domingo, 23 de agosto de 2026

Procuradoria eleitoral barra candidatura de dono de faculdade na fronteira

 

                                             Foto> Divulgação


Pela segunda vez em quatro anos, a Procuradoria Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul optou por barrar a candidatura de Carlos Bernardo (União Brasil), candidato a deputado federal e fundador da Faculdade de Medicina da Universidade Central do Paraguai em Pedro Juan Caballero, cidade fronteiriça a Ponta Porã, interior do Estado.


O pedido foi assinado pelo Procurador Silvio Pettengill Neto neste sábado (22), que manteve sua decisão anterior sobre a derrubada da candidatura. Em 2022 ele também foi impedido de disputar as eleições pelo mesmo motivo. 


A impugnação sobre a candidatura tem como base uma doação irregular de R$ 90 mil realizada por Carlos Bernardo à campanha de Rogério Rezende Silva, candidato a prefeitura de Itumbiara-GO em 2020. Em decisão colegiada, a Justiça determinou à época que o repasse ultrapassou o limite legal de 10% dos rendimentos brutos auferidos pelo doador em 2019.


Com base na declaração de imposto de renda, Carlos Bernardo poderia doar até R$ 20.767,55, contudo, o repasse ultrapassou em R$ 69.223,45 o limite permitido. 



Na ocasião, ele foi apontado como o maior doador da campanha de Rogério Rezende, valor que correspondeu a 26,58% da arrecadação total do candidato e 300% do que ele poderia doar.


Conforme a alegação do procurador Silvio Pettengill Neto, a doação "não deveria existir na realidade da

campanha eleitoral do beneficiário, de modo que a sua simples existência na conta bancária de candidato ou partido beneficiado, por óbvio, acarretou o desequilíbrio entre os candidatos em disputa."


De acordo com o Portal DivulgaCandContas, da Justiça Eleitoral, a doação aconteceu às vésperas do primeiro turno, 13 de novembro, dois dias antes do pleito. Rogério Rezende foi derrotado nas urnas. 


Desse modo, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul reconheceu a irregularidade, ratificou a sentença do juízo da 52ª zona eleitoral e impediu Carlos Bernardo de disputar as eleições há quatro anos, quando lançou-se candidato a deputado federal pelo MDB. 


"A Lei Complementar n. 64/1990, ao regulamentar as hipóteses de inelegibilidade infraconstitucionais, estabelece no art. 1º, inc. I, al. p, que 'são inelegíveis (...) para qualquer cargo (...) a pessoa física e os dirigentes de pessoas jurídicas responsáveis por doações eleitorais tidas por ilegais por decisão transitada em julgado ou proferida por órgão colegiado da Justiça Eleitoral, pelo prazo de 8 (oito) anos após a decisão, observando-se o procedimento previsto no art. 22'”.

Apesar da decisão colegiada impedir a candidatura de Carlos Bernardo por oito anos, ele disputou a prefeitura de Ponta Porã em 2024.


Na ocasião, a Justiça entendeu que a doação irregular realizada por ele ao candidato goiano não impactaria diretamente a disputa pela prefeitura ponta-poranense.


A determinação da Procuradoria Eleitoral será encaminhada à Justiça eleitoral que deve acatar o pedido nos próximos dias.


Alisson Silva

Portal Correio do Estado

Lei que determina socorro emergencial a vítimas de desastres climáticos entra em vigor

 

                                            Foto: Ton Molina


A senadora Tereza Cristina foi a relatora da medida provisória que deu origem à a Lei 15.488, de 2026

Já está em vigor a Lei 15.488, de 2026, que destina R$ 305 milhões para o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional. Esses recursos devem viabilizar ações emergenciais de socorro a vítimas de desastres naturais, assistência humanitária e restabelecimento de serviços essenciais.


A nova lei foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira, 17/08. A MP 1.356/2026 foi editada pelo governo em maio. Durante a análise da medida provisória no Congresso Nacional, a senadora Tereza Cristina (PP-MS) foi a relatora da matéria — no âmbito de uma comissão criada especificamente para analisar o texto.


A senadora apresentou parecer favorável à medida provisória. Ela ressaltou “a importância de que a execução dos recursos observe a ocorrência de desastres naturais em todas as regiões do país, inclusive aqueles relacionados à estiagem, às queimadas e aos incêndios florestais que afetam periodicamente os estados do Centro-Oeste e o Pantanal”.


O texto foi aprovado pelo Congresso Nacional na semana passada: pelo Plenário da Câmara no dia 12 e pelo Plenário do Senado no dia 13.


Ao justificar a iniciativa, o governo federal destacou a ocorrência de eventos climáticos extremos no primeiro semestre deste ano, como estiagens e excesso de chuvas em algumas regiões do país.


“Os meses de janeiro a abril do ano corrente foram marcados por diversos desastres originados por diferentes causas, em especial o excesso de chuvas, com forte impacto nas regiões Sul e Sudeste, inclusive com o registro de dezenas de óbitos. Para fins de garantia da segurança alimentar e hídrica, consideraram-se também os desastres de seca e estiagem em curso no país, sobretudo na região do semiárido”, afirmou o Executivo na exposição de motivos que acompanhou a medida provisória.


Segundo cálculos oficiais, os desastres afetaram aproximadamente 5 milhões de pessoas — 203 mil delas em situação de deslocamento forçado em cerca de 1.240 municípios das cinco regiões do país.


Com informações da Agência Senado

GP da Holanda: Norris vence 2ª seguida, Bortoleto é 13º

 

                                              Reprodução



A F1 voltou das férias do verão europeu do mesmo jeito que entrou: com a McLaren na frente. Lando Norris venceu um acalorado GP da Holanda neste domingo, conquista que veio após disputas roda a roda com Andrea Kimi Antonelli e Lewis Hamilton. George Russell completou o pódio, e o brasileiro Gabriel Bortoleto não pontuou, chegando em 13º.


Não choveu durante a corrida, mas a precipitação que terminou pouco antes da largada afetou a prova e pavimentou o caminho para uma rodada perigosa de Bortoleto e uma batida de Max Verstappen - interrompendo a prova em quase meia hora.


O recomeço permitiu que Antonelli fosse para cima de Norris, oferecendo perigo ao inglês até as últimas voltas. Na parte final, Hamilton também entrou no jogo, mas a estratégia da Ferrari deixou o heptacampeão à mercê dos rivais. Com menos concorrência nas últimas voltas, Lando enfim conseguiu abrir uma distância confortável na liderança, assegurando sua segunda vitória de 2026.


Norris vem de uma conquista no GP da Hungria, etapa que antecedeu a pausa do calendário em agosto. Já a McLaren segue como vencedora do GP da Holanda, conquistando a prova em 2025 com Oscar Piastri. A corrida, que retornou à F1 em 2021 graças à popularidade de Verstappen, se despede do Mundial e não retornará em 2027.


Resultado


A F1 retorna daqui a duas semanas com o GP da Itália, válido como a 13ª etapa da temporada 2026. Veja o calendário completo da temporada.


A largada


A disputa pelo segundo lugar entre as duas Mercedes permitiu que o pole, Norris, seguisse tranquilo na liderança: logo atrás dele, Russell acabou à mercê do colega, Antonelli, que subiu de terceiro para a vice-liderança da prova. Eles foram seguidos por Leclerc, que ganhou duas colocações e aparecia na quarta posição.


Bortoleto roda, Verstappen bate e disputa é interrompida


Bortoleto caiu de nono para 13º na largada, e para piorar, rodou sozinho saindo da última curva - onde a pista estava mais molhada. O brasileiro ainda escapou por pouco de ser atingido por seu colega da Audi, Nico Hulkenberg, e escapou por pouco de um contato com Verstappen.


O tetracampeão havia pisado na zebra naquele mesmo momento; ele escorregou pela grama e bateu forte no muro, chegando a perder uma das rodas de sua Red Bull. O incidente exigiu a intervenção da bandeira vermelha - assim como Hulkenberg com Bortoleto, Gasly também precisou dos reflexos em dia para desviar de Verstappen no último instante.


A disputa foi retomada na volta três, após cerca de 26 minutos de interrupção. No entanto, quando os carros retornaram para a pista, Oliver Bearman ficou parado entre as curvas 10 e 11. Com isso, os pilotos seguiram para mais uma volta de apresentação, atrasando ainda mais a condução da corrida.


Quando a prova enfim começou: Norris fechou Antonelli na primeira curva mas não conseguiu evitar a ultrapassagem do italiano nos metros à frente. Piastri teve mais sorte que o colega da McLaren, e ultrapassou Russell pela terceira colocação.


Leclerc, que perdeu uma posição após a relargada, conseguiu se manter à frente de Hamilton. A distância entre a dupla seguiu pequena; a partir da volta 15, no entanto, monegasco conseguiu abrir 1s sobre o companheiro e permaneceu na frente dele.


Audi aposta na estratégia, mas Bortoleto não pontua


Bortoleto, que relargou em 18º, ganhou três posições logo de cara e ainda ultrapassou Alonso valendo o 13º lugar antes de seu pit stop, na 12ª volta da prova. Ele trocou os pneus macios usados por médios novos e caiu para último, mas recuperou posições com as paradas de Stroll e Ocon, além de ultrapassar Colapinto.


Com o pit stop de Albon na 27ª volta, ele chegou a 14º. Na 36ª, fez sua terceira parada e colocou pneus duros, retornando em 16º. O brasileiro ganhou mais três posições e ainda ultrapassou Albon, antes de fazer uma quarta parada - na qual voltou aos macios. Assim, seguiu em 13º, atrás de Lindblad.


Estratégia muda pódio provisório


Russell foi o primeiro piloto do pelotão da frente a visitar os boxes, na 19ª volta: ele trocou os pneus macios pelos duros, e caiu do quarto para o nono lugar. Apesar disso, o piloto retornou a poucos metros de Hulkenberg e já passando o alemão da Audi. Piastri foi o segundo piloto da frente do grid a entrar nos boxes.


Na ponta, Antonelli já abria 2s sobre Norris, mas foi chamado para a garagem na 22ª volta seguido pelo próprio Norris, e Leclerc - o monegasco, por sinal, fez a pior parada, de pouco mais de 4s2 devido a um problema em um dos pneus traseiros.


As paradas alçaram Hamilton à liderança provisória, até ele também fazer seu pit stop na volta 26 e devolver a ponta para Antonelli. O italiano passou a ter Norris em seu retrovisor, mas conseguiu mantê-lo afastado.


Ferraris entram na briga


Hamilton se aproximava de Leclerc, quinto colocado, enquanto o monegasco travava uma disputa acirrada com Piastri pelo quarto lugar com direito a uma troca de ultrapassagens em X. E não demorou até o heptacampeão alcançar o piloto da McLaren, superá-lo na abertura da volta 35 e retomar a perseguição ao colega de equipe.


A Mercedes chamou Antonelli e Russell aos boxes na volta 41, cedendo a ponta para Norris. O inglês permaneceu na frente dos dois pilotos da Ferrari até Leclerc também parar no 44º giro - apesar de grande resistência do monegasco. Com Norris trocando de pneus na volta 48, Hamilton passou a liderar.


O heptacampeão, no entanto, estava com pneus duros muito usados - mais de 22 voltas. Por isso, começou a se queixar sucessivamente por não ser chamado aos boxes:


Na abertura da volta 54, os três primeiros quase se engalfinharam: Antonelli ultrapassou Norris por dentro na curva 1, mas o inglês deu o troco nos metros seguintes e partiu para cima de Hamilton; o atual campeão da F1 recuperou a liderança na curva 11. Na abertura do 55º giro, Antonelli também superou o heptacampeão, que caiu para terceiro.


- Vocês estão me usando de cobaia? O que está acontecendo? Por quanto tempo vocês não vão me deixar entrar nos boxes? - reclamou Hamilton, na 56ª volta.


O heptacampeão foi chamado aos boxes na volta 56, o que pôs as duas Mercedes - Russell e Antonelli - no pódio provisório.


Hamilton, agora com pneus macios usados, tentou se manter vivo na disputa: ele já estava a meio segundo de Russell na volta 67, mas a três giros da bandeirada, uma batida entre Carlos Sainz e Alex Albon deixou detritos na pista. Com isso, a direção de prova acionou o safety car virtual, possibilitando a limpeza do trecho mas impedindo o avanço do heptacampeão.


O lance rendeu 10s de punição para Carlos Sainz - sanção confirmada logo após os 10s a Liam Lawson por não respeitar bandeiras amarelas anteriormente. A disputa enfim foi autorizada, praticamente na última volta. Leclerc conseguiu chegar perto de Hamilton, mas nem ele e nem o heptacampeão tiveram tempo para avançar, e o pódio ficou com as duas Mercedes.


GE

ECONOMIA INSS libera consignado sem biometria facial para aposentados

 

                                            Reprodução




Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) sem biometria facial nas bases do governo federal voltaram a poder contratar empréstimos consignados. A autorização poderá ser feita pelo aplicativo Meu INSS, com acesso por dados bancários.


A mudança já está em vigor, após a publicação da Instrução Normativa 213 do INSS, no último dia 19.


Principais mudanças


A nova regra altera procedimentos para contratação e portabilidade do consignado.


Os principais pontos são:


Beneficiários sem biometria facial poderão autorizar o empréstimo pelo Meu INSS, usando dados bancários;

Na portabilidade, o segurado deverá assinar um termo específico no aplicativo;

O banco que receber o contrato terá 20 dias para confirmar a transferência. Sem confirmação, a operação será cancelada;

O desconto no benefício só poderá ocorrer após o banco enviar a documentação exigida ao INSS;

As instituições terão de informar, em até sete dias úteis, os dados do depósito do empréstimo na conta do beneficiário;

A autorização do desconto não poderá ser feita por telefone nem comprovada por gravação de voz.

Requisitos de segurança


A biometria facial havia sido adotada em agosto do ano passado, como requisito para reforçar a segurança e combater fraudes após a série de escândalos no INSS no ano passado.A tecnologia continua disponível para quem tem fotos nas bases oficiais, como Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e Justiça Eleitoral.


Com as novas regras, quem não tem registro biométrico não ficará impedido de contratar o crédito. Apesar da dispensa da obrigação, o INSS alega que a instrução normativa tem uma série de requisitos para prevenir fraudes.


Depois da autorização do titular, a instituição que receberá o contrato terá 20 dias para confirmar a operação. Se não houver confirmação dentro desse prazo, a transferência será cancelada.


O beneficiário também deverá assinar um termo de autorização no aplicativo Meu INSS. Segundo a nota do instituto, “a exigência reforça a necessidade de anuência expressa do titular para a transferência do contrato”.


Portabilidade


Na transferência de uma dívida para outro banco, o beneficiário deverá assinar um termo de autorização no Meu INSS. Segundo o instituto, “a exigência reforça a necessidade de anuência expressa do titular para a transferência do contrato”.


O INSS determinou que a operação só produza efeitos depois do envio da documentação exigida pela instituição financeira. Antes disso, não haverá desconto no benefício nem repasse de valores à instituição financeira.


A medida inclui contrato, autorização expressa do desconto e informações sobre valor, parcelas, juros e instituição responsável pela operação.


Dinheiro rastreado


Os bancos também terão de informar ao INSS, em até sete dias úteis, os dados do depósito do empréstimo. A medida permitirá cruzar o contrato registrado no benefício com o efetivo recebimento do dinheiro e ajudar na identificação de operações fraudulentas.


O INSS esclarece que o Meu INSS Vale+, modalidade de antecipação de até R$ 150 do benefício para aposentados e pensionistas, permanece suspenso.

Programa nuclear da Marinha lidera gasto militar brasileiro

 

                                            Lula entre o ministro José Múcio (Defesa) e o comandante da Marinha, Marcos Olsen, no centro nuclear da Força em Iperó (SP) - Ricardo Stuckert - 19.ago.26/PR

  • Laboratório e reator para submarino mudam o perfil do projeto, que empata com controle aéreo em verbas
  • Pela 1ª vez desde 2016, caça Gripen deixa topo do ranking; fora da Defesa, fragatas recebem ainda mais


O programa nuclear da Marinha recebeu 4,5 vezes mais verbas em 2025 em relação ao ano anterior, chegando ao topo do ranking de investimentos militares do Brasil pela primeira vez na história recente. Ele empatou em dispêndio com o controle do tráfego aéreo, atividade de forte aplicação civil.


O projeto do Gripen foi o quarto a receber mais verbas, deixando a liderança que ocupava desde 2016. Enquanto o programa nuclear viu pago em valores corrigidos R$ 1,4 bilhão, ante R$ 311 milhões em 2024, o do caça sueco recebeu R$ 965 milhões, abaixo do R$ 1,6 bilhão do ano retrasado.


O ritmo de entrega dos aviões está aquém do contratado em 2014. A previsão inicial era ter os 36 caças, inclusive os 15 produzidos no Brasil, voando em 2024. Até aqui, 11 foram entregues, e a previsão atual é que o último chegue só em 2032. O governo anunciou negociar mais 20, restando saber de onde virá o dinheiro.


A rubrica do programa da Marinha se refere só a desenvolvimento tecnológico, mas está diretamente ligada à construção do primeiro submarino nuclear do país, o Álvaro Alberto.


Segundo a Força, os valores foram empregados no aprimoramento do domínio do ciclo do combustível nuclear, na implantação do Laboratório de Geração de Energia Nucleoelétrica e no desenvolvimento do reator que será usado no submarino.


Parte expressiva da verba, R$ 953 milhões, foi destinada a empresas contratadas para os projetos, principalmente para serviços de engenharia. A fase mais crítica da empreitada, a integração do reator ao casco, ainda está por vir.

O programa nuclear da Marinha se arrasta, com idas e vindas, desde 1979. Ele logrou sucesso com a construção de ultracentrífugas para enriquecer urânio, o que lhe valeu um embate com a AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) em 2004 acerca do regime de inspeções.


Na ditadura, o projeto integrava o esforço que incluía a fabricação da bomba atômica. O Brasil chegou perto, mas abdicou da intenção em 1990, aderindo ao TNP (Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares) oito anos depois.


O presidente Lula (PT) insinuou arrependimento pelo caminho. Em discurso durante visita à fábrica da indústria bélica Avibrás em julho, disse que o Brasil precisava se armar porque havia "muito maluco no mundo", uma referência às aventuras militares do americano Donald Trump.


Reclamou que o Brasil aderiu ao TNP, mas que potências estabelecidas não reduziram seus arsenais, enquanto outras entraram no clube nuclear. Nesta semana, o petista defendeu prioridade ao submarino à sede do programa nuclear da Marinha, em Iperó (SP).


O projeto do submarino nuclear em si consumiu R$ 649 milhões numa rubrica própria, ocupando o sétimo lugar no ranking de gastos, seguido por obras em estaleiros, com R$ 582 milhões.


O foco renovado na área nuclear acompanha a reta final da etapa anterior, a de fabricação no Brasil de quatro submarinos de propulsão convencional de desenho francês. Em 2025, esse programa recebeu R$ 461 bilhões e viu a última unidade lançada ao mar para testes.


Ambos os projetos saíram do acordo militar Brasil-França de 2008. Além da questão do fornecimento do combustível nuclear e da integração do reator, há ainda alguns óbices políticos à frente.


Para o submarino ir em frente, ele precisa ter o emprego de seu combustível vistoriado e aprovado pela AIEA, que negocia com o Brasil. O temor em Viena, sede dessa agência da ONU, é o da proliferação indevida de material atômico.


Militares brasileiros, sob reserva, apontam pressão política das potências nucleares e a vontade da AIEA de ver o Brasil aderindo aos chamados Protocolos Adicionais ao TNP, que permitem um grau de inspeção muito maior do que o usual.


A injeção de dinheiro na área também visa aplacar as dificuldades até aqui. O Álvaro Alberto só deverá estar no mar em 2038 —13 anos depois do prazo do projeto original.


No cômputo geral, o Brasil tem uma baixa taxa de investimento militar, equivalente a 8,25% dos R$ 133,3 bilhões empregados em 2025. O grosso vai para pessoal, 77,7%, e os 14,05% restantes para custeio.


Os dados da execução orçamentária são em valores corrigidos pelo IPCA até julho, tendo sido aferidos pelo Siga Brasil, sistema de acompanhamento de gastos federais do Senado. O ranking não inclui o maior programa militar em curso no país, o das fragatas Tamandaré.


Uma manobra feita nos estertores do governo Michel Temer (MDB) custeia o programa. Uma estatal da Marinha, a Emgepron, foi capitalizada para tocar o negócio fora do então teto de gastos. Até o ano passado, o projeto havia consumido R$ 9,6 bilhões, com três navios já prontos.


Assim, os R$ 2,4 bilhões destinados ao projeto em 2025 entram na conta das despesas de estatais, e não da Defesa. O Tribunal de Contas da União contestou a manobra, mas ela acabou aprovada, embora o governo de Jair Bolsonaro (PL) não tenha conseguido repeti-la em outras áreas, como queria.


Igor GielowGustavo PatuFolha de São Paulo


Sabor de Heineken® 0.0 derruba estigma das cervejas zero álcool

 

                                          Heineken/Divulgação



Houve um tempo em que pedir uma cerveja zero em uma mesa de bar acompanhava quase um pedido de desculpas. A escolha parecia restrita a situações específicas como a responsabilidade de dirigir um veículo no final da noite, o período de gestação ou uma exigência médica.


A bebida zero álcool era vista como um plano B, uma alternativa de conveniência para quem não tinha outra opção. Havia uma espécie de concordância silenciosa de que a retirada do álcool representava abrir mão do sabor, do aroma e do prazer.


Como a mentalidade mudou

Esse cenário passou por uma transformação radical nos últimos anos. O que antes era encarado como uma restrição se transformou em um lifestyle.


Hoje, abrir uma garrafa verde de rótulo azul no meio da tarde, após a prática de esportes, em um almoço de trabalho ou em um encontro com amigos tornou-se uma escolha natural e sem julgamentos. O foco das conversas deslocou-se da ausência do álcool para aquilo que realmente permanece no copo: o sabor, a qualidade premium e a conexão gerada pelo brinde.


No centro dessa mudança de percepção no mercado brasileiro está a Heineken® 0.0. Lançada no país em 2020, após ser desenvolvida em 2017 em laboratórios na Holanda, a bebida assumiu um papel pioneiro na consolidação dessa categoria.


A marca trouxe ao consumidor um produto focado na liberdade de escolha, na moderação e na possibilidade de estender os momentos de socialização para contextos não imagináveis.


Números atestam reviravolta

O reflexo desse reposicionamento cultural e técnico é visível nos indicadores econômicos. Segundo dados compilados pela Euromonitor, o mercado de cerveja zero álcool no Brasil saltou de acanhados 140 milhões de litros consumidos em 2019 para expressivos 702 milhões em 2024.


A projeção para 2026 aponta para um consumo estimado de 885 milhões de litros, um volume quase sete vezes maior do que o registrado antes da chegada do produto ao comércio nacional.


O Brasil, que ocupava a sétima posição no ranking mundial de consumo desse segmento em 2018, assumiu o segundo lugar. Agora está atrás apenas da Alemanha, país com tradição secular neste mercado.


O desafio científico de preservar o sabor

A consolidação de um novo hábito de consumo não se apoia apenas em publicidade. Depende muito da consistência e da qualidade do produto entregue ao consumidor. Na indústria de bebidas, a retirada do álcool sempre foi considerada um dos maiores desafios de engenharia sensorial.


Quimicamente, o álcool atua como um veículo de aroma e sabor. E também traz corpo, viscosidade e sensação térmica na boca. Tradicionalmente, as alternativas sem álcool falhavam em conquistar o paladar geral porque os métodos de produção mais comuns interrompiam a fermentação de forma precoce.


Isso impedia que os açúcares do malte se desenvolvessem por completo. O resultado era uma bebida excessivamente doce ou sem a complexidade de aroma e amargor que se espera em alto padrão.


Para superar esse obstáculo histórico, a Heineken® adotou um caminho diferente. A versão zero passa rigorosamente pelo mesmo processo de produção da Heineken® original. Utiliza os mesmos ingredientes de origem natural: água, malte de cevada, lúpulo e a exclusiva levedura A (descoberta no século 19 e responsável pelas notas frutadas características da marca).


A grande inovação está no momento em que o álcool deixa a fórmula. O processo de fermentação e maturação ocorre de forma completa, permitindo que a levedura execute seu papel e desenvolva todas as características sensoriais complexas da bebida original.


O álcool é excluído somente na fase final, por meio de um processo suave de retirada. Ela é realizada dessa maneira para não agredir os compostos aromáticos já formados.


Ao final desse processo de purificação, as notas originais de amargor e frescor são devolvidas à bebida. E isso garante um produto final com sabor autêntico e padrão de qualidade consistente.


Essa precisão técnica garante que o consumidor encontre na versão 0.0 as mesmas características que consagraram a marca mundialmente. Ao eliminar a diferença de sensação, o ato de consumir a versão sem álcool se torna uma decisão pautada na preferência individual pelo sabor.


Estudo mostra nova dinâmica de socialização

Se a tecnologia abriu as portas para um produto de qualidade superior, as transformações de gerações contribuíram para a expansão acelerada do segmento no Brasil. A busca pelo equilíbrio entre bem-estar físico, produtividade e vida social reformulou a relação do consumidor contemporâneo com as bebidas.


Em 2025, a Heineken® desenvolveu um estudo global em parceria com o professor de psicologia experimental Charles Spence, da Universidade de Oxford (Inglaterra), uma das principais referências em comportamento do consumidor e percepção multissensorial.


A pesquisa revelou que os jovens da Geração Z (aqueles com idade entre 18 e 26 anos) têm sido os grandes impulsores desse novo comportamento de consumo.


Os dados mostram que os jovens adultos também estão redefinindo suas interações sociais. Uma pesquisa conduzida pela MindMiners indicou que apenas 45% dos brasileiros na faixa dos 16 aos 30 anos declaram consumir bebidas alcoólicas regularmente. Isso é o menor patamar desde a década de 1960.


Questões voltadas à saúde mental, manutenção do autocontrole e rotinas de atividades físicas de alta performance aparecem como os principais motivadores para essa postura mais moderada.


Contudo, consumir menos álcool não significa abrir mão da vida social. Para esse público, os momentos de celebração seguem indispensáveis. A cerveja sem álcool surge, assim, como uma facilitadora social perfeita. Ela mantém o ritual do copo na mão, a estética da garrafa premium e a sensação de pertencimento à roda de conversa, removendo qualquer necessidade de explicação.


Essa tendência, embora impulsionada pelos mais jovens, se expandiu para outras faixas etárias. Consumidores como pais de família, atletas amadores e pessoas com foco em atividades intelectuais passaram a alternar entre as versões com e sem álcool.


A possibilidade de brindar em um almoço executivo comum sem comprometer o rendimento de reuniões à tarde atesta como a bebida expandiu o território da marca para momentos em que, anteriormente, o consumo seria inviável.


Consolidação da liderança e validação do consumidor

A recepção calorosa do público brasileiro à Heineken® 0.0 consolidou dados impressionantes de mercado. De acordo com informações da NielsenIQ, empresa global de inteligência de consumo e comportamento de compras, a Heineken® 0.0 é hoje a cerveja zero álcool mais vendida do Brasil.


Mais do que refletir compras por impulso, a presença constante nas geladeiras residenciais aponta para uma mudança de hábito. A bebida passou a ser incluída no planejamento de compras das famílias, dividindo espaço com itens essenciais da rotina.


Essa preferência espontânea também encontra eco em pesquisas de opinião qualitativas. Em um levantamento do Datafolha de abril de 2025, a Heineken® 0.0 foi eleita pelos paulistanos como a melhor cerveja sem álcool do mercado.


Esse reconhecimento em um dos mercados mais exigentes do país, reforça que o investimento na preservação do sabor e da qualidade premium gerou um impacto direto na percepção de quem consome.


Essa aceitação também impulsionou novos canais de comércio e distribuição. Segundo levantamento divulgado na plataforma Meli Trends, do Mercado Livre, as pesquisas por cervejas sem álcool apresentaram um crescimento expressivo de 985% em comparação com períodos anteriores.


A chancela do setor cervejeiro também acompanha esse crescimento. Entidades como o Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv) acompanham de perto essa evolução. Elas monitoram os investimentos em tecnologia e o impacto econômico de um mercado que puxa a fila da inovação da indústria nacional nos últimos anos.


Convite ao brinde sem rótulos e sem julgamentos

Ao oferecer o sabor da versão original com uma experiência de consumo versátil, a Heineken® 0.0 redefiniu o papel de um produto que, durante muito tempo, carregou o estigma da exclusão.


A bebida provou que a busca por moderação e estilo de vida equilibrado não precisa vir acompanhada de perdas no paladar.


A cerveja da garrafa verde e rótulo azul estabeleceu um novo padrão de convivência em situações como, por exemplo, um happy hour com os colegas de escritório, um churrasco de domingo, no descanso pós-corrida ou assistindo a uma partida de futebol no meio da semana.


Ela oferece ao consumidor a liberdade de decidir como, quando e onde brindar, garantindo que o prazer de apreciar uma bebida de alta qualidade permaneça intocado.


No final das contas, o grande sucesso da Heineken® 0.0 no Brasil não está apenas na precisão técnica de sua receita ou nos expressivos volumes de venda que a colocam no topo do segmento premium.


A verdadeira conquista reside na construção de uma nova cultura de consumo, baseada no respeito à escolha individual, no prazer do sabor autêntico e na celebração da vida cotidiana, em qualquer hora do dia.


"Heineken® 0.0 — produto destinado a adultos"


*conteúdo patrocinado produzido pelo Estúdio Folha

Funesp entrega terceira remessa do Auxílio-Atleta nesta segunda (24)

 

                                         Reprodução


Cerca de 64 atletas de Campo Grande serão contemplados com o Auxílio-Atleta durante cerimônia que será realizada na próxima segunda-feira (24), às 15h, no Teatro do Paço Municipal, na Avenida Afonso Pena. O evento também marcará a entrega das camisetas oficiais que serão utilizadas pelos esportistas na representação da Capital em competições.


Organizada pela Fundação Municipal de Esportes (Funesp), a cerimônia corresponderá à terceira remessa de entregas do benefício em 2026. Nesta etapa, serão atendidos atletas de modalidades como Kung Fu Wushu, Ginástica Artística Feminina e Masculina, Judô, Ginástica Rítmica, Natação, Atletismo, Tiro com Arco, Tiro Esportivo Paralímpico, Hipismo, Karatê, Triathlon, Xadrez, Kung Fu – Taolu Tradicional, Ciclismo, Sanda de Boxe e Kart.


A entrega será mais uma ação da Prefeitura de Campo Grande para incentivar o esporte e apoiar atletas que representam o município em competições oficiais. O Auxílio-Atleta contribui para que esportistas, paradesportistas e equipes tenham melhores condições de participar de eventos esportivos e paradesportivos no Brasil e no exterior.


O recurso poderá ser utilizado para despesas com transporte, hospedagem, alimentação e taxas de inscrição. Para o diretor-presidente da Funesp, Maicon Mommad, a ampliação do número de atletas contemplados demonstra a importância da política de incentivo e o retorno do investimento no esporte.


“Essa é a terceira entrega que fazemos neste ano, com cerca de 130 atletas contemplados até o momento. Nosso objetivo é ampliar esse número em relação ao ano passado. O programa é fundamental para viabilizar a participação em competições e incentivar o desenvolvimento técnico, permitindo que nossos esportistas conquistem resultados importantes e levem o nome de Campo Grande ao cenário nacional e até mundial”, destacou.


Instituído pela Lei nº 6.754/2021, o Auxílio-Atleta tem como objetivo incentivar a participação em competições oficiais e fortalecer o desenvolvimento esportivo no município. Os valores são definidos de acordo com o local da competição: até R$ 5 mil para eventos internacionais, R$ 3 mil para competições nacionais realizadas fora de Mato Grosso do Sul e R$ 2 mil para eventos realizados dentro do Estado.


Com a política de incentivo, a Prefeitura de Campo Grande amplia as condições para que atletas de diferentes modalidades possam manter sua preparação, participar de competições e buscar novos resultados, fortalecendo a presença da Capital no cenário esportivo.


Como solicitar

Atletas e equipes interessados em solicitar o benefício devem preencher o formulário on-line disponibilizado no site da Funesp e encaminhar a documentação exigida. O pedido precisa ser realizado com antecedência mínima de 60 dias da data da competição.


O cadastro e as orientações para solicitação do benefício estão disponíveis no site da Funesp.