quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022

Fotos inéditas da superfície de Vênus em luz visível são as primeiras desde a União Soviética

 



 


Pela primeira vez, cientistas da Nasa conseguiram capturar imagens da superfície de Vênus sem que o planeta estivesse encoberta por nuvens. Antes dos registros atuais, isso só havia acontecido durante o programa Venera, da União Soviética. Desde então, o planeta Vênus estava sendo estudado com a ajuda de equipamentos e radares ultra modernos, mas sem imagens nítidas. 


Os registros foram obtidos pela Sonda Solar Parker (WISPR) em 2020 e 2021, que possui câmeras especiais capazes de gerar imagens de longa distância (em proporções espaciais).


“Vênus é a terceira coisa mais brilhante no céu, mas até recentemente não tínhamos muitas informações sobre como era a superfície porque nossa visão dela é bloqueada por uma atmosfera espessa. Agora, finalmente estamos vendo a superfície em comprimentos de onda visíveis pela primeira vez do espaço“, afirmou o astrofísico Brian Wood, membro da equipe WISPR e do laboratório de pesquisa naval.


O planeta Vênus é conhecido como “gêmeo mal” da Terra. Isso porque os planetas se assemelham em tamanho, composição e massa, mas as características de Vênus não condizem com a existência de vida. A temperatura média da superfície do planeta é de 471 graus Celsius, por exemplo. 


O céu de Vênus possui nuvens bastante espessas e uma atmosfera tóxica, que prejudica até mesmo a circulação a robôs e outros tipos de equipamentos para investigação. O WISPR, que capta imagens que o olho humano é capaz de ver, conseguiu registros reveladores a partir do lado noturno do planeta. Do lado diurno, que recebe luz direta do Sol, quaisquer emissões infravermelhas da superfície seriam perdidas.


“Estamos entusiasmados com as informações científicas que a Parker Solar Probe forneceu até agora. Ela continua superando nossas expectativas, e estamos animados que essas novas observações feitas durante nossa manobra de assistência à gravidade possam ajudar a avançar na pesquisa de Vênus de maneiras inesperadas”, disse o físico Nicola Fox, da Divisão de Heliofísica da NASA.


                                            Foto;© Veronica Raner


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