sexta-feira, 19 de junho de 2026

Senado aprova acordos do Mercosul com Efta e Singapura

 



"São acordos muito importantes para o Brasil nesses tempos de tarifaços, protecionismo comercial e multilateralismo em baixa", definiu Tereza Cristina

O Senado aprovou nesta quarta-feira, 17/06, o PDL 570/2026, que dá aval ao texto do acordo de livre comércio entre Mercosul e Associação Europeia de Livre Comércio (Efta), formada por Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça. O plenário aprovou também o PDL 571/2026 que estabelece acordo de livre comércio entre o Mercosul e a República de Singapura. Ambos seguem para a promulgação.


“São acordos de livre comércio muito importantes para o Brasil nesses tempos de tarifaços, protecionismo comercial e multilateralismo em baixa”, definiu a senadora Tereza Cristina (PP-MS), que é vice-presidente da Comissão de Relações Exteriores (CRE). “Uma grande oportunidade para incrementar as nossas exportações e abrir novos mercados”, completou.


O acordo com os países europeus prevê a liberalização tarifária dos setores industrial e agrícola, levando em consideração as especificidades de cada mercado. 


O texto foi relatado pelo senador Nelsinho Trad (PSD-MS), que preside a CRE. Ele destacou que mais de 97% das exportações entre os dois blocos deverão ser beneficiadas por condições preferenciais de acesso, com redução ou eliminação de tarifas e mecanismos voltados à facilitação do comércio.


Outro ponto destacado pelo relator é a preservação de instrumentos importantes para o Brasil, incluindo salvaguardas relacionadas ao Sistema Único de Saúde (SUS), políticas de apoio a micro e pequenas empresas, inovação e desenvolvimento tecnológico.


Antes de ser votado em plenário, o acordo havia sido aprovado pela Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul (Parlasul) e pela Câmara dos Deputados. A matéria foi apreciada em regime de urgência, após requerimento de líderes partidários.


Setores beneficiados no Mercosul-Efta

Assinado no Rio de Janeiro em setembro de 2025, o acordo é dividido em 16 capítulos e abrange comércio de bens, defesa comercial, salvaguardas, barreiras técnicas, medidas sanitárias e fitossanitárias, serviços, investimentos e propriedade intelectual. Também trata de compras governamentais, concorrência, desenvolvimento sustentável, solução de controvérsias e disposições institucionais.


Em relação ao comércio de bens, está prevista isenção de tarifas para aproximadamente 97% das transações do Brasil com a EFTA e redução gradual de taxas para 1,2%. Produtos agrícolas como laticínios, chocolates e fórmulas para alimentação infantil foram incluídos sob a forma de quotas tarifárias.


Do lado da EFTA, os países eliminarão 100% das tarifas de importação nos setores industriais e pesqueiro já na entrada em vigor do acordo. Considerando os setores agrícola e industrial, o acesso em livre comércio de produtos brasileiros chegará a quase 99% do valor exportado.


O Brasil ainda poderá se beneficiar de quotas agrícolas oferecidas por Suíça, Liechtenstein e Noruega para produtos como carne bovina, carne de aves, milho, farinha de milho, mel e óleos vegetais, entre outros.


Mercosul – Singapura

Já o acordo com Singapura prevê isenção tarifária imediata e integral à totalidade de produtos exportados pelo Mercosul. O bloco comercial se compromete a eliminar progressivamente, em até 15 anos, as tarifas incidentes sobre 95,8% dos produtos do país asiático, o que corresponde a 90,8% do total do valor atualmente importado.


Ficam excluídos desse compromisso produtos nacionais do Mercosul considerados sensíveis, como máquinas, aparelhos elétricos, plásticos, instrumentos óticos, fotográficos e cinematográficos.


Entre as áreas que podem ser mais beneficiadas na exportação de produtos, está o agronegócio. O texto também estabelece compromissos para dar maior acesso ao mercado de serviços, além de facilitar investimentos. O capítulo sobre comércio eletrônico é o primeiro já negociado pelos países do Mercosul com um parceiro fora da região.


O acordo com Singapura abre ainda perspectivas favoráveis para a economia brasileira, com impactos positivos sobre o Produto Interno Bruto (PIB), investimentos, exportações e a corrente de comércio no longo prazo, abrindo novas conexões com a Ásia. .


Com informações da Agência Senado

Agenda de Lula em MS deve fortalecer projeto de Vander ao Senado

 

                                               Divulgação


De acordo com Vander, a presença de Lula no município ainda depende da definição final da programação.

“A vinda do presidente Lula está confirmada no dia 25. Mas falta bater o martelo sobre a programação. A informação que recebi hoje cedo é que há a possibilidade de ele passar em Três Lagoas primeiro, antes de ir para Ponta Porã. Em Três Lagoas, haveria a visita à obra da fábrica de fertilizantes. E lá em Ponta Porã teremos a entrega de títulos de regularização fundiária. Acredito que a Casa Civil deve fechar essa definição da programação em breve”, explicou o deputado.




A visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Mato Grosso do Sul, marcada para a próxima quinta-feira (25), deve impulsionar a pré-candidatura do deputado federal Vander Loubet (PT) ao Senado Federal. Lula estará em Ponta Porã para participar da entrega de 1.400 títulos de regularização fundiária no Assentamento Itamarati e, além dos compromissos oficiais, deverá se reunir com Vander e outras lideranças políticas do campo democrático.


Entre os aliados que estarão mobilizados para a agenda estão o ex-deputado federal Fábio Trad (PT), pré-candidato ao governo do Estado, e a senadora Soraya Thronicke (PSB), que buscará a reeleição. Ambos integram a articulação política da Federação Brasil da Esperança e dos partidos alinhados ao projeto liderado pelo presidente.


O apoio à candidatura de Vander figura entre as prioridades do presidente e da direção nacional do PT. A relação entre os dois é marcada por uma trajetória de proximidade política e atuação conjunta em movimentos sindicais e partidários. Atualmente em seu sexto mandato na Câmara dos Deputados, Vander é apontado como um dos principais articuladores da base de sustentação do governo federal e tem atuado na viabilização de investimentos e projetos destinados ao Governo do Estado e aos 79 municípios sul-mato-grossenses.[


Para Lula, a eleição deste ano terá papel estratégico na definição da composição do Congresso Nacional, especialmente do Senado. O presidente tem defendido a escolha de representantes comprometidos com pautas como a soberania nacional, a defesa do estado democrático de direito, o combate à fome e o desenvolvimento sustentável.



Em Mato Grosso do Sul, a chapa majoritária do campo democrático reúne, até o momento, PT, PCdoB, PV e PSB, além de manter expectativa de adesão do PDT e do Cidadania. A composição conta com Fábio Trad como pré-candidato ao governo, Gilda Gomes dos Santos para a vice-governadoria e Vander Loubet e Soraya Thronicke na disputa pelas vagas ao Senado.


Segundo Vander, a simples confirmação da presença do presidente já provoca ampla mobilização entre lideranças políticas e diversos segmentos da sociedade. “Só o anúncio da presença de Lula já movimenta vários setores e lideranças da sociedade. É uma mobilização espontânea e calorosa, que reforça a confiança de todo o campo democrático no avanço das nossas propostas e no desafio eleitoral que faremos”, afirmou.


Três Lagoas

Além da agenda já confirmada em Ponta Porã, existe a possibilidade de Lula incluir Três Lagoas em seu roteiro no Estado. A expectativa é que o presidente visite as obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados (UFN3), da Petrobras, cuja retomada vem sendo acompanhada pelo governo federal.


Daniel Pedra

Portal Correio do Estado

Assembleia aprova cessão de servidores para órgão da reforma tributária

 

                                          Mesa Diretora da Assembleia Legislativa. (Foto: Alems)



A Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul) aprovou, em primeira discussão, durante a sessão desta quinta-feira (18), o Projeto de Lei 75/2026, que autoriza a cessão de servidores efetivos de Mato Grosso do Sul para atuação junto ao CGIBS (Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços).


A proposta, encaminhada pelo governador Eduardo Riedel (PP), integra as medidas de adequação do Estado à reforma tributária nacional.


O comitê será responsável pela administração do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), tributo que substituirá gradualmente parte dos atuais impostos sobre o consumo.


Pelo texto aprovado, poderão ser cedidos auditores fiscais, servidores das carreiras de apoio da Sefaz (Secretaria de Estado de Fazenda) e procuradores da PGE (Procuradoria-Geral do Estado), desde que haja solicitação formal do comitê gestor.


A cessão terá prazo inicial de dois anos, com possibilidade de renovação por períodos iguais. O projeto também prevê a disponibilização temporária de servidores para auxiliar na implantação das atividades do órgão.


Segundo a proposta, os custos relacionados aos profissionais cedidos ficarão sob responsabilidade do próprio CGIBS, sem impacto financeiro para os cofres estaduais.


Na justificativa enviada à Assembleia, o governo argumenta que a medida é necessária para garantir a participação de Mato Grosso do Sul na nova estrutura de gestão compartilhada do IBS, criada a partir da reforma tributária aprovada pelo Congresso Nacional.


Após a aprovação em primeira discussão, o projeto ainda deverá passar pelas etapas regimentais antes de seguir para sanção.


Produção menor exige compra antecipada de sementes

 

                                              Foto: Foto: Gessi Ceccon


A orientação é antecipar as compras

A redução na área destinada à produção de sementes de Brachiaria ruziziensis deve exigir mais planejamento de produtores e distribuidores para a safra 2025/26. Após anos de excesso de oferta, o mercado entra em fase de reequilíbrio, com perspectiva de menor disponibilidade e valorização dos lotes de melhor qualidade.



Dados do Sistema de Gestão da Fiscalização, do Ministério da Agricultura e Pecuária, mostram que a área inscrita caiu de 121.260 hectares em 2024/25 para 54.948 hectares em 2025/26. A retração foi de 54,69%, a maior registrada para a espécie no período recente.


Nesse contexto, o recuo pode ocorrer após uma rápida expansão da produção, que passou de pouco mais de 51 mil hectares em 2022/23 para mais de 121 mil hectares em 2024/25. O aumento da oferta pressionou os preços e reduziu a atratividade da multiplicação de sementes.



Segundo Thiago Maschietto, da SBS Green Seeds, a demanda deve continuar sustentada pelo plantio direto e pela integração lavoura-pecuária. Ele afirma que, com a oferta mais ajustada, pode haver maior disputa por sementes certificadas.


A orientação é antecipar as compras, priorizar fornecedores com histórico de qualidade e avaliar contratos prévios para garantir volume antes do pico da demanda. "Nosso compromisso é garantir que, mesmo em um mercado de oferta ajustada, nossos parceiros tenham acesso a sementes de excelência. Mas para isso, o planejamento antecipado é fundamental. Quem esperar o último momento poderá enfrentar dificuldades para encontrar o volume e a qualidade desejados", finaliza o CEO.


Após sufoco com Marrocos, Brasil calça sandálias da humildade contra o Haiti

 

                                            jogadores da seleção em treino para o duelo com o Haiti; Danilo (em primeiro plano) foi um dos que cobraram humildade contra o time caribenho - Eduardo Anizelli - 17.jun.26/Folhapress

  • Mesmo diante de adversário historicamente frágil, que jamais pontuou no Mundial, atletas falam em fazer 'jogo seguro'

  • Seleção precisa de bom resultado para evitar problemas; saldo de gols pode ser importante na luta pela liderança do Grupo C



O adversário no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, será o Haiti, 85º colocado no ranking da Fifa (Federação Internacional de Futebol), que jamais conseguiu nem um empate na maior competição do futebol. Ainda assim, os jogadores do time pentacampeão procuraram calibrar a expectativa de quem espera um atropelo.


"Nós precisamos entrar taticamente bem postados e fazer um jogo seguro. Sim, um jogo em que a gente vai querer o comando, mas da melhor forma possível, a mais equilibrada. Falar de quantos gols é uma expectativa muito elevada e uma falta de respeito com aquilo que é o futebol hoje em dia", afirmou Danilo


O lateral foi questionado sobre a possibilidade de uma goleada porque, após o resultado na estreia, o saldo de gols passou a ser um fator importante no Grupo C.


Se os favoritos Brasil e Marrocos vencerem seus confrontos com Haiti e Escócia, a liderança da chave será definida em critérios de desempate. Nesse caso, o saldo seria o primeiro.


Mas a seleção, além de lidar com óbvias preocupações com a tábua de classificação, busca também encontrar um futebol competitivo.


O embate do último sábado (13), sobretudo pelo desempenho no primeiro tempo, de domínio marroquino, mostrou que o acidentado ciclo rumo à Copa de 2026 teve consequências.


O torneio já está em andamento, e o técnico Carlo Ancelotti, há pouco mais de um ano no cargo, ainda faz experiências, vai tateando o elenco em busca de uma formação confiável.


No fim de semana, surpreendeu com Ibañez na lateral direita, Douglas Santos na lateral esquerda e Igor Thiago no comando do ataque –só Douglas teve uma atuação razoavelmente satisfatória.


Diante do Haiti, Danilo deverá assumir a lateral direita, desbancando Ibañez. É possível também que Luiz Henrique ganhe uma vaga na ponta direita, com Paquetá no banco, e que o volante Fabinho entre no lugar de Casemiro –este teve muita dificuldade contra o ágil meio-campo de Marrocos.


Na frente, Igor Thiago é ameaçado por Matheus Cunha e Endrick. Neymar, em recuperação de lesão na panturrilha, continua fora.


Nem mesmo os atletas parecem ter noção exata do desenho. Eles relataram que, na primeira rodada, descobriram a escalação três horas antes do apito inicial. Na primeira etapa, jogaram mesmo como um catado, um grupo no qual as peças não se encaixavam. Foram necessários um lance de talento de Vinicius Junior e a pausa do intervalo para que se desenvolvesse algum equilíbrio.


O Brasil, é verdade, não foi a única das seleções tradicionais com dificuldade no início do torneio. A Espanha, por exemplo, apontada entre as grandes candidatas ao título, ficou no 0 a 0 com Cabo Verde, estreante no Mundial.


O jogo foi citado por Danilo quando ele previu dificuldades diante do Haiti.


"Meus amigos, vocês viram como Cabo Verde se defendia contra a Espanha? Além da questão de ter uma linha de seis ou sete defensores, os caras deixavam a vida em cada bola. É aquela coisa de se entregar, ir além, para defender o resultado e fazer um papel bonito na Copa do Mundo contra um favorito", observou.


Será com essa mentalidade que os haitianos entrarão em campo na Filadélfia. Ainda que venham de derrota por 1 a 0 para a Escócia na rodada de abertura e precisem pontuar para alimentar a esperança de classificação, eles jogarão com um peso nas costas bem menor do que o carregado pelo adversário.


"Nossos rivais têm muito mais a perder do que nós. Que sorte para os meninos jogar nesse tipo de atmosfera", afirmou o técnico Sébastien Migné. "Temos uma montanha difícil para escalar contra o Brasil, mas vamos tentar estar à altura do desafio. Vai ser um jogo de prestígio", acrescentou o francês.


Será o quarto confronto entre os times na história. Os três anteriores terminaram em goleada.


Em 1974, em amistoso realizado em Brasília na preparação para a Copa, o Brasil venceu por 4 a 0, gols de Paulo Cezar Caju, Rivellino, Marinho Chagas e Edu. Em 2004, em amistoso em Porto Príncipe, os pentacampeões triunfaram por 6 a 0, com bolas na rede de Ronaldinho Gaúcho (3), Roger (2) e Nilmar.


O mais recente encontro ocorreu na Copa América de 2016, edição comemorativa de cem anos do torneio sul-americano que foi realizada nos Estados Unidos e incluiu na disputa equipes de todas as Américas.


A formação verde-amarela ganhou por 7 a 1, em Orlando, tentos anotados por Philippe Coutinho (3), Renato Augusto (2), Gabigol e Lucas Lima. James Marcelin descontou.


A partida de 2004, conhecida como "jogo da paz", foi a mais marcante. O Haiti vivia uma guerra civil, colocada em breve pausa para receber os pentacampeões do mundo. O Brasil liderava militarmente a missão de paz da ONU (Organização das Nações Unidas), e craques como Ronaldo, Ronaldinho e Roberto Carlos foram ao estádio em tanques de guerra, saudados pela população.


É forte a relação dos haitianos com o Brasil, e muitos adotam a seleção verde-amarela. O que faz o confronto de sexta-feira especial, em novo momento delicado da nação mais pobre das Américas.


A situação se agravou desde o assassinato do presidente Jovenel Moïse, em julho de 2021, com a maior parte da nação caribenha dominada por gangues.


Nesse cenário, a equipe nacional teve de mandar seus jogos nas Eliminatórias em outros territórios do Caribe, como Aruba e Curaçao.


Acabou se classificando para seu segundo Mundial –o primeiro foi em 1974–, mas não sem escoriações. Um ano atrás, levou 5 a 1 de Curaçao, que estreou na Copa, no último domingo (14), tomando 7 a 1 da Alemanha.


Não há dúvida de que a seleção brasileira terá na Filadélfia a partida teoricamente mais fácil em sua chave.


Mas, após sua estreia decepcionante e a sequência de resultados surpreendentes na primeira rodada da competição –Portugal, outro apontado como favorito, empatou com a República Democrática do Congo–, convém ter cautela.


"Não vai ter jogo fácil. Estão acontecendo muitos jogos equilibrados, empates. A gente está falando de uma seleção que é muito forte fisicamente. O Haiti tem uma intensidade que pude ver no jogo contra a Escócia, tem se mostrado qualificado. Vai ser difícil, e temos que pensar em vencer, não falar em golear", disse o lateral esquerdo Douglas Santos.


"Não podemos ter soberba."


Ficha técnica

BRASIL x HAITI (Copa do Mundo - Grupo C)

Data: 19 de junho de 2026 (sexta-feira), às 21h30

Local: Estádio Lincoln Financial Field, na Filadélfia (EUA)

Transmissão: Globo, SBT, CazéTV, ge tv (Globoplay), SporTV e NSports

Árbitro: Alejandro Hernández (ESP)

Assistentes: José Enrique Naranjo (ESP) e Diego Sánchez (ESP)


Brasil

Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro (Fabinho), Bruno Guimarães, Luiz Henrique e Matheus Cunha (Igor Thiago); Raphinha e Vinicius Junior

Técnico: Carlo Ancelotti


Haiti

Johny Placide; Martin Experiénce, Ricardo Adé, Hannes Delcroix e Carlens Arcus; Jean-Ricner Bellegarde, Danley Jean Jacques, Ruben Providence, Josué Casimir e Louicius Deedson; Wilson Isidor

Técnico: Sébastien Migné


Marcos GuedesLuciano Trindade


Com dois a mais, Canadá goleia Qatar e conquista primeira vitória em Copas; veja os melhores momentos

 

                                             Agustin Marcarian/Reuters

  • Ataque de Jonathan David e Cyle Larin domina defesa rival; jogo também tem grave lesão de meio-campista do Canadá
  • Seleção canadense assume a liderança do Grupo B, e David, 3 gols no jogo, empata com Messi na artilharia da atual edição


A seleção canadense conquistou sua primeira vitória na história das Copas ao golear o Qatar na noite desta quinta-feira (18) por 6 a 0, em Vancouver.


O confronto também foi marcado por um momento triste. O canadense Koné teve a perna esquerda quebrada em uma entrada de Madibo. O vídeo de melhores momentos contém imagens fortes da lesão.


O confronto teve como destaques a dupla Jonathan David e Cyle Larin, atacantes da Juventus e do Southampton, respectivamente.


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A partida, válida pelo Grupo B, foi marcada pelo domínio do Canadá e igualou a maior diferença de gols da competição até agora —os 7 a 1 da Alemanha contra Curaçao.


O jogo também teve um hat-trick de David, que igualou Lionel Messi na artilharia do torneio, com três gols.


O time canadense foi superior durante todo o confronto, potencializado pela dupla de atacantes e por triangulações entre os meias e laterais


Desde os minutos iniciais, o time anfitrião demonstrava facilidade para chegar à área qatari.


Faltava acertar os últimos passes para abrir o placar, o que aconteceu aos 17 minutos. Alistair Johnston cruzou, e David finalizou. Mahmoud Abunada, goleiro da seleção do Qatar, deu rebote, e Larin completou para as redes.


Com o placar favorável, a seleção canadense manteve o ritmo.


Aos 28 minutos do primeiro tempo, foi a vez de David estufar as redes. Após tentativa de chute de Buchanan, a bola sobrou para o camisa 10 finalizar de primeira e marcar um bonito gol.


Aos 31 minutos, Buchanan infiltrou-se na defesa rival e foi derrubado na entrada da área por Homam Ahmed, lateral-esquerdo do Qatar.


O árbitro Cristián Marcelo Garay Reyes assinalou o pênalti, mas, avisado pelo VAR (árbitro de vídeo), voltou atrás. Marcou falta e expulsou Ahmed.


Com um a mais, o Canadá continuou atacando. Aos 47min, em mais uma jogada tramada pelo lado direito, Johnston cruzou e Larin finalizou de cabeça, à queima-roupa. Abunada fez grande defesa, mas não impediu David de completar para as redes mais uma vez.


O domínio se refletiu na posse de bola, com o Canadá terminando o primeiro tempo com 67%, ante 33% do Qatar. No segundo tempo, a disparidade foi ainda maior (91% dos canadenses, ante 9% dos cataris).


Atrás do ineditismo

O confronto tinha as duas seleções em busca de uma marca histórica. Canadá e Qatar se enfrentavam em busca da primeira vitória no torneio, após não terem vencido em edições anteriores do Mundial.


Os times empataram na primeira rodada da Copa nos EUA, México e Canadá, conquistando seus primeiros pontos na história das Copas.


A seca de vitórias era maior por parte dos canadenses. O Canadá disputa seu terceiro Mundial (jogou o torneio no México, em 1986, e, em 2022, no Qatar).


Na última Copa, ficou na lanterna do Grupo F, com zero ponto, atrás de Marrocos, Croácia e Bélgica. Em 1986, em grupo com União Soviética, Hungria e França, os canadenses também zeraram em pontos.



O Qatar, anfitrião da Copa de 2022, disputa seu segundo Mundial. Na edição em que foi sede, ficou na lanterna do grupo que tinha Holanda, Senegal e Equador.


Lesão grave

Aos 5 minutos da etapa final, Ismaël Koné driblou Assim Madibo, que fez falta por trás. Ao cair, o pé de Koné ficou preso no chão, provocando uma ruptura na perna do meia canadense.


Madibo foi expulso, deixando o Qatar com dois jogadores a menos. Koné saiu de maca, aplaudido pela torcida canadense presente no estádio BC Place.


O incidente, a primeira grave lesão da Copa, gerou apreensão entre os torcedores canadenses. Questionado em entrevista após o jogo, o treinador da seleção, Jesse Marsch, tentou tranquilizar a situação.


"Ismaël vai ficar bem. Vamos consultar alguns bons médicos. Nosso coração está com ele. Ele tem um grande futuro e é uma parte importante do que fazemos", disse.


Depois, o jogo teve um gol de falta, marcado pelo meio-campista Nathan Saliba, que entrou no lugar de Koné e homenageou o compatriota na comemoração.


E o Canadá não parou ofensivamente. O quinto gol, contra, veio após o ponta Jacob Shaffelburg chutar e o meio-campista Mohamed Manai completar contra a própria meta.


O placar foi fechado pelo terceiro gol de Jonathan David, que completou chute de Saliba de fora da área.


O Canadá volta a campo na quarta-feira (24), às 16h, contra a Suíça, em confronto direto pela liderança do Grupo B (os dois times estão empatados com 4 pontos, mas os canadenses têm saldo de 6 gols). No mesmo dia e horário, o Qatar enfrenta a Bósnia.

Goleiro sul-coreano falha, e México garante vaga na próxima fase da Copa

 

                                                Paul Childs/Reuters

  • Em jogo equilibrado, anfitriões mexicanos ganham pela margem mínima em Guadalajara

  • Sul-coreanos tentam furar defesa com lançamentos, mas não conseguem sair do impedimento



Uma das anfitriãs deste Mundial, a seleção mexicana se classificou para a próxima fase da Copa do Mundo na noite desta quinta-feira (18) ao derrotar a Coreia do Sul por 1 a 0 no estádio Akron, em Guadalajara.


O México soma agora 6 pontos e já garantiu também a primeira colocação do Grupo A, o que dará vantagem no cruzamento da fase com 32 seleções, contra um terceiro colocado que sairá dos grupos C, E, F, H ou I.


A Coreia não pode mais ficar em primeiro porque um dos critérios de desempate é o confronto direto. No último jogo desta fase, os sul-coreanos enfrentam a África do Sul na próxima quarta-feira (24), enquanto o México encara a República Tcheca.


Ao contrário de outros jogos desta Copa, o primeiro tempo teve um ritmo lento em Guadalajara.


O México começou atacando com toques rápidos e finalização de fora da área enquanto a Coreia preferiu trocar passes no meio de campo e fazer ligação direta com lançamentos ao ataque.


Com o resultado, a parcial teve poucos chutes a gol, com três finalizações mexicanas e duas sul-coreanas


Aos 15min, o capitão sul-coreano Son Heung-min teve a primeira grande chance.


Ele foi lançado partindo do meio de campo e, na corrida, tocou de primeira por cima do goleiro Tala Rangel. Álvarez apareceu e tirou a bola quase em cima da linha com uma meia-bicicleta. No entanto, a jogada não valeu porque Son estava em posição de impedimento.


Aos 19min, foi a vez do anfitrião, quando Alvarado driblou um rival no lado direito e cruzou para Quiñones na área. Mesmo pressionado pela marcação, ele cabeceou, e o goleiro Kim Seung-gyu segurou firme.


A partir da metade da parcial, a Coreia passou a colocar em prática sua tática de trocar passes e fazer lançamentos, mas houve impedimento em quase todos os lances. No jogo, foram seis impedimentos dos asiáticos.


No único que não houve, Seol Young-woo recebeu passe pelo lado esquerdo aos 40 minutos e chutou de canhota, mas a bola subiu e foi longe do gol mexicano.


Aos 45min, Hwang In-beom pegou a bola na lateral direita e cruzou para o meio da área, mas Lee Jae-sung chegou um pouco atrasado e a bola passou direto.


O México começou o segundo tempo partindo para cima e "ganhou" o gol logo aos 4 minutos, em uma falha clamorosa do goleiro sul-coreano.


Em um cruzamento mexicano na pequena área, Kim Seung-gyu saltou sozinho para pegar a bola, mas não conseguiu segurá-la e caiu em cima do zagueiro Lee Gi-hyuk. A bola sobrou livre para Romo tocar para o gol vazio.


Com o gol, os sul-coreanos tentaram forçar no ataque, pressionando a defesa mexicana em busca do empate, mas não surtiu efeito, e o jogo passou a ficar truncado, com muito embate no meio de campo e poucos lances incisivos no ataque.


Somente aos 29 minutos o México teve chance de ampliar. Quiñones pegou a bola na esquerda e fez lançamento para Raúl Jimenez dentro da área, do outro lado. O centroavante fez o domínio e finalizou com a perna direita, mas Kim Seung-gyu fechou o ângulo e conseguiu rebater.


No fim do jogo, as duas seleções tiveram ótimas oportunidades de marcar. Aos 39min, Santi Giménez ajeitou de cabeça para Vargas bater forte da entrada da área, obrigando Kim Seung-gyu a fazer linda defesa.


No lance seguinte, Cho Gue-sung recebeu lançamento na pequena área e cabeceou para o chão, mas Tala Rangel estava no lugar certo na hora certa e conseguiu rebater. A bola ainda ficou no ar, mas o goleiro segurou antes da chegada de um atacante rival.


Houve ainda uma pressão sul-coreana no fim, mas não foi o suficiente para furar a muralha mexicana, para delírio da torcida, que foi à loucura com o apito final.


Claudinei Queiroz