segunda-feira, 16 de março de 2026

Edifício onde funcionava Hotel Americano passa a integrar patrimônio histórico da capital

 

                                            Reprodução




Um dos prédios mais tradicionais da região central de Campo Grande acaba de ganhar proteção oficial do poder público. O Edifício José Abrão, conhecido como Hotel Americano, foi tombado como patrimônio histórico do município, conforme decreto publicado no Diário Oficial desta segunda-feira (16).


Localizado na esquina das ruas 14 de Julho e Marechal Cândido Mariano Rondon, o imóvel é considerado um dos marcos arquitetônicos do centro histórico da Capital.


O reconhecimento garante proteção legal ao prédio e estabelece regras específicas para preservar suas características originais.


A decisão encerra um processo que tramitava há cerca de 15 anos, período em que o pedido de tombamento passou por análises técnicas e debates em conselhos responsáveis pela preservação do patrimônio cultural de Campo Grande.


Segundo a prefeita Adriane Lopes, o antigo Hotel Americano faz parte da memória urbana da cidade e representa diferentes momentos do crescimento da Capital.


“O antigo Hotel Americano é considerado um marco arquitetônico do centro histórico de Campo Grande. Ao longo das décadas, o prédio se consolidou como referência na paisagem urbana da cidade e testemunhou diferentes momentos do desenvolvimento da cidade”, afirmou.


Proteção e regras de preservação


Com o tombamento, o edifício passa a integrar oficialmente o conjunto de bens protegidos pela legislação municipal. A partir de agora, qualquer intervenção no imóvel deverá seguir normas específicas de preservação.


Ações como demolição, reforma, alteração da fachada, pintura ou restauração só poderão ser realizadas com autorização prévia da Fundac (Fundação Municipal de Cultura) e licenciamento da prefeitura.


O decreto estabelece que a proteção recai principalmente sobre a fachada e a cobertura do prédio, elementos considerados essenciais para manter as características arquitetônicas originais.


Caso alguma intervenção seja feita sem autorização, o responsável poderá ser obrigado a restaurar ou reconstruir as partes modificadas, além de pagar multa que pode chegar ao dobro do valor do dano causado, sem prejuízo de outras sanções previstas em lei.


Área de proteção no entorno


A medida também cria uma área de proteção ao redor do edifício, o que significa que imóveis próximos passam a ter restrições para obras que possam prejudicar a visibilidade ou o destaque do bem histórico.


Projetos de intervenção nessa área deverão ser apresentados previamente à Prefeitura de Campo Grande e serão analisados pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades), com parecer técnico da Agência Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano (Planurb) e da Fundac.


Com o decreto, o Edifício José Abrão passa a ser oficialmente registrado no Livro de Tombo de Artes Aplicadas do Município, instrumento que reúne bens reconhecidos como parte importante da história e da identidade cultural de Campo Grande.

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