quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Senado amplia esforço contra barreiras da União Europeia à carne brasileira

 

                                              Foto: Edison Rodrigues



Tereza Cristina tem acompanhado a questão junto ao setor produtivo e trabalhado na busca de soluções.  

A Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado decidiu ampliar a articulação entre o governo e o setor produtivo para enfrentar as novas exigências da União Europeia (UE) para a importação de carne brasileira. Entre as medidas , discutidas nesta terça-feira, 04/08, estão um encontro com o novo embaixador da UE no Brasil e a manutenção de uma agenda permanente de audiências com produtores e empresas.


Vice-presidente da CRE e ex-ministra da Agricultura, a senadora Tereza Cristina (PP-MS), tem acompanhado a questão junto ao setor produtivo e trabalhado na busca de soluções.  “Nós assinamos o acordo Mercosul e União Europeia, que é um acordo que levou 26 anos para ser assinado, e hoje nós já tivemos alguns reveses com ele”, disse. “O bloqueio da UE à carne brasileira é um deles. Temos de superar esses obstáculos e mostrar que o nosso sistema de fiscalização sanitária é bom e funciona”, acrescentou.


As decisões foram tomadas em reunião do Grupo de Trabalho da CRE sobre o Acordo Mercosul-União Europeia. O grupo reúne representantes dos ministérios das Relações Exteriores (MRE) e da Agricultura e Pecuária (Mapa), da Missão do Brasil junto à União Europeia, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e do Consórcio Brasil Central, além de empresários e especialistas em rastreabilidade, inovação e tecnologia para a pecuária.


Segundo o presidente da CRE, senador Nelsinho Trad (PSD-MS), o objetivo é ouvir os setores que podem ser afetados pelas novas regras europeias e buscar soluções em conjunto com o governo e a iniciativa privada.


” O grupo foi criado justamente para ouvir os setores que possam se sentir prejudicados pela implantação do acordo e construir, junto com o governo e a iniciativa privada, estratégias para enfrentar esses desafios”, afirmou.


A reunião ocorreu cerca de um mês antes da entrada em vigor de novas regras da UE sobre o uso de antimicrobianos na produção animal. O bloco exige que o Brasil consiga comprovar que a carne exportada não foi produzida a partir de animais submetidos ao uso de antimicrobianos proibidos pelas autoridades europeias.


Para atender à exigência, será necessário identificar e acompanhar os animais e os produtos ao longo da cadeia produtiva. Apenas a carne que cumprir as regras poderá receber a certificação para exportação.


Rastreabilidade

A representante da CNA na reunião desta terça, Fernanda Maciel Carneiro, defendeu que as exigências sejam baseadas em critérios científicos. Para ela, o Brasil já atende a normas rigorosas de diferentes mercados e precisa entender quais pontos ainda dificultam o reconhecimento do sistema sanitário brasileiro pelos europeus.


” A ciência é o que deve preponderar nessas decisões. O Brasil atende às exigências dos mercados mais complexos do mundo. Precisamos compreender quais requisitos ainda impedem o reconhecimento do nosso sistema sanitário”, disse.


O chefe da Missão do Brasil junto à União Europeia, embaixador Pedro Miguel da Costa e Silva, afirmou que o país precisa se preparar para outras mudanças que vierem a ser feitas pelo mercado europeu.


“Essas tendências não vão embora. Precisamos nos antecipar às medidas, fazer um planejamento de longo prazo e ter uma visão realista do mercado europeu”, afirmou.


O embaixador sugeriu ainda que o grupo de trabalho se reúna com o novo representante da União Europeia no Brasil. Segundo ele, o país terá de comprovar, por meio de auditorias, que consegue separar os produtos destinados ao mercado europeu e garantir que eles atendam às exigências do bloco.


Representantes do setor privado afirmaram que o Brasil já dispõe da tecnologia necessária para fazer esse controle. Advogado da empresa MUU Agrotech, Kalbio dos Santos defendeu a atualização do Sistema Brasileiro de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (Sisbov), e o fundador da empresa, Eduardo Pipole, disse que já existem soluções tecnológicas para rastrear a produção.


Comércio internacional

O secretário de Assuntos Econômicos e Financeiros do Itamaraty, embaixador Philip Fox-Drummond Gough, afirmou que a multiplicação de acordos comerciais e o uso de regras regulatórias como instrumentos de política comercial aumentam os desafios para países exportadores. De acordo com Fox, o Ministério da Agricultura já enviou às autoridades europeias um conjunto de documentos técnicos sobre as medidas adotadas pelo Brasil.


Para Nelsinho Trad, a atuação do Congresso pode ajudar a aproximar os governos e o setor produtivo. “A diplomacia parlamentar existe justamente para abrir esses canais de diálogo e ajudar a construir soluções antes que os problemas cheguem aos produtores”, enfatizou.


Com informações da Agência Senado

Campo Grande tem a 4ª menor taxa de desemprego

 

                                               Divulgação




Campo Grande segue consolidando sua posição entre as capitais brasileiras com melhor desempenho no mercado de trabalho. Dados do Boletim Econômico de julho mostram que o município encerrou o primeiro semestre de 2026 com saldo positivo de 3.541 empregos formais, elevando para 236.695 o número de trabalhadores com carteira assinada.


Outro destaque do levantamento é a taxa de desocupação de 4,1%, a quarta menor entre todas as capitais do país, atrás apenas de Palmas, Vitória e Curitiba.


Atualmente, cerca de 498 mil pessoas compõem a população ocupada da Capital, resultado que demonstra a força da economia local e o ambiente favorável à geração de empregos.


Para a prefeita Adriane Lopes, os indicadores refletem o compromisso da gestão municipal em criar um ambiente propício ao desenvolvimento econômico e à geração de oportunidades.


“Estar entre as quatro capitais com menor desemprego do Brasil demonstra que Campo Grande está no caminho certo. Temos trabalhado para reduzir a burocracia, estimular novos investimentos e criar um ambiente favorável para quem deseja empreender e gerar empregos. O resultado é mais oportunidade, renda e qualidade de vida para a população”, afirmou a prefeita.


Entre os setores que mais contribuíram para a geração de vagas no primeiro semestre, o segmento de serviços liderou com saldo de 2.088 postos de trabalho, seguido pela construção civil, que registrou 1.467 novos empregos formais. Apenas no mês de junho, Campo Grande apresentou saldo positivo de 303 vagas.


Outro dado relevante do boletim é a inserção dos jovens no mercado de trabalho. Das vagas criadas entre janeiro e junho, 1.892 foram ocupadas por pessoas entre 18 e 24 anos.


Segundo o secretário municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável, Ademar Silva Junior, os números demonstram que as políticas públicas voltadas ao desenvolvimento econômico têm ampliado as oportunidades para a população.


“Os resultados mostram uma economia cada vez mais dinâmica e preparada para gerar oportunidades. A forte participação dos jovens nas contratações demonstra que o mercado está absorvendo novos profissionais e oferecendo perspectivas para quem busca o primeiro emprego. Esse é um indicador importante para o desenvolvimento social e econômico de Campo Grande”, destacou o secretário.


Os dados completos estão disponíveis na edição de julho do Boletim Econômico e podem ser consultados no site da Semades. Clicando aqui

Funsat oferece 916 vagas nesta quinta-feira (06)

 

                                            Divulgação



A Funsat (Fundação Social do Trabalho) disponibiliza 916 vagas de emprego nesta quinta-feira (6), ofertadas por 116 empresas de Campo Grande. As oportunidades contemplam 116 profissões e os encaminhamentos são realizados para trabalhadores com cadastro atualizado no Sine (Sistema Nacional de Emprego). 


A maior parte das vagas é destinada ao recrutamento de perfil aberto, modalidade que não exige experiência anterior e permite ao trabalhador ingressar na função com treinamento oferecido pela empresa contratante. 


Entre os destaques estão vagas para atendente de lanchonete (50), operador de caixa (86), atendente de padaria (3), barbeiro (3) e auxiliar de manutenção elétrica e hidráulica (2). 


Também há oportunidades para candidatos com experiência em funções como ajudante de eletricista, ajudante de estruturas metálicas, atendente de farmácia, chefe de serviço de limpeza, florista, lavador de veículos, entre outras. 


Para pessoas com deficiência (PCD), o painel reúne nove vagas exclusivas, sendo cinco para auxiliar administrativo, duas para auxiliar de limpeza, uma para empacotador à mão e uma para ajudante de carga e descarga de mercadorias. 


A Funsat atende das 7h às 13h em duas unidades: na Rua 14 de Julho, nº 992, Vila Glória, e no Polo Moreninhas, localizado na Rua Anacá, nº 699. 

Homem é executado a tiros em bar no centro de Mundo Novo

 

                                           Viatura da polícia no local do crime (Foto: Reprodução)




Um homem identificado como Willian Souza foi assassinado a tiros na noite de quarta-feira (5), em um bar localizado na Avenida Brasil, na região central de Mundo Novo, município na fronteira com o Paraguai.


O atirador fugiu logo após o crime e está sendo procurado pela polícia.


De acordo com as primeiras informações, o suspeito chegou ao local em uma motocicleta, desceu e efetuou diversos disparos contra a vítima.


Segundo informações repassadas ao Dourados News, Willian não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local.


A Polícia Militar realizou diligências para tentar localizar o autor.


Imagens de câmeras de segurança da região deverão auxiliar nas investigações. A Polícia Civil esteve no local, realizou os procedimentos de praxe e registrou o caso na delegacia do município.

Brenner brilha, e Vasco volta a eliminar Fluminense da Copa do Brasil

 



                                          Brenner brilha, e Vasco volta a eliminar Fluminense. (Foto: Reprodução)


Assim como no ano passado, o Vasco eliminou o rival Fluminense da Copa do Brasil, nesta quarta-feira (5), ao vencer o clássico no Maracanã por 3 a 1, e avançou para as quartas de final pela terceira edição consecutiva.


Os dois primeiros gols vascaínos foram marcados pelo atacante Brenner, ex-jogador do Fluminense, um em cada tempo. O Tricolor das Laranjeiras ainda descontou com Martinelli, mas não conseguiu buscar o empate. E, no último lance, Puma Rodríguez matou o jogo, marcando o terceiro do Gigante da Colina.


Como o jogo de ida, também no Maracanã, havia acabado em um empate sem gols, o Vasco avançou pela vitória por 2 a 1 no placar agregado. O estádio recebeu 48.794 torcedores.


A definição do adversário do Gigante da Colina nas quartas de final sairá na próxima terça-feira (11), quando um sorteio define os confrontos e o chaveamento até a final da Copa do Brasil, que será em jogo único.


Como foi o jogo


O Vasco entrou em uma rotação maior do que a do Fluminense desde o começo do clássico no Maracanã. Com a marcação alta, pressionando o rival, o time comandado por Pedro Emanuel fazia sua melhor atuação desde o retorno da pausa para a Copa do Mundo.


Logo aos dois minutos, a pressão virou chance clara. Andrés Gómez desarmou Arana na linha de fundo, cruzou, Fábio não conseguiu afastar e, após confusão, Thiago Mendes tentou finalizar para o gol vazio, mas mandou por cima.


Depois, o Vasco fez uma blitz a partir dos 17 minutos. Primeiro com Gómez, que superou Igor Rabello e finalizou, mas Fábio foi bem. Depois, foi a vez de a bola sobrar para Nuno Moreira bater no canto para nova intervenção do goleiro tricolor.


Ainda em cima, o Gigante da Colina abriu o placar aos 33 minutos. Brenner, que não marcava desde abril, recebeu de Thiago Mendes, ajeitou para o pé esquerdo e soltou a bomba de fora da área. A bola desviou em Ignácio e encobriu Fábio, que não reagiu.


A melhor chance de resposta tricolor veio perto dos acréscimos, aos 44 minutos. John Kennedy recebeu na entrada da área e escorregou ao finalizar, mas Léo Jardim precisou se esforçar para fazer a defesa.


Fluminense volta melhor, mas Vasco castiga no contra-ataque


Luis Zubeldía tentou dar mais gás ao Fluminense na volta do intervalo trocando Savarino, apagado na etapa inicial, por Nonato. Com isso, Lucho Acosta e Martinelli tiveram mais liberdade para chegar na frente.


Logo aos dois minutos, Canobbio quase empatou. O uruguaio recebeu na ponta direita, fintou Robert Renan para dentro e bateu de esquerda. A bola foi no pé da trave esquerda de Léo Jardim, que não conseguiria a defesa.


O Vasco parecia acuado, mas estava pronto para o contra-ataque. Aos 6 minutos, Jair roubou a bola na defesa, e Tchê Tchê achou lançamento para Gómez na velocidade. O colombiano cruzou para Brenner, que superou Ignácio e bateu de primeira, marcando seu segundo gol.


Zubeldía aciona artilharia, e Fluminense volta para o jogo


Tão logo sofreu o segundo gol, o técnico tricolor arriscou com as entradas dos experientes Hulk, Cano e Ganso, trocando praticamente todo o setor ofensivo. Uma das mudanças foi forçada: John Kennedy sentiu o joelho após entrada de Paulo Henrique e saiu chorando muito.


O Vasco não reagiu bem às mudanças do adversário, e o Fluminense foi ficando cada vez mais próximo do gol de Léo Jardim. Aos 13 minutos, o goleiro saiu mal, e Arana ficou com o gol vazio, mas isolou.


Dois minutos depois, foi Ganso quem arriscou da entrada da área e obrigou Léo Jardim a fazer uma grande defesa. O gol tricolor parecia maduro, e veio aos 31 minutos, com Martinelli iniciando e finalizando a jogada.


O volante passou para Hulk, que fez boa jogada dentro da área, cruzou e Martinelli voou para tocar de pé direito, sem qualquer chance de defesa de Léo Jardim.


Puma Rodríguez decide no último lance


O volume ofensivo do Fluminense, como era de se esperar, passou a ser muito superior. O Tricolor rondava a área de Léo Jardim, mas a defesa do Vasco passou a se adaptar bem, após as trocas do português Pedro Emanuel, especialmente dos jovens Barros e Ramon Rique.


Nos longos acréscimos de nove minutos, o Vasco foi "cascudo". Segurou a bola no ataque e se defendeu bem quando o Fluminense tentava novas investidas.


David chegou a balançar as redes, mas estava impedido. Só que o Vasco insistiu e, no último lance, aos 54 minutos, Adson tabelou com Thiago Mendes, recebeu na área e serviu para Puma Rodríguez apenas empurrar para o gol e matar o clássico.


Diferentemente de 2025, quando o Vasco precisou dos pênaltis para eliminar o Fluminense da semifinal da Copa do Brasil, a classificação, agora, veio no tempo normal. E com justiça. (CNN)

Mercado de soja tem baixa liquidez no interior

 

                                            Foto: Canva



Em Mato Grosso do Sul, houve recuos pontuais

O mercado disponível de soja teve comportamento misto nesta quarta-feira, 5 de agosto de 2026, com estabilidade em várias praças, altas pontuais e baixa liquidez no interior. Segundo a TF Agroeconômica, produtores seguem cautelosos, retendo o grão e aguardando sinais mais favoráveis do dólar, das bolsas internacionais e dos prêmios de exportação.



No Rio Grande do Sul, os preços ficaram entre R$ 134,00 e R$ 136,00 por saca nas principais regiões, enquanto o porto de Rio Grande manteve R$ 148,00. O farelo avançou para R$ 1.800 por tonelada, mas o mercado físico continuou com poucos negócios. Em Santa Catarina, as cotações permaneceram estáveis, com R$ 143,50 no porto de São Francisco do Sul e valores entre R$ 123,00 e R$ 143,00 no interior.


No Paraná, a diferença entre o porto e as praças internas continuou no centro das discussões. Paranaguá chegou a R$ 147,00, alta de 1,38%, enquanto Cascavel marcou R$ 134,00, Maringá R$ 136,00 e Ponta Grossa R$ 135,00. O custo do frete e as margens das tradings ajudam a explicar a distância entre as referências.



Em Mato Grosso do Sul, houve recuos pontuais, com Dourados a R$ 130,00, Maracaju a R$ 129,00 e Campo Grande a R$ 126,50. A preocupação com os custos da próxima safra reforçou a postura de retenção. Em Mato Grosso, os preços mostraram estabilidade ou ganhos localizados, variando de R$ 123,30 em Sorriso a R$ 131,40 em Rondonópolis. Apesar da reação em algumas regiões, as indústrias seguem pressionadas pela dificuldade de repassar o custo elevado da matéria-prima aos derivados. As informações foram divulgadas no início do dia de hoje


Biodiesel perde força e mercado teme nova virada

 

                                              Foto: Divulgação


No acumulado até junho, o volume produzido chegou a 4,96 bilhões de litros

A produção brasileira de biodiesel perdeu força em junho, após avançar nos primeiros meses do ano, e passou a indicar uma possível mudança de tendência para o restante de 2026. A avaliação é de Marcos Rubin, estrategista de dados para o agronegócio, a partir de informações da ANP.



No acumulado até junho, o volume produzido chegou a 4,96 bilhões de litros, alta de 9% sobre os 4,55 bilhões registrados no mesmo período de 2025. Apesar do resultado positivo no semestre, a queda mais intensa no último mês acendeu um sinal de cautela. Em 2025, a produção anual alcançou 9,84 bilhões de litros, avanço de 8,3% ante 2024, quando o total havia sido de 9,09 bilhões.


Segundo a análise, dois fatores devem limitar o ritmo da atividade nos próximos meses. O primeiro é a ausência do B16, mistura que elevaria a demanda e que ainda não foi implementada. O segundo é o enfraquecimento do mercado de diesel, ao qual o consumo de biodiesel está diretamente ligado. Sem o novo mandato e com a retração do combustível fóssil, a tendência apontada é de desaceleração da produção.



A composição das matérias-primas também mostra uma mudança relevante. O óleo de soja continuou como principal insumo, com 3,71 bilhões de litros no semestre, crescimento de 6,9%. No entanto, os maiores avanços vieram de outros óleos, que subiram 15% e chegaram a 920 milhões de litros, e da gordura animal, com alta de 17,1%, para 410 milhões. O movimento indica que a expansão não foi puxada apenas pela soja.


“Entre as matérias-primas, o óleo de soja não foi o que mais cresceu. Quem puxou a produção foram outros óleos e a gordura animal. Na Veeries, a leitura é de um momento desafiador — não só para a indústria de biodiesel, mas também para as esmagadoras de soja”, conclui ele, que é CEO da consultoria.