domingo, 17 de maio de 2026

Filhotes são mais vulneráveis ao frio, alerta Subea

 




Nos últimos dias, Campo Grande registrou temperaturas muito baixas, e a previsão indica nova queda em breve. Com o frio mais intenso, cresce a preocupação com os cuidados com animais, especialmente filhotes de cães e gatos, que sofrem mais com essas variações térmicas, por não conseguirem regular bem a própria temperatura corporal. 


Esses animais são os mais vulneráveis e podem perder calor rapidamente, além de evoluir para quadros de hipotermia, principalmente quando estão debilitados ou foram resgatados de situações de abandono. 


De acordo com orientações da Superintendência de Bem-Estar Animal (Subea), um erro comum ao encontrar um filhote gelado é oferecer leite logo de início. Com o corpo frio, o organismo ainda não consegue fazer a digestão de forma adequada, o que pode agravar o estado de saúde. 


O primeiro cuidado deve ser sempre aquecer o animal. Só depois, quando ele estiver mais estável e reagindo, é que a alimentação deve ser oferecida, conforme explica o superintendente da Subea, Edvaldo Salles. “O primeiro passo é aquecer o animal. Somente depois que ele estiver quentinho e reagindo bem é que a alimentação deve ser oferecida”, orienta. 


O aquecimento pode ser feito com mantas, caixas forradas e bolsas térmicas mornas, sempre com cuidado para evitar queimaduras. Também é importante manter o filhote protegido do vento e da umidade, que aumentam a perda de calor. 


A alimentação deve ser oferecida em pequenas quantidades. Em alguns casos, principalmente com filhotes felinos, pode ser necessário estimular suavemente a região anal com algodão úmido para ajudar nas funções fisiológicas. 


Banhos devem ser evitados em dias frios, principalmente em animais muito jovens ou debilitados, já que a queda de temperatura pode agravar ainda mais o quadro. 


A Prefeitura de Campo Grande, por meio da Subea, oferece atendimento veterinário gratuito para cães e gatos de tutores da Capital. Os serviços funcionam de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 13h, além do Consultório Móvel, que percorre diferentes regiões levando atendimento e orientações sobre bem-estar animal. 


Agro busca novo salto em desenvolvimento

 





O agronegócio brasileiro ampliou seu papel na economia e passou a ocupar uma posição estratégica também no comércio internacional e no abastecimento de alimentos. A avaliação é de Adriano Leite, diretor de relação com investidores na Xs3 Consultoria, ao analisar a relevância do setor para o país e para o mercado global.



Segundo essa leitura, o Brasil deixou de ser apenas uma força produtiva interna e passou a atuar como peça importante no equilíbrio entre oferta, demanda e segurança alimentar em diferentes regiões do mundo. A liderança brasileira nas exportações de produtos estratégicos reforça essa posição e aumenta a influência do país em momentos de crise, inflação de alimentos ou dificuldades climáticas em outras áreas produtoras.


Apesar desse avanço, a análise destaca que liderar a produção não significa, necessariamente, liderar o desenvolvimento. Dentro da porteira, o agro brasileiro é visto como altamente eficiente, com avanço em tecnologia, gestão, uso de dados, inovação, mercado financeiro e planejamento global. Em muitos casos, grandes propriedades já operam com padrões de eficiência semelhantes aos de grandes empresas internacionais.


O principal desafio segue concentrado fora da porteira. Logística, infraestrutura, armazenagem, segurança jurídica, acesso a crédito e capacidade de industrialização ainda limitam a captura de valor ao longo da cadeia. Com isso, parte importante da força produtiva do setor deixa de se transformar em renda, competitividade e desenvolvimento mais amplo para o país.


A avaliação também aponta que o debate sobre o agro no Brasil costuma ficar preso a visões opostas. De um lado, há uma tendência de romantizar o setor. De outro, de tratá-lo como vilão. A realidade, porém, é mais racional e envolve reconhecer tanto sua contribuição para empregos, divisas, investimentos e movimentação econômica quanto a necessidade de avanços em produtividade sustentável, infraestrutura e agregação de valor.


O Brasil já demonstrou capacidade de ser potência na produção agropecuária. O próximo passo é transformar essa força em mais desenvolvimento, tecnologia, renda e competitividade para toda a economia.


Dado como morto, idoso apresenta sinais vitais em funerária em Presidente Bernardes (SP)

 

                                            Polícia apreendeu atestado de óbito no qual a causa da morte do idoso foi registrada como insuficiência respiratória - Reprodução

  • Funcionários notaram que homem se mexia e respirava durante o preparo do corpo

  • Ele foi levado para um hospital, onde está internado; caso foi registrado como omissão de socorro


Um idoso de 88 anos dado como morto no hospital apresentou sinais vitais durante o preparo do corpo em uma funerária em Presidente Bernardes, no interior de São Paulo. Ao perceberem que o homem estava se mexendo e respirando, os funcionários o levaram para um hospital, onde ele segue internado e estável.


Segundo informações do boletim de ocorrência, policiais militares foram acionados pela Santa Casa de Presidente Bernardes, para onde o Serviço de Atendimento Médico de Emergência havia levado o idoso.


No local, os agentes foram informados de que o homem, morador de Emilianópolis, havia sido levado na tarde de sábado (16) para a Santa Casa, onde a médica de plantão declarou óbito por "insuficiência respiratória". O nome da profissional não foi divulgado pela polícia.


Após a declaração de óbito, a funerária foi acionada para os procedimentos de praxe. No momento em que o corpo era preparado, os funcionários da funerária notaram os sinais vitais.


A Polícia Civil foi acionada e registrou o caso como "omissão de socorro". A corporação afirma que vai apurar os fatos por meio da Delegacia de Presidente Bernardes.


Em nota, a Santa Casa de Presidente Bernardes disse que não se manifestará até a apuração dos fatos.


Marco Santullo reforça apoio ao município durante aniversário de Taquarussu

 

                                            Foto: Reprodução/Instagram



O dirigente estadual do Progressistas, Marco Aurélio Santullo, participou das comemorações do aniversário de Taquarussu, celebradas durante a tradicional Festa do Peão, que chegou à sua 35ª edição. A presença da liderança política reforçou o apoio do partido ao município e às festividades que movimentam a região sul-mato-grossense.


Durante a visita, Santullo acompanhou a programação festiva ao lado de lideranças locais e destacou a importância cultural e econômica do evento para Taquarussu. Em publicações nas redes sociais, o dirigente ressaltou a alegria de participar das comemorações dos 46 anos do município e elogiou a organização da tradicional festa, considerada uma das maiores da região.


Marco Aurélio Santullo também mantém forte ligação política com municípios do interior de Mato Grosso do Sul, atuando ao lado da senadora Tereza Cristina em agendas institucionais e articulações regionais. Em Taquarussu, ele já participou anteriormente de entregas de investimentos e equipamentos destinados ao município.


A Festa do Peão de Taquarussu reuniu moradores, visitantes e autoridades em uma programação marcada por shows, rodeio e atividades culturais, fortalecendo a tradição sertaneja e o calendário festivo do município.



Ministério lança simulador de renegociações do Novo Desenrola

 

                                               Marcelo Casal


O Ministério da Fazenda lançou nesta sexta-feira (15) uma calculadora online para simular renegociações de dívidas pelo programa Novo Desenrola Brasil – Famílias. A ferramenta permite que pessoas com renda de até cinco salários mínimos, equivalente a R$ 8.105, consultem previamente condições estimadas de pagamento antes de procurar uma instituição financeira.


 O  simulador já está disponível no site oficial do ministérioe foi desenvolvido para ampliar o acesso à informação e facilitar a organização financeira dos consumidores endividados.


Como funciona

A calculadora apresenta estimativas com base nas regras do programa, considerando critérios como:


•   tempo de atraso das dívidas;


•   descontos mínimos previstos;


•   valor aproximado das parcelas;


•   possibilidade de quitação ou renegociação.


O sistema também permite simular o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) na renegociação.


Uso do FGTS

Pelas regras do Novo Desenrola, o trabalhador poderá utilizar:


•   até 20% do saldo disponível do FGTS;


•   ou até R$ 1 mil, prevalecendo o maior valor.


O Ministério da Fazenda informou que a confirmação sobre a possibilidade de uso do fundo deverá ser feita diretamente com a instituição financeira participante do programa.


Objetivo da medida

De acordo com o governo federal, a ferramenta foi criada para oferecer mais transparência e segurança ao cidadão antes da contratação da renegociação.


As condições definitivas, no entanto, dependerão da análise e aprovação dos bancos habilitados no programa.


Agência Brasol

Biológicos exigem atenção à cepa no rótulo

 

                                           O erro mais comum no campo é trocar uma cepa por outra - Foto: Canva


A presença frequente de Bacillus em produtos biológicos usados na agricultura está ligada menos a uma tendência de mercado e mais às características fisiológicas desse grupo de bactérias. Segundo João Guilherme Amaral, engenheiro agrônomo, a explicação está na capacidade do Bacillus de formar endósporos, uma estrutura de resistência que permite sua sobrevivência em condições adversas.



Quando o ambiente se torna desfavorável, seja por calor, seca ou presença de fungicida no tanque, o Bacillus reduz sua atividade, forma uma espécie de cápsula protetora e entra em pausa. Com a melhora das condições, o microrganismo retoma sua atividade. Essa característica ajuda a explicar por que o gênero aparece em diferentes formulações e consegue resistir a combinações com químicos, além de se adaptar a formas variadas de aplicação, como sulco, pulverização foliar e tratamento de sementes.


A resistência, porém, não significa que todos os produtos com Bacillus tenham a mesma função na lavoura. O ponto central, de acordo com o material, é que Bacillus funciona como um sobrenome de família. O que define a ação agronômica é a cepa presente no produto. Por isso, espécies semelhantes podem apresentar resultados distintos dependendo da cepa utilizada.


Um exemplo citado é o B. subtilis com a cepa QST 713, que possui patente global relacionada à ação sobre ovos e juvenis de nematoide. Isso não significa que outro B. subtilis terá a mesma capacidade. Da mesma forma, o B. amyloliquefaciens com a cepa CPQBA 040-11DRM tem registro para doenças foliares, enquanto outro microrganismo da mesma espécie pode ter foco completamente diferente.


O erro mais comum no campo é trocar uma cepa por outra acreditando que o resultado será equivalente. A lógica é semelhante à comparação entre profissionais de uma mesma área, mas com protocolos e finalidades diferentes. A escolha incorreta pode levar a resultado nulo, mesmo quando a dose aplicada está correta. No uso de biológicos, portanto, a identificação da cepa é tão importante quanto o gênero indicado no rótulo.


Datafolha: Governo tem pior avaliação em áreas consideradas prioritárias, como saúde e segurança

 

                                            Presidente Lula (PT) na cerimônia de posse do ministro Kassio Nunes Marques como presidente do Tribunal Superior Eleitoral - Adriano Machado - 12.ma.26/Reuters

  • Ao todo, 13% apontam o combate à corrupção como pior área, e 7% a elegem como prioridade

  • Educação e combate à miséria são os temas que mais eleitores avaliam melhor


O governo do presidente Lula (PT) se saiu pior, na avaliação do eleitor, em temas considerados prioritários para o próximo presidente, aponta pesquisa Datafolha.


Na opinião de 16% dos entrevistados, a área em que a gestão petista registra o pior desempenho é a segurança pública, seguida de saúde (15%), economia (13%) e combate à corrupção (13%).


As respostas coincidem com algumas das áreas apontadas como prioritárias para o próximo mandatário. No topo, está saúde, com 34%, seguida de educação (15%), segurança pública (12%), economia (11%), corrupção (7%), combate à fome e à miséria (7%) e combate ao desemprego (6%).


O Datafolha ouviu 2.004 pessoas de 16 anos ou mais, com abordagem pessoal em pontos de fluxo, nos dias 12 e 13 de maio. A margem de erro máxima é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o código BR-00290/2026.


A maioria das entrevistas foi feita antes da revelação das conversas nas quais o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal oponente de Lula na eleição, pede dinheiro a Daniel Vorcaro, então dono do Banco Master.


A insatisfação com a atuação do governo em cada área é similar entre homens e mulheres, com exceção do caso da saúde. Entre elas, 19% afirmaram que a área em que o governo se sai pior é a saúde, enquanto, entre homens, o índice é de 11%. A margem de erro nesses segmentos é de três pontos percentuais.


Além disso, 40% das mulheres declaram que o tema deve ser prioridade do próximo mandatário, ante 26% deles.


Considerando-se as faixas etárias, na de 16 a 24 anos de idade destaca-se a economia. Veem a gestão com um desempenho negativo nesse tema 21% dos entrevistados, um contraste com o grupo de pessoas de 60 anos ou mais, em que 5% apontam a área. As margens de erro para essas faixas são, respectivamente, de seis e cinco pontos.


Mulheres e jovens foram grupos importantes para a eleição de Lula em 2022.


Mesmo aqueles que declaram voto no petista neste ano indicam a segurança pública como um dos principais gargalos da gestão petista. Dizem ser esse o principal problema 18% dos entrevistados deste grupo. Depois, aparecem saúde, com 14%, e combate à corrupção, com 10%.


Já entre quem pretende votar em Flávio Bolsonaro (PL), 17% falam em combate à corrupção como pior área, 16% citam economia, 14%, segurança, e outros 14%, saúde. No total, 12% entre os eleitores do senador citaram que todas as áreas foram ruins sob o petista.


As perguntas foram feitas da seguinte maneira: primeiro, perguntou-se, na opinião do eleitor, em qual das áreas o governo se saiu melhor até agora. A resposta é única era estimulada (quando são apresentadas alternativas ao entrevistado).


Por esse critério, considerando toda a amostra, destacaram-se o combate à fome e à miséria (13%), o combate ao desemprego (10%) e a educação (10%). Esta, vale lembrar, também figurava entre áreas prioritárias.


Numa segunda banda, aparecem saúde (6%), igualdade racial (6%), habitação (5%), cultura (5%), relações exteriores (5%), direitos humanos (4%) e povos indígenas (3%).


Daí, então, surgem economia (2%), segurança pública (2%), combate à corrupção (1%), meio ambiente e mudanças climáticas (1%) e ciência e tecnologia (1%). Falaram todas 1%, e nenhuma, 19%. Não sabem 7%


Em seguida, foram feitas as perguntas sobre as áreas em que o governo tem se saído pior, também com resposta única e estimulada.


Além de segurança, saúde, economia e combate à corrupção, que ficaram em um patamar acima, aparecem educação (5%), combate à fome e à miséria (4%), combate ao desemprego (3%), meio ambiente e mudanças climáticas (3%) e relações exteriores (2%)


Ciência e tecnologia, direitos humanos, cultura, habitação, igualdade racial e povos indígenas marcaram cada um 1%. O percentual relativo a todas áreas chegou a 6%, e a nenhuma, 5%. Não opinaram 7%.


Na sequência, depois das duas perguntas, questionou-se sobre as prioridades para o próximo presidente. Depois de saúde, educação, segurança e economia, foram citados combate à fome e à miséria (7%), combate à corrupção (7%) e combate ao desemprego (6%).


Mais abaixo, ficaram direitos humanos (2%), meio ambiente e mudanças climáticas (1%), habitação (1%), igualdade racial (1%) e ciência e tecnologia (1%). Cultura, povos indígenas e relações exteriores não pontuaram. Disseram que todas as áreas são prioritárias 2%, e outros 2% não sabem.

 


Arthur Guimarães de Oliveira