terça-feira, 19 de maio de 2026

Exportações de industrializados de MS crescem 12% e superam US$ 660 milhões em abril

 


                                            Divulgação


Em abril, a receita com exportações de produtos industriais alcançou US$ 660,1 milhões, indicando crescimento de 12% em relação ao mesmo mês do ano anterior, de acordo com levantamento do Observatório da Indústria da Fiems.


Segundo o economista-chefe da Fiems, Ezequiel Resende, trata-se do melhor resultado já registrado para um mês de abril em toda a série histórica das exportações industriais de Mato Grosso do Sul.


No acumulado dos quatro primeiros meses do ano, a receita totalizou US$ 2,41 bilhões, com queda de 1% frente ao mesmo período do ano passado. Mesmo com a retração, este é o segundo melhor resultado da série histórica para o período de janeiro a abril.


Em termos de participação, a indústria respondeu por 60% da receita total de exportações de Mato Grosso do Sul em abril. No acumulado do ano, essa participação foi ainda maior, alcançando 66%.


Grupos industriais que apresentaram maior participação nas receitas de exportação (janeiro a abril/2026):


Celulose e papel - R$ 944.318.548


Complexo frigorífico - R$ 890.495.881


Óleos vegetais e demais produtos de sua extração - R$ 260.263.370


Açúcar e Álcool - R$ 87.429.006


Siderurgia, Metalurgia e Metalmecânica - R$ 78.487.485


Extrativo Mineral - R$ 65.032.500


Couros e Peles - R$ 26.657.094


Alimentos e Bebidas - R$ 19.327.127


Demais produtos industriais - R$ 40.550.611


Total - R$ 2.412.561.622


Participação dos principais grupos nas exportações da indústria de MS em 2026 (janeiro a abril/2026)


Celulose e papel - 39%


Complexo frigorífico - 37%


Óleos vegetais e demais produtos de sua extração - 11%


Açúcar e Álcool - 4%


Extrativo Mineral - 3%


Siderurgia, Metalurgia e Metalmecânica - 3%


Alimentos e Bebidas - 1%


Couros e Peles - 1%


Demais produtos industriais - 2%


Principais compradores dos produtos industrializados de MS (janeiro a abril/2026)


China - US$ 804,2 milhões


Estados Unidos - US$ 289,3 milhões


Holanda - US$ 143,4 milhões


Itália - US$ 127,0 milhões


Turquia - US$ 77,6 milhões


Chile - US$ 74,3 milhões


Uruguai - US$ 64,5 milhões


Índia - US$ 55,3 milhões


Japão - US$ 50,0 milhões


Argentina - US$ 40,8 milhões


Principais grupos de produtos industriais exportados por MS (janeiro a abril/2026)


Celulose e papel


- Pastas químicas de madeira (99,7%)


Complexo Frigorífico


- Carnes desossadas congeladas de bovino (58%)


- Carnes desossadas refrigeradas de bovino (19%)


- Coxas com sobrecoxas de frango desossadas e congeladas (4%)


Óleos vegetais e demais produtos de sua extração


- Bagaços e resíduos da extração do óleo de soja (38%)


- Farinhas e pellets da extração do óleo de soja (27%)


- Óleo bruto de soja (23%)


Açúcar e Álcool


- Outros açúcares de cana (85%)


- Outro álcool etílico não desnaturado (9%)

Papa Leão 14 lançará encíclica sobre inteligência artificial

 

                                             Foto: Divulgação/Vaticano



O papa Leão 14 divulgará no próximo dia 25 sua primeira encíclica, documento que tratará dos impactos da inteligência artificial. Segundo o Vaticano, o texto abordará desafios ligados à dignidade humana e ao avanço das novas tecnologias.


A encíclica “Magnifica Humanitas” também deverá discutir o uso da IA em guerras e seus efeitos sobre o trabalho. O lançamento contará com a presença de Chris Olah, cofundador da empresa de inteligência artificial Anthropic.


Analistas avaliam que a primeira encíclica costuma definir as prioridades de um pontificado. Leão 14 tem feito críticas frequentes ao uso militar da tecnologia e aos impactos sociais da inteligência artificial.


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Preço do feijão mantém alta em Santa Catarina

 


                                             Foto: Canva

Safra menor mantém mercado do feijão aquecido


A valorização do feijão ganhou força em abril e se confirmou no fechamento do mês em Santa Catarina, segundo dados do Boletim Agropecuário de maio divulgado pela Epagri/Cepa. O feijão-carioca registrou alta de 9,23% em relação a março, alcançando preço médio de R$ 259,29 por saca de 60 quilos. Já o feijão-preto avançou 2,18%, com cotação média de R$ 159,43.



Na comparação com abril de 2025, a valorização é ainda mais acentuada. O feijão-carioca acumula aumento de 51,85%, enquanto o feijão-preto está 11,12% acima do valor registrado no mesmo período do ano passado. De acordo com a Epagri/Cepa, o cenário reflete principalmente a redução da oferta nacional, influenciada pela menor área plantada e por problemas climáticos em regiões produtoras.


No primeiro decêndio de maio, o mercado catarinense manteve o movimento de alta. O preço médio do feijão-carioca chegou a R$ 268,77 por saca, avanço de 3,6% sobre a média de abril. A restrição da oferta segue como principal fator de sustentação, especialmente após a redução de 44% da área colhida de feijão primeira safra no Paraná, maior produtor nacional. Na segunda safra paranaense, a produção estimada é de 377 mil toneladas, volume cerca de 30% inferior ao registrado em 2025.


As estimativas mais recentes da Companhia Nacional de Abastecimento apontam retração da produção brasileira de feijão no ciclo 2025/26. A área destinada às três safras deve cair para 2,6 milhões de hectares, redução de 4,1%, enquanto a produtividade média deve recuar 1,1%, para 1.124 quilos por hectare. Com isso, a produção nacional é estimada em aproximadamente 2,9 milhões de toneladas, queda de 5,2% frente à safra anterior. A Região Sul concentra as maiores perdas, com redução superior a 26% da área e retração de 28,3% na produção.


Na avaliação de João Alves, da Epagri/Cepa, o Brasil pode precisar recorrer a importações pontuais nos próximos meses. Segundo ele, apesar da produção próxima de três milhões de toneladas ainda garantir autossuficiência, o cenário exige atenção. “Quebras severas, como a registrada no Sul, podem exigir importações pontuais, especialmente de feijão-preto vindo da Argentina”, ressalta o analista.


Em Santa Catarina, a colheita da primeira safra está praticamente concluída. Conforme a Epagri/Cepa, apesar das boas condições observadas na maior parte das lavouras, o ciclo foi marcado por instabilidade climática, com temperaturas abaixo da média durante a primavera, ocorrência de geadas tardias no Planalto Sul e irregularidade das chuvas ao longo do verão.


A área plantada com feijão na primeira safra caiu 24%, somando 26,5 mil hectares. A produtividade média foi revisada para 1.978 quilos por hectare, queda de 3,7%, enquanto a produção estimada ficou em 52,5 mil toneladas, retração de 26,6% em relação ao ciclo anterior.


Na segunda safra, a redução da área cultivada foi ainda mais expressiva. O plantio recuou mais de 40%, totalizando 19,3 mil hectares, mesmo diante da valorização dos preços. Segundo a análise da Epagri/Cepa, o elevado risco climático desestimulou os produtores. Até o momento, cerca de 7% da área foi colhida, com predominância de lavouras em boas condições. A produtividade média estimada é de 1.787 quilos por hectare, mas ainda pode ser revisada conforme o avanço da colheita. A produção estadual deve registrar queda próxima de 40%.


O excesso de chuvas no fim de abril também aumentou a preocupação em regiões produtoras como Chapecó, Xanxerê e Curitibanos, diante do risco de atrasos na colheita e perdas de qualidade. Mesmo assim, o cenário de menor oferta continua sustentando a firmeza dos preços do feijão no mercado catarinense e nacional.


4º Seminário Estadual do Leite vai discutir produtividade, saúde e novos hábitos de consumo em

 

                                            Divulgação



A Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul realiza, no próximo dia 28 de maio, o 4º Seminário Estadual do Leite – “O Futuro do Leite no MS: Produtividade, Saúde e o Impacto dos Novos Hábitos Alimentares”. O evento acontece das 13h às 17h, no Plenário Júlio Maia, e é uma realização da Frente Parlamentar do Leite da ALEMS, coordenada pelo vice-presidente da Casa, Renato Câmara (Republicanos).


O seminário reunirá produtores, especialistas, pesquisadores e representantes do setor para debater os desafios da cadeia leiteira sul-mato-grossense, com foco em produtividade, saúde, nutrição e mudanças no comportamento do consumidor.


Coordenador da Frente Parlamentar do Leite, Renato Câmara (Republicanos) destacou que os encontros promovidos pela Frente têm contribuído diretamente para a construção de políticas públicas voltadas ao fortalecimento da atividade leiteira no Estado.


“Ao longo desse tempo conseguimos construir um debate muito amplo dentro da cadeia produtiva do leite. Uma das principais conquistas foi a criação do Proleite, que trouxe avanços importantes por meio do melhoramento genético, assistência técnica e linhas de financiamento para os produtores. Esse programa nasceu das discussões promovidas pela Frente Parlamentar e hoje já avança para inclusão definitiva nas políticas públicas do Estado. Além disso, seguimos debatendo novas ações importantes, como o projeto de logística reversa de embalagens veterinárias utilizadas na cadeia produtiva do leite, garantindo mais segurança ambiental e sanitária para o produtor rural”, afirmou o parlamentar.


Dados da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) apontam que Mato Grosso do Sul produz atualmente cerca de 1,34 milhão de litros de leite por dia. O setor mantém estabilidade no rebanho, estimado entre 150 mil e 160 mil cabeças, mas ainda enfrenta desafios para ampliar o volume anual produzido.


A programação começa às 13h com o credenciamento e, às 13h30, haverá a composição da mesa de autoridades.


O primeiro painel, às 14h, terá como tema “Do Campo à Clínica: O papel do leite na nutrição moderna e a alta demanda proteica com o uso das canetas emagrecedoras”. A palestra será ministrada por Jean Vinicius Calado dos Anjos, nutricionista clínico e esportivo, personal trainer e especialista em nutrição aplicada à saúde metabólica e preservação da massa muscular.


Na sequência, às 14h40, o zootecnista Orlando Serrou Camy Filho abordará ações e perspectivas do Plano Estadual Proleite. Ele atua como gestor de Desenvolvimento Rural na COPEC/Semadesc, coordena o Proleite MS e é secretário-executivo da Câmara Setorial do Leite de Mato Grosso do Sul.


Às 16h será realizado o “Milk Break”, seguido do encerramento do seminário às 17h.

Assembleia aprova criação de 150 cargos de Analista Judiciário no TJMS

 

                                             (Foto: Wagner Guimarães/Alems)



A Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul) aprovou, nesta terça-feira (19), em segunda discussão, o projeto enviado pelo TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), que cria 150 cargos de Analista Judiciário.


O texto segue para redação final e, depois, para sanção do governador Eduardo Riedel (PP).


A proposta do TJMS foi enviada à Assembleia há pouco mais de um mês, em 7 de abril deste ano.


O pedido ocorreu em meio a uma determinação do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) para que o órgão passe a adotar processo seletivo e dar mais transparência às nomeações em cargos comissionados e de confiança.


No Projeto de Lei 44/2026, que cria os cargos de analista judiciário, o TJMS argumenta que as vagas serão destinadas para atender aumento na demanda de processos no judiciário estadual.


"O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) encerrou o ano de 2024 com expressivo volume de movimentações processuais. No 1º Grau, foram julgados 469.870 processos, sendo 322.659 sentenças proferidas pela Justiça Comum e 147.211 pelos Juizados Especiais", detalha o Tribunal.


O órgão também evidencia que o preenchimento dos cargos será feito de forma gradual e não imediata, já que se trata de "medida de planejamento administrativo e de previsão estrutural a ser implementada conforme a evolução da demanda jurisdicional e a efetiva disponibilidade financeira e orçamentária".

Laboratórios recolhem corticoide injetável e remédios para colesterol; veja lotes afetados

 

                                            Cimed e Hypofarma recolhem lotes de remédios para controle de colesterol e corticoide injetável - Yves Herman/Reuters

  • Hypofarma diz ter identificado turvação em corticoide quando diluído com outros medicamentos

  • Cimed afirma suspeitar de troca de cartuchos de rosuvastatina e atorvastatina


Duas farmacêuticas anunciaram nesta segunda-feira (18) o recolhimento voluntário de corticoide e medicamentos para controle do colesterol após identificar problemas na produção.


A Cimed Indústria S.A. e a Hypofarma relataram as ocorrências à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), e as suspensões de comercialização, distribuição e uso foram publicadas no Diário Oficial da União.


A Cimed diz suspeitar que cartuchos de rosuvastatina cálcica 20 mg tenham sido misturados aos de atorvastatina cálcica 40 mg. Os medicamentos têm o mesmo número de lote (2424299).


Já a Hypofarma recolheu o lote 25091566 do fosfato dissódico de dexametasona 4 mg/ml, um corticoide injetável apresentado em caixa com 50 ampolas.


Quem tiver adquirido qualquer um dos medicamentos deve suspender o uso e entrar em contato com o SAC das respectivas empresas para informações sobre o recolhimento e a devolução dos produtos.


Os dois medicamentos da Cimed são usados para reduzir os níveis de colesterol LDL (colesterol ruim) e triglicerídes no sangue. Também elevam o HDL (colesterol bom) e são receitados para prevenir doenças cardiovasculares, como infartos e AVCs.


Quem acredita estar tomando atorvastatina 40 mg pode, na prática, estar consumindo rosuvastatina 20 mg sem saber. Embora pertençam à mesma classe, as estatinas, as duas substâncias têm doses e indicações que variam conforme o perfil do paciente.


A troca pode representar risco porque cada medicamento é prescrito de forma individualizada. A dose correta depende do histórico do paciente, de outros remédios que ele usa e do nível de colesterol que precisa ser controlado.


Quanto ao corticoide da Hypofarma, o problema identificado é a turvação da solução quando o medicamento é diluído em associação a determinados outros remédios. A empresa afirma que o recolhimento é restrito ao lote mencionado e que acompanha o caso junto às autoridades sanitárias.


O fosfato dissódico de dexametasona é um corticoide sintético usado no tratamento de condições inflamatórias severas, distúrbios alérgicos e doenças autoimunes. Também é indicado para edemas, como o edema cerebral em algumas condições neurológicas, e para distúrbios endócrinos.


Em nota, a Hypofarma afirma que "a medida demonstra o compromisso histórico da empresa com a segurança dos pacientes, a transparência de seus processos e o rigor dos controles de qualidade".


Folha de São Paulo

Plataforma Cultural abre espaço para oficinas de arte manual

 



O projeto Ateliê Aberto começa na próxima terça-feira (26), na Plataforma Cultural, em Campo Grande, com atividades gratuitas voltadas ao artesanato, criatividade e troca de experiências. A programação será realizada todas as terças e quintas-feiras, das 8h às 12h, com o objetivo de aproximar a população do espaço cultural e incentivar o aprendizado de técnicas artesanais.


Durante as atividades, os artesãos do ateliê vão ensinar diferentes técnicas, como mosaico, papel picado e outras modalidades de arte manual, abertas ao público interessado.


A abertura do projeto contará ainda com uma roda de conversa com empreendedores convidados. Participam o empresário Nando Mantoni, com o tema “Do emprego fixo ao empreender com propósito”, e a chef de cozinha Camila Santana, que abordará o tema “Cozinhar é transformar ingredientes, histórias e realidades”.


Os interessados podem procurar diretamente o Ateliê da Plataforma Cultural para participar das atividades.