Ator Chuck Norris -
Chuck Norris, ator célebre por ter estrelado filmes de ação e a série "Walker, o Ranger do Texas", morreu nesta quinta-feira (19), aos 86 anos. A informação foi confirmada pela família do ator.
"Embora desejemos manter as circunstâncias em sigilo, saibam que ele estava cercado por sua família e em paz", escreveram em nota à imprensa. "Ele viveu sua vida com fé, determinação e um compromisso inabalável com as pessoas que amava. Por meio de seu trabalho, disciplina e bondade, ele inspirou milhões de pessoas em todo o mundo e deixou um impacto duradouro na vida de tantas pessoas."
O astro passou por uma internação no Havaí, após uma emergência médica, segundo o portal TMZ. Não se sabe qual foi o motivo da hospitalização do artista, que completou 86 anos no dia 10 de março.
Ele teria sido hospitalizado na ilha de Kauai, e o problema teria se dado de forma repentina, já que o astro apareceu, na última semana, treinando luta, em vídeos nas redes sociais. "Eu não envelheço. Eu subo de nível", afirmou na postagem. "Nada como um pouco de ação em um dia ensolarado para fazer você se sentir jovem."
O ator e lutador marcial faixa-preta, criador do estilo Chun Kuk Do, é um dos maiores astros do cinema americano dos anos 1980, estrela de longas como "Comando Delta" e "Braddock - O Super Comando".
Ao longo da carreira, o artista se notabilizou por usar as suas habilidades de luta para capturar a atenção do público que assistia aos seus filmes.
Na maior parte desses longas, ele salva o dia com movimentos rápidos e chutes certeiros que faziam os oponentes desmoronarem. É isso o que pode ser visto, por exemplo, em "McQuade, o Lobo Solitário", de 1983. Dirigido por Steve Carver, o longa narra a história de um homem, papel de Norris, que luta contra criminosos que roubaram armas do exército e mataram os amigos dele.
Alguns dos filmes que o ator estrelou foram dirigidos por seu irmão, o cineasta Aaron Norris. É o caso de "Perigo Mortal", de 1994, "Unidos Para Vencer", de 1992, e "O Defensor", de 1996.
As décadas de 1970 e 1980 marcam o seu período de maior popularidade, quando estrelou produções que cativavam as plateias, como "Os Bons Se Vestem de Negro", de 1978, "Olho por Olho", de 1981, e "Código do Silêncio", de 1985.
O primeiro papel de destaque do artista foi em "O Voo do Dragão", de 1972. O filme colocou Norris frente a frente com Bruce Lee em uma luta que se tornou clássica. A produção foi decisiva para projetá-lo em Hollywood. No entanto, a partir dos anos 1990, a carreira do astro começou a se mostrar menos fulgurante do que nas duas décadas anteriores.
Por isso, decidiu migrar para a televisão, onde estrelou a série "Walker, o Ranger do Texas", na CBS, inspirada no filme "McQuade, o Lobo Solitário" , que protagonizou alguns anos antes. Na produção, ele dá vida a Cordell Walker, uma justiceiro que combate o crime ao lado do parceiro James Trivette, papel de Clarence Gilyard Jr.
A produção fez tanto sucesso que ficou no ar entre 1993 e 2001. Norris também apareceu nas adaptações para o cinema da série, como "Reunião Mortal", de 1994, e "Julgamento de Fogo", de 2005.
Após sete anos sem atuar em filmes, o artista se juntou a Sylvester Stallone e Jean-Claude Van Damme em "Os Mercenários 2", que foi lançado em 2012. Depois, ele integrou o elenco de "Agente Recon", em 2024, e "Zombie Plane" —filme que deve estrear ainda neste ano.
Nos últimos tempos, Norris apareceu mais em produções que satirizavam os vários memes que os internautas produziram a partir de seus filmes.
Em 2018, a Toyota fez uma campanha de divulgação de uma camionete tendo como base os chamados "Chuck Norris Facts" —piadas que circulam na internet e versam sobre a coragem, virilidade e força do ator americano. A campanha foi intitulada "Tough as Chuck", algo como "Durão como Chuck".
Além disso, o artista vinha chamando a atenção pela defesa do conservadorismo. Em 2012, ele convocou os evangélicos dos Estados Unidos a votarem contra o então presidente Barack Obama. "Nós não podemos mais ficar sentados ou parados assistindo ao nosso país ir para o socialismo ou algo muito pior", disse ele, à época. O artista também apoiou a campanha do presidente americano Donald Trump à Casa Branca, em 2016.

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