Gerson Oliveira/Correio do Estado
Se a escalada da tensão entre Irã e Estados Unidos, com envolvimento de Israel já provoca aumento de até R$ 0,68 por litro de diesel em Campo Grande, o preço médio de revenda do etanol caiu R$ 0,05/litro no mesmo período.
Conforme levantamento realizado pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) entre 1° e 7 deste mês, o preço médio do etanol era de R$ 4,26/litro na Capital, contudo, pesquisa realizada pelo Correio do Estado em 20 postos nesta terça-feira (10) aferiu que o valor médio de revenda do combustível se estabilizou em R$ 4,19.
Se a primeira vista o recuo nas bombas dos postos parece insignificante, profissionais do setor podem ser os principais beneficiados, uma vez que abastecem em grandes quantidades. Com tanques com capacidade entre 200 e 400 litros de combustível, a economia pode ser de até R$ 20.
"Qualquer oportunidade de economizar a despesa é muito impostante, considerando que a gente pode ter diversos imprevistos tanto com a carga ou mesmo com a estrutura do caminhão", destacou o caminhoneiro João Teodoro, 53 anos, motorista de um caminhão sucroalcooleiro que utiliza este tipo de combustível.
Apesar da alta mais perceptível no diesel, especialistas já avaliaram que gasolina e etanol devem permanecer relativamente estáveis no curto prazo, devido ao volume de combustíveis armazenados nas refinarias brasileiras.
"O conflito entre EUA e Israel x Irã é uma estratégia de queda do regime político e religioso dos Aiatolás, significando a continuidade da guerra iniciada nos anos 1990 contra o Iraque. Como a região é produtora de petróleo, a queda na produção é transporte do óleo faz com que ocorre um novo choque dos preços do petróleo igual aos choques das décadas de 1970-80", destacou o economista Eugênio Pavão.
Para ele, apesar do aumento sobre o preço do diesel repassado ao consumidor, os valores de revenda do etanol e da gasolina devem seguir estaveis em virtude das grande reserva nas refinarias do país.
"Diante desse novo choque de oferta de petróleo, temos o Brasil em melhores condições que outros países, pois temos boas reservas à disposição, com possibilidades de exportação", declarou.
Perguntado sobre o impacto a longo prazo, disse que o país deve ser impactado somente se a guerra perdurar ao menos por mais 30 dias.
"Com certeza a duração da operação irá trazer maiores prejuízos, mas no Brasil ainda temos estoque grande nas refinarias, só em caso da guerra durar mais um mês, ai sim poderíamos sentir impactos", destacou.
"No caso os mais afetados serão os países europeus, a China. Mato Grosso do Sul pode ter o impacto direto a médio prazo", destacou.
Oscilação
Em cenário nacional, a gasolina passou de R$ 6,28 para R$ 6,30 entre a última semana de fevereiro e 7 de março, enquanto o diesel aumentou de R$ 6,03 para R$ 6,08 no mesmo período.
Pesquisa realizada pelo Correio do Estado constatou variação de 7,5% no preço do etanol, com o menor valor registrado no Posto Alloy, localizado entre a Rua Padre João Crippa e a Rua Marechal Rondon.
Em relação à gasolina, o valor máximo encontrado entre os 20 postos pesquisados foi de R$ 6,19, preço de seis estabelecimentos, enquanto o menor preço foi de R$ 5,89, identificado em dois postos da Avenida Costa e Silva.
Alison Silva
Correio do Estado

Nenhum comentário:
Postar um comentário