Foto: USDA
No Rio Grande do Sul, as indicações variam entre R$ 56 e R$ 65 por saca
O mercado de milho encerrou a quarta-feira sob pressão, com recuo nos contratos futuros e baixa liquidez em importantes regiões produtoras. Segundo a TF Agroeconômica, a B3 acompanhou o movimento de queda do dólar e de Chicago, enquanto o mercado físico permaneceu travado e com poucos negócios.
Na bolsa brasileira, julho de 2026 fechou a R$ 64,90, com baixa diária de R$ 0,04 e alta semanal de R$ 0,06. Setembro terminou a R$ 68,02, recuo de R$ 0,25 no dia e de R$ 0,32 na semana, enquanto novembro encerrou a R$ 71,21, queda de R$ 0,06 na sessão e de R$ 0,10 na semana.
No Rio Grande do Sul, as indicações variam entre R$ 56 e R$ 65 por saca, com média estadual de R$ 59,08. Compradores abastecidos e oferta confortável limitam as negociações, enquanto a expectativa de uma segunda safra recorde dificulta uma recuperação mais consistente dos preços.
Em Santa Catarina, os preços pedidos ficam próximos de R$ 65, enquanto a demanda gira ao redor de R$ 60, mantendo a liquidez reduzida. A diferença entre vendedores e compradores segue como principal entrave para novos negócios.
No Paraná, as indicações permanecem perto de R$ 60 por saca, diante de ofertas de compra ao redor de R$ 55 CIF. A colheita da segunda safra alcançou 5% da área, mas chuvas frequentes e a elevada umidade dos grãos reduzem o ritmo dos trabalhos.
Em Mato Grosso do Sul, as cotações variam de R$ 48,67 a R$ 50,20 por saca. O avanço da colheita amplia a oferta e limita reações nos preços, enquanto o segmento de bioenergia sustenta parte da demanda regional. A colheita da safrinha atingiu 4% da área, favorecida pela redução das chuvas e pela secagem natural dos grãos, embora o ritmo ainda esteja abaixo dos padrões históricos.
Agrolink - Leonardo Gottems

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