segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Marcos Trad adotará medidas para economizar R$ 181 milhões

Portal Correio do Estado      Foto;Divulgação/Correio do Estado



O prefeito de Campo Grande, Marcos Trad, vai “enxugar” em 11,45% os gastos com o custeio da máquina administrativa em 2017. A reportagem completa está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.

A proposta é economizar R$ 181 milhões dos R$ 1,581 bilhão/ano da receita própria.

Entre as medidas em estudo estão a renegociação com fornecedores, buscar financiamentos para contrapartidas de investimentos federais, acabar com desperdícios e racionalizar o uso do dinheiro público.

As medidas vão ser anunciadas pelo prefeito nas próximas semanas, após o secretário Municipal de Finanças, Pedro Pedrossian Neto, apresentar um estudo detalhado sobre as contas da prefeitura. “São discussões internas (da prefeitura) de gastar ou não, o Legislativo nos autorizou a gastar. Isso não significa que vamos usar tudo. É uma discussão administrativa, que o prefeito faz junto aos seus secretários”, declarou.

O prefeito, ressaltou Pedrossian, é quem vai traçar qual é a meta de corte. “Nós, da Secretaria de Finanças vamos fornecer subsídios de onde acharíamos que seriam adequados os cortes, mas a decisão é do prefeito e esta decisão deve sair nas próximas semanas”, reiterou Pedrossian Neto.

De acordo com o secretário, a prefeitura está fazendo readequação da previsão de receitas “sobretudo das receitas próprias, chamada fonte um, a fonte do Tesouro, que está no orçamento que herdamos”. Esse orçamento tem previsão de receita de R$ 1,581 bilhão/ano, sendo que o Executivo Municipal quer trabalhar com “previsão mais conservadora, de cerca de R$ 1,4 bilhão/ano”.

A redução representa 11,45% dos R$ 1,581 bilhão sobre a receita própria, excluindo os repasses federais como os do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) e do SUS (Sistema Único de Saúde).  Por isso, o prefeito vai buscar alternativas. “Folga não existe, o cobertor é muito curto, porque você tira de um lado, descobre de outro”, afirmou.

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