segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Bolsonaro tem reunião com auxiliares no Rio para dar "diretrizes" e vai a Brasília semana que vem, diz Onyx

Reuters

O deputado federal reeleito e futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), afirmou na manhã desta segunda-feira que o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) fará uma reunião na terça-feira com o grupo de auxiliares mais próximos no Rio de Janeiro para dar as “diretrizes” do governo e destacou que a equipe de transição só vai começar a trabalhar na semana que vem, no Centro de Convenções do Banco do Brasil (CCBB) em Brasília.

“Amanhã vamos ter uma reunião onde ele vai dar as diretrizes, nós vamos conversar com Paulo Guedes, com o presidente e vice do partido dele, a equipe mais próxima”, disse, em entrevista em um hotel perto da casa de Bolsonaro.

“Eu tenho uma conversa programada com o general (Augusto) Heleno (indicado por Bolsonaro para o Ministério da Defesa) em Brasília. Ou seja, nós vamos montar devagarinho esta semana, até sexta-feira está tudo está estruturado, segunda a gente começa a trabalhar.”

Segundo o futuro ministro, a segunda-feira vai ser para “respirar” e não haverá reuniões.

Ao contrário do que se especulou antes da eleição de domingo, Onyx afirmou que Bolsonaro não vai a Brasília nesta semana e destacou que, durante a semana, a equipe de transição vai cuidar de coisas básicas e administrativas. Ele disse que a equipe de transição não terá 50 integrantes, o máximo previsto, mas no máximo 20 pessoas. “Nem vamos ter 50, 15 ou 20 (integrantes)”, disse.

O deputado federal afirmou, sem precisar data, que a primeira viagem internacional de Bolsonaro será para o Chile. “Sim (vai ser a primeira viagem internacional). Esse foi o compromisso assumido com o presidente Piñera (do Chile)”, destacou.

A viagem só deve ser realizada depois que o presidente eleito estiver totalmente recuperado de saúde, segundo os médicos, até meados de dezembro ele deverá fazer uma última cirurgia para retirar a bolsa colostomia.

O futuro ministro afirmou ainda que, no domingo, que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ligou para Bolsonaro e ajustaram, assim como o presidente chileno Sebastián Piñera, a possibilidade de que, assim que esteja recuperado da cirurgia, viajará “primeiramente ao Chile e depois aos EUA”.

“Nossa relação será com o países que podem ser bons irmãos, gerar desenvolvimento e gerar empregos”, disse Onyx.

Por Ricardo Brito e Rodrigo Viga Gaier

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