terça-feira, 9 de junho de 2026

Resultado de ressonância anima seleção, mas Neymar ainda passa por recuperação

Foto: Pedro Vilela/Getty Images Fora da estreia do Brasil na Copa do Mundo contra o Marrocos, neste sábado (13), Neymar segue nos planos da comissão técnica e não corre risco de ser cortado da seleção neste momento. A avaliação interna da delegação brasileira é de que o atacante estará apto a atuar até o confronto diante do Haiti, marcado para o dia 19, na Filadélfia. O camisa 10 passou por uma ressonância magnética na panturrilha direita, em Nova Jersey, que apontou evolução dentro do esperado no processo de recuperação da lesão muscular de grau 2. O exame teve como principal objetivo verificar se a recuperação seguia o cronograma previsto e afastar qualquer suspeita de agravamento do quadro. Apesar da melhora constatada, Neymar ainda não foi liberado para trabalhos com bola e continuará sendo monitorado diariamente pela equipe médica. A expectativa é que o jogador avance gradualmente na preparação física nos próximos dias. Nos bastidores da seleção, um eventual corte é tratado como improvável, desde que não ocorra uma nova lesão. Além da importância técnica, Neymar é visto como uma liderança positiva no grupo, fator considerado relevante para o ambiente da equipe durante a competição.

TCE-MS leva debate sobre eficiência na gestão pública ao 4º Congresso dos Municípios

Foto por: Mary Vasques O Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul (TCE-MS) participou, nesta terça-feira (9), da abertura oficial do 4º Congresso dos Municípios de Mato Grosso do Sul, realizado em Campo Grande. Com o tema “A eficiência do Municipalismo na construção do Brasil”, o evento reúne gestores públicos, especialistas e representantes de instituições para debater desafios e soluções voltadas ao fortalecimento da administração municipal. Representando o presidente do TCE-MS, conselheiro Flávio Kayatt, estiveram presentes o vice-presidente da Corte, conselheiro Iran Coelho das Neves, e o conselheiro Sérgio de Paula. A cerimônia contou ainda com a participação de autoridades estaduais e municipais, prefeitos, vereadores, secretários e equipes técnicas de todo o Estado. Ao longo dos dois dias de programação, serão discutidos temas estratégicos para os municípios, como reforma tributária, arrecadação, saúde, educação, assistência social, sustentabilidade, inovação, desenvolvimento econômico e eficiência na gestão pública. Na quarta-feira (10), o conselheiro substituto Célio Lima de Oliveira atuará como mediador do painel “Arrecadação Municipal: o que funciona na prática?”, que terá como palestrantes o especialista em tecnologia e inovação Rodrigo Neves e o prefeito de Pinhais (PR), Luizão Goulart. A programação também contará com a participação da chefe da Divisão de Fiscalização da Saúde do TCE-MS, Giovanna Maravieski, no painel “Controle não é obstáculo: como TCE-MS e MPMS podem destravar a gestão na saúde”. Paralelamente ao congresso, ocorre o 2º Congresso Estadual de Licitações e Compras Públicas de Mato Grosso do Sul. No painel “PCA, Pré-qualificação e ETP/TR com ESG”, o Tribunal será representado pela chefe da Divisão de Licitações e Contratos, Veridyana Cardoso Fantinato, e pelo engenheiro sanitarista e ambiental Ruhan Charles da Silva Lima. Promovido pela Assomasul, com co-realização do Sebrae/MS e apoio do Governo do Estado, o Congresso dos Municípios chega à sua quarta edição consolidado como um dos principais espaços de debate sobre gestão pública e desenvolvimento municipal em Mato Grosso do Sul.

Setor imobiliário de Campo Grande mantém crescimento e amplia comercialização de imóveis

Foto: PMCG O mercado imobiliário de Campo Grande iniciou 2026 em ritmo de crescimento, com aumento nas vendas de imóveis residenciais e valorização dos empreendimentos verticais. Os dados são do levantamento preliminar do Censo Imobiliário elaborado pela Brain Inteligência Estratégica para o Sinduscon-MS. Nos três primeiros meses do ano, foram comercializadas 464 unidades residenciais na Capital, volume 3,3% superior ao registrado no mesmo período de 2025. O resultado reforça a manutenção da demanda por imóveis, mesmo diante do cenário de juros elevados. A valorização dos empreendimentos verticais também se destacou no período. O preço médio do metro quadrado atingiu R$ 10.513, representando crescimento de 10,5% em relação ao primeiro trimestre do ano passado. O levantamento aponta ainda expansão da oferta de imóveis disponíveis para comercialização. Ao final de março, o estoque era de 1.961 unidades, número 19,1% maior na comparação anual. Considerado um dos principais indicadores da construção civil em Campo Grande, o Censo Imobiliário monitora lançamentos, vendas, estoque e preços do setor. As informações servem de referência para empresas, investidores e órgãos públicos na análise do mercado local. Os resultados completos do estudo, com análises detalhadas e projeções para os próximos meses, serão divulgados pelo Sinduscon-MS em 15 de junho.

Relatório entregue à prefeita recomenda intervenção no transporte coletivo da Capital

Foto: Marcos Maluf A prefeita Adriane Lopes (PP) instituiu uma comissão especial para apurar possíveis irregularidades no contrato de concessão do transporte coletivo de Campo Grande, operado pelo Consórcio Guaicurus. A medida atende determinação judicial e marca a abertura de um Procedimento Administrativo Preliminar (PAP), etapa que poderá subsidiar uma futura intervenção municipal na concessionária. A comissão terá 60 dias para investigar eventuais descumprimentos contratuais, realizar diligências e apresentar relatório conclusivo. Segundo a prefeitura, o decreto não representa uma intervenção imediata, mas uma medida investigatória destinada a avaliar a necessidade e a proporcionalidade da ação. A decisão judicial que motivou a abertura do procedimento teve como base relatórios que apontam falhas na prestação do serviço e possíveis omissões na fiscalização do sistema de transporte coletivo.

Metade dos funcionários cruza os braços após atraso de salários na Santa Casa

Foto: Marcos Maluf Funcionários da Santa Casa de Campo Grande iniciaram uma paralisação parcial nesta terça-feira (9) em protesto contra o atraso no pagamento dos salários referentes ao mês de maio. Segundo os sindicatos que representam a categoria, cerca de 50% do efetivo aderiu ao movimento, que reivindica o pagamento dos vencimentos dentro do prazo legal, até o quinto dia útil do mês. Enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos, nutricionistas e profissionais de diversos setores participaram da mobilização com faixas e cartazes cobrando a regularização dos salários. Os trabalhadores também convocaram colegas para participar de uma assembleia marcada para esta terça-feira, com a presença de representantes sindicais. De acordo com Osmar Gussi, presidente do Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Mato Grosso do Sul (SinteSaúde-MS), a paralisação foi motivada pelo segundo atraso salarial registrado na instituição neste ano. Segundo ele, a direção da Santa Casa informou que o atraso estaria relacionado à falta de repasses do poder público. Embora seja uma instituição privada, o hospital depende de recursos provenientes do Sistema Único de Saúde (SUS), financiados pela União, pelo Estado e pelo município. “A informação que recebemos é de que os repasses ainda não foram efetuados. Como a gestão plena da saúde é responsabilidade do município, cabe à prefeitura realizar esses pagamentos. Até o momento, não há previsão para a regularização”, afirmou. Gussi destacou que o movimento foi organizado de forma a não comprometer o atendimento aos pacientes. “Mantivemos 50% do efetivo em atividade justamente para garantir a assistência. Assim que os salários forem pagos, os trabalhadores retornam integralmente às suas funções”, disse. O dirigente sindical ressaltou ainda que os atrasos salariais têm se tornado recorrentes e afetam não apenas a equipe de enfermagem, mas profissionais de diversas áreas. Atualmente, o SinteSaúde representa cerca de 1.500 trabalhadores da instituição, entre fisioterapeutas, psicólogos, nutricionistas, funcionários da copa, cozinha, lavanderia, segurança e tecnologia da informação. “Essa é uma situação que vem se repetindo. O pagamento do mês de maio não foi efetuado dentro do prazo, e essa é uma pauta que une todos os trabalhadores”, afirmou. Representando os profissionais de enfermagem, a diretora do Sindicato dos Trabalhadores na Área de Enfermagem de Mato Grosso do Sul (Siems), Maria Neusa Santana, chamou atenção para os impactos da crise na saúde dos trabalhadores. Segundo ela, dos cerca de 1.600 profissionais vinculados ao sindicato, aproximadamente 400 estão afastados por problemas de saúde, especialmente relacionados à saúde mental. “A situação é muito difícil para os trabalhadores, que dependem do salário para cumprir seus compromissos financeiros. O pagamento tem caráter alimentar e os atrasos vêm ocorrendo com frequência. Todos aguardam receber até o quinto dia útil, mas isso não tem acontecido”, afirmou. Maria Neusa destacou que a Santa Casa possui quase 4 mil funcionários e que o atraso salarial afeta trabalhadores de todos os setores da instituição.

Senadora Tereza cobra apoio ao setor de carnes em meio a obstáculos nas negociações com a União Europeia

Foto: Edilson Rogrigues/Agencia Senado A senadora Tereza Cristina (PP-MS) avaliou que ainda não é o momento de o Brasil recorrer à Lei da Reciprocidade Econômica, da qual foi relatora no Congresso Nacional, em resposta às novas tarifas de 25% anunciadas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Segundo ela, o instrumento deve ser utilizado apenas após o esgotamento das tentativas de negociação. “A reciprocidade é uma medida para quando todas as etapas de diálogo já foram percorridas. O Brasil precisa intensificar as conversas, permanecer à mesa de negociação e ter paciência. Essa é uma atribuição do Poder Executivo. O Congresso pode colaborar por meio da diplomacia parlamentar, mas cabe ao governo federal conduzir as tratativas com os Estados Unidos”, afirmou. A senadora defendeu cautela até o dia 15 de julho, data prevista para a publicação das medidas pelo governo norte-americano. Para ela, é necessário compreender melhor os desdobramentos da decisão e os caminhos para revertê-la. “O que me preocupa é entender, caso essas medidas sejam mantidas até 15 de julho, como outros países atingidos pela Seção 301 conseguiram reverter esse processo. O Brasil já enfrentou sanções desse tipo em ocasiões anteriores, envolvendo outros produtos. Precisamos saber quanto tempo isso leva e quais providências são necessárias para restabelecer a normalidade”, explicou. Tereza Cristina afirmou que o tema exige uma análise cuidadosa. “Vamos avaliar tudo com calma e verificar de que forma podemos reverter essa situação. Desde a missão aos Estados Unidos, em julho do ano passado, eu alertava para os riscos relacionados à Seção 301. A grande preocupação era justamente a amplitude dessa investigação e até onde ela poderia chegar. Infelizmente, ela avançou para temas como Pix, desmatamento e tarifas”, observou. Na avaliação da parlamentar, a medida volta a afetar as relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos. Embora a tarifa de 25% não alcance todos os produtos exportados pelo país, ela considera que os impactos serão significativos. “A taxação não foi aplicada de forma horizontal. Alguns itens, como suco de laranja, determinadas carnes, café e frutas, ficaram de fora por serem produtos importantes para o mercado americano. Ainda assim, a medida reduz oportunidades de negócios com um parceiro comercial estratégico, especialmente para o agronegócio brasileiro. Em vários casos, as tarifas acabam inviabilizando exportações, sobretudo de produtos industrializados”, destacou. A senadora também demonstrou expectativa de que a chegada de um novo embaixador dos Estados Unidos contribua para a retomada do diálogo. “Espero que possamos abrir novas frentes de conversa e estreitar o relacionamento. Não podemos fechar portas. Pelo contrário, este momento reforça a importância de uma atuação mais intensa da diplomacia parlamentar, que também pode ajudar a construir soluções”, concluiu.

ALEMS aprova redação final de projeto que garante direitos às mães atípicas

Foto: Wagner Guimarães Os deputados da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS) votarão nesta terça-feira (9) a redação final de uma proposta que institui a Semana Estadual das Mães Atípicas e estabelece diretrizes para a proteção dessas mulheres. A sessão ordinária, que começa às 9h e é aberta ao público, também contará com a votação de outros três projetos.O Projeto de Lei 236/2024, de autoria da deputada Mara Caseiro (PL) e coautoria dos parlamentares Gleice Jane (PT), Lia Nogueira (PSDB), Pedrossian Neto (Republicanos) e Professor Rinaldo Modesto (União), retornará ao plenário para a votação do texto final. A proposta designa a primeira semana de setembro como a Semana Estadual das Mães Atípicas e prevê mecanismos de proteção, como assistência psicológica e psiquiátrica.Além disso, será votado o Projeto de Lei 264/2024, oriundo do Executivo, que altera a Lei 3.946/2010, que autoriza a instalação de sistemas de segurança por meio de monitoramento com câmeras de vídeo em escolas públicas e privadas de Mato Grosso do Sul. Esta proposta, que será discutida pela primeira vez, já recebeu quatro emendas, duas das quais foram rejeitadas.Em segunda discussão, os deputados analisarão o Projeto de Lei 327/2025, de autoria do deputado Caravina (PSDB). A proposta inclui no calendário oficial de Mato Grosso do Sul o Novenário em Honra a São Judas Tadeu e a Festa das Nações, que ocorrem anualmente de 19 a 28 de outubro. O evento religioso é organizado pelo Santuário Diocesano São Judas Tadeu, em Campo Grande.Por fim, em discussão única, será votado o Projeto de Resolução 20/2026, proposto pelo deputado Professor Rinaldo Modesto. A proposta cria a Medalha e o Diploma do Mérito Legislativo, denominados "Pastor Gilson Breder", que serão concedidos a pastores evangélicos que se destacam pelos serviços prestados à sociedade, especialmente nas áreas social, espiritual, educacional e comunitária.