segunda-feira, 19 de outubro de 2026

CAMPO GRANDE Mulher passa mal e morre dentro de ônibus do transporte coletivo

 

                                            Região onde ocorreu o incidente na manhã desta segunda - Crédito: Google Street View


Uma mulher morreu na manhã desta segunda-feira (19/10) após passar mal dentro de um ônibus do transporte coletivo urbano. O caso ocorreu por volta das 7h, na Rua Mirabela, próximo à Avenida Tamandaré.


Passageiros tentaram reanimá-la até a chegada das equipes de socorro, mas ela não resistiu e teve o óbito constatado. 


Segundo informações do Campo Grande News, a vítima estava no ônibus, quando começou a apresentar sintomas.


Outros passageiros perceberam a situação e avisaram o motorista, que parou imediatamente o veículo e acionou o Corpo de Bombeiros e o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).


Testemunhas relataram que a mulher reclamou de formigamento no braço e falta de ar, além de apresentar salivação excessiva. Diante da gravidade da situação, passageiros iniciaram manobras de reanimação cardiopulmonar enquanto aguardavam o atendimento.


Com a chegada dos bombeiros e do Samu, as equipes deram continuidade aos procedimentos de reanimação, mas não conseguiram salvar a passageira. 


Em nota, o Consórcio Guaicurus, responsável pelo transporte coletivo da Capital, lamentou a morte da passageira. Até o momento, a identidade, a idade da mulher e a causa da morte não foram informadas.

MS adota estratégia para ampliar vacinação contra doença que pode causar meningite

 

                                           Bruno Rezende/Portal do MS



A SES (Secretaria de Estado de Saúde) recomendou a ampliação excepcional e temporária do público-alvo para a vacinação com a meningocócica ACWY no Estado. A medida busca ampliar a proteção contra a doença meningocócica e reforçar as ações de imunização, de acordo com as orientações do PNI (Programa Nacional de Imunizações).


A resolução prevê a intensificação da busca ativa de crianças menores de cinco anos e adolescentes de 11 a 14 anos que não foram vacinados ou estão com o esquema vacinal incompleto. Também recomenda reforçar a divulgação e a oferta da vacina aos grupos com indicação de imunização na RIE (Rede de Imunobiológicos Especiais).


A estratégia contempla ainda a possibilidade de ampliação da vacinação para adolescentes de 15 a 17 anos e trabalhadores da saúde, conforme o atendimento dos grupos prioritários, a cobertura vacinal alcançada e a disponibilidade de doses nos municípios.


O gerente de Imunização da SES, Frederico Moraes, destaca a importância de manter a vacinação em dia e de aproveitar a estratégia para ampliar a proteção dos públicos contemplados. “A orientação é que pais e responsáveis verifiquem a caderneta de vacinação das crianças e dos adolescentes e procurem uma unidade de saúde para conferir se há doses pendentes. A ampliação será realizada por etapas, considerando o atendimento dos grupos prioritários e a disponibilidade de vacinas em cada município”, afirma.


Ampliação por etapas


Conforme a resolução, a vacina meningocócica ACWY poderá substituir a meningocócica C, nas doses previstas para crianças aos três e cinco meses de idade, correspondentes à primeira e à segunda dose do esquema vacinal, observadas as orientações técnicas vigentes do PNI.


Após o atendimento dos grupos prioritários e desde que haja cobertura vacinal satisfatória, a vacinação poderá ser ampliada para adolescentes de 15 a 17 anos, conforme a disponibilidade de doses.


A resolução também prevê a possibilidade de vacinação de trabalhadores da saúde caso persistam doses disponíveis após o atendimento dos grupos prioritários. Nesse caso, a prioridade será para profissionais que atuam em serviços de referência no atendimento de casos suspeitos de meningite.


A SES reforça a importância de verificar a situação vacinal e procurar os serviços de saúde para atualizar as doses indicadas para cada faixa etária, conforme o Calendário Nacional de Vacinação e as orientações das equipes de imunização.


Cenário epidemiológico


De acordo com os dados considerados na resolução, entre janeiro e 9 de setembro de 2026, Mato Grosso do Sul confirmou 20 casos de doença meningocócica. Desse total, 11 foram causados pelo sorogrupo B, com registro de um óbito; sete pelo sorogrupo C; e dois pelo sorogrupo W.


A doença meningocócica pode evoluir rapidamente e causar quadros graves, como meningite e meningococcemia, além de sequelas e óbito. Crianças menores de cinco anos estão entre os grupos mais vulneráveis, enquanto adolescentes e adultos jovens também merecem atenção, especialmente em situações de surtos.


A vacinação é uma das principais medidas de prevenção. A vacina meningocócica ACWY protege contra quatro sorogrupos da bactéria meningococo: A, C, W e Y. Como a proteção pode diminuir ao longo do tempo, é importante manter o esquema vacinal atualizado, conforme as recomendações de saúde.


Vacinação de rotina


No Calendário Nacional de Vacinação, a vacina meningocócica C é indicada para crianças aos três e cinco meses de idade, com reforço aos 12 meses utilizando a vacina meningocócica ACWY. Para adolescentes de 11 a 14 anos, a recomendação de rotina é uma dose da vacina ACWY.


A SES orienta pais e responsáveis a verificarem a caderneta de vacinação das crianças e adolescentes e procurarem uma unidade de saúde para conferir as doses pendentes. A aplicação no âmbito da estratégia temporária dependerá da disponibilidade de doses e das orientações operacionais estabelecidas pelos municípios.


As doses administradas deverão ser registradas nos sistemas oficiais de informação do Programa Nacional de Imunizações, conforme as regras previstas na resolução.

Colisão na BR-262 mata enfermeira e trabalhador em MS

 

                                            Colisão entre carros. (Foto: Corpo de Bombeiros)


Uma enfermeira de 48 anos e um trabalhador de 50 morreram em um grave acidente na BR-262, nas proximidades da fábrica da Suzano, em Ribas do Rio Pardo, a cerca de 98 quilômetros de Campo Grande.


A colisão, segundo o portal G1, ocorreu na madrugada de sábado (17) e envolveu uma picape e uma caminhonete.


As vítimas foram identificadas como Solange Ferreira de Sousa e Agimar Pinto da Silva, conhecido como Bejú.


O impacto da batida deixou os veículos destruídos, com destroços espalhados pela pista.


Um dos automóveis envolvidos pertence a uma empresa prestadora de serviços na região.


Equipes de resgate e da PRF (Polícia Rodoviária Federal) foram acionadas para atender à ocorrência e realizar os procedimentos necessários no local.


A morte dos dois trabalhadores provocou comoção entre familiares, amigos e colegas de profissão. Nas redes sociais, pessoas próximas publicaram mensagens de despedida e lamentaram a tragédia.


Solange foi lembrada por colegas como uma profissional dedicada e querida. Uma das mensagens indica que a enfermeira estava encerrando seu turno de trabalho quando ocorreu o acidente.


As circunstâncias da colisão ainda não foram esclarecidas. As autoridades investigam a dinâmica da batida para identificar o que provocou o acidente.

Campo Grande perde Elias Dib, advogado que ocupou quatro mandatos na Câmara

 

                                           Morre o ex-vereador Elias Dib. (Foto: Reprodução)




O advogado e ex-vereador Elias Dib morreu aos 78 anos, na madrugada desta segunda-feira (19), em Campo Grande.


Com quatro mandatos no Legislativo municipal, ele teve atuação política na Capital durante 16 anos.


De acordo com o ex-secretário de Governo Youssif Domingos, amigo de longa data, Dib morreu enquanto dormia.


Familiares informaram que ele havia acompanhado o debate presidencial na noite de domingo (18), antes de ir descansar. Horas depois, foi encontrado sem vida.


Integrante do MDB, Elias Dib ocupou uma cadeira na Câmara Municipal entre 1989 e 2004.


Além da carreira como vereador, exerceu a advocacia e disputou uma vaga na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul em 1994, quando recebeu 3.985 votos, mas não foi eleito.


A morte levou a Câmara Municipal a decretar luto oficial de três dias. Youssif Domingos, que conhecia Dib desde a infância, destacou a amizade e a trajetória do ex-parlamentar.


O sepultamento está previsto para as 16h desta segunda-feira, no Cemitério Santo Antônio, localizado no bairro Santo Amaro, em Campo Grande.

Protesto fecha Louvre, e governo anuncia toques de recolher para conter onda de violência na França

 

                                            Manifestantes e estudantes bloqueiam Museu do Louvre, em Paris - Abdul Saboor - 19.out.26/Reuters

  • Premiê divulgará lista de cidades com restrições ainda nesta segunda; Marselha e Denain já adotaram medidas
  • Macron reconhece falhas, rejeita renúncia de ministro do Interior e cobra revisão da segurança



 Museu do Louvre, em Paris, ficou fechado nesta segunda-feira (19) por causa de um bloqueio de estudantes no local. Com a tensão crescente no país desde o fim de semana, o governo do primeiro-ministro Sébastien Lecornu pediu que prefeitos determinem toques de recolher para conter a onda de violência.


Mais de 500 mil foram às ruas contra a alta do custo de vida e a deterioração dos serviços públicos, e saques e incêndios se espalharam por diversas cidades francesas. Um manifestante morreu, quase 1.000 agentes de segurança foram feridos e cerca de 2.400 pessoas foram detidas.


"Pedi aos prefeitos que decretassem vários toques de recolher nesta noite", disse Lecornu. A lista de cidades deve ser divulgada ainda nesta segunda, após consultas entre representantes do governo e prefeitos.


Marselha, uma das cidades mais atingidas, proibiu aglomerações e manifestações entre meio-dia e 20h. Denain, perto da fronteira com a Bélgica, decretou toque de recolher noturno até domingo.


Lecornu descartou, por ora, decretar estado de emergência, como pediu Bruno Retailleau, líder do partido conservador Republicanos. Mas não afastou a possibilidade de implementar a medida caso seja necessário.


"Estou absolutamente determinado a restabelecer a ordem", acrescentou o premiê. "O estado de emergência continua sendo uma medida muito séria, inclusive em termos de sua implementação. Portanto, se for necessário, é claro que poderemos adotá-lo."


Segundo Lecornu, os toques de recolher são uma resposta mais adequada à situação atual.


A União Europeia afirmou que o direito ao protesto pacífico "deve ser protegido" na França, ao mesmo tempo que condenou como "inaceitáveis" os incêndios, saques e ataques ocorridos durante o fim de semana.


O movimento dos Coletes Amarelos anunciou planos para uma segunda rodada de manifestações no próximo sábado (24), batizada de "Ato 2". Os protestos começaram há cerca de quatro semanas, com estudantes do ensino médio reivindicando melhores condições de ensino, e viraram um movimento nacional por melhorias no país.


Nesta segunda, o presidente Emmanuel Macron reconheceu "falhas" na gestão policial dos protestos, ordenou uma revisão das medidas de segurança e pediu "novos modos operacionais" para pôr fim às barricadas e aos saques. Em pronunciamento à nação na noite de domingo, ele havia condenado a violência e afirmado que autoridades locais poderiam proibir manifestações, se necessário.


Macron também recusou o pedido de demissão apresentado pelo ministro do Interior, Laurent Nuñez, e cobrou explicações sobre as falhas de prevenção e inteligência que permitiram a escalada dos confrontos. O ministro admitiu que a polícia perdeu o controle em algumas cidades. Segundo ele, os cerca de 60 mil policiais e agentes mobilizados no sábado não foram suficientes para conter os grupos violentos.


Nuñez, ex-chefe da polícia de Paris, afirmou que as restrições não afetarão a partida entre Paris Saint-Germain e Barcelona, pela Liga dos Campeões, marcada para terça-feira (20) na capital.


O bloqueio do Louvre foi liderado por estudantes da École du Louvre, segundo a direção e os sindicatos do museu. "Devido às greves estudantis, o museu está fechado no momento. Pedimos desculpas pelo inconveniente", diz um anúncio no site da instituição cultural, que promete reembolsar os visitantes prejudicados.


Alunos também promoveram manifestações e bloqueios na universidade Sciences Po, no centro da capital.


Em cidades como Paris, Marselha e Lyon, manifestações inicialmente pacíficas desembocaram numa onda de violência liderada por grupos mascarados. Prédios públicos foram invadidos, uma prefeitura foi incendiada e várias lojas foram saqueadas. Carros, bicicletas e patinetes também foram queimados.


Mais de 2.000 lojas foram afetadas em todo o país, com prejuízos que podem chegar a "centenas de milhões de euros", segundo Alain Di Crescenzo, presidente da Câmara de Comércio. Na capital, cerca de 400 estabelecimentos foram depredados.


Os distúrbios na França eclodiram poucos meses antes de uma importante eleição presidencial, na qual Macron não poderá concorrer à reeleição e Marine Le Pen, líder da ultradireitista Reunião Nacional, aparece em posição de destaque nas pesquisas de intenção de voto.


Nesta segunda-feira, o primeiro-ministro Sébastien Lecornu acusou a "ultraesquerda" de tentar "orquestrar uma profunda agitação em todo o país". Le Pen, por sua vez, afirmou que o partido de seu principal adversário na disputa, Jean-Luc Mélenchon, havia "legitimado a violência". Enquanto a esquerda acusa Macron de ignorar as reivindicações dos manifestantes, a direita cobra uma resposta mais firme do presidente.


Em artigo conjunto no jornal Libération, os prefeitos de Paris, Marselha e Lyon, todos de centro-esquerda, exigiram explicações do governo sobre a falta de preparo das forças de segurança. Disseram estar acostumados a protestos, "mas, no sábado, pela primeira vez, tivemos a sensação de que regiões inteiras de nossas cidades haviam sido deixadas sem proteção".


E acrescentaram: "Agora precisamos cuidar das feridas de nossas cidades e enfrentar a revolta de nossos moradores, estarrecidos com esse nível de violência".


Reuters e AFP

Testes genéticos ajudam a rastrear câncer de mama; entenda para quais casos são indicados

 

                                           Profissional trabalha em mapeamento genético de câncer no Centro Internacional de Pesquisa do Hospital A. C. Camargo, em São Paulo - Eduardo Knapp - 14.fev.22/Folhapress
  • Mulheres que tiveram a doença antes dos 35 são algumas das que têm indicação para fazer o exame
  • Ministério da Saúde tem até 9 de novembro para disponibilizar o exame na rede pública



Mulheres que têm ou tiveram câncer de mama podem se perguntar se devem fazer o teste genético para rastrear a presença dos genes BRCA1 e BRCA2, que apontam predisposição hereditária para a doença.


O exame já é amplamente disponível pela rede privada e começa a ser oferecido pela rede pública. Segundo sociedades médicas, o sequenciamento é benéfico para tomar medidas de prevenção, mas a recomendação para fazer o teste depende da história pessoal e familiar de cada paciente.


Para a médica geneticista Anna Claudia Santos, do Núcleo de Aconselhamento Genético do Inca (Instituto Nacional de Câncer), a avaliação genética pode ser necessária em casos de câncer de mama em idade jovem (abaixo de 35 anos), do tipo triplo-negativo ou nas duas mamas.


Também entram na lista a combinação de câncer de mama e de ovário na mesma pessoa, a doença em homens e a ocorrência de vários casos de câncer de mama, ovário, pâncreas ou próstata na família.


A SBOC (Sociedade Brasileira de Oncologia) cita situações semelhantes, com destaque para o diagnóstico antes dos 50 anos, câncer de ovário na família e parentes com alteração genética hereditária já conhecida.


Segundo a entidade, a avaliação genética também pode ser indicada para muitas mulheres já diagnosticadas com câncer de mama, mesmo sem histórico familiar expressivo. Os resultados podem orientar decisões sobre o tratamento e a prevenção de novos tumores.


Alessandra Borba, coordenadora de Oncogenética da SBM (Sociedade Brasileira de Mastologia), explica que a testagem em uma família com histórico de câncer de mama deve começar por mulheres que têm ou tiveram a doença.


"Se eu testo alguém que tem histórico de câncer na família e não teve câncer, essa pessoa pode ser alguém da família que não herdou alteração genética, mas na família teve alteração genética", afirma.


As instituições ressaltam que o histórico deve considerar as famílias materna e paterna, já que a predisposição pode ser herdada de qualquer um dos pais. Também afirmam que BRCA1 e BRCA2 são os genes mais conhecidos, mas não os únicos associados ao risco, e que a análise às vezes precisa ser ampliada.


Disponível em clínicas particulares, o teste genético hoje custa de R$ 1.000 a R$ 3.000.


Em maio deste ano, uma portaria do governo federal determinou que o exame passasse a ser oferecido de forma gratuita pelo SUS (Sistema Único de Saúde). O órgão tem até 9 de novembro para disponibilizar o exame, segundo o prazo estabelecido.


Questionado sobre como está o processo para tornar o teste acessível, o Ministério da Saúde respondeu que "o Sequenciamento de Nova Geração (NGS) para identificação de mutações nos genes BRCA1/2 em mulheres com câncer de mama está sendo implementado por meio da definição da linha de cuidado para sua utilização, dos critérios de indicação do exame, do fluxo de acesso das pacientes e da organização da rede assistencial e laboratorial".


Segundo a SBM, a oferta do sequenciamento genético está sendo organizada por meio de leis estaduais. Minas Gerais, Goiás e Distrito Federal já contam com legislação e oferecem o serviço. Outros estados, como o Rio de Janeiro, sancionaram leis, mas ainda não é possível fazer o teste.


Quando o exame identifica uma alteração que eleva o risco, o acompanhamento pode mudar. Dependendo do caso, o médico pode considerar exames mais frequentes, medicamentos ou cirurgias para reduzir o risco.


Foi o caso da atriz americana Angelina Jolie, que descobriu ser portadora da mutação no BRCA1 e realizou uma mastectomia preventiva. A mãe, a tia e a avó da artista de Hollywood morreram em decorrência do câncer.


E se não fizer o teste?

Não fazer o exame, por falta de indicação ou por escolha pessoal, não significa ficar sem acompanhamento, afirmam as instituições. O primeiro passo é informar ao médico quais parentes tiveram câncer.


A SBOC explica que é possível estimar o risco considerando o número de familiares afetados, o grau de parentesco e a idade do diagnóstico.


Com base nisso, mulheres de risco aumentado podem começar o rastreamento mais cedo e fazer, além da mamografia, exames como a ressonância magnética das mamas. A idade de início e a frequência variam conforme o risco estimado.


Em casos de risco muito elevado, a entidade afirma que também podem ser discutidas estratégias adicionais, como medicamentos que reduzem a probabilidade de desenvolver a doença.


Para o INCA, quem notar um nódulo, mudança na pele da mama ou secreção pelo mamilo deve procurar atendimento sem esperar a próxima consulta.


Manter peso saudável, praticar atividade física, evitar álcool e cigarro e amamentar, quando possível, também fazem parte das recomendações.


Giovana Kebian

Folha de São Paulo

Com apoio de Senadora Tereza Cristina, Senado aprova aumento do teto do MEI e perdão de dívidas para microempreendedores

 





O Senado aprovou por 78 votos a zero o reajuste no limite de enquadramento como microempreendedor individual (MEI) e perdão a dívidas de quase 3 milhões de MEIs. Desde 2016, o limite de receita bruta anual para o MEI é de R$ 81 mil. O valor aumentará para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028.


A proposta ainda permite que um MEI contrate até dois empregados que recebam exclusivamente um salário mínimo ou o piso salarial da categoria profissional. Atualmente, a legislação permite que o MEI contrate apenas um empregado.


A contratação vale apenas para atividades de industrialização, comercialização e prestação de serviços no âmbito rural.


A líder do Progressistas, senadora Tereza Cristina (MS), votou a favor da medida. “Nós já recebemos aqui, várias vezes, muitas comitivas de microempreendedores pedindo o aumento desse teto, que ficou por muito tempo sem reajuste. Poder ter dois empregados também é bom, porque o microempreendedor tem que poder crescer o seu negócio”, disse Tereza Cristina.


Perdão de dívidas

O projeto concede remissão integral dos créditos de MEIs inscritos na Dívida Ativa da União até 13 de outubro de 2026. O beneficiário deverá manter, como contrapartida, a adimplência dos recolhimentos de contribuição com vencimento nos seis meses subsequentes à data de entrada em vigor da futura lei, sob pena de cancelamento da remissão.


O beneficiário também deverá desistir de ações judiciais em curso na data de entrada em vigor da lei complementar. O microempreendedor não deverá pagar honorários advocatícios por causa da extinção do processo judicial.


O Poder Executivo estima um impacto orçamentário para recuperação do crédito de R$ 1,1 bilhão em 2027, R$ 1 bilhão em 2028 e R$ 909 milhões em 2029.


“Sei que das dificuldades das pessoas endividadas. Mas a gente não pode também causar um desestímulo àqueles que pagam em dia os seus impostos e as suas dívidas”, analisou Tereza Cristina. “O dinheiro dos tributos é o que move a sociedade brasileira, é o que financia as políticas públicas”, concluiu.


Com informações da Agência Câmara