Os Estados Unidos atacaram nesta sexta-feira (24) uma embarcação em águas internacionais do Caribe, ação que deixou seis mortos, segundo anúncio do Pentágono. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, divulgou vídeo da operação e afirmou que os ocupantes eram “narcoterroristas” envolvidos com tráfico de drogas.
A ofensiva ocorreu pouco depois do presidente venezuelano Nicolás Maduro pedir “peace forever” e declarar-se contra “uma guerra louca”, em meio à crescente tensão entre Washington e Caracas. Os EUA disseram também que vão realizar exercícios militares conjuntos com Trinidad e Tobago perto da costa da Venezuela.
Com o ataque desta sexta, chega a 43 o número de mortos em dez bombardeios lançados pelos EUA contra supostas embarcações de narcotráfico em águas internacionais, segundo relatos locais —entre as vítimas podem haver cidadãos de Trinidad e Tobago. Famílias e autoridades insulares mantêm dúvidas sobre as identidades e, em muitos casos, não há confirmação pública completa.
Governos e especialistas regionais criticam as ações americanas e levantam questões sobre a legalidade dos ataques, que, conforme juristas, contrariariam o direito internacional se não houver prova de perigo iminente ou enquadramento em conflito armado. Em Washington, a Casa Branca sustenta que as medidas visam conter o tráfico de drogas; o presidente Donald Trump chegou a afirmar que o país pode matar suspeitos mesmo sem declaração formal de guerra.
A ofensiva também reforçou o clima de hostilidade contra o governo de Maduro: Caracas e Bogotá classificaram alguns ataques como “execuções extrajudiciais” e o presidente venezuelano ordenou a mobilização da reserva e a realização de exercícios militares na costa. Autoridades americanas apontam Maduro como ligado ao chamado “Cartel de los Soles”, ligação que especialistas contestam por falta de provas conclusivas.
A situação permanece tensa na região, com diplomacia e operações militares se sobrepondo a demandas por esclarecimentos e investigação sobre as mortes em alto-mar.


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