sexta-feira, 17 de abril de 2026

Brasileira com doença rara e progressiva viaja à Suíça para suicídio assistido

 

                                           A brasileira Célia Maria Cassiano durante a gravação do vídeo de despedida - 15.abr.26 - Célia Maria Cassiano no Instagram

  • Célia Maria Cassiano quis lutar pelo direito à morte digna para não ficar dependente e presa a aparelhos

  • Prática é proibída no Brasil, mas aceita em outros países da América Latina, como Colômbia, Equador, Peru e Uruguai



Em novembro de 2024, a brasileira Célia Maria Cassiano usou uma rede social para comunicar que havia recebido o diagnóstico de doença do neurônio motor. Na época, a professora de história da arte estava com 67 anos.


Em 15 de abril de 2026, ela realizou o desejado suicídio assistido, na Suíça. No vídeo de despedida, postado no Instagram após o procedimento, Célia afirma que decidiu lutar pelo direito à morte digna para não ficar dependente e presa a aparelhos sobre uma cama. Ela conta que precisava de três pessoas para levá-la ao banheiro.


"Quem nunca passou pelo que eu estou passando, não imagina o que é você precisar e se sentir totalmente incapaz. Eu gritava, gritava, pedia por ajuda e ninguém me ouvia. Então, eu estou dizendo, eu sou uma privilegiada por estar aqui, privilegiada porque eu tinha muitos recursos, porque é muito caro e trabalhoso", diz Célia na postagem.


A Suíça permite o suicídio assistido. No Brasil, a prática é criminalizada. Um dos principais obstáculos jurídicos é o artigo 122 do Código Penal, que prevê pena de 2 a 6 anos para quem induzir, instigar ou auxiliar outra pessoa a se suicidar —incriminando, portanto, o suicídio assistido e outras formas de morte assistida. Esse enquadramento criminal não faz distinção entre casos de sofrimento intolerável em doenças graves e incuráveis e outras situações, o que impede qualquer prática legal nesse sentido.


Na América do Sul, a Colômbia, o Equador e o Peru permitem o procedimento por decisão judicial, e o Uruguai por lei.


"Lutem pelo direito de ter uma morte digna. Não é uma obrigação, é uma escolha para quem assim o desejar", afirma a professora no vídeo.


Degenerativa, rara e progressiva, a doença do neurônio motor é a mesma que vitimou o ator irlandês Michael Patrick, aos 35 anos, que participou de "Game of Thrones" e outras produções.


A condição faz parte um grupo de distúrbios neurológicos progressivos e degenerativos que destroem as células nervosas responsáveis pelo controle muscular, afetando o movimento, a fala e a respiração. A forma mais comum é a ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica).


Célia era associada à Eu Decido, organização presidida pela advogada e professora Luciana Dadalto. A entidade defende o direito à morte assistida. A professora procurou o local para saber se havia uma alternativa no Brasil. A única seria uma ação judicial com chance pequena de êxito.


"Nós sequer temos um projeto de lei específico sobre esse tema e nem decisão judicial", explica Luciana.


"Sempre houve uma coisa um pouco velada no Brasil, de que morte assistida não era um tema importante para a sociedade. E agora eu acho que com o Antonio Cícero [escritor brasileiro que também optou pela morte assistida em 2024], com a Célia, começamos a entender que é um tema para a sociedade. Temos brasileiros que vão até a Suíça para ter direito à prática", diz a presidente da instituição


Segundo Luciana, que também é especialista em bioética e em testamento vital —documento para registrar com antecedência as decisões de uma pessoa sobre tratamentos médicos que deseja ou não receber caso não possa se expressar no futuro—, a Suíça é o único país do mundo que aceita estrangeiros não residentes para o direito à morte assistida.


Com a resposta nada favorável sobre a possibilidade de fazer o procedimento no Brasil, a mulher resolveu, por conta própria, viajar à Suíça. A associação não faz este tipo de intermediação. Seu papel é colocar a discussão do tema em pauta na sociedade.



Como funciona o procedimento na Suíça?

É necessário ser associado a uma das associações civis locais para iniciar o processo com o envio de documentos pessoais e médicos reproduzidos com tradutor juramentado. É feita a análise e concedida o que chamam de luz verde (significa que o voluntário se enquadra nos critérios).


A pessoa deve chegar a Suíça com no mínimo 72 horas de antecedência do procedimento. No período, ela passará pela avaliação de dois médicos psiquiatras suíços que atestarão sua capacidade decisória, ou seja, se possui condições de autodeterminar e não é uma coação.


Alguns indivíduos desejam fazer um tipo de rito, como comer pela última vez um determinado prato, por exemplo. No momento em que estiver pronta, a pessoa autoadministra o fármaco, que pode ser feito de duas formas: bebida letal ou endovenoso.


Depois a polícia é chamada para verificar se o ato foi voluntário. O destino do corpo é a cremação. Caso a família opte pelo traslado, terá que arcar com os custos.



Célia disse em seu instagram que os últimos dias, vividos na Suíça, foram os melhores de sua vida. Ela passeou e conheceu alguns museus.


"É um olhar sobre autonomia. Viver num país em que a morte assistida é permitida não significa que você vai ser obrigado a morrer desta forma. É uma possibilidade, uma escolha. Essa é a mudança de pensamento que a nossa sociedade precisa fazer para legalizar ou permitir a morte assistida. É o entendimento. E aí eu acho que a nossa maior dificuldade é respeitar o desejo do outro ainda que esse desejo não faça sentido para a gente", diz Luciana.


Patrícia Pasquini

Folha de São Paulo

Eventos em Campo Grande neste sábado(18)

 

                                             Reprodução



Sábado (18)


Turma do Bolonhesa em Dom Quixote de La Mancha

Horário: 16h

Local: Sesc Teatro Prosa - Rua Anhandui, 200 - Centro


Recreação no Pátio Sesc – Continuação das atividades recreativas para o público infantil, com programação lúdica e gratuita.

Horário: 12h às 16h

Local: Pátio Central – 2º piso

Entrada: Gratuita


Espetáculo “No Vale dos Sentimentos Perdidos” – A peça propõe uma imersão sensível sobre emoções, memórias e caminhos da vida, convidando o público à reflexão.

Horário: (consultar organização)

Local: Centro Cultural José Octávio Guizzo

Entrada: Gratuita



Lenda do basquete mundial, Oscar Schmidt morre aos 68 anos

 





O mundo do basquete sofreu uma grande perda nesta sexta-feira (17). Aos 68 anos, Oscar Schmidt morreu poucos minutos após receber atendimento médico por um mal-estar. A lenda da bola laranja deixa uma legião de fãs ao redor do globo, além de recordes e feitos que marcaram a história do esporte.


Após se sentir mal, Oscar foi encaminhado para o Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana (HMSA), em São Paulo, onde recebeu atendimento médico.


Carreira de Oscar Schmidt

Nascido em Natal, o "Mão Santa" construiu números impressionantes ao longo de 25 temporadas como profissional. Ele é o maior pontuador da história do basquete, com 49.703 pontos, além de deter o recorde de maior pontuador da história dos Jogos Olímpicos, com 1.093.


Nas Olimpíadas, onde participou de cinco edições consecutivas, Oscar também acumulou marcas históricas: foi diversas vezes cestinha e protagonizou atuações memoráveis, como os 55 pontos anotados contra a Espanha em Jogos Olímpicos de Seul 1988 – recorde em uma única partida no torneio.


Pela Seleção Brasileira, o momento mais emblemático veio no ouro dos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis. Na decisão, liderou o Brasil na vitória por 120 a 115 sobre os Estados Unidos, marcando a primeira derrota dos norte-americanos em casa na história da competição. Oscar também conquistou o bronze no Mundial de 1978, nas Filipinas, e encerrou sua trajetória com 7.693 pontos em 326 partidas oficiais pela seleção, entre 1977 e 1996.

Lance


Vereador Clodoilson Pires homenageia Luiz Mario Silvério de Souza com Medalha Tereza Cristina na Expogrande

 

                                                 Reprodução


Durante sessão solene realizada nesta quinta-feira (16), no estande da Prefeitura, no Parque de Exposições Laucídio Coelho, dentro da programação da Expogrande, o vereador Clodoilson Pires (Podemos), homenageou o produtor rural Luiz Mario Silverio de Souza com a Medalha Legislativa Tereza Cristina de Liderança no Agronegócio. A cerimônia foi realizada em parceria com a Casa de Leis.


A honraria reconhece líderes empresariais, pesquisadores e profissionais que se destacam por sua liderança e visão estratégica no agronegócio, contribuindo para o crescimento econômico e a modernização do setor. 


Em sua fala, o vereador destacou a trajetória do homenageado e o legado familiar ligado ao desenvolvimento do agro sul-mato-grossense.


“Na noite desta quinta-feira, tive a profunda honra de entregar a Medalha Legislativa Tereza Cristina de Liderança no Agronegócio a um verdadeiro gigante da nossa terra: Luiz Mario Silverio de Souza.


A história do Luiz Mário com o campo começou cedo, aos 15 anos de idade. Com as mãos na terra, muito suor e visão de futuro, ele construiu uma trajetória que hoje é referência na nossa pecuária do Nelore de Elite aos cavalos Quarto de Milha.


População que mora sozinha mais que dobra no Brasil desde 2012

 

                                            A sexóloga gaúcha Laís Conter se mudou para São Paulo há alguns anos e, depois de um período dividindo casa com amigos, decidiu morar sozinha - Rafaela Araújo/Folhapress

  • Lares unipessoais chegam a 15,6 milhões em 2025, o equivalente a 19,7% do total de domicílios, diz IBGE

  • Envelhecimento explica parte do cenário; homens são maioria entre os que vivem sozinhos




A população que mora sozinha no Brasil mais que dobrou no período de 2012 a 2025, saindo de 7,5 milhões para 15,6 milhões de pessoas, apontam dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A alta nesse intervalo de 13 anos foi de 109,8%.


O contingente do ano passado (15,6 milhões) supera o total de habitantes de um estado como a Bahia (14,9 milhões), a quarta unidade da Federação mais populosa.


As informações, divulgadas nesta sexta-feira (17), integram a Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), uma das principais publicações do IBGE.


Os 15,6 milhões de lares unipessoais representam 19,7% do total de domicílios do país em 2025 (79,3 milhões). Ou seja, 1 em cada 5 endereços tinha apenas um morador.


Assim como o número absoluto, essa também é a maior proporção da série histórica. A participação teve aumento de 7,5 pontos percentuais ante 2012, quando os lares unipessoais respondiam por 12,2% do total.


A redatora e sexóloga Laís Conter, 37, decidiu morar sozinha há pouco mais de um ano, na região central de São Paulo. Gaúcha, viveu com a mãe em Porto Alegre, depois dividiu a casa com o ex-marido e, após o divórcio, passou seis anos compartilhando o apartamento com amigos.


"Morar sozinha é uma experiência de vida muito interessante. Quando surgiu a oportunidade, decidi experimentar", afirma.


"Quando você divide a casa, ocorre uma união de universos em que você precisa se adaptar a outra pessoa, como a rotina, a decoração e até a limpeza. Morando sozinha há muito mais liberdade. Você pode fazer tudo do seu jeito", acrescenta.


Para ela, o ponto negativo são os gastos com aluguel, condomínio e outras despesas da casa, que consomem mais de 30% de seu orçamento mensal. "A prioridade é sempre pagar o aluguel. Então, acabo deixando de fazer algumas coisas porque tenho essas despesas. Preciso fazer mais escolhas."


ENVELHECIMENTO IMPACTA, DIZ IBGE

A Pnad não pergunta o que leva uma pessoa a morar sozinha, mas o IBGE indicou que o processo de envelhecimento dos brasileiros é um dos fatores que podem explicar o movimento.


A proporção de idosos de 60 anos ou mais na população nacional aumentou de 11,3% em 2012 para 16,6% em 2025. Esse grupo etário ocupava 41,2% dos domicílios unipessoais no ano passado.


O avanço dos endereços com apenas um morador também é registrado em meio a um contexto de casamentos mais tardios, já apontado em outras pesquisas do IBGE.


"A pessoa chega a uma faixa etária em que muitas vezes os filhos já estão com as suas famílias, vivendo as suas vidas, ou a pessoa fica viúva e passa a viver sozinha. Em estados mais envelhecidos, a probabilidade de isso acontecer é muito maior", disse William Kratochwill, analista do IBGE responsável pela apresentação dos dados.


"Há essa história do envelhecimento e outras possibilidades, como a migração para trabalho, em que a pessoa vai sozinha primeiro e depois leva a família", acrescentou.


O Rio de Janeiro continuou como o estado com a maior proporção de lares unipessoais no ano passado (23,5%), seguido por Bahia (22,3%) e Rio Grande do Sul (21,9%). O menor percentual foi encontrado no Pará (13,4%).


As populações do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul são as mais envelhecidas do Brasil. No caso fluminense, William disse que a presença de universidades e empresas pode atrair migrantes que passam a viver sozinhos no estado.


A Pnad também permite um um olhar de acordo com o sexo. As mulheres correspondiam a 51,2% da população total do país em 2025, enquanto os homens totalizavam 48,8%.


Quando a análise considera apenas quem mora sozinho, o cenário se inverte. Conforme a pesquisa, os homens ocupavam a maioria dos domicílios unipessoais no país, presentes em 54,9% desses endereços, ante 45,1% das mulheres.


De acordo com William, uma das possíveis explicações é que mais mulheres ficam com a guarda dos filhos após a separação dos casais, enquanto os antigos parceiros passam a viver sozinhos.



DOMICÍLIOS NUCLEARES AINDA LIDERAM

Apesar do crescimento, os domicílios unipessoais não são o principal tipo de unidade doméstica no Brasil. Seguem atrás dos domicílios chamados pelo IBGE de nucleares.


Essa categoria abrange aqueles formados por casais com ou sem filhos ou enteados. Também são nucleares as unidades domésticas compostas por mãe com filhos ou pai com filhos —as chamadas monoparentais.


Em 2025, o número de domicílios nucleares chegou a 52,1 milhões, o maior da série histórica, correspondendo a 65,6% do total.


A categoria, contudo, perdeu participação ao longo do tempo. Isso mostra que o avanço ocorreu em um ritmo menos intenso do que o verificado entre os lares unipessoais. Em 2012, os arranjos nucleares correspondiam a 68,4% do total (2,8 pontos acima de 2025).


A pesquisa do IBGE ainda traz informações sobre outras duas categorias. São os casos das unidades domésticas estendidas e compostas, que responderam por 13,5% e 1,1% do total no ano passado, respectivamente.


Um lar estendido é constituído pela pessoa responsável com pelo menos um parente, formando uma família que não se enquadra em um dos tipos descritos como nucleares.


Já um domicílio composto tem uma pessoa responsável com ou sem familiares e com pelo menos um morador sem parentesco, como agregado, pensionista ou empregado doméstico. 


Leonardo VieceliLeandro MachadoFolha de São Paulo

Jogos Escolares movimentam fim de semana com atletismo, judô e xadrez em Campo Grande

 

                                             Foto: Reprodução


Cerca de 530 atletas participam, neste fim de semana, da etapa individual da 38ª edição dos Jogos Escolares de Campo Grande. As competições reúnem estudantes de 12 a 17 anos em diferentes modalidades. 


As disputas de atletismo acontecem nos dias 18 e 19 de abril, na pista internacional do Parque Ayrton Senna. No dia 18, as provas serão realizadas das 7h às 18h, e no dia 19, das 13h às 18h. 


O judô será disputado no dia 18 de abril, das 7h às 18h, na Federação de Judô, localizada na Rua Ricardo Franco, nº 598, na Vila Sobrinho. Já o xadrez acontece no sábado (18), a partir das 12h, no Centro de Convivência do Idoso – CCI Vovó Ziza. 


De acordo com o gerente da Gerência de Organização de Eventos da Funesp, Júlio Marcio Sandim, a expectativa é de alto nível nas competições. “No atletismo esperamos a superação de marcas pessoais e a revelação e consolidação de novos velocistas, fundistas e saltadores. Esperamos uma disputa de alto nível dentro da pista. No judô a expectativa é de combates equilibrados, e ênfase nos valores educacionais desenvolvidos na modalidade. Já no xadrez a estratégia domina, exigindo alto nível de concentração e raciocínio lógico dos enxadristas. Em resumo, teremos um final de semana esportivo com muita velocidade e resistência, ipons e muita concentração”, destacou. 


Sobre a avaliação geral dos jogos até o momento, o gerente reforça o desempenho dos participantes. “Em todas as modalidades anteriores tivemos um alto nível técnico e de empenho dos nossos jovens competidores”, afirmou. 


A etapa de modalidades individuais dos Jogos Escolares serve também como seletiva para os Jogos Escolares da Juventude de Mato Grosso do Sul. A competição é dividida em duas categorias, nos naipes masculino e feminino: categoria A, para atletas de 15 a 17 anos, e categoria B, para estudantes de 12 a 14 anos. 


A iniciativa busca incentivar a prática esportiva no ambiente escolar e contribuir para a formação de novos talentos, que poderão representar Campo Grande em competições estaduais.

Mato Grosso do Sul concentra 63% das mortes por chikungunya no Brasil e acende alerta em 2026

 

                                              Foto:Gerson Oliveira



Mato Grosso do Sul já registra 12 mortes por chikungunya em 2026, segundo boletim atualizado nesta quinta-feira (16) pela Gerência Técnica de Doenças Endêmicas da Secretaria de Estado de Saúde (SES). O número representa 63% de todos os óbitos pela doença no Brasil neste ano, conforme dados do Ministério da Saúde, que contabiliza 19 mortes em todo o país.


O cenário preocupa autoridades sanitárias, já que o Estado atingiu esse patamar três meses antes do período mais crítico da série histórica, uma antecipação de cerca de 12 semanas epidemiológicas. A tendência indica avanço acelerado da doença em 2026.


Além da alta concentração de mortes, a letalidade também chama atenção. Em 2025, os 12 óbitos registrados estavam inseridos em um universo de 5.428 casos confirmados. Já neste ano, o mesmo número de mortes ocorre em um total menor de 2.639 confirmações, sugerindo agravamento no impacto da doença.


Dourados é epicentro da doença


A cerca de 231 quilômetros de Campo Grande, o município de Dourados concentra a maior parte das mortes e é considerado o epicentro da chikungunya no Estado. A cidade soma oito óbitos em 2026.


A morte mais recente foi a de um homem de 63 anos, morador do bairro Parque das Nações II. Ele chegou a ser internado em um hospital da rede privada, mas não resistiu e morreu na segunda-feira (13). A confirmação da causa ocorreu nesta quinta-feira (16), após exame laboratorial do Lacen.


Entre as demais vítimas em Dourados estão duas mulheres idosas, de 60 e 69 anos, três homens de 55, 73 e 77 anos, além de dois bebês, de um e três meses.


Outros municípios também registraram mortes:


Bonito (1)

Fátima do Sul (1)

Jardim (2)


A SES ainda investiga dois óbitos suspeitos. No total, o Estado contabiliza 5.352 casos prováveis da doença, sendo 2.639 confirmados — entre eles, 46 em gestantes.


Avanço precoce e maior letalidade


O monitoramento do Ministério da Saúde aponta que Mato Grosso do Sul já havia registrado o sétimo óbito por chikungunya antes do fim de março, tornando 2026 um ano com letalidade significativamente maior — até sete vezes superior ao pior período da série histórica para o mesmo intervalo.


Transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, vetor também da dengue e da zika, a chikungunya tem como característica sintomas intensos e evolução rápida. Em muitos casos, o agravamento pode levar ao óbito em até três semanas após o início dos sintomas.


Histórico recente agrava preocupação


O avanço da doença já vinha sendo observado desde 2025, quando Mato Grosso do Sul registrou o maior número de mortes da série histórica: 17 no total, o equivalente ao dobro dos óbitos acumulados na década anterior.


A série histórica do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) mostra que, desde 2015, quando houve o primeiro registro de morte, até 2024, apenas oito sul-mato-grossenses haviam morrido por chikungunya. Houve anos sem qualquer óbito, como 2016, 2017 e o período entre 2019 e 2022.


O crescimento expressivo nos últimos dois anos reforça o alerta das autoridades de saúde para medidas de prevenção e controle do mosquito, principal forma de conter o avanço da doença no Estado.



Fonte Correio do Estado

Leo Ribeiro