terça-feira, 6 de outubro de 2026

Leila anuncia saída do futebol e rebate oposição no Palmeiras

 

                                            Lamacchia e Leila Pereira, presidente do Palmeiras. (Foto: Cesar Greco/Palmeiras)



Leila Pereira já colocou prazo para encerrar sua trajetória como dirigente no futebol.


A presidente do Palmeiras afirmou que deixará o meio esportivo quando terminar seu segundo mandato, em dezembro de 2027, e voltará a se dedicar às próprias empresas. A declaração ocorreu em meio a um novo embate interno provocado pela negociação envolvendo a SAF do Vasco.


A dirigente falou durante uma reunião com integrantes de sua base no Conselho Deliberativo do Palmeiras, realizada na noite de segunda-feira (5). Além de tratar do futuro, Leila cobrou uma reação mais firme dos aliados diante das críticas feitas pela oposição.


O desgaste aumentou depois que Marcos Lamacchia, enteado da presidente e filho de José Roberto Lamacchia, marido de Leila, avançou no processo de aquisição da SAF do Vasco. A movimentação provocou questionamentos dentro do Palmeiras sobre um eventual conflito de interesses.


O grupo de oposição Ocupa Palestra chegou a defender a saída de José Roberto Lamacchia do Conselho Deliberativo. Leila reagiu às críticas e classificou os responsáveis pelos questionamentos como “meia dúzia de imbecis”.


A presidente também afirmou que ela e o marido continuarão com dedicação integral ao Palmeiras até dezembro de 2027. Durante o discurso, disse que os dois contribuíram com mais de R$ 1 bilhão ao clube por meio de suas empresas ao longo dos últimos anos.


Leila demonstrou ainda insatisfação com integrantes de sua própria base que, segundo ela, permanecem em silêncio diante dos ataques. A dirigente pediu que os aliados defendam sua gestão e relembrem a atuação dela e do marido no Palmeiras durante a última década.


Futuro longe dos clubes


Apesar das especulações sobre uma possível participação futura na administração do Vasco, Leila descartou permanecer no futebol depois de deixar a presidência palmeirense.


Segundo a dirigente, o plano é retomar a administração de suas empresas a partir de dezembro de 2027. Ela poderá continuar colaborando com o Palmeiras, mas não pretende assumir outro clube.


Leila está no segundo mandato à frente do Palmeiras e, pelas regras atuais, não poderá disputar novamente a presidência. Integrantes da situação chegaram a discutir uma alteração no estatuto que abriria caminho para uma terceira candidatura, mas a proposta não avançou.


Dentro do grupo governista, a tendência é que a presidente apoie o atual vice-presidente Paulo Buosi na sucessão. A eleição que definirá o próximo comando do Palmeiras ocorrerá em 2027. (Com ge)

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