sábado, 31 de outubro de 2026

Aneel mantém bandeira verde na conta de luz em novembro

 

                                            Torres de transmissão de energia em Brasília - Ueslei Marcelino - 31.ago.17/Reuters

  • Aumento de chuvas melhora reservatórios e possibilita segundo mês seguido sem taxa extra
  • Retorno da bandeira verde ajudou a puxar IPCA-15 para baixo em outubro


A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) informou nesta sexta-feira (30), que a bandeira tarifária será verde em novembro. Isso significa que, pelo segundo mês consecutivo, a conta de luz não terá custo extra.


O aumento de chuvas nas regiões onde estão as principais usinas hidrelétricas do país garantiu condições favoráveis de geração de energia, diz a nota da agência.


"Nesse cenário, não haverá necessidade de maior acionamento de termelétricas, cujo custo é mais elevado", finaliza


A bandeira verde voltou a ser acionada em outubro devido à transição do período seco para o período úmido em parte das principais bacias hidrográficas do país, marcando o primeiro mês sem cobrança extra na conta de luz após cinco meses consecutivos de bandeira amarela.


O retorno da bandeira verde também influenciou o IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15), que surpreendeu analistas ao ficar abaixo das projeções do mercado financeiro em outubro, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).


A energia elétrica teve o segundo maior impacto individual do lado das quedas no índice (-0,04 ponto percentual).


ENTENDA MAIS SOBRE AS BANDEIRAS TARIFÁRIAS

Bandeira verde: condições favoráveis de geração de energia. A tarifa não sofre nenhum acréscimo

Bandeira amarela: condições de geração menos favoráveis. A tarifa sofre acréscimo de R$ 0,01885 para cada quilowatt-hora (kWh) consumido

Bandeira vermelha - Patamar 1: condições mais custosas de geração. A tarifa sofre acréscimo de R$ 0,04463 para cada quilowatt-hora consumido

Bandeira vermelha - Patamar 2: condições ainda mais custosas de geração. A tarifa sofre acréscimo de R$ 0,07877 para cada quilowatt-hora consumido


Helena Schuster

Folha de São Paulo

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