terça-feira, 31 de março de 2026

Mercado de soja oscila com pressão logística

 

                                             Foto: Nadia Borges


O suporte veio principalmente do óleo de soja

O mercado da soja apresentou comportamento misto ao longo do dia, refletindo a influência de fatores externos e ajustes no cenário doméstico. De acordo com análise da TF Agroeconômica , os contratos em Chicago oscilaram entre leves altas e baixas, em uma sessão marcada por volatilidade.



O suporte veio principalmente do óleo de soja, impulsionado pela valorização do petróleo próximo de US$ 100 e por revisões nas metas de biodiesel nos Estados Unidos. Por outro lado, o desempenho das exportações limitou ganhos mais consistentes, com inspeções de embarque abaixo das expectativas e forte recuo semanal.


No Brasil, o mercado físico iniciou a semana com dinâmicas distintas entre regiões. No Rio Grande do Sul, a média estadual recuou, pressionada pelo repasse do frete, enquanto o Porto de Rio Grande manteve preços acima de R$ 130,00, evidenciando o impacto logístico. A dependência do transporte rodoviário, responsável por cerca de 95% do escoamento, ampliou a diferença entre interior e porto.



Em Santa Catarina, o cenário foi de maior sustentação, com o porto operando em R$ 131,50. A demanda contínua das agroindústrias garantiu liquidez e ajudou a manter as cotações firmes, mesmo diante de oscilações externas.


No Paraná, houve recuo de até R$ 2,00 por saca em importantes praças do interior, refletindo acomodação da oferta e cautela dos compradores diante do custo do transporte. Já no Mato Grosso do Sul, os preços permaneceram estáveis, sustentados pela retenção dos produtores, apesar das limitações de armazenagem.


Em Mato Grosso, maior produtor nacional, o viés foi de baixa, influenciado pelo custo do diesel e pela pressão logística no escoamento da safra. Ainda assim, a disputa entre tradings e a demanda das indústrias de biodiesel ofereceram suporte parcial às cotações.


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