quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Eleições definem Senado com 13 partidos em 2027; Progressistas terá terceira maior bancada

 

                                            Tom Molina


Com o encerramento das eleições neste domingo (25), está praticamente definida a composição do Senado a partir de fevereiro de 2027, ressalvadas possíveis mudanças de partido. O Partido Liberal (PL) terá a maior bancada, com 29 dos 81 senadores. O cenário considera os 54 parlamentares eleitos em 4 de outubro, os 27 mandatos que seguem até 2031 e as substituições decorrentes da eleição de senadores para os governos estaduais. 


O Partido dos Trabalhadores (PT) deverá ter 10 senadores, seguido pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB), com oito, e pelo Progressistas (PP), com seis. “Somos a terceira maior bancada do Senado”, disse a líder do Progressistas, senadora Tereza Cristina (MS).


Os partidos União Brasil e Republicanos terão cinco representantes cada; Partido Social Democrático (PSD) e Partido Socialista Brasileiro (PSB), quatro cada; Novo, três; Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e Podemos, dois cada; e Rede e Partido Democrático Trabalhista (PDT), um cada. O senador Romário (RJ) permanece sem partido


A bancada feminina terá 19 integrantes, o equivalente a 23,5% das 81 cadeiras, considerando as 12 mulheres eleitas em outubro e outras sete que exercerão mandatos iniciados em 2023. Entre elas está Cheila Moreira (PT-AM), primeira suplente de Omar Aziz (PSD-AM), eleito governador do Amazonas no segundo turno.


Paraná 

A composição da Casa ainda depende de uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o registro da candidatura de Deltan Dallagnol (Novo), eleito senador pelo Paraná com 2,9 milhões de votos, ou 25,14% dos votos válidos. O questionamento tem origem na decisão do próprio TSE que, em 2023, cassou o registro de deputado federal de Dallagnol por considerar que a exoneração do Ministério Público Federal, em 2021, buscou evitar processos disciplinares e contornar as restrições da Lei da Ficha Limpa. 


Em setembro deste ano, o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) deferiu o registro da candidatura, mas a decisão foi contestada no TSE. Em 3 de outubro, véspera do primeiro turno, o ministro Floriano de Azevedo Marques indeferiu o registro, em decisão individual. No dia seguinte, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, suspendeu os efeitos dessa decisão, o que permitiu a contabilização dos votos até que o Plenário analise o caso. O julgamento estava previsto para 8 de outubro, mas foi adiado a pedido da defesa, sem nova data anunciada.


Se o TSE confirmar o indeferimento do registro de Dallagnol, os votos recebidos por ele serão anulados e deverá ser realizada uma eleição suplementar no Paraná, apenas para preencher essa vaga no Senado. A decisão poderá alterar a composição partidária projetada para 2027.

Nenhum comentário: