sábado, 31 de outubro de 2026

Senadora Tereza Cristina rompe orientação do PP e se une à oposição contra Alcolumbre

 

Senadora Tereza Cristina durante entrevista à imprensa. (Foto: (Foto: Reprodução)


A disputa pela presidência do Senado provocou um racha no PP (Progressistas), que anunciou apoio à reeleição de Davi Alcolumbre (União-AP), mas enfrenta resistência da maioria de seus senadores. Entre os dissidentes está a sul-mato-grossense Tereza Cristina (PP-MS), que integra o grupo contrário à permanência do atual presidente no comando da Casa.


Quatro dos seis integrantes da futura bancada do PP — Tereza Cristina, Guilherme Derrite, Laércio Oliveira e Hiran Gonçalves — apoiam o nome de Rogério Marinho (PL-RN) como alternativa a Alcolumbre. Já Arthur Lira e André Fufuca são contrários à articulação.


O grupo prepara para terça-feira (3), em Brasília, um encontro com parlamentares do PL (Partido Liberal) e do Novo.


A expectativa é reunir os apoiadores de Marinho para uma demonstração de força política, com a possibilidade de encaminhar o lançamento de sua candidatura.


A movimentação contraria a posição oficial da federação formada pelo PP e União Brasil, que anunciou apoio à recondução de Alcolumbre. A decisão, articulada pelas direções partidárias, não foi aceita por parte dos parlamentares.


Tereza Cristina ganha destaque na articulação


A posição de Tereza Cristina chama atenção porque a senadora também vinha sendo apresentada como possível candidata à presidência do Senado. Apesar disso, ela aparece agora entre os integrantes do PP dispostos a apoiar Marinho, numa tentativa de concentrar forças contra Alcolumbre.


O PL terá a maior bancada da próxima legislatura, enquanto o Novo contará com três senadores. A aproximação com integrantes do PP amplia a articulação da oposição, embora o apoio anunciado não represente garantia de votos na eleição.


Alcolumbre, por sua vez, busca assegurar sua permanência por meio de acordos com partidos do centro político e integrantes da base governista.


A eleição está marcada para 1º de fevereiro de 2027. O próximo presidente do Senado precisará conquistar pelo menos 41 dos 81 votos, em votação secreta.


Até lá, a divisão no PP poderá ter peso nas negociações, especialmente porque parte da bancada decidiu contrariar publicamente a orientação da direção nacional do partido.

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