segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Por que o SUS não distribui nenhum tipo de caneta emagrecedora

 

                                             Alexandre Padilha, ministro da Saúde, a médica Kátia Elisabete Pires Souto e o motorista de aplicativo Guilherme Henrique Panichi, 39, em hospital federal de Porto Alegre - Rafael Nascimento - 26.jun.26/Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde quer acelerar registro de novas canetas junto à Anvisa e avalia adoção contra a obesidade

  • Até o momento não há nenhum remédio para tratar a doença no sistema público



O SUS (Sistema Único de Saúde) não adota nenhum tipo de caneta emagrecedora no tratamento da obesidade. Não há, ao menos por ora, previsão para que esses medicamentos, considerados um importante avanço contra a doença, sejam incorporados à rede pública.


O Ministério da Saúde diz, em nota, que o tema tem sido uma das prioridades da pasta nos últimos meses.


Especialistas ouvidos pela DW afirmam que o SUS tem um histórico de dificuldades na adoção de políticas públicas contra a obesidade. Enquanto isso, a doença tem aumentado em ritmo acelerado no país.


Dados divulgados neste ano pelo Vigitel, levantamento do Ministério da Saúde, mostram que 25,7% dos adultos brasileiros enfrentavam um quadro de obesidade em 2024. Em 2006, o índice era de 11,8%.


O SUS atualmente disponibiliza poucas alternativas para tratar o problema. Não há nenhum medicamento contra a doença. A principal possibilidade é a cirurgia bariátrica, na qual pacientes costumam esperar por anos na fila até conseguir passar pelo procedimento.


Com o avanço da tecnologia das canetas emagrecedoras e os bons resultados relacionados a elas, o Ministério da Saúde tem avaliado incorporar esses remédios à rede pública. Mas o custo elevado dos tratamentos é um obstáculo.


No ano passado, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) avaliou dois pedidos de adoção de medicamentos usados no tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade: a liraglutida, encontrada em remédios como Saxenda e Victoza, e a semaglutida, usada em remédios como Wegovy e Ozempic.


Os dois pedidos, porém, foram negados. O Ministério da Saúde considerou que esses medicamentos trariam um alto impacto orçamentário, acima de R$ 8 bilhões.


Quebra de patentes facilita adoção pelo SUS

A situação ficou mais favorável a partir de março deste ano, quando a patente da semaglutida expirou. O fim da exclusividade da farmacêutica Novo Nordisk abriu caminho para que empresas brasileiras possam fabricar suas versões dos remédios a um custo menor.


Com isso, o Ministério da Saúde pediu prioridade à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) no registro de medicamentos com os princípios ativos dos agonistas de GLP-1, semaglutida e liraglutida, esta última com patente expirada no final de 2024.


Nos últimos meses, a Anvisa recebeu 18 pedidos de registro de novos medicamentos à base de semaglutida. Em junho, as farmácias receberam a primeira caneta emagrecedora brasileira feita com o princípio ativo, a Ozivy, produzida pelo laboratório EMS


DW

Direita do RJ rompida com bolsonarismo evoca legado de Carlos Lacerda

 

                                           O jornalista e político brasileiro Carlos Lacerda durante discurso no Rio de Janeiro - Folhapress - abr.64/Folhapress

  • Articuladores de campanhas defendem lacerdismo como resgate de valores conservadores

  • Renan Santos, candidato à Presidência, propõe desfavelização inspirada em ex-governador da Guanabara


Pré-candidatos e articuladores políticos vinculados à direita do Rio de Janeiro, mas não identificados com o bolsonarismo, têm evocado símbolos e o legado do jornalista e político Carlos Lacerda (1914-77), ex-governador da Guanabara, em meio à aguda crise institucional da política fluminense.


A crise envolve um ex-governador inelegível, substituído por um desembargador que ocupa a cadeira interinamente, e três parlamentares presos em sete meses sob suspeita de crimes, além de outros políticos investigados.


Reivindicar o lacerdismo, os apoiadores afirmam, é uma forma de resgatar o que entendem ser um período próspero do antigo estado e uma figura da direita brasileira que denunciou corrupção. Para opositores, Lacerda ficou marcado por respaldar conspirações e golpes, incluindo o militar de 1964, sobre o qual ele mudou de opinião tempos depois.


O resgate do lacerdismo envolve um projeto de relançar a Tribuna da Imprensa, jornal que ele fundou, além de menções a discursos e planos de gestão do ex-governador.


O candidato à Presidência Renan Santos (Missão) tem como programa de governo a "desfavelização", que consistiria em remover ocupações ilegais e facilitar a aquisição de títulos de propriedade.


O partido chama a desfavelização de "A Batalha do Brasil". O nome remete à campanha iniciada por Lacerda em 1948, em colunas no jornal Correio da Manhã: "A Batalha do Rio de Janeiro" envolvia a regularização fundiária e a urbanização de favelas.


Mais tarde, como governador da Guanabara entre 1960 e 1965, Lacerda liderou a remoção de famílias que moravam em favelas do centro e zona sul para outras regiões da cidade, principalmente a zona oeste. Assim foram fundadas comunidades como Cidade de Deus, Vila Kennedy e Vila Aliança.


"Lacerda é um cara de grandes obras de infraestrutura e um desfavelizador. A metodologia dele hoje em dia é polêmica, mas ele tinha uma visão de Rio de Janeiro que é bem próxima à visão do Missão", afirma o candidato a deputado federal Victor Antoun (Missão).


Na campanha, Antoun defende a volta do estado da Guanabara. "É uma cidade que administra a decadência, às vezes melhor, às vezes pior, mas já não deixa a mesma marca que deixava para o Brasil, na comparação com os anos 1960 e 1970. Na minha campanha busco um pouco desta estética de época".


"O futuro se encarregará de demonstrar seu erro", teria dito Lacerda ao então senador Daniel Krieger, quando este comemorou a prorrogação do mandato do presidente militar Castelo Branco até 1967. Era julho de 1964 e Lacerda, interessado em se candidatar nas próximas eleições diretas, morreria em 1977, ainda durante a ditadura, sem participar do pleito.


O advogado Bernardo Santoro, ex-presidente do IRM (Instituto Rio Metrópole) da gestão Cláudio Castro, se identifica com a frase.


O IRM, autarquia da qual Santoro foi presidente até 2022, foi alvo do Ministério Público estadual este mês, em denúncia contra 11 pessoas suspeitas de envolvimento em desvio de R$ 86,3 milhões. Seis foram presos. O governador interino Ricardo Couto fez auditoria no IRM e exonerou toda a cúpula na última segunda-feira (20).


"Tinha possibilidade de me reeleger [presidente da autarquia]. No entanto, pelo fato de não estar alinhado ao modo como Castro via o governo, com uma frouxidão moral e ética, acabei substituído por um presidente que, contra as regras da autarquia, foi eleito sem ter nível acadêmico compatível", diz ele, candidato a deputado estadual pelo PSD.


O advogado Victor Travancas, ex-assessor de Castro que circulou em outras pastas do governo, é outro que afirma ter avisado ao então governador de erros que ficariam claros no futuro. Tratado como histriônico pelo núcleo duro do ex-governo, era ainda assessor na Casa Civil quando chamou um ex-secretário de "criminoso". Meses depois, disse que o Palácio Guanabara seria "sede do crime organizado".


Travancas se considera um lacerdista. Nos vídeos em que comenta a política fluminense, mostra ao fundo um quadro com retrato do ex-governador, comprado em acervo da família. Ele coleciona artigos relacionados ao político e usa óculos de armações grossas, ao estilo do jornalista.


"Penso na restauração da ideologia conservadora para o Brasil, baseado no que há de mais moderno nos partidos conservadores. Conservador em ideais, dentro dos princípios democráticos constitucionais. Não um conservador contra os direitos humanos, ou minorias. Isso é loucura", diz Travancas.


Travancas virou advogado da campanha de Anthony Garotinho (Republicanos) ao Palácio Guanabara. O ex-governador é herdeiro do trabalhismo e foi seguidor de Leonel Brizola, opositor de Lacerda.


"O Garotinho está hoje muito mais parecido com o Lacerda do que com o Brizola, ou o Jango. Ele tem falado pouco de projetos sociais na pré-campanha, tem sido mais antissistema do que populista."


Bernardo Santoro esteve com Castro ainda quando este era vereador e foi chamado para ser o vice do azarão Wilson Witzel (então PSC) nas eleições de 2018. Witzel fora eleito na esteira do bolsonarismo, mas sofreu impeachment e Castro assumiu a cadeira em 2021.


"Sinto alívio por não participar do governo e tristeza por Castro ter me traído e, mais ainda, ter traído os princípios do movimento de direita que o levou ao posto de governador do estado", afirma Santoro.


Neto de Enaldo Cravo Peixoto, secretário de Obras da gestão de Lacerda à frente da Guanabara, Santoro comprou há alguns anos a marca da Tribuna da Imprensa, mantém o site de notícias ativo e planeja relançar o jornal até o ano que vem.


O diário fundado em 1949 serviu-lhe na ferrenha campanha contrária ao presidente Getúlio Vargas. Em 1962 Hélio Fernandes assumiu o periódico, que parou de circular em 2008.


Yuri Eiras

Folha de São Paulo

Petrobras descobre mais poço de gás na margem equatorial da Colômbia

 

                                             agência Brasil




A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (3) a descoberta de um poço de gás em uma área de grande potencial em águas profundas na Colômbia. A concentração de gás fica no poço exploratório Sandia-1, no bloco GUA-OFF-0, na Bacia de Guajira.


Sandia-1 fica a 42 quilômetros (km) da costa, a uma lâmina d’água (distância entre a superfície do mar e o leito marinho) de 1.251 metros. O poço fica a 70,7 km da cidade de Santa Marta.


A companhia já tinha descoberto reservatórios de grande potencial próximos à nova localização. Sandia-1 fica a 18 km do poço Sirius-1 e 9 km do poço Copoazu-1.


A perfuração do poço foi iniciada em 12 de junho e alcançou a profundidade final na última quarta-feira (29).


Atuação em consórcio

A Petrobras atua na exploração e produção de petróleo e gás na Colômbia por meio da subsidiária Petrobras International Braspetro B.V – Sucursal Colômbia (PIB-COL).


A exploração na Bacia de Guajira é feita em consórcio com a estatal colombiana Ecopetrol. Os colombianos detêm 55,56% do consórcio, e os brasileiros, 44,44%. Apesar de minoritária, a Petrobras é a operadora da exploração no bloco.


De acordo com a companhia, a descoberta “reforça o potencial de gás no offshore [no mar] colombiano, agregando volumes que irão contribuir para a segurança energética da região”.


A Petrobras explicou que o gás encontrado está sendo avaliado detalhadamente “por meio de perfis de poço e serão caracterizados por análises laboratoriais”.


Ainda segundo a estatal brasileira, a atuação no litoral colombiano está alinhada à estratégia de longo prazo da companhia, buscando à recomposição das reservas de petróleo e gás por meio de exploração de novas fronteiras e atuação em parceria com outras empresas, “contribuindo para o atendimento à demanda global de energia durante a transição energética”.


Campo gigante

A Bacia de Guajira pode ser entendida como parte da margem equatorial, como afirmou a diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Sylvia Anjos, em 5 de dezembro de 2024.


Na ocasião, a estatal informou ter descoberto na região o maior reservatório de gás natural da história do país vizinho. 


Apesar do grande volume de gás, a estatal brasileira afirmou, também na ocasião, que o destino da produção seria para o mercado de gás colombiano, devido à grande demanda do país.


Margem equatorial brasileira

Aqui no Brasil, a Petrobras obteve licença do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), autarquia vinculada ao Ministério do Meio Ambiente, para exploração de petróleo na margem equatorial, em outubro do ano passado. 


A região é considera de grande potencial, sendo apelidada de “novo pré-sal”. No entanto, ambientalistas lançam preocupação sobre impactos da exploração no meio ambiente.


Petrobras no mundo

Além de na Colômbia e no Brasil, a Petrobras atua na produção de petróleo em outros países.


Na África, a estatal opera na Namíbia, São Tomé e Príncipe e África do Sul. Nas Américas, a empresa está presente na Bolívia, Argentina e Estados Unidos.

Detran coloca IA para ajudar motoristas e estreia atendimento em Libras

 

                                             Vista de agência do Detran em Campo Grande. (Foto: Reprodução)




A inteligência artificial chega ao atendimento do Detran-MS em Campo Grande nesta segunda-feira (3). Motoristas que procurarem a Agência Geraldo Garcia poderão usar um novo terminal para resolver serviços por conta própria, com auxílio de uma assistente virtual durante a navegação.


Pelo equipamento, será possível emitir a Guia Flex, consultar débitos, conferir a pontuação da CNH (Carteira Nacional de Habilitação) e baixar o CRLV (Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo).


A diferença em relação aos totens já utilizados pelo departamento está justamente na tecnologia. O novo equipamento conta com uma assistente virtual desenvolvida com inteligência artificial para orientar o usuário durante cada etapa do atendimento.


A aposta no autoatendimento ocorre após os terminais do Detran-MS somarem 842.902 acessos em Mato Grosso do Sul entre abril de 2022 e julho de 2026. Somente nos primeiros sete meses deste ano foram registrados 127.748 atendimentos.


Atendimento em Libras por videochamada


A Agência Geraldo Garcia também passa a oferecer uma alternativa para facilitar o atendimento de pessoas surdas ou com deficiência auditiva.


Com a Central de Libras Digital, o usuário poderá apontar a câmera do celular para um QR Code disponível no balcão e iniciar uma videochamada ao vivo com um intérprete de Libras.


O profissional fará a tradução da conversa em tempo real entre o cidadão e o servidor responsável pelo atendimento, permitindo que informações, dúvidas e orientações sejam compreendidas durante o procedimento.


O serviço foi viabilizado por meio de acordo técnico entre o Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) e a SEC-MS (Secretaria de Estado da Cidadania).

Riedel reúne nove partidos e lança reeleição com frente unificada pelo desenvolvimento de MS

 

                                           Convenção com cerca de 10 mil pessoas confirmouReinaldo Azambuja e Capitão Contar ao Senado e Barbosinha na vice


O governador Eduardo Riedel (PP) oficializou neste sábado (1º) sua candidatura à reeleição ao Governo de Mato Grosso do Sul sustentado por uma ampla aliança de nove partidos e por um discurso de unidade da centro-direita em prol do Estado. A convenção partidária que confirmou a candidatura foi realizada em Campo Grande ereuniu cerca de 10 mil pessoas, entre lideranças políticas, correligionários, apoiadores e candidatos às eleições proporcionais.


Além da candidatura de Riedel, foram confirmados Barbosinha (Republicanos) como candidato à reeleição na vice-governadoria, o ex-governador Reinaldo Azambuja e o ex-deputado estadual Capitão Contar, ambos do PL, para as duas vagas em disputa no Senado.


A coligação reúne PP, União Brasil, PL, PSDB, Cidadania, MDB, Republicanos, Avante e PSD. Para Riedel, a construção dessa frente representa uma demonstração da capacidade de articulação política de Mato Grosso do Sul e pode servir de referência nacional para partidos situados no mesmo campo ideológico.


“Não é fácil. Nós temos muitas lideranças fortes e expressivas, cada uma com seu jeito e seu estilo, mas o propósito é o mesmo. A linha é a mesma. Mato Grosso do Sul dá um exemplo para o Brasil ao conseguir construir essa unidade”, afirmou.


Ao agradecer individualmente às legendas e lideranças que aderiram à candidatura, Riedel destacou que o entendimento foi alcançado por meio de diálogo e negociação. O governador citou Reinaldo Azambuja, Capitão Contar, Barbosinha e a senadora Tereza Cristina, presidente estadual do Progressistas, como personagens centrais da composição.


Riedel também defendeu que o PP continue tentando viabilizar nacionalmente o nome de Tereza Cristina para uma eventual candidatura à Vice-Presidência da Repúblicaao lado de Flávio Bolsonaro (PL). Segundo ele, a atuação e a capacidade de articulação da senadora a credenciam para participar da chapa majoritária nacional.


“A senadora Tereza talvez seja uma das pessoas públicas do Brasil que mais podem contribuir com o nosso futuro, pela história, pela atuação e pela capacidade de reunir pensamento e ação em favor de mudanças estruturantes. Temos que lutar até o fim para que o partido possa levar o nome dela à Vice-Presidência”, declarou.


Tereza Cristina atribuiu o fortalecimento do PP em Mato Grosso do Sul à entrada de Riedel na legenda e ao diálogo estabelecido com os demais partidos. Para a senadora, a aliança formalizada na convenção oferece sustentação política para a continuidade do atual projeto administrativo.


“Estou muito feliz com toda essa aliança para continuar fazendo aquilo que já está dando certo e que pode dar muito mais”, disse.


Candidato ao Senado, Reinaldo Azambuja apresentou a composição como resultado da convergência em torno da continuidade administrativa. O ex-governador citou a redução da pobreza, o aumento dos investimentos, o crescimento econômico, a expansão regional da saúde e os resultados educacionais como razões para a união dos partidos.


“Aqui não tem divisão. Não tem Nelsinho, não tem Reinaldo, não tem Contar. Nós somos um só e vamos trabalhar para vencer as eleições”, afirmou. “Formamos uma unidade com o propósito de continuar o trabalho por meio da reeleição do governador Eduardo Riedel.”


Barbosinha, novamente escolhido como vice, afirmou ter trabalhado ao longo do mandato para contribuir com a administração de Riedel. Em seu discurso, defendeu uma política baseada na soma de forças e atribuiu a Reinaldo Azambuja o início de uma mudança na gestão estadual.


“Essa é a construção política com P maiúsculo. É a política que soma, não a política que subtrai ou diminui. Que esse exemplo possa irradiar para o Brasil”, declarou.


Plano de governo prevê investimentos, qualificação e combate às facções


Riedel informou que o plano de governo – que será protocolado na Justiça Eleitoral juntamente com o registro da candidatura – não será apenas uma formalidade, mas uma peça destinada a orientar as ações de um eventual segundo mandato.


Entre as prioridades estão a manutenção do equilíbrio fiscal e da capacidade de investimento do Estado, a ampliação da infraestrutura, a atração de capital privado e a geração de emprego e renda. Na educação, o governador pretende fortalecer a qualificação profissional durante o ensino médio, permitindo que os estudantes concluam a formação preparados para ingressar no mercado de trabalho.


Na área social, Riedel defendeu políticas públicas direcionadas às necessidades específicas das famílias, para além da transferência de renda. Citou a redução da extrema pobreza de 2,4% para 1,6% e afirmou que o objetivo é avançar em direção à erradicação desse indicador no Estado.


O plano também deverá contemplar o enfrentamento às facções criminosas, a conclusão da regionalização da saúde e a consolidação de uma rede de cinco hospitais regionais. Segundo Riedel, três unidades já estão em funcionamento, enquanto o hospital de Dourados passa por processo de ampliação operacional.


Esporte, turismo e cultura também serão tratados como instrumentos de desenvolvimento econômico e de fortalecimento da identidade sul-mato-grossense.


Campanha terá como eixo entregas e propostas


Riedel afirmou que a campanha, cujo período oficial começa em 16 de agosto, será conduzida por meio do diálogo com os eleitores e da apresentação dos resultados obtidos durante o mandato.


“A orientação é trabalhar, conversar e convencer. Sendo uma candidatura à reeleição, é mostrar o que foi feito e o que ainda precisa ser feito, com transparência e sinceridade. A decisão está nas mãos do povo sul-mato-grossense”, declarou.


O governador disse ainda que pretende discutir os problemas, as críticas e os objetivos de Mato Grosso do Sul por meio de propostas, buscando reunir diferentes setores da sociedade em torno da continuidade de seu projeto.


Nelsinho é exaltado por aliados


Um dos gestos mais destacados durante a convenção foi a decisão do senador Nelsinho Trad, do PSD, de não disputar a reeleição e integrar a chapa como primeiro suplente de Reinaldo Azambuja.


Riedel classificou a atitude como uma das maiores demonstrações de grandeza que presenciou em sua trajetória política. “É um gesto de que Mato Grosso do Sul sempre vai se lembrar”, afirmou.


Tereza Cristina também ressaltou a decisão do senador e disse que ela não poderá ser esquecida pelos integrantes da aliança. Para a presidente estadual do PP, a convenção mostrou que diálogo, entendimento e civilidade permitiram reunir partidos e lideranças em torno de um projeto comum.


Ao encerrar o discurso, Riedel agradeceu aos apoiadores que viajaram de diferentes regiões do Estado e às famílias das principais lideranças da chapa. Diante de uma aliança que reúne antigos adversários e diferentes forças partidárias, o governador deu a largada à campanha apresentando a união como seu primeiro grande ativo eleitoral.


A chapa aprovada na Convenção


Eduardo Riedel (PP) – Governador


Barbosinha (Republicanos) – Vice-governador


Capitão Contar (PL) – Senado


1º suplente – Cláudio Jorge Mendonça (PP)


2º suplente – empresário Luciano Medeiros (PP)


Reinaldo Azambuja (PL) – Senado


1º suplente – Nelsinho Trad (PSD)


2º suplente – Felipe Mattos (União Brasil).


 


Fonte: ASCOM PROGRESSISTAS MS

Campo Grande inicia campanha de vacinação infantil e adolescente

 

                                          A campanha segue até 1º de setembro. (Foto: Carla Cleto)



A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) inicia nesta segunda-feira (3), em Campo Grande, a Estratégia de Multivacinação 2026. A campanha, promovida pelo Ministério da Saúde, segue até 1º de setembro com o objetivo de atualizar a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos.


Durante o período, as salas de vacinação das Unidades de Saúde da Família (USFs) estarão preparadas para verificar a situação vacinal e aplicar as doses em atraso, conforme o Calendário Nacional de Vacinação.


A mobilização busca aumentar a cobertura vacinal, reduzir o risco de reintrodução de doenças que podem ser prevenidas por vacinas e reforçar a proteção da população.


Embora o foco da campanha seja crianças e adolescentes de até 14 anos, 11 meses e 29 dias, a Sesau informa que pessoas de todas as idades também poderão aproveitar a oportunidade para atualizar a carteira de vacinação.


Para receber o atendimento, a orientação é que pais e responsáveis levem um documento de identificação com foto da criança ou adolescente, além do CNS (Cartão Nacional de Saúde) e da caderneta de vacinação, se tiverem. A falta da caderneta, no entanto, não impede a aplicação das vacinas.

Segundo a chefe do Serviço de Imunização da Sesau, Ananda de Melo, a campanha ajuda a identificar e corrigir atrasos na vacinação.


"Nem sempre os responsáveis percebem que há alguma dose em atraso. Durante a campanha, nossas equipes verificam a situação vacinal e realizam a atualização da caderneta, quando necessário, garantindo mais proteção para as crianças, os adolescentes e para toda a comunidade", afirma.

 

A vacinação é considerada uma das principais formas de prevenir doenças graves, internações e mortes. Além de proteger quem recebe as doses, manter a caderneta em dia contribui para diminuir a circulação de doenças e fortalecer a proteção coletiva.

De olho nas eleições, Congresso estende recesso e só volta em 10 de agosto

 


                                            Fachada do Congresso Nacional (Foto: Saulo Cruz/Agência Senado)



O recesso parlamentar terminou neste sábado (1º), mas deputados e senadores só voltam ao trabalho em Brasília em 10 de agosto, quando está prevista a primeira semana do chamado esforço concentrado antes das eleições de outubro.


Em ano de eleição, o Congresso costuma ficar esvaziado, já que os parlamentares se dedicam à campanha eleitoral em suas bases políticas.


Além disso, o período das convenções partidárias, que definem os candidatos e as coligações para o pleito, acabam na próxima quarta-feira (5).


Por isso, os parlamentares fecharam um calendário que prevê sessões na Câmara e no Senado em apenas duas semanas até o final das eleições: de 10 a 14 de agosto e de 31 de agosto a 3 de setembro. O objetivo é aprovar matérias nas duas casas nesse período.


Nas últimas eleições, os parlamentares também se afastaram de Brasília, mas as sessões continuaram a ser realizadas.


O presidente da Câmara à época, Arthur Lira (PP-AL), adotou sessões virtuais durante o período, permitindo que os parlamentares registrassem presença e votassem por aplicativo.


Câmara


Os deputados costumam definir os projetos que irão a votação em reunião de líderes na semana da sessão.


A intenção do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), é pautar alguns dos projetos remanescentes do primeiro semestre, mas que não causem muita polêmica até o final das eleições.


Parlamentares da bancada feminina farão uma nova rodada de conversas e pedirão que seja colocado em votação o projeto que criminaliza a misoginia.


O texto sofre com resistências de parlamentares da direita, que veem a possibilidade de criminalização de textos bíblicos.


Já a proposta que aumenta o limite anual de faturamento do Microempreendedor Individual (MEI) deve ser votada na segunda semana de esforço concentrado, no final de agosto e início de setembro.


O relator, deputado Jorge Goetten (Republicanos-SC) disse que a equipe econômica ainda está finalizando os estudos sobre o impacto da atualização de toda tabela do simples no orçamento.


“Tem um impasse ainda do Simples. Não está pacificado ainda. A equipe econômica está conversando. Não avançamos ainda. Há uma empatia da equipe econômica, mas eles precisam finalizar os estudos. Não tem clima de atualizar o MEI e não colocar todo o Simples”, disse.


O deputado Aliel Machado (PV-PR), relator do texto que cria regras de concorrência econômica para grandes plataformas de tecnologia, disse que falará com Motta na próxima semana para saber sobre a viabilidade de se pautar a proposta.


“Tenho reuniões semana que vem com o Hugo por telefone para tratar disso. A intenção dele é pautar alguns projetos remanescentes”, afirmou.


Senado


No Senado, o calendário será espelhado ao da Câmara. Na prática, isso significa que na próxima semana a Casa seguirá em recesso.


Apenas as CDH (Comissões de Direitos Humanos) e de CRE (Relações Exteriores) irão realizar sessões.


Na segunda (3), a CDH irá realizar uma audiência pública para debater o "Agosto Dourado" – mês do aleitamento materno. Já na terça-feira (4), o colegiado realiza outra sessão para discutir a memória do Holocausto Cigano.


Na CRE, haverá uma sessão na terça-feira para a realização de uma audiência pública para debater o acordo entre Mercosul e União Europeia. A reunião será para ouvir o setor de carnes, com a participação de representantes do setor e convidados do setor público.


Escala 6x1


No retorno aos trabalhos, na semana do dia 10, o governo deve fazer uma ofensiva para articular junto ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), o avanço do PEC (proposta de emenda à Constituição) que acaba com a escala 6x1 e prevê uma redução na jornada de trabalho.


O tema, considerado prioridade para o governo Lula, está parado na gaveta de Alcolumbre. O presidente do Senado ainda não despachou para a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e nem alinhou com o senador Otto Alencar (PSD-BA), que comanda o colegiado, a escolha de um relator.


Ao g1, Otto Alencar confirmou que ainda é preciso definir o assunto com Alcolumbre – o encontro só deve acontecer a partir do dia 11. Ele acredita que a tramitação não será rápida pois os senadores vão pedir a realização de audiências públicas.


“Na 6x1, assim que indicar o relator, os senadores vão querer audiência pública. Porque são três PECs. Tem a do Paim, a que veio da Câmara e a do Marinho. Eles vão querer discutir. Mas isso depende de Davi mandar. Na minha mão tenho só a de Marinho”, afirmou.


Além da PEC aprovada em maio na Câmara, há uma da mesma natureza, de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), que foi aprovada na CCJ e não foi colocada em votação no plenário por Alcolumbre. Há também uma outra, de autoria do líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), que propõe a remuneração por hora trabalhada. Essa já foi despachada pelo presidente do Senado para a CCJ.


Além da PEC da que acaba com a 6x1, o governo tenta também aprovar outra PEC, a da segurança, que se encontra na mesma situação: à espera do despacho de Alcolumbre.


Os novos líderes do governo e do PT no Senado, Teresa Leitão (PT-PE) e Camilo Santana (PT-CE), tentam, até agora sem sucesso, reaproximar Lula de Alcolumbre.


Os dois estão rompidos desde a rejeição da indicação do AGU (Advogado-Geral da União), Jorge Messias, para o STF (Supremo Tribunal Federal), articulada por Alcolumbre. (Com g1 - Brasília)