segunda-feira, 1 de março de 2021

Cogitado para o governo, Ayache diz que foco é combater pandemia

 


Presidente da Cassems não nega pretensões políticas, mas diz que o momento é de lutar contra a Covid-19

Flávio Veras

O médico e presidente da Caixa de Assistência dos Servidores de Mato Grosso do Sul (Cassems), Ricardo Ayache (PSB), vem sendo citado como possível candidato ao governo do Estado de Mato Grosso do Sul em 2022. Porém, o político afirmou ao Correio do Estado que até se surpreendeu com essa afirmação, que foi propagada nas últimas semanas.  


Na semana passada, também em entrevista ao Correio do Estado, o deputado federal Vander Loubet (PT) afirmou que seria capaz de aglutinar frentes de centro-esquerda em prol de uma candidatura a governador. 


A declaração do deputado federal foi feita ao comentar pesquisa em que Bolsonaro (29%) e Lula (25%) aparecem tecnicamente empatados em Campo Grande em uma eventual disputa pela Presidência da República em 2022.


Apesar da afirmação do parlamentar, Ayache revelou que neste momento não pensa nas eleições e que seu foco está no combate à pandemia do novo coronavírus (Covid-19).  


“Não é o momento para conjunturas políticas, pois nosso objetivo hoje é enfrentar a crise sanitária. Hoje mesmo estou em busca de oxigênio e medicamentos para o combate à doença em nossos hospitais. Portanto, acho prematuro começarem a discutir cenário para o pleito de 2022, já que estamos a um ano dele”, disse.  


Ayache continuou o seu raciocínio dando um panorama da pandemia. “Nós, profissionais da saúde, estamos exaustos. A Covid-19 é uma doença que nos deixou de joelhos, principalmente com essa nova variante. Por exemplo, acabamos de ter eleições municipais e não falei sobre articulações políticas com nenhum partido, pois o assunto predominante é essa crise sanitária, que só derrotaremos com a imunização em massa”, explicou.  


Desejo

Ao ser perguntado se deseja ser governador do Estado, Ayache respondeu de forma categórica que sim, pois todo político deseja estar em um posto como este. 


“Com a máquina pública, podemos desenvolver diversos projetos que vão ao encontro dos anseios dos sul-mato-grossenses. Todos os políticos sonham em ser gestores e, consequentemente, melhorar a vida das pessoas de forma direta”, revelou.


Politização da pandemia

Sobre a crise sanitária, Ayache criticou a política realizada para combatê-la por parte do governo federal. Ele ainda afirmou que a demora na aquisição dos imunizantes vem trazendo esse cenário caótico que está se apresentando, com aumento no número de mortes a cada dia.


“Precisamos agilizar a compra de vacinas o mais rápido possível, pois é o único remédio contra a pandemia. Como gestor da área da Saúde, sei da dificuldade em adquirir medicamentos e insumos básicos, ou seja, os imunizantes são ainda mais escassos. No entanto, devemos articular tratativas com laboratórios e governos de outros países e garantir que remessas de vacinas venham o quanto antes para o Brasil”, alertou.


Conjuntura

O político pode ser a grande chance da esquerda de vencer o centro e a centro-direita, que tem muita força no Estado. Segundo conversas de bastidores, o médico tem um tom mais pragmático e, com essa postura, poderia aglutinar forças da esquerda mais aguerridas, centro-esquerda e até de centro.  


Como afirmado acima na reportagem, essa possível composição foi revelada pelo deputado Vander Loubet ao Correio do Estado. Segundo o petista, com a volta do ex-presidente ao cenário político, o PT tem tudo para ampliar sua bancada no Congresso Nacional, bem como fortalecer sua base em Mato Grosso do Sul.  


Porém, no cenário local poderia haver uma coalizão com o centro-democrático e apontou o médico Ayache como um nome capaz de realizar uma coalizão do campo democrático no Estado.


“Agora, precisamos ter maturidade, buscar consolidar uma frente com o PSB, PCdoB, PDT, Psol. Seria importante ter um nome e lançá-lo. Minha opinião pessoal – não reflete a posição do PT – é de que o Ayache é o melhor nome para uma frente”, afirmou Vander.


Com informação do Portal Correio do Estado

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