terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

MS registra 42 casos confirmados de dengue

 

                                             Divulgação



Mato Grosso do Sul já registrou 780 casos prováveis de Dengue, sendo 42 casos confirmados, em 2026. Estes dados foram apresentados no boletim referente à 4ª semana epidemiológica, divulgado pela SES (Secretaria de Estado de Saúde) nesta terça-feira (3). Segundo o documento, nenhum óbito foi confirmado em decorrência da doença ou está em investigação.


Nos últimos 14 dias, Cassilândia, Maracaju, Jardim, Chapadão do Sul e Campo Grande registraram incidência baixa de casos confirmados para a doença.


Vacinação


Ainda conforme o boletim, 223.322 doses do imunizante já foram aplicadas na população alvo. Ao todo, Mato Grosso do Sul já recebeu do Ministério da Saúde 241.030 doses do imunizante contra a dengue. O esquema vacinal é composto por duas doses com intervalo de três meses entre as doses.


A vacinação contra a dengue é recomendada para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias de idade, faixa etária que concentra o maior número de hospitalização por dengue, dentro do quadro de crianças e adolescentes de 6 a 16 anos de idade.


Chikungunya


Em relação à Chikungunya, o Estado já registrou 874 casos prováveis, sendo 185 confirmados no SINAN (Sistema de Informação de Agravos de Notificação). O documento também confirma 2 casos da doença em gestantes.


A SES alerta que as pessoas devem evitar a automedicação. Em caso de sintomas de dengue ou Chikungunya, a recomendação é procurar uma unidade de saúde do município.

Mais de 1,4 mil sugestões de regras para Eleições 2026 foram enviadas ao TSE

 




O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) abriu nesta terça-feira (3) uma série de audiências públicas para ouvir sugestões sobre as regras que devem vigorar durante as Eleições de 2026, após ter recebido 1.423 propostas de alterações nas resoluções eleitorais para este ano. 


No mês passado, a Justiça Eleitoral publicou 12 minutas de resolução e abriu um prazo, que se encerrou em 30 de janeiro, para o envio de sugestões por qualquer cidadão ou instituição interessados.


Algumas dessas propostas foram selecionadas para serem apresentadas ao vivo, em audiências públicas realizadas nos dias 3 e 4 de fevereiro. 


A transmissão das audiências pode ser acompanhada ao vivo pelo canal do TSE no YouTube.


A realização da consulta à sociedade civil pela Justiça Eleitoral é realizada a cada ciclo eleitoral, sendo um procedimento obrigatório conforme a legislação vigente. Pela Lei das Eleições, o plenário do TSE tem até 5 de março do ano eleitoral para debater e aprovar todas as normas. 


Durante a abertura das audiências, o ministro Nunes Marques, vice-presidente do TSE e por isso relator das resoluções eleitorais deste ano, destacou o número considerado alto de contribuições registradas neste ano.


“Esse expressivo volume de contribuições evidencia o interesse, o engajamento e a relevância do debate em torno das normas eleitorais.” 


Em seu discurso, a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, destacou o compromisso com a ética durante o período eleitoral.


Ela enfatizou a visão de que a desconfiança nas instituições é fonte de instabilidade social e insegurança jurídica: “Devemos ser rigorosos e intransigentes com qualquer desvio ético.” 


Na noite de segunda-feira (2), ao abrir o ano judiciário em cerimônia no TSE, a ministra propôs uma série de regras para disciplinar a atuação de magistrados durante o período eleitoral. 


Mudanças para 2026

Ao publicar as minutas de resolução, o relator Nunes Marques fez ele próprio diversas sugestões para alterar as normas eleitorais.


As mudanças tratam de calendário eleitoral, manifestações na pré-campanha, pesquisas eleitorais, critérios para distribuição de recursos eleitorais e responsabilidade pela remoção de conteúdos digitais com ataques ao processo eleitoral, entre outros temas.  


Entre as principais sugestões está o aumento da responsabilidade das plataformas de redes sociais por conteúdos que promovam ataques ao processo eleitoral. 


O ministro propôs que as empresas provedoras sejam obrigadas a retirar do ar as publicações mesmo sem autorização judicial. 


Pela regra vigente, que valeu para as últimas eleições municipais, os provedores de serviços de redes sociais somente poderiam ser responsabilizados caso descumprissem alguma decisão judicial. Nunes Marques propôs aumentar o rigor contra esse tipo de conteúdo. 


O ministro, contudo, deixou inalteradas as regras sobre a utilização de inteligência artificial durante a campanha. Em 2024, o TSE aprovou normas para o uso de IA na propaganda eleitoral, incluindo a proibição do chamado deep fake – conteúdo fabricado em formato de áudio, vídeo ou combinação de ambos e que tenha sido gerado ou manipulado digitalmente para criar, substituir ou alterar imagem ou voz de pessoa viva, falecida ou fictícia. 


Pré-campanha

O ministro também incluiu novas exceções para o comportamento de candidatos na pré-campanha. Ele propôs, por exemplo, liberar as lives em perfis nas redes sociais de pré-candidatos, desde que essas transmissões ao vivo não tenham pedidos de votos ou menções às pré-candidaturas. 


Ele também propôs regras mais claras para isentar pessoas por críticas feitas à administração pública atual, mesmo se feita com a contratação de impulsionamento na internet, “desde que ausentes elementos relacionados à disputa eleitoral”, escreveu o ministro.  


A proposta assinada por Nunes Marques libera as manifestações espontâneas “em ambientes universitários, escolares, comunitários ou de movimentos sociais, respondendo os responsáveis por eventuais abusos nos termos da lei”.


A exceção seria válida somente se a presença do pré-candidato no local ou o evento não tiverem sido financiados, direta ou indiretamente, por pré-candidatas, pré-candidatos, partidos ou federações.


Em relação ao financiamento de campanha, Nunes Marques sugeriu, por exemplo, que os partidos possam alterar os critérios de distribuição dos recursos até 30 de agosto, desde que a mudança seja justificada. Tais critérios devem ser aprovados pela maioria do diretório nacional das siglas. (Com ABr)

TRÊS LAGOAS Irmãos acusados de latrocínio contra idoso em SP são presos em rodoviária após fuga para MS

 

                                               Divulgação



Dois irmãos, de 20 e 22 anos, foram presos no final da tarde de segunda-feira (2) na rodoviária de Três Lagoas. Eles são os principais suspeitos de um latrocínio (roubo seguido de morte) marcado pela extrema violência, ocorrido na última sexta-feira (30), na cidade de Arealva, interior de São Paulo.


O corpo da vítima, um homem de 62 anos, foi encontrado no domingo na garagem de sua casa. O idoso estava com as mãos e pés amarrados e apresentava sinais de espancamento severo na cabeça, asfixia e fratura no pescoço. Após o assassinato, os autores fugiram levando dois veículos e diversos bens da residência.


A Polícia Civil de São Paulo (DEIC de Bauru e delegacia de Arealva) identificou os suspeitos e descobriu que a dupla havia fugido em direção ao Mato Grosso do Sul. Com o apoio dos setores de inteligência, mandados de prisão temporária foram expedidos rapidamente.


A integração entre as polícias dos dois estados foi fundamental para o desfecho do caso, em Brasilândia policiais Militares localizaram um dos veículos roubados, enquanto a Polícia Civil recuperou outros pertences da vítima na cidade. Agentes da Seção de Investigação Geral (SIG) e do Núcleo Regional de Inteligência (NRI) de Três Lagoas monitoraram os pontos de saída da cidade, prevendo uma tentativa de retorno a São Paulo ou fuga para outra região.


Os irmãos foram interceptados e detidos enquanto estavam na rodoviária de Três Lagoas. Após a prisão, eles passaram por exames de corpo de delito e foram encaminhados às celas da Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac).


Os suspeitos agora aguardam a transferência para o sistema prisional de Bauru (SP), onde responderão pelo crime perante a Justiça paulista.

“Bailar no Escuro” transforma o Casarão Thomé em experiência sensorial entre dança, literatura e tecnologia

 





Na Capital, a instalação-performática "Bailar no Escuro" ocupa o Casarão Thomé em cinco sessões, na sexta-feira (6) às 19h, e no sábado (7) e domingo (8) às 19h e às 20h30. A entrada é gratuita e a classificação é de 14 anos.


De sexta (6) a domingo (8), o Casarão Thomé, um dos espaços históricos mais emblemáticos de Campo Grande, recebe cinco sessões gratuitas da instalação-performática “Bailar no Escuro”, projeto do duo de artistas Halisson Nunes e Verônica Lindquist. A obra propõe uma experiência sensorial que cruza dança contemporânea, literatura, artes visuais e tecnologia, convidando o público a um estado de presença radical, onde cada olhar constrói seu próprio recorte da narrativa.


Ao todo, serão cinco sessões - na sexta-feira, às 19h; no sábado e no domingo, às 19h e 20h30. Localizado na Rua 14 de Julho, 3169, no bairro São Francisco, com entrada gratuita. Os ingressos são limitados e a retirada será feita uma hora antes, no local. A obra tem classificação de 14 anos e acessibilidade em Libras.


“Bailar no Escuro” se configura como uma instalação-performática. Ao chegar, o público é convidado a ocupar um único lugar — cadeiras e sofás do próprio casarão — e, a partir desse ponto fixo, acompanhar a ação cênica. “Não há deslocamento do espectador pelo espaço: cada pessoa assiste à obra a partir do seu campo de visão, criando uma experiência singular, determinada pelo lugar que ocupa”, informa Halisson.


A obra faz uso de recursos tecnológicos que interferem silenciosamente na percepção. Entre monitores e vídeo mapping, imagens atravessam os espaços, surgem, desaparecem e reaparecem em outros pontos, deslocando certezas. O que se vê nunca é inteiro, o que se escuta nunca está só — a experiência se constrói no intervalo entre o visível e o oculto.


O projeto nasceu da prosa poética homônima “Bailar no Escuro”, escrito pela própria Verônica Lindquist no período da pandemia. “'Bailar no Escuro' é a junção de experimentações no encontro de linguagens entre artes visuais, literatura e expressão corporal. Quando entramos nesse campo, surgem inquietações sobre as relações humanas no mundo contemporâneo, que depois se expandem para pensar as relações interespécies, uma comunicação mais subterrânea, imagética”, detalha a artista.


A ação performática se concentra, simbolicamente, no ‘quarto de despejo’ do casarão — aquele cômodo comum em casas antigas onde se acumulam objetos, memórias e fragmentos de histórias. Esse espaço torna-se metáfora de acúmulo e lembrança atravessado pelo corpo do performer e pelas imagens criadas ao longo da instalação.


Espaço vivo - A definição como instalação-performática surge da própria natureza do processo criativo. Ao longo da pesquisa, os artistas optaram por não fixar uma coreografia tradicional, mas por construir a ação em tempo real, a partir de dispositivos de ativação, relações espaciais, sons, objetos e presenças.


“Entendemos que o trabalho precisava ser vivo. A expressão corporal não é coreografada, mas construída no agora, como nas performances. Cada sessão é diferente da anterior, porque depende do espaço, das relações e da presença de quem está ali”, afirma Halisson.


A sessão tem duração de 40 minutos e ocupa três cômodos, onde esculturas e elementos cenográficos dialogam com a arquitetura, as paredes e a história do lugar, criando uma atmosfera imersiva e fragmentada — como as próprias memórias que o espaço abriga.


Casarão Thomé - Erguido em 1947, a casa é um patrimônio histórico de Campo Grande que guarda parte significativa da história urbana e cultural de Mato Grosso do Sul. Construído pela família Thomé, responsável por obras emblemáticas da cidade — como o Relógio da Rua 14 de Julho, os Correios, o Americano Hotel, o Cinema Rialto e a primeira ponte de concreto do Estado —, o espaço hoje está sob a gestão da artista Miska Thomé, neta de Manoel Thomé.


Com 80 anos de história, o casarão abriga um acervo de fotografias, documentos, jornais, utensílios de trabalho e objetos pessoais da família, mantendo viva a memória de uma época e se consolidando como espaço cultural ativo, aberto ao encontro entre arte, história e público. “Tenho encontrado minha pesquisa artística nos patrimônios históricos. Quando conheci o Casarão Thomé, senti que ele poderia ser um espaço de ocupação cênica”, destaca Halisson.


Literatura como camada, dança como escuta - Para Verônica Lindquist, o diálogo entre dança, literatura e artes visuais acontece por meio de sobreposições, sem hierarquia entre as linguagens.


“Penso a obra como camadas. Quando o texto aparece, ele não domina a cena, mas dialoga com a instalação e com a performance, criando uma composição cheia de transparências”, explica a artista.


O poema “Bailar no Escuro” aborda, como tema central, a busca por comunicação e pelo outro. “É um tatear no escuro que cria ritmo, diálogo, expansão e retração. Uma dança. Desse escuro emergem memórias, ancestralidades e também reflexões sobre o virtual, que transcendem a ideia de presença física”, afirma.


Ao refletir sobre as relações humanas na era digital, a obra desloca o olhar do humano para outras formas de comunicação presentes na natureza. “O trabalho questiona essa separação entre real e virtual. Observamos as plantas, as redes subterrâneas, os rizomas, as teias. Essas imagens nos ajudam a perceber que nossa ideia de rede digital nasce da própria natureza, de como nos comunicamos com ela e com nós mesmos”, conclui.


O projeto conta com financiamento da PNAB – Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do MinC – Ministério da Cultura, Governo do Federal, via edital da Fundac – Fundação Municipal de Cultura de Campo Grande que é vinculada à Prefeitura de Campo Grande. Acompanhe o trabalho pelo Instagram @bailarnoescuro.


 Serviço:


Bailar no Escuro


Sessões: sexta-feira (06) – às 19h

Sábado (07) e Domingo (08) – às 19h e às 20h30

Local: Casarão Thomé


Endereço: Rua 14 de Julho, 3169 – São Francisco – Campo Grande (MS)


Classificação indicativa: 14 anos


Entrada gratuita


Ex-ministro do Peru morre em hospital penitenciário no Rio de Janeiro

 

                                             Ex-ministro das Relações Exteriores do Peru, Manuel Augusto Blacker Miller (Foto: Reprodução)



O ex-ministro das Relações Exteriores do Peru, Augusto Blacker Miller, morreu em um hospital penitenciário do Rio de Janeiro. A morte de Miller, que aconteceu no final do mês passado, foi confirmada à agência de notícias Reuters pela Secretaria de Administração Penitenciária, nesta segunda-feira (2).


Em dezembro do último ano, a Polícia Federal prendeu o ex-ministro, na zona Sul do Rio de Janeiro. O homem, de 80 anos, estava foragido da Justiça albanesa por fraude e era procurado há sete anos.


Segundo a secretaria, Miller morreu em 23 de janeiro no Hospital Penal Hamilton Agostinho, no Complexo Penitenciário de Gericinó, após sofrer uma parada cardiorrespiratória.


Prisão do ex-ministro


Blacker Miller teve seu nome incluído na lista da Difusão Vermelha da Interpol após, segundo as autoridades albanesas, praticar fraudes, crime cuja pena é equivalente a oito anos de prisão.


Segundo a PF, a ação que prendeu Blacker Miller teve o apoio de agentes do Núcleo de Cooperação Internacional da PF no Rio de Janeiro, com auxílio de policiais federais do Setor de Capturas Internacionais da Diretoria de Cooperação Internacional de Brasília.


O preso foi encaminhado ao sistema prisional do estado, onde permaneceu antes da extradição definitiva para a Albânia. (Da Reuters)

Membro de facção rival do PCC na fronteira do Paraguai é preso pela PF

 

                                           Hélio Ricardo Cardoso Filho, conhecido como GG, foi preso em Ponta Porã. (Foto: Divulgação)




Um integrante da facção PGC (Primeiro Grupo Catarinense) foi preso pela PF (Polícia Federal) na fronteira com o Paraguai, suspeito de envolvimento em dois homicídios qualificados.


Hélio Ricardo Cardoso Filho, conhecido como GG, de 32 anos, foi preso em sua casa em Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul, na noite desse sábado (31). Ele possuía dois mandados de prisão em aberto.


A cidade sul-matogrossense é considerada gêmea a Pedro Juan Caballero, a qual divide fronteira em um território onde impera a lei do silêncio e o medo da violência imposta por criminosos que disputam o controle do tráfico com armas pesadas. 


Em sua residência, a PF encontrou dois fuzis, duas pistolas, centenas de munições e dispositivos de segurança como portas blindadas, o que tornava a casa uma fortaleza de segurança. 


Além dos homicídios qualificados, ele é suspeito por dois homicídios qualificados tentados, porte de arma de fogo e outros crimes. Por causa do armamento encontrado nesse sábado, GG também foi preso por porte de arma de fogo de calibre restrito.


Após a prisão, ele foi apresentado na Delegacia de Polícia Federal de Ponta Porã, para lavratura do auto de prisão em flagrante e encaminhamento ao Sistema Prisional do Estado do Mato Grosso do Sul. A ação foi liderada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Santa Catarina, composta pela Polícia Civil, Polícia Federal, Polícia Militar do Estado de Santa Catarina, Polícia Penal do Estado de Santa Catarina e Secretaria Nacional de Políticas Penais.


O que é o PGC e semelhanças com PCC


Segundo um estudo realizado pela UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), o Primeiro Grupo Catarinense teria se originado no sistema prisional do estado e segue modelos semelhantes aos do PCC. A facção teria nascido devido ao contexto de superlotação e condições precárias dos presídios.


Assim como a facção paulista, a estrutura do PGC apresenta uma hierarquia complexa e adaptável, que incluiria divisões, funções e até mesmo um estatuto interno. As ramificações seriam chamadas de Primeiro Ministério, Segundo Ministério, Disciplinas e Sintonias.Outra característica semelhante ao PCC é a presença do batismo na organização criminosa.


Em relação às alianças, o PGC teria firmado acordos com o CV e FDN. Os laços com o CV teriam começado entre os anos de 2008 e 2011.


Como forma de se identificar, além da sigla, o PGC usa numerações tal qual o PCC. No caso da facção catarinense, o número "1573" seria uma maneira de expressar o nome do grupo. A facção paulista faz o mesmo, porém com o número "1533". Os numerais indicam a posição das letras no alfabeto.


Aspectos como o "dízimo" à facção e termos como "irmãos" também fazem parte do PGC. (Com CNN)

Caminhoneiro morre ao colidir com veículo abandonado na pista

 

                                            Acidente entre carretas deixa caminhoneiro morto na MS-395. (Foto: Reprodução)




Um caminhoneiro perdeu a vida de forma trágica na madrugada de segunda-feira (3) ao colidir com um caminhão que estava parado há mais de 24 horas na rodovia MS-395, em Brasilândia, sem qualquer tipo de sinalização.


O acidente, segundo reportagem do G1, ocorreu no km 109, no trecho entre Bataguassu e Brasilândia, e expôs uma situação de risco extremo para quem trafega pela região.


De acordo com informações apuradas no local, o primeiro caminhão sofreu pane mecânica e pegou fogo em data anterior, ficando imobilizado parcialmente sobre a pista.


Mesmo após o incêndio, o veículo permaneceu no trecho por mais de um dia, transformando a rodovia em uma verdadeira armadilha para motoristas que passavam pelo local durante a noite.


Por volta da 1h da madrugada, um segundo caminhão seguia pela rodovia quando o motorista não conseguiu visualizar o obstáculo a tempo e acabou colidindo violentamente na traseira do veículo parado. O impacto foi tão forte que o caminhoneiro ficou gravemente ferido.


Equipes de socorro foram acionadas imediatamente. A vítima chegou a ser levada ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos e morreu pouco depois de dar entrada na unidade de saúde.


Somente após a colisão fatal, equipes do Batalhão de Polícia Militar Rodoviária (BPMRv) passaram a sinalizar o trecho, controlar o tráfego e organizar a remoção dos veículos. A rodovia foi liberada após a conclusão dos trabalhos.


O caso agora será investigado para apurar responsabilidades e entender por que o caminhão incendiado permaneceu tanto tempo na pista sem qualquer alerta aos condutores.