Foto: Jornal da Nova)
Denúncias que vão de castigos físicos a possíveis atos de tortura contra crianças colocaram uma creche particular de Nova Andradina na mira da polícia e do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul).
O caso, segundo o portal Dourados Informa, ganhou uma nova dimensão nesta quarta-feira (30), quando a Justiça determinou a suspensão das atividades do estabelecimento e autorizou buscas em três endereços.
A Operação Amparo chegou à creche depois que a investigação reuniu relatos, fotografias e vídeos sobre o tratamento dado às crianças. Ao menos 30 pessoas, entre mães, ex-funcionárias e outras testemunhas, já prestaram depoimento.
Entre os registros analisados está um vídeo em que a responsável pelo estabelecimento aparece aparentemente usando um borrifador contra uma criança enquanto determina que ela durma. O que havia dentro do recipiente ainda está sendo investigado.
Os relatos entregues às autoridades também apontam supostos castigos físicos e situações de sofrimento psicológico. Além de maus-tratos e tortura, a investigação apura possível omissão na comunicação de violência contra crianças e adolescentes.
Com autorização judicial, policiais fizeram buscas na creche, na casa da proprietária e na residência de uma funcionária. Dois celulares e documentos foram apreendidos e serão analisados para tentar esclarecer o que ocorria no estabelecimento.
A Justiça também proibiu a proprietária de exercer atividades como cuidadora de crianças, inclusive na própria residência, enquanto as investigações estiverem em andamento.
As ordens foram expedidas pela Vara Criminal e pela Vara da Infância e da Juventude de Nova Andradina após pedidos apresentados pelo MPMS e pela Polícia Civil.
Apesar da gravidade das suspeitas, a investigação ainda está em andamento e não há, até o momento, conclusão definitiva sobre a responsabilidade das pessoas investigadas.






