domingo, 30 de agosto de 2026

Corpo com marcas de facadas é encontrado em antigo posto de saúde

 

                                            Local onde homem foi encontrado morto. Foto: Reprodução)



O antigo CRS (Centro Regional de Saúde) das Moreninhas, em Campo Grande, foi cenário de um homicídio na madrugada deste domingo (30).


Um homem ainda não identificado foi encontrado morto dentro do prédio, com duas perfurações no peito provocadas, segundo o registro policial, por uma arma branca, como faca.


A vítima foi localizada por volta das 3h30, depois que uma pessoa viu o homem caído e com sangramentos e acionou a polícia. Equipes de emergência também foram chamadas, mas constataram que ele já estava morto.


Sem documentos, o homem não foi reconhecido por moradores ou testemunhas que estavam no local. A área foi isolada para o trabalho da perícia.


A apuração do crime pode enfrentar dificuldades pela falta de imagens. Conforme o registro policial, não há câmeras de segurança nas proximidades que possam ter registrado a movimentação ou ajudado a esclarecer as circunstâncias do homicídio.


Até a manhã deste domingo, nenhum suspeito havia sido identificado e a motivação do crime permanecia desconhecida.


O caso foi registrado como homicídio e será investigado pela Polícia Civil. (Com informações do G1)

Programa de renegociação de dívidas termina nesta segunda-feira

 




Prorrogado no início de agosto, o Novo Desenrola Brasil, programa do governo federal voltado à renegociação de dívidas bancárias, termina na próxima segunda-feira (31). 


A iniciativa permite que pessoas físicas com débitos em atraso tenham acesso a descontos e condições de pagamento diferenciadas para regularizar a situação financeira.


O programa atende consumidores com renda mensal de até cinco salários mínimos, atualmente equivalente a R$ 8.105, e tenham dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026, com atraso entre 91 dias e dois anos.


O prazo, que terminaria em 2 de agosto, foi prorrogado até o fim deste mês. Não há previsão de uma nova extensão.


A modalidade voltada às famílias renegociou, até o início da última semana de agosto, cerca de 5,03 milhões de dívidas. Os débitos somavam originalmente R$ 26,33 bilhões e, após os acordos, foram reduzidos para aproximadamente R$ 5,27 bilhões.


Quem pode participar


A modalidade Desenrola Famílias é destinada a pessoas físicas com renda mensal de até cinco salários mínimos. Além do critério de renda, a dívida precisa atender às regras do programa.


Podem ser incluídos débitos :


Contratados até 31 de janeiro de 2026;

Com atraso entre 91 dias e dois anos;

Registrados em instituição financeira participante.

A própria instituição financeira verifica se o consumidor e a dívida atendem aos critérios, utilizando informações disponíveis em seus sistemas e no Sistema de Informações de Crédito (SCR) do Banco Central.


Quais dívidas entram


O programa contempla modalidades de crédito que costumam apresentar taxas de juros elevadas. Entre as operações que podem ser renegociadas estão:


Cartão de crédito rotativo ou parcelado;

Cheque especial;

Crédito pessoal sem consignação em folha;

Empréstimos pessoais utilizados para consolidar outras dívidas.

A inclusão do débito, porém, depende da análise e da participação da instituição financeira responsável pela operação.

Nervosismo e generalidades marcam entrevistas de presidenciáveis na Globo

 

                                             - João Cotta / Globo

  • Sabatinas foram marcadas por incômodo de Lula e Flávio Bolsonaro ao falar de escândalos

  • Candidatos menores procuraram se destacar com promessas exóticas e chocantes



A entrevista para a TV Globo, na esteira do Jornal Nacional, é uma disputa de pênaltis, como definiu um estrategista de uma das principais campanhas presidenciais.


Ou seja, um momento de máxima tensão para o candidato, que teme arruinar suas chances por alguma bobagem que disser, como um jogador que manda a bola por cima do travessão.


Na série que se encerrou no sábado (29), não chegou a haver um momento Roberto Baggio, mas alguns candidatos passaram perto.


A maior bola fora foi de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao negar que tivesse estado com a lobista Roberta Luchsinger, desmentido minutos depois por fotos ao lado dela.


A estratégia de ir para o ataque contra a amiga de seu filho, chamando-a de pilantra e malandra, foi incoerente com a defesa de que Lulinha tenha o benefício da dúvida. Se ela é pilantra, por que Fábio Luís ou Marcola, seu ex-chefe de gabinete, não seriam?


Desde que se tornaram parte do calendário eleitoral, as entrevistas com os apresentadores do JN adotam o formato "hard talk", popularizado pela britânica BBC, com perguntas duras.


A ideia é gerar desconforto desde o primeiro momento, e isso funcionou com o presidente, claramente incomodado com a artilharia pesada sobre o caso que envolve seu filho. Sua estratégia foi fazer uma relação com a Lava Jato, dizendo que foi perseguido e alvo de ilações.


Nos poucos minutos que sobraram para outros temas, disse algo que acabou ficando em segundo plano, mas poderá ter consequências até maiores: não está preocupado com a dívida pública, contrariando seu próprio ministro da Fazenda, Dario Durigan.


Flávio Bolsonaro (PL) também não se saiu bem ao falar sobre o seu próprio escândalo, o do Banco Master. Visivelmente nervoso, balbuciou em alguns momentos ao tentar explicar por que renegou a promessa de dar transparência aos recursos repassados por Daniel Vorcaro para o filme sobre seu pai. Mas pelo menos não desmaiou dessa vez.


Na parte das propostas, também relegada a um apêndice da entrevista, Flávio recorreu a platitudes.


Sobre a política de aumento real do salário mínimo e das aposentadorias (que aliados, à boca pequena, dizem ser insustentável), disse que não fará economia com o povo mais sofrido. Seria curioso encontrar um candidato que prometa em campanha lascar a parte de baixo da pirâmide.


Ao responder se acredita em aquecimento global, falou que o mundo vive extremos climáticos, o que qualquer pessoa que lê jornal pode atestar.


Proferir generalidades foi também a tônica de Ronaldo Caiado (PSD), com suas longas respostas sem vírgula ou ponto de corte. A justificativa para não ser mais específico, de que não estava em uma mesa (ou banca) examinadora, acabou sendo a parte que chamou mais a atenção.


Já Augusto Cury (Avante) destacou-se (modo de dizer) por suas propostas exóticas, como o drone antifeminicídio e os influenciadores nas embaixadas. Apertado sobre detalhes, chegou a recuar das promessas, algo pouco comum num candidato.


Como convém a um guru de autoajuda, povoou suas falas com mensagens "reflexivas", como "a polarização adoeceu a nação brasileira" e "estou destruindo muros e pegando os tijolos para construir pontes". Disse ainda que tem a mente de direita e o coração de esquerda, e aparentemente os dois convivem de forma harmoniosa em seu corpo pacificador.


Se ninguém destruiu completamente a reputação nas entrevistas, também não houve grandes vencedores.


Dois chegaram mais perto. Romeu Zema (Novo), conhecida fonte de gafes, pelo menos não comprometeu e respondeu de forma educada ao ser pressionado sobre as contradições entre suas promessas de Estado mínimo e a dificuldade de colocar a casa em ordem em Minas Gerais.


E Renan Santos (Missão) cumpriu seu papel de reforçar o discurso antissistema com promessas e frases feitas para chocar, da construção da bomba atômica ao banho de sangue na segurança pública. Se isso vai se traduzir em intenção de votos, saberemos em breve.


Fabio Zanini

Folha de São Paulo

Mulher é encontrada morta pela mãe dentro de casa em Campo Grande

 

                                               Foto; Divulgação



A procura por Adriele dos Santos terminou com a mãe encontrando a filha morta dentro de casa, na tarde de sábado (29), no bairro Santo Antônio, em Campo Grande. A vítima estava deitada em um sofá, com uma corda ao redor do pescoço.


A família, segundo reportagem do G1MS, começou a procurar por Adriele depois que ela não compareceu ao trabalho. Conforme informações registradas pela polícia, a mulher estaria passando por um processo de separação do marido.


Durante as buscas, a mãe relatou aos policiais que o genro havia informado que Adriele teria sido levada para a Santa Casa. A família, porém, não conseguiu localizá-la na unidade hospitalar.


Imagens de câmeras de segurança também mostraram o marido deixando a residência pela manhã acompanhado do filho do casal, de aproximadamente três anos.


Diante da falta de informações sobre o paradeiro da filha, a mãe foi até o imóvel, localizado na Rua Brasil Central. Ao entrar na residência, encontrou Adriele no sofá, já sem vida.


A PM (Polícia Militar) foi acionada por volta das 13h. Equipes do Corpo de Bombeiros e da Perícia Criminal também estiveram no endereço para os procedimentos necessários.


De acordo com os relatos iniciais colhidos pela polícia, o marido teria sido a última pessoa a permanecer na casa antes de deixar o local com o filho.


Após a localização do corpo, ele se apresentou espontaneamente em uma delegacia da Polícia Civil para prestar esclarecimentos.


A morte é investigada inicialmente como possível feminicídio. A causa e as circunstâncias do óbito, no entanto, ainda dependem dos trabalhos periciais e da investigação policial.

Marco Santullo ganha espaço nas pesquisas e fortalece candidatura a deputado estadual em MS

 






A candidatura de Marco Aurélio Santullo (PP) a deputado estadual começa a ganhar maior projeção no cenário político de Mato Grosso do Sul. Conhecido como “Santullo da Tereza”, o candidato vem apresentando desempenho competitivo nas pesquisas eleitorais e fortalecendo seu nome dentro da Federação União Progressista, formada pelo Progressistas e União Brasil.


No levantamento mais recente do Instituto Ranking Brasil Inteligência, realizado entre os dias 23 e 27 de agosto, Santullo alcançou 1,55% das intenções de voto na pesquisa espontânea. Dentro da Federação União Progressista, aparece empatado com o deputado estadual Jamilson Name e atrás apenas do presidente da Assembleia Legislativa, Gerson Claro, que registrou 2,30%.


O resultado representa avanço em relação ao levantamento realizado entre 7 e 12 de agosto, quando Santullo aparecia com 1,45%. Naquela pesquisa, ele já ocupava posição de destaque entre os nomes da federação.


A presença de Santullo nas pesquisas chama atenção também pelo fato de disputar pela primeira vez uma cadeira na Assembleia Legislativa. Enquanto parte dos concorrentes já possui mandato ou trajetória eleitoral consolidada, Santullo busca transformar em votos a experiência adquirida ao longo dos anos na articulação política e no contato com os municípios.


Trabalho no interior fortalece candidatura


Um dos pontos centrais da campanha tem sido a presença nos municípios. Santullo vem percorrendo diferentes regiões de Mato Grosso do Sul, participando de reuniões com prefeitos, vereadores, lideranças políticas, representantes de setores produtivos e moradores.


A estratégia é manter contato direto com a população, ouvir as principais reivindicações de cada região e fortalecer uma atuação municipalista. Demandas relacionadas à saúde, infraestrutura, agricultura, geração de empregos e desenvolvimento regional estão entre os assuntos discutidos durante as agendas pelo interior.


Santullo também carrega como importante ativo político sua proximidade com a senadora Tereza Cristina, uma das principais lideranças do Progressistas em Mato Grosso do Sul e no cenário nacional. Durante sua trajetória política, tornou-se um dos integrantes próximos da equipe da senadora e participou da interlocução com prefeitos e lideranças municipais.


Essa experiência permitiu ao candidato conhecer de perto demandas de diferentes regiões do Estado, além de estabelecer uma ampla rede de relacionamento político.


Crescimento amplia expectativa para reta final


O desempenho nas pesquisas fortalece a expectativa dos aliados de que Santullo possa continuar crescendo à medida que a campanha avance e seu nome alcance um número maior de eleitores.


A pesquisa realizada entre 23 e 27 de agosto ouviu 2 mil eleitores, com 16 anos ou mais, em 30 municípios de Mato Grosso do Sul. O levantamento possui margem de erro de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e intervalo de confiança de 95%. A pesquisa está registrada sob os números MS-06560/2026 e BR-01882/2026.


Com a campanha entrando em uma fase decisiva, Santullo pretende intensificar as visitas aos municípios e ampliar o diálogo direto com a população. Os números das pesquisas indicam que seu nome já conquistou espaço na corrida eleitoral e coloca o candidato do PP entre os nomes que buscam uma das 24 cadeiras da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul.


sábado, 29 de agosto de 2026

Brasil vai começar a rastrear diabetes tipo 5, pouco conhecido e associado a quadros de desnutrição

 

                                           - Itawi Albuquerque - 14.set.22/Folhapress

  • Condição é confundida com o tipo 1, e tratamento incorreto pode colocar paciente em risco

  • Alvos iniciais serão Norte e Nordeste, onde moram mais pessoas com isegurança alimentar



O Brasil vai começar a rastrear pacientes com diabetes tipo 5, algo inédito na saúde brasileira –e no mundo em grande medida.


A novidade foi confirmada pela SBD (Sociedade Brasileira de Diabetes) nesta quarta (26), em um congresso no Rio de Janeiro. Os alvos iniciais serão Norte e Nordeste, regiões que concentram mais casos de pessoas em insegurança alimentar e desnutrição.


A decisão ocorre em função da causa desse tipo de diabetes: ele decorre de problemas nutricionais, e é confundido com o tipo 1. Especialistas suspeitam que haja no país um número relevante de pessoas com o tipo 5 recebendo tratamento do tipo 1, o que incorre em riscos ao paciente.


O diabetes tipo 5 ainda é pouco conhecido, embora tenha sido identificado nos anos 1950. Voltou a ser discutido no ano passado após uma reunião de especialistas na Índia, afirma Hermelinda Pedrosa, vice-presidente da Federação Internacional de Diabetes (IDF, na sigla em inglês) e membro da SBD.


"Convencionou-se de forma unânime chamar esse diabetes de tipo 5 porque ele é diferente de todos os demais catalogados até hoje: ocorre em pessoas muito magras, comumente abaixo de 30 anos e que vão precisar de uma reposição menor de insulina", diz a médica.


Convencionou-se de forma unânime chamar esse diabetes de tipo 5 porque ele é diferente de todos os demais catalogados até hoje: ocorre em pessoas muito magras, comumente abaixo de 30 anos e que vão precisar de uma reposição menor de insulina


Hermelinda Pedrosa

médica


São essas as características que levam especialistas a diagnosticarem esse diabetes como tipo 1; sobretudo a associação da baixa idade e peso com o fator hereditário. O tipo 2, mais prevalente em todo o mundo, costuma resultar da resistência à insulina desenvolvida ao longo da vida, e de comorbidade como a obesidade.


"Já o tipo 5", segue Hermelinda, "tem uma particularidade importante: a pessoa não tem resistência à insulina e nem vai ter cetoacidose –emergência que ocorre quando a falta de insulina impede a glicose de entrar na célula. Esse tipo resulta de uma deficiência nas células que produzem o hormônio, problema este que resulta da deficiência nutricional".


Um paciente com tipo 5 tratado como tipo 1, portanto, pode receber doses de insulina muito maiores que o necessário.

A aplicação de insulina além do necessário pode provocar hipoglicemia, porque o hormônio faz as células absorverem glicose e reduz a liberação de açúcar pelo fígado. Em casos graves, a queda da glicemia pode causar confusão, convulsões, perda de consciência, coma e até morte. O risco é especialmente relevante quando a insulina é administrada sem que haja necessidade de reposição adequada do hormônio.


Existem poucas evidências sobre remissão para este tipo de diabetes, segundo Hermelinda. Mas a aplicação de insulina com o reajuste da alimentação do paciente pode retomar o controle glicêmico.


A ideia é que, a partir do rastreamento e coleta de dados da doença, novas formas de tratamento sejam desenvolvidas. Além da SBD, a implementação do rastreamento envolve a Sbem (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia), a IFD e a Fiocruz. A iniciativa também prevê estudos com participação da Unifesp e da UFRJ.


A Federação Internacional de Diabetes (IDF) estima que o Brasil tenha 16,6 milhões de adultos com diabetes. O tipo 1 afeta cerca de 500 mil pessoas de todas as idades, segundo a entidade. A maior parte dos casos —mais de 90%, segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes— é de diabetes tipo 2.


Luis Eduardo de Sousa

Foha de3 São Paulo

Carne bovina já rende US$ 1,3 bilhão a MS, mas exportações perdem força em julho

 

                                           Carne bovina já rende US$ 1,3 bilhão a MS. (Foto: Divulgação)



As exportações de carne bovina de Mato Grosso do Sul já renderam US$ 1,33 bilhão entre janeiro e julho deste ano, consolidando a proteína entre os principais produtos vendidos pelo Estado ao exterior.


O resultado representa crescimento superior a 40% na comparação com o mesmo período de 2025.


O avanço também ocorreu na quantidade comercializada. Nos sete primeiros meses de 2026, foram embarcadas aproximadamente 212 mil toneladas de carne bovina, cerca de 20% a mais que no mesmo intervalo do ano passado.


A carne aparece atrás apenas da soja e da celulose entre os principais produtos da pauta de exportações de Mato Grosso do Sul. Até julho, a soja movimentou US$ 2,43 bilhões e a celulose, US$ 1,83 bilhão. Juntos, os três produtos responderam por mais de 77% das vendas externas do Estado.


O crescimento da carne bovina foi impulsionado principalmente pela demanda internacional e pela valorização do produto. No primeiro semestre, o preço médio da tonelada exportada por Mato Grosso do Sul havia avançado 19,7%.


A China teve papel decisivo nesse desempenho. Entre janeiro e junho, o valor das compras chinesas de carne bovina sul-mato-grossense cresceu 109% em relação ao mesmo período do ano passado. As vendas para os Estados Unidos também avançaram, com alta de 41,7%.


O cenário, porém, mudou de ritmo em julho. Na comparação com junho, a receita obtida por Mato Grosso do Sul com as vendas de carne bovina para a China caiu 46%. Considerando todos os destinos, o faturamento mensal com a proteína recuou 17%.


Apesar da queda no mês, a China permanece como principal mercado dos produtos sul-mato-grossenses. Considerando toda a pauta de exportações, o país asiático respondeu por 49,16% das vendas externas de Mato Grosso do Sul entre janeiro e julho.


Carne ganha espaço na pauta


A expansão registrada neste ano fez a carne bovina reduzir a distância em relação à celulose. No primeiro semestre, a proteína já representava 20,6% das exportações do agronegócio estadual, enquanto a celulose respondia por 25,3%.


O movimento ocorreu em direções diferentes. Enquanto a receita obtida com carne avançou, a celulose enfrentou queda nos preços internacionais. No primeiro semestre, o preço médio da tonelada de carne exportada subiu 19,7%, enquanto o da celulose caiu cerca de 7,8%.


Segundo a consultora de Economia do Sistema Famasul, Eliamar Oliveira, o avanço não significa necessariamente que a carne esteja substituindo a celulose na pauta estadual, mas reflete condições diferentes de mercado para os dois produtos.


Mercado externo terá novos desafios


O desempenho da carne bovina nos próximos meses também dependerá das condições impostas pelos principais compradores.


Entre os pontos acompanhados pelo setor estão as condições de acesso ao mercado chinês e as novas exigências da União Europeia relacionadas à comprovação do uso de antimicrobianos na produção animal.


A capacidade de ampliar os destinos da carne produzida em Mato Grosso do Sul, além do comportamento do câmbio e dos preços internacionais, deverá pesar sobre o resultado das exportações no segundo semestre.


No mercado de trabalho, a cadeia também apresentou saldo positivo no primeiro semestre. A pecuária abriu 611 vagas formais no período, das quais 455 foram diretamente na criação de bovinos.