sábado, 11 de abril de 2026

Juiz diz que Adriane agiu dentro da lei e mantém aumento do ISS na construção civil

 

                                            Adriane aumentou carga tributária sobre obras da construção civil. (Foto: Divulgação/IMPC)


O juiz Eduardo Lacerda Trevisan julgou improcedente o pedido da Associação Sul-mato-grossense dos Empresários de Obras Públicas (ASMEOP) para suspender o aumento na carga tributária em Campo Grande. A entidade recorreu à Justiça para suspender a lei sancionada pela prefeita Adriane Lopes (PP) que aumentou o ISS (Imposto Sobre Serviços) sobre obras públicas e privadas na Capital.


Adriane mudou uma regra em vigor há 22 anos, desde a publicação da Lei Complementar 59, na gestão de André Puccinelli (MDB). Desde 2003, as empresas calculavam o ISS apenas sobre o serviço. Com a mudança, o tributo passou a ser calculado sobre o custo total da obra, inclusive sobre os materiais de construção, que já pagam ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).


A ASMEOP entrou com mandado de segurança, em agosto do ano passado, para que a Lei Complementar Municipal 545, publicada em julho, só entrasse em vigor em 1º de janeiro de 2026.


A ação começou a tramitar na 4ª Vara de Fazenda Pública e Registros Públicos. No entanto, o juiz Marcelo Andrade Campos Silva, declinou competência e o processo foi redistribuído para o juiz Eduardo Lacerda Trevisan, da 2ª Vara de Direitos Difusos.


Trevisan fundamentou que a Lei Complementar 545/2025 questionada pela  ASMEOP passou a produzir efeitos somente a partir de 1º de janeiro de 2026, tal como postulado pela própria entidade em seu pedido final, “inexistindo notícia nos autos de qualquer ato administrativo que tenha obrigado as empresas associadas da Impetrante a pagar o imposto (ISS) antes de 1º de janeiro de 2026”.


“Entendo como não demonstrado direito líquido e certo da Impetrante [ASMEOP], vez que o princípio da legalidade foi respeitado pelo Impetrado [Prefeitura de Campo Grande], pois tanto a anterioridade anual quanto à anterioridade nonagesimal foram observadas”, concluiu o magistrado.


A decisão de rejeitar o mandado de segurança e julgar improcedente a ação civil foi publicada no Diário de Justiça Eletrônico desta quarta-feira, 1º de abril.


Conselho Federal condena médicos que deixaram filho de vereador em estado vegetativo

 

                                           O vereador Beto Avelar e seu filho Juninho, antes de erro médico. (Foto: Arquivo Pessoal) 


O Conselho Federal de Medicina condenou os médicos responsáveis pelo atendimento que deixou o filho do vereador Beto Avelar (PP), Roberto de Avelar Júnior, o Juninho, em estado neurovegetativo. 


O parlamentar comemorou, em suas redes sociais nesta sexta-feira (10), a decisão do CFM. “Essa decisão é extremamente importante e representa um passo significativo para o andamento e desfecho dos diversos processos que seguem em tramitação nas esferas cível e criminal”, celebrou Beto Avelar.


O CFM confirmou punição de 30 dias de suspensão para o médico Antônio Rodrigues de Pontes Neto e a diretora técnica Karin Kiefer Martins pegou suspensão por 30 dias para censura em publicação oficial, em decisão tomada na quinta-feira (9).


A angústia da família teve início em fevereiro de 2022. Roberto de Avelar Junior estava com 30 anos quando foi realizar a retirada de uma placa no braço e teve parada cardíaca, além de outras complicações. Conforme o parlamentar, durante o procedimento houve uma sucessão de erros médicos, que deixou o filho em estado vegetativo e que hoje está em internação domiciliar.


“Informo a todos os amigos da nossa família e também aos amigos do Juninho que o Conselho Federal de Medicina decidiu, hoje, por unanimidade, pela condenação de ambos os médicos em todos os artigos que foram denunciados”, divulgou Beto Avelar.


“Essa decisão é extremamente importante e representa um passo significativo para o andamento e desfecho dos diversos processos que seguem em tramitação nas esferas cível e criminal. Seguimos firmes, com respeito à justiça e à verdade”, afirmou.



Exposições, teatro e música movimentam MS no fim de semana em MS

 




Espetáculo infantil “Pinóquio” – A Cia Teatro do Mundo apresenta uma releitura do clássico, com a Turma do Bolonhesa, em uma proposta lúdica para toda a família.

Horário: 16h

Local: Sesc Teatro Prosa

Entrada: Gratuita


Exposição “O Grito que Ecoa” – Segue aberta para visitação, propondo reflexões sobre temas sociais contemporâneos.

Local: Centro Cultural José Octávio Guizzo


Exposição Hip-Hop – Continuação da mostra no MIS com visitação ao longo do dia.

Local: MIS-MS (Museu da Imagem e do Som de MS)

Programação cultural movimenta bairros da capital neste fim de semana

 

                                             Feira na Praça do Peixe movimenta o bairro Vilas Boas.



Campo Grande terá um fim de semana movimentado, com uma programação diversificada que reúne feiras e ações culturais espalhadas por diferentes pontos da Capital.


As opções oferecem alternativas de lazer, compras e convivência para públicos de todas as idades. 


Nesteo sábado (11), a agenda tem início às 8h com o Brechó Delas, realizado na Plataforma Cultural, na Avenida Calógeras, região central. A proposta é reunir peças de vestuário e acessórios a preços acessíveis, incentivando o consumo consciente e a economia circular. 


Também a partir das 8h, o Armazém Cultural recebe a Feira Esportiva, que segue até às 21h, com produtos e atividades voltadas ao universo esportivo. No mesmo dia, a tradicional Feira de Antiguidades ocupa a Praça Ary Coelho, das 8h30 às 15h, que terá peças históricas e itens de coleção. 


Já na região do bairro Vila Vilas Boas, a Feira Mixturô movimenta a Praça do Peixe das 17h às 22h, com uma mistura de gastronomia, artesanato e atrações culturais. No período da tarde, das 13h às 17h, o Teatro de Arena do Horto Florestal recebe atividades do Grupo Escoteiro, com ações voltadas à integração e ao desenvolvimento de jovens. 


No domingo (12), a programação continua com a Feira Cultural da Praça da Bolívia, no bairro Coophafé, das 9h às 14h. O espaço é conhecido por reunir artesanato, música e gastronomia, consolidando-se como um dos pontos culturais mais tradicionais da cidade. 


Ainda no domingo, o Armazém Cultural volta a ser palco de atividades com a realização de um bazar beneficente, das 9h às 22h, oferecendo produtos variados e promovendo ações solidárias. 

Maioria se posiciona contra privatização em unidades de saúde, durante Audiência na Câmara

 

                                               Reprodução



Profissionais da saúde lotaram a Câmara Municipal de Campo Grande na manhã desta sexta-feira, dia 10, para a Audiência Pública sobre a Privatização da Saúde. A maioria dos vereadores e representantes de sindicatos de diferentes categorias se posicionaram de forma contrária à proposta da prefeitura de instalar duas OSs (Organizações Sociais) no Centros de Saúde dos Bairros Tiradentes e Aero Rancho.


Foram apontados riscos em relação a esse modelo de gestão, em relação aos recursos aplicados, transparência, fiscalização, precarização do serviço e consequentemente dos atendimentos. Representantes dos médicos, farmacêuticos, assistentes sociais, enfermeiros e técnicos de enfermagem, além de conselheiros de saúde e pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde) criticaram a proposta da prefeitura. 


Contrário à proposta de privatização, o vereador Dr, Victor Rocha, presidente da Comissão Permanente de Saúde da Casa de Leis, destacou a manifestação dos servidores, usuários, conselheiros de saúde, durante a Audiência, em que a maioria considera a necessidade de melhorias na saúde, porém com outras alternativas e não a gestão por Organizações Sociais. "Vamos construir um projeto de reestruturação da saúde pública a muitas mãos", disse ao secretário municipal de Saúde, Marcelo Vilela, propondo que o Conselho Municipal de Saúde e a Comissão de Saúde da Câmara possam contribuir com propostas visando a qualidade de saúde. 

 

Ele avalia que hoje a maior necessidade é por mais leitos hospitalares, pois os pacientes acabam ficam muito tempo nas UPAs (Unidades de Pronto Atendimento), o que sobrecarrega o serviço. "Temos outros problemas, mutirões são necessários para consultas especializadas, cirurgias e exames para que a gente possa reduzir tempo de espera, o que pode salvar vidas", pontuou o vereador Dr. Victor Rocha. 


O vereador Dr. Lívio, que secretariou a Audiência, disse que a Comissão de Saúde já se manifestou majoritariamente de forma contrária ao projeto das Organizações Sociais. "Infelizmente, temos visto uma precarização da saúde pública", afirmou. Ele avalia que a Audiência foi produtiva e acredita que não há possibilidade de essa proposta passar na Casa de Leis. "A Câmara faz seu papel de escutar", disse, ao salientar os posicionamentos durante o debate. "Ficou claro como a saúde de Campo Grande precisa melhorar". 


O debate foi proposto pela Comissão de Saúde diante das várias manifestações de servidores contrários à terceirização das unidades, visando oportunizar o diálogo.  


Proposta - A Audiência  iniciou com apresentação feita pelo secretário municipal de Saúde, Marcelo Vilela, da proposta da prefeitura de instalar as duas OSs (Organizações Sociais) no Centros de Saúde dos Bairros Tiradentes e Aero Rancho. Ele falou do desafio da prefeitura com o orçamento. “Hoje o gasto é de R$ 4,3 milhões mensais nas unidades”, disse.


Ele justificou que a gestão direta enfrenta desafios como rigidez nas contratações e processo burocrático com as licitações. Citou ainda problemas enfrentados pelos usuários, como tempo de espera superior a uma hora, alto índice de reclamação na Ouvidoria. “Já temos resultados em outros lugares, indicadores mensais de produtividade, diminuição tempo de permanência”, disse ao mencionar "cases de sucesso" em outros municípios. 


O secretário falou que o contrato de gestão preserva 100% do atendimento gratuito, pelo SUS (Sistema Único de Saúde), com gestão orientada por metas e resultados. Ele citou que servidores efetivos, conforme a proposta, devem ser remanejados para outras unidades e os funcionários das OSs terão direitos trabalhistas assegurados.


Posicionamentos - Representantes de entidades e de sindicatos foram unânimes em criticar a proposta.


Maria Auxiliadora Ribeiro Fortunato, vice-presidente do Fórum das Entidades Representativa dos Usuários do SUS, afirmou que essa proposta de terceirização é prejudicial ao usuário, que vai perder seu vínculo da unidade. “Vai deixar de ser cuidado para ser meta, número de empresa privada. O que precisamos hoje todos sabem: acesso aos leitos, aos exames, aos remédios. Isso para mim é desvio de prioridade, não precisamos transferir a gestão para terceirizada. Hoje a população está sofrendo por falta de acesso”.


O Conselho Municipal de Saúde já se manifestou duas vezes contrário ao projeto das OSs, como pontuou o presidente Jader Vasconcelos. Ele falou da preocupação com a possibilidade de as manifestações contrárias, apresentadas pelo Conselho e a Comissão Permanente de Saúde da Casa de Leis, serem desconsideradas pela prefeitura. “Isso nos deixa uma mensagem preocupante de que o controle social não será considerado”, afirmou. Ele alertou sobre a possibilidade de a prefeitura adotar o novo modelo de Organizações Sociais por meio de decreto, sem passar pela aprovação da Casa de Leis.


O presidente do Conselho ponderou que o tema que não pode ser tratado de forma unilateral, sem debate político e institucional. “Antes de dizer que o único caminho é terceirizar, seria importante organizar o setor de compras e priorizar de fato a saúde”, disse, lembrando que ao mesmo tempo que facilita, a compra mais rápida pela OS facilita que a corrupção apareça. Ele citou ainda como exemplo de que a terceirização não funciona, os serviços de limpeza nas unidades, pois algumas não recebem sequer papel higiênico. “Vai economizar às custas da vida de quem?”, questionou Vasconcelos. 


Ronaldo de Souza Costa, superintendente do Ministério da Saúde em Mato Grosso do Sul, relembrou o princípio de que a “saúde é um direito de todos e dever do Estado”. A necessidade de um complexo hospitalar em Campo Grande foi levantada pelo superintendente, questionando que o Executivo precisa cumprir sua função de executar o serviço público. “O SUS é um sistema que não comporta lucro”, disse. Ele trouxe a preocupação com a precarização do serviço. Incoerências relacionadas ao Orçamento mínimo que deveria ser aplicado em saúde também foram apontadas pelo superintendente. 


Marcelo Santana Vieira, presidente do Sindicato dos Médicos, enfatizou que as pessoas nunca são números e precisam ser respeitadas. Ele citou que em outros estados os exemplos de OSs são deletérios em relação aos princípios do SUS. "Há uma expansão desenfreada de OS, com fragilidade de controle que está sendo questionada", afirmou, referindo-se a problemas apontadas na falta de transparência e várias falhas em contratos, além de direcionamentos e fraudes. Para o presidente do Sindicato, não há saúde de qualidade sem a valorização dos servidores. Ele fez ainda questionamentos sobre a legalidade da medida, com risco de judicializações. 


Pelo Sisem (Sindicato dos Funcionários e Servidores Municipais), Marcio Godoy, reforça que é importante a presença dos servidores na Câmara para mostrar que não adianta coação por parte da prefeitura. Ele criticou o fato de o secretário não ter apresentado pontos negativos em relação às Organizações Sociais e a falta de transparência. "Isso não estava no Plano de Governo da prefeita", afirmou. O representante do Sindicato citou ainda mecanismos de controle no serviço público, a exemplo dos concursos públicos, que deixam de acontecer na terceirização. 


David Chadid, presidente do Sindicato de Odontologia de Mato Grosso do Sul, rebateu dados dos chamados "cases de sucesso" de Organizações Sociais em outros municípios, citando aumento de despesas em contratos no Rio de Janeiro. Mencionou ainda a série de investigações por irregularidades, que resultaram em vários prejuízos.  


Naína Dibo, presidente da Associação das Pessoas com Deficiência e Transtorno do Espectro Autista, também enfatizou que "a saúde é dever do Estado e não dever do mercado, nem de entidades privadas". Ela avalia que é uma proposta problemática, sendo um dos fatores a dificuldade do controle social e da transparência, além da precarização da saúde com a substituição dos servidores concursados por vínculos precários. 


Daniely Proença, presidente do Conselho Regional de Farmácia, citou a oportunidade de discussão proporcionada pela Câmara Municipal e falou da importância do profissional farmacêutico. São 70 profissionais atualmente nas unidades. "Precisamos profissionalizar a gestão do SUS, o que falta é uma gestão comprometida e com responsabilidade". Ela fez o pedido para que os profissionais tenham suas demandas atendidas. 


Mônica Ilis, presidente do Sindicato de Profissionais de Assistência Social, afirmou que a categoria não aceita a destinação às Organizações Sociais porque significa o salário rebaixado, pressão por metas desumanas, rotatividade e fim do vínculo com o usuário. "Não venham dizer que é solução, se fosse não precarizava o trabalhador".


Angelo Macedo, presidente do Sindicato de Enfermagem, afirma que o problema da saúde pública não será resolvido entregando para Organização Social o serviço público. "O grande gargalo é a falta de leitos. Dentro do setor secundário, que contempla Centros Regionais de Saúde (CRSs) e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), temos que suportar o atendimento do terciário, que são os hospitais. Não temos a mínima condição de trabalhar", disse ao mencionar série de equipamentos em falta. 


Vereadores

Vereadores também manifestaram suas opiniões em relação à proposta, com apenas um posicionamento favorável, dos que se pronunciaram na Audiência.


O vereador Rafael Tavares falou que a saúde pública está falida, citando que Campo Grande é a única entre as 20 maiores cidades do País que nunca testou modelo de OSs em unidades. Ele avalia que a cidade está atrasada em relação à avanço de gestão, economia de recursos e eficiência. “É melhor o usuário se tornar número de atendimento do que número de óbito”, disse, citando as dificuldades enfrentadas nos postos atualmente.


“Saúde não é negócio, saúde é um direito e direito não se terceiriza”, afirmou o vereador Marquinhos Trad. Ele disse que saúde precisa de compromisso permanente e não de contrato temporário. O vereador falou ainda que não há como impor por decreto a terceirização e disse que o secretário não tinha convicção quanto apresentava a planilha. “O decreto regulamenta uma lei e não cria deveres e direitos como iria se impor e se criar”, afirmou, citando legislações e jurisprudências federais sobre o tema.


O vereador Jean Ferreira fez uma convocação aos servidores "vamos salvar o SUS de Campo Grande". Ele citou que a audiência é representativa com a presença de vários servidores. "Precisamos entender que o gargalo de Campo Grande é a falta de um complexo hospitalar". Ele falou ainda da necessidade de valorização dos servidores, com plantões, adicionais e mantendo os concursos públicos. "Esse modelo de gestão vem para acabar com os serviços públicos". 


Contrário à proposta de privatização, o vereador Wilson Lands disse que a luta pela saúde precisa ser de resultados. Ele citou a necessidade de aumentar o índice da alta e média complexidades, além da sobrecarga que Campo Grande tem no seu sistema de saúde em relação aos pacientes que vem do interior. "A solução não é entregar o que é do povo para terceiros, mas sim melhorar a gestão, investir com responsabilidade e valorizar quem está na linha de frente". 


A vereadora Luiza Ribeiro também fez críticas firmes à proposta de privatização. "O SUS é o maior sistema de saúde, generoso, atende universalmente todas as pessoas, salva vidas". Ela falou ainda do fracasso das aplicações de OSs em outros locais. A fila de exames, falta de remédios também foram pontos criticados pela vereadora em relação à atual gestão. A vereadora citou ainda emenda à Lei Orgânica Municipal, que já tem assinatura de dez vereadores, com objetivo de vedar a privatização, terceirização e delegação de unidades de saúde em Campo Grande. 


Em defesa da saúde pública, o vereador Landmark ressaltou a importância desse debate e citou algumas dificuldades ao visitar unidades de saúde. "Precisamos debater e priorizar a porta de entrada dos nossos usuários do SUS", afirmou. A priorização dos servidores efetivos também foi enfatizada por Landmark. "Não defendemos a gambiarra que querem fazer nas unidades do Tiradentes ou Aero Rancho". 


O vereador Maicon Nogueira salientou a prerrogativa do vereador de fiscalizar. Ele citou que a população reclama porque falta insumo ou até mesmo os profissionais de saúde. "A proposta vai inviabilizar que o vereador vá fiscalizar a unidade de saúde", disse. Ele relatou dificuldades encontradas quando foi visitar os postos e citou que o contrato não será devidamente fiscalizado pela prefeitura.  


O vereador Veterinário Francisco também se posicionou contra a privatização. Ele é servidor público aposentado e citou que conhece as dificuldades enfrentadas. "Acho inoportuno estarmos discutindo a privatização do SUS. Tínhamos que estar discutindo plano de cargos e salários". Ele elogiou o SUS e disse que hoje falta gestão na Secretaria. "Privatização da saúde é um projeto que já nasceu morto". 


Ao final do debate, o secretário Marcelo Vilela disse que está aberto ao diálogo, mas ponderou sobre a dificuldade financeira para manter todas as unidades. 

Carga tributária sobe mais uma vez e chega a 32,4% do PIB em 2025, maior nível da série histórica

 

                                             Gabriel Cabral - 10.nov.2023/Folhapress


A carga tributária bruta do Brasil atingiu 32,4% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2025, totalizando o montante de R$ 4,12 trilhões, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (10) pelo Tesouro Nacional.


O resultado, apresentado no Boletim de Estimativa da Carga Tributária Bruta do Governo Geral, representa uma alta de 0,18 ponto percentual (p.p.) do PIB em relação a 2024 e marca o maior nível da série histórica iniciada em 2010.


O indicador mede a proporção de tributos arrecadados pelas três esferas de governo (União, estados e municípios) em relação ao tamanho da economia. Na prática, mostra qual parcela de tudo o que é produzido no país é destinada ao pagamento de tributos como impostos, contribuições e taxas.


O avanço em 2025 foi puxado pelo governo federal, com acréscimo de 0,26 p.p do PIB, que teve o aumento da carga tributária impulsionado principalmente pelo crescimento de 0,23 p.p do PIB com a arrecadação do IRRF (Imposto de Renda Retido na Fonte). Os municípios contribuiram com a alta de 0,03 p.p. Os governos estaduais, porém, apresentaram queda (0,10).


Além do IRRF, contribuíram para o resultado federal o aumento da arrecadação do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), com alta de 0,10 ponto percentual do PIB —reflexo de operações de câmbio e crédito e da elevação de alíquotas—, e das contribuições previdenciárias ao RGPS (Regime Geral de Previdência Social), que avançaram 0,12 ponto, acompanhando a reoneração gradual da folha de pagamentos e o crescimento do emprego formal.


Já os estados tiveram desempenho inferior ao da economia, principalmente em razão da queda de 0,09 ponto percentual do PIB na arrecadação do ICMS, apesar do crescimento nominal das receitas.


Nos municípios, houve aumento de 0,03 ponto percentual do PIB, puxado sobretudo pelo ISS (0,02 ponto), em linha com a expansão do setor de serviços. Segundo o Tesouro, tributos sobre a propriedade, como o IPTU, também contribuíram, ainda que em menor magnitude.


A composição da carga tributária permaneceu relativamente estável em 2025. Os impostos sobre bens e serviços seguem como principal fonte de arrecadação, embora tenham recuado levemente em proporção do PIB (de 13,87% para 13,78%). Já os tributos sobre renda, lucros e ganhos de capital aumentaram participação (de 9,04% para 9,16%).


Entre as contribuições sociais, as destinadas ao RGPS cresceram (de 5,28% para 5,40% do PIB), acompanhando a evolução do mercado de trabalho, enquanto as contribuições para regimes próprios de previdência se mantiveram praticamente estáveis.


Mesmo com a alta recente, o nível de tributação no Brasil permanece próximo ao de países desenvolvidos, pouco abaixo da média da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), que gira em torno de 34% do PIB, e acima da média da América Latina (cerca de 21%).


Márcia Magalhães

Relatado por Tereza Cristina, acordo do Mercosul fortalece proteção ao consumidor é aprovado

 



Um acordo que fortalece o direito do consumidor e aplica regras uniformes aos contratos internacionais de consumo celebrados no Mercosul (Projeto de Decreto Legislativo nº 170/2022) foi ratificado no plenário do Senado nesta semana terça-feira, 07/04, e segue para promulgação.


O texto ganhou parecer favorável da senadora Tereza Cristina (PP-MS). Ela considerou que a adoção de regras comuns em contratos internacionais de consumo “contribui diretamente para a construção de um mercado mais integrado, previsível e seguro, criando condições para o fortalecimento do comércio eletrônico, do turismo intrarregional e das novas modalidades de serviços digitais”. 


Contratos de viagem e turismo, por exemplo, cujo cumprimento ocorra fora do domicílio do consumidor serão regidos pela lei do país dele, independentemente de onde o contrato tenha sido celebrado. Nos contratos online, o tratado estabelece que, nas informações prévias e no próprio contrato, deve ser indicado de forma destacada e ostensiva qual o direito aplicável.


O Acordo do Mercosul sobre Direito Aplicável em Matéria de Contratos Internacionais de Consumo foi assinado em Brasília, em 2017. O texto disciplina contratos celebrados quando o consumidor se encontra em seu próprio país e a contratação ocorreu em outro. Nesses casos, as partes poderão escolher a lei aplicável que lhe for mais favorável.


Com informações da Agência Senado