quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Novo Nordisk diz ter pedido à Anvisa para vender Wegovy em comprimido

 

                                           Hollie Adams/REUTERS

  • Medicamento oral foi lançado em janeiro nos Estados Unidos, após autorização da agência americana FDA

  • Versão do remédio aumenta disponibilidade, mas preços continuam elevados


A Novo Nordisk pediu à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorização para vender Wegovy em comprimidos no Brasil.


O pedido refere-se à versão 25 mg do medicamento, lançada nos Estados Unidos no início de janeiro. No país, a caixa chegou às farmácias custando entre US$ 150 (cerca de R$ 789) e US$ 300 (cerca de R$ 1.620). A aprovação pela agência reguladora americana FDA (Food and Drug Administration) aconteceu em dezembro.


A chegada do medicamento oral aumenta a oferta do produto. Se aprovado pela Anvisa, o comprimido resolve um velho problema da farmacêutica: atender à alta demanda mundial por seus remédios à base de semaglutida –além do Wegovy, o Ozempic. Segundo a empresa, a solicitação foi feita em 30 de janeiro.


Nesta segunda-feira (2), a Anvisa ampliou a recomendação do uso de remédios à base de semaglutida, incluindo tratamento de doenças com risco potencial para causar AVC (acidente vascular cerebral) e infarto do miocárdio.


Segundo a empresa, estudos conduzidos em suas dependências demonstraram perda de peso de aproximadamente 17% em adultos com obesidade ou sobrepeso, resultado similar à versão injetável do medicamento.


Em comunicado, a vice-presidente da área médica da Novo Nordisk no Brasil Priscila Mattar afirmou que a empresa entende "a necessidade de oferecer opções de tratamento inovadoras e mais convenientes para a obesidade, uma doença que exige abordagens individualizadas e de longo prazo".


Segundo especialistas ouvidos pela Folha, apesar das múltiplas vantagens dos medicamentos do tipo GLP-1 —prescritos para diabetes, obesidade e para evitar, por exemplo, doença renal e infarto—, o acesso a esses fármacos ainda é um empecilho, em razão dos preços elevados.


A queda da patente do Ozempic, em março, pode contribuir para a entrada de genéricos no mercado, mas a questão gera uma batalha de lobbies no Congresso.


Folha de São Paulo

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