sexta-feira, 10 de abril de 2026

Brasil terá Claus, Abatti e Wilton na arbitragem da Copa do Mundo

 

                                            Raphael Claus em ação na partida entre Sport e Vasco (Foto: Rafael Vieira/AGIF)



A Fifa escolheu três árbitros brasileiros para formarem o quadro de oficiais durante a Copa do Mundo: Raphael Claus (SP), Ramon Abatti Abel (SC) e Wilton Pereira Sampaio (GO).


O torneio, que será disputado nos EUA, no México e no Canadá de 11 de junho a 19 de julho, ainda contará com cinco bandeirinhas do país: Bruno Boschillia (PR), Bruno Pires (GO), Danilo Manis (SP), Rodrigo Figueiredo (RJ) e Rafael Alves (RS).


Por fim, Rodolpho Toski Marques (PR) atuará como VAR no Mundial.


No total, a Fifa selecionou 52 árbitros, 87 auxiliares e 30 árbitros de vídeo para a competição, que terá 104 partidas no total.


Claus e Pereira Sampaio voltam a participar da Copa depois de representarem o Brasil na competição do Catar, quatro anos atrás. Abatti Abel fará sua estreia no Mundial, mas participou da Copa do Mundo de Clubes no ano passado, assim como Pereira Sampaio.


Os nove brasileiros na equipe de arbitragem são um recorde para o país, que no torneio disputado no Oriente Médio teve sete representantes – naquele ano, Neuza Inês Back se tornou a primeira brasileira a estar numa Copa.


A última vez que o Brasil teve três árbitros numa Copa foi na de 1950, disputada no país. Desde então, sempre um único juiz foi selecionado, com exceção da de 2022.


Veja a lista completa:


Árbitros principais


Abdulrahman Al Jassim (Catar), Khalid Al Turais (Arábia Saudita), Yusuke Araki (Japão), Omar Artan (Somália), Pierre Atcho (Gabão), Ivan Barton (El Salvador), Dahane Beida (Mauritânia), Juan Gabriel Benitez (Paraguai), Juan Calderon (Costa Rica), Raphael Claus (Brasil) , Ismail Elfath (EUA), Espen Eskas (Noruega), Alireza Faghani (Austrália), Yael Falcon Perez (Argentina), Drew Fischer (Canadá), Cristian Garay (Chile), Katia Garcia (México), Mustapha Ghorbal (Argélia), Alejandro Hernandez (Espanha), Dario Herrera (Argentina), Jalal Jayed (Marrocos), Campbell-Kirk Kawana-Waugh (Nova Zelândia), Istvan Kovacs (Romênia), Francois Letexier (França), Ma Ning (China), Adham Makhadmeh (Jordânia), Danny Makkelie (Holanda), Szymon Marciniak (Polônia), Maurizio Mariani (Itália), Hector Said Martinez (Honduras), Amin Mohamed (Egito), Oshane Nation (Jamaica), Glenn Nyberg (Suécia), Michael Oliver (Inglaterra), Omar Al Ali (Emirados Árabes), Kevin Ortega (Peru), Tori Penso (EUA), Joao Pinheiro (Portugal), Ramon Abatti Abel (Brasil) , Cesar Ramos (México), Andres Rojas (Colômbia), Sandro Schaerer (Suíça), Ilgiz Tantashev (Uzbequistão), Anthony Taylor (Inglaterra), Gustavo Tejera (Uruguai), Facundo Tello (Argentina), Abongile Tom (África do Sul), Clement Turpin (França), Jesus Valenzuela (Venezuela), Slavko Vincic (Eslovênia), Wilton Pereira Sampaio (Brasil ) e Felix Zwayer (Alemanha).


Assistentes


Amos Abeigne (Gabão), Mahmoud Abouelregal (Egito), George Lakrindis (Austrália), James Lindsay (Austrália), Mostafa Akarkad (Marrocos), Tomasz Listkiewicz (Polônia), Mohammed Al Abakry (Arábia Saudita), Walter Lopez (Honduras), Mohamed Al Hammadi (Emirados Árabes), Luciano Maia (Portugal), Mohammad Al Kalaf (Jordânia), James Mainwaring (Inglaterra), Saoud Al Maqaleh (Catar), Mihai Marica (Romênia), Taleb Al Marri (Catar), Brooke Mayo (EUA), Ahmad Al Roalle (Jordânia), Jun Mihara (Japão), Lyes Arfa (Canadá), Juan Carlos Mora (Costa Rica), Kyle Atkins (EUA), David Moran (El Salvador), Carlos Barreiro (Uruguai), Tulio Moreno (Venezuela), Micheal Barwegen (Canadá), Alberto Morin (México), Isaak Bashevkin (Noruega), Cyril Mugnier (França), Mahbod Beigi (Suécia), Cristian Navarro (Argentina), Juan Pablo Belatti (Argentina), Kathryn Nesbitt (EUA), Gary Beswick (Inglaterra), Elvis Noupue (Camarões), Daniele Bindoni (Itália), Adam Nunn (Inglaterra), Marco Bisguerra (México), Michael Orue (Peru), Zakaria Brinsi (Marrocos), Benjamin Pages (França), Bruno Boschilia (Brasil), Corey Parker (EUA), Bruno Pires (Brasil), Antonio Pupiro (Nicarágua), Stuart Burt (Inglaterra), Rafael Alves (Brasil), Eduardo Cardozo (Paraguai), Mehdi Rahmouni (França), Gabriel Chade (Argentina), Christian Ramirez (Honduras), Danilo Manis (Brasil), Sandra Ramirez (México), Nicolas Danos (França), Jose Retamal (Chile), Stephane De Almeida (Suíça), Miguel Rocha (Chile), Jan De Vries (Holanda), Facundo Rodriguez (Argentina), Maximiliano Del Yesso (Argentina), Milciades Saldivar (Paraguai), Christian Dietz (Alemanha), Diego Sanchez (Espanha), Boris Ditsoga (Gabão), Zakhele Siwela (África do Sul), Jan Erik Engan (Noruega), Andreas Soderkvist (Suécia), Rodrigo Figueiredo (Brasil), Hessel Steegstra (Holanda), Timur Gaynullin (Uzbequistão), Nicolas Taran (Uruguai), Mokrane Gourari (Argélia), Alberto Tegoni (Itália), Alexander Guzman (Colômbia), Isaac Trevis (Nova Zelândia), Ahmed Hossam Taha (Egito), Andrey Tsapenko (Uzbequistão), Jerson Santos (Angola), Ferencz Tunyogi (Romênia), Bruno Jesus (Portugal), Jorge Urrego (Venezuela), Robert Kempter (Alemanha), Caleb Wales (Trinidad e Tobago), Tomaz Klancnik (Eslovênia), Abbes Akram Zerhouni (Argélia), Andraz Kovacic (Eslovênia), Adam Kupsik (Polônia) e Fei Zhou (China).


VAR


Khamis Al-Marri (Catar), Abdullah Alshehri (Arábia Saudita), Mahmoud Ashour (Egito), Ivan Bebek (Croácia), Jerome Brisard (França), Bastian Dankert (Alemanha), Carlos Del Cerro Grande (Espanha), Marco Di Bello (Itália), Joe Dickerson (EUA), Rob Dieperink (Holanda), Hamza El Fariq (Marrocos), Shaun Evans (Austrália), Fu Ming (China), Nicolas Gallo (Colômbia), Antonio Garcia (Uruguai), Jarred Gillett (Inglaterra), Leodan Gonzalez (Uruguai), Tatiana Guzman (Nicarágua), Dennis Higler (Holanda), Tomasz Kwiatkowski (Polônia), Juan Lara (Chile), Hernan Mastrangelo (Argentina), Erick Miranda (México), Mohammed Obaid Khadim (Emirados Árabes), Guillermo Pacheco (México), Fedayi San (Suíça), Juan Soto (Venezuela), Rodolpho Toski Marques (Brasil), Bram Van Driessche (Bélgica) e Armando Villarreal (EUA). (Com ge - SP e Florianópolis)

Hemosul Móvel leva coleta de sangue para Iguatemi e Naviraí

 

                                              Reprodução


A unidade móvel da Rede Hemosul segue com a rota de abril, levando a coleta de sangue a municípios do interior de Mato Grosso do Sul. A ação facilita o acesso da população à doação e contribui para manter os estoques em níveis adequados em todo o Estado.


Neste mês, o Hemosul Móvel estará em Iguatemi no dia 14 de abril, com atendimento das 7 às 11 horas. Já em Naviraí, a unidade atenderá nos dias 15 e 16 de abril, nos períodos das 7 às 11 e das 13 às 17 horas.


A iniciativa integra a estratégia da hemorrede estadual para ampliar o número de doadores e garantir o abastecimento regular de sangue, essencial para atendimentos de urgência, cirurgias e tratamentos de saúde.


Além de aproximar o serviço da população, a unidade móvel também contribui para conscientizar sobre a importância da doação regular. A recomendação é que os interessados estejam em boas condições de saúde, alimentados e portando documento oficial com foto.


Rota amplia acesso e fortalece estoques


Desde o início de 2026, a Rede Hemosul tem intensificado as ações itinerantes para ampliar o número de coletas no interior de Mato Grosso do Sul. A estratégia contribui para equilibrar os estoques da hemorrede estadual, especialmente em períodos de maior demanda, garantindo o atendimento seguro e contínuo aos pacientes em todas as regiões.


A programação completa da unidade itinerante pode ser acompanhada no site oficial da Rede Hemosul clicando aqui, onde a população encontra o calendário atualizado das ações, locais de atendimento e orientações sobre como participar das campanhas de coleta.


A Rede Hemosul reforça que a doação de sangue é um ato seguro, rápido e que pode salvar vidas.

PrefCG assina liberação de R$ 136 milhões para asfalto em 28 bairros

 

                                               Reprodução



A Prefeitura de Campo Grande formaliza, nesta sexta-feira (10), às 10h30, a assinatura de operações de crédito com a Caixa Econômica Federal que viabilizam investimento de R$ 136 milhões para a primeira etapa de execução de obras de pavimentação asfáltica na Capital, contemplando 28 bairros.


Ao todo, o investimento da primeira etapa chega a R$ 143.266.357,27, sendo R$ 136.099.957,27 financiados e R$ 7.166.400,00 de contrapartida do município. Essa etapa faz parte de um planejamento da Prefeitura que prevê investir até R$ 500 milhões em pavimentação asfáltica na Capital até 2028. O ato ocorrerá durante ação do Gabinete Itinerante, no estande da Prefeitura na Expogrande 2026.


Os recursos serão destinados a um amplo pacote de intervenções voltadas à pavimentação e qualificação viária, com impacto direto na mobilidade urbana e na qualidade de vida da população.


As obras incluem a implantação de pavimentação asfáltica em vias urbanas, contemplando bairros como Vila Nossa Senhora Aparecida, Bosque da Saúde, Jardim Noroeste, Vilas Boas, Jardim Auxiliadora, Nova Tiradentes, Jardim Vitória, Anhembi, Jardim Itamaracá, Moreninha IV, Moreninha III, Jardim Los Angeles, Parque Residencial Lisboa, Porto Galo, Aero Rancho, Vila Nogueira, Vila Amapá, Jardim das Nações, Guanandi II, Tarumã, Coophavila II, Jardim Batistão, Jardim Santa Emília, Jardim São Conrado, Tijuca/Verdes Mares, Parque dos Girassóis, Jardim Oliveira e Residencial Flores.


Além de melhorar a mobilidade, o investimento também deve reduzir problemas históricos enfrentados por moradores, como poeira em períodos de estiagem e lama durante as chuvas, promovendo mais conforto e qualidade de vida.


Serviço


Evento: Assinatura das operações de crédito

Local: Estande da Prefeitura – Expogrande 2026

Data: Sexta-feira, 10 de abril

Horário: 10h30

Curso gratuito de drones abre portas para o futuro da tecnologia

 




Jovens de Campo Grande vão ter a chance de explorar uma das tecnologias que mais crescem no mundo: o uso de drones. Nos dias 14 e 15 de abril, será realizado um curso gratuito de operação de aeronaves remotamente pilotadas, com foco especial na aplicação em propriedades rurais. O curso será realizado durante a programação da 86ª Expogrande, que acontece no Parque de Exposições Laucídio Coelho.


Com carga horária de 16 horas e programação intensiva, a capacitação combina teoria e prática para oferecer uma experiência completa. No primeiro dia, os participantes terão acesso aos fundamentos e conceitos essenciais. Já no segundo, será a vez de colocar a mão na massa e pilotar drones em atividades práticas ao ar livre.


Voltado para jovens a partir de 18 anos, o curso busca preparar novos talentos para atuar com tecnologia de precisão, sempre respeitando as normas de segurança e a legislação vigente. A iniciativa acompanha a crescente demanda por profissionais qualificados em inovação, especialmente no setor rural, mas também em diversas outras áreas que já utilizam drones no dia a dia.


As aulas acontecem em período integral, com horário que será informado após a inscrição. Para participar, é importante levar alimentação própria e um celular ou tablet, que serão utilizados durante as atividades.


As inscrições abrem nesta sexta-feira (10) e as vagas são limitadas, apenas 12 participantes serão selecionados.

Garanta sua vaga pelo site: https://sejuvcg.campogrande.ms.gov.br/home

Serviço

Evento: Curso de pilotagem de drones

Data: 14 e 15 de abril

Carga horária: 16h

Local: Estande da Prefeitura na Expogrande

Crise nos fertilizantes expõe fragilidade do Brasil

 

                                             Foto: Divulgação



A produção de insumos como MAP e DAP depende de um sistema complexo

A venda de ativos ligados à produção de fosfato expõe desafios estruturais na cadeia de fertilizantes no Brasil, especialmente no que diz respeito à integração industrial e à competitividade. A avaliação é de Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio.



A produção de insumos como MAP e DAP depende de um sistema complexo que envolve energia, enxofre, ácido sulfúrico, rocha fosfática, ácido fosfórico e uma logística eficiente. Nos principais polos globais, esses elementos operam de forma integrada, garantindo escala e previsibilidade.


Em regiões como o Oriente Médio, o enxofre surge como subproduto do refino e o gás natural abundante sustenta a produção de amônia, reduzindo custos e ampliando a competitividade. Na Rússia, a cadeia também é conectada, com forte coordenação entre gás, indústria química e logística de exportação. Já no Marrocos, o modelo integra mineração, produção química e fertilizantes com planejamento estratégico e proximidade portuária, consolidando uma estrutura coordenada.



No Brasil, embora existam reservas relevantes de fosfato, capacidade de refino e um amplo mercado consumidor, esses componentes não operam de forma articulada. A cadeia é fragmentada, a logística apresenta custos elevados e o enxofre não é tratado como insumo estratégico, mesmo sendo determinante no custo de produção.


Esse cenário contribui para que, em muitos casos, produzir fertilizantes no país seja mais caro do que importar. A decisão de uma empresa do setor de paralisar minas de fosfato e colocar ativos à venda em Minas Gerais ocorre nesse contexto de baixa integração e perda de competitividade.


A análise aponta que, enquanto os fertilizantes não forem tratados como ativos estratégicos dentro de uma política de Estado, o país tende a manter alta produtividade agrícola, mas com dependência externa na oferta de insumos.


Nova IA promete detectar carne estragada em segundos

 

                                              Foto: Pixabay


A proposta se baseia no uso de modelos de inteligência artificial

Uma nova aplicação de inteliNova IA promete detectar carne estragada em segundosgência artificial tem ampliado as possibilidades de controle de qualidade na cadeia de alimentos, ao permitir a análise do frescor da carne de forma rápida e não destrutiva. A tecnologia utiliza imagens digitais e modelos computacionais para identificar padrões associados à deterioração, oferecendo uma alternativa mais ágil em comparação aos métodos tradicionais.



De acordo com o Jornal da USP , a técnica foi desenvolvida no âmbito do projeto RastreIA, sediado no Centro de Energia Nuclear na Agricultura, e utiliza visão computacional para avaliar características visuais do produto em tempo real. O estudo indica que os métodos convencionais ainda dependem de análises laboratoriais demoradas e, muitas vezes, inviáveis em larga escala, além de avaliações visuais humanas que podem gerar erros.


A proposta se baseia no uso de modelos de inteligência artificial capazes de reconhecer padrões imperceptíveis a olho nu. Com isso, o sistema pode analisar peça por peça em linhas de produção, aumentando a precisão na verificação do frescor e reduzindo desperdícios e riscos à segurança alimentar. Os testes realizados apontaram níveis de acerto entre 93% e 100%, dependendo da configuração utilizada.



O avanço ocorre em um cenário de crescimento da produção de carne bovina e de maior exigência dos consumidores quanto à qualidade e à procedência dos alimentos. A solução também apresenta vantagens operacionais, como a redução de custos e a possibilidade de implementação em ambientes industriais sem a necessidade de contato físico ou uso de reagentes.


Apesar dos resultados positivos, os pesquisadores indicam que a tecnologia deve atuar de forma complementar às análises tradicionais, já que aspectos internos, como alterações microbiológicas, não são totalmente captados por imagens. Fatores como iluminação e variações naturais do alimento também seguem como desafios para aprimoramento do modelo.



Estudo inédito da Fiocruz pode ampliar prevenção de HIV entre jovens

 

                                              Freepik





A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) na Bahia lança, nesta sexta-feira (10), em Salvador, um estudo para ampliar a prevenção do vírus da imunodeficiência humana (HIV) entre adolescentes e jovens na periferia. A iniciativa é inédita e inovadora, segundo informou à Agência Brasil o pesquisador da Fiocruz Bahia e professor da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), Laio Magno.


A ideia é testar a profilaxia pré-exposição (PrEP) em adolescentes e jovens na faixa etária de 15 a 24 anos, especialmente homens gays, travestis e mulheres trans. A PrEP é um método preventivo que utiliza medicamentos antirretrovirais antes de uma possível exposição ao vírus, preparando o organismo para bloquear a infecção pelo HIV.


Segundo o professor Magno, homens que fazem sexo com outros homens não possuem, necessariamente, a identidade assumidamente gay e podem até assumir outra identidade. O estudo será realizado em Salvador e São Paulo e terá a participação de cerca de 1,4 mil jovens. 


Em Salvador, o estudo é coordenado pelos professores Laio Magno e Inês Dourado, da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e, em São Paulo, por Alexandre Granjeiro e Márcia Couto, da Faculdade de Medicina Preventiva da Universidade de São Paulo (USP).


O projeto tem financiamento do National Institutes of Health (NIH), dos Estados Unidos, onde é desenvolvido também pela Universidade do Alabama, e conta com parceria do Ministério da Saúde, secretarias estaduais e municipais e organizações da sociedade civil.


Vulnerabilidades


Denominado PrEP na Comunidade (COmPrEP), o estudo nasceu da experiência dos pesquisadores com a oferta da profilaxia pré-exposição a adolescentes no país. Jovens de 15 a 24 anos são a população que têm mais vulnerabilidade à infecção pelo HIV por diversos motivos, entre eles a dificuldades de acessar serviços de saúde.


“Muitas vezes, o espaço do serviço de saúde não é receptivo para esses jovens, e menos ainda para populações da diversidade sexual e de gênero. Nossas pesquisas registram muito estigma, discriminação mesmo”, ressaltou Magno.


Segundo o professor, baseado em dados do Ministério da Saúde, a população de gays, mulheres trans e travestis é a que menos acessa os serviços de saúde.


“Para se ter uma ideia, no painel de Previdência, os dados do Ministério da Saúde revelam que apenas 0, 2% da população que usa PrEP hoje, no país, tem idades entre 15 e 19 anos. Em contrapartida, temos observado que a população de homens nesta faixa etária é a que mais sofre com infecção pelo HIV, que tem maior taxa de incidência de infecção. É um grande desafio acessar essa população.”


Educadores pares


Os pesquisadores vão testar a oferta do pré-teste na comunidade por educadores pares, que são jovens da própria comunidade, treinados e supervisionados por profissionais de saúde.


Para o professor Magno, o efeito será positivo para a continuidade do uso da profilaxia, em comparação com o cuidado padrão do serviço de saúde apenas por profissionais de saúde.


Os participantes serão divididos entre dois modelos de cuidado: o tradicional, feito em unidades de saúde, e o comunitário, com oferta de PrEP mediada por educadores pares e supervisionada por equipe clínica.


O acompanhamento terá duração de até 12 meses, com avaliação de indicadores como início, adesão e permanência no uso da profilaxia.


Recrutamento


O estudo piloto deverá estar pronto no próximo mês de junho e, entre setembro e outubro, deve ser iniciado o recrutamento de pessoas em campo. Já foram identificados os espaços de sociabilidade que serão alvo do recrutamento em Salvador e em São Paulo, locais do centro das duas cidades onde se reúnem esses os jovens.


“Fizemos um mapeamento nas cidades, uma pesquisa para entender quais eram os locais de sociabilidade, como era a interação desses jovens na comunidade. Os educadores vão atuar nesses espaços de sociabilidade”.


O jovem que aceitar participar da pesquisa será sorteado para saber se vai para o braço de intervenção ou para o braço de controle de oferta de PrEP no serviço de saúde. Os resultados finais estão previstos para 2028.