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Exportações de soja crescem 7% no semestre
O mercado brasileiro da soja registrou melhora nos preços durante a última semana, impulsionado pela valorização do dólar, que chegou a R$ 5,20, e pelo avanço dos prêmios de exportação. A avaliação consta na análise semanal da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente ao período de 26 de junho a 2 de julho, divulgada nesta quinta-feira (2).
De acordo com a Ceema, os prêmios de exportação também apresentaram recuperação. Em Paranaguá, os valores oscilaram entre US$ 1,00 e US$ 1,45 por bushel para os embarques previstos entre julho e outubro deste ano. Com esse cenário, as principais praças do Rio Grande do Sul registraram cotações de R$ 118,00 por saca, enquanto nas demais regiões produtoras do país os preços variaram entre R$ 109,00 e R$ 117,00 por saca.
Ao mesmo tempo, a oferta elevada da safra recorde brasileira começa a refletir no mercado interno de derivados. Segundo a análise, um estudo da Associação Paulista de Supermercados, elaborado em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), apontou queda nos preços dos óleos vegetais em maio. O segmento acumula deflação de 6,05% em 2026, com destaque para o óleo de soja, que ficou 1,28% mais barato no mês e soma redução de 10,2% no ano.
No comércio exterior, a Ceema estima que o Brasil tenha exportado 14,05 milhões de toneladas de soja em junho, volume um milhão de toneladas inferior à projeção divulgada na semana anterior. Apesar da revisão, os embarques acumulados no primeiro semestre devem alcançar 72,8 milhões de toneladas, resultado 7% superior ao registrado no mesmo período de 2025.
A entidade projeta exportações totais de 110 milhões de toneladas de soja ao longo de 2026. Para atingir esse volume, será necessário embarcar, em média, 6,2 milhões de toneladas por mês durante o segundo semestre.
As exportações de farelo de soja também seguem em ritmo elevado. Conforme a análise, os embarques de junho devem ter alcançado 2,4 milhões de toneladas, elevando o acumulado do primeiro semestre para 12,9 milhões de toneladas. Em todo o ano de 2025, o Brasil exportou 23 milhões de toneladas do produto. Para superar esse volume em 2026, será necessário exportar pouco mais de 1,68 milhão de toneladas mensais até o fim do ano, conforme estimativas da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec).
A Ceema também destacou uma nova estimativa privada para a produção nacional de soja. Segundo a consultoria StoneX, a última safra brasileira deve atingir 182,1 milhões de toneladas, volume superior à projeção de 180,2 milhões de toneladas apresentada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em seu boletim de junho.

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