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No Brasil, a reação dos preços ocorreu após a ureia romper o patamar de US$ 400/ton
O mercado global de fertilizantes iniciou o período recente com sinais mistos, refletindo movimentos pontuais de recuperação em meio a um quadro ainda marcado por oferta elevada e demanda seletiva. De acordo com análise da Agrinvest Commodities, o segmento de nitrogenados encontrou suporte temporário com o retorno da Índia às compras de Ureia, interrompendo a sequência de quedas observada nas semanas anteriores. Apesar desse movimento, o equilíbrio global segue pressionado, já que a oferta permanece abundante e a demanda fora do mercado indiano continua limitada.
No Brasil, a reação dos preços ocorreu após a ureia romper o patamar de US$ 400 por tonelada CFR, o que trouxe algum alívio ao mercado doméstico. Nesse contexto, o custo do ponto de nitrogênio voltou a favorecer a ureia em relação ao sulfato de amônio, mesmo diante de fretes mais elevados e de custos de nacionalização mais altos. Ainda assim, o ambiente segue cauteloso, com compradores atentos à sustentabilidade desse ajuste diante do cenário internacional.
Para os fosfatados e potássicos, o quadro é de maior firmeza. As restrições impostas pela China para 2026, combinadas com o enxofre acima de US$ 500 por tonelada e os anúncios de cortes de produção, têm sustentado os preços dos fosfatados, mesmo com uma demanda doméstica mais contida. No mercado de potássio, o contrato firmado pela China trouxe suporte aos preços globais, mantendo o KCl entre US$ 360 e US$ 370 por tonelada CFR Brasil. Os estoques mais ajustados reforçam esse movimento, enquanto a atenção do mercado se volta agora para a definição do próximo acordo envolvendo a Índia, que pode influenciar a dinâmica dos preços nos próximos meses.
Agrolink - Leonardo Gottems

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