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A escalada das tensões no Oriente Médio já começa a provocar efeitos relevantes sobre os mercados globais de commodities agrícolas e energéticas. Segundo análise do Rabobank, os desdobramentos do conflito com o Irã vêm pressionando preços e ampliando incertezas em diferentes cadeias produtivas.
Os contratos futuros do petróleo Brent chegaram a superar temporariamente os USD 105 por barril após ataques à ilha iraniana de Kharg. No mesmo período, os preços da ureia registraram forte alta. No Golfo dos Estados Unidos, o avanço foi de USD 132,50 por tonelada curta, marcando o maior salto em duas semanas desde setembro de 2022 e influenciando decisões de plantio no país. No Brasil, a ureia CFR subiu USD 187,50 por tonelada, enquanto a China endureceu os controles sobre exportações de fertilizantes, reduzindo a oferta global.
No mercado de grãos, a volatilidade também aumentou. Os contratos futuros de soja com vencimento em maio de 2026 na CBOT atingiram limite de baixa em 16 de março, após declarações do presidente dos Estados Unidos sobre a possibilidade de adiamento de um encontro com a China. A sinalização elevou preocupações comerciais, levando os preços a recuarem 70 centavos de dólar por bushel, atingindo o menor nível em três semanas.
Já o cacau apresentou movimento oposto. Os contratos futuros em Londres avançaram 5,9% na semana até 16 de março, em um movimento de correção após forte queda acumulada no início do ano. O aumento dos custos de produção, impulsionado por fertilizantes, frete e energia mais caros, além da piora nas perspectivas climáticas com maior probabilidade de El Niño, sustentou a recuperação dos preços.
Agrolink - Leonardo Gottems

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