segunda-feira, 30 de março de 2020

“Líderes e colaboradores devem agir juntos na crise”

                                                          Foto: Dvulgação
Por:  -Leonardo Gottems 

Para Celso Braga, CEO do Grupo Bridge, é preciso que os líderes trabalhem junto com os colaboradores da empresa para saírem da crise sem muitos prejuízos. Ele é psicólogo e mestre em Educação, pós-graduado em Psicodrama Sócio Educacional pela ABPS, professor supervisor pela Federação Brasileira de Psicodrama (Febrap) e escreveu um texto no portal especializado da CarneTec Brasil.


“O momento é bastante caótico: home office compulsório, que nem todos sabem como fazer e, mesmo os que sabiam, nunca o fizeram na proporção que está sendo imposta pelo momento. Além da desorganização, o stress emocional e necessidades de continuidade e/ou adaptação dos trabalhos levam todos para uma esfera de ‘desorientação’, de estarmos perdidos e sem respostas. E, de fato, estamos!”, afirma.

Como exemplo, ele citou o seu comitê de crise interna, que contratou um mentor para lidar com a crise. De acordo com o especialista, essa é apenas uma das saídas que uma empresa pode tomar para unir os seus funcionários. “Emocionalmente, nos sustentamos uns nos outros como time e surgiram ações e força. Até um happy hour virtual foi sugerido, a gente se isola socialmente apenas no espaço físico, mas pode se manter junto ao outro no virtual e no coração”, completa.

“A perspectiva ainda é de médio prazo para a crise, talvez uns seis meses, pelo menos. Novas formas de lidar com o trabalho, de nos cuidar como pessoas e de usar nosso potencial para dar respostas novas ao desafio presente precisam ser rapidamente desenvolvidas. Precisamos saber nos manter saudáveis mental, relacional, física e espiritualmente, e – ao mesmo tempo – aproveitar para ampliar nossos conhecimentos. É esse equilíbrio essencial dos nossos cinco eixos que pode nos permitir viver este momento, agora, com as melhores condições”, conclui.

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