quarta-feira, 8 de julho de 2026

Mercado do boi gordo perde força

 

                                                Foto: Canva



O mercado do boi gordo iniciou a semana sob pressão em São Paulo, com compradores ofertando valores menores enquanto os pecuaristas resistiam às novas referências. De acordo com a análise desta segunda-feira (6) do informativo "Tem Boi na Linha", da Scot Consultoria, o cenário resultou em menor volume de negócios, embora parte das negociações tenha sido concluída.



Segundo a consultoria, a oferta de compra abaixo das referências reduziu o ritmo das negociações. Os frigoríficos que já estavam ativos mantiveram os preços praticados anteriormente, enquanto as indústrias que retomaram as compras na terça-feira passaram a trabalhar com valores mais baixos.


A Scot Consultoria informa que a oferta de animais permaneceu ajustada à demanda. No entanto, o consumo interno continuou abaixo do esperado e as vendas não apresentaram recuperação, mesmo após a virada do mês. Além disso, diminuiu o interesse por bovinos jovens aptos à exportação, fator que contribuiu para o enfraquecimento do mercado.


Nesse cenário, as cotações do boi gordo, do chamado "boi China" e da novilha recuaram R$ 3,00 por arroba na comparação diária. Para a vaca, os preços permaneceram estáveis. As escalas de abate atendiam, em média, uma semana.


No sudoeste de Rondônia, o movimento também foi de queda. O boi gordo e o "boi China" perderam R$ 3,00 por arroba, enquanto a novilha registrou retração de R$ 2,00 por arroba. A vaca manteve estabilidade nas cotações.


Conforme a análise da Scot Consultoria, havia resistência dos pecuaristas em aceitar preços menores. Apesar disso, os negócios seguiram lentos e as compras ocorreram de forma moderada, permitindo o preenchimento gradual das escalas de abate, sem necessidade de alongamento por parte dos frigoríficos. Na região, as escalas também atendiam, em média, uma semana.


No oeste do Maranhão, a cotação do boi gordo caiu R$ 3,00 por arroba na comparação diária. Para as demais categorias, os preços permaneceram inalterados. As escalas de abate na região atendiam, em média, seis dias, segundo o levantamento da Scot Consultoria.

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