domingo, 19 de julho de 2026

"Primeiro, foi um choque. Depois, felicidade", diz árbitro que vai comandar a final da Copa do Mundo

 

                                               Divulgação/ FIFA



O árbitro esloveno Slavko Vinčić será o responsável por comandar a final da Copa do Mundo da FIFA 2026™ entre Argentina e Espanha, neste domingo, 19 de julho, no Estádio de Nova York/Nova Jersey. O árbitro descreveu a oportunidade como uma “honra incrível”.


Vinčić, de 46 anos e natural de Maribor, na Eslovênia, foi informado da escala por Pierluigi Collina, diretor de arbitragem da FIFA e presidente do Comitê de Árbitros da entidade, e contou que ficou surpreso com a notícia.


“Primeiro, foi um choque. Depois, felicidade. Eu estava tremendo. É uma honra incrível receber a final da Copa do Mundo da FIFA”, afirmou. “É algo que representa apenas um sonho para um árbitro, para um jovem árbitro quando começa a carreira. Por isso, estou muito orgulhoso, muito orgulhoso de mim e da minha equipe.”


Com a escala, Vinčić se torna o 23º árbitro da história a comandar uma final de Copa do Mundo e o primeiro esloveno a alcançar esse feito.


“É muito difícil colocar tudo isso em palavras, mas estou muito orgulhoso por representar meu país, a Eslovênia, no maior evento esportivo do mundo”, disse. “Estou muito orgulhoso. Minha equipe também está, e faremos o nosso melhor.”


Vinčić é um árbitro experiente, com passagens por algumas das principais competições do futebol europeu e internacional. Ele apitou jogos da Eurocopa de 2020 e, dois anos depois, comandou a final da Liga Europa de 2022, entre Eintracht Frankfurt e Rangers.


Em 2024, foi o árbitro da final da Liga dos Campeões da UEFA entre Borussia Dortmund e Real Madrid, além de atuar na Eurocopa de 2024, incluindo a semifinal entre França e Espanha. No ano passado, também trabalhou em partidas da Copa do Mundo de Clubes da FIFA 2025™, disputada nos Estados Unidos.


Esta será sua segunda Copa do Mundo. Na edição de 2022, no Catar, dirigiu duas partidas. Já no Mundial de 2026, apitou os confrontos entre Brasil e Marrocos e Jordânia e Argélia, pela fase de grupos, além do duelo entre México e Equador, pela fase de 32 avos de final.


Vinčić fez questão de dividir o reconhecimento com toda a equipe de arbitragem, especialmente com os assistentes Tomaž Klančnik e Andraž Kovačič.


“A arbitragem é um trabalho de equipe. Sem eles, sem Tomaž e Andraž, isso não seria possível”, afirmou. “Estou muito feliz por tê-los ao meu lado durante toda a minha carreira. Somos grandes amigos, formamos uma ótima equipe, e sou muito grato a eles.”


O jordaniano Adham Makhadmeh será o quarto árbitro da final, enquanto seu compatriota Mohammad Al-Kalaf atuará como árbitro assistente reserva.


Para a disputa do terceiro lugar entre França e Inglaterra, neste sábado, no Estádio de Miami, o venezuelano Jesús Valenzuela foi escalado como árbitro principal. Ele será auxiliado pelos compatriotas Jorge Urrego e Tulio Moreno. O marroquino Jalal Jayed atuará como quarto árbitro, enquanto seu compatriota Zakaria Brinsi será o árbitro assistente reserva.


A FIFA também confirmou as equipes responsáveis pelo árbitro de vídeo para as duas partidas. Na decisão do terceiro lugar, o uruguaio Leodan González será o VAR, com o americano Armando Villarreal como assistente de vídeo (AVAR) e o espanhol Carlos Del Cerro Grande como árbitro de apoio ao VAR.


Já na final de domingo, o alemão Bastian Dankert comandará o VAR. Ele terá como assistente o colombiano Nicolás Gallo, enquanto o catariano Khamis Al Marri será o árbitro de apoio ao sistema de vídeo.

Capital recebe feiras, exposições e corrida neste fim de semana

 





Quem permanecer em Campo Grande neste fim de semana terá diversas opções gratuitas de lazer, cultura, gastronomia e esporte. A programação de sábado (18) e domingo (19) inclui feiras de economia criativa, exposições de artes visuais, bazar beneficente e uma etapa do Circuito Sesc de Corrida nos Bairros.


No sábado (18), a Praça Ary Coelho recebe, das 9h às 14h, mais uma edição do Coletivo de Mulheres Empreendedoras. O evento reúne expositoras de artesanato, moda, gastronomia e economia criativa, valorizando o empreendedorismo feminino e incentivando a geração de renda.


Para os apreciadores das artes visuais, duas exposições seguem abertas ao público. Na Galeria de Vidro, no Complexo Ferroviário, a mostra “Olhar Suspenso”, do artista Wendel Fontes, pode ser visitada das 8h às 12h. A exposição apresenta pinturas inspiradas em memórias, infância e cenas do cotidiano e permanece em cartaz até 22 de julho.


Outra opção é a exposição “Cartografias do Atravessamento”, na Casa de Cultura, aberta das 9h às 12h. Primeira mostra individual de Renan Reis em Campo Grande, a exposição reúne bordados, pinturas, colagens, esculturas, instalações e recursos tecnológicos, propondo reflexões sobre memória, afeto e transformação. A visitação é gratuita e segue até 21 de agosto.


No domingo (19), o Armazém Cultural recebe um bazar beneficente das 9h às 22h. O público poderá encontrar roupas, calçados, perfumes, eletrônicos, ferramentas, artigos de pesca, celulares, malas e outros produtos. De acordo com a organização, a renda será destinada à manutenção de projetos sociais e ao desenvolvimento de ações em escolas municipais e estaduais.


Também no domingo, das 9h às 15h, a Feira da Sagarana movimenta a Travessa Pacaty com expositores de gastronomia, artesanato, economia criativa e atrações culturais, consolidando-se como um dos principais eventos mensais de convivência e lazer da Capital.


Para quem prefere esporte, a Praça do Papa será palco da etapa Santo Amaro do Circuito Sesc de Corrida nos Bairros. A programação acontece das 6h às 10h, com percurso de cinco quilômetros e participação de cerca de 800 atletas. O evento é promovido pela Pantanal Race em parceria com o Sistema Fecomércio MS e o Sesc/MS.


Com atrações distribuídas em diferentes regiões da cidade, o fim de semana oferece opções para todos os públicos, reunindo cultura, lazer, esporte e iniciativas que fortalecem a economia criativa e o comércio local.

                                           Reprodução

Construção de rotatória e obras mudam tráfego no domingo

 




Obras de modernização viária, competições desportivas e celebrações comunitárias modificarão o fluxo de veículos em Campo Grande neste domingo (19). A Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) elaborou um esquema especial de desvios para assegurar a fluidez do tráfego e a proteção de trabalhadores e peões durante os bloqueios. O cronograma do fim de semana também engloba alertas importantes para o início da rotina útil, na segunda-feira (20). 


A principal intervenção ocorre na Avenida Rodolfo José Pinho, no cruzamento com as ruas Dos Vendas e Chaadi Scaff. O troço ficará fechado de forma integral ao longo do domingo para a construção de uma nova rotatória. Os condutores que transitam no sentido Centro-Bairro precisarão de utilizar as ruas São Vicente e Uberlândia como alternativas. No sentido oposto, a rota de contorno designada é a Rua Patagônia. Na segunda-feira, as equipas de engenharia continuarão no local a operar das 08h00 às 16h00, com a manutenção dos mesmos desvios. 


Ainda no eixo das infraestruturas essenciais, a Avenida José Nogueira Vieira passará por obras na rede de esgotamento sanitário, especificamente no perímetro compreendido entre as ruas Babilônia e do Prato. A restrição exigirá o desvio pelas travessas Moana e San Martin das 08h00 às 17h00. Nas proximidades dessa região, o cruzamento da Avenida Marquês de Pombal com a José Nogueira Vieira também sofrerá alterações de fluxo das 07h00 às 18h00, com acesso liberado exclusivamente aos moradores locais. 


O calendário de domingo também acomoda as atividades de bem-estar social. A partir das 07h00, a Rua Américo Marques e o seu entorno abrigarão um evento desportivo de corrida, mantendo a circulação de trânsito apenas em meia pista. No período da tarde, a partir das 14h00, a Rua Imburus, na altura do número 1.146, passará por bloqueio para a realização de uma festa julina, direcionando os automobilistas para as ruas Acauã e Saint Roman. Mais tarde, a Rua Alberto Torres fechará das 16h00 às 21h00 para o encerramento do Acampamento Fac, com desvios pelas ruas Doutor Jair Garcia e Felipe Dos Santos. 


Além da continuidade dos trabalhos na Avenida Rodolfo José Pinho, a segunda-feira registará uma intervenção pesada de trânsito na região central: a remoção da rotatória no cruzamento da Avenida Rachid Neder com a Rua Arthur Jorge. As máquinas operarão no troço das 08h00 às 16h00. Para circular pela área, o condutor com destino ao Centro deverá aceder às ruas 13 de Junho e José Alberto Pereira. No trajeto inverso (Centro-Bairro), as vias indicadas pelas equipas operacionais são a 25 de Dezembro e a Pio Rojas. A recomendação da Agetran é que os automobilistas saiam antecipadamente de casa e reduzam a velocidade ao passarem pelos perímetros operacionais. 


Resumo dos Bloqueios 


DOMINGO (19/07) 


Avenida Rodolfo José Pinho (com as ruas Dos Vendas e Chaadi Scaff): Bloqueio integral. Motivo: Construção de rotatória. Rotas alternativas: Sentido Centro-Bairro pelas ruas São Vicente e Uberlândia; Bairro-Centro pela Rua Patagônia. 

Avenida Marquês de Pombal (esquina com a Rua José Nogueira Vieira): Das 07h00 às 18h00. Motivo: Obras viárias. Acesso local livre. 

Avenida José Nogueira Vieira (entre as ruas Babilônia e do Prato): Das 08h00 às 17h00. Motivo: Obras na rede de esgoto. Rotas alternativas: Travessas Moana e San Martin. 

Rua Américo Marques e região: A partir das 07h00. Motivo: Evento desportivo (corrida). Trânsito a fluir em meia pista. 

Rua Imburus, 1.146 (entre as ruas Acauã e Saint Roman): Das 14h00 às 23h59. Motivo: Festa Julina. Rotas alternativas: Ruas Acauã e Saint Roman. 

Rua Alberto Torres (entre as ruas Doutor Jair Garcia e Felipe Dos Santos): Das 16h00 às 21h00. Motivo: Acampamento Fac. Rotas alternativas: Ruas transversais diretas. 

SEGUNDA-FEIRA (20/07) 


Avenida Rodolfo José Pinho (com as ruas Dos Vendas e Chaadi Scaff): Das 08h00 às 16h00. Motivo: Construção de rotatória. Rotas alternativas: Sentido Centro-Bairro pelas ruas São Vicente e Uberlândia; Bairro-Centro pela Rua Patagônia.

Avenida Rachid Neder (cruzamento com a Rua Arthur Jorge): Das 08h00 às 16h00. Motivo: Remoção de rotatória. Rotas alternativas: Sentido Bairro-Centro pelas ruas 13 de Junho e José Alberto Pereira; Sentido Centro-Bairro pelas ruas 25 de Dezembro e Pio Rojas

Pollon tira satisfação com Valdemar e briga com Contar segue viva no PL de MS

 

                                            Foto:Montagem




O silêncio do presidente do Partido Liberal (PL) em Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, sobre o segundo nome do partido ao Senado tem um motivo: ninguém sabe o que pode acontecer até o dia da convenção.


Nesta semana, um novo capítulo, com Marcos Pollon tirando satisfação com o presidente nacional do partido, Valdemar da Costa Neto. Na quarta-feira, o deputado se reuniu com Valdemar e deixou claro que não aceitará a decisão calado.


Na conversa, Pollon reclamou do vídeo postado por Valdemar, sem nenhum comunicado sobre a decisão. Pontuou que foi o mais votado no Estado para deputado federal e listou apoio de Michele e Eduardo Bolsonaro. Na tentativa de apaziguar a situação, Valdemar empurrou o caso para o coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, Rogério Marinho, que tentará uma solução com a família Bolsonaro.


Pollon tem como incentivadores a esposa de Jair Bolsonaro, Michele Bolsonaro, e o filho, Eduardo Bolsonaro, de quem é amigo antes do mandato. Além disso, destaca que Jair Bolsonaro divulgou uma carta, em fevereiro, afirmando que ele seria um dos candidatos e não voltou a dizer que algo mudou.


A convenção do PL acontecerá no dia 1° de agosto, mas até o momento o partido não se pronunciou, oficialmente, sobre a escolha. Nem Pollon gravou vídeo após ser retirado da disputa no vídeo gravado por Valdemar da Costa Neto na semana passada, em parceria com Contar.


A previsão é de que esta corda sobre quem será o candidato do PL se arraste por mais alguns dias, até que Jair Bolsonaro decida, da prisão domiciliar, se rasga a promessa feita a Contar, de que escolheria por pesquisa, ou a Pollon, de que ele seria o candidato, o que lhe fez, inclusive, não se mudar para o Novo.


Fonte: Investiga MS

Multa para quem não vota é de R$ 3,51, valor que não é reajustado desde 1993

 

                                          Urna eletrônica utilizada na eleição de 2022 na 1ª Zona Eleitoral de São Paulo - Rubens Cavallari - 23.ago.22 /Folhapress

  • Novo Código Eleitoral, que propõe reajustar penalidade para R$ 5, aguarda votação no Senado

  • Especialista sugere facilitar acesso aos pontos de votação em vez de aumentar valor das multas



Sem reajuste desde 1993, a multa aplicada ao eleitor que não vota nem justifica a ausência varia de R$ 1,05 a R$ 3,51 por turno, conforme arbitramento da Justiça Eleitoral. Se o valor máximo tivesse sido corrigido pela inflação acumulada medida pelo IPCA desde então, a penalidade hoje seria cerca de R$ 27.


No passado, o sistema de multas eleitorais foi atrelado a diferentes formas de atualização econômica, do salário mínimo à UFIR (Unidade Fiscal de Referência), espécie de indexador usado no sistema federal.


Com a extinção da UFIR, em 2000, a Justiça Eleitoral manteve a base de cálculo congelada em R$ 35,13. Pela regra herdada do Código Eleitoral e normatizada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), a multa por ausência às urnas corresponde a entre 3% e 10% desse montante, cabendo ao juiz eleitoral arbitrar o valor final. Desse modo, a taxa regulamentar varia de R$ 1,05 a R$ 3,51 por turno.


No dia a dia dos cartórios, porém, as guias de recolhimento ou pagamentos via Pix são emitidas automaticamente no valor máximo de R$ 3,51. Essa padronização é respaldada por portarias de juízes eleitorais para acelerar o serviço de balcão e atende à exigência de aplicar o teto para quem regulariza a situação pela internet ou fora do seu domicílio eleitoral.


O economista e advogado André Meerholz avalia que a mudança no valor da multa não avança no Congresso por ser impopular. "O político que encampasse a ideia possivelmente sofreria repercussões negativas na mídia e nas redes sociais."


De acordo com Meerholz, uma multa alta desconsidera a diferença de renda no Brasil. "O impacto seria leve para quem ganha muito, mas pesaria demais para quem ganha pouco", diz.


O cientista político Antonio Lavareda avalia que a multa baixa sobrevive para blindar o Congresso, mas que a existência da lei dita o comportamento social. "A obrigatoriedade do voto torna a abstenção uma conduta reprovável, o que transparece nas pesquisas quando mais de 90% dos eleitores declaram que vão comparecer às seções eleitorais", explica.


O não comparecimento às urnas no país tem registrado patamares elevados e em escalada gradual. No primeiro turno das eleições gerais de 2022, o índice de abstenção superou 31 milhões de pessoas, correspondendo a 20% de todo o eleitorado apto, a maior porcentagem registrada em um primeiro turno desde 1998.


Nas eleições municipais de 2024, as ausências aumentaram: o índice foi de 21,71% no primeiro turno e deu um salto no segundo turno, quando chegou a 29,26%, o que significa que cerca de 3 em cada 10 eleitores deixaram de comparecer às urnas nas cidades que estenderam o pleito.


Como a abstenção costuma ser maior nas faixas de renda mais baixa, uma queda nessa taxa em 2026 beneficiaria provavelmente o presidente Lula (PT), que tem preferência mais expressiva nessa população.


Para Lavareda, o foco do debate público deveria sair da punição financeira e migrar para a derrubada de barreiras físicas. Medidas como a oferta de transporte gratuito e a abertura de creches públicas para apoiar mães chefes de família seriam, para ele, mais importantes.


O Novo Código Eleitoral (PLP 112/2021), que aguarda votação no plenário do Senado, propõe reajustar a penalidade por ausência para R$ 5.



A modernização tecnológica facilitou a quitação do débito. Hoje, o aplicativo e-Título permite pagar a multa via Pix diretamente pelo celular.


Para o advogado eleitoral Alberto Rollo, a facilidade traz uma contradição: "Não dá mais para falar em voto obrigatório com esse tipo de sanção. Seria mais fácil fazer uma emenda constitucional e mudar logo o artigo para voto facultativo", diz.


Pela legislação, o eleitor em débito fica impedido de obter passaporte, inscrever-se em concurso público, renovar matrícula em estabelecimentos de ensino oficial e receber salário de emprego público. Além disso, quem acumula três ausências consecutivas sem regularização tem o título cancelado, o que pode gerar a irregularidade do CPF.


Dados compilados pelo cientista político Jairo Nicolau a partir das estatísticas oficiais do TSE da eleição de 2022 mostram que a diferença de presença nas urnas entre analfabetos e eleitores com diploma universitário chega a 37 pontos percentuais.


A distância também se reflete na regularização. Entre os eleitores faltosos do primeiro turno de 2022, os registros do tribunal mostram que apenas 17% daqueles com ensino fundamental incompleto justificaram a ausência.


O índice salta para 47% entre os universitários, que recorrem às plataformas digitais para evitar os gargalos com o Estado. Para as populações mais vulneráveis, fora do radar de passaportes ou certidões de concursos, o cancelamento do título é uma ameaça quase invisível no cotidiano.


Mariana Grasso

Folha de São Paulo

Valdemar defende Tereza Cristina para ser vice de Flávio Bolsonaro

 

                                           A senadora Tereza Cristina durante agenda pública. (Foto: Reprodução)


O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou na sexta-feira (17) que a senadora Tereza Cristina (PP-MS) é o “nome ideal” para ocupar a vaga de vice na chapa do senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas eleições de 2026.


Em entrevista ao jornal O Globo, ele disse que a parlamentar reúne características consideradas importantes para a disputa e indicou que a definição poderá ficar em aberto até a convenção nacional do partido, marcada para 25 de julho.


“A candidata ideal seria a Tereza Cristina. Ela tem carisma e isso é muito importante em uma eleição presidencial, isso puxa voto”.


O dirigente também criticou a possibilidade de a economista Daniella Marques integrar a chapa. Segundo ele, apesar de reconhecer a competência da ex-presidente da Caixa Econômica Federal, o cargo de vice deve ser ocupado por alguém com capital eleitoral.


“Ela tem muito prestígio junto aos empresários e ela é muito competente. Agora, na minha opinião, tem que ser alguém que tenha voto. O Bolsonaro [ex-presidente] vai decidir. Ele e o Flávio”, disse.


Após a declaração, o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou a suspensão do direito de visita de Jair Bolsonaro por 30 dias e proibiu, enquanto durarem seus direitos políticos suspensos, “visitas com finalidade político-eleitoral até o término das eleições de 2026”, além da “divulgação de manifestos político-eleitorais, inclusive por terceiros, independentemente do meio utilizado”. Na prática, a decisão impede, ao menos formalmente, que o ex-presidente participe da definição da chapa ao lado do filho.


Apesar da manifestação de Valdemar, a escolha de Tereza Cristina enfrenta obstáculos políticos. A federação União Brasil-PP, da qual a senadora faz parte, tem sinalizado que não pretende apoiar a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro. Situação semelhante ocorre com o Republicanos, partido ao qual Daniella Marques é filiada.


Além disso, Tereza Cristina tem indicado que não pretende aceitar o convite para ocupar a vaga de vice.


Flávio Bolsonaro e Daniella Marques


Na quinta-feira (16), Daniella Marques participou, ao lado de Flávio, do lançamento do pacote “Brasil Por Elas”, conjunto de medidas voltadas ao público feminino. Durante o evento, o senador voltou a defender a possibilidade de uma mulher integrar sua chapa e citou, além de Daniella, as deputadas federais Simone Marquetto (PP-SP) e Clarissa Tércio (PP-PE) como opções.


Daniella Marques presidiu a Caixa Econômica Federal durante o governo Bolsonaro. Atualmente, é cofundadora do Grupo Pra Elas, plataforma voltada à autonomia financeira feminina, e coordena a elaboração das propostas econômicas para mulheres na pré-campanha de Flávio Bolsonaro.


Segundo Valdemar Costa Neto, a Executiva Nacional do PL terá até 5 de agosto para definir o nome que ocupará a vaga de vice na chapa presidencial.


*Com informações do Estadão Conteúdo

Convenções partidárias começam nesta segunda-feira; entenda

 

                                            Foto; Arquivo




As convenções partidárias estão liberadas a partir da próxima segunda-feira, dia 20 de julho. Os encontros, que reúnem os filiados de partidos políticos e federações, servem para escolher os candidatos que vão disputar cada cargo, assim como discutir a formação de coligações — quando os partidos se unem para disputar uma eleição em aliança.


A partir daí, as campanhas começam a ganhar forma, explica Guilherme Barcelos, especialista em Direito Eleitoral e sócio do Barcelos Alarcon Advogados. "O candidato, para que obtenha o deferimento do seu registro de candidatura, deverá, necessariamente, ter sido escolhido em convenção."


Na prática, depois da convenção, os pré-candidatos passam a ser considerados candidatos.


Para este ano, os partidos precisam definir quem vai disputar os cargos de:


presidente;


governador;


senador (duas vagas em disputa por estado);


deputado federal;


deputado estadual e distrital (no caso do DF).


O prazo das convenções vai até 5 de agosto. Depois disso, os candidatos escolhidos deverão ser registrados na Justiça Eleitoral, o que deve ocorrer até 16 de agosto. No dia seguinte, a campanha começa oficialmente, com propaganda e eventos de campanha liberados nas ruas e na internet. Veja as datas do calendário eleitoral.


Agenda de convenções da corrida presidencial


Os cinco principais candidatos da disputa presidencial já agendaram as suas convenções. Quatro delas serão em São Paulo, estado com maior número de eleitores.


25 de julho: Flávio Bolsonaro, do PL, em São Paulo.


26 de julho: Ronaldo Caiado, do PSD, em São Paulo.


27 de julho: Romeu Zema, do Novo, em Brasília.


1º de agosto: Renan Santos, do Missão, em São Paulo.


2 de agosto: Lula, do PT, em São Paulo.


É responsabilidade de cada partido escolher data e formato do evento, que pode ser presencial, virtual ou híbrido. Além disso, as convenções ocorrem em três níveis: nacional, estadual e municipal.


Ainda durante o evento, cabe a cada partido definir como será a escolha dos seus representantes: votação, reunião de lideranças ou algum outro critério.


No caso das candidaturas para o Congresso, as siglas devem respeitar a cota de gênero, com mínimo de 30% e máximo de 70% de candidaturas de cada sexo.


Também é na convenção que as siglas definem os números que os candidatos vão usar na urna.


No caso das federações, arranjo em que ao menos dois partidos concordam em atuar juntos por pelo mínimo quatro anos, a convenção também acontece de forma unificada.


"Nos 15 dias que antecedem a convenção, os convencionais [que pretendem ser candidatos] poderão realizar propaganda intrapartidária, destinada aos membros do partido e restrita a esse ambiente partidário. O objetivo é obter o apoio dos seus pares, possibilitando a escolha”, explica Barcelos.


Regras para as convenções


O Tribunal Superior Eleitoral estabelece algumas regras para o funcionamento das convenções, como: