sexta-feira, 8 de maio de 2026

Arroz: Colheita entra na reta final no estado

 

                                             Foto: Nadia Borges

Os números mostram 859,8 mil hectares colhidos de um total semeado de 891,9 mil

A colheita do arroz irrigado no Rio Grande do Sul entrou na reta final e consolida um cenário de safra volumosa, produtividade elevada e maior pressão sobre a comercialização. Segundo Sergio Cardoso, diretor de operações na Itaobi Representações, com base em dados da Nates/IRGA atualizados em 07/05/26, o Estado atingiu 96,41% da área cultivada colhida na primeira semana de maio.



Os números mostram 859,8 mil hectares colhidos de um total semeado de 891,9 mil hectares. A produtividade média estadual chegou a 8.827,83 quilos por hectare, resultado que confirma uma safra tecnicamente forte e com produção estimada em torno de 7,9 milhões de toneladas, acima do projetado inicialmente.


Algumas regiões já estão praticamente encerrando os trabalhos. A Zona Sul aparece com 98,81% da área colhida e média de 9.083,57 quilos por hectare, enquanto a Planície Costeira Externa alcança 98,46% de colheita, com produtividade média de 8.308,82 quilos por hectare. A Planície Costeira Interna registra 98,13% da área colhida e média de 8.915,16 quilos por hectare.


A Fronteira Oeste, maior área semeada entre as regiões listadas, soma 246,5 mil hectares colhidos, o equivalente a 95,92% da área, com média de 9.071,53 quilos por hectare. A Campanha registra 97,02% de colheita e produtividade de 8.719,26 quilos por hectare. Já a Região Central tem o menor avanço, com 89,84% da área colhida e média de 8.410,81 quilos por hectare.


Com a safra praticamente definida, o mercado deixa a fase de incerteza produtiva e passa a operar sob pressão comercial. A oferta física maior amplia o peso de fatores como capacidade de armazenagem, necessidade de caixa dos produtores, ritmo das exportações, postura do varejo e disciplina das indústrias nas compras e nas vendas programadas.


A partir de agora, a comercialização tende a depender menos do campo e mais da estratégia financeira dos agentes da cadeia. Produtores capitalizados podem ganhar tempo e poder de decisão, enquanto aqueles mais pressionados ficam mais expostos a momentos de fragilidade nos preços. O desafio passa a ser sustentar margens, organizar vendas e acompanhar a competitividade do arroz brasileiro no mercado internacional.


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