segunda-feira, 6 de julho de 2026

Mercado da soja entra em fase decisiva

 





O mercado da soja entra em um período de volatilidade, com o clima nos Estados Unidos e a demanda internacional em destaque. Segundo a TF Agroeconômica, o momento exige estratégias graduais de comercialização e proteção, com os preços consolidados em Chicago.



Para os agricultores, a orientação é aproveitar os níveis atuais para vender parcelas da safra disponível e iniciar a proteção da próxima temporada. A recomendação é evitar concentrar as vendas enquanto Chicago estiver próxima da resistência de 1.135 cents por bushel e acompanhar o clima norte-americano em julho, fase decisiva para a produtividade.


Cooperativas devem ampliar as operações de hedge para proteger compras futuras e usar recuperações da bolsa para fixar parte dos preços. Também é necessário monitorar os prêmios de exportação e o câmbio, que seguem influenciando o mercado doméstico.


Para cerealistas, a indicação é manter estoques equilibrados e realizar compras escalonadas, reduzindo a exposição a rompimentos do suporte de 1.110 cents ou da resistência de 1.135 cents. A demanda chinesa deve permanecer no radar, pois uma retomada das compras pode alterar rapidamente as cotações.


As indústrias de esmagamento devem agir com cautela diante do custo elevado da matéria-prima. Recuos em Chicago podem ser usados para ampliar a cobertura de forma parcelada, preservando margens durante o mercado climático.


O cenário reúne exportações e esmagamento abaixo das expectativas, melhora da umidade e demanda externa lenta. Em sentido contrário, fundos comprados, rumores de negócios com a China e riscos climáticos sustentam os preços. Enquanto Chicago permanecer entre suporte e resistência, a tendência é de lateralização, com viés moderadamente positivo caso ocorram problemas nas lavouras ou novas compras chinesas.

                                              Foto: USDA

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