Foto: Leonardo Gottems
Na bolsa brasileira, os vencimentos registraram alta
O mercado de milho iniciou a semana com movimentos distintos entre os ambientes de negociação, refletindo fatores internos e externos que influenciam preços e ritmo de negócios. Segundo a TF Agroeconômica, os contratos futuros na B3 avançaram, impulsionados principalmente pelos atrasos no plantio e pela perspectiva de impacto na produtividade em um cenário de demanda elevada.
Na bolsa brasileira, os vencimentos registraram alta no dia e também no acumulado da semana, com destaque para maio, julho e setembro de 2026. Apesar desse movimento, o mercado físico apresentou desempenho mais fraco na semana anterior. Em Campinas, referência para o indicador, os preços recuaram diante do avanço da colheita da safra de verão, que ampliou a oferta no mercado disponível e pressionou as negociações. Ainda assim, outras regiões mantiveram sustentação nas cotações, influenciadas pela postura firme dos produtores e pelas incertezas logísticas.
No cenário externo, o ritmo de exportações mostrou força, com embarques relevantes na primeira metade de março e desempenho diário superior ao observado no ano anterior, contribuindo para o equilíbrio do mercado.
No Sul do país, o Rio Grande do Sul segue com baixa liquidez e negociações pontuais, mesmo com a colheita avançando acima da média histórica. Santa Catarina apresenta dinâmica semelhante, marcada pelo impasse entre preços pedidos e ofertados, o que limita o fechamento de negócios. No Paraná, o mercado continua travado, com diferenças entre valores e pressão climática sobre a segunda safra, afetando o potencial produtivo.
Em Mato Grosso do Sul, a semeadura perdeu ritmo com as chuvas recentes, enquanto o mercado tenta se recuperar após quedas anteriores, ainda com negociações seletivas. O setor de bioenergia segue como importante fator de sustentação, embora o ambiente permaneça competitivo e com pouca fluidez.
Agrolink - Leonardo Gottems

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