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Safrinha chega a quase 19% da área colhida
Os preços do milho permaneceram estáveis no mercado brasileiro durante a última semana, enquanto a colheita da segunda safra continua avançando nas principais regiões produtoras do país. A avaliação é da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), em análise referente ao período de 26 de junho a 2 de julho, publicada nesta quinta-feira (2).
Segundo a Ceema, as principais praças do Rio Grande do Sul mantiveram negociações em torno de R$ 58,00 por saca. Nas demais regiões produtoras, as cotações variaram entre R$ 40,00 e R$ 59,00 por saca.
O levantamento destaca que, conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a colheita da segunda safra de milho alcançava 18,8% da área cultivada até o dia 26 de junho. No Centro-Sul do país, a AgRural estimava avanço de 22% até 25 de junho.
O Mato Grosso, maior produtor nacional do cereal, liderava o ritmo dos trabalhos, com 32,4% da área colhida, de acordo com informações do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
Ainda segundo a Conab, além do Mato Grosso, os estados com maior avanço na colheita eram Tocantins, com 28% da área colhida, Maranhão, com 20%, e Piauí, com 18%. Minas Gerais registrava 7% dos trabalhos concluídos, enquanto Goiás e Paraná alcançavam 3%. Em São Paulo e Mato Grosso do Sul, a colheita chegava a 2% da área.
As estimativas para a produção brasileira seguem elevadas. A consultoria StoneX projeta uma segunda safra de 107,5 milhões de toneladas na temporada 2025/26, com produção total de milho estimada em 138,4 milhões de toneladas.
A Conab mantém projeção ligeiramente superior. No boletim divulgado em junho, a companhia estima que a segunda safra alcance 107,9 milhões de toneladas, enquanto a produção total brasileira de milho deve chegar a 140,5 milhões de toneladas no atual ano comercial.

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