domingo, 18 de outubro de 2026

SES lança painel para monitorar situação alimentar e nutricional nos municípios de MS

 

                                           Fotos: Agência Brasil



Ferramenta permitirá acompanhar a cobertura do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional e subsidiar o planejamento de políticas públicas de promoção da alimentação saudável


Mato Grosso do Sul apresenta percentual de risco de insegurança alimentar inferior às médias nacional e regional, segundo dados da TRIA (Triagem para Risco de Insegurança Alimentar). Para contribuir com o monitoramento desses indicadores e orientar políticas públicas, a SES (Secretaria de Estado de Saúde) lançou, nesta sexta-feira (16), Dia Mundial da Alimentação, o Painel Alimentação e Nutrição: SISVAN (Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional).


Dos 667.045 domicílios sul-mato-grossenses que passaram pela triagem, 13.817 (2,1%) foram identificados em risco de insegurança alimentar. No Brasil, o percentual foi de 6,6%, enquanto na Região Centro-Oeste chegou a 3%. Os dados apontam um cenário favorável para o Estado, mas também evidenciam a necessidade de acompanhar as famílias em situação de vulnerabilidade.


Indicadores orientam ações de saúde


O painel permitirá aos gestores acompanhar a cobertura do SISVAN nos municípios e analisar informações sobre consumo alimentar e estado nutricional da população em todas as fases da vida. A ferramenta busca qualificar o planejamento de ações de promoção da alimentação adequada e saudável, prevenção de agravos e organização dos serviços de saúde.


Para a Superintendente da SAPS (Superintendência de Atenção Primária à Saúde), Karine Cavalcante, a ferramenta contribui para transformar informações em ações de cuidado e prevenção.


“Monitorar os índices de excesso de peso e obesidade exige transformar dados em ações práticas. O painel permitirá acompanhar o perfil nutricional da população dos 79 municípios, contribuindo para o planejamento e para um cuidado preventivo, ágil e eficiente”, destaca Karine.


 Estado registra melhora nos indicadores


Dados do módulo de Segurança Alimentar da PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 2025, também mostram avanços. Entre 2023 e 2024, a proporção de domicílios com algum grau de insegurança alimentar caiu de 27,6% para 24,2% no Brasil. Em Mato Grosso do Sul, o índice foi de 18,5% em 2024.


A VAN (Vigilância Alimentar e Nutricional), realizada por meio do SISVAN, monitora as condições alimentares e nutricionais da população e fornece informações para o planejamento e a avaliação de políticas públicas.


Para o gerente de Alimentação e Nutrição da SES, Anderson Holsbach, o painel facilitará a identificação de prioridades em cada município.


“Com a ferramenta, os gestores poderão acompanhar a cobertura do SISVAN e monitorar a situação alimentar e nutricional da população nos territórios, associando os dados de estado nutricional com os de consumo alimentar, para todos as fases do curso de vida. Com base nisso, poderão aprimorar processos de trabalho e planejar ações mais eficazes para a promoção da alimentação adequada e saudável para a população sul-mato-grossense. Além de estimular laços intersetoriais para a garantia do direito humano a alimentação adequada."


Tecnologia a serviço da gestão


O painel foi desenvolvido pela equipe de Tecnologia da Informação da SES, em parceria com a área de Alimentação e Nutrição, para reunir indicadores que apoiem as gestões estadual e municipais. A ferramenta utiliza dados de acompanhamentos realizados ao longo do tempo e informações populacionais do último Censo do IBGE, permitindo observar o perfil nutricional e as características do consumo alimentar em cada município.


André Lima, Comunicação SES

Segundo o coordenador de Tecnologia da Informação da SES, Marcos Espíndola, a plataforma também permitirá acompanhar a evolução dos indicadores e orientar intervenções quando necessário.


“É uma ferramenta analítica que oferece aos gestores uma visão da situação nutricional da população e das prioridades de cada território. Com essas informações, será possível acompanhar a evolução dos indicadores e intervir oportunamente”, explica Marcos.


O lançamento marca o Dia Mundial da Alimentação, celebrado em 16 de outubro, que neste ano tem como tema “Inove hoje, Nutra amanhã” e chama a atenção para a importância de ampliar o acesso a alimentos seguros, nutritivos e acessíveis. O painel foi desenvolvido de forma intersetorial na SES e discutido por um grupo de trabalho para seu aprimoramento.


O Painel Alimentação e Nutrição: SISVAN está disponível para consulta pública em https://painelnutricao.saude.ms.gov.br/, onde é possível consultar informações sobre a cobertura da do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional nos municípios sul-mato-grossenses.


Autodiagnóstico pela internet pode atrasar tratamento e expor pacientes a riscos

 

                                            Mulher pesquisa no celular enquanto segura medicamentos em casa; buscar orientação online antes de procurar um profissional virou hábito comum - Adobe Stock

  • Busca de sintomas, compra de remédios online e dicas de redes sociais dão sensação de autonomia, mas podem levar a erros e ao uso inadequado de medicamentos

  • Usar a pesquisa para preparar a consulta é uma forma mais segura de se informar




Precisa de tratamento rápido? Hoje, muitas pessoas recorrem ao Google antes de procurar um profissional de saúde. De pesquisar sintomas na internet a comprar medicamentos online e seguir orientações de influenciadores nas redes sociais, cuidar da saúde está se tornando cada vez mais uma atividade do tipo "faça você mesmo".


A praticidade é grande parte do atrativo. As informações ficam disponíveis instantaneamente —sem precisar esperar semanas por uma consulta com um clínico geral—, e as comunidades virtuais muitas vezes oferecem o apoio de pessoas com experiências semelhantes.


Pesquisar um problema de saúde na internet pode dar uma sensação de autonomia. Embora o maior acesso a informações sobre saúde traga benefícios, a expansão dos cuidados por conta própria também envolve riscos.


Estudos indicam que se autodiagnosticar e se tratar sozinho, ou confiar na orientação de fontes não qualificadas, pode levar a erros, ao uso inadequado de medicamentos e à demora em buscar ajuda profissional.


A internet mudou como as pessoas acessam informações sobre saúde. Algumas décadas atrás, alguém preocupado com um sintoma talvez consultasse um médico, um farmacêutico ou um livro de referência médica. Hoje, um mecanismo de busca pode gerar milhares de resultados em segundos.


O problema é que nem todas as informações de saúde disponíveis online são confiáveis. Os sites podem ser difíceis de navegar, usar uma linguagem complexa ou fornecer informações incompletas, desatualizadas ou incorretas.


As redes sociais, em particular, desempenham um papel importante na rápida disseminação de informações de saúde incorretas e enganosas. Isso pode dificultar a avaliação de quais fontes são confiáveis.


Fontes seguras geralmente explicam os benefícios e os riscos, apresentam os estudos que fundamentam suas orientações e reconhecem quando as evidências são incertas. Em contrapartida, recomendações que prometem curas milagrosas, garantem resultados ou desprezam o conhecimento dos profissionais devem despertar preocupação.


Muitas vezes, é difícil interpretar sintomas sem formação médica. Dores de cabeça, cansaço, dor abdominal e erupções cutâneas podem ter dezenas de causas possíveis.


Uma busca pelo termo "dor de cabeça" pode apresentar diagnósticos raros e assustadores, como tumores cerebrais, provocando pânico desnecessário. Embora as pesquisas online possam ocasionalmente indicar o caminho certo, elas também podem gerar ansiedade desnecessária ou uma falsa sensação de segurança.


Uma das consequências mais significativas dos cuidados de saúde por conta própria é o atraso na busca por apoio profissional. Quem confia em um diagnóstico obtido online pode adiar a consulta com um profissional de saúde, mesmo quando os sintomas persistem ou pioram.


O diagnóstico precoce costuma melhorar os resultados do tratamento de condições que vão de infecções ao câncer. Quando as pessoas passam semanas ou meses se tratando sozinhas, podem perder oportunidades de intervenção precoce.


O problema dos influenciadores

A influência das redes sociais vai além do diagnóstico. Cada vez mais pessoas recorrem a influenciadores e criadores de conteúdo em busca de orientações sobre tratamentos. Alguns recomendam suplementos, fitoterápicos ou medicamentos de venda livre para todo tipo de problema, da ansiedade à dor crônica.


Ao contrário de médicos e farmacêuticos, os influenciadores não precisam demonstrar que suas orientações são fundamentadas em estudos. As recomendações podem se basear em experiências pessoais, e não em pesquisas científicas. Um tratamento aparentemente inofensivo pode interagir com medicamentos prescritos ou agravar uma condição preexistente.


Por exemplo, a erva-de-são-joão, um fitoterápico frequentemente usado para sintomas de depressão leve, pode reduzir a eficácia de alguns medicamentos prescritos, incluindo certos contraceptivos e anticoagulantes. Sem orientação profissional, essas interações podem facilmente passar despercebidas.



Comprar medicamentos pela internet traz outras preocupações. Atualmente, milhares de sites vendem medicamentos diretamente aos consumidores, muitas vezes com promessas de praticidade e privacidade. Embora muitas farmácias online operem legalmente, outras atuam de forma irregular.


A OMS (Organização Mundial da Saúde) tem alertado repetidamente sobre a entrada de medicamentos falsificados e de qualidade inferior nas cadeias globais de fornecimento. Esses produtos podem conter ingredientes errados, doses incorretas ou nenhum princípio ativo. Podem não tratar a doença e, em alguns casos, causar danos diretamente.


Os medicamentos falsificados são particularmente difíceis de identificar pelos consumidores, sobretudo quando os sites parecem profissionais e confiáveis.


Assumir um papel ativo nos próprios cuidados pode ajudar. Pessoas que compreendem sua condição e participam das decisões sobre o tratamento geralmente estão mais bem preparadas para controlá-la. No entanto, tomar decisões sobre a própria saúde funciona melhor quando há o apoio de informações confiáveis e orientação profissional


Três regras simples podem ajudar ao pesquisar sintomas online.


Atenha-se a fontes confiáveis, recorrendo a instituições médicas reconhecidas, como o NHS, o serviço público de saúde britânico, em vez de blogs pessoais ou redes sociais.

Use a internet para se preparar para uma consulta: transforme o que encontrar em uma lista de perguntas para seu médico e deixe o diagnóstico a cargo dele.

Tenha cautela com orientações de tratamento encontradas online. Um suplemento, fitoterápico ou medicamento recomendado por um influenciador pode não ter respaldo científico e pode interagir com outros tratamentos. Em caso de dúvida, consulte um farmacêutico ou médico antes de experimentá-lo.

Praticidade e confiança não garantem precisão. Errar quando o assunto é sua saúde pode custar muito mais do que o tempo economizado.


Este texto foi publicado no The Conversation. Clique aqui para ler a versão original.

Dipa Kamdar

Professora Sênior em Prática Farmacêutica, Universidade de Kingston

The Conversation

Reserva marinha alia proteção ambiental com atividades econômicas

 

                                            Reprodução



A cidade do Rio de Janeiro agora conta com uma reserva de desenvolvimento sustentável de 3 mil hectares com ambientes marinhos, ilhas e costões rochosos que servem de habitat para diversas espécies da fauna e flora, inclusive algumas ameaçadas de extinção. 


Criada nesta semana, a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Estadual Marinha Urupirá fica na zona oeste da capital e se estende da ilhota do Frade, em Guaratiba, até a Pedra do Pontal, no Recreio. A ideia é proteger os ecossistemas marinhos e costeiros e ao mesmo tempo garantir condições para a manutenção de atividades econômicas como a pesca artesanal e o turismo sustentável. 


"É um passo fundamental para o cumprimento das metas que o Brasil aderiu em relação à Convenção para Proteção da Biodiversidade. São conhecidas como metas 30x30, que é ter 30% do seu território protegido dentro de unidades de conservação", afirma o secretário estadual do Ambiente e Sustentabilidade, Ricardo Mascarenhas.


Estabelecida na COP-15 da Biodiversidade, em Montreal, no Canadá, em 2022, a meta 30x30 prevê que 30% da superfície terrestre, mar e águas interiores do país façam parte de unidades de conservação, até 2030.


"É uma meta que o Estado já alcançou no que se refere à proteção da parte terrestre do seu território. A outra meta é de ter 30% das águas jurisdicionais de cada país, também protegidas", destaca o secretário.


A categoria de Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) permite conciliar a conservação com as atividades tradicionais. De acordo com o projeto Ilhas do Rio, mantido por uma organização da sociedade civil, que participou da criação da unidade de conservação, as comunidades pesqueiras participam da gestão da área.


Além disso, estão previstas ações como monitoramento participativo dos recursos pesqueiros e dos ecossistemas, pesquisas científicas, educação ambiental, fiscalização reforçada e desenvolvimento ordenado do ecoturismo e da visitação, segundo o Ilhas do Rio.


Levantamento

Estudo técnico feito pelo Ilhas do Rio  para embasar a criação da reserva identificou, por exemplo, 102 espécies de peixes que habitam recifes de corais, das quais três são endêmicas do país. Trinta e nove espécies do ecossistema da região são de interesse de pescadores, como garoupas (Epinephelus sp.), corvinas (Micropogonias furnieri), sargos (Anisotremus surinamensis), robalos  (Centropomus sp.) e xaréus (família Carangidae).


Também foram identificadas 143 espécies de organismos que vivem no leito do mar, os chamados seres bentônicos, como polvos e lagostas de alto valor pesqueiro. Nesse ambiente, ainda foram encontradas espécies ameaçadas de extinção, como o coral-cérebro (Mussismilia hispida), a estrela-do-mar Astropecten brasiliensis e o ouriço-lilás (Lytechinus variegatus). 


"Esses estudos mostraram que a região, as ilhas, os costões rochosos, áreas rasas, elas são muito importantes para as espécies de peixe, por exemplo, espécies ameaçadas como garoupas e chernes [Hyporthodus niveatus], são locais onde aquelas espécies estão se reproduzindo. Ao mesmo tempo, a gente tinha esse conhecimento que existiam as comunidades locais de pesca tradicional, que tinham aquilo ali como um território de pesca. Então, é muito importante você balancear e entender quem são as pessoas que dependem daquele território e proteger esses usos também", explica a gerente de pesquisas do Ilhas do Rio, Aline Aguiar.


Nessa parte do litoral também transitam espécies ameaçadas como a baleia-jubarte (Megaptera novaeangliae) e  e as tartarugas-marinhas cabeçuda (Caretta caretta), de pente (Eretmochelys imbricata), oliva (Lepidochelys olivacea) e de couro (Dermochelys coriacea).


Há também aves ameaçadas que frequentam o local, como o trinta-réis-de-bico-vermelho (Sterna hirundinacea) e trinta-réis-de-bando (Thalasseus acuflavidus), e invertebrados como a borboleta-da-praia (Parides ascanius) e a formiga Atta robusta. 


Segundo o governo fluminense, o nome Urupirá resgata a memória histórico-cultural da região. De origem indígena, a palavra é uma designação ancestral atribuída à atual Ilha das Palmas e remete à expressão “cesto do peixe”, em referência à identidade pesqueira do território.

COP17 da Biodiversidade começa segunda-feira na Armênia

 

                                             Marcelo Casal/ Ag~encia Brasil



Representantes de mais de 200 países se reunirão a partir desta segunda-feira (16), na Armênia, na 17ª Conferência das Partes das Nações Unidas (COP17) da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB).


O encontro sobre ações de proteção e restauração da natureza ocorre na capital do país, Yerevan, até o próximo dia 30.


Neste ano, será realizada a primeira revisão do Marco Global de Kunming-Montreal (GBF, na sigla em inglês), assinado por 196 países. O documento reúne 23 metas a serem alcançadas pelas nações até 2030.


A conferência é realizada a cada dois anos e tem como objetivo debater estratégias e firmar acordos para enfrentar a crise global da perda de biodiversidade.


Nesta sexta-feira (16), o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, fez um discurso sobre o relatório que avalia o progresso coletivo na implementação do GBF e que servirá como base para a revisão na COP17.


Guterres alertou que os compromissos assumidos para travar a perda de biodiversidade continuam longe de ser cumpridos. Ele também destacou avanços, como a definição de metas nacionais por quase todos os países signatários da convenção e a proteção legal de mais 1,3 milhão de quilômetros quadrados (km²) de território terrestre e de 6 milhões km² de áreas marinhas.


Por outro lado, no ritmo atual, em 2030, apenas 26% dos ecossistemas terrestres e 12% dos ecossistemas marinhos estarão protegidos, afirma Guterres. Por isso, o secretário-geral lembrou que é preciso acelerar e fazer o suficiente para que as promessas assumidas sejam cumpridas.


“Yerevan é o nosso momento de prestação de contas”, destacou Guterres.


Biodiversidade em risco

Uma análise realizada Global Cooperation Institute (GCI), a pedido do WWF, mostrou que a implementação está atrasada em relação a metas importantes. Além disso, o nível de ambição continua insuficiente em muitos países.


Os ambientalistas concluem que os modelos econômicos atuais contribuem não só para a perda de biodiversidade, mas também para as mudanças climáticas, a escassez de água, a insegurança alimentar e riscos à saúde.


O estudo mostrou ainda que países com alta biodiversidade frequentemente assumem custos significativos para conservar ecossistemas que geram benefícios globais. Por isso, é necessário um maior esforço das nações para tornar acessíveis o financiamento, a capacitação e a cooperação internacional.


De acordo com o relatório do GCI, os custos não contabilizados desses impactos são estimados em pelo menos US$ 10 trilhões a US$ 25 trilhões ao ano.


“A COP17 precisa levar os países a agir e implementar seus compromissos. Os benefícios da ação coletiva em favor da natureza são claros: maior resiliência ecológica, sistemas alimentares e hídricos mais seguros e menor vulnerabilidade econômica”, afirma a diretora-geral do WWF Internacional, Kirsten Schuijt.


Brasil


Representantes da delegação brasileira na COP17 consideram que o Brasil tem papel estratégico na implementação do Marco Global da Biodiversidade, seja pela vasta biodiversidade, seja pela contribuição com modelos exitosos de conservação da natureza, que podem ser adotados em escala global.


Um exemplo é o avanço da conectividade de áreas de conservação terrestres, de água doce e marinha, por meio de corredores verdes e azuis. O WWF-Brasil destacará esse tema nos debates da conferência, em busca do reconhecimento dessa ferramenta como elemento fundamental para manter a integridade dos ecossistemas, fortalecer sistemas de áreas protegidas e conservadas e garantir a sobrevivência das espécies.


“A conservação da biodiversidade exige olhar para além dos limites de áreas protegidas individuais e considerar os ecossistemas como sistemas interligados”, diz o diretor técnico de Biodiversidade do WWF-Brasil, Marcelo Oliveira.


A organização social pretende reforçar a proposta brasileira de incorporar a conectividade ecológica ao Programa de Trabalho sobre Áreas Protegidas, adotado desde 2004, na COP7, com o objetivo de criar e acompanhar redes globais de áreas protegidas.


“Proteger e reconectar paisagens terrestres, rios e ambientes marinhos e costeiros é fundamental para ampliar a efetividade da conservação e alcançar as metas de biodiversidade até 2030”, conclui Marcelo Oliveira.

Dança, música e capoeira marcam abertura do Fest Kids

 

                                                PMCG/ Divulgação


Promovido pela Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (SAS), o Fest Kids 2026 – Viva a Infância no SUAS começou nesta quinta-feira (15), no Cras Jardim Aeroporto, com apresentações de dança, música e capoeira que reuniram pelo menos 100 crianças de quatro unidades da Capital. A programação segue até 28 de outubro e busca valorizar os talentos infantis, incentivar a convivência e fortalecer os vínculos comunitários. A iniciativa é realizada por meio da Superintendência de Proteção Social Básica e também integra as comemorações do Mês das Crianças.


Entre as apresentações do primeiro dia, as coreografias das crianças do Jardim Aeroporto chamaram a atenção do público. A disputa de passinhos animou a plateia e transformou o encontro em um espaço de expressão artística e interação entre os participantes.


“A proposta do festival é fortalecer a proteção social integral, proporcionando espaços de convivência, lazer e desenvolvimento de vínculos comunitários”, pontuou a gerente da Proteção Social Básica, Nidia Rodrigues Fahed Bogado.



Convivência e descoberta de talentos

Para Heloísa de Azevedo, de 12 anos, que frequenta o Cras Popular e participa das aulas de capoeira, o festival foi uma oportunidade de conhecer outras crianças e acompanhar diferentes apresentações.


“Achei muito divertido e bacana. É bom para conhecer mais pessoas de outros Cras. Como é um show de talentos, a gente acaba descobrindo o talento de cada um. Tem que ter mais vezes”, afirmou.


A programação também marcou o retorno de Rafael Fernando Martins Ramos Júnior, de 14 anos, às atividades do Cras Jardim Aeroporto. Praticante de violino há quatro anos, ele apresentou um número musical após passar dez dias internado para se recuperar de uma picada de escorpião sofrida em casa.


“Gostei muito de ver o pessoal se apresentando, principalmente a última coreografia. O que eu mais gosto de fazer no Cras é jogar bola e  fazer as atividades em sala. É muito bom estar aqui de volta, disse”.


A mãe do adolescente, Luciana Costa Zanin, destacou a importância das atividades para o desenvolvimento dos filhos e para o acesso ao lazer na comunidade.


“Muitas crianças na nossa região são carentes e não têm esse tipo de lazer. O Cras dá um apoio muito grande, principalmente na fase da adolescência. Meus filhos melhoraram muito o comportamento, a responsabilidade e a disciplina”, frisou.



Atendimento a crianças e adolescentes

No primeiro semestre deste ano, mais de 3,6 mil crianças e adolescentes de 6 a 15 anos foram atendidos nos 21 Cras e Centros de Convivência de Campo Grande. Os serviços incluem atividades voltadas à convivência e ao fortalecimento de vínculos familiares e comunitários.


O Fest Kids segue até 28 de outubro, com a proposta de valorizar as experiências das crianças atendidas pela rede e ampliar as oportunidades de integração por meio de atividades culturais e recreativas.

Agetran orienta motoristas sobre interdições nesta segunda (19)

 

                                             PMCG


A Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) orienta os motoristas sobre as interdições programadas para segunda-feira (19) em diferentes regiões de Campo Grande. Os bloqueios serão realizados para a realização do Festival Okinawa de Campo Grande, da ação Ônibus da Saúde Cassems e de uma obra de ligação à rede de esgoto de um condomínio da MRV. A recomendação é respeitar a sinalização provisória e utilizar as rotas alternativas indicadas.


No Centro, a Rua dos Barbosas, entre as ruas Doutor João Rosa Pires e Pimenta Bueno, ficará interditada até as 13h para a realização do Festival Okinawa de Campo Grande. Os motoristas poderão utilizar as ruas Doutor João Rosa Pires e Pimenta Bueno como rotas alternativas.


Na região do Bandeira, a Rua Lucélia, entre a Rua Fernando Corrêa da Costa e a Travessa Hemosul, terá interdição das 7h30 às 17h para a realização da ação Ônibus da Saúde Cassems. Como alternativas, os condutores poderão utilizar a Rua Fernando Corrêa da Costa e a Travessa Hemosul.


Já na Avenida Prefeito Heráclito Diniz de Figueiredo, na altura do número 815, haverá interdição parcial a partir de segunda-feira (19), para a execução de uma obra de ligação à rede de esgoto de um condomínio da MRV. O serviço está previsto para seguir até 26 de outubro. Durante o período, uma faixa permanecerá liberada para o tráfego de veículos.


A orientação é que os motoristas redobrem a atenção ao trafegar nas proximidades dos bloqueios e, sempre que possível, programem os deslocamentos com antecedência.


Resumo das interdições

Segunda-feira (19/10)


Rua dos Barbosas, entre as ruas Doutor João Rosa Pires e Pimenta Bueno — Centro


Horário: até as 13h.

Motivo: Festival Okinawa de Campo Grande.

Rotas alternativas: ruas Doutor João Rosa Pires e Pimenta Bueno.

Rua Lucélia, entre a Rua Fernando Corrêa da Costa e a Travessa Hemosul — Bandeira


Horário: das 7h30 às 17h.

Motivo: ação Ônibus da Saúde Cassems.

Rotas alternativas: Rua Fernando Corrêa da Costa e Travessa Hemosul.

Avenida Prefeito Heráclito Diniz de Figueiredo, altura do número 815


Período: de 19 a 26 de outubro.

Motivo: obra de ligação à rede de esgoto de um condomínio da MRV.

Interdição: parcial, com uma faixa liberada para o tráfego.

Campo Grande perderá voo direto para o Rio apenas seis meses após retomada

 

                                           Reprodução



A ligação aérea direta entre Campo Grande e o Rio de Janeiro está novamente com os dias contados. Apenas seis meses após retomar a operação, a Gol confirmou que deixará de oferecer voos sem escalas entre a Capital sul-mato-grossense e o Aeroporto do Galeão.


A mudança entra em vigor em fevereiro de 2027 e também atingirá Bonito, que perderá a conexão direta com o Aeroporto de Congonhas, em São Paulo.


Os últimos voos das duas rotas estão previstos para 30 de janeiro. A suspensão faz parte de uma reestruturação da malha aérea da companhia, que prevê o encerramento de 38 ligações nacionais e internacionais.


Em Campo Grande, o corte ocorre pouco tempo depois da retomada da rota para o Rio, em 3 de agosto deste ano, após mais de uma década sem operação regular. O trecho contava com três frequências semanais em cada sentido e era utilizado por passageiros em viagens de turismo e negócios.


Já em Bonito, um dos principais destinos de ecoturismo de Mato Grosso do Sul, a suspensão interromperá uma ligação mantida há quase cinco anos. A mudança poderá reduzir as opções de acesso direto de turistas que partem de São Paulo, especialmente durante a temporada de férias.


Alta do combustível motivou os cortes


A Gol atribui a decisão ao aumento dos custos operacionais, principalmente do querosene de aviação. Segundo a companhia, o combustível praticamente dobrou de preço e passou a representar cerca de 40% de suas despesas.


A reestruturação também alcança outras regiões do país e destinos internacionais, incluindo ligações com Miami, Orlando e Montevidéu.


Apesar das suspensões, a empresa informou que continuará oferecendo alternativas de deslocamento por meio de conexões e parcerias com outras companhias aéreas.


Passageiros que já compraram bilhetes para as rotas afetadas devem verificar a situação de suas reservas. Em caso de cancelamento, as regras da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) garantem alternativas como reacomodação em outro voo ou reembolso integral, conforme a regulamentação.


Até o momento, não há previsão anunciada para a retomada das duas ligações diretas em Mato Grosso do Sul. (Com G1)