quinta-feira, 31 de julho de 2025

Neymar volta a completar quatro partidas depois de quase três anos

 

                                                    Foto: Raul Baretta/ Santos FC.


O empate entre Santos e Sport por 2 a 2, no último sábado, na Ilha do Retiro, pela 17ª rodada do Campeonato Brasileiro, simbolizou um marco recente na carreira de Neymar.


O camisa 10 voltou a completar quatro partidas depois de quase três anos. A última vez que ele havia ficado em campo os 90 minutos em quatro jogos consecutivos foi em agosto de 2022, quando ainda defendia o Paris Saint-Germain.


Naquele período, Neymar iniciou com o duelo contra o Nantes, pela Supercopa da França, em que balançou as redes duas vezes. Em seguida, participou de três rodadas da Campeonato Francês — contra Clermont, Montpellier e Lille — marcando gols em todas elas.


A série foi completada com mais 90 minutos em campo diante do Monaco, totalizando cinco jogos consecutivos com participação integral.


Desde então, uma combinação de lesões e suspensões comprometeu sua continuidade em campo, resultando em múltiplas ausências ao longo dos anos.


O Santos volta aos gramados na próxima segunda-feira, quando contra o Juventude, no Morumbis. A bola rola a partir das 20h (de Brasília), pela 18ª rodada da competição nacional.


Neymar soma 16 aparições com a camisa alvinegra desde que voltou. São quatro bolas na rede e três assistências.


Arroba do boi gordo sobe em Campo Grande

 

                                                    Foto: Divulgação


No mercado pecuário em Mato Grosso do Sul  a arroba do boi  gordo teve aumento em Campo Grande e preço estável em Três Lagoas e Dourados. Já a vaca gorda manteve o preço da cotação anterior nas três praças. Os estados de SP,MT, GO e  PR  mantiveram o valor da arroba do Boi China. Já os estados de Minas Gerais e MS  tiveram aumento no preço da arroba do Boi China.


Em Campo Grande a cotação da arroba do boi gordo está avaliada em R$296,50 à vista e R$300,00 com prazo de 30 dias (aumentou R$3,00). Já a vaca gorda está com a arroba cotada em R$269,00 a vista e a prazo R$272,00 ( manteve o preço).


Em  Dourados a cotação da arroba do boi gordo está avaliada em R$293,50 à vista e R$297,00 com prazo de 30 dias (manteve o preço). A vaca gorda está com a arroba cotada em R$274,00 a vista e a prazo R$277,00 (manteve o preço).


Em  Três Lagoas a cotação da arroba do boi gordo está avaliada em R$293,50 à vista e R$297,00 com prazo de 30 dias (manteve o preço).  Já  a arroba da vaca gorda em Três Lagoas está  cotada em R$269,00 a vista e a prazo R$272,00 (manteve o preço).


Boi China @  –  Os estados de SP,MT, GO e  PR  mantiveram o valor da arroba do Boi China. Já os estados de Minas Gerais e MS  tiveram aumento no preço da arroba do Boi China.


São Paulo – R$298,00 (manteve o valor)


Minas Gerais – R$285,00 (aumentou  R$1,00)


Mato Grosso – R$295,00 (manteve o valor)


Mato Grosso do Sul – R$303,00 (aumentou  R$3,00)


Goiás – R$280,00 (manteve o valor)


Paraná – R$300,00 (manteve o valor)


Com informações da Scot Consultoria

Retornando a Campo Grande, “Ponto de Partida” terá duas sessões gratuitas

 

                                             Foto: Larissa Pulchério



O Circo do Mato está com o espetáculo em cartaz no fim de semana, sábado (1º) e domingo (3), às 19h. Entrada franca e classificação 12 anos.


Depois de emocionar plateias em Salvador e Campo Grande no início de 2025, o espetáculo “Ponto de Partida”, do Circo do Mato – Grupo de Artes Cênicas, volta ao palco da capital sul-mato-grossense nesta semana. As sessões serão realizadas na sexta-feira, 1º de agosto, e no domingo (3), às 19 horas, na sede do grupo (Rua Tonico de Carvalho, 263 – bairro Amambaí). Com entrada gratuita e classificação de 12 anos. A reserva de ingressos pelo Sympla.


Essa é a chance para quem ainda não conferiu o primeiro solo do grupo que há mais de duas décadas marca presença na cena cultural do Estado. A obra teve sua estreia em janeiro em Campo Grande, e logo seguiu para a capital baiana, Salvador, com apresentações em casas culturais tradicionais como o Sesc Rio Vermelho, SESC Pelourinho e a Casa Preta Espaço de Cultura. Agora, o público sul-mato-grossense tem uma nova oportunidade de se emocionar com essa montagem sensível e poética.


Com duração de 60 minutos, o espetáculo é dirigido pelo diretor baiano João Lima, com texto de Breno Moroni e atuação do artista Mauro Guimarães. “Ponto de Partida” mergulha na história de um palhaço idoso, vindo de uma linhagem tradicional circense, que aguarda por uma última apresentação — que talvez nunca aconteça. Um enredo que convida o espectador a refletir sobre o tempo, a memória, os afetos e o próprio sentido de “chegar a algum lugar”.


“É a história de um fim que também pode ser começo. Esse palhaço representa todos nós que, em algum momento, esperamos algo ou alguém que talvez nunca venha. É sobre o tempo, sobre o que nos move e sobre o que fica”, explica o diretor João Lima.


Para o ator Mauro Guimarães, que dá vida a personagem e assina sua primeira atuação solo, o espetáculo é um marco na trajetória do Circo do Mato.


“Já fizemos espetáculos com muitos atores e atrizes, mas esse solo é especial. Ele exige do intérprete, e também do público, uma escuta mais atenta, mais íntima. É também a primeira vez que meu palhaço fala em cena. E isso muda tudo.”


A dramaturgia de Breno Moroni, palhaço e ator com mais de 40 anos de carreira, presta homenagem aos palhaços tradicionais brasileiros, como Carequinha e Picolino, e propõe uma ponte entre gerações, estilos e regiões.


A trama do espetáculo traz à luz a passagem do tempo na vida do artista e, também, do cidadão em geral. “Esse trabalho fala muito sobre o ‘eu’ artista que envelhece, que acumula histórias no corpo, no silêncio e no olhar. E isso não é sobre decadência, é sobre potência. A maturidade traz camadas que só o tempo oferece — e o tempo é generoso com quem aceita dançar com ele”, pontua Breno que chama atenção para o contexto social mais amplo.


“Vivemos hoje uma mudança demográfica profunda. A sociedade brasileira está envelhecendo e isso exige novos olhares, mais sensíveis, mais empáticos. ‘Ponto de Partida’ é uma tentativa de dar voz a esse humano que continua sonhando, sentindo e se movendo mesmo quando tudo parece dizer o contrário”, diz o dramaturgo.


Além do enredo tocante, a produção conta com intérprete de Libras, reafirmando o compromisso do grupo com o acesso e a inclusão cultural. “A arte precisa chegar a todos. Esse espetáculo também fala sobre invisibilidades. Ter Libras em cena é um passo importante para romper barreiras”, afirma a produtora Laila Pulchério.


A montagem foi realizada com financiamento da Funarte (Fundação Nacional das Artes), do MinC – Ministério da Cultura, Governo Federal, e apoio de diversas instituições públicas e privadas, como a Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), Setesc, Governo de MS, Teatral Grupo de Risco e Marco500.


“Ponto de Partida” é mais uma conquista do Circo do Mato que em seus trabalhos busca ampliar o alcance da arte sul-mato-grossense dentro e fora do Brasil. Informações pelo Instagram (@circodomato).


Espetáculo “Ponto de Partida” – Circo do Mato


Sexta-feira, 1º de agosto 

Domingo, 03 de agosto


Horário: às 19h

Rua Tonico de Carvalho, n.º 263 – bairro Amambaí, Campo Grande

Ingressos (gratuitos):  https://www.sympla.com.br/evento/ponto-de-partida-espetaculo/3052701?share_id=copiarlink

Acessível em Libras

Classificação: 12 anos



Aline Lira / Assessoria

Flip dobra aposta na política, no humor e na poesia em edição que volta ao inverno

 




A curadora da Flip, Ana Lima Cecilio, estava sem luz depois de uma chuvarada em Paraty quando atendeu à reportagem nesta segunda. Já fazia meia hora que estava aflita, sem tomada para recarregar o celular —tensão familiar a quem esteve no apagão que tomou a cidade na penúltima edição, em novembro de 2023.


Era de tarde, então ela não estava no escuro —e parece também enxergar com mais clareza sua função como curadora do festival literário mais prestigioso do país, um cargo que assume pela segunda vez consecutiva.


"Os convites estão mais organizados e os processos, mais consistentes", diz a livreira, elogiando a afinação da equipe da festa, que começa nesta quarta, dia 30, e vai até domingo, 3 de agosto.


Essencial para essa melhor estrutura, diz ela, foi a rapidez com que se bateu o martelo na data da festa deste ano —que pela primeira vez desde 2019 acontece no inverno, época em que nasceu e se manteve por 17 edições.


A pandemia desregulou o calendário e a Flip penou para conseguir se reorganizar de modo a ocupar esse período entre julho e agosto, mais conveniente para o comércio e o turismo local e mais favorável para convidar autores estrangeiros no meio das férias.


No ano passado, a festa foi em outubro. Quatro meses depois, já cravou que a próxima edição seria agora em julho, resultando no menor intervalo da história entre duas Flips, só de nove meses.


Cecilio diz que o tempo mais curto "valeu a pena" porque a definição da data foi antecipada o suficiente para selar convites —muitos deles já estavam adiantados para autores que não conseguiram vir em outubro passado.


Um deles foi o israelense Ilan Pappe, convidado que agora deve fazer barulho. Crítico contundente de Israel, chega ao Brasil em um dos momentos mais dramáticos do conflito em Gaza, com a reação internacional escalando com notícias de que a fome na região alcança níveis catastróficos.


Se não é novidade alguma que a Flip toque em temas políticos, é incomum que enfie um dedo tão flagrante em feridas tão abertas, no que Cecilio define como uma tomada de posição desta curadoria, de responsabilidade dela.


"Estamos vendo a confirmação do cenário terrível que Pappe já pintava", afirma a editora, ressaltando que o historiador com doutorado pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, tem credencial para fazer uma abordagem de alto nível —é uma voz de dentro do conflito, segundo ela, que se alicerça em estudos bem embasados.


"A curadoria não pode ter medo de controvérsia", afirma Cecilio. "Essa posição é fundamental nesse momento. Não vejo outro jeito de encarar essa questão a não ser como a tentativa de um Estado exterminar um território."


Essa postura curatorial também aparece, segundo lembra a própria livreira, em uma mesa que reúne duas autoras com literatura em torno do aborto, Dahlia de la Cerda e Dolores Reyes, militantes de uma causa "importante de levar nesse momento".


Outra figura que salta aos olhos no programa é a ministra Marina Silva, do Meio Ambiente, anunciada de última hora em um palco que ocupará sozinha, assim como Pappe.


Questionada sobre o ruído de convidar uma ministra de Estado para um evento que tem patrocínio do governo federal, por meio da Lei Rouanet, Cecilio afirma que Marina "tem autoridade para além de qualquer governo" e é chancelada por uma "vida de militância em defesa da floresta".


A curadora aponta que o convite não passou por engrenagens estatais e aconteceu após a fatídica sessão do Congresso em que Marina, filiada à Rede, ouviu do senador Plínio Valério, do PSDB, que ela não merecia respeito. Foi o que fez a curadoria se decidir a abrir espaço para que falasse.


Mas nem só de dramas vive a Flip, pelo contrário. Quando o repórter pergunta duas mudanças que quis imprimir a sua segunda edição, Cecilio cita o aumento do espaço para a poesia e o humor.


Quanto à primeira, diz se arrepender de ter deixado os poetas quase de fora da festa do ano passado —a única autora do gênero era a carioca Bruna Mitrano— e agora aposta na popularidade do homenageado, Paulo Leminski, para celebrar a poesia.


A abertura na noite desta quarta será de um poeta próximo ao paranaense, o também cantor Arnaldo Antunes, e a programação principal ainda tem Mar Becker, Fabrício Corsaletti, Lilian Sais, Marília Garcia e Alice Ruiz.


Aparece ainda no palco paralelo Caprichos e Relaxos, aberto à declamação de versos de convidados. Aliás, a Flip terá um leque de 35 casas parceiras com programação própria nesta edição, inclusive a já tradicional da Folha.


E Cecilio quer que essa Flip tenha mais graça. Para isso conta com gente como Gregorio Duvivier, que leva ao palco uma adaptação do sucesso teatral "O Céu da Língua", e Ricardo Araújo Pereira, colunista da Folha. Afinal, como ensinou Leminski, tão importante quanto caprichar numa boa festa é aproveitar para relaxar.



Festa Literária Internacional de Paraty

Quando De 30/7 a 3/8Onde Centro Histórico de Paraty, no Rio de JaneiroPreço De R$ 39 a R$ 135 por mesa  Ingngressos flip.org.br


Walter Porto

Comércio ganha prazo maior para contratar coleta de lixo após retirada da Solurb

 

                                             Solurb deixará de atender o comércio (Foto: Reprodução)


O prazo para que bares, restaurantes e outros estabelecimentos de Campo Grande deixem de contar com a coleta de lixo feita pela CG Solurb foi prorrogado para 31 de agosto. A decisão foi tomada após uma audiência de conciliação, realizada ontem (30), entre a Prefeitura, o Ministério Público, a própria concessionária e a Fiems (Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul), que entrou com a ação pedindo mais tempo para as empresas se adequarem.


A medida, segundo reportagem do G1MS, atinge cerca de 300 estabelecimentos classificados como grandes geradores de resíduos, que agora terão pouco mais de um mês para contratar outras empresas privadas para realizar o serviço. Antes, o encerramento estava previsto para 1º de agosto, o que causou apreensão no setor de comércio e serviços.


Para empresários, a preocupação é dupla: além do aumento de custos para manter o serviço, muitos ainda não conseguiram fechar contratos com novas prestadoras. “O impacto é direto no caixa. É mais uma despesa para bares e restaurantes, que já enfrentam alta carga tributária e custos operacionais crescentes”, comentou um empresário do setor alimentício ouvido pela reportagem.


A decisão de encerrar a coleta foi motivada por uma ação do MPMS, que apontou que o contrato de 2012 entre a prefeitura e a Solurb não previa o atendimento a grandes geradores. A própria empresa defendeu a retirada desse serviço, alegando que os custos não são compensados.


Enquanto isso, a Solurb seguirá responsável apenas pela coleta domiciliar. Os empresários, por sua vez, terão de negociar novos contratos no mercado privado — e o receio é que os valores pesem no bolso e acabem refletindo até no preço final ao consumidor.

Os riscos da dieta carnívora

 

                                              Foto: Reprodução


No próximo mês, completo quatro anos escrevendo quinzenalmente aqui. Ao longo dos quase 30 anos de profissão, sempre me posicionei contra dietas radicais ou restritivas, a menos que haja uma condição de saúde que justifique. Já acompanhei diversas modas alimentares — antigas e recentes — e, embora reconheça que muitas promovem perda de peso rápida, sei que são insustentáveis a longo prazo. Acredito em padrões alimentares mais equilibrados, como a dieta mediterrânea, a DASH e a flexitariana. No entanto, confesso que poucas dietas me preocuparam tanto quanto a carnívora, que vem ganhando espaço nas redes sociais e se baseia em uma alimentação extremamente restrita e monótona, com riscos que não podem ser ignorados.


A dieta carnívora, que elimina completamente alimentos de origem vegetal, promete perda de peso, redução de gordura corporal e até a cura de doenças como diabetes, depressão, doenças autoimunes e disbiose intestinal. Trata-se de uma versão ainda mais extrema da cetogênica, ao restringir quase totalmente os carboidratos e forçar o corpo a usar a gordura como principal fonte de energia. Com a falta de glicose, o organismo passa a produzir corpos cetônicos — derivados da quebra de gordura — que só são utilizados após o esgotamento do glicogênio, em um estado de estresse metabólico.


Os argumentos para a adoção dessa prática alimentar são, no mínimo, absurdos. Os defensores afirmam que as gorduras animais não fazem mal porque são "naturais"; que os carboidratos alimentam bactérias patogênicas do intestino; que o ser humano não precisa de fibras nem vegetais porque possui apenas um estômago, ao contrário dos ruminantes (como vacas e bois), que têm quatro. Com base nisso, alegam que as fibras não são digeridas e, pior, fazem mal ao intestino, podendo machucá-lo e causar inflamação intestinal. Sobre a ingestão de vitaminas, minerais e fibras, argumentam que a carne contém todos esses nutrientes, já que o animal — ruminante, que ingere e metaboliza vegetais — concentra-os na carne. Por fim, defendem que se deve comer “comida de verdade”: preparar o próprio alimento, priorizando o que é conservado em geladeira, mais fresco e livre de aditivos químicos.


Nenhuma dessas justificativas possui embasamento científico — muito pelo contrário. Há evidências suficientes de que o aumento do consumo de gordura saturada, seja de origem natural ou industrializada, contribui para a elevação dos níveis de colesterol e, consequentemente, para o risco de obstruções nos vasos sanguíneos. As fibras, por sua vez, têm benefícios amplamente comprovados: ajudam a eliminar resíduos alimentares e gorduras excedentes pelo intestino, reduzem a absorção de colesterol, promovem saciedade (auxiliando no emagrecimento), formam fezes volumosas e macias (prevenindo a constipação) e ainda servem de substrato para as bactérias intestinais, sendo fonte de energia para as células do cólon — o que pode inibir o desenvolvimento de células cancerígenas.


Além disso, há estudos que indicam que o consumo excessivo de carnes processadas pode aumentar o risco de câncer de intestino. E não há nenhuma tabela de composição de alimentos que mostre a presença significativa de vitamina C em carnes, leites ou ovos. A vitamina C é um antioxidante essencial para a manutenção do tecido conjuntivo e atua como cofator em diversas reações enzimáticas. Compostos fenólicos como o resveratrol, quercetina e catequinas — com ação antioxidante, anti-inflamatória e protetora cardiovascular e neurológica — também estão presentes exclusivamente em alimentos de origem vegetal. Sinceramente, não sei de onde tiram que a carne seria rica em vitamina C.


Ainda vale lembrar que o consumo excessivo de proteína animal pode sobrecarregar os rins, aumentando o risco de formação de pedras e desenvolvimento de gota.


E se você ainda não se convenceu, do ponto de vista nutricional, de que a dieta carnívora traz mais malefícios do que benefícios, faça uma visita ao supermercado e confira o preço da carne.


Por 

Farmacêutica planeja testar medicamento experimental para prevenir Alzheimer

 

                                            Adobe Stock



A Roche Holding AG planeja testar se um medicamento experimental pode prevenir sintomas da doença de Alzheimer em pessoas com alto risco, o mais recente investimento em uma das áreas mais propensas a fracassos no desenvolvimento de medicamentos.


O novo estudo se concentrará em pessoas que estão em risco de declínio cognitivo, afirmou a Roche em um comunicado no domingo (27). O objetivo seria retardar o surgimento de sintomas ou preveni-los completamente.


De acordo com a Bloomberg Intelligence, as rivais Biogen Inc., Eli Lilly & Co. e Eisai Co. trabalham no campo do Alzheimer pré-sintomático. Em última análise, as empresas pretendem usar exames de sangue para identificar pessoas com acúmulo anormal de proteínas ligadas ao Alzheimer e tratá-las antes que a doença progrida o suficiente para ser perceptível.


O mais recente estudo pré-clínico é o terceiro grande ensaio em fase avançada que a Roche anunciou para seu medicamento trontinemab, que utiliza uma tecnologia experimental chamada "brain shuttle" para transportar o medicamento através da barreira protetora sangue-cérebro.


O composto é uma versão mais recente do gantenerumab, um medicamento anterior da Roche que não conseguiu retardar o declínio cognitivo. Outro medicamento anterior da Roche também falhou em um estudo de prevenção que recrutou membros de famílias na Colômbia com alta probabilidade de Alzheimer devido a uma mutação genética.


"A principal diferença será o uso de um terapêutico que tem potencial transformador", disse Levi Garraway, diretor médico da Roche, nesta segunda-feira (28).


Como os tratamentos existentes, incluindo o Kisunla da Lilly e o Leqembi, co-desenvolvido pela Eisai e Biogen —e como os medicamentos anteriores da Roche que falharam— o novo composto foi projetado para eliminar a proteína amiloide tóxica do cérebro.


Estudos até agora mostraram que o composto com "brain shuttle" é capaz de eliminar grandes quantidades de amiloide rapidamente, disse Garraway, com baixas taxas dos efeitos colaterais de hemorragia cerebral associados aos tratamentos existentes para Alzheimer.


A farmacêutica suíça também está trabalhando em um teste de sangue diagnóstico para a doença de Alzheimer pré-clínica e espera que ele esteja amplamente disponível enquanto os estudos estão sendo realizados, disse Garraway.


Globalmente, cerca de 315 milhões de pessoas podem ter Alzheimer pré-clínico, estimou uma equipe de pesquisa europeia na revista Alzheimer's and Dementia em 2022.


Naomi Kresge