Foto: Paulo Cruz
"O tratado pode trazer ganhos de competitividade, inovação e fortalecimento do agronegócio brasileiro, apesar das salvaguardas adotadas na última hora pela União Europeia", destacou Tereza Cristina.
A análise pelo Congresso Nacional do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia vai recomeçar no próximo dia 24/02. A sessão da Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul foi interrompida nesta terça-feira, 10/02, após pedido de vista do deputado Renildo Calheiros (PCdoB-PE).
Com isso, a votação do relatório lido pelo presidente do colegiado, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), será retomada daqui a duas semanas. No relatório, Chinaglia destacou que o acordo cria uma ampla área de livre comércio entre os blocos, com redução gradual de tarifas e preservação de setores considerados sensíveis, além de prever salvaguardas e mecanismos de solução de controvérsias.
Vice-presidente da Comissão de Relações Exteriores (CRE), a senadora Tereza Cristina (PP-MS) ressaltou o caráter estratégico do acordo e o longo processo de negociação, que durou mais de duas décadas. Para ela, o texto representa uma decisão de Estado. Ex-ministra da Agricultura, a senadora participou do fechamento da parte comercial do acordo em Bruxelas, em 2019.
“É um dos maiores acordos de livre comércio do mundo, que envolve mais de 700 milhões de pessoas e exige concessões de todos os lados. Esse tratado pode trazer ganhos de competitividade, inovação e fortalecimento do agronegócio brasileiro, apesar das salvaguardas adotadas na última hora pela União Europeia”, frisou.
“Felizmente, o Congresso Nacional votou a lei da reciprocidade, da qual fui relatora, que nos protege. Essa lei é uma proteção a eventuais abusos que possam acontecer contra produtos do Brasil. Então, acho que nós podemos ter também mecanismos internos de salvaguardas, que sejam feitos por regulamentos ou decretos, para que possamos competir de igual para igual”, acrescentou Tereza Cristina.
O presidente da Comissão de Relações Exteriores e vice-presidente da Representação no Parlasul, senador Nelsinho Trad (PSD-MS), destacou os impactos econômicos do acordo e o caminho da proposta no Congresso. Segundo ele, além do aumento das exportações e da geração de emprego e renda, o consumidor deve sentir efeitos diretos com a redução de preços de produtos importados.
“Vinhos, chocolates, medicamentos, máquinas e carros europeus tendem a ficar mais acessíveis. Mais do que isso, vamos mandar produtos nossos com preços competitivos para lá, é algo muito positivo que vai incrementar a nossa economia”, disse.
A expectativa é concluir a votação do relatório logo após a volta do carnaval e, em seguida, enviar o texto ao Plenário da Câmara e, posteriormente, ao Senado.
Com informações da Agência Senado

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