quinta-feira, 26 de março de 2026

BC projeta inflação em alta até fim de 2026 e vê maior incerteza com guerra no Oriente Médio

 

                                            Presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, durante evento da Febraban (Federação Brasileira de Bancos) em São Paulo - Rafaela Araújo - 24.nov.25/Folhapress

  • Índice de preços depois voltará a cair, mas não atingirá centro da meta (3%) até terceiro trimestre de 2028

  • BC mantém projeção de crescimento do PIB de 2026 em 1,6%, mas vê risco com conflito geopolítico



O Banco Central projeta que a inflação do Brasil passará a subir até o fim de 2026 e, apesar da perspectiva de queda depois disso, seguirá acima da meta central de 3% até pelo menos o terceiro trimestre de 2028.


No relatório de política monetária, divulgado nesta quinta-feira (26), o BC elevou para 3,9% sua projeção de inflação para este ano, sobretudo pelo aumento dos preços do petróleo. No documento anterior, de dezembro de 2025, a estimativa era de 3,5%.


"[...] A inflação acumulada em quatro trimestres cai para 3,6% no primeiro trimestre de 2026. Depois, apresenta trajetória de alta, em boa medida advinda do aumento dos preços do petróleo, terminando 2026 em 3,9%. A partir de então, volta a cair, chegando a 3,1% no último período considerado, referente ao terceiro trimestre de 2028", disse a autoridade monetária.


O objetivo central perseguido pelo Banco Central é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Isso significa que a meta é considerada cumprida se oscilar entre 1,5% (piso) e 4,5% (teto).


Entre os fatores que contribuíram para a alta das projeções de inflação, segundo o BC, destacam-se a elevação do preço do petróleo e a revisão do hiato do produto —quando esse indicador está mais positivo, significa que a economia opera acima do seu potencial e está sujeita a pressões inflacionárias.


A autarquia apontou também no documento que a probabilidade de o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) ultrapassar o limite superior da meta neste ano subiu de 23% para 30%. Já no caso do limite inferior, a chance caiu de 7% para 2%.


Isso, contudo, não reflete mais a probabilidade de descumprimento da meta de inflação. No modelo de avaliação contínua, o BC descumprirá o objetivo caso o IPCA se situe fora do intervalo de tolerância por seis meses consecutivos (em qualquer mês do ano).


A autoridade monetária manteve a projeção de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) para 2026 em 1,6%, mas mencionou que essa estimativa está sujeita a maior incerteza diante dos potenciais efeitos dos conflitos no Oriente Médio.


"Embora episódios de elevada tensão geopolítica sejam recorrentes, o novo conflito no Oriente Médio causou volatilidade, incerteza e aversão a risco nos mercados", afirmou.


"Os preços do petróleo, do gás e de outros produtos subiram e permaneceram instáveis desde o início do conflito. Se o trânsito pelo Estreito de Ormuz continuar interrompido por tempo prolongado, ou se o conflito ganhar contorno regional, o impacto sobre os preços e sobre a atividade econômica pode ser significativo e duradouro", acrescentou.


No relatório de política monetária, o BC disse também que a guerra eleva o grau de incerteza em torno de suas previsões. "Se prolongado, seus impactos predominantes, no país e no exterior, devem ser consistentes com um choque negativo de oferta, aumentando a inflação e reduzindo o crescimento, ainda que alguns setores da economia brasileira, especialmente o petrolífero, possam se beneficiar."


O BC tem uma avaliação para o desempenho da economia brasileira no ano mais pessimista do que as projeções tanto do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto do mercado financeiro.


Para este ano, a SPE (Secretaria de Política Econômica) do Ministério da Fazenda projeta um avanço do PIB de 2,3%, mesmo diante das incertezas provocadas pelo conflito no Oriente Médio. Os agentes econômicos, por sua vez, estimam um crescimento de 1,84%, conforme o boletim Focus divulgado na última segunda-feira (23).


"No cenário doméstico, o crescimento da atividade econômica continua em trajetória de moderação, enquanto o mercado de trabalho ainda mostra resiliência", disse o BC, ressaltando que o PIB cresceu 2,3% em 2025, abaixo do ritmo registrado entre 2021 e 2024.


Na apresentação dos dados, o diretor Paulo Picchetti, que chefia interinamente a área de Política Econômica, além de comandar a diretoria de Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos Corporativos, ressaltou que a desaceleração da economia mais acentuada em componentes mais sensíveis aos juros altos comprova a eficácia da política monetária.


Ele destacou também que, desde 2021, pela primeira vez o PIB não surpreendeu para cima em relação às expectativas.


O esfriamento da economia está associado ao ciclo da política de juros, como parte do trabalho do BC para frear a inflação. A taxa básica (Selic) foi alçada a 15% ao ano em junho de 2025 e ficou estacionada neste patamar até semana passada. No último dia 18, o Copom (Comitê de Política Monetária) reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano.


Em ata, o comitê afirmou que a duração e a intensidade do ciclo de cortes serão decididas ao longo do tempo. A ideia é ter mais clareza da profundidade e da extensão do conflito no Oriente Médio antes de definir quais serão os movimentos seguintes. A próxima reunião está marcada para 28 e 29 de abril.


No relatório, o BC revisou para cima a estimativa de crescimento do crédito no país neste ano para 9%, ante estimativa anterior de 8,6%. "Apesar dessa revisão, o resultado final ainda mostra tendência de desaceleração", afirmou Picchetti.


De acordo com a autarquia, essa mudança reflete principalmente a expectativa de desempenho mais robusto do crédito a pessoas físicas e do crédito a pessoas jurídicas com recursos direcionados.


Com relação às contas externas, o BC levou em consideração a perspectiva de continuidade da moderação da atividade econômica brasileira. O déficit em transações correntes passou de US$ 60 bilhões (2,4% do PIB) para US$ 58 bilhões (2,2% do PIB).


A projeção representa um déficit menor do que o observado em 2025, de US$ 69 bilhões (3% do PIB). A cifra é também inferior à previsão de ingresso líquido em IDP (investimento direto no país), de US$ 70 bilhões (2,7% do PIB). Na apresentação dos dados, o diretor do BC ressaltou que o déficit é coberto com folga pela entrada de investimentos diretos.


Nathalia Garcia

Folha de São Paulo

Cadeia do amendoim avança e atrai novos investimentos para Mato Grosso do Sul

 

                                           Foto: Mairinco de Pauda/Semadesc 





O amendoim dividiu protagonismo com a cana durante a programação da Expocanas em Nova Alvorada do Sul. No evento foi assinado termo de acordo de isenção fiscal para a implantação da indústria de beneficiamento de amendoim da empresa MS Grãos Nuts, no município.


O empreendimento prevê investimento de aproximadamente R$ 30 milhões e a geração de cerca de 60 empregos diretos, com início de operação estimado para janeiro de 2029. O projeto conta com apoio do poder público, por meio da concessão de área e incentivos fiscais, reforçando a política de atração de investimentos no Estado.


O anúncio ocorre em um momento de forte expansão da cultura do amendoim em Mato Grosso do Sul. Na safra 2024/2025, o Estado consolidou-se como o segundo maior produtor nacional, com produção superior a 56 mil toneladas — crescimento de 176,37% em relação à safra anterior — e participação de cerca de 7% no total do país.


A área plantada também apresentou avanço expressivo, superando 203% de crescimento e alcançando 21,26 mil hectares. Esse desempenho é impulsionado pelo uso de tecnologia, manejo qualificado e pela utilização estratégica de áreas de renovação de canaviais.


Os municípios de Santa Rita do Pardo, Nova Andradina, Inocência, Paranaíba e Angélica concentram mais de 70% da produção e da área cultivada, evidenciando o potencial de expansão e a consolidação da cultura como alternativa de diversificação agrícola no Estado.


Para o secretário Jaime Verruck, o avanço da cadeia do amendoim representa um movimento estratégico de diversificação produtiva aliado à agregação de valor. “Estamos estruturando uma nova cadeia no Estado, com base tecnológica e integração com a indústria. A chegada de uma planta de beneficiamento fortalece esse processo, gera empregos e permite que Mato Grosso do Sul avance na industrialização da produção, ampliando sua competitividade e atraindo novos investimentos”, finalizou.


Banco Central projeta crescimento do PIB em 1,6% este ano

 

                                           Sede do BC em Brasília (Foto: Marcello Casal Jr./ABr)




O Banco Central manteve em 1,6% a projeção de crescimento da economia em 2026. Em seu Relatório de Política Monetária, divulgado nesta quinta-feira (26), a autarquia destaca, entretanto, que a atual previsão para o Produto Interno Bruto (PIB - soma de todos os bens e serviços finais produzidos pelo país) está sujeita a “maior incerteza” diante dos potenciais efeitos dos conflitos no Oriente Médio.  


“Se prolongado [o conflito], seus impactos predominantes, no país e no exterior, devem ser consistentes com um choque negativo de oferta, aumentando a inflação e reduzindo o crescimento, ainda que alguns setores da economia brasileira, especialmente o petrolífero, possam se beneficiar”, diz o relatório do BC.


“Se a distribuição de mercadorias continuar interrompida e a capacidade de produção reduzida na região por muito tempo, o impacto sobre os preços e a atividade pode ser duradouro e significativo”, acrescentou a autarquia.


O dado para o PIB é referente ao primeiro trimestre deste ano, sendo o mesmo valor daquele divulgado no relatório de dezembro. “A estabilidade da projeção de crescimento anual decorre do resultado do quarto trimestre de 2025, próximo ao esperado, e da manutenção da perspectiva de expansão trimestral moderada ao longo de 2026”, diz o relatório.


“Esse cenário é condicionado pela expectativa de política monetária em campo restritivo [juros altos], pelo baixo nível de ociosidade dos fatores de produção, pela perspectiva de desaceleração da economia global e pela ausência do impulso agropecuário observado em 2025”, explicou o BC.

Em 2025, o PIB do Brasil fechou em 2,3%, com expansão em todas as atividades, mas puxado principalmente pela agropecuária.


Segundo a autarquia, o cenário para 2026 incorpora também estimativas dos efeitos de medidas recentes com potencial de sustentar a demanda doméstica, como o aumento real do salário mínimo e a isenção ou o desconto no Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) para quem ganha até R$ 5 mil ou R$ 7 mil.


No mesmo sentido, o mercado de trabalho continua aquecido, com queda do desemprego e aumento dos salários.


O relatório do BC apresenta as diretrizes das políticas adotadas pelo Copom (Comitê de Política Monetária) para a definição da taxa básica de juros, a Selic, e avalia a evolução recente e as perspectivas da economia, especialmente as projeções de inflação. A Selic é o principal instrumento do BC para manter a inflação sob controle.


De setembro de 2024 a junho de 2025, a Selic foi elevada sete vezes seguidas, mas não foi alterada nas cinco reuniões seguintes do Copom. Após esse período prolongado de manutenção da taxa em 15% ao ano, na semana passada, ele foi reduzida para 14,75% ao ano.


Diante das incertezas provocado pelo conflito no Oriente Médio, o BC não descarta rever o ciclo de baixa, caso seja necessário.


Inflação

O BC ressalta que a inflação deve subir até o fim de 2026, recomeçando trajetória de queda até o horizonte relevante, mas ainda permanecendo acima da meta. A meta estipulada pelo CNM (Conselho Monetário Nacional) é 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, isto é, de 1,5% a 4,5%.


Segundo a autarquia, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) - referência oficial da inflação no país – deve terminar o ano em 3,6%, “em boa medida advinda do aumento dos preços do petróleo”.


A probabilidade de a inflação estourar o teto da meta (4,5%) em 2026 subiu de 23% para 30% neste Relatório de Política Monetária.


De acordo com o documento, a partir do ano que vem, a inflação volta a cair, chegando a 3,1% no último período considerado, referente ao terceiro trimestre de 2028. “No horizonte relevante de política monetária, ou seja, o terceiro trimestre de 2027, a inflação projetada é 3,3%”, diz o BC.


Crédito

A projeção para o crescimento do saldo do crédito ofertado tanto para pessoas físicas quanto para empresas em 2026 aumentou de 8,6% para 9%. O crescimento é puxado principalmente pelo desempenho acima do esperado do crédito livre a pessoas físicas e do direcionado a pessoas jurídicas. As projeções desses segmentos aumentaram 0,5 ponto percentual, para 9,5% e 11,5%, respectivamente.


No crédito livre, os bancos têm autonomia para emprestar o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros cobradas dos clientes. Já o crédito direcionado ? com regras definidas pelo governo ? é destinado basicamente aos setores habitacional, rural, de infraestrutura e ao microcrédito.


Apesar do aumento, a projeção atualizada segue indicando desaceleração do crédito pelo segundo ano consecutivo. O saldo do crédito no SFN (Sistema Financeiro Nacional) cresceu 10,3% em 2025, abaixo da variação de 11,5% observada em 2024.


“A desaceleração esperada é consistente com o cenário prospectivo para a atividade econômica doméstica e com os efeitos correntes e defasados da política monetária [de aumento da Selic], em contexto de endividamento e comprometimento de renda elevados”, explicou o BC.


Contas externas

A projeção de déficit em transações correntes, que são as compras e vendas de mercadorias e serviços e transferências de renda com outros países, foi reduzida em relação ao relatório anterior, passando de R$ 60 bilhões para US$ 58 bilhões (2,2% do PIB) em 2026, em função da melhora na projeção do saldo comercial, apoiado em crescimento das exportações superior ao das importações.


A elevação do valor projetado para as exportações vem da combinação de ligeiro aumento do volume esperado e, principalmente, da perspectiva de preços mais altos. Segundo o BC, a principal mudança em relação ao relatório de dezembro vem da alta dos preços de combustíveis como resultado do conflito no Oriente Médio, com impacto na projeção de exportação de petróleo.


Esse déficit externo estará financiado por capitais de longo prazo, principalmente pelos investimentos diretos no país (IDP), que têm projeção do fluxo líquido de entrada de US$ 70 bilhões (2,7% do PIB).


Por outro lado, o conflito no Oriente Médio eleva os riscos e a incerteza com a redução do fluxo comercial no Estreito de Ormuz, com possíveis repercussões no comércio internacional, nas cadeias de produção e nas condições financeiras globais. (Com ABr)

Espetáculo em Sonora abre programação que leva teatro, dança e circo a diversas cidades de MS

 




O Governo de Mato Grosso do Sul, por meio de sua Fundação de Cultura, deu início nesta semana ao Circula Cultura MS - 2026, que abriu a temporada de apresentações pela região norte do Estado com programação na cidade de Sonora. A estreia aconteceu segunda-feira (23) no Parque da Cidade e reuniu grande público para assistir ao espetáculo “O Grandioso Mini Cirquim nas Arábias”, da Companhia Circo do Mato, e marca o início de uma série de apresentações que irão percorrer diversos municípios sul-mato-grossenses.


Durante a abertura, o diretor-presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), Eduardo Mendes, representando o governador do Estado de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, destacou a importância da iniciativa para ampliar o acesso à cultura no interior.


“Essa iniciativa, viabilizada por meio de um do plano nacional, possibilita levar cultura aos nossos municípios. O que o público vai assistir aqui só seria possível em teatros ou espaços que nem sempre existem nas nossas cidades, como Sonora, e é por isso que estamos tão felizes de realizar esse projeto, de começar esse projeto hoje. É para vocês, para que possam se divertir e vivenciar a cultura”, afirmou.


O diretor executivo da Flor e Espinho Teatro, OSC responsável pela execução do projeto, Anderson Lima, ressaltou a dimensão da iniciativa e seu impacto para o setor cultural. “Serão mais de 100 apresentações em toda a programação e 40 municípios contemplados, o que representa um marco para o nosso estado e para nós, artistas. É uma grande conquista. Agradeço a todos os envolvidos por tornarem possível esse momento tão especial, que certamente ficará marcado no calendário cultural de Mato Grosso do Sul”, disse.


José Vicente Schaefer, o “Ratinho”, chefe de gabinete da Prefeitura, representou a prefeita Maria Clarice Ewerling, na solenidade. “Agradecemos a todas as instituições envolvidas na realização dessa noite tão especial, por proporcionar para a gente um momento tão especial. Muito obrigado mesmo.”


Representando o município, o diretor municipal de Cultura de Sonora, Jo Composano, celebrou a escolha da cidade para abrir a programação e destacou a receptividade local. “É uma alegria sermos escolhidos como a primeira cidade a receber esse projeto tão bonito. Que seja a primeira de muitas vezes. Sonora está de portas abertas para iniciativas como essa, que fortalecem a cultura e valorizam os talentos do nosso estado. Temos grandes artistas e é isso que mostramos aqui hoje”, afirmou.


A moradora Francisca Duarte, operadora de trator, foi uma das mães que levou a filha Emanuela Duarte Araújo, de 4 anos, para assistir à apresentação e destacou a importância da iniciativa para a cidade. “Está sendo muito legal. É a primeira vez que acontece algo assim em Sonora, e é muito bom. Eu nunca tinha assistido teatro ou circo desse jeito”, contou.


Na terça-feira (24) , o Circula Cultura MS 2026 foi até Coxim, onde também foi apresentado o espetáculo “O Grandioso Mini Cirquim nas Arábias”, da Companhia Circo do Mato. Já na quarta-feira (25) foi a vez de Alcinópolis receber o projeto, dessa vez com o Grupo Casa apresentando o espetáculo Grandes Miudezas do Pantanal.


Serviço


Confira a agenda completa de apresentações do restante da semana:


26/03 (sexta-feira) – Figueirão

Grupo Casa

Espetáculo: Grandes Miudezas do Pantanal


27/03 (sábado) – Camapuã

Artista: Liz Natália Sória

Espetáculo: Aquele, Aquela, Menos Elas


28/03 (domingo) – Rio Verde de Mato Grosso

Artista: Liz Natália Sória

Espetáculo: Aquele, Aquela, Menos Elas


Circula Cultura MS - 2026


O Circula Cultura MS é um projeto é financiado pela Política Nacional Aldir Blanc do Governo Federal, operacionalizado pelo Governo do Estado de MS, através da Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura (Setesc), Fundação de Cultura de MS (FCMS), e produzido pela Flor e Espinho Teatro.



Comunicação Setesc

Brasil encara França com baixas na defesa, setor que mais preocupa Ancelotti

 


  • Marquinhos fica fora de amistoso e amplia lista de problemas para o treinador italiano

  • Seleções se enfrentam nesta quinta-feira (26), às 17h (de Brasília), em Boston, nos EUA

Desde que assumiu a seleção brasileira, em maio do ano passado, Carlo Ancelotti precisou se acostumar a lidar com constantes trocas em suas listas de convocados por causa de lesões. A defesa é o setor com mais baixas no período. Dos 13 cortes feitos pelo italiano, dez envolveram goleiros, zagueiros ou laterais.


Nesta data Fifa, três jogadores foram cortados: o goleiro Alisson, o lateral-esquerdo Alex Sandro e, mais recentemente, o zagueiro Gabriel Magalhães. Para piorar a situação de Ancelotti, embora não tenha sido cortado, o zagueiro Marquinhos não terá condições de enfrentar a França nesta quinta-feira (26), às 17h (de Brasília), em jogo amistoso, em Boston, nos Estados Unidos.


O jogador do Paris Saint-Germain se queixa de dores no quadril e, por isso, vai ficar fora do confronto. Sua presença na partida com a Croácia, na terça-feira (31), às 21h, ainda é incerta.


"Marquinhos tem um problema, mas pode ser que vá jogar o jogo contra a Croácia. É um momento importante na temporada. É muito jogo. É bastante normal que os jogadores tenham algum problema", disse Ancelotti.


Ainda sem confirmar que vai substituir Marquinhos, o treinador confirmou os outros três nomes do setor defensivo para o confronto com os franceses: os laterais Wesley e Douglas Santos e o zagueiro Léo Pereira.


Para completar a linha de zaga, o técnico tem à sua disposição Bremer, Ibañez e Danilo. Dos três, apenas Danilo já é nome quase certo no grupo que Ancelotti deve levar para a Copa do Mundo. Bremer e Ibañez foram chamados para esta data Fifa justamente para serem observados. Eles disputam as duas vagas que ainda restam no setor defensivo.


Até o momento, Wesley, Alex Sandro, Douglas Santos, Gabriel Magalhães, Marquinhos, Danilo e Éder Militão são os nomes favoritos a compor o elenco como defensores no Mundial. No gol, Ancelotti também tem seus nomes preferidos: Alisson, Ederson e Bento. Os constantes problemas físicos dos dois primeiros, no entanto, abrem caminho para Hugo Souza sonhar com uma vaga na Copa.


Apesar dos problemas defensivos, Ancelotti não vai abrir mão de seu esquema para o amistoso contra a França e pretende manter o esquema com quatro jogadores no ataque, formado por Raphinha, Matheus Cunha, Gabriel Martinelli e Vinicius Junior.


"Nestes meses, eu tenho pensado qual é o melhor modelo de jogo para a equipe, tendo em conta as características dos jogadores. Pensamos que o modelo de jogo que queremos planejar é com quatro na frente", disse Ancelotti. "[Contra a França] é um teste importante, queremos jogar uma boa partida, controlando o jogo, tentando defender bem, que é muito importante, ter equilíbrio e jogar bem com a bola, mostrar a qualidade que os quatro da frente têm", acrescentou.


O treinador da seleção brasileira também destacou a força do ataque da França, sobretudo pela qualidade de Kylian Mbappé, seu ex-pupilo no Real Madrid. O atacante, que se recuperou recentemente de uma lesão, deverá ser titular contra o Brasil.


Antes do jogo, o craque francês afirmou que o duelo com os brasileiros "já é Copa do Mundo". "Esse jogo vai ser emocionante. É sempre divertido jogar contra uma das maiores equipes do mundo. Eles têm cinco estrelas na camisa. Vai ser ótimo ter tanto talento em campo. Para os torcedores também será ótimo e nos dará uma ideia do que podemos apresentar na Copa do Mundo", disse.


Luciano Trindade

Irã recusa plano dos EUA e faz sua proposta inaceitável a Trump

 

                                            Imagem da TV estatal iraniana mostra míssil balístico sendo lançado contra rivais no Oriente Médio - IRIB TV /AFP


  • Relatos indicam que negociação indireta segue, mas com ambos os lados com posições inflexíveis

  • Presidente americano critica iranianos e volta a ameaçar um ataque ao sistema energético do país



Após considerar o plano dos Estados Unidos para acabar com a guerra no Oriente Médio inaceitável, o Irã enviou nesta quinta-feira (26) sua própria proposta a Washington com termos que, salvo uma reviravolta, não serão admitidos pelo governo de Donald Trump.


Este é o cenário nebuloso das negociações iniciadas pelo republicano por meio de interlocutores, notadamente o governo do Paquistão, buscando uma saída para a confusão econômica que o conflito que iniciou com Israel gerou.


Nebuloso porque ambos os lados contam histórias distintas. Trump voltou a ameaçaros iranianos. Estes, por sua vez, só admitiram na quarta (25) que estavam com o plano de 15 pontos do republicano em análise.


"Eles estão nos implorando para fazer um acordo, mas publicamente dizem que está só 'olhando para nossa proposta'. ERRADO!!! É melhor eles levarem a sério agora, antes que seja tardiamente, porque quando aquilo acontecer, NÃO HAVERÁ VOLTA, e não será bonito", escreveu com as usuais maiúsculas na rede Truth Social.


O "aquilo" em questão é o ataque ao sistema de energia do país persa, uma promessa para o caso de o Irã não reabrir o estreito de Hormuz feita em ultimato no sábado (21) que foi suspensa na segunda (23). Agora, o novo prazo é o sábado (28).


Trump então apresentou por meio do Paquistão seu plano, que incluía pontos já acomodados pelo Irã em negociações anteriores, como a renúncia à bomba atômica, mas também diversos itens inaceitáveis para os aiatolás, como o total desmantelamento de suas capacidades nucleares e de seu programa de mísseis ofensivos.


Segundo a agência Reuters, Teerã considerou a proposta "unilateral e injusta", mas deixou a porta aberta para negociações. Por sua vez, a iraniana Tasnim informou que a teocracia já enviou, por meio de turcos e paquistaneses, sua visão maximalista para o fim do conflito.


Ela pede o fim da guerra, garantias concretas para evitar novos ataques e compensações pelos danos sofridos., Além disso, o Irã diz que vai manter o controle sobre Hormuz. A Tasnim não disse o que o Irã falou sobre seu programa nuclear, mas a posição do governo é conhecida até agora.


Para Trump, "os negociadores iranianos são muito diferentes e estranhos", o que dá uma medida da disposição em campo.


Além dos eventuais ataques ao sistema energético, os EUA se preparam para a hipótese de ações terrestres, ou ameaçam isso.


Nesta sexta (27) deverá chegar à região o primeiro grupo de 2.500 fuzileiros navais em uma flotilha, enquanto outro deverá chegar até o fim da próxima semana. Há relatos de que até 2.000 paraquedistas de elite do Exército também podem ser mobilizados.


A especulação é de um ataque à ilha de Kharg, centro de exportação de 90% do petróleo do Irã, embora seja uma ação arriscada. Outra hipótese é tentar tomar trechos da costa de Hormuz, igualmente perigoso e insustentável no médio prazo.


Igor Gielow

Folha de São Paulo

OPERAÇÃO INQUILINO Operação mira criminosos que alugam imóveis para armazenar drogas

 

                                             Divulgação


Operação Inquilinos desencadeada na manhã desta quinta-feira (26/3) pela Defron (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira), mira grupo criminoso suspeito de alugar imóveis para depositar grande quantidade de entorpecentes. 


A ação ocorre em Caarapó e no interior de São Paulo, e cumpre mandados de busca e apreensão em endereços que estão relacionados a essa prática. 


Conforme as informações repassadas à imprensa, as investigações começaram após o DOF (Departamento de Operações de Fronteira) identificar, em outubro do ano passado, um desses depósitos armazenando quase quatro toneladas de maconha. 


Naquela ocasião, nenhum suspeito foi localizado e na residência foram apreendidas ainda duas caminhonetes com restrições. 


Após o fato, a Defron deu início às apurações e descobriu que pelo menos três pessoas efetuaram os pagamentos do aluguel pelo imóvel. Duas mulheres de 34 e 27 anos e um homem de 32 anos, todos moradores em Botucatu (SP). 


Diante das informações, a Polícia Civil concluiu que o grupo estava coordenado e organizado para o tráfico de drogas, representando pela busca e apreensão dos suspeitos identificados.


Durante o cumprimento dos mandados, na residência de um dos alvos, na cidade de Caarapó, foi apreendia uma arma de fogo, calibre 9mm, com numeração raspada, acompanhada de 50 munições. Um homem de 33 anos foi preso em flagrante.


A Operação Inquilinos contou com o apoio do Departamento de Operações de Fronteira, Delegacia de Polícia de Caarapó e DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Botucatu (SP).