quarta-feira, 22 de dezembro de 2021

Concessão do trecho da Ferroeste de Cascavel (PR) a Maracaju (MS) é formalizada

 



Agora a obra completa entra em processo licitatório e obra terá aumento de R$ 1,2 bilhão


Ana Clara Santos

Foi publicado no Diário Oficial da União desta quarta-feira (22), a deliberação para construção da Estrada de Ferro EF-483, trecho de 76 quilômetros entre Dourados e Maracaju. 


O Ministério da Infraestrutura, por meio da Secretaria Nacional de Transportes Terrestres, deferiu por meio da Deliberação n°3, o requerimento que havia sido feito em setembro pela Estrada de Ferro Paraná Oeste S.A., a Ferroeste. 


O pedido havia sido feito em setembro pela Ferroeste e no dia 9 de dezembro o secretário nacional de Transportes Terrestres tomou a deliberação que foi, entretanto, apenas publicada hoje.



De acordo com o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, Jaime Verruck, agora será licitado o projeto todo e terá um incremento de R$ 1,2 bilhão. 


“É o último ato administrativo autorizando a concessão desse trecho entre Dourados e Maracaju que passa a compor a Nova Ferroeste. Portanto, agora será licitado o projeto todo, de Paranaguá a Maracaju. Sob o ponto de vista de investimentos, representa um incremento de R$ 1,2 bilhão ao projeto”. 


A Nova Ferroeste passará por Dourados (MS), Guaíra , Cascavel, Guarapuava até o porto de Paranaguá (PR), se estendendo por 1,3 mil quilômetros. O investimento de aproximadamente R$ 10 bilhões será privado, concedido para exploração por meio de leilão a ser realizado já no próximo ano.


 

O Trecho 1, entre Guarapuava ao porto de Paranaguá, com 400 quilômetros de extensão, que desce a Serra do Mar Paranaense em paralelo à BR-277 ainda será implantada, a concessão será estadual e ainda resta ser implantada. 


Já o trecho 2, que também ainda não foi implantado, prevê a extensão de um ramal de Cascavel (PR) a Maracaju (MS) com a implantação de 350 quilômetros de ferrovias.


“Temos um estudo para relicitação no próximo ano, mas o regime de autorização permite também que se tome decisões no sentido de buscar alternativas mais apropriadas para aquelas ferrovias cujos processos já estejam em andamento”, observou Jaime Verruck.


O secretário lembrou que o governo do Estado criou o GT (Grupo Técnico) das Ferrovias para acompanhar os processos da Ferroeste, Ferronorte e também da Malha Oeste, e agora se debruça também sobre as tratativas envolvendo esses ramais em negociação através do regime de autorização.


Com informação do Portal Correio do Estado

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