domingo, 15 de março de 2026

Anvisa manda apreender tirzepatida produzida de forma irregular

 

                                            Karime Xavier - 09.01.25/Folhapress

  • Empresa responsável pela produção da substância foi procurada, mas não respondeu até a publicação deste texto

  • Decisão proíbe comercialização, distribuição, importação, manipulação e propaganda do remédio


A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou nesta sexta-feira (13) a apreensão de produtos que contêm tirzepatida manipulada produzidos pela empresa El Elyon de Manipulação Ltda, cujo registro comercial é de Guarulhos, na Grande São Paulo. A decisão também proíbe a comercialização, a distribuição, a importação, a manipulação e qualquer tipo de propaganda do medicamento.


Segundo resolução publicada pela agência, o produto divulgado como Tirzepatide vinha sendo vendido sem ter registro sanitário no Brasil. Além disso, a empresa responsável pela fabricação não tem autorização de funcionamento da Anvisa para produzir esse tipo de medicamento.


A reportagem procurou a El Elyon no início da noite desta sexta-feira pelo WhatsApp para comentar a decisão da Anvisa. Até a publicação deste texto, porém, a empresa não respondeu às mensagens.


Na prática, a falta de autorização da agência sanitária significa que o produto não passou pelas etapas exigidas para comprovação de qualidade, segurança e eficácia, que incluem avaliação técnica e autorização formal do órgão regulador.


A tirzepatida é uma substância utilizada no tratamento de diabetes tipo 2 e que também tem sido estudada para controle de peso. No mercado internacional, medicamentos com esse princípio ativo têm ganhado notoriedade por seu efeito na redução do apetite e na perda de peso.


No entanto, no Brasil, a substância ainda está protegida por patente válida até 2036, o que restringe sua produção e comercialização a fabricantes autorizados.


A Anvisa alerta que versões manipuladas ou comercializadas sem registro representam risco ao consumidor, já que não há garantia de que o produto contenha a substância correta, na dose adequada ou livre de contaminantes.


Vitor Hugo Batista

Folha de São Paulo

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