quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Após homicídio em restaurante, suspeito se apresenta à polícia

 



                                             Discussão em restaurante termina em homicídio em Cassilândia. (Foto: Reprodução)



A investigação sobre o assassinato registrado na madrugada desta quarta-feira (4) em um restaurante no centro de Cassilândia avançou horas depois do crime, quando o principal suspeito decidiu se apresentar espontaneamente à Polícia Civil.


A entrega, segundo reportagem do G1MS, ocorreu no período da tarde, após contatos intermediados pela defesa.


Desde o início da manhã, equipes policiais já realizavam diligências para localizar o homem, de 30 anos, apontado como autor do ataque que resultou na morte de um jovem de 29 anos.


Antes da apresentação formal, a advogada do suspeito esteve na delegacia informando que mantinha diálogo com o cliente e que trabalhava para viabilizar a entrega. Pouco tempo depois, ele compareceu à unidade policial, acompanhado da defesa.


Seguindo os procedimentos de praxe, o suspeito foi levado à Santa Casa para exame de corpo de delito, onde recebeu sutura no polegar da mão direita. Em seguida, retornou à delegacia, prestou depoimento e foi encaminhado à cela, com os direitos legais preservados.


Crime durante a madrugada


Conforme apurado pela Polícia Civil, vítima e suspeito chegaram juntos ao restaurante por volta das 4h, em um veículo branco. Ambos teriam consumido bebida alcoólica antes de uma discussão que começou logo após a entrada no local.


Funcionários relataram que os dois se aproximaram do balcão como se fossem realizar um pedido, mas não chegaram a consumir nada. A conversa rapidamente evoluiu para um desentendimento mais intenso.


Imagens do sistema de monitoramento mostram o momento em que o suspeito atinge a vítima com golpes de faca. Mesmo ferido, o jovem ainda tentou se deslocar para o interior do estabelecimento, mas foi atacado novamente, caiu e morreu no local.


Após o crime, o autor fugiu utilizando o próprio veículo, deixando um par de chinelos no estacionamento. A Polícia Militar foi acionada, isolou a área e aguardou a perícia criminal. Finalizados os trabalhos técnicos, o corpo foi encaminhado para os procedimentos legais.


A investigação também aponta que, após a briga inicial, o suspeito chegou a buscar atendimento médico, mas deixou a unidade hospitalar antes de concluir o atendimento.


O caso segue sob apuração da Polícia Civil de Cassilândia, que trabalha para esclarecer a dinâmica e a motivação do homicídio.

Reforma tributária muda estratégia das empresas do agro

 

                                             Foto: Pixabay


O período de transição é tratado como uma oportunidade para quem se antecipa

O agronegócio brasileiro convive historicamente com variáveis que afetam planejamento e resultados, como clima, custos e oscilações de mercado. Análise de Luis Wulff, CEO do Tax Group, aponta que a tributação passou a ter peso estratégico com a Reforma Tributária e a transição para o novo modelo de impostos sobre o consumo. Segundo o conteúdo, a gestão tributária deixa de ser apenas operacional e passa a impactar diretamente rentabilidade, fluxo de caixa e sustentabilidade das empresas do setor.



O período de transição é tratado como uma oportunidade para quem se antecipa, ajusta processos e toma decisões baseadas em dados. A avaliação destaca que o principal impacto da reforma não está apenas em alíquotas, mas na forma como as empresas registram operações, classificam produtos e organizam cadastros e documentos. Com a migração para um modelo de IVA, a fiscalização tende a ser mais automatizada e integrada, tornando inconsistências um fator de perda financeira imediata, com efeitos sobre créditos, capital de giro e disputas administrativas.


No agronegócio, esses efeitos são amplificados pela interdependência da cadeia produtiva. Falhas em etapas iniciais podem comprometer créditos e custos ao longo de todo o processo. O texto também ressalta que a rentabilidade futura estará cada vez mais ligada à capacidade de reter valor, controlar créditos, conhecer o custo real das operações e evitar soluções fiscais de alto risco. A organização financeira e tributária aparece como elemento central de competitividade, previsibilidade e sustentabilidade em um novo cenário regulatório.



“O Brasil está entrando em um novo momento tributário. Como em toda mudança grande, algumas empresas vão improvisar e outras vão se planejar. Acredito, sinceramente, que o agronegócio brasileiro pode sair mais forte desse processo — mais eficiente, mais competitivo e mais sustentável. Mas isso passa por uma escolha clara: tratar a tributação apenas como custo ou usá-la como uma alavanca de gestão e longevidade”, comenta.


Exportações de mel caem em volume e sobem em receita

 

                                           Foto: Divulgação



O Brasil exportou 34.468 toneladas de mel “in natura” entre janeiro e dezembro de 2025, volume 9,1% inferior ao registrado no mesmo período de 2024, quando os embarques somaram 37.931 toneladas. Apesar da retração no volume, a receita alcançou US$ 116,472 milhões, crescimento de 15,8% na comparação anual. O preço médio nacional atingiu US$ 3.379,13 por tonelada, alta de 27,5% frente ao valor observado em 2024, conforme o Boletim Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (5) pelo Departamento de Economia Rural da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, com base em dados do Agrostat Brasil.



No acumulado de 2025, o Paraná encerrou o ano na terceira colocação entre os estados exportadores de mel natural, com 5.983 toneladas embarcadas e receita de US$ 20,069 milhões, a um preço médio de US$ 3.354,38 por tonelada. No mesmo período de 2024, o estado havia exportado 3.969 toneladas, com faturamento de US$ 10,395 milhões e preço médio de US$ 2.619,05 por tonelada.


Minas Gerais liderou o ranking em 2025, com exportações de 7.722 toneladas e receita de US$ 26,383 milhões, a um preço médio de US$ 3,42 por quilo. Em 2024, o estado havia exportado 7.761 toneladas, com faturamento de US$ 21,483 milhões e preço médio de US$ 2,77 por quilo. O Piauí ficou na segunda posição, com 6.564 toneladas e receita de US$ 21,677 milhões em 2025, enquanto no ano anterior os embarques alcançaram 10.032 toneladas, com US$ 25,548 milhões em receita e preço médio de US$ 2,55 por quilo. Santa Catarina ocupou a quarta colocação, com 4.822 toneladas exportadas e US$ 16,478 milhões em receita em 2025, ante 5.477 toneladas e US$ 14,217 milhões em 2024.


Os Estados Unidos permaneceram como principal destino do mel brasileiro em 2025, concentrando 84,2% do volume exportado no período. O país importou 29.026 toneladas, com receita de US$ 97,783 milhões e preço médio de US$ 3,37 por quilo. Em 2024, as compras somaram 29.985 toneladas, com faturamento de US$ 78,638 milhões e preço médio de US$ 2,62 por quilo. Mesmo após a aplicação do “tarifaço” de 50% a partir de 6 de agosto de 2025, as exportações para os Estados Unidos recuaram 3,2% em volume, enquanto a receita avançou 24,3%, em função do maior valor pago pela tonelada do mel no período.



Ao longo do segundo semestre, os efeitos da sobretaxa se refletiram na dinâmica das compras norte-americanas. Em agosto de 2025, os Estados Unidos importaram 2.941 toneladas e desembolsaram US$ 10,675 milhões, volumes e valores superiores aos de igual mês de 2024, movimento associado à antecipação de compras. Em setembro, as importações recuaram para 2.338 toneladas, com gasto de US$ 8,448 milhões, volume inferior ao de 2024, mas com receita maior em função da elevação do preço médio. Em outubro, os embarques somaram 1.643 toneladas, com US$ 5,502 milhões em receita, novamente com menor volume e maior faturamento na comparação anual.


Em novembro, mesmo após anúncios de retirada parcial de tarifas para diversos produtos brasileiros, o mel permaneceu sujeito à alíquota de 50%. No mês, os Estados Unidos importaram 1.433 toneladas, com gasto de US$ 3,160 milhões, queda expressiva em relação a novembro de 2024, quando haviam sido adquiridas 3.862 toneladas, com US$ 10,455 milhões em receita. O preço médio por tonelada recuou para US$ 2.204,90 no mês.


O ano foi encerrado com retração nas compras em dezembro, quando os Estados Unidos importaram 1.419 toneladas, redução de 39,8% no volume frente ao mesmo mês do ano anterior, com receita de US$ 4,978 milhões, queda de 29,8%. Houve, no entanto, recuperação pontual no preço médio, que alcançou cerca de US$ 3.508 por tonelada, acima do observado em dezembro de 2024.


O setor apícola encerrou 2025 em cenário de incerteza, com a continuidade da tarifa sobre o mel brasileiro nos Estados Unidos. O desempenho do segmento permanece condicionado às negociações bilaterais e à capacidade de abertura de novos mercados, em um contexto de limitações logísticas e sanitárias no curto prazo.


Tereza Cristina aponta protecionismo europeu como barreira ao agro

 

                                               Divulgação


De Brasília 


A senadora Tereza Cristina (PP-MS) afirmou que a resistência de parte do Parlamento Europeu ao acordo entre Mercosul e União Europeia reflete um cenário global cada vez mais protecionista, especialmente após a pandemia.


Segundo ela, o temor europeu está diretamente ligado à competitividade dos produtos agrícolas brasileiros.


“O mundo ficou mais protecionista. Os europeus têm medo dessa concorrência com a entrada do nosso produto”, afirmou a senadora, ao comentar as salvaguardas criadas pelo bloco para proteger seus agricultores.


Tereza Cristina destacou que o Parlamento Europeu aprovou, em dezembro, um projeto que permite a suspensão temporária das regras de importação do Mercosul para determinados produtos, como aves e carnes, medida vista como um entrave direto ao avanço do acordo comercial.


Para a parlamentar sul-mato-grossense, o Brasil precisa responder com instrumentos equivalentes. “Já temos a Lei da Reciprocidade. Agora é regulamentar para que tenhamos as mesmas salvaguardas que eles”, defendeu.


Além das restrições comerciais, os eurodeputados encaminharam o texto do acordo ao Tribunal de Justiça da União Europeia para a emissão de um parecer jurídico — procedimento que, segundo o senador Nelsinho Trad, pode levar até dois anos.


Diante desse cenário, o presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado avalia que o Congresso brasileiro poderá organizar uma missão oficial ao continente europeu para dialogar com os parlamentares do bloco. A iniciativa, segundo ele, poderá ocorrer “no momento oportuno”, com apoio do presidente do Senado, Davi Alcolumbre.


Impacto econômico do acordo


O acordo entre Mercosul e União Europeia prevê a eliminação ou redução gradual de até 90% das tarifas de importação e exportação ao longo de dez anos, além da ampliação de cotas para produtos como carne, etanol, açúcar e arroz.


As negociações começaram em 1999 e são consideradas estratégicas para o agronegócio brasileiro. Para Tereza Cristina, no entanto, o avanço do acordo dependerá de equilíbrio nas regras e da garantia de condições justas de concorrência entre os blocos. (Com informações da Agência Senado)

Conjuntura Online

Produção de café deve crescer 17,1% em 2026

 

                                             Foto: Divulgação


Conab eleva estimativa da safra de café para 2026


A primeira estimativa para a produção de café em 2026 indica colheita de 66,2 milhões de sacas beneficiadas, volume 17,1% superior ao registrado no ciclo anterior. O crescimento projetado reflete a bienalidade positiva da cultura, o aumento de 4,1% da área em produção, estimada em 1,9 milhão de hectares, e a elevação da produtividade, prevista em 12,4%, com rendimento esperado de 34,2 sacas por hectare. As informações constam no 1º Levantamento da Safra de Café de 2026, divulgado nesta quinta-feira (5) pela Companhia Nacional de Abastecimento. Se confirmada, a produção deverá superar o recorde anterior da série histórica da estatal, registrado em 2020, quando foram colhidas 63,1 milhões de sacas.



Para o café arábica, espécie mais influenciada pela bienalidade, a estimativa aponta produção de 44,1 milhões de sacas, alta de 23,3% em relação à safra passada. O avanço é atribuído ao crescimento da área em produção, às condições climáticas observadas ao longo do ciclo e ao efeito da bienalidade positiva.


No caso do conilon, a Companhia Nacional de Abastecimento projeta colheita de 22,1 milhões de sacas, aumento de 6,4% frente a 2025. A estatal indica que o resultado pode estabelecer novo recorde para a variedade na série histórica, em função da ampliação da área em produção e das condições climáticas registradas até o momento.


Em Minas Gerais, principal produtor de café do país e com a maior área destinada ao arábica, a produção foi estimada em 32,4 milhões de sacas. O desempenho é associado à distribuição das chuvas nos meses que antecederam a floração e a fatores fisiológicos da planta.



Em São Paulo, a expectativa é de colheita de 5,5 milhões de sacas de arábica, influenciada pela bienalidade positiva e pela recuperação de áreas afetadas no ciclo anterior.


Na Bahia, a produção total é projetada em 4,6 milhões de sacas, crescimento de 4% em relação ao ciclo passado, sendo 1,2 milhão de sacas de arábica e 3,4 milhões de sacas de conilon.


No Espírito Santo, a produção foi estimada em 19 milhões de sacas, alta de 9% na comparação anual. A maior parte do volume corresponde ao conilon, com previsão de 14,9 milhões de sacas, crescimento de 5% frente à safra anterior, mantendo o estado como principal produtor da variedade no país. O resultado é atribuído às precipitações registradas no norte capixaba, que favoreceram as lavouras.


Em Rondônia, onde o cultivo é destinado exclusivamente ao conilon, a produção é estimada em 2,7 milhões de sacas, avanço de 18,3% em relação à safra passada. A projeção considera a renovação do material genético por plantas clonais e as condições climáticas observadas desde o início do ciclo.


No mercado externo, as exportações brasileiras somaram 41,9 milhões de sacas de 60 quilos em 2025, queda de 17,1% no volume embarcado, mas a receita atingiu US$ 16,1 bilhões, novo recorde da série histórica, após alta de 30,3% em relação a 2024, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. O desempenho foi impulsionado pela elevação de 57,2% no valor médio do produto no período.


Para 2026, a expectativa é de manutenção de preços em patamares elevados, mesmo diante da projeção de safra recorde no Brasil e da perspectiva de boa produção no Vietnã. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos projeta consumo mundial de 173,9 milhões de sacas de 60 quilos, influenciado pelo aumento da demanda em mercados asiáticos, como China, Indonésia e Vietnã.


Segundo o USDA, os estoques mundiais no início da safra 2025/26 devem alcançar 21,3 milhões de sacas de 60 quilos, o menor nível em 25 anos, queda de 7,8% em relação ao ciclo anterior. Ao final da temporada, a estimativa é de redução adicional de 5,4%, para 20,1 milhões de sacas, o que tende a manter os preços do café pressionados no mercado.


Rios avançam e deixam cidades de MS em alerta para inundação

 

                                             Rios Taquari e Aquidauana colocam cidades de MS em alerta. (Foto: Reprodução)



O volume elevado de chuvas nos últimos dias fez os rios Taquari e Aquidauana subirem rapidamente e colocou municípios de Mato Grosso do Sul em situação de alerta para possíveis inundações.


Dois comunicados de emergência foram emitidos na quarta-feira (4), diante do risco de transbordamento e dos impactos já registrados em áreas ribeirinhas.


Em Coxim, o Rio Taquari ultrapassou a cota de inundação, provocando a retirada de pelo menos duas famílias que viviam às margens do rio. O avanço das águas ameaça residências, propriedades rurais e estruturas próximas ao leito, ampliando o risco de prejuízos materiais.


Já o Rio Aquidauana segue em ritmo acelerado de cheia. Em Aquidauana, o nível do rio ficou a apenas oito centímetros da cota de inundação, o que mantém as autoridades em estado de atenção máxima, apesar de ainda não haver registro oficial de famílias desabrigadas no município.


Dados do sistema de monitoramento da Agência Nacional de Águas apontam que, às 16h desta quarta-feira, o Rio Aquidauana atingiu 7,22 metros, muito próximo do limite crítico de 7,30 metros. Em Coxim, o Rio Taquari chegou a 5,01 metros ainda pela manhã, patamar considerado de emergência.


O acompanhamento da situação é feito pela Sala de Situação do Gerenciamento de Recursos Hídricos, que analisa continuamente os dados hidrológicos em conjunto com o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul. O objetivo é antecipar cenários de risco e orientar medidas preventivas nos municípios mais vulneráveis.


O alerta ganha ainda mais peso diante dos estragos recentes registrados em Corguinho, município localizado às margens do Rio Aquidauana. Tempestades no início de fevereiro deixaram famílias isoladas, destruíram pontes e causaram alagamentos em vias urbanas. O volume de chuva acumulado superou em mais de 40% a média esperada para todo o mês.


Com a previsão de continuidade das instabilidades, autoridades recomendam atenção redobrada à população ribeirinha e monitoramento constante das áreas de risco, já que o nível dos rios pode seguir subindo nos próximos dias.


Taquari entra em nível crítico em Coxim


A cheia do Rio Taquari avançou para um patamar considerado de emergência em Coxim, reflexo direto do volume elevado de chuvas acumulado desde o fim de semana em toda a bacia hidrográfica. O cenário já indica a expansão da lâmina d’água sobre áreas próximas ao leito, o que aumenta o risco de novos transtornos caso as instabilidades persistam.


De acordo com o monitoramento hidrológico, o ritmo de elevação do rio preocupa técnicos e autoridades, já que o solo saturado reduz a capacidade de absorção da água e favorece o transbordamento.


“Estamos acompanhando a evolução dos níveis em tempo real. As chuvas persistentes em toda a bacia hidrográfica têm elevado rapidamente as cotas dos rios, aumentando o risco de transbordamentos e impactos diretos às áreas mais vulneráveis”, afirmou Leonardo Sampaio, gerente de Recursos Hídricos do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul.


Nos três primeiros dias de fevereiro, Coxim acumulou cerca de 200 milímetros de chuva, volume que corresponde a aproximadamente 94% da média prevista para todo o mês, estimada em 212 milímetros.


Aquidauana perto do limite


Em Aquidauana, a situação também inspira atenção. O nível do Rio Aquidauana subiu de forma acelerada ao longo do dia e se aproxima da cota de inundação, estabelecida em 7,30 metros. Pela manhã, o registro indicava 6,97 metros, mas, poucas horas depois, o nível chegou a 7,22 metros, uma elevação de quase 30 centímetros em curto intervalo.


A rápida subida reforça o alerta para a possibilidade de transbordamento, com impactos potenciais tanto em áreas urbanas quanto em propriedades rurais localizadas às margens do rio. (Com informações do G1MS)

Distrito de Palmeiras tem alerta após elevação do nível do rio Aquidauana

 

                                              Rio Aquidauana no distrito de Piraputanga (Foto: Álvaro Rezende/Secom/Arquivo)


Após dois alertas serem emitidos para Aquidauana e Coxim devido a elevação dos rios Aquidauana e Taquari, respectivamente, o Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), por meio da Sala de Situação do GRH (Gerenciamento de Recursos Hídricos), emitiu novo o Aviso de Evento Crítico.


Dessa vez o risco foi detectado no distrito de Palmeiras, no território municipal de Dois Irmãos do Buriti. Ali, passa o rio Aquidauana, onde foi verificada elevação considerável do nível também naquele trecho. O comunicado foi registrado às 22h40 desta terça-feira (4).


De acordo com as medições realizadas pela PCD (Plataforma de Coleta de Dados), o rio atingiu a cota de 661 centímetros às 22h30, superando o nível de emergência estabelecido em 650 centímetros, considerado patamar de inundação. A situação representa potencial para danos materiais significativos e riscos à integridade da população ribeirinha.


O Imasul aponta que o aumento do volume do Rio Aquidauana está diretamente relacionado às chuvas registradas desde o último fim de semana na região. Mesmo com a previsão de redução do acumulado nos próximos dias, ainda são esperadas pancadas de chuva na bacia hidrográfica.


Segundo o Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima) de Mato Grosso do Sul, há previsão de continuidade das precipitações entre os dias 4 e 5 de fevereiro de 2026.


O cenário é reforçado por avisos meteorológicos nacionais: o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) emitiu alerta com grau de severidade 'perigo' para o período. O CPTEC (Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos) classificou a previsão de chuvas intensas como nível 2 para a mesma janela de tempo.


Invasão de áreas próximas ao rio


Com a elevação do nível, já foi observado o início do processo de invasão das águas em áreas lindeiras ao curso do rio, o que pode agravar o cenário caso as chuvas persistam e a vazão continue aumentando. O gerente de Recursos Hídricos do Imasul, Leonardo Sampaio, destacou que a situação exige atenção contínua das autoridades e da população local.


"Estamos acompanhando o comportamento do rio em tempo real por meio das plataformas de monitoramento. O nível já ultrapassou a cota de emergência e pode provocar alagamentos em áreas ribeirinhas. A orientação é para que a população fique atenta aos comunicados oficiais e siga as recomendações da Defesa Civil", afirmou.


O diretor-presidente do Imasul, André Borges, ressaltou que o trabalho integrado entre os órgãos públicos é fundamental para reduzir riscos e proteger vidas. "Esse tipo de evento exige resposta rápida e articulada. O Imasul mantém o monitoramento permanente das bacias hidrográficas e já atua em conjunto com a Defesa Civil e demais instituições para antecipar medidas preventivas, minimizar impactos e garantir a segurança da população", declarou.