terça-feira, 16 de junho de 2026

LEGISLATIVO DE MS Deputados votam projeto que prevê divulgação de prioridade especial para idosos acima de 80 anos

 

                                                 Wagner  Guimarães-Alems




Está na Ordem do Dia da sessão ordinária desta terça-feira (16) da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), o Projeto de Lei nº 48/2026, de autoria do deputado estadual Antônio Vaz (Republicanos), que busca ampliar a divulgação do direito à prioridade especial garantido às pessoas com 80 anos ou mais nos atendimentos públicos e privados. A proposta, que os parlamentares vão analisar em primeira discussão,  autoriza repartições públicas estaduais e estabelecimentos privados que   prestam atendimento ao púbico afixarem cartazes informativos ou outros elementos visuais esclarecendo que idosos com mais de 80 anos possuem prioridade especial.


O direito está previsto no Estatuto da Pessoa Idosa (Lei Federal nº 10.741/2003), que estabelece uma série de garantias às pessoas com 60 anos ou mais. No entanto, a legislação federal também prevê tratamento prioritário ainda mais específico para aqueles que já ultrapassaram os 80 anos de idade. As  informações divulgadas deverão ser atualizadas sempre que houver alterações na legislação federal que trata do tema. O autor da proposta  argumenta que, apesar da previsão legal, muitas pessoas desconhecem a existência dessa prioridade especial. Segundo ele, a falta de informação acaba dificultando a efetivação do direito e, em alguns casos, impede a adoção de mecanismos adequados para assegurar o atendimento diferenciado, como senhas específicas e procedimentos prioritários. 


O parlamentar destaca ainda que o projeto busca fortalecer o princípio da transparência e contribuir para a conscientização da população sobre os direitos da pessoa idosa, permitindo que os beneficiários possam reivindicar o cumprimento da legislação quando necessário. 


Também está na ordem do dia  o Projeto de Lei nº 66/2026, que propõe o reconhecimento do RETROCAR MS como evento de relevante interesse cultural, turístico e econômico para o Estado de Mato Grosso do Sul. Segundo o autor da proposta, Professor Rinaldo Modesto (União), o  RETROCAR  reúne anualmente entusiastas, colecionadores, famílias e admiradores da cultura automotiva, consolidando-se como referência no cenário sul-mato-grossense. Além de preservar a história do automobilismo, o evento contribui para o fortalecimento do turismo e da economia local. A última edição foi realizada em agosto de 2025, na Praça do Papa, em Campo Grande, reunindo mais de 600 veículos antigos provenientes de diversas regiões de Mato Grosso do Sul, de outros estados brasileiros e até de países vizinhos. O público estimado foi de aproximadamente 15 mil pessoas.


Na pauta de votação  estão ainda o Projeto de Decreto Legislativo nº 8/2026, de autoria da Mesa Diretora, que aprova a indicação de um membro para compor o Fórum Deliberativo do MS-Indústria, e o Projeto de Resolução nº 17/2026, de autoria do deputado estadual Paulo Corrêa (PL). A proposta  concede o Título de Cidadão Sul-Mato-Grossense a uma personalidade em reconhecimento aos relevantes serviços prestados ao Estado de Mato Grosso do Sul.

Egito sai na frente, mas não resiste a pressão e cede empate à Bélgica

 

                                           Romelu Lukaku durante disputa de bola em Bélgica x Egito pela Copa do Mundo {Foto: Alex Grimm/Getty Images}




A Bélgica precisou correr atrás do prejuízo, mas evitou uma derrota logo na estreia da Copa do Mundo de 2026. Nesta segunda-feira {15}, no Lumen Field, em Seattle, os Diabos Vermelhos empataram por 1 a 1 com o Egito, em duelo válido pela primeira rodada do Grupo G.


Apontada como favorita antes da bola rolar, a equipe comandada por Rudi Garcia encontrou dificuldades diante de um Egito organizado e inspirado por Mohamed Salah.


Os africanos abriram o placar aos 19 minutos do primeiro tempo, quando Emam Ashour recebeu passe do camisa 10 e acertou uma bela finalização da entrada da área para vencer Thibaut Courtois.


Mesmo com mais posse de bola ao longo da partida, a Bélgica teve problemas para transformar o controle territorial em chances claras. Kevin De Bruyne e Jérémy Doku tentavam acelerar as ações ofensivas, mas esbarravam na forte marcação egípcia.


A pressão aumentou após o intervalo. Logo nos primeiros minutos, De Bruyne acertou a trave em cobrança de falta e os belgas passaram a empurrar o adversário para o campo de defesa. Courtois também precisou trabalhar para impedir que o Egito ampliasse a vantagem em contra-ataques perigosos liderados por Omar Marmoush.


A entrada de Romelu Lukaku mudou o panorama da partida. Aos 21 minutos da etapa final, Thomas Meunier cruzou pela direita em direção ao centroavante, e Mohamed Hany acabou desviando contra a própria meta ao tentar cortar a jogada.


Com o placar igualado, a Bélgica manteve a pressão em busca da virada. Lukaku teve finalização bloqueada dentro da área, enquanto Brandon Mechele desperdiçou uma das melhores oportunidades da reta final ao exigir grande defesa de Mostafa Shobeir após assistência de De Bruyne.


Apesar da insistência europeia, o Egito conseguiu resistir nos minutos derradeiros e garantiu um ponto importante. A Bélgica, por sua vez, evitou um tropeço que poderia complicar sua situação logo na abertura da fase de grupos, mas deixou Seattle com a sensação de que poderia ter produzido mais diante de um adversário teoricamente inferior.


Com o resultado, as duas seleções somam um ponto no Grupo G. Irã e Nova Zelândia, que também integram o grupo jogam às 22h (de Brasília), nesta segunda-feira {15}. {Com CNN}

Operação da PF combate esquema de tráfico de drogas no interior paulista

                                            Polícia Federal em ação em São Paulo. (Foto: Reprodução)



 Uma organização criminosa suspeita de utilizar aeronaves e pistas clandestinas para enviar cocaína ao exterior é alvo da Operação Stratus, deflagrada pela PF (Polícia Federal) na manhã desta terça-feira (16) em Presidente Prudente e cidades da região, no interior de São Paulo.


A ação, segundo a Agência Brasil, é resultado de uma investigação iniciada em outubro de 2025, que apontou a existência de um esquema voltado ao tráfico internacional de drogas, além de indícios de associação para o tráfico e lavagem de dinheiro.


De acordo com a PF, o grupo utilizava a estrutura aérea para transportar cocaína produzida fora do Brasil e distribuí-la para outros países.


Segundo os investigadores, a organização movimentou mais de 10 toneladas da droga durante o período monitorado. Parte da carga tinha como destino a capital paulista. Ao longo das apurações, as forças de segurança apreenderam mais de duas toneladas de cocaína ligadas ao esquema.


Nesta etapa da operação, os policiais cumprem dez mandados de prisão preventiva e 16 mandados de busca e apreensão, além de medidas de bloqueio de bens. As diligências ocorrem em Presidente Prudente, Regente Feijó, Martinópolis, Álvares Machado e Mirante do Paranapanema.

Tarifas dos EUA colocam em risco 31,6% das exportações brasileiras alerta CNI

 

                                            Caso as novas recomendações sejam implementadas, 54,1% das exportações seriam atingidas com alguma tarifa. 


As novas tarifas contra produtos brasileiros propostas pelo Representante Comercial dos Estados Unidos colocam em risco 31,6% das exportações para os norte-americanos, projeta a CNI (Confederação Nacional da Indústria). As novas taxas surgem após acusações de que o Brasil utiliza “práticas desleais” na economia.


O que aconteceu

CNI prevê tarifa de 37,5% para as vendas aos Estados Unidos. As estimativas apresentadas pela entidade industrial representam um aumento de 27,5 pontos percentuais em comparação à tarifa atual de 10% para 31,6% dos produtos vendidos, caso as novas cobranças sejam aprovadas.


A entidade diz ainda que outros 3,6% das exportações teriam um aumento de 10% para 12,5%, um acréscimo de 2,5 pontos percentuais.


Caso as novas recomendações sejam implementadas, 54,1% das exportações seriam atingidas com alguma tarifa. Para chegar a esse percentual, seriam consideradas também os produtos que já pagam tarifa aos EUA por causa de medidas setoriais da Seção 232, já em vigor, que teriam um acréscimo nas taxas de 10% para 12,5%.


A CNI reforça que as propostas, no entanto, não têm efeito imediato, porque ainda dependem da realização de consulta pública e de audiências antes da decisão final.


Entidade projeta prejuízos para as cadeias produtivas. O presidente da CNI, Ricardo Alban, afirma que as medidas tarifárias propostas vão provocar impactos negativos relevantes.


“A eventual imposição de novas tarifas não beneficia nenhum dos lados. Elas aumentariam custos para empresas, reduziriam a competitividade e criariam incertezas para investimentos”, diz ele.



Ferro-gusa não ligado é um dos produtos da lista de taxação para 37,5%.

Produtos a serem tarifados em 37,5%:

-Ferro gusa não ligado

-Açúcar de cana em forma sólida

-Sebo não comestível

-Álcool etílico não desnaturado

-Molduras de madeira padrão de pinho

-Produtos a serem tarifados em 12,5%

-Minério de ferro e concentrados, pelotas aglomeradas

-Lajes de quartzito

-Óleos essenciais de frutas cítricas de laranja

-Silício

-Pasta de madeira química, sulfato ou soda, graus para dissolução


Estimativas consideram normas publicadas pela Casa Branca. A lista apresentada no início deste mês pelo Representante Comercial dos Estados Unidos mantém isentas as exportações que já estão sujeitas às medidas da Seção 232, conforme relatórios divulgados pelo órgão. Ficam livres das cobranças carnes, café, frutas e outros produtos agrícolas.


Possibilidade de negociação mantém a esperança das indústrias. A CNI avalia que as audiências públicas sobre as duas investigações para discutir as medidas e receber contribuições de empresas, entidades e governos, nos dias 6 e 7 de julho, são uma oportunidade para o Brasil reforçar que as medidas são injustificadas e prejudiciais à relação econômica entre os dois países.


“O caminho mais eficiente é o diálogo, baseado em critérios técnicos e na busca de soluções que preservem uma parceria econômica estratégica para ambos os países”. (Ricardo Alban, presidente da CNI).


Com informações do Portal UOL

Uruguai empata após sair atrás e evita derrota para a Arábia Saudita

 

                                             Araújo marcou o gol do Uruguai. (Foto: Fifa/Getty Images)


O Uruguai buscou o empate com a Arábia Saudita após sair atrás no placar em seu primeiro jogo pelo Grupo H da Copa do Mundo 2026. Os times ficaram no 1 a 1 no Hard Rock Stadium, em Miami, nos Estados Unidos.


Os sulamericanos até começaram bem, mas os sauditas exerceram uma pressão no fim do primeiro tempo e fizeram o primeiro gol. Na volta do intervalo, só se viu Uruguai em campo.


A equipe de Marcelo Bielsa engoliu os adversários, chegou ao empate, e por muito pouco não virou o placar.


O próximo jogo do Uruguai é contra a sensação Cabo Verde, que segurou um empate diante da Espanha, no domingo (21), às 19h (de Brasília). A Arábia Saudita enfrenta a Furia horas antes, às 13h.


O jogo


O jogo começou em baixa rotação, com um Uruguai que valorizava a posse de bola contra uma Arábia Saudita que apostava na velocidade do seu setor ofensivo. A primeira boa chance foi da seleção sul-americana. Vinã avançou pela esquerda, encontrou Maxi Araújo, e o meia finalizou com força, exigindo do goleiro.


Viñas apareceu para o jogo já na segunda metade do primeiro tempo, em boa jogada armada por Betancur na direita. O jogador colocou na área, no bate e rebate, o atacante cabeceou dando trabalho para Allowais. O árbitro pegou falta e o lance não valeu.


Sufoco árabe


Os sauditas demoraram pouco mais de 30 minutos para trazer desconforto aos uruguaios. Al-Harbi carregou por todo o campo de defesa e só parou ao receber a falta. Na cobrança, Muslera socou para fora. Na cobrança de escanteio, Al-Amri recebeu com liberdade, ajeitou e finalizou com categoria. De novo, o goleiro uruguaio salvou.



O gol saudita estava em fase de maturação. Aos 38, em nova cobrança de escanteio, Kanno finalizou de cabeça e Muslera defendeu de manchete. O corte deu o rebote para Al-Amri, que abriu o placar e colocou a seleção da Arábia Saudita à frente no placar.


No último lance do primeiro tempo Maxi Araújo ficou cara a cara com Allowais e tentou finalizar de cobertura, mas o bandeirinha assinalou o impedimento.


Pressão sul-americana


Na volta do intervalo, o Uruguai cresceu em volume de jogo e impôs seu ritmo buscando o empate. Viñas teve duas grandes chances ainda nos primeiros 10 minutos mas não conseguiu converter. Ugarte mandou uma bola no travessão aos 14, mas nada feito. O time celeste seguiu atrás no placar.


O Uruguai colheu os frutos da pressão bem feita apenas aos 35 minutos com Maxi Araújo. Viñas subiu para testar após um cruzamento na área, o goleiro saudita se atrapalhou e no rebote, o camisa 20 deixou tudo igual no placar.


O time de Bielsa continuou no ataque até o apito final. Aos 47, em cobrança curta de escanteio, Valverde acertou um lindo chute e o goleiro saudita se esticou para segurar o resultado nos acréscimos. (Com CNN)

Conselhos da Fiesp debatem cenário desafiador para agroindústria

 



Presidente do Conselho do Agro da Fiesp, Tereza Cristina alertou mais uma vez para "tempestade perfeita" que atinge o setor


Uma reunião conjunta do Conselho Superior de Estudos Nacionais e Política (Cosenp) e do Conselho Superior do Agronegócio (Cosag) da Fiesp, realizada nesta segunda-feira, 15/06, listou as preocupações que o setor produtivo rural enfrenta um cenário de muitos desafios para a agroindústria brasileira.


Sob a coordenação do presidente do Cosenp, Michel Temer, o encontro contou com uma apresentação da senadora Tereza Cristina, presidente do Cosag, que fez um diagnóstico dos fatores que provocam impacto no desempenho dos negócios no campo. Embora os indicadores macroeconômicos apontem para uma safra recorde de 358 milhões de toneladas em 2026, a senadora destacou uma redução na rentabilidade “dentro da porteira”.


Entre os principais desafios citados pela senadora estão a elevação dos custos de produção — agravada pela dependência de fertilizantes importados —, as dificuldades logísticas e o patamar das taxas de juros, que pressionam o financiamento e aumentam o endividamento rural – uma realidade que gerou, na definição da senadora, uma “tempestade perfeita”. Como alternativas para o setor, a presidente do Cosag defendeu a proposta em tramitação no Senado de criação de um fundo garantidor agrícola para atrair o mercado de capitais e o aprimoramento do seguro rural.


No plano internacional, Tereza Cristina enfatizou a necessidade de uma agenda estratégica voltada à diversificação de mercados e à redução da dependência tecnológica externa, com foco em garantir a competitividade das exportações brasileiras frente a parceiros como China, Estados Unidos e União Europeia.


O encontro reforçou a importância da agroindústria como pilar estratégico para o Produto Interno Bruto (PIB) e a necessidade de políticas que assegurem a sustentabilidade econômica da produção nacional.


Com informações do site da Fiesp

Unifesp implanta programa para evitar transfusão de sangue e reduz infecções hospitalares em 10%

 


  • Preconizada pela OMS, iniciativa busca driblar problema da falta de estoques
  • PBM, como é batizado, também reduz custos, mortalidade e tempo de internação



Pesquisadores da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) implementam no Brasil um programa para reduzir o uso de bolsas de sangue durante cirurgias e, com isso, derrubar índices de infecção, custos, mortalidade e permanência hospitalar.


O programa de gestão do sangue do paciente (PBM, na sigla em inglês) preconiza estratégias para evitar a perda do fluido –e, caso ela ocorra, reutilizá-lo.


Em um ano de aplicação, segundo a Unifesp, o PBM reduziu em 10% as infecções hospitalares, 11% os óbitos e em três dias o tempo médio de permanência em UTIs no Hospital São Paulo, unidade pública da universidade. A economia superou os R$ 4 milhões.


O PBM enxerga o sangue como um órgão tão importante quanto os demais, e não apenas como um líquido de reposição. O modelo foi detalhado em um guia global lançado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) em 2025 e revisado por 100 cientistas, entre eles a pesquisadora Isabel Cristina Céspedes, da Unifesp.


À Folha, Céspedes afirma que o PBM ganha importância em um contexto de escassez de sangue, um problema para a saúde pública superar nos anos vindouros. Mas não só. A ciência tem reunido sinais de que a transfusão pode ser um processo danoso à saúde do paciente.


"Com o envelhecimento da população, tem crescido a pressão sobre os estoques de sangue. Isso é um problema importante em saúde. Rotineiramente temos cancelamento de cirurgias por falta de sangue", explica a pesquisadora.


Para iniciar uma cirurgia, por exemplo, o médico precisa de um estoque de sangue; uma reserva de emergência para alguma adversidade. Por falta de bolsas, cirurgias eletivas podem ser canceladas.


"Temos estudos mostrando que esta conta vai fechar cada vez menos. Observamos um aumento de doenças crônicas na população, e uma redução de doações. Ao mesmo tempo, temos cirurgias, como as oncológicas, que não podem ser adiadas", afirma.


O sangue ocupa papel importante nos processos clínicos, daí a necessidade de procurar alternativas para reduzir a dependência.


Segundo Céspedes, os geneticistas passaram a olhar para um fator além da falta de bolsas: a perda de qualidade do sangue. Propuseram, então, considerar a transfusão como um transplante, tão importante quanto um rim, por exemplo.


"A ciência molecular sugere que o paciente de transfusão tem mais chance de internação e mais óbitos. Ao olhar para a bolsa, descobriu-se que existiam ali vários elementos que causam inflamação. Portanto, o sangue de um doador tem um impacto agressivo no organismo de quem recebe, principalmente inflamatório e imunossupressor", explica.


Essa descoberta propõe evitar colocar a célula de um indivíduo dentro de outro.


Cientistas observaram também que, após três horas, células presentes em uma bolsa de sangue começam a se degradar aos poucos. Com isso, elas liberam conteúdo intracelular, como o DNA mitocondrial.


Quando a pessoa recebe sangue submetido a esse processo, o organismo interpreta que está sofrendo uma agressão celular. A partir daí, ocorre um efeito epigenético, isto é, uma mudança dos genes do paciente receptor.


A tese trabalhada por Céspedes rendeu uma premiação internacional à Unifesp, e endossa a importância do PBM.


Etapas

O PBM se organiza em 38 estratégias e três pilares.


O primeiro é pré-operatório: um especialista vai analisar o sangue e prescrever medicamentos para aumentar as reservas celulares. Ele também vai cuidar de anemias pré-existentes e verificar se não há algum distúrbio de coagulação. Trata-se de cuidar do sangue, deixá-lo fortalecido.


"Quando o paciente for para a cirurgia, terá reserva para perder, e provavelmente não precisará de transfusão", explica Céspedes.


Depois, inicia-se a etapa intraoperatória, que consiste em priorizar boas práticas cirúrgicas, adotar procedimentos menos invasivos e com menos incisões. Nesta etapa, adota-se o uso de medicamentos hemostáticos para conter sangramentos.


Também nesta etapa entra o uso de um equipamento recuperador intraoperatório, um sugador que pega o sangue saindo da cirurgia, lava, centrifuga e filtra. Depois, enche uma nova bolsa de sangue do próprio paciente.


A última etapa, pós-operatória, consiste em dar tempo para que o paciente se recupere, sem receber sangue do doador.


Segundo Céspedes, uma transfusão para o SUS (Sistema Único de Saúde) custa cerca de R$ 600. Os medicamentos para preparar o paciente, por exemplo, custam entre R$ 100 e R$ 150. Os demais equipamentos utilizados no PBM já estão disponíveis no sistema público.


Além disso, ao receber o próprio sangue, o paciente inflama menos e tende a se recuperar mais rápido, reduzindo os custos de estadia aos hospitais.


Atualmente, o PBM é levado pelos pesquisadores da Unifesp a hospitais dos estados de São Paulo e Maranhão. Há tratativas para levá-lo também a Minas Gerais e Amapá.


Além de Céspedes, a equipe de incorporação do PBM no Brasil é integrada pela professora Jaquelina Sonoe Ota Arakaki; pelo professor de neurocirurgia Manoel Antonio de Paiva Neto; pelo anestesista Pierre François Georges Schippers e pelas hematologistas Maria Stella Figueiredo e Melca Maria Oliveira Barros.