terça-feira, 14 de julho de 2026

Setor químico pede exclusão de tarifa de 25%

 

                                                 Foto: inpEV



A Abiquim propõe ampliar a cooperação bilateral

A proposta de aplicação de tarifa adicional de 25% sobre exportações brasileiras aos Estados Unidos gera preocupação no setor químico, que avalia que a medida pode elevar custos para a indústria americana, pressionar preços e abrir espaço para fornecedores asiáticos.



A Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) pediu ao Office of the United States Trade Representative (USTR) que produtos químicos e petroquímicos brasileiros sejam excluídos da medida, analisada no âmbito de uma investigação baseada na Seção 301 da legislação comercial dos EUA.


Segundo a entidade, as indústrias químicas dos dois países mantêm uma relação complementar, com investimentos, comércio e integração produtiva. Em 2025, os Estados Unidos exportaram cerca de US$ 11,5 bilhões em produtos químicos para o Brasil, enquanto as vendas brasileiras ao mercado americano somaram US$ 2,1 bilhões, com superávit de US$ 9,4 bilhões para os EUA.


A Abiquim também destaca que, em 91,8% dos produtos brasileiros potencialmente atingidos, a China já atua como fornecedora do mercado norte-americano. Na avaliação da associação, restringir o acesso aos itens brasileiros favorece fornecedores de outros países, especialmente asiáticos, sem necessariamente fortalecer a produção local.


Os produtos químicos do Brasil são usados como insumos em setores como embalagens, saúde, higiene, construção civil, agricultura e indústria automotiva. A entidade também pede a retirada do setor de uma investigação paralela ligada a alegações de trabalho forçado e defende exclusões específicas para produtos estratégicos.


Como alternativa às barreiras, a Abiquim propõe ampliar a cooperação bilateral, com facilitação do comércio, convergência regulatória, pesquisa, desenvolvimento tecnológico e modernização do comércio exterior.


Nenhum comentário: