quarta-feira, 4 de novembro de 2026

MS-080 pode ganhar terceira pista após pedido do deputado Jamilson Name

 

                                            Lucian Nassar


O deputado estadual Jamilson Name (PP) apresentou indicação solicitando ao Governo do Estado um estudo de viabilidade para a implantação de uma terceira pista na rodovia MS-080, no acesso ao Recanto dos Pintados, na entrada do município de Corguinho. A iniciativa atende a uma solicitação do vereador Thiago Ribeiro Nery.


A proposta tem como objetivo melhorar as condições de segurança e mobilidade no trecho, considerando o fluxo de veículos e a necessidade de adequar a infraestrutura rodoviária às demandas de acesso ao município e às propriedades próximas.


Conforme a justificativa da indicação, o local registra a circulação de veículos de diferentes portes, inclusive de carga, além do deslocamento de moradores, pedestres e ciclistas. Diante desse cenário, a avaliação de melhorias na rodovia é considerada importante para organizar o tráfego e minimizar situações de risco.


Entre as alternativas sugeridas está a implantação de uma terceira faixa de circulação, caso a medida seja considerada tecnicamente viável. A intervenção poderá facilitar as manobras de acesso a Corguinho e às propriedades adjacentes, melhorar a fluidez do trânsito e reduzir conflitos entre os veículos que trafegam pelo local.


Além da terceira pista, o estudo deverá considerar as condições atuais do pavimento, a existência e a adequação dos acostamentos, a sinalização viária e outras intervenções que possam contribuir para a prevenção de acidentes e a melhoria da circulação.


O pedido foi encaminhado ao secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Guilherme Alcântara de Carvalho, com cópia ao diretor-presidente da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul (Agesul), Gil Márcio Franco.


A indicação solicita a realização de uma análise técnica para identificar as necessidades do trecho e subsidiar as providências necessárias pelos órgãos competentes.


Para Jamilson Name, a iniciativa reforça a importância de atender às demandas dos municípios e buscar melhorias na infraestrutura rodoviária, com atenção à segurança e às necessidades de quem utiliza diariamente as estradas de Mato Grosso do Sul.

Em derrota para Trump, democratas conquistam maioria na Câmara e no Senado

 

                                               Arquivo

  • Presidente republicano diz estar 'absolutamente disposto' a aceitar resultados e preparado para trabalhar com a oposição
  • Virada ocorre em meio à impopularidade de Trump, com alta no custo de vida e guerra contra Irã no radar dos eleitores



O Partido Democrata conquistou a maioria nas duas Casas do Congresso americano nas eleições de meio de mandato desta terça-feira (3) nos Estados Unidos. Com a contagem dos votos em andamento, a oposição ao presidente Donald Trump obteve 228 das 435 cadeiras da Câmara, contra 139 dos republicanos. No Senado, os democratas já garantiram ao menos 54 dos 100 assentos.


Milhões de eleitores votaram nestas midterms, as eleições de meio de mandato, que, com o resultado, mudam o equilíbrio de forças legislativas pelo resto do governo Trump. A chamada "onda azul", pela cor dos democratas, foi maior do que a esperada em projeções antes do pleito.


Com o indício de uma grande derrota para os republicanos, o presidente afirmou em sua rede social que seu nome não estava nas cédulas, mas que, se estivesse, seu partido teria vencido "de lavada".


Ainda na noite desta terça, Trump declarou ao The New York Times estar "absolutamente disposto a aceitar esses resultados" e preparado para trabalhar com a oposição. "Vamos trabalhar com os democratas e, sabe, estamos ansiosos para trabalhar com eles", afirmou. "Provavelmente chegaremos a um entendimento."


No Senado, a margem para a vantagem dos democratas era pequena. O partido precisava defender todas as cadeiras que já ocupava antes da eleição e conquistar pelo menos dois estados que votaram massivamente em Trump em 2024: Alasca, Iowa, Kansas, Nebraska, Ohio, Carolina do Sul e Texas foram cotados como os mais decisivos.


No Texas, houve sucesso: o democrata James Talarico, 37, conquistou uma cadeira pelo estado tradicionalmente republicano, após décadas de derrotas. Seu adversário, o procurador-geral republicano Ken Paxton, 63, recebeu centenas de milhões de dólares em doações do empresário Elon Musk


Em Ohio e no Kansas, as disputas também favoreceram os democratas, com Sherrod Brown derrotando Jon Husted, e Adam Hamilton vencendo Roger Marshall, respectivamente. Em ambos os casos, os republicanos derrotados tentavam a reeleição.


Em Iowa, o democrata Josh Turek venceu a republicana Ashley Hinson e conquistou a cadeira até então ocupada pela também republicana Joni Ernst, que não tentou a reeleição.


Na Carolina do Sul, outra surpresa confirmada. O estado, ao longo da campanha, passou de "republicano sólido" para "tendência republicana", segundo pesquisas. Um democrata não era eleito para o Senado no estado desde 1998 e, neste pleito, a democrata Annie Andrews venceu a cadeira que disputava com a republicana Darline Graham.


Não somente entre os previsivelmente acirrados, os democratas ainda angariaram desfechos inesperados. O partido conquistou uma vitória importante na Carolina do Norte, onde o ex-governador Roy Cooper derrotou o republicano Michael Whatley, apoiado por Trump, e garantiu ao partido uma cadeira no Senado até então ocupada pelos republicanos.


Em New Hampshire, o deputado Chris Pappas venceu o ex-senador republicano John Sununu e manteve com os democratas a cadeira deixada por Jeanne Shaheen, que decidiu se aposentar. Pappas será o primeiro homem abertamente gay a integrar o Senado americano.


O histórico das midterms joga contra os republicanos de Trump: o partido do presidente em exercício perdeu espaço no Congresso em todas as eleições de meio de mandato desde a Segunda Guerra Mundial, com exceção de duas ocasiões. A aprovação de Trump está próxima de seus piores índices, em meio à insatisfação dos eleitores com a guerra contra o Irã, a alta dos combustíveis e o aumento do custo de vida.


As pesquisas realizadas nas últimas semanas não deixaram dúvida de que a eleição gira em torno da popularidade de Trump. Em declarações nesta terça, aparentemente destinadas a conquistar eleitores insatisfeitos com o apoio americano a Israel, o presidente afirmou que pretende interromper o repasse anual de US$ 3,8 bilhões ao país. Não ficou claro, no entanto, como fará isso, visto que a assistência é prevista por lei que só expira em 2028.


A estreita aliança entre os países foi um dos principais temas da disputa em Michigan. O democrata Abdul El-Sayed, 42, que, eleito, será o primeiro senador muçulmano dos EUA, faz duras críticas a Israel. Liderados por Trump, republicanos têm retratado Sayed e outros candidatos democratas como radicais, antiamericanos e comunistas. Os candidatos rejeitam as acusações, que classificam de exageros típicos do presidente.


Trump tentou mobilizar sua base com mais de 20 de comícios desde o início de outubro, a maioria em estados que venceu com facilidade em 2024.


Pesquisas de opinião mostram que a principal preocupação dos eleitores é o custo de vida, tema em que a avaliação do presidente é negativa. As tarifas impostas por Trump sobre produtos importados, muitas posteriormente derrubadas pela Justiça, e a decisão de atacar o Irã, em fevereiro, contribuíram para elevar os preços.


Problemas em máquinas de leitura de cédulas de papel foram registrados em diferentes regiões do país, incluindo condados da Geórgia, Iowa, Mississippi e Nova York. As falhas atrasaram a votação e a apuração.


Falhas isoladas em equipamentos de votação não são incomuns, e especialistas eleitorais afirmam que sistemas de reserva e outras medidas de segurança fazem com que essas ocorrências raramente afetem os resultados.


O Departamento de Justiça do país informou ter mobilizado 1.000 fiscais e observadores eleitorais nos 50 estados, no que classificou como a maior operação de monitoramento de um dia de votação da história do país.


Democratas criticaram a iniciativa, afirmando que ela pode intimidar votantes. Uma análise da agência Reuters identificou que, em cerca de dois terços das jurisdições listadas pelo departamento, os eleitores haviam votado na democrata Kamala Harris contra Trump na eleição presidencial de 2024.


Isabella MenonMayara PaixãoGabriel BarnabéFolha de São Paulo

Mutirão Todos em Ação chega ao Jd. Noroeste no sábado (07); Confira

 

                                              PMCG



O Jardim Noroeste recebe neste sábado (7) a 48ª edição do Mutirão Todos em Ação, com mais de 300 serviços gratuitos oferecidos à população. A programação começa às 8h, na Escola Municipal Rachid Saldanha Derzi, e reúne atendimentos de saúde, assistência social, cidadania, empregabilidade e sustentabilidade.


Promovida pela Prefeitura de Campo Grande, em parceria com o Fundo de Apoio à Comunidade (FAC), instituições de ensino superior e entidades parceiras, a iniciativa concentra diferentes serviços em um único espaço, facilitando o acesso dos moradores a atendimentos públicos e orientações.


Entre as opções disponíveis estão emissão de carteira de identidade (RG), atualização do Cadastro Único (CadÚnico), encaminhamento para vagas de emprego, orientação jurídica e inscrição no cadastro habitacional da Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários (EMHA). A população também poderá buscar atendimentos básicos de saúde, como aferição de pressão arterial e verificação de glicose, além de assistência veterinária, incluindo castração de animais.


A programação conta ainda com ações de incentivo à sustentabilidade coordenadas pelo FAC. Os moradores que levarem materiais recicláveis, como garrafas PET, papéis, caixas de papelão, embalagens, madeira e alumínio, poderão participar da troca por um kit de verduras e um saco de adubo agroecológico. A entrega é realizada após cadastro e retirada de senha.


A proposta estimula o reaproveitamento de resíduos e a economia circular, associando a destinação adequada de materiais ao incentivo à alimentação saudável e ao cultivo de alimentos.


Outra iniciativa é o Varal Solidário, que disponibiliza roupas em boas condições para doação aos participantes. A ação incentiva o reuso de peças e contribui para reduzir o descarte de vestuários, ampliando o alcance das iniciativas de solidariedade e sustentabilidade.


O Mutirão Todos em Ação integra o calendário oficial do município e percorre diferentes regiões de Campo Grande, reunindo secretarias municipais, autarquias e instituições parceiras para aproximar os serviços da população.


Serviço

Mutirão Todos em Ação – Jardim Noroeste


Data: 7 de novembro (sábado)

Horário: a partir das 8h

Local: Escola Municipal Rachid Saldanha Derzi

Endereço: Rua Dois Irmãos, s/nº, Jardim Noroeste

Inter derrota o Coritiba nos acréscimos e joga Grêmio para o Z-4 do Brasileirão

 

                                            Reprodução



O Internacional conquistou uma vitória decisiva na luta contra o rebaixamento ao derrotar o Coritiba por 1 a 0, na noite desta terça-feira (3), no estádio Beira-Rio, em Porto Alegre.


O confronto, válido pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro, foi decidido nos acréscimos do segundo tempo, com gol de pênalti de Alerrandro.


Com o resultado, o Colorado chegou aos 38 pontos e subiu para a 16ª colocação, deixando provisoriamente a zona de rebaixamento.


A vitória empurrou o arquirrival Grêmio, que soma 37 pontos, para o 17º lugar, primeira posição do Z-4. O Corinthians, com 36 pontos, aparece em 18º. As duas equipes ainda entram em campo nesta quarta-feira (4).


A partida começou equilibrada, com dificuldades ofensivas dos dois lados. O Coritiba chegou a balançar as redes aos 36 minutos do primeiro tempo, com Breno Lopes, mas o gol foi anulado por impedimento após análise do VAR.


Na segunda etapa, o Internacional passou a pressionar em busca da vitória. O goleiro Pedro Morisco, do Coritiba, fez intervenções importantes e impediu que os donos da casa abrissem o placar.


Quando o empate parecia definido, o Colorado encontrou a oportunidade decisiva. Já nos acréscimos, o zagueiro Rodrigo Moledo, ex-jogador do Internacional, atingiu Juninho com o pé alto dentro da área. Após consultar o VAR, o árbitro marcou pênalti.


Alerrandro assumiu a cobrança e converteu aos 49 minutos, garantindo os três pontos para o time comandado por Eduardo Baptista. O atacante encerrou um jejum de quase seis meses sem marcar.


A vitória trouxe alívio ao Internacional, que agora depende dos resultados dos concorrentes para permanecer fora da zona de rebaixamento ao término da rodada. O Grêmio, por sua vez, entra em campo pressionado pela necessidade de recuperar a posição perdida para o maior rival.


O Coritiba permaneceu na 11ª colocação, com 42 pontos, ainda sem garantir matematicamente a permanência na Série A.


Após a pausa para a Data Fifa, o Internacional enfrenta o Vasco no dia 19 de novembro, em São Januário, no Rio de Janeiro. Já o Coritiba recebe o Santos no dia 18, no estádio Couto Pereira, em Curitiba.

Brasileirão tem Flamengo tentando abrir vantagem e clássico paulista nesta quarta

 

                                            Adriano Fontes/ Flamengo


O Campeonato Brasileiro realiza quatro partidas válidas pela 34ª rodada da competição nesta quarta-feira (4/11). Os duelos prometem esquentar a briga pelas vagas continentais e a luta contra o rebaixamento.


A programação de jogos traz o líder do campeonato, clássico e confrontos diretos na tabela.


Confira as partidas agendadas para a noite de hoje:


18h30 (MS) - Athletico-PR x Vasco da Gama (Arena da Baixada, em Curitiba)


18h30 (MS) - Flamengo x Grêmio (Maracanã, no Rio de Janeiro)


20h30 (MS) - Botafogo x Atlético-MG (Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro)


20h30 (MS) - São Paulo x Corinthians (Vila Belmiro, em Santos)


A 34ª rodada teve início na segunda e jogos na terça-feira com partidas isoladas que alteraram a classificação do campeonato.


O Red Bull Bragantino venceu o Santos por 2 a 1 em Bragança Paulista (SP) no jogo de abertura na segunda-feira (2/11).


Já na terça-feira (3/11), o Mirassol superou a Chapecoense em Chapecó (SP), por 2 a 1, enquanto o Internacional garantiu vitória sobre o Coritiba no Beira-Rio por 1 a 0.


A rodada será completada na quinta-feira (5/11) com Palmeiras x Remo e Cruzeiro x Bahia, finalizando na sexta-feira (6/11) no duelo entre Vitória e Fluminense no Barradão.

Senado aprova novo Sistema Único de Segurança Pública; Tereza Cristina apoia proposta e defende redução da maioridade penal

 

                                           Carlos Moura



O Senado aprovou nesta terça-feira, 03/11, a PEC 18/2025, conhecida como PEC da Segurança Pública, que amplia a integração entre os órgãos de segurança e fortalece o combate ao crime organizado. A PEC foi aprovada por unanimidade, com 73 votos favoráveis em primeiro turno e 75 em segundo turno, e com isso a emenda será promulgada.


Emendas que tratavam da redução da maioridade penal acabaram sendo desmembradas do texto e passarão a tramitar como proposta autônoma. “Nós vamos tentar votar o mais rapidamente a emenda da redução da maioridade penal”, disse a líder do Progressistas, senadora Tereza Cristina (MS).


O desmembramento foi aprovado com um placar apertado, 38 votos a 36, e gerou críticas de senadores oposicionistas, que defendiam a votação das emendas já nesta terça-feira.


Entre os principais pontos da proposta aprovada está a inclusão do Sistema Único de Segurança Pública (Susp) na Constituição. A PEC também amplia a participação do governo federal no setor e estabelece regras para a criação de polícias municipais. Além disso, traz medidas mais rigorosas contra integrantes de facções criminosas e milícias, proteção às vítimas e mais recursos para a segurança pública.


“Nós concluímos no Senado o trabalho da Câmara pois a falta de segurança pública é o que mais aflige hoje a nossa população, não só nas cidades grandes, mas também nas médias e até nas pequenas”, avaliou Tereza Cristina. “Os brasileiros querem e merecem ter paz e é dever do Congresso tentar acabar com essa epidemia de violência e crime que atinge famílias no país inteiro”, resumiu.


Ela lembrou ainda que a PEC resultou do trabalho da oposição na Câmara, que modificou fortemente a proposta original do governo. A proposta cria novos rescuros para financiar a segurança pública e estabelece que o Sistema Único de Segurança Público (Susp), criado pela Lei 13.675, de 2018, fará parte da Constituição, com quatro diretrizes para a cooperação federativa:


atuação em força-tarefa intergovernamental (entre diferentes esferas de governo) ou interinstitucional (entre diferentes instituições), admitida a participação do Ministério Público;

sistemas que conversam entre si (interoperabilidade);

compartilhamento de informações;

e atuação articulada e cooperativa entre instituições e órgãos federais, distritais, estaduais e municipais na produção e no intercâmbio de provas, informações de interesse da prevenção, investigação ou da instrução criminal, nos termos da lei.

A PEC é considerada um avanço no combate ao crime organizado e na proteção da sociedade. Prevê, por exemplo, que que líderes e integrantes de organizações criminosas de alta periculosidade (facções, milícias e grupos paramilitares) passarão a cumprir pena em presídios de segurança máxima, com regras mais rígidas e menos benefícios, na proporção do cargo que ocupam na hierarquia do crime.


Além do endurecimento das penas, o texto aprovado na Câmara impede a concessão de saída temporária – a chamada saidinha em feriados – para condenados ligados a facções criminosas, milícias ou grupos paramilitares. Pela nova lei, só é permitido sair para estudar ou trabalhar a quem está em regime semiaberto e foi condenado por crimes menos graves.


Outro ponto destacado é a possibilidade de dinheiro, imóveis e outros bens ligados a atividades criminosas serem confiscados. Por fim, a proposta dá especial atenção às vítimas: inclui na Constituição o direito das vítimas de crimes à tutela judicial efetiva, com garantia de proteção, acesso à informação, acesso à Justiça e participação no processo penal, com destaque para as mulheres.


Com informações da Agência Senado

Energia e juros apertam as contas públicas

 

| Foto: Pixabay
                                            

Choque energético e investimentos em IA ampliam a disputa por recursos financeiros

O aumento dos custos de financiamento e a pressão sobre os orçamentos ampliam as dúvidas sobre a sustentabilidade das dívidas públicas. Segundo análise do Rabobank, o choque inflacionário da energia acelerou a cobrança sobre governos que ampliaram gastos durante anos de juros baixos.


Apesar do recuo recente dos rendimentos dos títulos públicos, o banco não considera iminente uma nova crise da dívida. O problema é gradual: empréstimos antigos precisam ser refinanciados a taxas maiores, elevando a despesa com juros e reduzindo a margem para investimentos e políticas públicas.


A França concentra atenções pela combinação de crescimento fraco, déficit primário elevado e dificuldades políticas para ajustar as contas. A Itália, mesmo com dívida proporcionalmente maior, registra superávit primário e maior estabilidade política. Para o banco, a confiança dos investidores depende tanto dos indicadores fiscais quanto da capacidade de implementar mudanças.


A pressão também alcança outras economias. Os Estados Unidos convivem com déficits expressivos, o Japão enfrenta a normalização monetária com dívida próxima de 200% do PIB, e o Brasil lida com juros reais elevados.


Outro foco é a energia. Tensões no Golfo Pérsico ameaçam o fluxo de petróleo, derivados e gás natural liquefeito, podendo elevar a inflação e os juros enquanto comprimem a renda das famílias e as margens das empresas.


Ao mesmo tempo, a expansão da inteligência artificial exige investimentos em centros de dados, chips, redes elétricas e energia. Essa demanda disputa recursos com governos, defesa e infraestrutura, podendo sustentar o custo do capital. O principal risco apontado é uma pressão prolongada sobre os orçamentos, e não uma crise repentina, com juros consumindo recursos destinados a serviços e investimentos.


Por Leonardo Gottems