terça-feira, 21 de abril de 2026

Custo da soja dispara e aperta margem

 

                                            O contrato de maio registrou alta de 0,30% - Foto: Agrolink


O contrato de maio registrou alta de 0,30%

O mercado internacional da soja encerrou a sessão com comportamento misto, refletindo forças opostas entre os derivados e a expectativa sobre o avanço da safra. Segundo a TF Agroeconômica, os contratos em Chicago fecharam próximos da estabilidade, com leves oscilações ao longo da curva.



O contrato de maio registrou alta de 0,30%, enquanto julho avançou 0,21%. Já o farelo de soja recuou, pressionado pela ausência de novas demandas, enquanto o óleo acompanhou a valorização do petróleo em meio a tensões no Estreito de Ormuz. O suporte do óleo limitou perdas mais expressivas da oleaginosa, mesmo com o mercado atento ao plantio nos Estados Unidos, que deve avançar de 6% para 12%. As inspeções de embarque subiram 1,34%, enquanto no Brasil a colheita se aproxima do fim, com 92% da área já concluída.


No Rio Grande do Sul, a colheita atinge 50% da área, mas segue irregular devido à umidade elevada. A produtividade média de 2.871 kg por hectare esconde diferenças regionais relevantes, enquanto o excesso de umidade aumenta custos operacionais e reduz a qualidade dos grãos. O encarecimento do diesel, impulsionado pelo petróleo, pressiona o frete e reduz a margem do produtor.


Em Santa Catarina, o mercado permanece sem novidades, em ritmo lento típico de véspera de feriado, com preços estáveis. No Paraná, a colheita está praticamente concluída e os preços seguem estáveis, com o frete sendo o principal fator de दबाव sobre a rentabilidade.


No Mato Grosso do Sul, os preços variam pouco e refletem o peso logístico sobre o produtor. Já em Mato Grosso, com a colheita finalizada, o principal desafio é a armazenagem, que cobre apenas 61,7% da produção, forçando vendas e pressionando os preços, enquanto o custo do transporte segue em alta.



Boi gordo inicia semana com preços estáveis

 

                                             Foto: Canva


Atacado de carne tem semana de pouca movimentação

O mercado do boi gordo iniciou a semana com preços estáveis em São Paulo, conforme análise do informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria, divulgada na segunda-feira (20). Segundo o relatório, “com parte dos frigoríficos fora das compras e com parte emendando ou antecipando o feriado de 21 de abril, a semana começou sem mudanças nos preços”.



De acordo com a consultoria, mesmo diante da baixa movimentação, houve melhora nas ofertas em algumas praças paulistas. “As ofertas vêm melhorando nas praças paulistas, o que tem possibilitado negócios abaixo da referência, mas sem volume suficiente para consolidar esse movimento”, informa o texto. A escala de abate no estado estava, em média, para oito dias.


Na Bahia, o cenário também foi de estabilidade. “A cotação não mudou em nenhuma das regiões”, aponta a análise. As escalas de abate estavam, em média, para dez dias na região Sul e para oito dias na região Oeste.


No mercado atacadista de carne com osso, o ritmo mais lento no varejo e os estoques abastecidos limitaram os negócios ao longo da semana. Ainda assim, a menor disponibilidade de carne nas câmaras, aliada à valorização da arroba do boi gordo, sustentou os preços das carcaças casadas, com exceção do boi inteiro, que registrou recuo.


Segundo o levantamento, a carcaça casada do boi capão apresentou alta de 0,6%, enquanto a do boi inteiro teve queda de 0,2%. Entre as fêmeas, a carcaça da vaca subiu 0,9% e a da novilha avançou 1,1%.


No segmento de proteínas alternativas, houve recuo nas cotações. O preço do frango médio caiu 2,9%, enquanto o suíno especial registrou queda de 2,1%, refletindo o comportamento mais cauteloso do mercado.


Senadora Tereza Cristina ressalta alterações no direito de propriedade e empresarial no novo Código Civil

 

                                              Divulgação

O direito das coisas está diretamente ligado à propriedade, ao patrimônio, ao uso dos bens, ou seja, ao cotidiano das pessoas", explicou Tereza Cristina, que presidiu a reunião no Senado

A Comissão Temporária do Código Civil (CTCivil) promoveu nesta semana, 15/04, audiência pública para discutir temas relacionados a dois ramos do direito, o direito das coisas e o direito empresarial. A comissão analisa o PL 4/2025, do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), que reforma o Código Civil vigente desde 2002.


Advogados, especialistas e professores trouxeram contribuições, críticas e sugestões para aprimorar diversas partes da proposta, entre elas o direito civil digital, fundos de investimento, contratos imobiliários e direitos reais sobre coisas alheias.


A senadora Tereza Cristina (PP-MS), que presidiu os trabalhos, destacou na abertura que esses dois ramos do direito são pilares da organização das relações privadas, da segurança jurídica e do desenvolvimento econômico do país, repercutindo diretamente na vida de milhões de brasileiros.   


“O direito das coisas está diretamente ligado à propriedade, a posse, ao uso dos bens, ou seja, ao cotidiano de quem compra um imóvel, regulariza um terreno, ou busca segurança sobre o seu patrimônio. Já as empresas influenciam a geração de empregos , a circulação de riquezas e o ambiente de negócios como um todo”, explicou.


Marcus Vinícius Furtado Coelho, representante do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), pediu que as empresas não sejam tratadas como adversárias do país. “Precisamos da reforma do Código Civil para trazer mais liberdade de iniciativa e segurança jurídica, para um ambiente favorável nos negócios em nosso país”, defendeu.


Coelho afirmou que é fundamental a manutenção do artigo 966A do novo Código, que trata dos princípios que devem nortear a interpretação e aplicação dos contratos empresariais.


Sugestões e críticas

Henrique Barbosa, presidente do Instituto Brasileiro de Direito Empresarial (Ibrademp), criticou a “sensação” de que a discussão do Livro de Direito de Empresa, uma das partes especiais do código, foi deixada “em segundo plano”.


Venceslau Tavares Costa Filho, advogado e professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), criticou, no projeto, dispositivos do Livro de Direito das Coisas e do Livro de Direito Digital, por trazerem questões de direitos autorais, marcas e patentes para dentro do Código Civil. Segundo ele, a medida não é avanço e sim um retrocesso, além de contrariar jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ).


Hércules Alexandre da Costa Benício, tabelião titular no Distrito Federal, argumentou que o direito das coisas precisa de menos atualização e reforma, já que foi bastante modificado desde 2004. Já Roberta Mauro Medina Maia, advogada e professora da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), defendeu mudanças no artigo 1.228 do projeto, que trata do direito de propriedade. Segundo ela, uma das inovações mais comentadas no projeto diz respeito à possibilidade de herdar o patrimônio digital. Ela acredita que é preciso explicar como se adquirem ativos patrimoniais no novo Código Civil.


Otávio Yazbek, advogado, trouxe contribuição sobre a regulamentação dos fundos de investimento na proposta do novo Código. Bruno Murat do Pillar, advogado da Confederação Nacional de Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), trouxe preocupações sobre o setor imobiliário. Rodrigo Mazzei, representante da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), expôs suas preocupações relativos aos direitos reais sobre coisas alheias.


Relatores parciais

Paula Andrea Forgioni, relatora parcial do Livro de Direito Empresarial, rebateu as críticas ao projeto e destacou que a proposta da subcomissão é modernizar o direito de empresa. Ela destacou a contribuição de desembargadores e juízes especializados no direito empresarial na proposta apresentada, além de sugestões colhidas nos tribunais dos Estados. Ela reconheceu ainda que há espaço para melhoria de redação no projeto.


Marco Aurélio Bezerra de Melo, relator parcial do Livro de Direito das Coisas, agradeceu as contribuições e afirmou que o trabalho da subcomissão foi norteado pela necessidade urgente de atualização do Código. Moacyr Lobato de Campos Filho, membro da Comissão de Juristas, elogiou o trabalho dos colegas. Nas considerações finais, Flávio Tartuce, relator-geral do anteprojeto, observou que esta foi a 16ª audiência da comissão temporária e elogiou o debate realizado.


Com informações da Agência Senado

Prefeitura destina R$ 3,5 mi em máquinas para agricultura familiar

 

                                               Reprodução



A Prefeitura de Campo Grande investe mais de R$ 3,5 milhões na compra de máquinas e equipamentos para a agricultura familiar, com foco na ampliação da produção e no aumento da renda de produtores rurais. 


No campo, os efeitos já aparecem no dia a dia. O presidente da Associação de Moradores e Pequenos Agricultores da região do Aguão, Pedro Martins Nés, destaca a mudança na rotina. “Esse maquinário traz uma estrutura que a gente não tinha. Nossa região é voltada para o leite, e agora conseguimos dar mais suporte aos produtores, melhorar a produção e, principalmente, aumentar a renda das cerca de 120 famílias atendidas.” 


A produtora Indira Laís Micky também aponta os impactos. “É a primeira vez que estou participando do PNAE e estou muito ansiosa. A Prefeitura deu todo o suporte na parte de documentação e orientação. A expectativa é melhorar a renda. Hoje trabalho com hortaliças folhosas, e essa oportunidade faz toda a diferença.” 


Já a representante da Comunidade Quilombola Chácara Buriti, Lucinéia de Jesus Domingos Gabelão, reforça a importância da continuidade das ações. “Essa parceria é fundamental. Já utilizamos os maquinários e agora estamos renovando esse apoio, o que garante a continuidade da produção. Estamos preparados para atender às demandas e participar desse processo. Para nós, é a realização de um sonho poder fornecer para o PNAE municipal.” 


O investimento contempla a aquisição de equipamentos que reduzem custos, dão mais agilidade às atividades e ampliam a capacidade produtiva no campo. 


Os recursos são provenientes de convênio com o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), por meio da Plataforma + Brasil. Ao todo, foram firmados seis contratos para aquisição de novos equipamentos, que serão cedidos aos produtores. 


Ao comentar a iniciativa, o secretário municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável, Ademar Silva Junior, destacou os efeitos na produção. “Estamos investindo diretamente na base da nossa produção, que é a agricultura familiar. Esses equipamentos vão garantir mais eficiência no trabalho no campo, reduzir custos e ampliar a capacidade produtiva dos nossos agricultores”. 


Com os novos maquinários, produtores ganham tempo, aumentam a produtividade e ampliam as possibilidades de renda, fortalecendo a produção local. 

IMUNIZAÇÃO Vacinação contra a Chikungunya em Dourados começa no dia 27 de abril

 

                                              Foto: Reprodução


O Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), criado pela Prefeitura de Dourados para coordenar o enfrentamento à epidemia de Chikungunya na Reserva Indígena e no perímetro urbano do município, anunciou hoje que a Secretaria Municipal de Saúde inicia no dia 27 de abril a campanha de vacinação contra o vírus da Chikungunya.


A campanha faz parte das estratégias definidas dentro do Plano de Ação de Incidente para o Enfrentamento da Chikungunya, um documento de 36 páginas com um conjunto de medidas fundamentais para conter o avanço da doença. “Nem todas as pessoas poderão tomar a dose em razão das contraindicações estabelecidas pelo Ministério da Saúde”, explica Marcio Figueiredo, secretário municipal de Saúde e coordenador-geral do COE.


O primeiro caminhão com doses da vacina chegou em Dourados na noite da sexta-feira (17). “Nesta quarta (22) e quinta-feira (23) vamos trabalhar na capacitação para todos os profissionais de enfermagem e vacinadores, preparando-os para esclarecer as pessoas sobre as restrições e identificar eventuais comorbidades antes de aplicação da vacina”, ressalta Marcio Figueiredo. “Esse  esquema vacinal será mais lento, já que antes de receber a dose o público alvo precisa passar por avaliação do profissional de saúde”, alerta.


Segundo o secretário municipal de Saúde, na sexta-feira (24) ocorrerá a distribuição das doses para todas as salas de vacinação do município, incluindo as unidades da saúde indígena. “Na segunda-feira (27) daremos início à vacinação em todas as unidades de saúde e no dia 1 de maio, Feriado do Dia do Trabalho, faremos uma ação de vacinação das 8h às 12h, em formato Drive-Thru, no pátio da Prefeitura de Dourados.


De acordo com as regras definidas pelo Ministério da Saúde, apenas pessoas com mais de 18 anos e menos de 60 anos poderão receber a vacina contra Chikungunya. O imunizante, desenvolvido pela empresa farmacêutica Valneva em parceria com o Instituto Butantan, busca prevenir a doença que é transmitida pelo Aedes aegypti. A meta é vacinar no mínimo 27% da população-alvo (moradores de Dourados de 18 a 59 anos), o que corresponde a cerca de 43 mil pessoas.


Aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em abril de 2025, a vacina começa a ser administrada de forma estratégica nas regiões de potencial risco de transmissão da doença nos próximos anos. No total, devem ser envolvidos cerca de 20 municípios de seis estados, conforme planejamento alinhado com o Ministério da Saúde.


A seleção dos municípios considerou desde fatores epidemiológicos, relacionados à potencial ocorrência de casos de chikungunya em regiões onde o vírus já está circulando, até o tamanho populacional dos municípios e a facilidade operacional de se implementar uma nova vacina no sistema local de saúde em um curto prazo.


Informativo Epidemiológico divulgado hoje Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública aponta que Dourados tem 4.972 casos prováveis da doença, com 2.074 casos confirmados, 1.212 casos descartados e outros 2.900 casos em investigação. Até o momento foram confirmadas 8 mortes em razão de complicações pela Chikungunya, sendo 7 delas de moradores da Reserva Indígena de Dourados.


VACINA SEGURA


A segurança da vacina e sua capacidade de gerar anticorpos foram demonstradas em estudos clínicos feitos nos Estados Unidos e no Brasil, publicados em revistas científicas internacionais. Nos EUA, aproximadamente 99% dos voluntários apresentaram resposta imunológica com anticorpos neutralizantes. As contraindicações seguem as orientações da bula aprovada pela Anvisa, incluindo pessoas imunodeficientes, imunossuprimidas, com hipersensibilidade aos componentes da vacina e gestantes. Além do Brasil, o imunizante já foi aprovado para uso no Canadá, Reino Unido e Europa.


A Chikungunya é uma doença viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo que transmite dengue e Zika. Costuma causar febre de início súbito (acima de 38,5°C) e dores intensas nas articulações de pés e mãos, além de dor de cabeça, dor muscular e manchas vermelhas na pele. Em casos mais raros, o vírus pode atingir o sistema nervoso central e gerar problemas neurológicos.


O principal impacto da Chikungunya é a dor nas articulações, que pode se tornar crônica, com duração de meses a anos. Sem um antiviral específico disponível, o tratamento é feito com antitérmicos e analgésicos, além de repouso e hidratação.  Nos estudos clínicos, a vacina foi geralmente bem tolerada, com eventos adversos em sua maioria de intensidade leve a moderada, e induziu resposta imunológica após uma única dose.


CONTA-INDICAÇÕES


A vacina contra Chikungunya não pode ser aplicada em gestantes ou lactantes; em, pessoas que façam uso de medicamentos imunossupressores, como corticóides em altas doses; pessoas com imunodeficiência congênita; pessoas que estão em tratamento de câncer com uso de quimioterapia e radioterapia; transplantados de órgão sólido; transplantados de medula óssea há menos de 2 anos; pessoas com HIV/Aids; pessoas com doenças autoimunes, como lúpus e artrite reumatóide; pessoas com duas dessas condições médicas crônicas: diabetes, hipertensão, insuficiência cardíaca, arritmia cardíaca, doença pulmonar crônica, doença renal crônica, obsidade (maior que IMC 30), doença hepática crônica, câncer (tratamento ou remissão).


A vacina também não pode ser aplicada em casos de pessoas que tenham tido Chikungunya nos últimos 30 dias; que estejam em estado febril grave; que tenha recebido outra vacina de vírus atenuado nos últimos 28 dias; que tenha recebido vacina de vírus inativado nos últimos 14 dias.


 ESTUDOS COMPLEMENTARES


A vacinação em regiões endêmicas (onde o vírus circula) será crucial para avaliar a efetividade do imunizante – ou seja, sua capacidade de reduzir casos da doença em contexto de mundo real. Para isso, o Instituto Butantan irá monitorar os casos positivos e negativos de chikungunya nos municípios participantes da estratégia, comparando os dados entre vacinados e não vacinados.


É fundamental que toda a população de Dourados fique atenta aos sintomas da doença e procure uma unidade de saúde em caso de febre acompanhada de dor nas articulações e/ou dor no corpo. Isso contribuirá para que os casos de chikungunya sejam diagnosticados e acompanhados adequadamente.


O Instituto Butantan também irá conduzir um estudo de pós-comercialização a fim de monitorar a segurança da vacina. A pesquisa irá identificar as gestantes que tomaram a vacina e não sabiam que estavam grávidas ou que engravidaram nos primeiros 30 dias após a vacinação. As mulheres que escolherem participar do estudo serão acompanhadas durante toda a gestação e no pós-parto.

Irã reabre principais aeroportos de Teerã, e Qatar anuncia retomada de voos de companhias estrangeiras

 

                                            Aeroporto Imam Khomeini em Teerã - Atta Kenare - 15.out.25/AFP

  • Dez aeroportos iranianos realizarão viagens a partir de sábado, informa autoridade de aviação

  • Cessar-fogo expira na quarta-feira


O Irã reabriu os dois principais aeroportos da capital Teerã nesta segunda-feira (20), informou a autoridade de aviação do país. O Aeroporto Internacional de Imam Khomeini e o aeroporto Mehrabad estavam fechados por causa da guerra contra os Estados Unidos e Israel.


A Organização de Aviação Civil acrescentou que voos de dez aeroportos em todo o país "também serão possíveis a partir de sábado".


O Qatar também anunciou nesta segunda que permitirá a retomada gradual dos pousos de companhias aéreas estrangeiras em seu principal aeroporto, pela primeira vez desde o início do conflito, em 28 de fevereiro.


O Qatar fechou seu espaço aéreo durante os ataques de drones e mísseis do Irã contra países do Golfo e o reabriu parcialmente em 7 de março, mas apenas para voos operados pela companhia aérea nacional, Qatar Airways.


"A Autoridade de Aviação Civil do Qatar emitiu um Notam (aviso aos aeronavegantes) no qual anuncia a retomada gradual das operações das companhias aéreas estrangeiras", informou o órgão em um comunicado.


Teerã e Washington concordaram em um frágil acordo de cessar-fogo que expira na quarta-feira (22). O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviará representantes do seu governo para uma segunda rodada de negociações em Islamabad, no Paquistão. Já a mídia estatal de Teerã afirma que o regime ainda não decidiu se mandará funcionários para as conversas.


Os dois lados trocaram acusações de violar o cessar-fogo neste domingo (19) enquanto o transporte marítimo no estreito de Hormuz permanece paralisado, após a República Islâmica reafirmar controle sobre a via, ampliando a tensão em uma das rotas mais estratégicas para o abastecimento global de energia.


Doha e Teerã | AFP

Netanyahu promete medidas severas contra soldado que atacou estátua de Jesus no Líbano

 

                                           Um soldado israelense danifica a cabeça de uma estátua de Jesus crucificado em Debel, vila no sul do Libano - Reprodução via Reuters

  • Vídeo mostra militar usando marreta contra imagem em vila cristã

  • Ministro das Relações Exteriores israelense pede desculpas aos cristãos pelo incidente



O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, prometeu nesta segunda-feira (20) "medidas severas" contra um soldado que foi filmado atacando, com uma marreta, uma estátua de Jesus no sul do Líbano.


As imagens, cuja autenticidade foi confirmada pelo Exército israelense, tiveram grande repercussão nas redes sociais e mostram um soldado israelense atingindo a cabeça de uma estátua de Jesus crucificado, que cai de sua cruz.


"Fiquei chocado e triste ao saber que um soldado das FDI (Forças de Defesa de Israel) havia danificado um símbolo religioso católico no sul do Líbano", escreveu Netanyahu na rede social X.


Netanyahu afirmou que as ações do soldado vão contra os valores judaicos de tolerância e que ele será punido.


"Condeno este ato nos termos mais enérgicos. As autoridades militares abriram uma investigação criminal e adotarão medidas disciplinares severas contra o autor", acrescentou.


A estátua fica na vila cristã Debel, uma das poucas no sul do Líbano onde os moradores permaneceram durante a campanha militar israelense.


A cruz fazia parte de um pequeno santuário no jardim de uma família que vive na periferia da vila, disse à agência Reuters Fadi Falfel, padre em Debel.


"Um dos soldados israelenses quebrou a cruz e fez essa coisa horrível, essa profanação dos nossos símbolos sagrados", disse ele.


"Pensávamos que o cessar-fogo nos traria algum alívio, mas ainda estamos cercados, sem poder ir e vir da cidade. Há algumas casas na periferia da cidade que estamos proibidos de acessar."


A Assembleia dos Ordinários Católicos da Terra Santa, que inclui o cardeal católico de Jerusalém, Pierbattista Pizzaballa, afirmou em comunicado que o ato "constitui uma grave afronta à fé cristã".


"Revela ainda uma preocupante falha na formação moral e humana, na qual até mesmo a mais elementar reverência pelo sagrado e pela dignidade dos outros foi gravemente comprometida", disse o comunicado.


O Exército israelense admitiu nesta segunda-feira, na rede social X, que é um incidente de "gravidade extrema" e que "a conduta do soldado é totalmente inconsistente com os valores que espera de suas tropas".


Acrescentou, ainda, que "serão adotadas medidas apropriadas contra todos os envolvidos", sem revelar detalhes, e informou que está trabalhando com a comunidade para "restaurar a estátua".


O ministro israelense das Relações Exteriores, Gideon Saar, condenou a ação, que qualificou como "vergonhosa e desonrosa".


"Acredito que serão adotadas as medidas severas necessárias contra quem cometeu esse ato repugnante", publicou no X. "Pedimos desculpas por este incidente a todos os cristãos cujos sentimentos foram feridos", acrescentou.


O Líbano foi arrastado para a guerra no Oriente Médio no início de março, quando o movimento pró-Irã Hezbollah lançou foguetes contra Israel em apoio a Teerã.


Israel respondeu com ataques em larga escala em todo o país e com uma invasão do sul que já mataram 2300 pessoas.


O embaixador dos EUA em Israel, Mike Huckabee, disse no X que "consequências rápidas, severas e públicas são necessárias".


O Exército israelense publicou no domingo (19) um mapa de sua nova linha de posicionamento dentro do Líbano, colocando dezenas de vilarejos libaneses, em sua maioria abandonados, sob seu controle.


Estendendo-se de leste a oeste, a linha de posicionamento no mapa avança de cinco a dez quilômetros para dentro do território libanês a partir da fronteira, onde Israel afirmou que pretende criar uma chamada zona de segurança.



Tel Aviv destruiu vilarejos libaneses na área, afirmando que seu objetivo é proteger cidades do norte de Israel contra ataques do Hezbollah. A estratégia é parecida com o que foi feito na Faixa de Gaza —organizações acusam Israel de expandir sua zona de controle com o objetivo de controlar militarmente o território


AFP e Reuters