sábado, 22 de agosto de 2026

FRONTEIRA Dupla é presa após ameaçar vítima com faca para roubar celular

                                              Divulgação


A equipe de Trânsito do 4º Batalhão de Polícia Militar prendeu, na madrugada deste sábado (22), dois envolvidos em um roubo com emprego de arma branca, ocorrido na Rua Marechal Floriano, em Ponta Porã.


Por volta da 1h20, enquanto realizavam policiamento em ponto base no Pelotão Central, os militares foram procurados por uma vítima de 66 anos, que relatou ter sido abordada e roubada por duas pessoas, sendo um homem e uma mulher trans.


Durante a ação criminosa, teria sido utilizada uma faca, e o aparelho celular da vítima foi subtraído.


Imediatamente, a equipe iniciou diligências nas proximidades e localizou os suspeitos a cerca de uma quadra do Pelotão Central. Após o reconhecimento realizado pela vítima, os policiais efetuaram a abordagem.


Durante a ação, um dos envolvidos tentou fugir em direção ao território paraguaio, sendo interceptado pela equipe policial na região da Linha Internacional. O outro envolvido, uma mulher trans, permaneceu no local e estava em posse do aparelho celular pertencente à vítima.


Diante dos fatos, ambos receberam voz de prisão em flagrante pelo crime de roubo majorado pelo emprego de arma branca e foram encaminhados, juntamente com a vítima, à Delegacia de Polícia Civil para as providências legais cabíveis.

Venezuela abandona negociações para libertar Nicolás Maduro, diz jornal

 

                                            Nicolás Maduro escoltado por agentes federais norte-americanos (Foto: XNY/Star Max/GC Images)


O regime venezuelano, atualmente sob gestão da líder interina do país, Delcy Rodríguez, não fez nenhuma menção à libertação do ditador deposto Nicolás Maduro durante as negociações com a oposição do país, informou o jornal britânico Financial Times citando pessoas presentes nas conversas.

Segundo o jornal, Rodríguez realizou cinco rodadas de negociações com membros da oposição ao longo de duas semanas.

As conversas teriam como objetivo chegar a um acordo sobre as medidas necessárias para uma nova eleição presidencial, mas não obtiveram resultados concretos, informou o Financial Times.

Ainda segundo a reportagem, os lados se concentraram em financiar a recuperação após os terremotos devastadores que atingiram o país em junho, deixando mais de 6 mil mortos, além de iniciar os trabalhos para uma reforma no sistema judiciário.

Maduro e sua esposa, Cilia Flores, estão detidos em uma prisão federal em Nova York desde janeiro, quando foram capturados por Forças Especiais dos EUA durante uma operação noturna em Caracas.

O ditador deposto é acusado de narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína, posse de metralhadoras e conspiração. O ditador e a esposa se declararam inocentes.

Os EUA classificam Maduro como um ditador corrupto, cuja má gestão levou ao colapso da economia da Venezuela. Além disso, o acusam de fraudar as eleições de 2018 e 2024.

O governo americano deixou de reconhecê-lo como presidente legítimo do país em 2019.

Venezuela fala cada vez menos em Maduro

O governo da Venezuela mudou a forma como se refere a Delcy Rodríguez em suas comunicações oficiais. O Ministério da Comunicação e Informação deixou de utilizar a expressão “presidenta interina” para designá-la e passou a chamá-la simplesmente de “presidenta”.

Rodríguez assumiu o comando do país em janeiro. Embora ainda utilize a expressão “presidenta interina” em suas redes sociais e em alguns comunicados da Presidência, o termo deixou de aparecer nas publicações do Ministério da Comunicação desde julho.

A mudança também foi adotada por outros setores do governo. Jorge Rodríguez, irmão de Delcy Rodríguez e presidente da Assembleia Nacional, passou a se referir a ela como “presidenta” em publicações na rede social X. A chancelaria venezuelana e contas vinculadas ao aparato de comunicação chavista também adotaram a denominação.

Segundo o cientista político venezuelano John Magdaleno, professor universitário e diretor da consultoria Polity, a mudança indica uma aceitação, dentro da coalizão que governa o país, da permanência de Rodríguez no cargo.

O analista avaliou ainda que o governo de Rodríguez vem adotando uma posição própria em relação à permanência dela no cargo, em um contexto no qual os pedidos pela libertação de Maduro perderam espaço no discurso oficial.

Os pedidos pela libertação de Maduro eram frequentes em janeiro, mas passaram a ser menos comuns nas manifestações públicas do governo venezuelano. (Com CNN)

Homem é preso suspeito de matar companheira em Costa Rica

 



Uma mulher de 54 anos foi encontrada morta dentro de casa em Costa Rica, Norte do Estado, após vizinhos relatarem ter ouvido uma discussão entre ela e o companheiro durante a noite.


Rubens Alves Justino, também de 54 anos, foi preso em flagrante na madrugada de sexta-feira (21), suspeito de feminicídio.


Segundo informações do g1, Fátima Alves de Matos apresentava diversas marcas e hematomas pelo corpo, que, conforme a Polícia Militar, seriam compatíveis com agressões físicas.


De acordo com o boletim de ocorrência, testemunhas ouviram uma discussão, gritos e barulhos de batidas no portão da residência, no bairro Vale do Amanhecer. Por volta das 23h, os sons cessaram e Fátima não foi mais ouvida.


Depois de perceber que Rubens havia deixado o imóvel, um vizinho entrou na casa e encontrou a mulher caída no sofá, aparentemente sem vida. O filho dela foi chamado, colocou a mãe no próprio carro e a levou à Fundação Hospitalar de Costa Rica, onde a morte foi confirmada.


Acionada pelo hospital, a Polícia Militar foi até a residência e encontrou Rubens em frente ao imóvel. Aos policiais, ele inicialmente disse que nada havia ocorrido e depois negou ter agredido Fátima. Também afirmou que ela não estava na casa.


A versão, segundo a ocorrência, divergiu dos relatos colhidos pelos policiais. Diante dos ferimentos encontrados no corpo da vítima e das circunstâncias da morte, Rubens foi preso em flagrante.


Investigação anterior


Quatro dias antes da prisão, a Justiça havia determinado o arquivamento de uma investigação contra Rubens por violência doméstica envolvendo outra companheira. O procedimento apurava relatos de agressões físicas recorrentes, mas o Ministério Público considerou insuficientes os elementos para apresentar denúncia.


O arquivamento foi confirmado pela Justiça na segunda-feira (17). Agora, a Polícia Civil investiga a morte de Fátima. A causa e as circunstâncias do crime deverão ser esclarecidas por meio de perícia.

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Feriado municipal altera atendimento da Casa da Saúde na próxima quarta-feira

 

A SES (Secretaria de Estado de Saúde) informa que a Casa da Saúde Carlos Alberto Jurgielewicz não terá atendimento ao público quarta-feira (26) devido ao feriado municipal do Aniversário de Campo Grande.


A Casa da Saúde Carlos Alberto Jurgielewicz é responsável pela dispensação de medicamentos disponibilizados pelo SUS (Sistema Único de Saúde).


Para renovação de solicitações, dispensação de medicamentos e atendimento de protocolo – primeiro cadastro – o horário de atendimento será das 7 horas às 16 horas, com distribuição de senhas das 7 horas às 15h30.


Assim, a SES orienta a população a fazer a retirada de medicamento até terça-feira, 25 de agosto. O feriado municipal foi estabelecido pelo Governo do Estado por meio de decreto.


A Casa da Saúde Carlos Alberto Jurgielewicz retorna com o atendimento na quinta-feira (27).


Serviço


A Casa da Saúde Carlos Alberto Jurgielewicz está atendendo em sua nova sede, localizada a rua Dom Aquino, 1.789, Centro, em Campo Grande.

Quem pode pedir medida protetiva após STF ampliar lei Maria da Penha

 


O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu, nesta semana (19), ampliar o alcance da Lei Maria da Penha no país, permitindo que mulheres peçam medidas protetivas mesmo quando não existe vínculo doméstico, familiar ou relação íntima de afeto entre a vítima e o agressor.


Isso significa que casos de perseguição, ameaça, violência psicológica ou crimes sexuais ocorridos fora do ambiente doméstico e familiar passam a ser válidos para pedidos de medida protetiva de urgência, desde que a violência esteja relacionada à condição de mulher da vítima.


A decisão não altera o texto da Lei Maria da Penha por meio de uma nova legislação. O que o Supremo fez foi estabelecer uma interpretação vinculante sobre o alcance das medidas protetivas de urgência previstas na Lei 11.340/2006.


Para entender melhor como o ampliação da lei irá ocorrer na prática, a CNN Brasil conversou com Fayda Belo, advogada especialista em direito das mulheres e membro do Fórum Permanente de Enfrentamento à Violência contra a Mulher do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).


Para entender melhor como o ampliação da lei irá ocorrer na prática, a CNN Brasil conversou com Fayda Belo, advogada especialista em direito das mulheres e membro do Fórum Permanente de Enfrentamento à Violência contra a Mulher do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).


Quais situações passam a ser válidas


Segundo a especialista, passam a poder receber medidas protetivas situações de violência de gênero independente se ocorridas ou não ambiente doméstico, familiar ou em uma relação íntima de afeto, desde que seja pelo fato da vítima ser uma mulher.


Situações de violência praticadas por vizinhos, colegas de trabalho, conhecidos ou qualquer outra pessoa também passam a ser abrangidas pela ampliação da Lei Maria da Penha.


A advogada explica que, a partir de agora, o que a vítima deverá demonstrar não é a existência de uma relação entre os dois, mas sim elementos que indiquem que aquela violência foi baseada no seu gênero.


"Qualquer mulher que sentir que sua vida, sua integridade física, moral, sexual, patrimonial ou psicológica esteja em risco em virtude do seu gênero, poderá agora requerer a medida protetiva de urgência", afirma.


Fayda reforça que é importante lembrar que se trata de uma medida de proteção autônoma, e não de um processo criminal, Isso significa que ela pode ser concedida independente de que exista inquérito policial, processo criminal ou até mesmo boletim de ocorrência.


Como saber se a violência foi praticada em razão de gênero


De acordo com Fayda, será preciso analisar o contexto em que esse crime –– ou risco de crime –– aconteceu e não apenas o fato isolado, levando em conta que a violência de gênero está relacionada a ideia de poder masculino que busca subordinar, controlar ou restringir a autonomia da mulher.


"Devem ser observados elementos como ideia de posse, tentativa de controlar a liberdade, retaliação por rejeição, objetificação... comportamentos reativos baseados na ideia de que a mulher deve se submeter à vontade masculina", explica.


Para a advogada, essa avaliação precisa ser feita com perspectiva de gênero, uma vez que o sistema de justiça não opera à margem da sociedade, mas sim como parte constitutiva dela.


Ela afirma que, com a ampliação da Lei Maria da Penha, situações que antes eram tratadas como conflitos comuns, agora passam a ser "corretamente filtradas como violência de gênero", fazendo com que o número de pedidos de medidas protetivas cresçam ainda mais.


Segundo a especialista, existem obstáculos antes e depois da concessão de uma medida protetiva de urgência. "Antes, há a normalização da violência contra a mulher que se revela através de crenças pessoais dos próprios agentes públicos, que miniminizam os relatos das vítimas, os riscos e exigem provas incompatíveis com a urgência da situação".


Ela afirma que isso faz com que muitas mulheres, por medo dessa revitimização, deixem de procurar Justiça por não acreditar que serão ouvidas, acolhidas, protegidas e que o agressor será devidamente responsabilizado.


Fayda explica que após a concessão da medida protetiva há um outro obstáculo: a ausência de comunicação rápida, de fiscalização do agressor e de resposta efetiva do Judiciário quando ocorre o descumprimento. A advogada acredita que o procedimento peca pela falta de integração e diálogo entre os atores da rede de proteção às vítimas.


O que muda na prática


Com a ampliação da lei em vigor, a advogada conta que as delegacias passam a adotar um protocolo mais abrangente, de forma que apliquem a lente de gênero na atuação independente de vínculo afetivo ou familiar.


Na prática, isso significa que se uma mulher procurar uma delegacia denunciando stalking ou ameça praticada por um vizinho ou colega de trabalho, por exemplo, não será mais suficiente apenas perguntar se houve relacionamento entre vítima e agressor para decidir se existe ou não a violência de gênero e o direito à proteção.


"As redes de segurança pública precisarão avaliar contexto, motivação, escalada da violência e risco independente de vínculo afetivo e familiar. Mas para que isso ocorra de fato, é preciso ter protocolos claros, formação continuada desse policiais em crimes de gênero e novos instrumentos de avaliação de risco e integração com o restante da rede de proteção", comenta.


Outro ponto definido pelo STF envolve situações em que o pedido é apresentado a um juízo que não possui competência para analisar definitivamente o caso. Quando houver risco imediato à integridade física ou psíquica da vítima, o pedido deverá ser apreciado em seu mérito, mesmo que tenha sido apresentado inicialmente ao juízo materialmente incompetente.


Se a medida for concedida, os autos deverão ser encaminhados ao órgão competente ou à Vara Especializada em Violência contra a Mulher, onde houver, para que a decisão seja posteriormente ratificada ou reformada.


A definição busca evitar que uma mulher em situação de risco fique sem proteção por uma questão de competência judicial. A urgência da situação passa a ser considerada antes do encaminhamento do processo ao órgão responsável pela análise definitiva. (Com CNN - SP)

Novo eclipse lunar vai poder ser visto em todo Brasil

                                            Eclipse lunar parcial (Foto: Gisele Pimenta/Framephoto/Estadão Conteúdo)



 Um eclipse lunar vai acontecer entre os dias 27 e 28 de agosto e todos no Brasil poderão observar.

Segundo o astrônomo Emerson Roberto Perez, o início da fase parcial do eclipse será às 23h33 do dia 27 e termina às 2h51 do dia 28, no horário de Brasília.

Em entrevista à CNN Brasil, o astrônomo especificou a porcentagem do satélite que será coberta pela sombra da Terra em cada horário. 

O fenômeno poderá ser visto por qualquer pessoa no Brasil.

O astrônomo explicou à CNN Brasil que existe a possibilidade de a Lua assumir uma coloração mais avermelhada, fenômeno conhecido como “Lua de Sangue”.

Como o eclipse será visível em todo o país, Emerson recomenda que os amantes da astronomia procurem locais com boa visibilidade do céu e pouca ou nenhuma interferência da iluminação das cidades.

Por que a Lua fica vermelha?

A coloração avermelhada ocorre porque a Terra se posiciona entre o Sol e a Lua, bloqueando a luz direta. Parte da luz solar atravessa a atmosfera terrestre antes de atingir a superfície lunar.

“Da mesma forma como a gente observa o Sol avermelhado quando ele está no horizonte, isso acontece porque ele está atravessando uma camada maior de área. Ele deixa de ser, digamos, amarelado e ele fica mais avermelhado, porque a nossa atmosfera espalha essa luz azul”, explica o astrônomo Thiago Gonçalves. (Com CNN)

“ODS nos Muros” leva arte e sustentabilidade a escola indígena da Capital na próxima quinta-feira (27

 


Os muros de cinco escolas da Rede Municipal de Ensino de Campo Grande estão se transformando em grandes telas para a arte, educação e o diálogo sobre sustentabilidade. Realizado pela Fuá Produções, o projeto “Ação Educativa – ODS nos Muros” leva artistas mulheres para diferentes regiões da cidade, onde elas criam murais inspirados em sete dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), em um processo que também envolve diretamente os estudantes.


A escuta e o protagonismo das crianças são o ponto de partida desse encontro. Na próxima semana, no dia 27 de agosto (quinta-feira), será realizada a última oficina educativa e de criação, na Escola Indígena Sulivan Silvestre Oliveira, na Aldeia Urbana Marçal de Souza.


Com quatro horas de duração, a atividade será conduzida pela atriz e escritora Lígia Prieto, a partir da metodologia “Escuta da Criação”, que estimula o pertencimento, imaginação, escrita e a construção de histórias a partir da experimentação artística. “A gente trabalha com as experiências, os desejos e os olhares dos alunos, transformando isso em histórias e criações. A partir daí, elas partem para pinturas com tintas naturais, feitas a partir de materiais da terra, como urucum, açafrão, café e carvão. E as produções das crianças chegam até as artistas como inspiração para os murais”, explica Lígia.


A proposta do projeto “Ação Educativa – ODS nos Muros” nasceu da experiência realizada em 2023, quando 17 escolas públicas estaduais de Campo Grande receberam murais relacionados aos ODS e os estudantes puderam conversar com as muralistas. “No primeiro projeto, ‘Agenda 2030 – ODS nos Muros’, o assunto era trabalhado de uma maneira mais direta, com a criação de murais e o bate-papo entre alunos do Ensino Médio e as artistas em cada escola. Agora, com as crianças, entendemos que era necessário transformar essa abordagem em uma oficina e, a partir daí, trazer também aquilo que elas vivem para dentro do processo”, explica Julia Basso, idealizadora e coordenadora da Fuá Produções.


O novo formato amplia a participação dos estudantes na criação dos murais. “As pinceladas dos alunos estarão na obra das artistas, e isso faz com que haja identificação com os murais. Mesmo que seja num lugar um pouco mais sutil, mas que aconteça de maneira mais potente”, afirma Julia.


Cinco escolas, cinco temas em um trabalho coletivo

Em 2026, o ODS nos Muros passa por cinco regiões de Campo Grande, com cinco artistas e seus respectivos temas:


ODS 15 “Vida Terrestre” – artista Kami Macena, na E.M Indígena Sulivan Silvestre Oliveira, Aldeia urbana Marçal de Souza, na região do Bandeira;


ODS 3 “Saúde e Bem-Estar” | ODS 8 “Trabalho Decente e Crescimento Econômico” - artista Lais Rocha (Bejona), na E.M Doutor Eduardo Olímpio Machado, no bairro Ouro Verde, região do Lagoa;


ODS 10 “Redução das Desigualdades” l ODS 5 “Igualdade de Gênero” – artista Thalya Veron, na E.M Plínio Mendes dos Santos, no bairro Guanandi, região do Anhanduizinho;


ODS 4 “Educação de Qualidade” – artista Ariadne Dino, na E.M Profª Elizabel Maria Gomes Salles, na Vila Santa Luzia, região do Imbirussu;


ODS 14 “Vida na Água” – artista Marilena Grolli, na E.M Prof. Alcídio Pimentel, na Vila Carvalho, região central.



Na Escola Indígena Sulivan Silvestre Oliveira, o mural ODS “Vida Terrestre” é assinado pela artista Kami Macena, da etnia Terena, que traz em sua produção referências à ancestralidade, à natureza, ao território e à memória. “Como a oficina de literatura será realizada na escola no dia 27, o meu trabalho acontecerá em um fluxo diferente. Início a pintura antes das produções das crianças e o mural permanece aberto ao encontro com aquilo que as crianças vão produzir e trazer para o mural. Estou ansiosa”, revela.



Mais do que traduzir conceitos, o projeto devolve às crianças suas próprias histórias. Autora do mural inspirado nos ODS “Redução das Desigualdades” e “Igualdade de Gênero”, Thalya Veron conta que duas alunas se emocionaram ao se reconhecerem no desenho — inspirado em uma história de amizade capaz de superar o preconceito e o bullying. "Contei a elas que eu me inspirei nas histórias e criações da oficina da Lígia. Foi quando elas começaram a chorar, me abraçaram e disseram que eram elas. Isso mostra que a arte ocupa esse lugar de reconhecimento, atravessa pessoas e cria conexões", recorda a artista.



“Ação Educativa – ODS nos Muros” é uma realização da Fuá Produções, em parceria com a Mucha Tintas e Bernardo Bravo Produções. A iniciativa conta com financiamento do Fundo Municipal de Investimentos Culturais (FMIC), promovido pela Fundação Municipal de Cultura (Fundac) e Prefeitura de Campo Grande, além do apoio da Secretaria Municipal de Educação (Semed). Acompanhe o projeto pelo Instagram @fuaproducoes.



Entenda o projeto

A primeira edição do projeto foi realizada em 2023, sob o título “Agenda 2030: ODS nos Muros”, quando 17 escolas da Rede Estadual de Ensino de Campo Grande receberam murais produzidos por artistas mulheres. A iniciativa foi realizada pela Fuá Produções, em parceria com a Mucha Tintas e Bernardo Bravo Produções, com financiamento do FIC/MS.


Em 2026, o projeto ganha novo formato, desta vez voltado às escolas municipais, com crianças e pré-adolescentes do Ensino Fundamental da Rede Municipal de Ensino. Outra novidade é a realização de oficinas educativas e de criação, que aproximam os alunos do que são os ODS  e ampliam a participação na construção dos murais.


Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável  integram a Agenda 2030 da ONU, plano de ação global assumido por 193 países e composto por 17 objetivos para erradicar a pobreza, proteger o planeta e garantir a paz e a prosperidade. São eles: Erradicação da Pobreza (1); Fome Zero e Agricultura Sustentável (2); Saúde e bem estar (3); Educação de qualidade (4); Igualdade de gênero (5); Água limpa e saneamento (6); Energia Limpa e Acessível (7); Trabalho decente e crescimento econômico (8); Inovação infraestrutura (9); Redução das desigualdades (10); Cidades e comunidades sustentáveis (11); Consumo e produção responsável (12); Ação contra a mudança global do clima (13); Vida na Água (14); Vida Terrestre (15); Paz, justiça e instituições eficazes (16) e Parceria e meios de implementação (17).


Serviço:


Oficina de criação na escola - Projeto “Ação Educativa – ODS nos Muros”


Ministrante:  Lígia Prieto (atriz e escritora)


Data: 27 de agosto (quinta-feira)


Horário: 13h às 17h


Local: Escola Municipal Indígena Sulivan Silvestre Oliveira: Rua Terena, 88, Aldeia Urbana Marçal de Souza – Região do Bandeira em Campo Grande (MS)