quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Libertadores define quartas com quatro brasileiros na briga pelo título

 

                                           Libertadores define jogos das quartas de final. (Foto: Divulgação)


A Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) definiu nesta quinta-feira (27) as datas e os horários das quartas de final da Libertadores 2026.


O Brasil chega forte à próxima fase, com quatro clubes ainda na disputa pelo título.


Corinthians, Flamengo, Fluminense e Palmeiras representam o futebol brasileiro. A Argentina segue com Estudiantes e Platense, enquanto LDU e Independiente del Valle são os representantes do Equador.


Os confrontos de ida começam em 8 de setembro, com Fluminense e Platense, às 19h, no Maracanã. No dia seguinte, o Palmeiras recebe a LDU, às 19h, no NuBank Parque, enquanto o Corinthians visita o Estudiantes, às 21h30, no Estádio UNO.


O Flamengo será o último brasileiro a entrar em campo na rodada de ida. O Rubro-Negro enfrenta o Independiente del Valle no dia 10 de setembro, às 21h30, no Estádio Olímpico Atahualpa, no Equador.


Jogos de ida


8/9 às 19h – Fluminense x Platense – Maracanã – ESPN e Disney+

9/9 às 19h – Palmeiras x LDU – NuBank Parque – Paramount

9/9 às 21h30 – Estudiantes x Corinthians – Estádio UNO – Globo, ge tv e Paramount

10/9 às 21h30 – Independiente del Valle x Flamengo – Olímpico Atahualpa – ESPN e Disney+

Os jogos de volta começam em 15 de setembro. Fluminense e Palmeiras decidirão suas vagas fora de casa, enquanto Corinthians e Flamengo terão a vantagem de disputar o segundo confronto diante de suas torcidas.


Jogos de volta


15/9 às 19h – Platense x Fluminense – Ciudad de Vicente López – ESPN e Disney+

16/9 às 19h – LDU x Palmeiras – Rodrigo Paz Delgado – Paramount

16/9 às 21h30 – Corinthians x Estudiantes – Neo Química Arena – Globo, ge tv e Paramount

17/9 às 21h30 – Flamengo x Independiente del Valle – Maracanã – ESPN e Disney+


Os quatro vencedores avançam às semifinais da Libertadores e seguem na disputa por uma vaga na decisão do principal torneio de clubes da América do Sul.

Campo Grande projeta crescimento de 2,5% e deve superar média nacional

 

                                                    Vista da cidade de Campo Grande. (Foto: PMCG)



Campo Grande deve encerrar 2026 com crescimento de 2,5% no PIB (Produto Interno Bruto), acima das projeções de 1,9% para Mato Grosso do Sul e de 2% para o Brasil.


Os dados constam no Boletim Econômico da Semades (Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável).


O setor de serviços continua como principal motor da economia campo-grandense e responde por 82,4% do VAB (Valor Adicionado Bruto) do município.


O segmento também liderou a abertura de empregos no primeiro semestre, enquanto a construção civil manteve desempenho positivo.


De janeiro a junho, Campo Grande criou 3.541 empregos com carteira assinada e chegou a 236.695 vínculos formais. Serviços respondeu por 2.088 novas vagas e a construção civil por outras 1.467.


A expansão também aparece no número de negócios em funcionamento. Em julho, a Capital contabilizava 149.147 empresas ativas, alta de 44,62% em relação a 2020. MEIs (Microempreendedores Individuais), MEs (Microempresas) e EPPs (Empresas de Pequeno Porte) representam 94,55% dos CNPJs ativos.


O comércio exterior também avançou. As exportações cresceram 40,24% no primeiro semestre na comparação com o mesmo período de 2025 e somaram US$ 462,47 milhões. O superávit comercial chegou a US$ 252,23 milhões, maior resultado para um primeiro semestre desde o início da série histórica, em 1997.


Entre as medidas adotadas pela Prefeitura para facilitar a atividade econômica estão a Lei de Liberdade Econômica Municipal, que dispensou a exigência de alvará para 654 atividades de baixo risco, e a implantação do Alvará de Construção 100% digital, que permite a tramitação eletrônica dos processos.

Tire suas dúvidas sobre o sarampo e a vacinação para conter o avanço da doença

 

                                             Rubens Cavallari/Folhapress

  • Doença é uma das mais contagiosas do mundo
  • Vacina está disponível nas UBSs e é gratuita



Casos confirmados de sarampo em 2026 nos municípios de São Paulo, São Bernardo do Campo, no ABC, e Guarulhos, na região metropolitana, levaram o Ministério da Saúde a recomendar a vacinação contra a doença para toda a população de 6 meses a 59 anos nas três cidades. Essa orientação é válida mesmo para quem já foi imunizado.


Nesta segunda-feira (3) foi confirmado o 16º caso de sarampo no estado em 2026. Durante todo o ano passado foram registrados dois casos em território paulista.


Bebês de 6 meses a 11 meses e 29 dias das três cidades devem receber a dose zero da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola). Essa dose zero não substitui as doses previstas no Calendário Nacional de Vacinação. A criança deve seguir o esquema vacinal de rotina (descrito abaixo).


O que é o sarampo? Quais os principais sinais e sintomas?

O sarampo é uma doença de transmissão respiratória causada por um vírus. Os sintomas mais comuns são febre alta, manchas vermelhas pelo corpo (exantemas), conjuntivite, coriza, mal-estar e tosse seca.


Como ocorre a transmissão?

A transmissão do sarampo acontece de pessoa a pessoa, por via aérea, ao tossir, espirrar, falar ou respirar.


Qual o tratamento?

Não existe. São tratados os sintomas para reduzir o desconforto


Quais são as complicações mais sérias que o sarampo pode causar?

Pneumonia, infecção no ouvido, encefalite e morte.


Qual população corre mais risco com o sarampo?

As crianças menores de 5 anos (em especial, abaixo de 1 ano) e pessoas imunodeprimidas.


Os sintomas do sarampo podem ser confundidos com os de outras doenças?

Sim, os sintomas do sarampo podem ser confundidos com os de outras doenças exantemáticas, como a dengue (que também causa manchas vermelhas, chamadas petéquias) e a rubéola. Conjuntivite, febre, exantema e mal-estar, especialmente em crianças, são sinais que podem indicar sarampo.


Por que o sarampo é considerado uma das doenças mais contagiosas do mundo?

O vírus do sarampo possui altíssimo potencial de transmissibilidade e pode permanecer suspenso no ar por até duas horas. Ou seja, mesmo após uma pessoa infectada deixar um ambiente o vírus continua presente e pode contaminar outras pessoas.


Quando uma pessoa infectada começa a transmitir o sarampo?

A transmissão pode ocorrer entre seis dias antes e até quatro dias após o aparecimento das manchas. Os sintomas costumam surgir de quatro a seis dias após a infecção, intervalo chamado de período de transmissibilidade.


A vacina contra o sarampo é segura?

Sim, é segura e eficaz. É uma das vacinas com menos restrições de uso.


A vacina contra o sarampo tem contraindicações? Gestantes podem tomá-la?

É contraindicada a imunossuprimidos e bebês menores de 6 meses. Pessoas com alergia a algum componente da vacina ou que já tiveram reação adversa devem buscar orientação na unidade de saúde.


Gestantes não devem tomar a vacina, pois ela é composta por vírus vivo atenuado, o que representa um risco durante a gravidez.


Onde a vacina do sarampo pode ser encontrada?

Está disponível gratuitamente em todas as UBSs (Unidades Básicas de Saúde) nos 645 municípios do estado de São Paulo.


Quem já teve sarampo está imunizado para sempre?

Sim, quem teve sarampo desenvolve uma imunidade de memória suficiente para se proteger pelo resto da vida. No entanto, quem não sabe se já teve a doença ou não tem comprovação de vacinação é orientado a se vacinar.


A orientação atual para os três municípios —São Paulo, São Bernardo do Campo e Guarulhos— é de que todos os cidadãos que tenham entre 6 meses e 59 anos tomem a vacina, mesmo que já estejam imunizado.


Por que a baixa cobertura vacinal facilita o retorno de doenças como o sarampo?

Quando uma parcela significativa da população não está vacinada, o vírus encontra mais facilidade para se estabelecer e circular. A hesitação vacinal e as fake news contribuem para esse cenário.


Pessoas vacinadas que entram em contato com o vírus têm menor chance de desenvolver quadros graves e de transmiti-lo a outras pessoas, o que reduz a sua circulação. Por isso, manter alta cobertura vacinal é essencial para evitar o retorno de doenças já eliminadas. No caso do sarampo, a meta é imunizar pelo menos 95% do público-alvo.


Com os casos em 2026, o Brasil pode perder o certificado de país livre do sarampo?

A certificação está mantida, por enquanto, mas poderá ser perdida após um ano de transmissão sustentada da doença.


Em novembro de 2024, a Opas (Organização Pan-Americana da Saúde) voltou a certificar o Brasil pela eliminação de sarampo, rubéola e síndrome da rubéola congênita. Foi a segunda vez que o país recebeu o certificado pela erradicação da doença —o primeiro, concedido em 2016, foi perdido em 2018 após novos surtos no país.


Quem deve se vacinar contra o sarampo

Em São Paulo, São Bernardo do Campo e Guarulhos

Dose zero: crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias.


Qualquer pessoa de 6 meses a 59 anos, independentemente do histórico vacinal (a partir de 3 de agosto).


Rotina - demais municípios brasileiros

O esquema vacinal recomendado pelo Ministério da Saúde prevê duas doses: a primeira aos 12 meses, com a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), e a segunda aos 15 meses, com a tetraviral (que inclui varicela).


Pessoas de 1 a 29 anos devem ter duas doses da tríplice viral, enquanto adultos de 30 a 59 anos devem ter pelo menos uma. Profissionais de saúde precisam comprovar duas doses independentemente da idade.


Fonte: Tatiana Lang, diretora do CVE-SP (Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo)


Patrícia Pasquini

Folha de São Paulo

Com verba do FMIC, murais da ferrovia ganham site no sábado

 

                                               Divulgção



Financiado pelo Fundo Municipal de Investimentos Culturais (FMIC), o projeto “Histórias do Trecho: Locomotivas de Histórias” lança a sua plataforma digital neste sábado (29), às 19h. O Museu de Arte Urbana (MuAu) – Casa Amarela disponibilizará vídeos e relatos de personagens ligados à Estrada de Ferro Noroeste do Brasil (NOB) em Campo Grande. 


A programação inicia com a apresentação do endereço eletrônico museucasamarela.org. Às 19h30, o público assistirá à exibição dos conteúdos captados pela produtora Lu Tanno, com narração da escritora e arteterapeuta Tatiana De Conto. O evento encerrará às 20h com uma confraternização musical. 


“Mais do que uma página institucional, o novo site nasce como uma extensão das atividades da Casa Amarela, reunindo acervos, imagens, registros audiovisuais e informações sobre a programação do espaço e também conservação da memória e identidade da vila de ferroviários”, afirma Tatiana De Conto. 


A digitalização da memória agregará interatividade à galeria de arte urbana. As 15 narrativas pesquisadas ganharão códigos QR Code instalados junto aos 41 murais do local. O visitante poderá apontar a câmera do celular e acessar imediatamente os vídeos e a identidade das obras. 


“A proposta transforma a exposição ‘Memórias do Trecho’ em uma espécie de livro vivo a céu aberto, no qual imagem, memória e oralidade podem ser acessadas diretamente no espaço onde as histórias são representadas”, pontua a escritora. 


O portal inaugurará também um canal de comercialização online, beneficiando os artistas que pintaram os muros de forma voluntária ao longo de 2024. A intenção da coordenação é utilizar o espaço interno da Casa Amarela para oficinas e exposições temporárias, direcionando as vendas para a plataforma. 


“É a finalização de um caminho. Entrei aqui para contar essas histórias e, dois anos depois, finalizamos. Foram muitos aprendizados, ideias, teremos muito trabalho pela frente com a reforma dos murais, a ampliação da área expositiva da Casa Amarela e novas parcerias”, explica Tatiana. 


“O projeto entrega para os artistas que ofereceram sua arte voluntariamente a possibilidade de comercializar arte online. Sentimos falta de um local que fomente a arte de Campo Grande, daí a necessidade desse espaço que abre uma conexão com o mundo, ter esse e-commerce”, completa a arteterapeuta. 


“Estamos abrindo uma nova janela para o mundo para divulgar e comercializar a arte e a cultura sul-mato-grossense”, afirma Guido Drummond, artista plástico e coordenador da Casa Amarela. “Se o mercado local não absorver, vamos buscar outras e novas oportunidades”. 


A estruturação do site contou com o suporte do Sebrae e Senai. A base institucional do projeto engloba o apoio da Fundação Municipal de Cultura (Fundac), Prefeitura de Campo Grande, Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), Afapedi, IPHAN, Plataforma Cultural e Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso do Sul (IHGMS). 


As sessões de contação de histórias continuarão como parte da rotina local. A coordenação estruturou oito circuitos de narração até o momento e projeta a próxima edição para o dia 20 de setembro, às 9h, firmando a meta de encontros em todos os terceiros domingos do mês. 


“A proposta do ‘Locomotiva de Histórias’ é fazer com que essas histórias continuem percorrendo a cidade — seja pela experiência presencial, pela arte urbana ou, agora, pela memória disponível no ambiente digital”, conclui Tatiana. 


Serviço ao Cidadão 


O lançamento do site da Casa Amarela (Projeto Histórias do Trecho) ocorrerá no sábado (29), às 19h. O Museu de Arte Urbana – Casa Amarela fica na Rua dos Ferroviários, 118, na região central de Campo Grande. A entrada é gratuita e a classificação é livre. 

Estado de SP chega a 26 casos de sarampo em 2026

 

                                           Mulher é vacinada contra o sarampo na capital paulista - Rubens Cavallari - 03.ago.26/Folhapress

  • Os três novos registros estão na capital paulista
  • Nenhum dos pacientes tem histórico de vacinação contra a doença


O número de casos de sarampo aumentou para 26 no estado de São Paulo. A informação é da Secretaria Estadual da Saúde. Dois são importados e os demais relacionados à importação. Durante todo o ano passado foram registrados dois casos em território paulista.


As três novas ocorrências de sarampo foram registradas na capital paulista —dois em crianças menores de um ano (um menino e uma menina) e o terceiro é o de uma mulher na faixa dos 30 anos. Nenhum dos pacientes possui histórico de vacinação.


Do total, 23 casos estão no município de São Paulo, dois em São Bernardo do Campo, no ABC, e um em Guarulhos, na região metropolitana. Dos pacientes, 19 não estavam imunizados ou estavam com o esquema incompleto.


A vacinação indiscriminada contra o sarampo para pessoas de 6 meses a 59 anos nos municípios de São Paulo, São Bernardo do Campo e Guarulhos vai até 1º de setembro, junto com a Campanha Nacional de Multivacinação.


Dados preliminares de 2026 indicam cobertura vacinal de 89,35% para a primeira dose e de 74,64% para a segunda no estado. A meta estabelecida é de 95% para cada uma das doses.


O sarampo é uma doença viral contagiosa, transmitida pelo ar, especialmente em ambientes fechados e com grande circulação de pessoas. Os principais sintomas incluem febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e manchas avermelhadas na pele, que geralmente surgem entre 7 e 14 dias após a exposição.


Quem deve se vacinar contra o sarampo

Em São Paulo, São Bernardo do Campo e Guarulhos

Dose zero: crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias.


Qualquer pessoa de 6 meses a 59 anos, independentemente do histórico vacinal (a partir de 3 de agosto).


Rotina - demais municípios brasileiros

O esquema vacinal recomendado pelo Ministério da Saúde prevê duas doses: a primeira aos 12 meses, com a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), e a segunda aos 15 meses, com a tetraviral (que inclui varicela).


Pessoas de 1 a 29 anos devem ter duas doses da tríplice viral, enquanto adultos de 30 a 59 anos devem ter pelo menos uma. Profissionais de saúde precisam comprovar duas doses independentemente da idade.


Patrícia Pasquini

Folha de São Paulo

Receita investiga esquema de sonegação e lavagem de dinheiro em MS e SP

 

                                             Reprodução



A Receita Federal investiga um esquema que teria usado empresas para emitir documentos fiscais para terceiros e comercializar mercadorias sem registro nos estoques.


A apuração também encontrou indícios de lavagem de dinheiro.


Segundo as investigações, valores foram movimentados em nome de pessoas sem capacidade financeira compatível, mas ligadas a integrantes da organização criminosa.


Mandados em MS


Segundo o Midiamax, a operação cumpre nove mandados de busca e apreensão em Mato Grosso do Sul e São Paulo, autorizados pela 5ª Vara Federal de Campo Grande.


A decisão permite ainda a apreensão de drogas, armas, joias, obras de arte, bens de alto valor e dinheiro em espécie acima de R$ 5 mil sem origem comprovada.

Enchente no Nepal deixa quase 1,5 mil desaparecidos

 

                                           Enchente atingiu represa no rio Bhote Koshi. (Foto: Reuters)



O número de desaparecidos após a enchente devastadora que atingiu a região de Rasuwa, no Nepal, aumentou drasticamente. Quase 1,5 mil pessoas ainda não haviam sido localizadas nesta quinta-feira (27), um dia depois de uma avalanche de gelo, rochas e detritos provocar uma enxurrada de grandes proporções na fronteira com o Tibete.


Imagens registraram a força da enchente que atingiu o distrito de Rasuwa, no Nepal, na quarta-feira (26). 


O balanço mais recente também aponta para centenas de mortes. Informações divulgadas nesta quinta indicam que mais de 270 corpos já haviam sido encontrados, enquanto as equipes de resgate continuavam percorrendo as áreas atingidas.


Entre os desaparecidos estão centenas de estrangeiros que viajavam pela região. A lista inclui turistas da Índia, Estados Unidos, Austrália, Reino Unido, Malásia, Coreia do Sul e outros países. O levantamento inicial do Conselho de Turismo do Nepal apontava 384 viajantes desaparecidos, mas o número aumentou à medida que autoridades passaram a receber informações de outras regiões atingidas.


Imagens registradas por moradores mostram a força da correnteza avançando pelo vale e carregando grande quantidade de lama, pedras e destroços. Casas, estradas, pontes e instalações de geração de energia foram atingidas ao longo do caminho.


As primeiras informações apontavam que um terremoto poderia ter provocado uma avalanche e bloqueado temporariamente um curso d'água. Avaliações posteriores indicam que o colapso de parte de uma geleira no Himalaia lançou uma grande quantidade de gelo, rochas e detritos no vale, desencadeando a inundação repentina que avançou pela região.


A tragédia também atingiu a infraestrutura energética do Nepal. Usinas hidrelétricas instaladas no vale foram danificadas, deixando áreas sem eletricidade e dificultando as operações de emergência. Segundo a Associated Press, as instalações afetadas representam cerca de 10% da capacidade de geração de energia do país.


Milhares de integrantes das forças de segurança e equipes de emergência foram mobilizados para procurar sobreviventes. Helicópteros também participam da operação, principalmente no resgate de pessoas isoladas em áreas montanhosas e de difícil acesso.


Do lado chinês da fronteira, as autoridades também realizam buscas. O presidente Xi Jinping determinou a ampliação das operações de resgate e assistência às regiões afetadas. O desastre atingiu áreas dos dois lados da fronteira entre o Nepal e o Tibete, aumentando a dimensão da operação de emergência.