Foto: DivulgaçãoComércio exterior brasileiro cresce em 2026
As exportações brasileiras bateram recorde em abril de 2026 e somaram US$ 34,1 bilhões, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior. O resultado representa alta de 14,3% em relação ao mesmo mês de 2025. As importações chegaram a US$ 23,6 bilhões, avanço de 6,2% na mesma comparação. Com isso, o saldo positivo da balança comercial foi de US$ 10,5 bilhões, enquanto a corrente de comércio alcançou US$ 57,8 bilhões.
Os números foram apresentados pela Secretaria de Comércio Exterior, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, na quinta-feira (7). No acumulado de janeiro a abril, as exportações totalizaram US$ 116,6 bilhões, crescimento de 9,2% frente ao mesmo período do ano passado. Já as importações somaram US$ 91,77 bilhões, alta de 2,5%. O superávit comercial acumulado no ano chegou a US$ 24,8 bilhões, com avanço de 43,5%.
O desempenho das exportações em abril foi impulsionado pelos três grandes setores da economia. A agropecuária cresceu 16,1% e alcançou US$ 9,23 bilhões. A indústria extrativa avançou 17,9%, chegando a US$ 8,28 bilhões, enquanto a indústria de transformação registrou alta de 11,6%, com US$ 16,44 bilhões exportados.
Entre os produtos que mais contribuíram para o avanço das vendas externas estão soja, algodão em bruto, minério de Ferro, petróleo bruto e carne bovina fresca, refrigerada ou congelada. Na indústria de transformação, também se destacaram as exportações de ouro não monetário e equipamentos industriais.
Apesar do resultado positivo, alguns produtos registraram queda nas exportações. É o caso do trigo, arroz com casca, café não torrado, açúcar e aeronaves. Segundo os dados divulgados pela Secex, as retrações ocorreram mesmo diante do crescimento geral da balança comercial.
Nas importações, o principal avanço veio da indústria de transformação, que movimentou US$ 21,93 bilhões em abril, alta de 7,4%. O crescimento foi puxado por combustíveis, veículos automóveis de passageiros, componentes eletrônicos e produtos ligados ao setor industrial. Por outro lado, as compras externas da agropecuária recuaram 25,8% no mês.
No acumulado do primeiro quadrimestre, a indústria extrativa foi o setor exportador com maior crescimento proporcional, avançando 22,2% frente ao mesmo período de 2025. A agropecuária cresceu 6,6%, enquanto a indústria de transformação teve alta de 4,8%.
Os dados também mostram expansão relevante nas exportações para diferentes mercados internacionais. A China permaneceu como principal destino dos produtos brasileiros, enquanto houve crescimento nos embarques para a União Europeia, Sudeste Asiático e Índia.
Agrolink - Seane Lennon