segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Proibido de chegar perto da esposa após agressão, ex-deputado diz que ‘família atravessa momento delicado,

 

                                            Divulgação Arquivo


Suplente de deputado denunciou empurrão e disparo de arma de fogo dentro da residência após casos de violência doméstica.



O ex-deputado federal Loester Trutis (PL) divulgou uma nota após vazar uma medida protetiva solicitada por Raquelle Lisboa (suplente de deputada estadual) contra ele na justiça.


Raquelle denunciou situações de violência doméstica, incluindo um empurrão que lhe fez cair e fissurar a costela.


Em outra situação, segundo registro que resultou na medida protetiva, o ex-deputado teria efetuados disparos de arma de fogo dentro da residência, com ameaças de que iria se matar.


Trutis divulgou uma nota informando que a família atravessa um momento extremamente delicado, marcado por desafios emocionais, psicológicos e espirituais.


“Como toda família que enfrenta dificuldades, estamos lidando com situações que exigem prudência, maturidade e responsabilidade. Por respeito à Justiça e aos nossos quatro filhos, não farei comentários sobre o mérito do processo. Confio plenamente nas instituições e no devido andamento legal dos fatos”.


O ex-deputado disse ainda que continua “nutrindo pela esposa” o mesmo amor e respeito que sentia quando a conheceu e que se fortaleceu no momento em que se casaram.


“Temos quatro filhos maravilhosos, que são nossa maior prioridade, e sigo comprometido com o bem-estar e o equilíbrio emocional de cada um deles. Tenho fé em Deus que, em um futuro muito breve, esses desafios serão superados. Nossa família será restaurada no tempo certo, encontrando novamente o caminho da harmonia e da paz que, na maioria incontável dos nossos dias, sempre vivemos”, declarou.


Multa


Em dezembro do ano passado, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul, que condenou Trutis e Raquelle Lisboa, a devolverem R$ 776 mil encaminhados na campanha de 2022.


O Tribunal Regional Eleitoral determinou a devolução do recurso por identificar lavagem de R$ 776 mil. No entendimento dos desembargadores , o casal utilizou duas empresas para dissimular movimentações ilícitas de recursos públicos e praticar lavagem de dinheiro.


Os desembargadores apontaram que as empresas teriam recebido valores cruzados pelos dois candidatos para simular serviços e mascarar o desvio de recursos. 


Durante o processo, a justiça eleitoral destacou contradições em depoimentos, falta de comprovação dos serviços que teriam sido realizados, endereços inexistentes, entre outras irregularidades.


Wendell Reis Investiga MS

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