domingo, 7 de dezembro de 2025

Candidatos à titularidade e mais: os reservas do Corinthians que podem ganhar nova chance na Arena

 

                                                (Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians)



O Corinthians encara seu último compromisso pelo Campeonato Brasileiro de 2025 neste domingo. O Timão fechará sua campanha contra o já rebaixado Juventude, a partir das 16h (de Brasília), na Neo Química Arena. Todos os jogos da 38ª rodada serão disputados simultaneamente.


O Alvinegro chega à última rodada na décima posição, com 46 pontos, e já não briga por mais nada no torneio. Em função disso e da proximidade com as semifinais da Copa do Brasil, a tendência é que o técnico Dorival Júnior repita o feito do jogo contra o Fortaleza e mande a campo um time misto ou — até mesmo completamente reserva — para enfrentar o Juventude.


Diante deste cenário, o Corinthians tem diversos jogadores menos badalados que podem aproveitar a oportunidade e voltar a dar uma resposta diante do Juventude. Alguns, quem sabe, podem até mesmo se credenciar à titularidade para os dois jogos contra o Cruzeiro, rival da equipe alvinegra na semifinal da Copa do Brasil.


Contra o Fortaleza, o Timão teve a seguinte escalação: Hugo Souza; Cacá, André Ramalho, Gustavo Henrique e Matheus Bidu; Maycon, André, Breno Bidon e Vitinho; Dieguinho e Gui Negão. A expectativa, portanto, é que pelo menos alguns destes nomes estejam em campo novamente contra o Juventude.


Candidatos à titularidade

Apesar da grande concorrência em todos os setores do campo, alguns jogadores do Corinthians vêm se destacando nas últimas partidas e podem ser fortes candidatos à titularidade na semifinal da Copa do Brasil. Três fortes exemplos são os atletas que chamaram a responsabilidade contra o Fortaleza: Vitinho, Dieguinho e André.


Vitinho e André participaram diretamente do único gol do Timão no jogo - o atacante com a assistência e o o volante com a finalização para as redes. Já Dieguinho passou em branco no marcador, mas novamente deixou boa impressão com o desempenho como titular no Castelão.


Os três jogadores já vinham de bons jogos pelo Corinthians. Vitinho, por exemplo, deu a assistência para o gol de empate do time contra o Botafogo. André, por sua vez, voltou recentemente de lesão e foi muito elogiado pelo técnico Dorival Júnior após a partida contra o Fortaleza. Já Dieguinho ultrapassou Kayke na hierarquia e se consolidou como opção no ataque em meio à ausência de Memphis Depay.


Os três são jogadores que têm aproveitado cada minuto das oportunidades recebidas e ganhado destaque no Corinthians. Mas ainda que acabem não sendo titulares contra o Cruzeiro, certamente serão opções confiáveis para a comissão técnica no segundo tempo.


Vale lembrar que, apesar do otimismo do Corinthians, o trio GYM ainda é dúvida para a semifinal da Copa do Brasil — pelo menos para o jogo de ida. Yuri Alberto e Rodrigo Garro ainda se recuperam de suas respectivas lesões. Já Memphis é presença quase certa, uma vez que está no processo de transição física.


Outros tentam retomar espaço

Outros jogadores, por sua vez, podem tentar aproveitar a chance contra o Juventude para se recolocar na briga por espaço no Corinthians, seja nesta reta final de temporada ou já pensando em 2026. São os casos de José Martínez, Charles, Cacá, André Ramalho e Félix Torres.


José Martínez vem de uma série de episódios polêmicos neste fim de ano e perdeu prestígio no Corinthians. O venezuelano chegou a faltar em seis treinos da equipe em meados de outubro e foi punido com multa. Ele também não foi relacionado para os jogos contra Santos e Atlético-MG. Posteriormente, o volante chegou a ser expulso duas vezes em 18 dias, sendo novamente multado pela diretoria. Agora, ele busca retomar a confiança de Dorival.


Já o volante Charles não jogou os últimos três jogos do Timão. Contra Cruzeiro e Botafogo, ficou no banco. Contra o Fortaleza, por sua vez, ele não esteve à disposição devido a uma punição do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva). O volante deve atuar contra o Juventude e busca mostrar seu valor para a comissão técnica, já que teve pouquíssimos minutos no conjunto dos últimos cinco jogos que disputou.


Os zagueiros Cacá e André Ramalho, por outro lado, tem atuado em funções distintas. O camisa 25 precisou substituir Matheuzinho, suspenso, e jogou como lateral direito no duelo contra o Fortaleza. O cenário pode se repetir neste domingo, uma vez que Matheuzinho pode ser poupado, mas Charles também é opção. Já Ramalho disputa uma vaga no time titular com João Pedro Tchoca, que se consolidou com Dorival formando dupla com Gustavo Henrique.


Por fim, Félix Torres tem situação distinta de todos os demais nomes mencionados acima. O equatoriano não entra em campo desde o dia 27 de agosto, quando atuou por 24 minutos na vitória por 1 a 0 sobre o Athletico-PR, pelas quartas de final da Copa do Brasil. O zagueiro, portanto, tenta reencontrar espaço na defesa alvinegra.



Próximos jogos do Corinthians

Corinthians x Juventude (38ª rodada do Campeonato Brasileiro)

Data e horário: 07/12 (domingo), às 16h (de Brasília)

Local: Neo Química Arena, em São Paulo (SP)

 


Cruzeiro x Corinthians (jogo de ida das semifinais da Copa do Brasil)

Data e horário: 10/12 (quarta-feira), às 21h30 (de Brasília)

Local: Mineirão, em Belo Horizonte (MG)

Lando Norris se consagra campeão mundial; Verstappen vence GP de Abu Dhabi

 

                                           Foto: GIUSEPPE CACACE / AFP


A última corrida da temporada começou com três pilotos ainda na disputa pelo título. Neste domingo, porém, foi  Lando Norris quem garantiu o Campeonato Mundial ao confirmar o resultado necessário no GP de Abu Dhabi, no circuito de Yas Marina. Assim, chega ao fim mais um ano da Fórmula 1.


Max Verstappen, também candidato ao título, venceu a prova, mas não conseguiu somar pontos suficientes para superar o piloto da McLaren na classificação final. Oscar Piastri, companheiro de Norris, terminou em segundo lugar e também não conseguiu ultrapassar o britânico no Mundial.


Para ser campeão, Lando Norris precisava apenas de um terceiro lugar e entregou exatamente o que precisava para conquistar seu primeiro título na categoria.


A corrida

Verstappen manteve a primeira posição na largada. Leclerc saiu muito bem e chegou a ameaçar Norris, enquanto Russell não teve um bom início e perdeu posições, caindo para o sexto lugar. Gabriel Bortoletto chegou a ser ultrapassado por Hadjar, mas retomou o sétimo posto. Ainda na primeira volta, Oscar Piastri conseguiu superar Norris e assumir a segunda colocação.


Na volta 17, Norris realizou seu pit stop e retornou em nono. O britânico iniciou uma rápida recuperação, ultrapassando Antonelli, Sainz, Lawson e Stroll sem grandes dificuldades. Ocon parou nos boxes, rendendo mais uma posição ao piloto da McLaren. Em seguida, Norris alcançou Tsunoda e fez a ultrapassagem por dentro. O japonês foi punido com cinco segundos por jogar o britânico para fora da pista, punição que gerou forte irritação no rádio.


Após sua parada, Bortoletto voltou em 15º, ganhou terreno com boas ultrapassagens e chegou a entrar novamente na zona de pontuação, em oitavo. No entanto, perdeu rendimento no stint final e terminou a prova em 12º.


Verstappen, por sua vez, fez uma corrida dominante e garantiu a vitória sem grandes ameaças.


Veja como ficou o grid final do GP de Abu Dhabi de Fórmula 1

Max Verstappen (Red Bull)

Oscar Piastri (McLaren)

Lando Norris (McLaren)

Charles Leclerc (Ferrari)

George Russell (Mercedes)

Fernando Alonso (Aston Martin)

Esteban Ocon (Haas)

Lewis Hamilton (Ferrari)

Oliver Bearman (Haas)

Nico Hulkenberg (Kick Sauber)

Lance Stroll (Aston Martin)

Gabriel Bortoleto (Kick Sauber)

Carlos Sains (Williams)

Yuki Tsunoda (Red Bull)

Kimi Antonelli (Mercedes)

Alexander Albon (Williams)

Isack Hadjar (Racing Bulls)

Liam Lawson (Racing Bulls)

Pierre Gasly (Alpine)

Franco Colapinto (Alpine)

Após consolidação de federação, Delcídio promete candidatura ao Governo e Senado

 

                                            Foto: Divulgação


O ex-senador, Delcídio do Amaral, pretende lançar candidatos ao governo e ao Senado na federação Renovação Solidária, formalizada ontem com a união do Solidariedade e Partido Renovação Democrática (PRD).


“Nós já estamos trabalhando há um bom tempo, silenciosamente, movimentando lideranças que sem dúvida nenhuma querem ajudar o Estado. Querem ter a oportunidade para fazer política em prol da nossa gente, uma coisa que eles não conseguem com esse ‘status quo’ que Mato Grosso do Sul vive”, declarou.


Delcídio considera a federação, e possível chegada do Democracia Cristã, uma grande vitória, porque muitos duvidavam e até faziam sarcasmo.


“Agora nós estamos focados nas chapas de federal e estadual, mas nós vamos lançar candidatos majoritários também para o Senado e para o governo. A minha missão, mais do que nunca, agora é consolidar a Federação, um programa de governo para discutir a grande política, que é uma coisa que não se discute nesse estado”, afirmou.


A reportagem indagou Delcídio sobre o cargo que pretende disputar, mas ele não revelou se pretende concorrer ao Governo ou Senado.


Pesquisas divulgadas até o momento indicam remota possibilidade de segundo turno, na margem de erro, com a candidatura de Delcídio , Marcos Pollon (PL) e Fábio Trad (PT).


Por enquanto, apenas Pollon tem declarado que será candidato, mas não tem partido. O PL pretende apoiar a reeleição de Eduardo Riedel (PP)..


Investiga MS

Inglaterra pede que população pare de procurar pronto-socorro por unha encravada e soluços

 

                                              Painel em Londres mostra trabalhadores do Serviço Nacional de Saúde da Inglaterra (NHS) - Justin Tallis -5.jan.2022/AFP

  • Saúde teme que serviço fique sobrecarregado pela temporada de gripe junto a greves trabalhistas

  • Prontos-socorros já registraram 37 mil visitas a mais em outubro do que no mesmo mês do ano passado



Povo da Inglaterra: por favor, tratem suas unhas encravadas e soluços em casa. Não incomodem os serviços de emergência com isso.


Essa foi a mensagem desta quinta-feira (4) do Serviço Nacional de Saúde da Inglaterra (NHS), alertando que os prontos-socorros têm ficado "sob cerco" por uma enxurrada de problemas menores em invernos anteriores.


O serviço tenta promover alternativas às emergências —como farmacêuticos, centros de atendimento urgente e sistemas online— como primeiro ponto de contato, em meio ao temor de que trabalhadores hospitalares possam ficar sobrecarregados pela combinação de temporada de gripe e greves trabalhistas neste inverno.


A iniciativa inclui um vídeo, "24 hours NOT in A&E" (24 horas NÃO no Pronto-Socorro) —uma referência ao nome de um reality show sobre unidades de Acidentes & Emergências, como os prontos-socorros são chamados no país. O vídeo do governo mostra pessoas buscando tratamento para questões médicas menores em uma farmácia ou pedindo uma receita repetida online, para demonstrar como acessar atendimento sem lotar os serviços de emergência.


Segundo o NHS England, gestor do sistema público de saúde no país, no último inverno, entre 1º de novembro e 28 de fevereiro, pessoas em todo o país foram ao pronto-socorro mais de 200 mil vezes por problemas como dor de garganta (96.998 visitas), dor de ouvido (83.705), coceira na pele (8.669), congestão nasal (6.382), unhas encravadas (3.890) e soluços (384).


Os dados se referem apenas a hospitais na Inglaterra, já que a política do NHS é administrada separadamente na Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte.


O NHS britânico, fundado em 1948, oferece atendimento gratuito para pessoas que são "residentes habituais". Há anos está sob pressão por causa de longos tempos de espera e problemas de financiamento, com muitos funcionários enfrentando exaustão e burnout. Ainda assim, é amado e motivo de orgulho entre os britânicos, muitos dos quais se chocam com o custo da saúde nos Estados Unidos e temem a possibilidade de privatização que um acordo de livre-comércio entre os dois países poderia trazer.


Neste ano, médicos residentes na Inglaterra planejam fazer greve de 17 a 22 de dezembro por causa de uma disputa salarial, aumentando o temor durante a tradicional alta de doenças de inverno, que começou mais cedo que o habitual.


O NHS England afirmou esperar enfrentar uma temporada de gripe sem precedentes este ano, com "nenhum pico à vista". Os prontos-socorros já registraram 37 mil visitas a mais em outubro do que no mesmo mês do ano passado, disse a agência.


Julian Redhead, diretor nacional de atendimento urgente e emergencial do NHS England, em comunicado separado nesta quinta-feira, pediu que aqueles preocupados com sua saúde procurem atendimento, mas afirmou que "o aumento explosivo de casos de gripe coincidindo com greves pode levar nossa equipe ao limite nas próximas semanas".


O alerta veio um dia depois de o Royal College of Nursing, que representa mais de meio milhão de profissionais de enfermagem no Reino Unido e internacionalmente, dizer que dados do NHS England mostraram um "aumento impressionante" no número de pessoas esperando mais de 12 horas no pronto-socorro para serem internadas.


"Todos os dias, milhares de pessoas em todo o país são obrigadas a receber tratamento à vista de outros pacientes, em locais inadequados como corredores, cafés e até banheiros, onde a equipe de enfermagem não consegue acessar facilmente equipamentos potencialmente salva-vidas", disse Nicola Ranger, secretária-geral e diretora-executiva do RCN, em comunicado nesta quinta-feira. "É indigno e inseguro."


Ela acrescentou: "Com urgência, o governo precisa melhorar os níveis de pessoal e a capacidade dos departamentos de emergência, além de investir em serviços comunitários que permitam manter as pessoas saudáveis em casa e fora do hospital."


Wes Streeting, secretário de Estado para Saúde e Assistência Social do governo britânico, disse que o governo está trabalhando para garantir que os pacientes sejam atendidos "neste período de intensa pressão".


"Todos podemos fazer nossa parte neste inverno garantindo que só usemos o A&E… para acidentes e emergências reais", afirmou em comunicado nesta quinta-feira.


Victoria Craw

The Washington Post

Mulheres vão às ruas em todo país para protestar contra o feminicídio

 

                                             Agência Brasil



Mulheres de diversas cidades brasileiras irão às ruas neste domingo (7) para denunciar o aumento do número de casos de feminicídio e protestar contra todas as formas de violência que violam o direito das mulheres a viver com liberdade, respeito e segurança. 


Mobilizadas por coletivos, movimentos sociais e organizações feministas, as manifestações têm o objetivo de romper o silêncio, exigir justiça e afirmar que a sociedade não aceitará mais a impunidade.


“Basta de feminicídio. Queremos as mulheres vivas” é o lema das manifestantes. 


Confira algumas das manifestações marcadas para este domingo


São Paulo (SP): 14h, vão do Masp

Curitiba (PR): 10h, Praça João Cândido (Largo da Ordem)

Campo Grande (MS): 13h (horário local), Av. Afonso Pena (em frente ao Aquário do Pantanal)

Manaus (AM): 17h, Largo São Sebastião

Rio de Janeiro (RJ):  12h, Posto 5 – Copacabana

Belo Horizonte (MG): 11h, Praça Raul Soares

Brasília (DF) e Entorno: 10h, Feira da Torre de TV

São Luís (MA): 9h, Praça da Igreja do Carmo (Feirinha)

Teresina (PI): 17h, Praça Pedro II

A mobilização nacional foi convocada após uma onda de feminicídios recentes que abalaram o país. 


Na sexta-feira (5), foi encontrado, em Brasília, o corpo carbonizado da cabo do Exército Maria de Lourdes Freire Matos, 25 anos. O crime está sendo investigada como feminicídio, após o soldado Kelvin Barros da Silva, 21 anos, ter confessado a autoria do assassinato. Ele está preso no Batalhão da Polícia do Exército.


No final de novembro, Tainara Souza Santos teve as pernas mutiladas após ser atropelada e arrastada por cerca de um quilômetro, enquanto ainda estava presa embaixo do veículo. O motorista, Douglas Alves da Silva, foi preso por tentativa de feminicídio. 


Na mesma semana, duas funcionárias do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet-RJ), no Rio de Janeiro, foram mortas a tiros por um funcionário da instituição de ensino que se matou em seguida.


Cerca de 3,7 milhões de mulheres brasileiras viveram um ou mais episódios de violência doméstica nos últimos 12 meses, segundo o Mapa Nacional da Violência de Gênero. 


Em 2024, 1.459 mulheres foram vítimas de feminicídios. Em média, cerca de quatro mulheres foram assassinadas por dia em 2024  em razão do gênero, em contextos de violência doméstica, familiar ou por menosprezo e discriminação  relacionados à condição do sexo feminino. 


Em 2025, Brasil já registrou mais de 1.180 feminicídios e quase 3 mil atendimentos diários pelo Ligue 180, segundo o Ministério das Mulheres. 


Nesta semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um apelo para que haja um grande movimento nacional contra a violência de gênero. Ele cobrou dos próprios homens uma resposta para mudar a cultura de violência de gênero que predomina na sociedade.

Com Brasil em quinto, site faz ranking de favoritos para a Copa do Mundo de 2026

 

                                               Divulgação



O site "The Athletic" montou um ranking com as possíveis colocações das seleções na Copa do Mundo de 2026. A competição será realizada nos Estados Unidos, no México e no Canadá.


O Mundial contará com 48 participantes. 42 seleções já estão confirmadas. As seis vagas restantes serão preenchidas com equipes que disputarão as repescagens em março do próximo ano.


Atual campeã mundial, a Argentina ocupa a primeira posição do ranking. A Espanha aparece em segundo, enquanto a França completa o pódio. O Brasil foi colocado no quinto lugar, atrás da Inglaterra.


No atual ranking da Fifa, o Brasil também é o quinto colocado. Favorita para conquistar o Mundial segundo o "The Athletic", a Argentina é a segunda posicionada no ranking da Fifa. A Espanha lidera.



A lista divulgada considerou 64 seleções, uma vez que incluiu as equipes que estão na repescagem europeia e na repescagem mundial O sorteio dos grupos da Copa do Mundo acontece nesta sexta-feira, em Washington.


VEJA O RANKING DO THE ATHLETIC:


1º Argentina


2º Espanha


3º França


4º Inglaterra


5º Brasil


6º Holanda


7º Portugal


8º Alemanha


9º Marrocos


10º Colômbia


11º Croácia


12º Uruguai


13º Bélgica


14º Egito


15º Senegal


16º Equador


17º Coreia do Sul


18º Noruega


19º Costa do Marfim


20º Japão


21º México


22º Itália


23º Suíça


24º Gana


25º Estados Unidos


26º Austrália


27º Áustria


28º Argélia


29º Dinamarca


30º Irã


31º Paraguai


32º Canadá


33º Arábia Saudita


34º Turquia


35º Polônia


36º Panamá


37º País de Gales


38º Escócia


39º Tunísia


40º Suécia


41º Irlanda


42º Catar


43º República Checa


44º África do Sul


45º Nova Zelândia


46º Jordânia


47º Bolívia


48º Eslováquia


49º Bósnia e Herzegovina


50º RD Congo


51º Ucrânia


52º Romênia


53º Jamaica


54º Cabo Verde


55º Uzbequistão


56º Irlanda do Norte


57º Albânia


58º Iraque


59º Macedônia do Norte


60º Curaçao


61º Kosovo


62º Haiti


63º Suriname


64º Nova Caledônia


Ancelotti diz que Brasil pode vencer todos os jogos da 1ª fase

 

                                              Rafael Ribeiro CBF


O técnico italiano Carlo Ancelotti afirmou que o Brasil pode vencer os três jogos da primeira fase da Copa do Mundo de 2026 (contra Marrocos, Haiti e Escócia). A declaração foi dada em entrevista coletiva concedida nesta sexta-feira (5) após o sorteio dos grupos do Mundial que será disputado nos Estados Unidos, no Canadá e no México.


“O primeiro jogo do Brasil pode ser contra Marrocos, Haiti ou Escócia, temos que vencer. É respeitar o adversário e estudar bem o rival. Podemos vencer os três jogos. Nossa ideia é muito clara, temos que ser competitivos durante toda a Copa do Mundo”, declarou o comandante do Brasil ao ser questionado sobre o que achava de enfrentar a seleção africana logo na estreia do próximo Mundial.


O técnico italiano também foi questionado sobre o que achava da possibilidade de o Brasil cruzar no mata-mata com equipes fortes como Holanda, Alemanha e França:


“O objetivo do Brasil é disputar a final e, para isso, tem que encarar equipes muito fortes. Isso pode acontecer nas quartas de final, na semifinal. Mas, na minha opinião, isso não muda muito”.



Na entrevista, Ancelotti também foi questionado sobre os próximos desafios do Brasil, amistosos contra a Croácia e França, que foram confirmados nesta sexta pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e que serão disputados nos Estados Unidos. Segundo o treinador, estes jogos servirão para avaliar o nível da seleção a poucos meses do início da Copa:


“Acredito que será um bom teste. Enfrentaremos equipes de nível mundial de diferentes características. A França tem qualidade individual extraordinária, enquanto a Croácia tem uma equipe muito experiente. Queremos saber onde estamos”.


Consumo de ultraprocessados e índices de obesidade aumentam em crianças, diz Unicef

 

                                              /Folhapress 

  • Análise reúne evidências científicas recentes sobre o assunto

  • Vendas desses alimentos cresceram em países de alta, média e baixa renda




Dados compilados pelo Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) lançados nesta quarta-feira (3) mostram o aumento no consumo de alimentos ultraprocessados entre crianças e adolescentes no Brasil e no mundo nas últimas décadas. A tendência de crescimento é associada a uma alta nos índices de sobrepeso e obesidade.


Embora os países de alta renda apresentem os maiores níveis de consumo, a ingestão de AUPs —termo para alimentos ultraprocessados cunhado pelo pesquisador Carlos Monteiro— tem aumentado em países de média e baixa renda.


A análise, que reúne as evidências científicas mais recentes sobre o assunto, aponta que, em países de baixa e média-baixa renda, as vendas médias anuais per capita de AUPs aumentaram cerca de 15% entre 2007 e 2022.


Já em países de média-alta renda, cresceram cerca de 20%. A revisão reúne análises assinadas por instituições de referência, como a USP (Universidade de São Paulo), Instituto Nacional de Saúde Pública do México, Universidade de Sidney e Universidade de Gana.


Dados referentes ao Brasil apontam que, entre 1987 e 2015, as compras domiciliares de AUPs aumentaram de 10% para 23%. A tendência, segundo os pesquisadores, é parte de uma transformação mais ampla nas dietas, onde os AUPs estão se tornando mais dominantes nos sistemas alimentares.


De forma geral, os adolescentes lideram o consumo em ingestões de AUPs nos países em relação a adultos e idosos. A exceção é para Indonésia, Argentina, Canadá, Chile e Brasil. Nesses países, mostra o relatório, crianças mais novas foram os maiores consumidores dos ultraprocessados.


O consumo é expresso como porcentagem da ingestão calórica total. No Brasil, a ingestão representava 21% das calorias totais para crianças de 6 a 23 meses e 30% das calorias totais em crianças de 2 a 5 anos, conforme estudos transversais nacionais realizados entre 2004 e 2019. Já os adolescentes (10 ou mais) tiveram ingestão de 19,6%, conforme dados rastreados de 2008 a 2018.


O cenário está ligado à crise global da obesidade infantil, aponta o relatório. Globalmente, entre 2000 e 2022, o número de crianças e adolescentes em idade escolar (5 a 19 anos) com sobrepeso e obesidade dobrou, passando de 194 milhões para 391 milhões.


São consolidados os estudos que sugerem relações entre o consumo de ultraprocessados e problemas de saúde, como obesidade, colesterol alto, distúrbios endócrinos. Até impactos na saúde mental já foram associados aos ultraprocessados.


O relatório traz ainda evidências emergentes que relacionam o consumo desses produtos a formas de má nutrição por aumentar o risco de subnutrição e deficiências de micronutrientes, ao atraso no crescimento, anemia e maior risco de diabetes tipo 2 na vida adulta.


O estudo tem como referência a classificação Nova, forma de sistematização que categoriza os alimentos pelo grau de processamento e que surgiu na Faculdade de Saúde Pública da USP (Universidade de São Paulo). Segundo a Nova, os alimentos podem ser in natura, ingredientes culinários processados, alimentos processados e ultraprocessados. Esses últimos são produtos gerados a partir do fracionamento de alimentos.


Segundo Stephanie Amaral, especialista em Saúde e Nutrição do Unicef no Brasil, os ultraprocessados se diferenciam porque tendem a ter pouca quantidade de alimentos de verdade, aqueles que podem ser encontrados na nossa cozinha. Corantes e emulsificantes, por exemplo, são usados para tornar o alimento mais palatável e são pouco nutritivos, de forma geral.



"É um alimento que hoje é barato, altamente disponível e está se tornando a maior parte da nossa alimentação. Isso não é culpa do indivíduo, o nosso ambiente alimentar é permeado por esse tipo de alimento, que não tem como competir com um alimento in natura. É mais barato e prático", diz Amaral.


Segundo o relatório, os AUPs, ricos em aditivos e altos teores de açúcares e gorduras saturadas, podem contribuir para a neuroinflamação e o estresse oxidativo, o que pode prejudicar a plasticidade cerebral e a função executiva. Além disso, os desequilíbrios de nutrientes, como ferro e zinco, induzidos pelo consumo podem comprometer o desenvolvimento cognitivo.


Isso não se aplica, no entanto, a qualquer alimento processado, reforça Amaral.


Uma revisão recente destacou que o impacto na saúde desses alimentos e bebidas varia dependendo de sua categoria. Produtos como bebidas açucaradas podem afetar negativamente a saúde, mas anível de processamento de alimentos pode melhorar a segurança alimentar, estender a vida útil e reduzir o desperdício de alimentos. Isso provavelmente inclui o uso de aditivos, como emulsificantes, realçadores de sabor, conservantes, ácidos alimentares, corantes e fermentos.


O relatório da Unicef foi divulgado após uma série de três artigos publicados na revista The Lancet afirmar que o avanço do consumo de alimentos ultraprocessados no mundo representa uma ameaça crescente à saúde pública e exige respostas imediatas em escala global.


Liderados por pesquisadores de Brasil, Austrália e Chile, incluindo o epidemiologista Carlos Augusto Monteiro, os estudos apontam que esses produtos estão substituindo os alimentos in natura e minimamente processados, o que aumenta o risco de múltiplas doenças crônicas.


Luana Lisboa

Folha de São Paulo


Operação recupera caminhão no Paraguai após sequestro prolongado de motorista

 

                                           Campo Grande News



O caminhão Volvo azul, ano 2022, roubado em Guarulhos (SP) após o motorista ser mantido refém por cerca de 27 horas, foi localizado na manhã deste sábado (6) na colônia 204, na região de Pedro Juan Caballero, no Paraguai. A recuperação foi feita pela seguradora, com apoio da Polícia Nacional paraguaia.


A localização aconteceu poucas horas depois da divulgação do trajeto do veículo até o Paraguai. A proprietária do caminhão, que mora em Mato Grosso, acredita que a repercussão do caso tenha acelerado o descarte do veículo por parte dos criminosos.


O caminhão foi encontrado sem o eixo, sem o saião e com o painel completamente violado, indicando retirada de peças. A suspeita é de que os criminosos tentavam localizar e eliminar o rastreador.


De acordo com as apurações, o veículo atravessou a fronteira sem qualquer barreira operacional. O sinal do rastreador indicou deslocamento até Pedro Juan Caballero, antes de ser interrompido. A entrada no Paraguai teria ocorrido pela região de Amambai, no fim da tarde de quinta-feira (5). A Polícia Rodoviária Federal informou que não havia sido notificada sobre o roubo.


O motorista contou à Polícia Civil que caiu em um golpe de frete falso. Ele foi rendido ao chegar ao endereço combinado, em Guarulhos, e levado por criminosos identificados apenas como “Isac”, “Bigodinho” e “Bob”. Durante o período em que esteve refém, foi obrigado a tranquilizar os donos do caminhão, enquanto o veículo era levado.


Após quase 30 horas, o motorista foi libertado nas proximidades da Rodovia Fernão Dias, sem apresentar ferimentos. O caso segue sob investigação.

Zenit vence por 1 a 0 e é campeão do maior torneio amador do Estado

 

                                             Foto:Marcos Maluf/ Campo Grande News


A 4ª edição da Copa Campo Grande de Futebol Amador chegou ao fim neste sábado (6), com vitória do Zenit por 1 a 0 sobre o Estrela Auto Peças. A final foi disputada no Estádio Ramão Pereira, no bairro Estrela do Sul, às 15h, e encerrou três meses de competição que reuniram 57 equipes da Capital e do interior do Estado. As informações são do site Campo Grande News.


Organizado pela Funesp (Fundação Municipal de Esportes), o torneio integrou a programação oficial de aniversário de 126 anos de Campo Grande e se consolidou como o maior evento de futebol amador de Mato Grosso do Sul. Ao longo da competição, diversos campos da cidade foram utilizados, ampliando o alcance esportivo nos bairros.


A premiação total somou R$ 36 mil, sendo R$ 20 mil para o campeão, R$ 10 mil para o vice e R$ 6 mil para o terceiro colocado. A edição também reforçou o crescimento da participação de atletas adultos em busca de espaço competitivo e manutenção da rotina esportiva.


O diretor de Desenvolvimento de Esporte e Lazer da Funesp, Rafael Presotto, destacou o impacto positivo do torneio. “Foram 57 equipes, e hoje a Copa Campo Grande é o maior evento de futebol do Estado. A participação foi expressiva e cumpriu o objetivo de fortalecer o esporte amador”, afirmou.


Representando o interior, o ABC Camapuã garantiu a terceira colocação na disputa. O capitão da equipe, Rodrigo Montagna, destacou o esforço logístico ao longo da campanha. “Foram viagens de quase duas horas para cada jogo. A estrada sempre traz imprevistos, mas conseguimos chegar até aqui”, explicou.


Rodrigo também comentou que a equipe terminou em terceiro lugar por W.O., situação que, segundo ele, reflete o acúmulo de competições no fim do ano. “Muitos times disputam vários campeonatos ao mesmo tempo, e as datas acabam coincidindo. Mesmo assim, vamos comemorar”, finalizou.


Queniano vence 21k em Bonito; atleta de Campo Grande chega em 1º no feminino

 

                                           Dismas Nyabira Okioma, de 23 anos, chegou mais de dois minutos à frente do segundo colocado - Daiany Albuquerque


O queniano Dismas Nyabira Okioma, de 23 anos, foi o grande vencedor da prova de meia maratona da Bonito21k, que este ano está em sua 11ª edição e que aconteceu neste sábado, na capital do ecoturismo de Mato Grosso do Sul. O atleta foi o primeiro de seu país a competir em Bonito e não deu chances aos brasileiros. Pelo feminino a vitoriosa foi Kleidiane Barbosa Jardim, 37 anos.


Ele fez o tempo de 1h09m35s e foi assessorado pela Acorp, de Campo Grande. O segundo colocado foi o tetracampeão Glenison Gilbert de Carvalho, que fez o tempo de 1h12m02s e também é atleta da Acorp.


Perguntado sobre como se sentiu correndo a prova de Bonito, Dismas afirmou que ficou “feliz” com seu desempenho. “Eu treino pensando em vencer”, afirmou após a prova, que ocorreu sob muito calor, mais de 30ºC. 


Conforme o secretário-geral da Acorp, José Roberto Jacques, o corredor do Quênia veio no Brasil neste final de ano para várias provas, em um parceria entre a Confederação Brasileira de Atletismo e a Federação do Quênia.



“Ele treina e Nairobi no Quênia e já participou da corrida G+ e ficou em primeiro, também foi primeiro lugar na meia maratona de Curitiba no último fim de semana e a próxima é a São Silvestre. Ele vai participar da elite na São Silvestre da Corrida de Reis, em Cuiabá e retorna para o Quênia dia 22 de janeiro”, explicou.


Segundo colocado na prova após vencer quatro anos seguidos, Glenison afirmou que gostou do percurso e que ficou feliz pelo colega de equipe.


“O percurso foi muito bom, agradou a todos. Estou muito feliz, sou muito amigo do Dismas, a gente é amigo de treino, fico feliz pela vitória dele e por chegar em segundo lugar”, declarou o atleta.


FEMININO

Moradora de Campo Grande, Kleidiane Barbosa fez a prova em 1h23m18s, o menor tempo já registrado na prova para o feminino, apesar disso, não é considerado recorde da prova porque este ano houve mudanças no percurso.


A vencedora, apesar de morar em MS, contou que esta foi a primeira vez que ela esteve na prova. Segundo ela, nos anos anteriores, apesar de ser casada com o tetracampeão da prova, ela correu em outros locais e não conseguia conciliar a agenda.


“Foi a primeira vez. Quis correr aqui porque o presidente da nossa equipe é daqui da cidade e ele tem um carinho muito grande pela prova e também por estar na cidade. O Glenisom, que foi o segundo colocado e é tetracampeão é meu esposo, mas eu corria em Belo Horizonte, na Volta da Panpulha e esse ano resolvi vir para cá”, contou a vencedora.


PERCURSO 

Este ano a prova ainda bateu recorde de inscritos, com 2.870 atletas confirmados nos percursos de cinco quilômetros, 10 km e meia maratona.


“A gente está bem feliz que a gente está com recorde de público. A gente inaugurou um percurso novo que foi super elogiado e a prova está fazendo 11 anos. Uma das intenções de fazer a prova em Bonito era trazer o fluxo turístico e ver a cidade lotada e realmente deixou nosso coração cheio, porque a missão foi cumprida e a gente veio esse ano com mais uma chancela, que é trazer uma marca nacional como patrocinadora da prova, que aumenta a nossa visibilidade no mercado nacional e internacional. Então, para a gente que tem um destino turístico, a gente fica feliz”, afirmou Kassilene Cardadeiro, organizadora da prova.


Como afirmou a organizadora, este ano a prova foi uma das escolhidas pela Olympikus Brasil para integrar a lista de 50 provas que a marca selecionou pelo País para comemorar seus 50 anos. Segundo Ana Carolina Neujahr, gerente de comunicação marca, a escolha da Bonito21k ocorreu por ser uma prova que alia o desafio do percurso com as belezas naturais da cidade.


“Para a Olympikus foi um prazer vim aqui para Bonito, vir no Mato Grosso do Sul, que é tão especial para o Brasil, que tem um lugar icônico que é o Pantanal e para a Olympikus ter escolhido esse lugar é por ser uma das provas que a gente chama de prova para correr com os olhos, que são as provas para a gente correr e aproveitar, claro se desafiar também, mas poder de fato olhar toda essa paisagem linda que o Brasil tem a oferecer”, declarou a porta-voz da marca.


Vencedores da prova:


Primeiros colocados 5 km masculino

1 - Claiton Dineire da Silva, 22 anos, tempo 16:50

2 - Luiz Gustavo Santos das Virgens, tempo 16:55

3 - Pedro Froes, tempo 17:05 


Primeiros colocados 5 km feminino

1 - Ana Diniz (bicampeã), 29 anos, tempo 20:27

2 - Therezinha Inajossa Santos, tempo 20:57

3 - Roberta de Lima Medina, tempo 22:15


Primeiros colocados 10 km masculino

1 - Fabiano da Silva Pereira, 34 anos, tempo 35:37

2 - Caio Fabricius Souza Pompeu, anos, tempo 36:19

3 - Moisés Rodrigues Rios, tempo 37:00


Primeiros colocados 10 km feminino

1 - Ana Claudia Panta da Silva, 43 anos, tempo 44:45

2 - Lidiany Nunes, tempo 45:43

3 - Winnie Furtado Silva, tempo 46:21


Primeiros colocados 21 km masculino

1 - Dismas Nyabira Okioma, 23 anos, tempo 1:09:35 

2 - Glenison Gilbert de Carvalho, tempo 1:12:02

3 - Leonardo Moraes da Silva Messias, tempo 1:12:34

4 - Rodrigo Santana, tempo 1:14:25

5 - Ronaldo Rodrigues da Silva, trmpo 1:15:55 


Primeiros colocados 21 km feminino

1 - Kleidiane Barbosa Jardim, 37 anos, tempo 1:23:18

2 - Évelin Lima Eich Ribeiro, tempo 1:29:41

3 - Elaine Signorini, tempo 1:34:26 

4 - Andreia Rocha, tempo 1:34:58

5 - Adriely Barbosa de Oliveira, tempo 1:36:09


DAIANY ALBUQUERQUE

Portal Correio do Estado



Rodrigo Caetano vê horários favoráveis para o Brasil na fase de grupos da Copa do Mundo

 

                                            FOTO: @rafaelribeirorio / CBF


Rodrigo Caetano, coordenador das seleções masculinas da CBF, afirmou neste sábado que os horários das partidas do Brasil na fase de grupos da Copa do Mundo de 2026 atendem às expectativas da entidade.


A Seleção estreia contra Marrocos em 13 de junho, às 19h (de Brasília), em Nova Iorque. Depois, encara o Haiti no dia 19, na Filadélfia, às 22h. O encerramento da fase de grupos será em 24 de junho, diante da Escócia, às 19h, em Miami. Segundo o dirigente, o fato de os jogos ocorrerem no fim da tarde ou à noite favorece a equipe, por oferecer temperaturas mais amenas no verão do hemisfério norte.


“Em relação aos horários, no nosso entendimento, nos atenderam, porque serão dois jogos no final da tarde, aqui nos Estados Unidos, uma temperatura mais amena, e um à noite. Então, aquela nossa preocupação em relação à temperatura já diminuiu bastante”, explicou Caetano.


O coordenador acrescentou que, a partir deste domingo, a CBF retomará visitas a hotéis e centros de treinamento já previamente avaliados, com o objetivo de definir cinco opções prioritárias que serão enviadas à Fifa até o dia 9.


A entidade internacional anunciará no dia 14 a cidade, o hotel e o centro de treinamentos que receberão a delegação brasileira. Como os três jogos da fase de grupos serão disputados na costa leste, a tendência é que a Seleção permaneça concentrada na própria região.


“A gente vai fazer um trabalho muito técnico, elencando todos os critérios que são importantes para a nossa Seleção e para a melhor tomada de decisão nesses três jogos em Nova Iorque, Filadélfia e Miami”, completou.


VEJA TAMBÉM: Tabela da Copa do Mundo 2026: veja data, horário e local dos jogos do Brasil


Avaliação dos adversários

Rodrigo Caetano também comentou sobre os adversários do Brasil na fase de grupos. Segundo o coordenador, a meta da Seleção é avançar em primeiro lugar, mas isso exige respeito absoluto a todas as equipes do grupo.


“Em relação aos adversários, temos o maior respeito por todos. É nossa responsabilidade e intenção buscar a classificação em primeiro lugar”, afirmou.


Na sequência, ele detalhou a análise de cada seleção:


Marrocos

“O primeiro jogo apresenta um grau de dificuldade maior, pelo histórico recente de Marrocos, semifinalista da última Copa e atual campeão mundial sub-20. Isso diz muito sobre o momento da seleção marroquina e do futebol do país”, destacou.


Escócia

“A Escócia sempre impôs dificuldades ao Brasil. É uma equipe que se defende bem e pratica um jogo muito físico”, avaliou.


Haiti

“E há o Haiti, que ainda é uma incógnita, mas que eliminou a Costa Rica nas Eliminatórias da Concacaf, o que demonstra que não chegaram até aqui por acaso”, completou.


Por Redação

Com time alternativo, Flamengo empata com o Mirassol pelo Brasileirão

 

                                            Foto: CAIQUE COUFAL/FLAMENGO


O Mirassol recebeu o Flamengo pela última rodada do Campeonato Brasileiro, na noite deste sábado. A partida no Maião terminou com o placar de 3 a 3. Chico Kim, Alesson e Cristian marcaram para a equipe da casa, enquanto Douglas Telles e Guilherme Gomes (2) fizeram os gols rubro-negros.


Com o título decidido em favor do Rubro-Negro e o quarto lugar e a vaga na Libertadores garantidos para o Mirassol, o confronto foi aberto e bastante disputado. Atuando com uma equipe em sua maioria formada por jovens da base, o Fla não se intimidou diante da sensação do Campeonato.


Situação da tabela

Com o resultado, o Flamengo fechou a competição na primeira posição com 79  pontos ganhos, enquanto o Mirassol ficou com o quarto lugar da tabela, com 67 somados. 


📋 Resumo do jogo

🟡MIRASSOL 3 X 3 FLAMENGO🔴


🏆 Competição: 38ª rodada do Campeonato Brasileiro

🏟️ Local: Estádio Campos Maia, em Mirassol

📅 Data: 6 de dezembro de 2025 (sábado)

⏰ Horário: 18h30 (de Brasília)

🟨 Cartões Amarelos: José Aldo (Mirassol)


Arbitragem

Árbitro: Lucas Casagrande (PR)

Assistentes: Naílton Júnior de Sousa Oliveira (CE) e Andrey Luiz de Freitas (PR)

VAR: Pablo Ramon Gonçalves Pinheiro (RN)


Gols

⚽ Douglas Telles, aos 7' do 1ºT (Flamengo)

⚽ Chico Kim, aos 12' do 1ºT (Mirassol)

⚽ Guilherme Gomes, aos 30' do 1ºT (Flamengo)

⚽ Alesson, aos 40' do 1ºT (Mirassol)

⚽ Guilherme Gomes, aos 13' do 2ºT (Flamengo)

⚽ Cristian, aos 19' do 2ºT (Mirassol)


MIRASSOL


Walter, Lucas Ramon, João Victor, Jemmes e Felipe Jonatan; Danielzinho (José Aldo), Neto Moura e Chico Kim (Guilherme Marques); Negueba, Renato Marques (Cristian) e Alesson (Carlos Eduardo)

Técnico: Rafael Guanaes


FLAMENGO


Dyogo Alves, Daniel Sales (Wandreson), Iago, João Victor e Johnny; Pablo Lúcio (Lucas Vieira), Evertton Araújo e Guilherme Gomes (Joshua); Douglas Telles (João Camargo), Wallace Yan e Michael

Técnico: Bruno Pivetti (Interino)


Como foi o jogo

O confronto no Maião começou equilibrado, mas logo ficou claro que , mesmo com uma equipe de jovens, o Flamengo iria dar trabalho ao Mirassol. Trocando passes em velocidade, o Rubro-Negro abriu o placar com sete minutos de bola rolando. Daniel Sales recebeu na direita e levantou na área. Guilherme Gomes acertou a trave direita e, no rebote, Douglas Telles bateu no canto e fez 1 a 0.


Dois minutos depois, Michael perdeu a chance de ampliar ao desperdiçar cara a cara com Walter. O Mirassol, por sua vez, buscou pressionar e chegou ao empate aos 12 minutos. Após bela trama pela esquerda, Felipe Jonathan entra na área e toca de calcanhar para Chico Kim finalizar no ângulo.


Com o empate, o Leão Caipira passou a controlar a posse de bola e a construir boas tramas ofensivas. A melhora do Mirassol, porém, não impediu o Fla de chegar ao segundo gol. Jhonny avançou pela esquerda e tocou para Guilherme Gomes, na entrada da área. O meia dominou, foi em direção à meia lua e soltou uma bomba no ângulo oposto. A bola bateu no travessão e entrou, aos 30 minutos.


O jogo seguiu aberto e novamente o Mirassol chegou ao empate. Aos 40, Chico Kim recebeu livre na esquerda, foi ao fundo e cruzou por baixo. Alesson recebeu livre no meio da área e bateu forte para o fundo da rede. O segundo tempo começou com as duas equipes buscando a vantagem no placar. O jogo seguia franco e em velocidade e mais uma vez o Fla ficou na frente. Aos 13, Douglas Telles cruzou da direita, Wallace Yan cabeceou para o meio e Walter cortou. No rebote, Guilherme Gomes tocou para o barbante.


O roteiro, entretanto, se repetiu e o Fla não teve muito tempo para comemorar. Aos 19, o Mirassol roubou a bola no meio e Carlos Eduardo foi lançado na esquerda da área. O atacante cortou para o meio e bateu em gol. Dyogo Alves defendeu, mas deu rebote e Cristian finalizou para o gol. Após muitas substituições, o Flamengo se desarticulou e foi muito pressionado nos últimos 15 minutos do jogo


.Por Gazeta Press

Índice global de alimentos cai em novembro

 

                                               Foto: Pixabay


O Índice de Preços de Cereais avançou 1,8% no mês para 105,5 pontos

O Índice de Preços dos Alimentos da FAO recuou pelo terceiro mês consecutivo e atingiu 125 pontos em novembro, queda de 1,2% ante outubro. No comparativo anual, o indicador ficou 2,1% abaixo de novembro de 2024 e permanece 21,9% distante do pico de março de 2022. A redução foi puxada por baixas nos segmentos de laticínios, carnes, açúcar e óleos vegetais, contrariando a alta registrada nos cereais.


O Índice de Preços de Cereais avançou 1,8% no mês para 105,5 pontos, embora ainda 5,3% inferior ao de um ano antes. O trigo subiu 2,5%, sustentado por possíveis compras da China nos Estados Unidos, por incertezas logísticas no Mar Negro e por expectativas de redução de área na Rússia. Milho, cevada e sorgo também registraram alta, influenciados por demanda firme por produto brasileiro e por atrasos no campo devido às chuvas em Argentina e Brasil. O arroz foi exceção, com queda de 1,5%, reflexo da boa colheita no Hemisfério Norte e da demanda fraca de importação.


Entre os óleos vegetais, o índice caiu 2,6% e atingiu o menor nível em cinco meses, refletindo recuos de palma, canola e girassol, compensando a leve alta do óleo de soja, apoiado pelo uso crescente no biodiesel no Brasil. No grupo das carnes, a queda foi de 0,8%, influenciada pela desvalorização de suínos e aves, enquanto bovinos ficaram estáveis e ovinos subiram. Laticínios recuaram 3,1% e completaram cinco meses de queda. O açúcar apresentou o movimento mais intenso, com baixa de 5,9% em novembro e de 30% em relação ao ano anterior, marcando o menor patamar desde dezembro de 2020.


Demanda firme sustenta transporte de grãos nos EUA

 

                                             Foto: Foto: Portos RS


O carregamento de vagões manteve-se em patamar elevado

A demanda pelo transporte de grãos nos Estados Unidos manteve ritmo firme ao longo de 2025, com volumes de barcaças e vagões acima da média recente. Dados do relatório de 4 de dezembro apontam que a movimentação ferroviária de grãos Classe 1 superou a média dos três anos anteriores, refletindo um fluxo consistente das cargas pelo país.


O carregamento de vagões manteve-se em patamar elevado durante grande parte do ano. Nas últimas doze semanas, o volume ficou 9% acima da média, acompanhado por melhora nos indicadores de serviço. A velocidade dos trens, segundo a autoridade responsável, superou em 3% a referência das mesmas semanas, reforçando a eficiência do transporte terrestre.


A ausência da China no mercado de soja em outubro reduziu a pressão sobre o mercado secundário de trens. No ano passado, viagens de uma das principais operadoras custavam em média 1.280 dólares por vagão, enquanto em outubro deste ano o valor médio caiu para cerca de 680 dólares por vagão.


No transporte fluvial, o total de grãos enviado por barcaças no acumulado do ano cresceu 13%, alcançando 29,7 milhões de toneladas, resultado 10% acima da média. Os embarques de soja e trigo ficaram abaixo do esperado, mas a demanda pode reagir caso se confirmem compras recentes da China.


A atividade de carregamento de navios no Golfo do México e no Noroeste do Pacífico manteve estabilidade. No Golfo, a média semanal foi de 28 navios até 28 de novembro, ante 27 no mesmo período do ano anterior. No Noroeste do Pacífico, a média de treze embarcações permaneceu inalterada. Segundo o relatório, a suspensão temporária de tarifas entre Estados Unidos e China tende a favorecer o comércio, embora possa elevar custos do frete marítimo.


sábado, 6 de dezembro de 2025

Veja locais e horários dos jogos do Brasil na Copa do Mundo 2026

 

                                             Foto: Rafael Ribeiro



A Seleção Brasileira já conhece o caminho que percorrerá na fase de grupos da Copa do Mundo de 2026. A estreia será no dia 13 de junho, contra Marrocos, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, às 19h (horário de Brasília). Será o primeiro passo do time comandado por Carlo Ancelotti na busca pelo hexacampeonato.


Na segunda rodada, o Brasil volta a campo no dia 19 de junho, quando encara o Haiti no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, às 22h (horário de Brasília). Já o encerramento da primeira fase está marcado para o dia 24 de junho, contra a Escócia, no Hard Rock Stadium, em Miami, também às 19h (horário de Brasília).


Caso avance aos 16 avos de final, a seleção enfrentará um adversário vindo do Grupo F, composto por Holanda, Japão, Tunísia e o representante da Europa B — que sairá de Ucrânia, Suécia, Albânia ou Polônia. A partida decisiva será disputada no dia 29 de junho. Se terminar a fase de grupos na liderança, o Brasil jogará em Houston; se avançar em segundo lugar, atuará em Monterrey.


A tabela completa da competição foi anunciada na tarde deste sábado (6), em evento comandado pelo presidente da Fifa, Gianni Infantino, com a presença dos ex-jogadores Ronaldo, Totti, Stoichkov e Lalas. A cerimônia ocorreu no Hilton Capital Hotel, em Washington, nos Estados Unidos.


A Copa do Mundo de 2026 será disputada entre 11 de junho e 19 de julho, em 16 cidades-sede distribuídas entre México, Estados Unidos e Canadá. Os grupos foram definidos na sexta-feira (5), em sorteio realizado no Kennedy Center, também em Washington.


Com 48 seleções e 104 partidas, esta será a maior Copa já realizada. O jogo de abertura, entre México e África do Sul, acontecerá no dia 11 de junho, no tradicional Estádio Azteca, na Cidade do México. A grande final está marcada para 19 de julho de 2026, novamente no MetLife Stadium, em Nova Jersey, palco que também recebe a estreia do Brasil.

Centrão mantém preferência por Tarcísio, e ala vê possibilidade de Flávio não manter candidatura

 

                                          O senador Flávio Bolsonaro (PL-SP) e o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) em entrevista após visita a Jair Bolsonaro (PL), em setembro


  • Políticos avaliam que candidatura possa ser blefe da família Bolsonaro para tentar controlar situação

  • Governador de Goiás diz que respeita decisão de ex-presidente, e Zema diz 'fazer sentido' pré-candidatura do senador


Dirigentes e líderes de partidos do centrão mantêm a preferência por Tarcísio de Freitas (Republicanos) como candidato à Presidência mesmo após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ter anunciado, nesta sexta-feira (5), que o pai o escolheu como sucessor para 2026.


Para eles, o governador de São Paulo teria mais chance de ganhar a corrida ao Palácio do Planalto.


A avaliação de políticos consultados pela reportagem é a de que eventual candidatura de Tarcísio poderia unir PL, PP, Republicanos, União Brasil e PSD na disputa contra a reeleição de Lula (PT), enquanto Flávio não deve conseguir costura semelhante.


Caso o filho mais velho de Bolsonaro concorra ao Palácio do Planalto, o cenário desenhado pelo centrão é de pulverização de candidatos na direita —hoje são mencionados como pré-candidatos os governadores Ronaldo Caiado (União Brasil-GO), Romeu Zema (Novo-MG) e Ratinho Júnior (PSD-PR).


De forma reservada, um dirigente do grupo afirma que dificilmente Flávio vai conseguir o apoio de todos os partidos. Ele acrescenta que as pesquisas indicam que Tarcísio teria maior vantagem eleitoral do que um dos membros da família Bolsonaro, que carregam maior rejeição.


Aliados do governador dizem que ele resiste a concorrer ao Planalto num cenário de competitividade de Lula e de brigas no campo bolsonarista, principalmente no clã do ex-presidente. Ele só toparia a disputa, dizem, se houvesse uma unidade.


Parte dos políticos reagiu com ceticismo à escolha do senador, classificando o anúncio como estratégia para manter a relevância política e a militância coesa agora que Bolsonaro cumpre pena em regime fechado por tentativa de golpe de Estado, além de estar inelegível desde 2023.


Segundo essa leitura, Flávio não manteria sua candidatura até o fim. O mandato do senador acaba em 2026.


Além disso, a escolha a mais de seis meses do período de registro dos candidatos em 2026 poderia contribuir para a exposição do senador, suscetível a ataques dos adversários.


Em 2021, o STF (Supremo Tribunal Federal) anulou as provas do caso da rachadinha, que implicou Flávio e Fabrício Queiroz, acusado de ser o operador do esquema no gabinete do então deputado estadual.


Como mostrou a Folha, congressistas de direita e aliados de Flávio afirmam que a prisão de Bolsonaro fez com que o filho entrasse na mira do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). A vigília convocada pelo "filho 01" foi mencionada pelo ministro da corte na ordem de prisão ao ex-presidente.



Sem citar Flávio ou Tarcísio, Antônio Rueda, presidente da federação que reúne as duas principais siglas do centrão, União Brasil e PP, criticou a polarização, indicando que a escolha de alguém da família Bolsonaro poderia acirrar o confronto e prejudicar a tentativa de unificação.


"Os últimos acontecimentos apenas reforçam o que sempre defendemos: em 2026, não será a polarização que construirá o futuro, mas a capacidade de unir forças em torno de um projeto sério, responsável e voltado para os reais interesses do povo brasileiro", disse


O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, declarou que respeita a decisão de Bolsonaro, mas reafirmou que sua pré-candidatura à Presidência está mantida.


"Ele tem o direito de buscar viabilizar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro. Da minha parte, sigo pré-candidato a presidente e estou convicto de que no próximo ano vamos tirar o PT do poder e devolver o Brasil aos brasileiros", afirmou.


Romeu Zema, governador de Minas, afirmou fazer sentido a pré-candidatura do senador. "Quando anunciei minha pré-candidatura ao presidente Bolsonaro ele foi claro: múltiplas candidaturas no primeiro turno ajudam a somar forças no segundo. Então, faz todo sentido o Flávio apresentar seu nome à Presidência. É justo e democrático", disse nas redes sociais.


A comemoração em torno da candidatura de Flávio ficou restrita aos aliados mais próximos do bolsonarismo, como a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), amiga do ex-presidente e da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).


"Eu seguirei a decisão tomada pelo presidente Bolsonaro, seja ela qual for. Eu, em especial, gosto muito do Flávio. É meu amigo querido", afirmou à reportagem a ex-ministra.


Na mesma linha, o secretário-geral do PL, senador Rogério Marinho (RN), disse que a candidatura de Flávio foi "orientada" por Bolsonaro.


"Estaremos juntos na construção de um projeto que represente os valores do povo brasileiro que ama nossa bandeira, sintetizados no respeito à família, na liberdade religiosa, no livre mercado e na liberdade de expressão. Flávio, conte comigo", afirmou, em nota.


Carolina LinharesThaísa OliveiraCatia SeabraFolha de São Paulo

Paulo Miklos prepara álbum como intérprete e flerta com o indie em músicas inéditas

 

                                             Os músicos Paulo Miklos e Papisa - Maria Cau Levy/Divulgação



Não é de hoje que Paulo Miklos mantém o espírito aberto. Numa madrugada de 1982, ele conta, tomou um susto com uma arruaça embaixo da janela da sua casa. Entre gritaria e alguma música estavam ali os Titãs. "Eles chegaram cantando a plenos pulmões ‘bichos, saiam dos lixos!’, e eu abri a janela e falei ‘o que vocês estão fazendo?’", ele lembra, entre risadas, o que foi a gênese de um dos maiores sucessos de sua carreira. "Às vezes acontece isso de você ser predestinado a ser intérprete de uma música."


Quase 45 anos depois, ele recebeu outra visita pela janela —dessa vez, virtual. A cantora Papisa enviou a ele um convite numa mensagem do Instagram —fazer um show ao seu lado. "Marcamos de tomar um café, levei uma série de músicas inacabadas, áudios meus cantando algumas melodias e dei a ideia de compormos juntos —ela adorou, e surgiu essa parceria", afirma ele.


Entre intérprete e compositor, câmeras e microfones, términos e recomeços, Paulo Miklos vive maquinando o novo. O próximo projeto a ganhar vida é justamente sua parceria com a jovem artista paulistana. Eles se apresentam de sexta a domingo como parte da quinta edição do "Circuito" —série de shows que roda o estado de São Paulo com nomes emergentes da música. "Temos duas músicas inéditas que entraram nesse show, mais um elemento especial desse encontro de gerações", diz ele.


As faixas também têm versões de estúdio. "Maremoto" é um rock com cara de indie e fim de anos 1980 que cai como luva para a tessitura roqueira da voz de Miklos. Já "São Paisagens, Novas Descobertas" flerta com música eletrônica numa balada densa. "Ambas tratam de desencontros, mas têm uma luz, uma esperança de recomeço ou luta por um amor", diz o artista. A letra desta última diz "agora eu vejo bem, todas as janelas continuam abertas".


Tão logo encerra a pequena turnê, Miklos embarca na finalização de um disco com lançamento previsto para o ano que vem. O projeto é uma coletânea de canções que marcaram sua história, como "Coisas da Vida", de Rita Lee, que dá título ao disco.


"Eu tenho essa paixão pela Rita, eu cresci ouvindo ela, e nessa faixa eu fiz minha própria segunda voz —algo que ela adorava fazer", diz Miklos. "Uma vez ela disse que se pudesse faria backing vocal para os Titãs, e agora sou eu que estou fazendo isso."


Foi também como intérprete à frente dos Titãs que Miklos marcou a história do rock brasileiro em canções como "Sonífera Ilha", "Marvin" e "Domingo". "Cantar sempre foi meu instrumento principal, e aos poucos eu fui assumindo essa coisa do crooner", diz ele. "A gente tinha isso de escolher os intérpretes, e na banda eu tinha compositores fabulosos, talvez os maiores da minha geração." A produção incessante rendeu 14 álbuns de estúdio mais o "Acústico MTV", de 1997, que estabeleceu o grupo também entre millennials.


Em 2023, os Titãs reuniram toda a trupe para satisfazer fãs dos anos 1980, 1990 e 2000. "Estavam filhos e pais, gente que nunca tinha visto a banda reunida", diz. "A gente estava numa felicidade de ver uns aos outros, de estar junto." A festa foi tanta que a turnê se esticou informalmente até o ano passado, quando a banda se apresentou uma última vez com a formação completa no Lollapalooza.


Miklos segue também como ator. "No show eu lembro ao público, costumo brincar, digo que sou ator também e que fiz ‘Carrossel’", afirma. O vilão na novela infantil é uma linha da obra que tem mais de 30 títulos em cerca de 25 anos de carreira, uma lista que o artista revisou há pouco com ajuda da inteligência artificial.


"Botei no ChatGPT e veio a minha filmografia inteira, desde ‘O Invasor’", afirma Miklos. O filme de Beto Brant, de 2001, foi outro momento de encontro para o artista. O cantor se viu como ator e também como parceiro de cena de Sabotage —um dos maiores nomes do rock nacional e um dos grandes nomes do rap no país, então, estavam contracenando pela primeira vez.


"Era uma novidade para nós dois, aquilo de câmera, a equipe, os cabos, então a gente teve uma aproximação natural, deu uma liga imediata", diz Miklos. "Ele tinha aquela coisa de poeta mesmo, um ouvido aberto para a rua."


Morto em 2003, o rapper ficou na memória do amigo como forma de canção em "Sabotage Está Aqui". A faixa foi lançada no último álbum solo de Miklos, "Do Amor Não Vai Sobrar Ninguém", de 2022. O LP foi seguido por um ao vivo, lançado no ano passado.


Com os discos, a turnê dos Titãs, os filmes —Miklos acaba de lançar o longa "Assalto à Brasileira", de José Eduardo Belmonte, no qual faz o papel de um policial—, o corpo passou a exigir cuidados. "Eu estava no programa Altas Horas e o Serginho Groisman perguntou ao Ney qual era o segredo, e ele disse que era comer pouco e se exercitar —agora eu estou no projeto Ney Matogrosso, sou criterioso com a comida e não atropelo meus horários de musculação."


O estilo é algo diferente do jovem dos anos 1970, quando figura cativa do circuito paulistano de bandas e experimentações da vanguarda, ou do roqueiro que fez pulsar os anos 1980. "Foi bom que fiz o que fiz numa época em que conseguia sobreviver", ele diz. "Hoje uma noite boa de sono faz diferença, e eu preciso de fôlego para me movimentar, atravessar o palco. Até porque a galera lá embaixo tem 20 anos, né?"


Miklos faz 67 anos em janeiro de 2026, seu primeiro aniversário após o término de um casamento de uma década . Nem tempo nem idade parecem frear suas empreitadas. Pelo contrário, mais o relógio avança, maior são as ganas de criar —maior a abertura de espírito. "Meter a cara no trabalho é bom para curar os males, principalmente se você tem o privilégio de trabalhar com o que ama", ele diz. "Vou fazendo, compondo, cantando. A gente tem que ter esperança de conseguir ser feliz. Por isso as canções de amor são muitas."


Paulo Miklos e Papisa

Quando Sex. (5), às 19h, no Tetriz Club - r. Oriente, 425, Campinas; sáb. (6), às 19h, no Moon Club – r. Carlos Gomes, 301, Americana; dom. (7), às 17h, no Cine Clube Cortina - r. Araújo, 62, São PauloOnde Campinas, Americana e São PauloPreço R$ 25, ingressos em sympla.com.br


Felipe Maia

Folha de São Paulo

Morre Frank Gehry, que redesenhou a arquitetura com obras ferozes, aos 96

 

                                               Guillermo Martinez/Reuters

  • Vencedor do Pritzker se tornou gigante dessa arte nos EUA

  • Ele ergueu o Guggeinheim de Bilbao e e o Disney Concert Hall


Frank Gehry, um dos grandes talentos da arquitetura mundial, morreu nesta sexta-feira em sua casa em Santa Monica, nos Estados Unidos, aos 96 anos. Ele enfrentava uma doença respiratória.


O maior sucesso de Gehry foi o museu Guggenheim, em Bilbao. Situado no que antes foi uma cidade industrial em declínio na Espanha, este edifício exuberante, revestido de titânio, foi uma sensação internacional quando abriu, em 1997, e ajudou a revitalizar a cidade e a transformar Frank Gehry no arquiteto dos Estados Unidos mais reconhecido no mundo desde Frank Lloyd Wright.


Sua aparência alegre —composição de formas prateadas cintilantes que pareciam ter explodido do solo— apontava para a chegada de uma nova arquitetura, carregada de emoção.


Gehry, um dos primeiros arquitetos a compreender o potencial libertador do design feito no computador, passou a criar outros edifícios célebres —muitos considerados obras-primas—, que em sua bravura escultural e poder visceral igualaram ou até superaram a arquitetura barroca do século 17.


Entre eles estão o Walt Disney Concert Hall, em Los Angeles, com um interior semelhante a um casulo, concluído em 2003; o New World Center, uma sala de concertos em Miami repleta de salões de ensaio cilíndricas, inaugurada em 2011, e a Fundação Louis Vuitton, museu em Paris que parece feito de vidro.


Mas Gehry, que ganhou o prestigioso prêmio Pritzker de arquitetura em 1989, já havia feito seu nome muito antes. Ele irrompeu na consciência do mundo arquitetônico em 1978, com a construção de uma casa em Santa Monica, na Califórnia, que ele projetou e na qual viveu por quatro décadas —um bangalô barato, com estrutura de madeira, que o artista despedaçou e envolveu numa nova pele de compensado, metal corrugado e tela metálica.


A colisão crua e até violenta de formas parecia capturar as divisões políticas e geracionais que tensionavam a família e a sociedade americana desde os anos 1960, o que estabeleceu Gehry como uma força na arquitetura.


Nos anos seguintes, ele produziu várias outras casas cujas composições brutas evocavam estruturas em meio à construção. "Eu estava me rebelando contra tudo", afirmou Gehry em entrevista ao jornal The Times em 2012, ao justificar a sua antipatia pelos movimentos arquitetônicos da época, exemplificados pela Farnsworth House na pradaria de Illinois, um pavilhão modernista austero, plano, de aço e vidro projetado por Mies van der Rohe. "Eu não conseguiria viver numa casa assim", acrescentou.


"Teria que chegar em casa, limpar minhas roupas, pendurá-las de forma adequada. Achei que era esnobe e afetado. Simplesmente não se encaixava na vida."


Gehry depois expandiu o seu repertório com designs cada vez mais esculturais. Eles incluíam as formas contorcidas de estuque branco do museu de design Vitra, inaugurado em 1989, em Weil am Rhein, na Alemanha, e duas torres cilíndricas unidas num abraço balético em Praga —edifício de 1996 chamado Casa Dançante, ou Ginger e Fred, em homenagem à dupla de dançarinos Ginger Rogers e Fred Astaire.


Para alguns, seu trabalho era mais de escultura do que de arquitetura. Outros o viam como emblemático de uma cultura global que reduzia a arquitetura a uma marca. Gehry, cujo nome era reconhecido em todo o mundo, às vezes era tido como uma estrela.


Mas a ferocidade emocional de seu trabalho podia parecer capacitadora, como se a arquitetura tivesse redescoberto uma parte de si mesma que havia sido perdida após décadas de funcionalismo sombrio e clichês pós-modernistas. E o foco generalizado nos exteriores deslumbrantes de seus edifícios podia distrair dos objetivos mais profundos de Gehry —criar uma arquitetura que não fosse apenas impactante, mas democrática em espírito e evocativa da desordem da vida humana.


Ele nasceu Frank Owen Goldberg em 28 de fevereiro de 1929, numa família judaica, numa região operária de Toronto, no Canadá, filho de Irving e Sadie Caplan Goldberg. Seu mundo desmoronou por volta da década de 1940, quando seu pai sofreu um ataque cardíaco e eles mudaram para Los Angeles, fugindo do inverno.


Como arquiteto, Gehry foi um talento tardio. Após uma breve passagem pelo Exército, casou-se com Anita Snyder, de quem se separou em 1966, e ingressou na Universidade do Sul da Califórnia, onde estudou cerâmica. Ele mudou para arquitetura depois que um professor o apresentou a Raphael Soriano, um pilar do modernismo do pós-guerra no sul da Califórnia. Foi também nesta época que ele adotou Gehry como sobrenome, segundo ele para escapar do antissemitismo.


Gehry ainda trabalhava em projetos como uma loja de 7.600 metros quadrados para a Louis Vuitton, em Beverly Hills. O arquiteto deixa a mulher Berta Isabel Aguilera e os quatro filhos, Samuel, Leslie, Alejandro e Brina.


Nicolai OuroussoffNova York | The New York Times