domingo, 15 de fevereiro de 2026

DOURADOS Motorista embriagada é presa após fugir de acidente e chutar policiais

 



Uma mulher de 28 anos foi presa na manhã deste domingo (15) após se envolver em um acidente de trânsito e, em seguida, tentar deixar o local, no bairro Jardim Ouro Verde. O caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac).


De acordo com boletim de ocorrência, a equipe foi acionada para atender a uma colisão entre dois veículos no cruzamento da Avenida Weimar Gonçalves Torres com a Rua Cabral.


No local, os policiais encontraram apenas a condutora de um dos automóveis envolvidos, que relatou que a motorista do outro veículo, um VW/Gol, teria deixado a cena do acidente a pé, seguindo em direção à Rua Major Capilé. Segundo a testemunha, a mulher apresentava sinais aparentes de embriaguez.


Com base nas informações repassadas, a guarnição realizou diligências e conseguiu localizar a suspeita na Rua Major Capilé, já no interior de um veículo de aplicativo que havia sido solicitado por ela. Durante a abordagem, os policiais constataram sinais visíveis de alteração da capacidade psicomotora, como odor etílico, fala desconexa e desequilíbrio.


Ainda conforme o registro policial, no momento da detenção, a mulher passou a proferir ofensas contra os militares e a desobedecer às ordens da equipe. Ao ser colocada no compartimento de presos da viatura, ela teria desferido chutes contra os policiais.


O caso foi registrado como resistência, desacato e conduzir veículo automotor com capacidade psicomotora alterada em razão da influência de álcool ou outra substância psicoativa.

Medicina já debate se ciúme pode ser doença de verdade

 

                                             Antonioguillem - stock.adobe.com

  • Artigo defende criar diagnóstico específico para manifestação obsessiva

  • Passo seria arriscado no Brasil, com o aumento de casos de feminicídio


A linguagem cotidiana já diz quase tudo quando se fala que a pessoa tem um ciúme doentio: a escalada obsessiva dessa paixão escura, tão comum, tem mesmo um quê de doença. Daí a aceitar que passe a fazer parte do rol oficial de distúrbios mentais, bem, é outra história.


Dá o que pensar a pergunta lançada por dois psicólogos da Suécia em artigo de opinião no Jama Psychiatry, um dos periódicos da associação médica dos EUA: "O ciúme obsessivo tem lugar na psiquiatria?" David Mataix-Cols e Johan Åhlén, do Instituto Karolinska, propõem que sim, seria útil contar com uma nova categoria de diagnóstico, algo como transtorno de ciúme obsessivo, ou mórbido.


Primeira coisa que vem à cabeça: caso seja criado um número CID para essa perturbação, poderia ela vir a ser empregada por advogados de defesa como atenuante em casos de feminicídio? Matei porque estava doidão, literalmente louco de ciúme, e aqui está o médico para testemunhar que não estou inventando.


Seriam os sucedâneos médicos da violenta emoção, da perda momentânea de razão e da legítima defesa da honra que o direito tem banido da argumentação legal, sob pressão da opinião pública enojada com a covardia machista. Nada como um laudo para tirar o próprio da reta, a consagrada saidinha Bolsonaro.


Mulheres, claro, também podem manifestar ciúme doentio. Mas parece óbvio que são os homens, na maioria dos casos, os que se atribuem a prerrogativa de recorrer a agressões e violência letal. Estão aí as estatísticas para provar.


Verdade que, ao pesar prós e contras do novo diagnóstico, Mataix-Cols e Åhlén sequer cogitaram tal possibilidade. Não vivem no Brasil. Limitam-se a discutir se teria cabimento patologizar comportamento tão comum, para não dizer universal.


O busílis, argumentam, está em fixar critérios objetivos para estabelecer quando essa paixão se torna excessiva, intrusiva, persistente e incontrolável, dando margem a comportamentos compulsivos de vigilância, confrontação ou agressão. Com parâmetros para identificar os casos verdadeiramente patológicos, prevenção e tratamento poderiam ser mais eficazes.


Para isso, defendem, é preciso fazer mais pesquisas. Estudo com um milhar de suecos ciumentos, que teve Åhlén entre os autores, indicou que a obsessão prejudica trabalho, lazer e relacionamentos, estando associada com abuso de álcool. Por outro lado, histórico de ciúme em relacionamentos anteriores parece tornar a pessoa mais propensa a buscar assistência psicológica.


Talvez esteja aí a chave da responsabilização moral em caso de violência. Qualquer indivíduo que não esteja imbuído da convicção de superioridade pessoal ou de um sentimento de propriedade sobre o outro, em geral alicerçados em noções emboloradas de gêneros masculino e feminino, saberá reconhecer que passou do limite e precisa de tratamento para não recorrer às vias de fato.


Essa é a doença da atualidade: uma tendência a se fazer de vítima das próprias pulsões ou incapacidades e a brandi-las como álibis para o desempenho antissocial. O corolário disso, na medicina, vem com a proliferação de diagnósticos que estilhaçam numa miríade de transtornos o caroço duro da infelicidade contemporânea.

França identifica riscos cardiovasculares e respiratórios no uso de vape

 

                                            Fotofabrika/Adobe Stock

  • Cerca de 8% dos franceses entre 18 e 79 anos usam o dispositivo, segundo levantamento de 2024

  • Agência recomenda precaução perto de crianças e alerta para possível relação com mutações cancerígenas



A Anses (Agência Nacional de Segurança Sanitária da França) publicou ne quarta-feira (4) uma análise sobre os riscos relacionados ao cigarro eletrônico, concluindo que o vape é usado por cerca de três milhões de pessoas na França.


"Cigarro eletrônico: perigoso ou não?" é a manchete do jornal Libération, que estampa sua capa com a foto de um fumante atrás de uma nuvem de vapor produzida pelo vape. O diário destaca que em 2024 cerca de 8% dos indivíduos de 18 a 79 anos reconheciam usar o dispositivo, sendo mais de 6% de forma cotidiana.


Especialistas da Anses se apoiaram em cerca de 3.000 publicações científicas sobre o cigarro eletrônico para esta análise. Eles afirmam que o vape suscita riscos à saúde, com prováveis danos cardiovasculares, sobretudo resultando no aumento da pressão arterial e da frequência cardíaca.


No que diz respeito aos efeitos respiratórios, os especialistas apontam a probabilidade de desenvolvimento de bronquite pulmonar crônica obstrutiva, uma doença progressiva e incurável. Nas mulheres grávidas, o vape pode afetar o coração, os vasos sanguíneos e o aparelho respiratório do feto.


A Anses ainda destaca que algumas publicações científicas apontam uma relação entre o cigarro eletrônico e certas mutações biológicas que favorecem as primeiras etapas de um câncer.


Mesmo que o usuário opte pelo "juice" —como é chamado o líquido do vape, sem nicotina— os riscos existem. O vape é menos nocivo que o cigarro convencional por não produzir nem monóxido de carbono nem alcatrão, mas é falso afirmar que o cigarro eletrônico não apresenta nenhum perigo para a saúde, reitera o jornal Le Parisien, ainda que o vape seja usado algumas vezes por dia e em curtos períodos.


Por outro lado, há poucas evidências quanto ao uso passivo do vape e aos possíveis danos de quem esteja nos arredores e inale o vapor exalado por estes aparelhos. Por medida de precaução, médicos entrevistados pelo Le Parisien desaconselham fumar cigarros eletrônicos perto de crianças por falta de estudos suficientes até o momento sobre o tema.

Confira dicas importantes da Secretaria de Saúde de Mato Grosso do Sul

 

                                            Foto: Arquivo Gov MS




SES reforça dicas simples para curtir o Carnaval com disposição, segurança e sem imprevistos


Com a aproximação do Carnaval, quando ruas e praças se transformam em palco para a festa e foliões se reúnem para celebrar, a SES (Secretaria de Estado de Saúde) reforça um alerta importante: é possível aproveitar a alegria da folia sem descuidar da saúde. Em meio ao calor intenso, longos períodos em pé e mudanças na rotina, atitudes simples fazem toda a diferença para evitar imprevistos e garantir que a diversão não termine antes do previsto.


Entre as principais recomendações está a hidratação constante. Sob o sol e em meio à agitação, o corpo perde líquidos rapidamente. Por isso, a orientação é beber água ao longo do dia, mesmo sem sentir sede. Sucos naturais e água de coco também ajudam na reposição. E para quem não abre mão do tereré, uma boa notícia: a bebida tão presente na rotina dos sul-mato-grossenses também é fonte de hidratação e ajuda a manter o corpo hidratado, principalmente nos dias mais quentes. Ainda assim, é importante lembrar que ele não substitui a água, que deve ser consumida regularmente ao longo do dia.


Já o consumo de bebidas alcoólicas pede moderação: além de favorecer a desidratação, o álcool compromete os reflexos e aumenta o risco de acidentes. A recomendação é manter-se hidratado, pois isso ajuda a atenuar os efeitos do álcool no organismo e contribui para o seu bem-estar.


A alimentação também merece atenção. A SES orienta que os foliões priorizem refeições leves, frescas e bem armazenadas, evitando alimentos sem garantia de procedência e conservação adequada. Antes de consumir qualquer produto, é fundamental observar as condições de higiene do local e verificar se os alimentos estão refrigerados ou protegidos do calor e de insetos.


De acordo com o gerente de Alimentação e Nutrição da SES, Anderson Holsbach, escolhas equilibradas fazem diferença no bem-estar durante a festa. “O ideal é dar preferência a alimentos leves, como frutas, saladas, sanduíches naturais e preparações menos gordurosas. Eles são mais fáceis de digerir e ajudam a manter a disposição ao longo do dia. Também é importante não ficar muitas horas sem se alimentar, pois o jejum prolongado pode causar mal-estar, principalmente em dias muito quentes”, orienta.


Casos de intoxicação alimentar tendem a aumentar neste período, mas podem ser evitados com medidas simples, como higienizar as mãos antes das refeições e evitar alimentos que permaneceram expostos ao calor por muito tempo.


A proteção contra o sol é outro cuidado indispensável. O uso de protetor solar, reaplicado a cada duas horas, além de chapéus, bonés e roupas leves, ajuda a prevenir queimaduras e insolação. Sempre que possível, a recomendação é buscar locais com sombra e evitar exposição prolongada entre 10h e 16h, quando a radiação solar é mais intensa.




A atenção deve ser redobrada com os pequenos foliões. Crianças se desidratam com mais facilidade e nem sempre conseguem expressar o que estão sentindo. Pais e responsáveis devem oferecer água com frequência, garantir alimentação adequada, vestir roupas leves e evitar longos períodos sob o sol. Sinais como cansaço excessivo, sonolência, irritação ou pele muito quente e avermelhada podem indicar desidratação ou insolação e exigem cuidado imediato.


Para maior segurança, a SES também recomenda identificar as crianças com pulseiras ou crachás contendo nome e telefone do responsável — uma medida simples que facilita a localização em caso de desencontro em eventos com grande público.


A Secretaria reforça que o Carnaval é tempo de celebração, mas a prevenção deve acompanhar cada passo da folia. Com hidratação adequada, alimentação segura, proteção contra o sol e atenção especial às crianças, é possível aproveitar a festa com mais segurança, saúde e tranquilidade.

Acordo amplia vendas agrícolas aos EUA

 

                                              Foto: Pixabay


Bangladesh firmou um acordo comercial recíproco com os Estados Unidos que prevê a compra de cerca de US$ 3,5 bilhões em produtos agrícolas americanos, incluindo trigo, soja, algodão e milho. O entendimento foi assinado em 9 de fevereiro, em Washington, e é visto por entidades do setor como um avanço na ampliação do acesso ao mercado e na previsibilidade das exportações.



Pelo acordo, Bangladesh se compromete a abordar e prevenir barreiras às exportações agrícolas dos EUA, aceitando certificados emitidos por autoridades reguladoras americanas e reconhecendo medidas sanitárias e fitossanitárias, além de outras exigências aplicadas a alimentos e produtos agrícolas.


A US Wheat Associates informou que, em julho de 2025, ela assinou memorando de entendimento pelo qual Bangladesh se comprometeu a comprar 700 mil toneladas de trigo americano por ano durante cinco anos. Segundo a entidade, o país já se tornou o oitavo maior mercado de trigo dos EUA na safra 2025-26, com mais de 676 mil toneladas adquiridas até 29 de janeiro. A associação afirma que apoia essas compras com consultorias e projetos voltados à qualidade do produto.



De acordo com as informações, o US Grains & BioProducts Council avaliou que o acordo abre caminho para maior acesso ao mercado e geração de demanda imediata por milho e bioprodutos. Já o US Soybean Export Council destacou que Bangladesh é mercado-chave para a soja americana, com 1,13 milhão de toneladas registradas no ano comercial 2025/2026, além de cartas de intenção para a compra de US$ 1,25 bilhão em soja ao longo de um ano.


Crise ameaça produção de proteína animal portugues

 

                                             Foto: Pixabay



A indústria de alimentação animal enfrenta um dos momentos mais delicados dos últimos anos após a passagem de fortes tempestades que atingiram áreas estratégicas de produção. Os danos registrados em infraestrutura energética, unidades fabris, armazéns e redes logísticas já somam dezenas de milhões de euros e colocam em risco a estabilidade do abastecimento ao setor pecuário.



Em Portugal, a Associação Portuguesa dos Industriais de Alimentos Compostos para Animais informou que cerca de 30% das empresas do setor estão localizadas em áreas abrangidas pela Declaração de Calamidade. As regiões mais afetadas são os distritos de Leiria e Santarém, onde se concentram 25% das empresas e 35% da produção nacional de ração. Também houve impactos relevantes em outras localidades, como Montijo, mesmo fora das zonas oficialmente reconhecidas em calamidade.


Segundo a entidade, a extensão dos prejuízos compromete a capacidade produtiva e pode afetar diretamente o fornecimento às propriedades pecuárias. A associação alertou o Ministério da Economia e da Coesão Territorial sobre a necessidade de rapidez e simplificação na liberação de medidas de apoio, defendendo que empresas fora das áreas classificadas também recebam assistência diante das perdas expressivas.



Representantes do setor destacaram que, sem resposta ágil, os efeitos das tempestades podem se prolongar, afetando a produção de carne, pescado, leite e ovos, além da economia rural. A entidade reforçou que esta é a crise mais grave já enfrentada pela indústria no país e que a recomposição da capacidade produtiva é essencial para evitar maior dependência externa.


A associação também manifestou solidariedade às populações e produtores afetados e colocou-se à disposição das autoridades para colaborar na definição de prioridades e soluções para a recuperação do setor.

Morre José Álvaro Moisés, cientista político e fundador do PT, aos 80 anos

 

                                             José Álvaro Moisés, professor da USP, durante debate "Em Frente pela Democracia", no Teatro Fecap

  • Ele se afogou na praia de Itamambuca, em Ubatuba, na sexta-feira (13)

  • Ele era professor da USP e referência em estudos sobre democracia


José Álvaro Moisés, professor titular de ciência política da FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas) da USP (Universidade de São Paulo), morreu nesta sexta-feira (13), aos 80 anos.


O cientista político foi um dos fundadores do PT (Partido dos Trabalhadores), partido do qual tornou-se crítico nos últimos anos.


Ele se afogou, por volta de 17h40, na praia de Itamambuca, em Ubatuba, no litoral norte de São Paulo. Segundo o Grupo de Bombeiros Marítimos, ele foi encontrado inconsciente, na faixa de areia.


As equipes fizeram manobras de reanimação cardiopulmonar ainda na praia, até a chegada da equipe médica. Mesmo após a continuidade dos procedimentos avançados de reanimação, ele não resistiu. A morte foi constatada ainda no local pela equipe de saúde.


O velório será realizado neste domingo (15) das 8h às 11h no salão nobre do prédio da administração da FFLCH, na rua do Lago 717, Cidade Universitária, São Paulo.


Recentemente Moisés atuava no movimento Direitos Já! Fórum Pela Democracia e realizava articulações para a criação de uma frente democrática nas próximas eleições para o Senado, segundo Fernando Guimarães, coordenador do grupo.


"Ele estava envolvido na busca de um diálogo com os partidos para que a gente possa ter não mais do que dois candidatos do campo democrático por estado, para que a gente tenha condições de enfrentar com racionalidade a extrema direita e conseguir garantir uma maioria comprometida com o estado democrático de direito no Senado Federal", disse Guimarães.


Entre as décadas de 1960 e 1970, Moisés trabalhou na Folha como repórter especial, redator e editor.


O cientista político obteve sua graduação em 1970 nas primeiras turmas de ciências sociais da USP. Realizou mestrado em política e governo pela Universidade de Essex (1972) e doutorado em ciência política pela USP (1978), sob a orientação de Francisco Weffort.


Após romper com lideranças petistas, Moisés assumiu postos no governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Na gestão FHC, o cientista político foi secretário de Apoio à Cultura (1995-1998) e secretário de Audiovisual (1999-2002) do Ministério da Cultura.


O cientista político "era um incansável construtor de instituições: foi fundador do Núcleo de Pesquisa de Políticas Públicas da USP, e foi também o primeiro coordenador do curso de gestão de políticas públicas da EACH/USP (2004/2006)", segundo nota do departamento de ciência política da USP.


"Como professor sênior do Instituto de Estudos Avançados da USP, coordenava, com grande dinamismo, o Grupo de Pesquisa da Qualidade da Democracia", segue a nota.


A ABCP (Associação Brasileira de Ciência Política) lamentou a morte e afirmou que Moisés foi uma das principais referências da ciência política brasileira, com contribuições fundamentais para os estudos sobre democracia, instituições políticas, cultura política e qualidade da democracia.


"Sua trajetória acadêmica, marcada pelo rigor intelectual e pelo compromisso com a vida pública, deixa um legado incontornável para a área e para gerações de pesquisadoras e pesquisadores. Neste momento de tristeza, a ABCP manifesta sua solidariedade aos familiares, amigos(as), colegas e estudantes", diz trecho da nota.


A professora emérita da FFLCH e colunista da Folha Maria Hermínia Tavares lembrou que Moisés teve atuações destacadas nos campos acadêmico e público.


"Ele teve um um engajamento acadêmico importante, que não era um engajamento só em pesquisa, mas era em construção institucional também, organizou o departamento de ciência política [da USP]. E teve engajamento público significativo, chegou a ocupar um posto no governo Fernando Henrique, no Ministério da Cultura."


Para o cientista político Sergio Fausto, diretor-executivo da Fundação FHC, é " importante destacar, em especial, o fato de que ele, junto com [Francisco] Weffort, esteve entre os intelectuais de esquerda, originalmente ligados ao PT, que mais contribuíram para dar valor à democracia como uma conquista civilizatória".


O presidente do Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento), Adrian Lavalle, também lamentou a morte de Moisés.


"Perdemos, infelizmente, uma figura central na ciência política do Brasil. Alguém que ajudou a estruturar o campo da ciência política e que contribuiu a tornar presente a ciência política nacional em diferentes fóruns internacionais", disse.


Em nota, Rafael Duarte Villa, chefe do departamento de ciência política da USP, declarou que Moisés foi um dos fundadores dos estudos da cultura política no país.


De acordo com Villa, o cientista político era "um apaixonado da democracia brasileira a qual dedicou todas suas reflexões e esforço intelectual nas últimas três décadas", deixando obras como "Crises da Democracia: o Papel do Congresso, dos Deputados e dos Partidos", "A Desconfiança Política e os seus Impactos na Qualidade da Democracia" e "Democracia e Desconfiança. Por que os Cidadãos Desconfiam das Instituições Públicas".


O PT, que teve Moisés como um de seus fundadores, divulgou nota na qual afirmou que "sua trajetória intelectual esteve marcada pelo compromisso com o estudo das instituições democráticas e pelo acompanhamento atento da vida política nacional".


"Moisés sempre se colocou no campo do debate democrático, contribuindo para o pluralismo de ideias que fortalece a sociedade brasileira", completou o partido.


Francisco Lima NetoBárbara SáFolha de São Paulo