sábado, 25 de janeiro de 2020

MS deve produzir plástico e camiseta de milho com ativação de indústria chinesa


                                            Foto;Chico Ribeiro

Uma fábrica chinesa em processo de construção no município de Maracaju deve tornar Mato Grosso do Sul produtor de sacola de plástico biodegradável, que dissolve na natureza, utensílios domésticos, como copos e pratos, e até camisas e camisetas, tudo feito a partir do milho.

A unidade industrial da empresa chinesa BBCA Brazil aguarda a importação de equipamentos da China para finalizar a linha de produção dos alimentos a partir de amido de milho e farelo de milho e deve começar a operar em outubro deste ano, segundo projeção do gerente-geral Hailong Huang.

“A expectativa é de que 300 pessoas sejam contratadas no início da operação, que vai começar tímida, mas com meta de ampliar no futuro o leque da produção – entre os materiais estão a sacola de plástico biodegradável, que dissolve na natureza; utensílios domésticos, como copos e pratos; e até camisas e camisetas, tudo feito a partir do milho”, detalhou o Governo de Mato Grosso do Sul em matéria institucional.

Nesta semana, durante a feira agropecuária Showtec, em Maracaju, Huang falou sobre os objetivos da indústria. “O amido e o farelo de milho são os produtos para iniciarmos a operação. É um mercado de início dentro de Maracaju. E passo a passo vamos construir uma linha de produção de PLA, que é um material de tecnologia nova”, contou.

Obtido da fermentação de vegetais ricos em amido, como o milho, o PLA e os produtos feitos a partir dele já são produzidos na indústria da BBCA da China, em substituição às fibras petroquímicas e plásticos petroquímicos. Amostras das mercadorias foram trazidas do país asiático para serem expostas durante a feira de tecnologia agropecuária em Maracaju.

A indústria chinesa da província de AnHui tem unidades na França, Bélgica e Estados Unidos, e chegou ao Brasil há quase uma década. Com quatro sedes no País, a BBCA Brazil está em Campo Grande (matriz), Maracaju (fábrica de processamento de milho), São Paulo (escritório de venda de fertilizantes) e Itajaí, em Santa Catarina (escritório de venda de ácido cítrico).

Em 2018 a empresa teve a concessão de incentivo fiscais renovada com o Governo do Estado por meio do Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Econômico e Equilíbrio Fiscal (Fadefe). A indústria se comprometeu a investir mais de R$ 2 bilhões na instalação da esmagadora de milho em Maracaju, gerando pelo menos 300 empregos.

Hoje, 104 pessoas trabalham nas unidades do grupo em todo o País. 64 delas são brasileiras. “O restante são chineses que entendem português, chinês e inglês. Essas pessoas gerenciam a empresa”, disse Huang. Segundo ele, a principal dificuldade do grupo é encontrar mão de obra técnica e qualificada, “que entendam como funciona uma fábrica – e também de leis e impostos, não só locais”. (Com informações do Portal do Governo do Estado)

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