sexta-feira, 24 de outubro de 2025

Motoristas do transporte coletivo de Campo Grande ameaçam greve após atraso no pagamento do vale

 

                                               Foto: Reprodução


Motoristas do transporte coletivo urbano de Campo Grande relatam que ainda não receberam o adiantamento salarial referente ao mês de outubro, conhecido como “vale”. O pagamento estava previsto para a última segunda-feira (20/10) e, até esta sexta-feira (24/11), seguia em atraso — um acúmulo de quatro dias além do prazo inicialmente informado aos trabalhadores.

Consórcio alega crise financeira

Em nota, o Consórcio Guaicurus, responsável pela operação do transporte público da Capital, reconheceu o atraso no repasse do adiantamento salarial. A empresa afirmou que houve um atraso de “dois dias” no pagamento e atribuiu a situação a uma “crise financeira”, reforçando que a tarifa técnica do sistema estaria defasada em Campo Grande.

Apesar da justificativa, não há até o momento uma previsão pública de quitação total do vale nem divulgação de um cronograma de regularização dos pagamentos aos funcionários.

Categoria pressiona e fala em paralisação

O clima entre os trabalhadores é de insatisfação. O Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo e Urbano de Campo Grande (STTCU) informou que vem sendo pressionado pela categoria, que aguardava o depósito do adiantamento na data combinada.

“Foi por isso que a gente fez esse protesto. Agora, a gente está chamando uma assembleia para fazer a greve… O trabalhador que vai decidir se vai parar ou não”, afirmou o presidente do sindicato, Demétrio Freitas.

O sindicato convocou uma assembleia para segunda-feira (27/10), quando os motoristas e demais trabalhadores do sistema deverão deliberar sobre a possibilidade de uma paralisação total do transporte coletivo caso o pagamento não seja regularizado até lá.

Impacto direto no serviço

Uma eventual greve afetaria diretamente o deslocamento da população, que depende do transporte coletivo para trabalho, estudo e serviços essenciais. A decisão dos trabalhadores, portanto, deve definir se Campo Grande enfrenta ou não uma interrupção no serviço nos próximos dias.

Até a publicação desta matéria, o Consórcio Guaicurus não havia anunciado data para a regularização dos valores pendentes.

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