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julgamento dos envolvidos na Operação Lama Asfáltica pode resultar em prisões e suspensão de direitos políticos.
O legítimo desejo do ex-governador André Puccinelli (MDB) de continuar na política disputando mandatos e conquistar uma cadeira na Assembleia Legislativa pode ser reforçado ou perder motivação dentro de cinco meses.
Em fevereiro de 2026, por determinação da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, ele e outras 13 pessoas serão julgados pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ-MS) pela acusação de desvio de recursos públicos.
Se for absolvido, Puccinelli poderá manter o sonho de retornar à cena principal da vida pública retomando aquele que foi o seu primeiro mandato, de deputado estadual.
Mas, se for condenado, a pena menor seria a suspensão do direito de ser candidato a cargos eletivos por oito anos. Isto, fatalmente, o remeteria ao nicho dos aposentados da política, fazendo companhia a alguns ex-correligionários, como os ex-deputados Valter Pereira e Leite Schimidt.
O grupo dos 13 que serão julgados foi denunciado pelo Ministério Público (MP) por operar um esquema milionário de superfaturamento na compra de livros didáticos durante a gestão de Puccinelli, que governou o Estado de 2007 a 2014.
Todos os integrantes foram denunciados após a Operação “Lama Asfáltica”, deflagrada em 2015 e executada em diversas etapas pela Polícia Federal e MPE. O ex-governador chegou a ser preso e a usar tornozeleira eletrônica.
por Geraldo Silva

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