando os juros sobem, aumenta o valor presente das parcelas e diminui a atratividade econômica dos projetos.


Uma máquina pode continuar proporcionando ganho de produtividade, mas o produtor precisa comparar esse benefício com o custo do financiamento. Projetos que seriam viáveis em um ambiente de juros menores podem ser adiados quando o capital fica mais caro.


O mesmo raciocínio vale para a armazenagem. Manter uma safra estocada à espera de preços melhores possui um custo financeiro. O produtor deixa de receber imediatamente pela produção e mantém capital imobilizado no estoque.


Quanto maior a taxa de juros, maior precisa ser a valorização futura do produto para compensar a espera, além dos gastos com armazenagem, seguro e possíveis perdas de qualidade.


Pronaf e Pronamp oferecem condições inferiores às encontradas no mercado livre, o que reduz parte do impacto direto da Selic. Essa proteção, porém, não elimina todos os efeitos.


O fornecedor que precisa financiar o próprio estoque pode repassar parte do custo financeiro aos preços. A revenda pode reduzir prazos ou exigir maior entrada. O fabricante de máquinas pode enfrentar crédito mais caro para produzir e comercializar seus equipamentos.


Além disso, a disponibilidade das linhas controladas não é ilimitada. Quando os recursos se tornam escassos, produtores podem recorrer a modalidades mais caras ou postergar decisões.


Por isso, mesmo quem contrata crédito subsidiado pode sentir a Selic por meio do custo dos insumos, das condições de pagamento e da menor disposição das empresas para assumir riscos.

El Niño pode atrasar plantio de grãos, reduzir safras e dificultar pecuária

 

                                              /Reuters


  • Fenômeno climático altera distribuição das chuvas e gera impactos diferentes nas regiões do Brasil
  • Culturas diversas, como soja, milho, café, trigo e hortaliças, podem ser afetadas



A chegada do El Niño traz uma série de ameaças para o agronegócio brasileiro a partir do segundo semestre deste ano.


Conforme analistas, o fenômeno climático pode gerar impactos como o atraso no plantio de grãos como soja e milho, redução ou perda de qualidade de safras e dificuldades para a pecuária.


O evento é considerado um desafio adicional para o agronegócio, que já lida com o contexto de juros elevados no Brasil e a pressão de custos de produção devido à guerra no Irã –o conflito gerou choque no mercado de fertilizantes e de diesel.


"A produção agropecuária brasileira está espalhada em diversas porções do território, então não há um único impacto do El Niño. Cada região deve sentir [o fenômeno] de um jeito", afirma o pesquisador Felippe Serigati, do centro de estudos FGV Agro.


O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal do Oceano Pacífico na região da linha do Equador, o que altera a distribuição das chuvas e as temperaturas.


Há quem fale em um super El Niño a caminho. A palavra "super" não é um termo técnico, mas é incluída para destacar a possível intensidade do novo fenômeno na comparação com episódios anteriores.


A chance de um evento muito forte no final do ano subiu para 81%, conforme informação divulgada nesta quinta-feira (9) pela Noaa (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica), dos Estados Unidos.


"A gente sabe que vai ter um El Niño, mas ainda não tem a dimensão das possíveis perdas caso os eventos sejam extremos", afirma o pesquisador Leandro Gilio, do centro de estudos Insper Agro Global.


Ele cita ameaças à produção de grãos, cana-de-açúcar e hortaliças. Os preços dos itens de hortifruti, que têm um ciclo de produção mais curto, costumam responder de maneira mais rápida a choques de oferta.


Economistas aumentaram as previsões para a inflação dos alimentos devido aos efeitos da guerra no Irã e ao evento climático extremo.


COMO AS REGIÕES SÃO AFETADAS PELO EL NIÑO?

Tradicionalmente, o El Niño traz a ameaça de chuvas abaixo da média e de períodos de seca em áreas do Norte e do Nordeste do Brasil, segundo relatório do Itaú BBA que trata dos eventuais reflexos para o agronegócio.


Em paralelo, o evento gera chance de precipitações irregulares e ondas de calor em partes do Centro-Oeste e do Sudeste. Para o Sul, há risco de chuvas e temperatura acima da média, com possibilidade de inundações, acrescenta a publicação.


O relatório classifica os riscos do El Niño para cada região em três níveis: alto, médio-alto e médio. Cada grau indica a probabilidade de os efeitos projetados se concretizarem, considerando o histórico do fenômeno e a consistência dos padrões climáticos em episódios anteriores.


Lugares classificados com risco alto têm chance maior de enfrentar os impactos. São os casos de regiões como o Matopiba (áreas de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), com possibilidade de seca severa, e o Sul, com eventual excesso de chuvas.


"Se houver problemas de produção, haverá um aperto na oferta, o que deve levar à alta dos preços, principalmente dos grãos", afirma o analista Francisco Queiroz, da consultoria Agro do Itaú BBA.


POSSÍVEL ATRASO NA SAFRA

Segundo o consultor Gabriel Viana, da Safras & Mercado, o período de plantio da soja, carro-chefe da produção de grãos, costuma se estender de setembro a dezembro no país, variando entre as regiões.


Em locais como o Centro-Oeste, destaque nacional na atividade, a irregularidade das chuvas pode atrasar o cultivo da oleaginosa. Caso se confirme, o cenário também reduziria a janela para o plantio do milho safrinha, que vem na sequência da soja, aponta o consultor.


"Não podemos quebrar a safra antes da hora, mas tudo está se encaminhando para problemas com o El Niño. Os mapas [climáticos] estão feios", diz.


No Sul, além da soja, outro produto ameaçado é o trigo, que pode perder qualidade, diz Viana. No caso do Sudeste, o analista cita riscos a culturas como o café.


Danyella Bonfim, assessora técnica da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), afirma que um dos principais alertas vem da previsão de chuvas irregulares em áreas do Centro-Oeste e do Sudeste.


"Qualquer atraso nas chuvas pode comprometer a janela de plantio. Há muita preocupação com esse efeito dominó", diz a analista, que também cita os riscos de escassez hídrica em áreas do Norte e do Nordeste, como o Matopiba, e de chuvas em excesso no Sul.


PECUÁRIA TAMBÉM FICA SOB RISCO

Especialistas acrescentam que o fenômeno pode comprometer a qualidade das pastagens, com reflexos na pecuária, presente em diferentes regiões do país.


Menos pasto tende a exigir mais ração para a alimentação do gado. A questão é que os custos de insumos da ração, como soja e milho, podem ser pressionados em caso de perdas nas lavouras.


Segundo Francisco Queiroz, do Itaú BBA, problemas no milho ainda levariam à alta no preço de proteínas como a carne de frango. "O aumento de custos de produção acaba sendo repassado para o consumidor final", diz.


Além de mencionar os eventuais impactos na pecuária e os atrasos no plantio de soja e milho, Felippe Serigati, do FGV Agro, cita o caso do arroz.


Cerca de 70% da produção nacional desse alimento é concentrada no Rio Grande do Sul. Em caso de volumes excessivos de chuva no estado, o cereal pode perder qualidade, conforme Serigati.


O agrometeorologista Marco Antonio dos Santos, sócio da consultoria Rural Clima, diz que o El Niño "preocupa muito", mas considera "muito prematuro" falar em uma catástrofe para a safra de grãos.


Ele afirma que pode "chover cedo" no Brasil neste ano, o que ajudaria o plantio de soja nos meses de setembro e outubro.


Há, contudo, risco de escassez hídrica em regiões como a do cerrado em novembro e dezembro, o que pode atrapalhar o desenvolvimento dos grãos, segundo Santos.


"O clima sempre é uma preocupação. A única coisa é que, neste ano, o alarmismo começou cedo. Já teve outros anos em que se falava em aumento de chuva, outros em diminuição, e às vezes isso muda", afirma Lucas Costa Beber, presidente interino da Aprosoja Brasil (Associação Brasileira dos Produtores de Soja) e presidente da Aprosoja Mato Grosso.


"O produtor tem que ter boas práticas independentemente do clima, fazer primeiro a parte que ele pode fazer." Ele também fala em preocupação com o eventual atraso na janela de plantio.


Leonardo VieceliLívia GoulartFolha de São Paulo