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O Paraguai venceu a Alemanha nos pênaltis e acabou com o sonho do pentacampeonato dos alemães.
A partida, que terminou 1 a 1, foi disputada na noite desta segunda-feira (29), em Boston, pela fase dos 32 da Copa do Mundo.
Agora, a seleção sul-americana aguarda o vencedor da partida entre França e Suécia, que será nesta terça-feira (30), às 18h (de Brasília). O jogo das oitavas está marcado para sábado (4), às 18h
Os pênaltis terminaram com o placar de 4 a 3 para o Paraguai. Canale anotou o pênalti da classificação.
O goleiro Orlando Gill, herói do jogo, defendeu as cobranças de Kai Havertz e Nick Woltemade —Jonathan Tah mandou para longe. Neuer pegou o de Balbuena —Sanabria desperdiçou, mandando para fora.
Os gols da Alemanha na disputa de penalidades foram de Kimmich, Musiala e Amiri. O Paraguai, antes da conversão de Canale, anotou com Maurício, Gustavo Gómez e Galarza.
Quem abriu o placar na partida foi o Paraguai, aos 41min do primeiro tempo. Matías Galarza levantou na grande área e Julio Enciso, de 1,73 m, acertou a testa na bola com força para mandá-la para a rede de Manuel Neuer. Foi o primeiro gol da equipe sul-americana em mata-matas na história das Copas.
Coincidentemente, a Alemanha empatou com um cabeceio, mas com um jogador 20 centímetros mais alto. Aos 8min do segundo tempo, Florian Wirtz mandou uma bola certeira para Kai Havertz vencer o goleiro Gill.
Anotador em uma das cobranças na disputa por pênaltis, Maurício, meia-atacante do Palmeiras, chorou ainda no campo e disse que a classificação premiava a identidade construída pela seleção paraguaia.
"É algo incrível o que a gente vem fazendo, tudo o que a gente luta. A gente tem uma identidade muito forte de lutar, de 'pelear', de ser aguerrido. Foram 120 minutos de pura luta, de puro desafio, de muita batalha", afirmou à CazéTV.
Nascido em São Paulo, Maurício defendeu as seleções brasileiras de base antes de optar pelo Paraguai, país de origem do pai e da avó paterna.
Naturalizado em fevereiro deste ano, foi convocado pela primeira vez em março. Antes da Copa, disse que disputar o Mundial pela seleção paraguaia era um sonho compartilhado com o pai.
O atleta contou que decidiu a cobrança do pênalti ainda durante a partida.
"Desde o jogo eu já estava rezando, pedindo um direcionamento. Eu sabia mais ou menos onde ia bater. Fiquei o tempo todo orando, pensando no que eu poderia fazer, e fui muito feliz. Acho que a gente mereceu bastante."
No duelo nos EUA, ambas as equipes entraram com uma estratégia bem definida para a partida.
O Paraguai decidiu ficar na defensiva e apostar em contra-ataques, além de tocar a bola no setor defensivo para manter a posse. A Alemanha, por outro lado, esteve sempre indo para a frente e pressionando.
O estilo de jogo sofreu uma mudança porque o treinador Julian Nagelsmann decidiu ouvir o clamor da torcida e escalou o centroavante Deniz Undav, que tinha três gols na Copa, como titular.
O time, porém, não conseguiu fazer com que a bola chegasse ao atacante. Ele foi substituído na segunda etapa, dando lugar ao meia-atacante Jamal Musiala, enquanto Havertz se tornou o foco do setor ofensivo.
O Paraguai sofreu por conta da saída de Enciso, que pareceu ter se machucado. Maurício, que atua no Palmeiras, foi escolhido para substituí-lo e até produziu lances de efeito, mas nada que levasse tanto perigo a Neuer.
A prorrogação manteve a dinâmica de ataque contra defesa, especialmente na primeira etapa.
A Alemanha investiu em jogadores mais altos dentro da grande área —Nick Woltemade se tornou a dupla de ataque de Havertz, além da presença constante de Leon Goretzka e Jonathan Tah.
O domínio alemão se converteu em gol aos 11 minutos da primeira parte da prorrogação. Nathaniel Brown bateu escanteio, e Tah converteu de cabeça. O gol, porém, foi anulado pelo VAR (árbitro de vídeo). Concluiu-se que no lance houve falta de Waldemar Anton no goleiro paraguaio.
Os paraguaios decidiram se arriscar mais nos 15 minutos finais, como se tivessem guardado fôlego para uma última ameaça, Aos 13min, porém, quem esteve perto de ganhar foi a Alemanha, só que Gill defendeu um cabeceio.
No fim das contas, os sul-americanos se mostraram um desafio intransponível para a Alemanha nesta Copa —a seleção germânica perdeu para o Equador na fase de grupos.

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