sexta-feira, 1 de maio de 2026

Brasil define regras para cotas no acordo entre Mercosul e União Europeia

 

                                            Lula e Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, conversam durante encontro no Rio de Janeiro - Mauro Pimentel - 16.jan.26/AFP 

  • Governo federal limita incidência de cotas limitada a cerca de 4% das exportações e 0,3% das importações

  • Acordo entre os dois blocos econômicos entrou em vigor de forma temporária nesta sexta-feira (1°)

O governo do Brasil definiu regras para a adoção de cotas de importação e exportação no acordo entre Mercosul e União Europeia em portarias publicadas nesta sexta-feira (1°), primeiro dia de vigência provisória do tratado de livre comércio entre os dois blocos.


O MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) informou em nota que a incidência de cotas é limitada a cerca de 4% das exportações e 0,3% das importações.


As cotas são limites de quantidade impostas a determinados produtos, seja para exportação ou para importação, dentro dos quais há incidência tarifária mais benéfica.


"Na prática, a maior parte do comércio entre Mercosul e União Europeia ocorrerá com redução ou eliminação integral de tarifas, sem restrições quantitativas", destacou o MDIC.


No caso das importações, o ministério informou que produtos como veículos, lácteos, alho, preparações de tomate, chocolates e itens de confeitaria passam a seguir um modelo baseado na ordem de registro das licenças.


"Para garantir o uso da cota, o importador deverá vincular a licença à Declaração Única de Importação (Duimp) em até 60 dias, respeitados os limites por operação", disse.


No caso das exportações, as cotas abrangem produtos tratados pelo governo como estratégicos, como carnes, açúcar, etanol, arroz, milho e derivados, além de itens como mel, ovos e bebidas como rum e cachaça. A distribuição segue o mesmo princípio de ordem de solicitação, observados os limites de cada cota.


Segundo a pasta, a divisão das cotas entre os países do Mercosul ainda está em negociação.


Bernardo Caram

Reuters

Irã envia nova proposta de paz aos EUA; Trump diz que não está satisfeito

 

                                             Socorristas procuram por sobreviventes em meio a escombros de casas destruídas por ataque de Israel no sul do Líbano - Kawnat Haju - 1.mai.26/AFP

  • Cessar-fogo está em vigor desde 8 de abril, mas americano avalia ataques para tomar e reabrir estreito de Homuz

  • Autoridades iranianas se preparam para retaliar em caso de operação americana em seu território




O regime do Irã enviou sua mais recente proposta para as negociações com os Estados Unidos aos mediadores paquistaneses, informou a agência de notícias estatal iraniana Irna nesta sexta-feira (1º), uma medida que pode melhorar as perspectivas de quebrar o impasse nos esforços para pôr fim à guerra.


A Irna não forneceu detalhes, mas os preços globais do petróleo, que subiram acentuadamente desde que o Irã iniciou o bloqueio do estreito de Hormuz, caíram após a divulgação da notícia.


O bloqueio desse importante canal marítimo interrompeu 20% do abastecimento mundial de petróleo e gás, e a Marinha dos EUA está bloqueando as exportações de petróleo bruto iraniano. Isso elevou os preços da energia e aumentou as preocupações com uma recessão econômica.


Sem dar mais detalhes, o presidente Donald Trump disse a repórteres que não estava satisfeito com a proposta apresentada e que as negociações estavam ocorrendo por telefone.


Um cessar-fogo está em vigor desde 8 de abril, mas relatos de que o presidente americano seria informado sobre planos para novos ataques militares a fim de forçar o Irã a negociar elevaram ainda mais os preços globais do petróleo.


O Irã ativou suas defesas aéreas e planeja uma resposta ampla caso seja atacado, tendo avaliado que haverá um ataque curto e intenso dos EUA, possivelmente seguido por um ataque israelense, disseram duas fontes iranianas de alto escalão à agências Reuters sob condição de anonimato.


Washington não informou quais serão seus próximos passos. Trump disse na terça-feira que estava insatisfeito com a proposta anterior do Irã, e o Paquistão não definiu uma data para novas negociações.


Após os ataques aéreos dos EUA e de Israel em 28 de fevereiro, o Irã disparou contra bases americanas, infraestrutura e empresas ligadas aos EUA nos países do Golfo, enquanto o grupo libanês Hezbollah, apoiado pelo Irã, lançou mísseis contra Israel, que respondeu com ataques ao Líbano.


Sublinhando as preocupações dos Estados do Golfo, o conselheiro presidencial dos Emirados Árabes Unidos, Anwar Gargash, disse que a "vontade internacional coletiva e as disposições do direito internacional" devem garantir a liberdade de navegação pelo estreito. "E, é claro, nenhum acordo unilateral iraniano pode ser confiável ou considerado seguro após sua traiçoeira agressão contra todos os seus vizinhos", escreveu Gargash.


Trump enfrenta um prazo formal dos EUA nesta sexta-feira para encerrar a guerra ou apresentar ao Congresso os argumentos para prorrogá-la, nos termos da Resolução de Poderes de Guerra de 1973.


A data parece prestes a passar sem alterar o curso da guerra, depois que um funcionário de alto escalão do governo afirmou que, para os fins da resolução, as hostilidades já haviam terminado devido ao cessar-fogo entre Teerã e Washington.


Os mercados financeiros e de energia permaneceram em alerta devido às preocupações com o impasse nas negociações e ao receio de que possa haver um fechamento prolongado do estreito de Hormuz.


O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, advertiu nesta quinta contra a expectativa de resultados rápidos nas negociações.


Um funcionário de alto escalão da Guarda Revolucionária iraniana disse que qualquer novo ataque dos EUA ao Irã, mesmo que limitado, daria início a "ataques longos e dolorosos" contra posições regionais dos EUA, enquanto o comandante da Força Aeroespacial, Majid Mousavi, foi citado pela mídia iraniana dizendo: "Vimos o que aconteceu com suas bases regionais, veremos a mesma coisa acontecer com seus navios de guerra."


Trump repetiu na quinta que o Irã não teria permissão para possuir armas nucleares e disse que o preço da gasolina —uma importante preocupação para seu Partido Republicano antes das eleições de meio de mandato em novembro— "cairia vertiginosamente" assim que a guerra terminasse.


O Irã afirma que seu programa nuclear tem fins exclusivamente civis.


O conflito agravou os graves problemas econômicos do Irã, colocando em risco uma calamidade após a guerra, mas o país parece capaz de sobreviver a um impasse no Golfo por enquanto, apesar do bloqueio dos EUA que cortou suas exportações de energia


O site de notícias Axios informou que um plano a ser compartilhado com Trump durante uma reunião com altos líderes militares dos EUA, marcada para quinta, envolvia o uso de forças terrestres para tomar parte do estreito e reabri-lo à navegação comercial. Trump também está considerando estender o bloqueio dos EUA ou declarar uma vitória unilateral, segundo autoridades.


Washington não anunciou imediatamente quaisquer detalhes de seus planos.


Em um sinal de que os EUA também estavam prevendo um cenário em que as hostilidades cessassem, o Departamento de Estado convidou nações parceiras a aderir a uma nova coalizão, chamada Maritime Freedom Construct, para permitir que navios navegassem pelo estreito.


França, Reino Unido e outros países mantiveram conversações sobre a contribuição para tal coalizão, mas afirmaram que ajudariam a abrir o estreito somente quando o conflito terminasse.


Reuters

FEMINICÍDIO Mulher é encontrada morta com sinais de espancamento

 

                                             Campo Grande News




Mulher de 48 anos foi encontrada morta na tarde de quinta-feira (30/5) em Mundo Novo, município localizado na região Sul do Estado. Zelita Rodrigues de Souza apresentava sinais de espancamento, lesões na nuca e estava com parte do cabelo arrancado.


O corpo estava na residência onde ela mora.


Após o fato, o marido dela, Vicente Asuncion Vidal Gonzalez, 41, foi preso em flagrante suspeito de feminicídio.


De acordo com o Campo Grande News, o chamado partiu do Corpo de Bombeiros de Guaíra (PR), que recebeu solicitação de emergência sobre uma mulher sem sinais vitais no imóvel. A Polícia Militar foi até o endereço e acionou a Polícia Civil, que enviou investigadores para acompanhar a ocorrência.


No local, o companheiro da vítima recebeu os agentes e indicou onde o corpo estava. Zelita foi localizada em um dos quartos, deitada de costas sobre a cama, em estado de seminudez, com marcas visíveis de agressão e áreas do couro cabeludo expostas devido ao cabelo arrancado.


Os investigadores identificaram lesões na região da nuca e outros indícios que apontam violência física.


Em depoimento inicial, Vicente afirmou que dormia durante a tarde e encontrou a esposa sem vida ao acordar. Segundo informações levantadas no local, vizinhos relataram que o casal mantinha relacionamento conturbado, com discussões frequentes e consumo de bebida alcoólica nos últimos dias.


O caso segue em investigação como o 12º feminicídio registrado em Mato Grosso do Sul.

Mercado do boi ajusta preços após máximas

 

                                             Foto: Kadijah Suleiman


No mercado externo, as exportações seguem em ritmo robusto

O mercado pecuário atravessa um momento de ajuste, com sinais de acomodação nos preços após um período de valorização expressiva. De acordo com a StoneX, o cenário recente reflete uma reavaliação das expectativas, diante de mudanças no ritmo de negociação e maior avanço das escalas de abate.



Ao longo da semana, o mercado físico registrou recuos em diversas praças, embora os preços ainda permaneçam em patamares elevados. Esse movimento ocorre em paralelo à ampliação das escalas de abate, que avançaram de forma generalizada e indicam maior conforto por parte da indústria no curto prazo. Esse ambiente reduz a urgência nas compras e contribui para a pressão observada sobre as cotações.


No segmento de reposição, o comportamento segue distinto, com manutenção de firmeza nos preços. Mato Grosso do Sul continua em destaque, com ágios relevantes sendo sustentados, o que evidencia a demanda consistente por animais jovens e a continuidade do ciclo produtivo.


No mercado externo, as exportações seguem em ritmo robusto, com volumes elevados embarcados e preços médios sustentados. Esse desempenho reforça a presença da demanda internacional como um dos principais pilares de sustentação do setor, mesmo diante da acomodação observada no mercado doméstico.


Na B3, os contratos futuros passaram por ajustes ao longo do período. O vencimento de abril recuou para a faixa entre R$ 358 e R$ 362 por arroba, enquanto houve ampliação do spread ao longo da curva. Esse movimento sinaliza maior cautela dos agentes em relação às expectativas futuras, refletindo incertezas quanto à continuidade dos preços em níveis recordes.


Aposta da Capital fatura R$ 34 mil em bolão da Mega-Sena milionária

 




Uma aposta simples de sete números, registrada na Loterias Anchieta, em Curitiba (PR), acertou as seis dezenas do concurso 3.002 da Mega-Sena e levou o prêmio principal de R$ 127.017.606,25.


O sorteio ocorreu na noite de quinta-feira (30/05), no Espaço da Sorte, em São Paulo (SP), com arrecadação total de R$ 98.352.246,00.


Em Campo Grande (MS), uma aposta da Lotérica do Shopping conquistou a quina em bolão de cinco cotas, rendendo R$ 34.683,40 por participante.


Ao todo, 113 apostas no país dividiram essa faixa, enquanto 6.556 jogos com quatro acertos receberam R$ 985,39 cada. Os números sorteados foram 04 – 27 – 51 – 52 – 54 – 58.


Outros Sorteios de Quinta-feira (30/04)

Dia de Sorte – Concurso 1.207

Prêmio de R$ 400.000,00 para aposta realizada em local não especificado. Números: 1 – 15 – 19 – 23 – 26 – 28 – 29; Mês: Setembro. Sorteio no Espaço da Sorte, São Paulo (SP).


Lotofácil – Concurso 3.674

Prêmio de R$ 2.000.000,00 para aposta em município não detalhado. Números: 02 – 06 – 07 – 08 – 09 – 10 – 15 – 17 – 19 – 20 – 21 – 22 – 23 – 24 – 25. Realizado no Espaço da Sorte, São Paulo (SP).


Quina – Concurso 7.014

Prêmio de R$ 4.565.710,48 para aposta sem localização informada. Números: 11 – 16 – 23 – 42 – 74. Sorteio no Espaço da Sorte, São Paulo (SP).


Timemania – Concurso 2.386

Prêmio de R$ 22.500.000,00 para aposta ligada ao time Vasco (RJ), município não especificado. Números: 02 – 20 – 31 – 54 – 59 – 64 – 65; Time: Vasco/RJ. Realizado no Espaço da Sorte, São Paulo (SP).


Para sábado (02/05), a Mega-Sena estima R$ 3,5 milhões. Apostas custam a partir de R$ 6 em lotéricas ou online. Parte da arrecadação vai para programas sociais da Caixa.


Capital vai receber R$ 45 milhões para obras de recapeamento

 

                                            Divulgação



Durante agenda institucional realizada nesta quinta-feira (30), no Paço Municipal, a senadora Tereza Cristina anunciou a destinação de R$ 45 milhões para obras de recapeamento em Campo Grande, com recursos da bancada federal.


O investimento foi viabilizado após mudanças aprovadas no Senado Federal do Brasil, que passaram a permitir, em âmbito nacional, a utilização de emendas de bancada em obras estruturantes de infraestrutura urbana, como recapeamento e requalificação viária, medida que atende diretamente municípios como Campo Grande, que enfrentam problemas históricos na malha asfáltica.


Ao destacar o avanço, a senadora também sinalizou a continuidade do apoio. “Nos próximos dias, com apoio da bancada federal, nós vamos entregar para Campo Grande R$ 45 milhões para obras de recapeamento e tapa-buraco. Nós nos encontramos daqui uns dias para mais R$ 45 milhões de recapeamento”, afirmou.


No âmbito municipal, a prefeita Adriane Lopes ressaltou que a gestão já possui projetos estruturados para a execução das obras de recapeamento e trabalha para que os investimentos sejam licitados nos próximos dias, antes do início do calendário eleitoral.


“O ano passado foi um ano difícil, de corte de gastos, e hoje nós estamos colhendo os frutos de todo o trabalho austero que fizemos. Estamos avançando com recursos novos e novas parcerias para a nossa Capital, o que permite agora ampliar investimentos em infraestrutura, como o recapeamento”, afirmou.


Segundo a prefeita, o município entra na fase final para início das intervenções. “Nós temos projetos e recursos, e estamos nas fases finais da licitação. Daqui a alguns dias, estaremos nos bairros e nas comunidades anunciando as ruas que serão contempladas pelo recapeamento”, disse.


A chefe do Executivo também destacou que a viabilização desses investimentos está diretamente ligada à articulação institucional que resultou na mudança normativa em nível federal. “A partir de uma articulação junto ao Senado, conseguimos viabilizar uma mudança na legislação que permite investir recursos de bancada em recapeamento, diante do cenário que Campo Grande vivia, com asfalto antigo e sem drenagem, que a cada chuva é comprometido”, pontuou.


Com os recursos assegurados, o planejamento prevê a execução das obras nas sete regiões urbanas, com base em estudos técnicos conduzidos pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), priorizando as áreas mais críticas da cidade.


“Esse projeto de recapeamento será nas sete regiões. Nossos engenheiros vão identificar as áreas mais prejudicadas, começando pelas avenidas e chegando aos bairros. Com isso, mudamos a forma de atuar, reduzindo o tapa-buraco e ampliando o recapeamento”, explicou a prefeita.


A estratégia da administração municipal é garantir maior durabilidade às intervenções, aliando recapeamento a obras de drenagem e saneamento. A mudança no modelo de investimento reforça a adoção de soluções mais estruturantes para a malha viária da Capital, com impacto direto na mobilidade urbana e na qualidade de vida da população.

Dourados confirma 9ª morte por Chikungunya e 35 pessoas seguem internadas com a doença

 

                                             Foto: Clara Medeiros/ Dourados News



Dourados confirmou nesta quinta-feira (30) a nona morte por Chikungunya no município, conforme atualização do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), que coordena as ações de enfrentamento à epidemia tanto na Reserva Indígena quanto na área urbana.


A vítima mais recente tinha 29 anos, era indígena, morador da Aldeia Bororó, apresentou os primeiros sintomas no dia 19 de abril e morreu no dia 25, no Hospital da Vida. Com o novo registro, Dourados chega a nove óbitos pela doença, sendo oito de indígenas.


De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, as mortes ocorreram em sequência desde fevereiro. Entre as vítimas estão idosos, adultos e dois bebês. O primeiro óbito foi registrado no dia 25 de fevereiro, seguido por outros casos ao longo de março e abril, evidenciando o avanço da doença no município.


O Informe Epidemiológico divulgado nesta quinta aponta que há 35 pacientes internados com Chikungunya em Dourados. Os casos estão distribuídos entre unidades hospitalares, com maior concentração no Hospital Universitário da UFGD.


Em relação aos dados gerais, o município contabiliza 7.371 notificações da doença, com 5.271 casos prováveis e 2.755 confirmações. Outros 2.100 casos foram descartados e 2.516 seguem em investigação.


Na Reserva Indígena, que concentra a maior parte dos registros, são 3.113 notificações, com 1.759 casos confirmados e 715 ainda em análise.


O secretário municipal de Saúde, Márcio Figueiredo, que também coordena o COE, afirmou que o cenário segue crítico e reforçou a necessidade de mobilização coletiva. Segundo ele, o combate ao mosquito transmissor, o Aedes aegypti, depende da participação da população, com eliminação de água parada, limpeza de quintais e descarte correto de resíduos.