quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Tereza Cristina aponta protecionismo europeu como barreira ao agro

 

                                               Divulgação


De Brasília 


A senadora Tereza Cristina (PP-MS) afirmou que a resistência de parte do Parlamento Europeu ao acordo entre Mercosul e União Europeia reflete um cenário global cada vez mais protecionista, especialmente após a pandemia.


Segundo ela, o temor europeu está diretamente ligado à competitividade dos produtos agrícolas brasileiros.


“O mundo ficou mais protecionista. Os europeus têm medo dessa concorrência com a entrada do nosso produto”, afirmou a senadora, ao comentar as salvaguardas criadas pelo bloco para proteger seus agricultores.


Tereza Cristina destacou que o Parlamento Europeu aprovou, em dezembro, um projeto que permite a suspensão temporária das regras de importação do Mercosul para determinados produtos, como aves e carnes, medida vista como um entrave direto ao avanço do acordo comercial.


Para a parlamentar sul-mato-grossense, o Brasil precisa responder com instrumentos equivalentes. “Já temos a Lei da Reciprocidade. Agora é regulamentar para que tenhamos as mesmas salvaguardas que eles”, defendeu.


Além das restrições comerciais, os eurodeputados encaminharam o texto do acordo ao Tribunal de Justiça da União Europeia para a emissão de um parecer jurídico — procedimento que, segundo o senador Nelsinho Trad, pode levar até dois anos.


Diante desse cenário, o presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado avalia que o Congresso brasileiro poderá organizar uma missão oficial ao continente europeu para dialogar com os parlamentares do bloco. A iniciativa, segundo ele, poderá ocorrer “no momento oportuno”, com apoio do presidente do Senado, Davi Alcolumbre.


Impacto econômico do acordo


O acordo entre Mercosul e União Europeia prevê a eliminação ou redução gradual de até 90% das tarifas de importação e exportação ao longo de dez anos, além da ampliação de cotas para produtos como carne, etanol, açúcar e arroz.


As negociações começaram em 1999 e são consideradas estratégicas para o agronegócio brasileiro. Para Tereza Cristina, no entanto, o avanço do acordo dependerá de equilíbrio nas regras e da garantia de condições justas de concorrência entre os blocos. (Com informações da Agência Senado)

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