quinta-feira, 12 de março de 2026

Senado quer ouvir chanceler sobre guerra no Oriente Médio

 

                                            Agência senado

Para Tereza Cristina, o conflito prejudica tanto a importação brasileira de fertilizantes e de petróleo quanto nossas exportações de carnes e grãos para esses países, considerados compradores estratégicos.


A Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado convidou o chanceler Mauro Vieira para explicar a posição do Brasil quanto ao conflito envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos. Segundo a presidência da Comissão, o ministro das Relações Exteriores deverá ser ouvido na quarta-feira, 18/03.


Vice-presidente da CRE, a senadora Tereza Cristina (PP-MS) classificou a posição pública do governo federal sobre a guerra como “tímida” e “não muito clara”. Ela apontou que o conflito tem potencial para prejudicar tanto a importação brasileira de fertilizantes e de petróleo — o Irã tenta controlar o fluxo de navios mercantes no Estreito de Ormuz — quanto nossas exportações de carnes e grãos para esses países, considerados compradores estratégicos.


O presidente da CRE, senador Nelsinho Trad (PSD-MS),compartilhou preocupações que recebeu de embaixadores dos países do Golfo Pérsico em reunião recente com essas autoridades. O Irã tem atacado hotéis, portos, aeroportos e refinarias desses países, que não estariam revidando, disse Trad. O presidente da CRE se reuniu com embaixadores de:


Arábia Saudita;

Bahrein;

Catar;

Emirados Árabes;

Kuwait; e

Iêmen.

Os consulados e postos brasileiros no Oriente Médio atualizam frequentemente alertas sobre meios de transporte para brasileiros que queriam sair desses países, disse Trad. A CRE tem contato com o Itamaraty para verificar as providências tomadas.


“Já recebi dezenas de manifestações de brasileiros que estão ilhados em um desses países sem conseguir retornar ao Brasil, situação desesperadora, com gente debaixo de bunker para poder se proteger dos ataques.


O senador Esperidião Amin (PP-SC), por sua vez, afirmou que o Brasil não deve “tomar partido” na guerra. Para ele, a política internacional tem sido guiada pela “lei do mais forte”. “A última coisa que nós devemos fazer é tomar partido, [mas] pedir que parem de brigar, que voltem para o leito das negociações”, completou Amin.


Com informações da Agência Senado

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