segunda-feira, 20 de julho de 2026

Adolescente é morto com cerca de 12 tiros dentro de casa na Nhanhá

 

                                            (Foto: Pietra Dorneles/Jornal Midiamax)


Um adolescente de 16 anos foi executado a tiros dentro de casa na madrugada desta segunda-feira (20), na Vila Nhanhá, em Campo Grande.


O crime mobilizou equipes da Polícia Civil, do GOI (Grupo de Operações e Investigações) e da perícia, enquanto os autores seguem foragidos.


Conforme apurado pelo Jornal Midiamax, André Oliveira dos Santos estava deitado no sofá quando dois homens chegaram ao imóvel em uma motocicleta, aparentemente do modelo Biz.


Um deles desceu, entrou na residência e efetuou diversos disparos contra o adolescente, enquanto o comparsa aguardava do lado de fora.


Após o crime, a mãe da vítima entrou em desespero. Testemunhas relataram à reportagem do Midiamax que ela saiu à rua gritando e procurando pelo filho. Moradores também afirmaram que acordaram com o barulho dos tiros e lamentaram a violência constante na região.


Segundo o boletim de ocorrência, André foi encontrado próximo à porta da sala com pelo menos 12 perfurações provocadas por disparos de arma de fogo. O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas apenas constatou a morte.


Ainda de acordo com a polícia, outro adolescente, de 17 anos, dormia na residência e acordou ao ouvir os disparos. A perícia recolheu 11 cápsulas de munição calibre 9 milímetros no local.


A motivação do homicídio ainda é investigada. Conforme o registro policial, a vítima teria discutido com um rapaz, que não mora no bairro, cerca de dois dias antes do assassinato. Até o momento, nenhum suspeito foi preso.


Fazenda afrouxa regra de empréstimo a estados e destrava crédito de R$ 536 milhões ao Amapá

 

                                               Pedro Ladeira - 18.dez.25/Folhapress

  • Reduto do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, estava impedido de contratar operação devido a inadimplência

  • Portaria foi assinada pelo ex-ministro Fernando Haddad; envolvidos não respondem se o parlamentar tratou do empréstimo



O Ministério da Fazenda afrouxou uma regra de empréstimo a estados e municípios e permitiu que o Amapá tomasse um crédito de R$ 536 milhões, com garantia soberana, apenas três meses após dar um calote em dívidas que tinham a própria União como fiadora. Sem a flexibilização, o estado precisaria respeitar uma quarentena de 12 meses.


A mudança foi feita em portaria assinada em 2 de março de 2026 pelo então ministro Fernando Haddad e publicada no dia seguinte no DOU (Diário Oficial da União). Vinte e cinco dias depois, o estado concluiu a contratação do crédito junto ao Banco do Brasil, com a garantia de que o Tesouro honrará os pagamentos em caso de inadimplência.


Sem a alteração, o Amapá só poderia obter empréstimo sem garantia soberana. A concessão do aval, porém, é relevante para aumentar o apetite dos bancos e tornar a operação mais barata, devido ao menor risco.


O Amapá é reduto eleitoral do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil) —com quem o governo Lula (PT) mantém uma relação de idas e vindas— e do líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT). No início deste ano, Alcolumbre, que é presidente do diretório do União Brasil no Amapá, filiou à sigla o atual governador do estado, Clécio Luís, de olho em sua reeleição.


Procurado, Fernando Haddad disse, em nota, que seu gabinete referendou a mudança "levando em conta as informações elaboradas pelo corpo técnico do Tesouro Nacional". O ex-ministro não respondeu se Alcolumbre ou outro representante do estado entrou em contato com ele para tratar do empréstimo.


A assessoria de Alcolumbre afirmou, também em nota, que "o presidente do Congresso Nacional não acompanha as questões administrativas internas" do governo do Amapá "por não se tratarem de atribuições inerentes ao exercício de seu mandato".


"Entretanto, na condição de senador pelo Amapá, [Alcolumbre] mantém permanente atenção aos temas do estado e atua na defesa dos interesses da população amapaense, apoiando iniciativas que contribuam para o desenvolvimento do Amapá, sempre com absoluto respeito às competências constitucionais de cada Poder e às decisões dos órgãos técnicos responsáveis", afirmou.


A reportagem questionou novamente se o presidente do Senado tratou do empréstimo, mas não houve resposta.


O governo do Amapá disse que "mantém diálogo institucional com a bancada federal" em temas de interesse do estado. "Entretanto, a tramitação da operação de crédito observou os procedimentos técnicos e legais conduzidos pelos órgãos federais competentes", afirmou.


O Amapá negociava o empréstimo com o BB desde o fim de 2025, mas ficou impedido de receber garantia da União após deixar de pagar três parcelas de contratos anteriores com Caixa Econômica Federal e BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social).


As prestações somavam R$ 19,55 milhões e venceram em 15 de dezembro de 2025. O Tesouro honrou os pagamentos em 5 e 7 de janeiro de 2026 e bloqueou recursos do estado para se ressarcir, como previsto nos contratos.


Uma portaria da Fazenda previa que, caso a garantia fosse acionada por inadimplência, o estado ou município ficaria impedido de receber aval da União em novo empréstimo por 12 meses. É uma regra que perpassou diferentes governos: foi criada em 2017, na gestão de Michel Temer (MDB), mantida sob Jair Bolsonaro (PL) e, até então, vinha sendo preservada pelo governo Lula.


Em 4 de fevereiro deste ano, o Tesouro Nacional avisou o estado do impedimento. "O ente teve honra de aval efetuada pela União, de maneira que fica impossibilitado de receber garantia da União até 07/01/2027", diz ofício assinado pela subsecretária de Relações Financeiras Intergovernamentais, Suzana Teixeira Braga.


Em 23 de fevereiro, a área chefiada por Braga emitiu uma nota técnica complementar, em um processo já em andamento, para sugerir a flexibilização do prazo de 12 meses. O argumento era que entes com "inadimplemento pontual e já regularizado" eram alvo de sanção desproporcional em comparação àqueles com atrasos habituais. A posição foi endossada pelo então secretário do Tesouro, Rogério Ceron, hoje número dois do Ministério da Fazenda.


A nota não fez menção explícita ao Amapá, mas o secretário de Fazenda do estado, Jesus Vidal, confirmou à Folha que pediu a reconsideração do caso.


"Fizemos um documento questionando a STN [Secretaria do Tesouro Nacional], dizendo que o Amapá não poderia ser penalizado por um ano, porque historicamente nunca precisou da garantia da União", disse. "Eu inclusive [me] reuni com com os técnicos da STN, expliquei para eles, e eles fizeram essa flexibilização."


A Fazenda não informou quem participou dessas conversas, nem esclareceu se Alcolumbre ou algum outro político tratou do empréstimo com o ministério.


No texto sugerido pela área técnica, se o estado ou município acionasse uma única vez a garantia soberana nos últimos 12 meses, a proibição poderia ser "excepcionalizada por ato do Secretário do Tesouro Nacional". Em caso de reincidência, a punição seria ampliada para 24 meses.


A portaria assinada por Haddad e que está em vigor saiu com redação distinta. Em vez de submeter a exceção a uma decisão do secretário do Tesouro, a norma apenas reduziu o prazo de suspensão para dois meses —o que destravaria o empréstimo do Amapá quase que imediatamente, a partir de 7 de março.


Em 9 de março, porém, a Fazenda precisou publicar uma retificação porque o texto beneficiava quem tivesse acionado "uma única honra", e o Amapá havia atrasado três parcelas. A última versão contempla quem não conseguiu pagar "uma ou mais parcelas ou obrigações financeiras de operações de crédito com vencimento em uma mesma data". Era o exato caso do Amapá.


A operação foi liberada pelo Tesouro em 18 de março e efetivamente contratada pelo estado no dia 27 do mesmo mês.


Em nota, a Fazenda disse que a revisão da portaria "não representou uma flexibilização unilateral" e que ela "ampliou o rigor em casos de reincidência". "A mudança buscou, portanto, reduzir o risco de litígios judiciais por questões de desproporcionalidade", afirmou.


A Folha consultou mais de 700 páginas dos processos de análise do empréstimo e de mudança na portaria, mas não conseguiu localizar justificativa técnica para a fixação do prazo de dois meses, nem quem sugeriu tal redação. Essas perguntas tampouco foram respondidas pela Fazenda, que disse apenas ter o dever de avaliar periodicamente melhorias em normas.



Um integrante da equipe econômica reconheceu, sob condição de anonimato, que não se adotou metodologia específica para fixar o prazo em dois meses, mas disse que esse ponto pode ser revisto se for considerado inadequado.


A Folha também analisou dados de inadimplência dos demais entes nos últimos dois anos para saber se mais algum deles foi beneficiado pela portaria. Dos que tiveram apenas um atraso, só o Acre contratou operação de crédito —mesmo assim, mais de 12 meses após o ocorrido e sem contar com garantia da União.


O integrante da Fazenda ouvido sob reserva não conseguiu elencar outros beneficiados, mas disse que a regra é recente e que a lista deve aumentar com o tempo. Esse interlocutor nega que a mudança tenha sido feita para atender ao Amapá.


O empréstimo de R$ 536 milhões foi contratado oito meses após o estado obter um primeiro crédito de R$ 239 milhões, também com o Banco do Brasil e com aval da União.


Na primeira operação, de julho de 2025, o estado aceitou pagar CDI (Certificado de Depósito Interbancário) mais 6,8% ao ano. Na segunda, a cobrança caiu a CDI mais 1,24% ao ano.


Segundo um técnico, embora seja habitual reduzir os juros em operações maiores para respeitar os limites legais do estado, uma variação tão grande é incomum.


O BB disse que não pode comentar negócios com seus clientes em respeito ao sigilo bancário, mas afirmou que "todas as operações de crédito junto ao setor público são estruturadas de forma a assegurar retorno adequado", considerando risco, prazo, custos operacionais e taxa pactuada.


Idiana Tomazelli

Folha de São Paulo

Para inibir pesca predatória, fiscalização é reforçada com operação no Rio Dourados

 

                                               Divulgação PMA



Em continuidade às ações da Operação Jovem Guerreiro, a Polícia Militar Ambiental realizou, na sexta-feira (18/7), patrulhamento fluvial no Rio Dourados, no trecho compreendido entre o Porto Cambira (MS-156) e a Ponte da 5ª Linha (MS-376), no município de Vicentina.


A operação teve como objetivo prevenir e reprimir a pesca predatória e demais crimes ambientais na região.


Durante a fiscalização, foram abordadas 15 embarcações e 37 pessoas, que passaram por vistoria documental, conferência das autorizações de pesca e inspeção dos petrechos utilizados. Nenhuma irregularidade foi constatada, sendo todos os pescadores orientados quanto ao cumprimento da legislação ambiental vigente.


Ao longo do patrulhamento, a equipe retirou do leito do rio oito anzóis de galho, petrechos de pesca proibidos e sem identificação de proprietário. O material foi apreendido e encaminhado ao 2º BPMA para as providências cabíveis.


A presença constante da Polícia Militar Ambiental nos rios de Mato Grosso do Sul contribui para a preservação dos recursos pesqueiros, inibe práticas ilegais e promove o uso sustentável dos ambientes aquáticos por meio da fiscalização e da orientação aos usuários.


Tarifas dos EUA preocupam e negociações devem continuar, defende Senado

 

                                             Foto: Edilson Rodrigues


A CRE, que tem como vice-presidente a senadora Tereza Cristina, continuará atuando na defesa dos setores produtivos e na busca de uma solução negociada

A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) do Senado divulgou nesta quinta-feira, 16/07, nota oficial em que manifesta preocupação com a tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.


A nota ressalta que a comissão, que tem como vice-presidente a senadora Tereza Cristina (PP-MS), continuará atuando na defesa dos setores produtivos e na busca de uma solução negociada que evite uma escalada comercial prejudicial aos interesses do Brasil.


Na avaliação da CRE, o próprio governo americano, ao divulgar sua decisão, afirma que a aplicação das tarifas não encerra as tratativas e que as medidas poderão ser revistas. “Esse é um sinal de que o diálogo permanece aberto e deve continuar sendo prioridade”, destaca a comissão.


De acordo com a CRE, a decisão final do governo americano representa um cenário “menos gravoso” do que inicialmente imaginado.


“A lista de exceções foi ampliada e passou a contemplar novos produtos de interesse da pauta exportadora brasileira, entre eles ferro-gusa, determinados couros, alguns produtos de madeira, mel orgânico, café instantâneo e outros insumos estratégicos. Esse avanço demonstra que o diálogo institucional e a mobilização dos setores produtivos produziram resultados”, destaca a nota, assinada pelo presidente da Comissão, Nelsinho Trad (PSD-MS).


O documento lembra ainda que o Brasil dispõe de instrumentos legais para defender seus interesses, entre eles a Lei da Reciprocidade Econômica, aprovada pelo Congresso Nacional em 2025. A senadora Tereza Cristina, que foi relatora da lei, defende que ela só seja utilizada em último caso, depois de esgotadas todas as negociações.


Com informações da Agência Senado

Brasil passa a produzir principal remédio para HIV do SUS

 

                                           Máquina instalada na estação Luz do metrô de São Paulo para retirada de PrEP e PEP (profilaxia pré-exposição e profilaxia pós-exposição), medicamentos de distribuição gratuita usados para prevenir a infecção pelo HIV - Rubens Cavallari - 27.ago.25/Folhapress

  • Fiocruz conclui transferência de tecnologia do dolutegravir e aguarda registro da Anvisa para iniciar a distribuição

  • Fabricação nacional deve reduzir custos e diminuir a dependência de importações




O Brasil passou a dominar toda a tecnologia necessária para fabricar o dolutegravir, antirretroviral mais utilizado no tratamento do HIV no país. Combinado a outros medicamentos, ele é a base do programa nacional de profilaxia para evitar a proliferação do vírus em pessoas já infectadas ou expostas a ele.


A Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) concluiu a transferência de tecnologia do medicamento, etapa que deve reduzir a dependência de importações, diminuir os custos de produção para o SUS (Sistema Único de Saúde) ao longo dos próximos anos e ampliar a segurança no abastecimento de um remédio utilizado por mais de 770 mil brasileiros.


O início da produção em escala depende agora apenas da concessão do registro sanitário pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para que os primeiros lotes fabricados integralmente em Farmanguinhos —laboratório na Fiocruz vinculado ao Ministério da Saúde— possam ser distribuídos à rede pública.


O domínio da tecnologia encerra um processo iniciado em 2020, quando a Fiocruz firmou uma parceria com a farmacêutica ViiV Healthcare, detentora da patente do medicamento. Desde então, a fundação adaptou sua estrutura industrial, incorporou métodos de controle de qualidade e capacitou equipes para internalizar todas as etapas de fabricação do antirretroviral.


Na prática, a transferência representa mais do que um avanço industrial. Ao produzir o medicamento no país, o governo reduz a exposição às oscilações do mercado internacional, fortalece a capacidade de resposta do SUS diante de eventuais crises de abastecimento e ganha margem para reduzir, ao longo do tempo, os gastos com um dos medicamentos mais adquiridos pelo Ministério da Saúde.


Embora a economia dependa do volume de produção e das futuras negociações de compra, a fabricação nacional tende a diminuir custos relacionados a importação, royalties e variações cambiais.


O dolutegravir é considerado hoje o principal medicamento da política brasileira de tratamento do HIV. Incorporado ao SUS há quase uma década, tornou-se a base do esquema terapêutico recomendado pelo Ministério da Saúde por apresentar elevada eficácia, baixa incidência de efeitos adversos e alta barreira ao desenvolvimento de resistência do vírus.


A OMS (Organização Mundial da Saúde) também o recomenda como tratamento preferencial para a maioria das pessoas vivendo com HIV.


Além da fabricação do dolutegravir isolado, o acordo firmado entre Fiocruz e ViiV prevê uma nova etapa de transferência tecnológica para a produção nacional da combinação entre dolutegravir e lamivudina, outro medicamento amplamente utilizado pelo SUS.


A conclusão da transferência de tecnologia ocorre em um momento de transformação no tratamento e na prevenção do HIV. Pesquisadores e gestores de saúde acompanham o desenvolvimento de medicamentos de longa duração, capazes de reduzir drasticamente a frequência de administração.


O principal deles é o lenacapavir, da farmacêutica Gilead. Aplicado por meio de uma injeção a cada seis meses, o medicamento apresentou resultados considerados históricos em estudos clínicos voltados à prevenção da infecção pelo HIV, com eficácia próxima de 100% entre mulheres cisgênero e superior a 99% entre homens cis e pessoas trans que fazem sexo com homens.


Os resultados fizeram crescer a expectativa de que o medicamento possa transformar a prevenção da doença, especialmente entre pessoas que enfrentam dificuldades para manter o uso diário da profilaxia pré-exposição ao vírus.


Ao mesmo tempo, o remédio abriu uma disputa internacional sobre acesso. Organizações da sociedade civil, pesquisadores e governos pressionam por mecanismos que ampliem a oferta da tecnologia em países de média e baixa renda, diante da preocupação com o preço que poderá ser praticado pela fabricante.


Bruno Lucca

Folha de são Paulo

Pagamentos do Bolsa Família de NIS final 1 começam nesta segunda

 

                                             Notas 100 e moedas de 1 real (Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)



A Caixa Econômica Federal começa a pagar a parcela de julho do Bolsa Família. Recebem nesta segunda-feira (20) os beneficiários com NIS (Número de Inscrição Social) de final 1.


Os beneficiários de 175 municípios de seis estados receberão o crédito nesta segunda, independentemente do número final do NIS.


O pagamento unificado beneficia localidades em situação de emergência ou em estado de calamidade pública nos seguintes estados: Amazonas (três municípios), Paraíba (31), Paraná (8), Rio Grande do Norte (120), Roraima (6) e Sergipe (7).


O valor mínimo do benefício corresponde a R$ 600. Além do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais.


- Benefício Variável Familiar Nutriz, que paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade, para garantir a alimentação da criança

- Acréscimo de R$ 50 a famílias com gestantes e filhos de 7 a 18 anos

- Adicional de R$ 150, a cada criança de até 6 anos.


No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.


Além do benefício integral, há o pagamento da regra de proteção. Em vigor desde junho de 2023, essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante receba o equivalente a até meio salário mínimo.


Desde junho do ano passado, o tempo de permanência na regra de proteção foi reduzido de dois para um ano. No entanto, quem entrou na regra até maio de 2025 continua a receber metade do benefício por dois anos.


Desde 2024, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o PBF (Programa Bolsa Família). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes). (Com ABr)


Homem é preso após apontar arma a clientes em restaurante

 

                                              Divulgação


Um homem foi preso na noite de sábado (18/7) pela Polícia Militar de Ponta Porã após ameaçar frequentadores de um restaurante na região central da cidade com uma arma de fogo.


A ocorrência foi registrada na Avenida Guia Lopes, após equipes da PM serem acionadas via COPOM para atender a uma denúncia de ameaça e porte ilegal de arma de fogo em um estabelecimento comercial.


No local, o proprietário do restaurante relatou aos policiais que um cliente, visivelmente embriagado e alterado, teria iniciado uma confusão, discutido com um garçom e arremessado uma garrafa de cerveja ao chão. Ao tentar intervir na situação, o empresário foi surpreendido pelo autor, que sacou uma pistola, engatilhou a arma e passou a apontá-la em sua direção, fazendo ameaças de morte.


Segundo a ocorrência, o homem também teria apontado a arma para outras pessoas presentes no estabelecimento, provocando momentos de pânico. Mulheres e crianças correram em busca de abrigo, enquanto um policial civil que estava no local interveio verbalmente até que os demais clientes estivessem seguros. Em seguida, o autor se evadiu do restaurante em seu veículo.


Após diligências, a equipe da Polícia Militar localizou o veículo em frente à residência do autor. Ao atender a equipe policial, inicialmente ele negou estar armado, mas, após ser confrontado com imagens de vídeo do ocorrido, admitiu possuir uma arma de fogo em casa e autorizou a entrada dos policiais no imóvel.


Durante as buscas, foi apreendida uma pistola calibre .380, acompanhada de 13 munições e uma caixa da arma, conforme informado pelo próprio autor.


Ainda durante a ocorrência, a equipe de trânsito foi acionada para os procedimentos administrativos relacionados à suspeita de embriaguez ao volante. No entanto, o homem recusou-se a realizar o teste do bafômetro.


De acordo com a Polícia Militar, o autor possui antecedentes criminais por porte ilegal de arma de fogo, ameaça, injúria e vias de fato.


O homem foi detido e encaminhado à Primeira Delegacia de Polícia Civil, onde permanece à disposição da Justiça.