domingo, 10 de maio de 2026

Senadora Tereza Cristina dá recado em Dourados: fora da vice e de olho no Senado

 

                                              Foto: Clara Medeiros/ Dourados News


A senadora Tereza Cristina (PP/MS) voltou a se esquivar sobre a possibilidade de se tornar vice na chapa encabeçada pelo pré-candidato à presidência da República e também senador, Flávio Bolsonaro (PL), nas eleições deste ano. 


Em entrevista ao Dourados News na manhã deste sábado (9/5), durante a abertura da 60ª edição da Expoagro, a parlamentar ainda relatou o projeto de concorrer à presidência do Senado no próximo ano. 


“Não, eu desconheço essa negociação [de entrar como vice na chapa]. Eu acho que isso aí também é mais especulações que me colocaram. Mas eu fico feliz, eu tenho uma ótima relação com o Flávio. Mas, é muito cedo ainda para essa construção. Então, nunca conversei com ele sobre esse assunto", contou. 


Sobre o projeto de presidir o Senado, Tereza Cristina afirmou estar trabalhando por isso.


"Esse é o meu projeto. Estou trabalhando nele, é um projeto que me daria muito prazer, seria a primeira mulher a presidir o Senado”, disse a parlamentar eleita nas eleições de 2022 e que tem mais de quatro anos ainda no cargo. 


Ciro Nogueira e a operação


A senadora ainda falou sobre a Operação Compliance Zero, desencadeada na quinta-feira (7/5) pela Polícia Federal, tendo como alvo o senador Ciro Nogueira, presidente nacional do Progressistas. 


Ele é investigado por suspeita de receber dinheiro de Daniel Vorcaro, dono do Banco Máster, em troca de ações favorecendo a instituição financeira.


Na opinião dela, é preciso aguardar a defesa do correligionário e não o condenar antes da finalização do processo. 


“O senador Ciro Nogueira tem todo direito a uma defesa daquilo que ele está sendo acusado. Então, ele sofreu, na verdade, uma diligência. E uma investigação deve ser aberta. Ele tem que ter amplo direito de defesa. No Brasil hoje, a gente tem uma mania de condenar as pessoas antes da gente ter o processo", finalizou.

 


Por Adriano Moretto e Fabiane Dorta

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