segunda-feira, 6 de julho de 2026

Ataque a comboio policial na fronteira deixa detento morto

 

                                           (Foto: Agepen)



Uma escolta da Polícia Militar foi alvo de um ataque a tiros na tarde de sábado (4), na saída de Corumbá, durante a transferência de um detento para Campo Grande. O interno foi atingido por um disparo em meio ao confronto e morreu no local. Nenhum policial ficou ferido.


Segundo informações do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), as equipes haviam parado em um posto para realizar a manutenção de uma viatura quando ouviram diversos disparos vindos de uma área de mata às margens da rodovia.


Os policiais reagiram à agressão e entraram na vegetação para tentar localizar os autores dos tiros. Durante a troca de disparos, o preso que era transportado foi baleado. Ele não resistiu aos ferimentos.


As primeiras informações da polícia apontam que o ataque pode estar ligado à disputa entre facções criminosas que atuam na região de fronteira entre Brasil e Bolívia. Conforme o Bope, o detento tinha desavenças com integrantes desses grupos e seria alvo de rivais.


Após o confronto, equipes do Bope permaneceram na área realizando buscas pelos suspeitos, com apoio de outras viaturas da Polícia Militar. Até a publicação desta reportagem, ninguém havia sido preso.


A identidade do detento morto ainda não havia sido divulgada oficialmente, e as circunstâncias do ataque seguem sob investigação. (Com G1). 

Cidade acessível compensa perdas do envelhecimento e ajuda idosos a permanecerem ativos

 

                                            Karime Xavier/Folhapress




Envelhecer bem não depende apenas das condições individuais de saúde. O bairro onde uma pessoa mora pode ampliar ou limitar sua capacidade de permanecer ativa, independente e socialmente conectada, mostrou um estudo com mais de 5.000 brasileiros de 50 anos ou mais.


Aqueles que vivem em bairros com melhor mobilidade urbana, por exemplo, com acesso a transporte público e segurança para atravessar a rua, têm mais que o dobro de chance de se manterem ativos socialmente, mesmo quando enfrentam limitações físicas ou cognitivas.


O estudo do Hospital Sírio-Libanês, baseado em dados de 5.068 participantes do Elsi-Brasil (Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros), foi publicado na revista Age and Ageing, da Universidade de Oxford, e apresentado no mês passado na sede da OMS (Organização Mundial da Saúde).




O trabalho avaliou como características do ambiente urbano interagem com a chamada capacidade intrínseca, conceito adotado pela OMS que mede a reserva de saúde de uma pessoa a partir de cinco domínios: mobilidade, cognição, humor, vitalidade e funções sensoriais, como visão e audição.


A principal conclusão é que um ambiente urbano mais favorável pode funcionar como uma espécie de compensação para pessoas que perderam parte da capacidade funcional.


Entre aquelas com maior comprometimento físico e mental, apenas 12% conseguem manter níveis elevados de participação social em bairros com pior infraestrutura. O índice sobe para 30% entre aqueles que moram em locais com melhores condições de mobilidade e acesso a serviços.


"Envelhecimento saudável não depende apenas da ausência de doenças. O ambiente onde a pessoa vive pode ampliar ou limitar sua capacidade de continuar ativa, socialmente conectada e autônoma ao longo dos anos", afirma o geriatra Márlon Aliberti, do Hospital Sírio-Libanês, um dos autores do estudo ao lado de Christina May, chefe da reabilitação da instituição, e de Maria Lucia Costacurta Guarita, fisiatra.


Segundo Aliberti, um dos diferenciais da pesquisa é justamente não olhar apenas para doenças. "Uma pessoa pode ter artrose no joelho e estar muito bem se faz reabilitação e consegue manter sua funcionalidade."


A análise considerou doenças crônicas associadas ao envelhecimento, como hipertensão, doença de Parkinson, Alzheimer, câncer e AVC (acidente vascular cerebral), além dos indicadores de capacidade intrínseca.


"Uma pessoa com Parkinson pode ter uma marcha mais lenta. Se o ambiente reduz a demanda, com uma travessia segura e um tempo adequado de semáforo, ela consegue fazer algo que talvez não conseguisse em outro contexto", diz o médico.


O efeito é ainda mais evidente entre grupos socialmente vulneráveis. As pessoas que mais se beneficiam de bairros com melhor infraestrutura são justamente aquelas com menor renda e que vivem em regiões historicamente menos assistidas por serviços públicos.


De acordo com o médico e gerontólogo Alexandre Kalache, presidente do Centro Internacional de Longevidade Brasil, o impacto de ambientes inseguros —que impedem, por exemplo, a prática de atividade física por falta de calçadas e iluminação adequadas e controle de todo tipo de poluição—, é sempre maior entre os mais pobres e marginalizados.


"O CEP é um dos maiores indicadores das desigualdades em saúde. Você não mora em um CEP vulnerável por opção, e sim por falta delas", diz.


Para Aliberti, esse contexto reforça que a mobilidade urbana deve ser entendida como um determinante de saúde, não apenas como uma questão de transporte ou planejamento das cidades. "Quando você melhora o ambiente de um bairro, você beneficia milhares de pessoas ao mesmo tempo. É uma intervenção escalável de promoção de saúde", afirma.


Outro recorte do estudo Elsi, divulgado no mês passado, mostra que quase metade dos idosos brasileiros que vivem em áreas urbanas teme cair por causa de defeitos em calçadas e vias públicas próximas de casa.


É o caso da socióloga e antropóloga Suzana Costa Laranjeira, 72. Ela corre e faz maratonas desde os 55 anos, mas não se sente segura para andar nas calçadas do bairro onde mora, Santa Cecília, na região central de São Paulo. Por isso, tem trocado as corridas de rua por trilhas na natureza.


"As calçadas são perigosas, muito esburacadas, assim como o meio-fio. Já torci o tornozelo e machuquei três vezes o joelho caindo no meio da avenida São João. Sorte que eu tenho um bom preparo físico. E os que não têm?", questiona.


Embora a pesquisa tenha analisado o ambiente urbano externo, Aliberti afirma que o mesmo princípio vale para dentro das casas. Adaptações simples, como barras de apoio no banheiro ou ajustes que facilitem sentar e levantar, podem retardar a perda de autonomia.


O médico cita uma discussão em andamento em outros países sobre a possibilidade de planos de saúde financiarem adaptações domiciliares para pessoas idosas como estratégia de prevenção de perda funcional.


"Às vezes, uma adaptação simples permite que uma pessoa permaneça anos a mais na própria casa, com qualidade de vida. É muito mais barato do que lidar depois com a perda de independência", afirma.


O estudo também avaliou aspectos como violência, lixo nas ruas, acessibilidade e etarismo —quando idosos se sentem discriminados ou excluídos— no próprio bairro. Mas foram os fatores ligados à mobilidade e ao acesso a serviços que apresentaram associação mais consistente com maior participação social.


O Brasil tem oficialmente mais de 60 cidades reconhecidas e certificadas como "amigas da pessoa idosa", com ambientes urbanos e comunitários supostamente mais inclusivos, acessíveis e favoráveis ao envelhecimento, mas ainda existe uma distância importante entre o reconhecimento burocrático e a realidade prática vivenciada pela população idosa no dia a dia.


"Por aqui, o que prevalece ainda é o populismo", diz Alexandre Kalache, citando programas com esse mote lançados por gestores às vésperas das eleições e que nunca foram para frente.


Em março último, o governo federal fez a adesão oficial do Brasil à Rede Global de Cidades e Comunidades Amigas da Pessoa Idosa da OMS/Opas (Organização Pan-Americana de Saúde) e publicou portaria criando um programa nacional para esse fim.


Para Aliberti, o Brasil, com suas profundas desigualdades urbanas, acaba se tornando um laboratório para o mundo. "Não é algo para se orgulhar, mas aqui fica muito claro o quanto essas diferenças ambientais podem influenciar a saúde. Melhorar as cidades para quem envelhece não é luxo. É uma questão de saúde pública."


O projeto Saúde Pública tem apoio da Umane, associação civil que tem como objetivo auxiliar iniciativas voltadas à promoção da saúde

DOURADOS Retirada dos kits para a 7ª Meia Maratona do Fogo será no sábado

 

                                              A Frota Arquivo



A Prefeitura de Dourados, por meio da Fundação de Esportes (Funed), em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul, informa que a retirada dos kits da 7ª Meia Maratona do Fogo será realizada neste sábado, 11 de julho, das 15h às 18h, no Quartel do Corpo de Bombeiros, localizado na Av. Presidente Vargas, 1167 – Vila Progresso, Dourados. Os atletas inscritos nas provas de 21 km e 10 km e kids (foguinho) deverão comparecer dentro do horário estabelecido para retirar seus kits. A retirada poderá ser feita por terceiros, desde que seja apresentado um documento do atleta inscrito.


As inscrições para as provas de 21 km e 10 km estão oficialmente encerradas, confirmando o grande sucesso da edição deste ano. Para quem ainda deseja participar do evento, restam as últimas vagas para a Corrida Kids Foguinho, destinada às crianças.


Os participantes também já podem conferir o percurso oficial da prova por meio do link do Strava: Percurso Oficial – 7ª Meia Maratona do Fogo (https://www.strava.com/routes/3503941300286740494). Neste ano, os atletas largarão do Quartel do Corpo de Bombeiros Militar, na Avenida Presidente Vargas, seguirão até a área da 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada, na Rodovia Guaicurus, e retornarão ao ponto de partida, completando o trajeto de ida e volta. O tempo máximo para conclusão da prova será de três horas.


A 7ª Meia Maratona do Fogo é promovida pela Prefeitura de Dourados, por meio da Fundação de Esportes (FUNED), em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar, em homenagem ao aniversário da corporação. O evento reunirá atletas de diversos estados brasileiros e reforça o compromisso do município com o incentivo ao esporte, à saúde e à integração da comunidade.


A 7ª edição da Meia Maratona do Fogo será realizada no dia 12 de julho, a partir das 6h, com largada e chegada no Quartel do Corpo de Bombeiros Militar, na Avenida Presidente Vargas. A prova será 100% pelas ruas de Dourados, com os atletas passando por importantes vias até retornar ao Corpo de Bombeiros para a chegada. A principal novidade deste ano é a criação da Corrida Kids “Foguinho”, modalidade recreativa voltada às crianças, pensada para incentivar a participação das famílias e despertar na infância o interesse pela prática esportiva. A proposta é transformar a Meia Maratona do Fogo em um evento ainda mais inclusivo, reunindo competidores profissionais, corredores amadores e famílias em um momento de integração através do esporte.


A diretora-presidente da Funed, Sandra Giselly Amaral, ressalta a importância da participação popular no evento. “Nossa expectativa é envolver toda a comunidade em um momento de lazer, integração e incentivo à prática esportiva, fortalecendo os hábitos saudáveis entre crianças, jovens e adultos”, afirmou.


As competições contarão com cronometragem eletrônica por chip obrigatório, enquanto a Corrida Kids terá caráter participativo e recreativo. Os atletas disputarão categorias gerais masculina e feminina, além de categorias militares e divisões por faixa etária. Todos os participantes que concluírem as provas receberão medalha de participação. Os melhores colocados poderão receber troféus, medalhas especiais e premiação em dinheiro, conforme divulgação oficial da organização.


Programação Oficial – Domingo (12 de julho)


06h00 – Largada da Meia Maratona (21K) e Corrida (10K)

Largada e chegada em frente ao Quartel do Corpo de Bombeiros

08h00 (previsão) – Largada da Corrida Kids Foguinho

09h00 – Cerimônia Oficial de Premiação das provas de 21K e 10K

Tereza Cristina vê cenário de incerteza para a agroindústria e preocupa setor

 



“Há muito tempo eu não sentia um momento tão tenso e indefinido para os nossos negócios”, avaliou a senadora


A senadora Tereza Cristina (PP-MS) afirmou nesta quarta-feira (1) que a agroindústria brasileira vive um dos momentos mais delicados dos últimos anos. Ela defendeu maior abertura comercial, investimentos em infraestrutura e políticas públicas que garantam segurança ao produtor rural. As declarações foram feitas durante reunião do Conselho Temático da Agroindústria da Confederação Nacional da Indústria (Coagro).


De acordo com a parlamentar, o mercado externo é essencial para a sustentabilidade do setor, especialmente diante do cenário econômico atual. “Há muito tempo eu não sentia esse momento tão tenso e indefinido para os nossos negócios”, pontuou. Para ela, o Brasil precisa ampliar a inserção no comércio internacional, preservando salvaguardas e regulamentações, mas seguindo o exemplo de países que obtiveram vantagens ao se expandir ao mercado externo.


A senadora também chamou atenção para as dificuldades enfrentadas pelos produtores rurais. Embora o país registre recordes sucessivos de safra em volume, ela observou que a renda no campo vem diminuindo. Entre os fatores apontados estão os juros elevados, a flutuação cambial e os gargalos históricos de infraestrutura, especialmente em rodovias, ferrovias e hidrovias.


Outro ponto de preocupação é o acesso ao crédito. Tereza Cristina criticou o atual Plano Safra, afirmando que houve redução dos recursos destinados ao custeio e que o elevado endividamento impede produtores de acessar financiamentos para investimentos. Na avaliação da parlamentar, a falta de segurança jurídica nas políticas públicas também desestimula novos aportes no setor.


Expectativa de mais aumento das tarifas dos EUA

A senadora demonstrou preocupação com as negociações comerciais envolvendo os Estados Unidos. “Não teremos boas notícias. Essa é a minha sensação”, disse.


A gerente de Comércio e Integração Internacional da CNI, Constanza Negri, demonstrou preocupação com decisões que devem ser tomadas pelos EUA nas próximas semanas. Ao apresentar dados da CNI sobre os possíveis impactos dos resultados das investigações conduzidas pelos norte-americanos com base na Seção 301, a gerente da CNI comentou que a expectativa é de aumento de tarifas sobre produtos brasileiros, inclusive da agroindústria.


“As notícias não são muito otimistas do ponto de vista do que esperamos dos Estados Unidos. A nossa avaliação é de que novas tarifas, infelizmente, devem vir”, disse. Segundo Constanza, a expectativa é de que ocorram mudanças pontuais na lista de produtos isentos, mas sem alterações estruturais na política comercial norte-americana.


Constanza comentou que 85 entidades estão inscritas para participar da audiência pública, em Washington, e enfatizou que a CNI considera as tarifas injustificadas. A CNI defende que, caso as medidas sejam implementadas, sua aplicação seja congelada temporariamente para permitir que os países tenham um tempo para buscar uma solução negociada.


“O cenário é crítico porque estamos caminhando para mais um aumento de tarifas que pode atingir um terço das exportações brasileiras para os EUA. A política comercial adotada pelos norte-americanos utiliza a imprevisibilidade como instrumento de negociação e afeta diversos países, não apenas o Brasil”, comentou a gerente da CNI.


Alinhamento de ações entre Coagro-CNI e Cosag-FIESP

Durante a reunião, o vice-presidente do Coagro, Pedro Robério Nogueira, anunciou o alinhamento de ações do colegiado com o Conselho Superior do Agronegócio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Cosag).


“Vamos compartilhar ações, de forma que a agroindústria esteja andando no mesmo trilho e na mesma via para não termos perdas de carga”, enfatizou. As reuniões do Coagro são trimestrais e as do Cosag, mensais.


Presidente do Cosag, Tereza Cristina aceitou o convite para a realização de ações conjuntas dos conselhos e apoiou a iniciativa. “Temos sombreamentos no Brasil muito grandes. Por que não melhorar isso e trabalhar em conjunto? Aceito o compartilhamento de agendas”, afirmou a senadora.


Com informações do site da CNI

Morre advogado de MS que emocionou o país ao fazer velório em vida

 

                                            Juliano de Almeida/Campo Grande News




O advogado campo-grandense Tiago Pitthan, morreu na noite de domingo, dia 05. A partida foi pouco mais de um mês depois de transformar sua própria despedida em uma celebração que ganhou repercussão nacional, ao fazer o próprio velório em vida.


De acordo com o Campo Grande News, ele contou à família que havia sido chamado ao hospital e já estava internado quando deixou uma mensagem que se tornou sua despedida.


“Eu tô bem, tô em paz, tô feliz. Valeu a pena. Tudo valeu a pena. Tive uma vida boa, é isso, eu venci. Porque eu venci todos os dias. Um beijo do Bom Sujeito."


A publicação resume a forma como decidiu enfrentar um câncer terminal: sem negar a morte, mas fazendo questão de viver até o último instante.


Ele não queria ser lembrado pela doença, mas pelo que construiu em vida. Por isso, chamou a atenção do país ao fazer o próprio velório no dia 30 de maio, no bairro Jardim Seminário, em Campo Grande.


A festa que ocupou manchetes de jornais, programas de televisão e redes sociais, foi pensada como uma comemoração à sua trajetória enquanto ainda podia abraçar, ouvir e agradecer amigos e familiares.


A ideia teria surgido depois que Tiago foi ao velório do pai, viu os amigos e familiares contando histórias e lembranças e sentiu que faltava a pessoa homenageada no local.


O velório do advogado está marcado para começar às 10h desta segunda-feira, dia 06, no Cemitério Memorial Park, no Bairro Universitário, em Campo Grande.

Mercado financeiro reduz projeção da inflação para 5,30%

 

                                              Divulgação



O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) projetado pelo mercado financeiro para este ano foi reduzido para 5,30%, segundo o boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (6) pelo Banco Central (BC). Na última semana, a estimativa era de 5,33%.


O índice, que é referência oficial da inflação no país, foi reduzido pela primeira vez após 16 semanas, mas o percentual permanece acima da meta que deve ser perseguida pelo BC, de 3%, com intervalo de tolerância entre 1,5% e 4,5%, conforme estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).


Para 2027, a projeção da inflação permanece em trajetória de aumento, passando de 4,17% para 4,18% em relação à semana anterior. As estimativas para 2028 e 2029 se mantiveram estáveis em 3,7% e 3,5%, respectivamente.


Selic

A projeção da taxa básica de juros (Selic) para 2026 foi mantida pelos analistas em 14%, indicando que este ano haverá mais um corte sobre a atual taxa de 14,25% estabelecida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, no último dia 17 de junho. A próxima reunião do Copom deve ocorrer nos dias 4 e 5 de agosto.


A previsão da Selic para 2027 foi mantida em 12% ao ano, em relação à última projeção. Não houve alteração na taxa básica de juros esperada para os anos de 2028 e 2029, permanecendo as projeções da última semana em 10,5% e 10% ao ano.


PIB

A estimativa média de Produto Interno Bruto (PIB), que indica o crescimento da economia brasileira, permaneceu em 1,99% para este ano. Na projeção para 2027, o indicador, que resulta da soma dos bens e serviços produzidos no país, cresceu de 1,68%, para 1,69%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro manteve a estimativa do PIB em 2% para os dois anos.


Câmbio

No boletim Focus desta semana, a estimativa para a cotação do dólar, em 2026, foi mantida em R$ 5,20. Para 2027, a projeção permaneceu em R$ 5,58 e para 2028, em R$ 5,35. A previsão  para o câmbio em 2029 ficou estável em R$ 5,40.

CAMPO GRANDE TCE-MS recebe resposta e acompanhará execução das medidas para manutenção da pavimentação asfáltica

 




O Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul recebeu a resposta da Prefeitura de Campo Grande ao ofício encaminhado pela Corte de Contas que solicitou esclarecimentos sobre as providências adotadas para garantir a continuidade dos serviços de manutenção da pavimentação asfáltica da Capital.


Na manifestação encaminhada ao Tribunal, a administração municipal informa que reconhece a importância da conservação da malha viária e apresenta um conjunto de medidas para assegurar a continuidade dos serviços. Entre as ações anunciadas estão o planejamento de uma nova licitação, a utilização do credenciamento por meio do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Sustentável da Região Central de Mato Grosso do Sul (CENTRAL-MS), além da formação de equipes próprias e da manutenção da gestão dos contratos atualmente vigentes.


A Prefeitura também informa que o novo modelo de contratação prevê mecanismos de controle, fiscalização e rastreabilidade das intervenções, com acompanhamento presencial dos serviços, registros fotográficos, georreferenciamento, medições diárias e comprovação técnica da execução antes da liberação dos pagamentos.


Para o conselheiro relator, Osmar o envio das informações representa uma etapa importante, mas o trabalho do Tribunal de Contas prossegue. O compromisso assumido pela administração municipal será acompanhado de forma permanente, com fiscalização das medidas anunciadas e da efetiva continuidade dos serviços de manutenção da pavimentação asfáltica.


"O papel do Tribunal de Contas não se encerra com o recebimento da resposta. Vamos acompanhar a implementação das providências informadas pela Prefeitura, verificando se elas serão efetivamente executadas e se produzirão resultados para a população. Nosso compromisso é garantir a correta aplicação dos recursos públicos e a continuidade de um serviço essencial para a segurança e a mobilidade urbana", destaca o conselheiro relator.


O Tribunal continuará monitorando o cumprimento das medidas apresentadas pela Prefeitura e adotará as providências cabíveis caso sejam constatadas irregularidades ou descumprimento dos compromissos assumidos.