Foto: Sheila Flores
A cotação do boi gordo em São Paulo registrou alta nesta quarta-feira (7), conforme a análise do informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria. Na comparação diária, o preço avançou R$ 1,00 por arroba, enquanto as demais categorias mantiveram estabilidade. Segundo a análise, “a oferta de bovinos atendeu à demanda dos frigoríficos, sem excedentes”, e o escoamento da carne bovina seguiu firme tanto no mercado interno quanto nas exportações, fator que sustentou as cotações.
As escalas de abate no estado atenderam, em média, a sete dias, indicando equilíbrio entre oferta e demanda no curto prazo.
Em Minas Gerais, o cenário foi distinto. De acordo com o levantamento, “o mercado esteve frio, com ofertas contidas e escoamento da carne bovina um pouco aquém do esperado”. No Triângulo Mineiro, as cotações permaneceram estáveis em relação ao dia anterior, comportamento repetido nas regiões de Belo Horizonte e Norte do estado.
Já no Sul de Minas, houve recuo nos preços. A arroba do boi gordo caiu R$ 1,00, enquanto as cotações da vaca e da novilha recuaram R$ 2,00 na comparação diária. O preço do chamado “boi China” permaneceu inalterado em todo o estado.
Na região Oeste do Maranhão, a oferta de bovinos foi considerada confortável, o que ampliou o poder de negociação dos compradores. Nesse contexto, a cotação da arroba do boi gordo apresentou queda de R$ 3,00. Não há referência de preços para o “boi China” nessa região.
No comércio exterior, as exportações brasileiras de carne bovina in natura alcançaram um recorde para o mês de dezembro, com 304,9 mil toneladas embarcadas. O volume foi 50,6% superior ao registrado em dezembro de 2024 e 4,2% inferior ao de novembro. Com esse desempenho, o país encerrou o ano com “o maior volume de carne bovina exportada da história”.

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