quinta-feira, 16 de julho de 2026

Baixa liquidez limita negócios com milho

 

                                                Foto: Canva


No Paraná, as referências também ficam perto de R$ 60,00

O mercado de milho no Sul e em Mato Grosso do Sul segue marcado por baixa liquidez, negociações pontuais e compras voltadas principalmente à reposição imediata. Segundo a TF Agroeconômica, o cenário reflete o bom nível de abastecimento dos consumidores, a firmeza dos vendedores e o avanço ainda gradual da segunda safra.



No Rio Grande do Sul, as cotações variam entre R$ 56,00 e R$ 64,00 por saca, enquanto a média estadual recuou 0,34% na semana, de R$ 59,08 para R$ 58,88. A entrada mais lenta do cereal, o suporte das cotações internacionais e o consumo da pecuária leiteira ajudam a sustentar os preços.


Em Santa Catarina, as indicações permanecem próximas de R$ 60,00 por saca, mas os compradores oferecem cerca de R$ 55,00. A diferença entre os valores pedidos e ofertados continua sendo o principal entrave para os negócios, mesmo com disponibilidade mais restrita em algumas regiões.


No Paraná, as referências também ficam perto de R$ 60,00, diante de demanda ao redor de R$ 55,00 CIF. A colheita da segunda safra chegou a 16% da área, com 80% das lavouras em boas condições, 13% em condição média e 7% em situação ruim. A elevada umidade dos grãos e do solo retarda os trabalhos e aumenta os custos de secagem. Geadas, granizo e maior incidência de Diplodia também provocam perdas pontuais de qualidade, incluindo brotamento nas espigas.


Em Mato Grosso do Sul, os preços variam de R$ 47,57 a R$ 50,00 por saca. A colheita lenta mantém o mercado moderado, enquanto a bioenergia absorve parte da oferta regional. Ainda assim, a expectativa de maior disponibilidade nacional limita reações mais fortes nas cotações.


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