Ve
O Aquário do Pantanal, como será chamado o Centro de Pesquisa e Reabilitação da Ictiofauna (Cepric), está previsto para entrar em operação em final de 2011.
Dispõe de 20 tanques, sendo 16 com espécies do Pantanal e 4 com as espécies da biodiversidade do Brasil. O tanque 6, com 29m2 e 25m3, é um tanque raso, que abrigará exemplares de sucuris, serpentes de porte impressionante, que mais se destacam em lendas e mitos das Américas.
Considerado o maior aquário do Brasil, o Aquário do Pantanal pretende abrigar 263 espécies de peixes, com 7 mil exemplares e 4 milhões e 275 mil litros d’água. Entre as espécies pantaneiras de escama e couro, também fazem parte do aquário espécies da Amazônia, Bacia do Paraná e litoral brasileiro. “A intenção é que façamos, com o Aquário do Pantanal, a divulgação do Pantanal sul-mato-grossense, que corresponde a 65% de todo o bioma pantaneiro”, afirmou o governador André Puccinelli.
O oceanógrafo responsável pelo projeto, Hugo Gallo Neto, explicou que o Centro de Pesquisas e Reabilitação da Ictiofauna (Cepric) será o primeiro “Word Class Aquarium” do Brasil, ou seja, o primeiro aquário do País que obedece a padrões internacionais.
Aquário do Pantanal tem os seguintes conceitos: retratar de forma sintética e objetiva toda biodiversidade dos Ambientes Aquáticos do Pantanal; retratar tipos de ambientes ou espécies de grande interesse; possibilitar grande destaque para Educação Ambiental; proporcionar a exposição da Biodiversidade do Pantanal e outros Ambientes Aquáticos do Brasil; promover a interatividade como instrumento educativo e o enriquecimento ambiental através da cenografia.
Divulgação de acontecimentos culturais, na cidade de Campo Grande MS, e Estado, shows,teatro,cinemas.
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Cinema de Horror aborda prostituição e violencia
Na próxima quarta-feira (19 de maio) será exibido o filme “Baixio das Bestas” no projeto “Cinema d(e) Horror”. A exibição acontecerá às 18h30, na sala Rubens Corrêa do Centro Cultural José Octávio Guizzo, unidade da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul. A entrada é franca e o filme tem classificação de 18 anos.
A trama de “Baixio das Bestas” (Brasil/2007/80min) centra-se na figura de um avô que, sem maiores conflitos, opta por prostituir a neta de 12 anos, e em dois rapazes interpretados por Caio Blat e Matheus Nachtergaele, que encontram prazer e diversão em atos brutais cometidos contra as prostitutas da localidade.
“O ser humano é estômago e sexo”. É a partir desta proposição, utilizada em seu primeiro longa, Amarelo Manga, que o diretor brasileiro Cláudio Assis compõe o universo de sua obra. Baixio das Bestas, seu segundo longa-metragem, configura-se como uma espécie de continuação temática do filme anterior.
A miséria e as relações cruéis de poder são expostas em sua face mais fétida, tendo por cenário um lugarejo esquecido, no interior do Nordeste. Todavia, algumas diferenças merecem destaque. A ambientação suburbana de Amarelo Manga dá lugar ao meio predominantemente rural onde confrontam as personagens do Baixio. E o enfoque recai agora, sobre tudo, na violência contra as mulheres, duplamente oprimidas em função de seu gênero e da pobreza extrema.
O longa-metragem ganhou os prêmios de Melhor Filme, Melhor Atriz (Mariah Teixeira), Melhor Ator Coadjuvante (Irandhir Santos), Melhor Atriz Coadjuvante (Dira Paes), Melhor Trilha Sonora e o Prêmio da Crítica, no Festival de Brasília.
“Baixio das Bestas é daqueles filmes não recomendados para pessoas que preferem se refugiar em entretenimentos seguros e confortáveis, fechando os olhos para o que há de mais sórdido e perturbador em nossa realidade”, explica Patrik Adam, acadêmico do quarto ano do curso de Letras da UFMS e mediador do debate sobre o filme.
O projeto Cinema d(e) Horror tem como parceira a Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, sendo coordenado pela professora doutora Rosana Cristina Zanelatto Santos, coordenadora de Pesquisa da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propp) da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e por Carol Sartomen, mestranda de Estudos em Linguagens da UFMS. Tem duas exibições mensais e conta com a participação de alunos graduandos e mestrandos da área de Letras da UFMS para as exibições e mediações de debates de filmes que tratem da categoria "Horror" no plano das artes e conta também com a participação da sociedade campo-grandense.
Mais informações podem ser obtidas no Centro Cultural José Octávio Guizzo, que fica na rua 26 de Agosto, 453, ou pelo telefone 3317-1795.
A trama de “Baixio das Bestas” (Brasil/2007/80min) centra-se na figura de um avô que, sem maiores conflitos, opta por prostituir a neta de 12 anos, e em dois rapazes interpretados por Caio Blat e Matheus Nachtergaele, que encontram prazer e diversão em atos brutais cometidos contra as prostitutas da localidade.
“O ser humano é estômago e sexo”. É a partir desta proposição, utilizada em seu primeiro longa, Amarelo Manga, que o diretor brasileiro Cláudio Assis compõe o universo de sua obra. Baixio das Bestas, seu segundo longa-metragem, configura-se como uma espécie de continuação temática do filme anterior.
A miséria e as relações cruéis de poder são expostas em sua face mais fétida, tendo por cenário um lugarejo esquecido, no interior do Nordeste. Todavia, algumas diferenças merecem destaque. A ambientação suburbana de Amarelo Manga dá lugar ao meio predominantemente rural onde confrontam as personagens do Baixio. E o enfoque recai agora, sobre tudo, na violência contra as mulheres, duplamente oprimidas em função de seu gênero e da pobreza extrema.
O longa-metragem ganhou os prêmios de Melhor Filme, Melhor Atriz (Mariah Teixeira), Melhor Ator Coadjuvante (Irandhir Santos), Melhor Atriz Coadjuvante (Dira Paes), Melhor Trilha Sonora e o Prêmio da Crítica, no Festival de Brasília.
“Baixio das Bestas é daqueles filmes não recomendados para pessoas que preferem se refugiar em entretenimentos seguros e confortáveis, fechando os olhos para o que há de mais sórdido e perturbador em nossa realidade”, explica Patrik Adam, acadêmico do quarto ano do curso de Letras da UFMS e mediador do debate sobre o filme.
O projeto Cinema d(e) Horror tem como parceira a Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, sendo coordenado pela professora doutora Rosana Cristina Zanelatto Santos, coordenadora de Pesquisa da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propp) da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e por Carol Sartomen, mestranda de Estudos em Linguagens da UFMS. Tem duas exibições mensais e conta com a participação de alunos graduandos e mestrandos da área de Letras da UFMS para as exibições e mediações de debates de filmes que tratem da categoria "Horror" no plano das artes e conta também com a participação da sociedade campo-grandense.
Mais informações podem ser obtidas no Centro Cultural José Octávio Guizzo, que fica na rua 26 de Agosto, 453, ou pelo telefone 3317-1795.
sábado, 15 de maio de 2010
Seleção de pontos de cultura continua na samana que vem
A Fundação Municipal de Cultura dá início nesta segunda-feira (17) a segunda e terceira etapas da seleção dos projetos da Rede Morena de Pontos de Cultura. Será realizada uma análise técnica, correspondente a segunda etapa da seleção e outra de mérito, correspondente a terceira etapa dos projetos que concorreram ao edital da Rede Morena de Pontos de Cultura.
A seleção será coordenada por uma comissão tripartite da qual fazem parte dois representantes da sociedade civil, dois representantes do Ministério da Cultura e dois técnicos da Fundac. A análise está prevista para acontecer entre os dias 17 e 19 de maio e o resultado deve ser publicado no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande) até o dia 25 de maio.
Estão concorrendo 21 projetos inscritos através do edital aberto em dezembro de 2009. A primeira etapa aconteceu entre os meses de março e abril de 2010 e consistiu em análise documental realizada por técnicos da Fundac.
Os selecionados após a terceira etapa passarão a fazer parte da Rede Morena de Pontos de Cultura que receberão anualmente um repasse da Prefeitura Municipal de Campo Grande e do Ministério da Cultura para que sejam desenvolvidas ações norteadas pelos princípios da autonomia, protagonismo e do empoderamento social. A verba destinada será de R$ 900 mil por um período de três anos.
“Campo Grande tem muito a ganhar com a existência desses pontos de cultura. A participação de técnicos do Minc e de representantes da sociedade civil foi a forma de realizar essa seleção da maneira mais imparcial e transparente possível” afirma Roberto Figueiredo, diretor-presidente da Fundac.
Serviço
Mais informações podem ser obtidas na sede da Fundac que fica na Rua Brasil, 464 – Vila Marman ou pelo telefone (67) 3314.3227.
A seleção será coordenada por uma comissão tripartite da qual fazem parte dois representantes da sociedade civil, dois representantes do Ministério da Cultura e dois técnicos da Fundac. A análise está prevista para acontecer entre os dias 17 e 19 de maio e o resultado deve ser publicado no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande) até o dia 25 de maio.
Estão concorrendo 21 projetos inscritos através do edital aberto em dezembro de 2009. A primeira etapa aconteceu entre os meses de março e abril de 2010 e consistiu em análise documental realizada por técnicos da Fundac.
Os selecionados após a terceira etapa passarão a fazer parte da Rede Morena de Pontos de Cultura que receberão anualmente um repasse da Prefeitura Municipal de Campo Grande e do Ministério da Cultura para que sejam desenvolvidas ações norteadas pelos princípios da autonomia, protagonismo e do empoderamento social. A verba destinada será de R$ 900 mil por um período de três anos.
“Campo Grande tem muito a ganhar com a existência desses pontos de cultura. A participação de técnicos do Minc e de representantes da sociedade civil foi a forma de realizar essa seleção da maneira mais imparcial e transparente possível” afirma Roberto Figueiredo, diretor-presidente da Fundac.
Serviço
Mais informações podem ser obtidas na sede da Fundac que fica na Rua Brasil, 464 – Vila Marman ou pelo telefone (67) 3314.3227.
Peça Infantil A vasoura da bruxa é a opção do fim de semana
Nesse sábado e domingo (15 e 16), o grupo teatral Unicórnio em parceria com a Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, apresentará a peça infantil "A Vassoura da Bruxa", às 16h, no Teatro Aracy Balabanian do Centro Cultural José Octávio Guizzo.
A peça conta as trapalhadas de Bruxelda, uma bruxa que ao ser convidada para o Baile das Bruxas, descobre que sua vassoura voadora não funciona. E como todos sabem, toda bruxa que se preza usa uma vassoura mágica. No decorrer da história, para que Bruxelda tente chegar ao baile com sua vassoura, ela conta com a ajuda de Tibúrcio, seu assistente, um consertador de bugigangas e uma fada.
O espetáculo já foi visto por milhares de espectadores e ganhou vários prêmios em festivais, seguindo sua trajetória de sucesso e encantando a todos, com a força e a magia de seus personagens, assim como a intensa interatividade com a plateia.
A peça além da direção, tem autoria e texto de Jair de Oliveira. O elenco é composto pelos atores Cadú de Paula, Amélia Rocha, Evandro Dionisio e Tonny de Paula.
A vassoura da bruxa estreou em abril de 1993 em Campo Grande e já realizou mais de 700 apresentações, com temporadas em teatros, escolas e praças. A peça excursionou por várias cidades do estado e hoje é considerado um clássico do teatro infantil de Mato Grosso do Sul.
O grupo teatral Unicórnio completa 23 anos em 2010 e já realizou diversas peças em Mato Grosso do Sul, entre elas estão “O sapo encantado e outras histórias”, “Os adevogados”, “A viagem de um barquinho” e “As cores da imaginação”, entre outras.
Ingressos na hora por R$ 12 (inteira) e R$ 6 (meia) para estudantes com a apresentação da carteirinha e crianças até 12 anos. Mais informações podem ser obtidas no Centro Cultural José Octávio Guizzo, na Rua 26 de Agosto, 453 ou pelo telefone 3317-1795.
A peça conta as trapalhadas de Bruxelda, uma bruxa que ao ser convidada para o Baile das Bruxas, descobre que sua vassoura voadora não funciona. E como todos sabem, toda bruxa que se preza usa uma vassoura mágica. No decorrer da história, para que Bruxelda tente chegar ao baile com sua vassoura, ela conta com a ajuda de Tibúrcio, seu assistente, um consertador de bugigangas e uma fada.
O espetáculo já foi visto por milhares de espectadores e ganhou vários prêmios em festivais, seguindo sua trajetória de sucesso e encantando a todos, com a força e a magia de seus personagens, assim como a intensa interatividade com a plateia.
A peça além da direção, tem autoria e texto de Jair de Oliveira. O elenco é composto pelos atores Cadú de Paula, Amélia Rocha, Evandro Dionisio e Tonny de Paula.
A vassoura da bruxa estreou em abril de 1993 em Campo Grande e já realizou mais de 700 apresentações, com temporadas em teatros, escolas e praças. A peça excursionou por várias cidades do estado e hoje é considerado um clássico do teatro infantil de Mato Grosso do Sul.
O grupo teatral Unicórnio completa 23 anos em 2010 e já realizou diversas peças em Mato Grosso do Sul, entre elas estão “O sapo encantado e outras histórias”, “Os adevogados”, “A viagem de um barquinho” e “As cores da imaginação”, entre outras.
Ingressos na hora por R$ 12 (inteira) e R$ 6 (meia) para estudantes com a apresentação da carteirinha e crianças até 12 anos. Mais informações podem ser obtidas no Centro Cultural José Octávio Guizzo, na Rua 26 de Agosto, 453 ou pelo telefone 3317-1795.
Oficina ensina ciência da viola de cocho a jovens
Vitalino Soares Pinto, 71 anos, pertence a um seleto grupo de cururueiros com conhecimento e técnica para criar, a partir de matérias primas rústicas, a viola de cocho, instrumento musical característico da região pantaneira.
“Aprendi a fazer viola ainda guri, lá em Cuiabá”, conta o artista radicado há mais de 50 anos em Corumbá, onde ganhou popularmente o título de mestre. “Hoje somos apenas sete cururueiros. Infelizmente são poucos os que apreciam e conhecem a história do siriri e do cururu. Por isso, o grupo só diminuiu a cada ano”, lamenta.
Para impedir que a história se perca com o tempo, como teme mestre Vitalino, a Prefeitura Municipal, por meio da Fundação de Cultura e Turismo do Pantanal, está montando um local específico para ensinar às novas gerações a confecção, a arte e a tradição deste instrumento diretamente ligado à história local. O projeto é desenvolvido por meio de convênio com o Ministério da Cultura (MinC). O “Ponto de Cultura” é um espaço para articular e impulsionar as ações que já existem nas comunidades. No caso de Corumbá, a fabricação da viola de cocho.
Na última quinta-feira (12), jovens da Banda de Música Manoel Florêncio participaram da primeira oficina do projeto. Com a ajuda do mestre Sebastião de Souza Brandão, de 66 anos, Seu Vitalino mostrou, passo a passo, como são feitas as cordas da viola. “Hoje em dia a gente usa tripa de porco. Antigamente, as cordas eram feitas de tripa de macaco ou de bugiu”, explica Brandão, demonstrando que, além do conhecimento sobre o siriri, possuiu responsabilidade ambiental.
“O pensamento agora é outro. É judiação mesmo matar o animal para aproveitar só uma pequena parte. Por isso as cordas são feitas com a tripa de porco. É um pedaço que quase todo mundo joga fora”, continua. O processo é relativamente simples. “A ‘ciência’ da coisa está na hora de escolher a tripa. Ela não pode ser muito grossa e nem muito fina”, diz Vitalino.
Depois de limpo, o material é amarrado nas pontas e torcido até que saia toda a água e o ar do material. Colocado para secar à sombra, ele fica pronto em pouco mais de meio dia. Dependendo da espessura da corda, ela é usada como primeira, segunda, terceira ou quinta amarração da viola. “A quarta é feita de seda. Só tem lá no Mato Grosso”, comenta Brandão, completando: “Aí sim, a viola chora bonito!”.
O “Ponto de Cultura” funcionará na Casa do Artesão, onde um balcão será construído para abrigar a oficina. No Instituto Luiz de Albuquerque (ILA) funcionará a extensão do projeto, com equipamentos multimídia, exposições de violas, roupas e uma ilha para comercialização de souvenires. A Associação Cultural de Amigos do Museu de Folclore Edison Carneiro (Acamufec) é parceria da prefeitura na iniciativa.
De 17 a 21 de maio, a superintendente de Cultura de Corumbá, Heloisa Helena da Costa Urt, participa da reunião dos grupos de trabalho, em São Luiz do Maranhão, onde os Pontos de Cultura de todo o País serão debatidos. Técnicos da Fundação de Cultura e Turismo do Pantanal também estarão no encontro.
“Aprendi a fazer viola ainda guri, lá em Cuiabá”, conta o artista radicado há mais de 50 anos em Corumbá, onde ganhou popularmente o título de mestre. “Hoje somos apenas sete cururueiros. Infelizmente são poucos os que apreciam e conhecem a história do siriri e do cururu. Por isso, o grupo só diminuiu a cada ano”, lamenta.
Para impedir que a história se perca com o tempo, como teme mestre Vitalino, a Prefeitura Municipal, por meio da Fundação de Cultura e Turismo do Pantanal, está montando um local específico para ensinar às novas gerações a confecção, a arte e a tradição deste instrumento diretamente ligado à história local. O projeto é desenvolvido por meio de convênio com o Ministério da Cultura (MinC). O “Ponto de Cultura” é um espaço para articular e impulsionar as ações que já existem nas comunidades. No caso de Corumbá, a fabricação da viola de cocho.
Na última quinta-feira (12), jovens da Banda de Música Manoel Florêncio participaram da primeira oficina do projeto. Com a ajuda do mestre Sebastião de Souza Brandão, de 66 anos, Seu Vitalino mostrou, passo a passo, como são feitas as cordas da viola. “Hoje em dia a gente usa tripa de porco. Antigamente, as cordas eram feitas de tripa de macaco ou de bugiu”, explica Brandão, demonstrando que, além do conhecimento sobre o siriri, possuiu responsabilidade ambiental.
“O pensamento agora é outro. É judiação mesmo matar o animal para aproveitar só uma pequena parte. Por isso as cordas são feitas com a tripa de porco. É um pedaço que quase todo mundo joga fora”, continua. O processo é relativamente simples. “A ‘ciência’ da coisa está na hora de escolher a tripa. Ela não pode ser muito grossa e nem muito fina”, diz Vitalino.
Depois de limpo, o material é amarrado nas pontas e torcido até que saia toda a água e o ar do material. Colocado para secar à sombra, ele fica pronto em pouco mais de meio dia. Dependendo da espessura da corda, ela é usada como primeira, segunda, terceira ou quinta amarração da viola. “A quarta é feita de seda. Só tem lá no Mato Grosso”, comenta Brandão, completando: “Aí sim, a viola chora bonito!”.
O “Ponto de Cultura” funcionará na Casa do Artesão, onde um balcão será construído para abrigar a oficina. No Instituto Luiz de Albuquerque (ILA) funcionará a extensão do projeto, com equipamentos multimídia, exposições de violas, roupas e uma ilha para comercialização de souvenires. A Associação Cultural de Amigos do Museu de Folclore Edison Carneiro (Acamufec) é parceria da prefeitura na iniciativa.
De 17 a 21 de maio, a superintendente de Cultura de Corumbá, Heloisa Helena da Costa Urt, participa da reunião dos grupos de trabalho, em São Luiz do Maranhão, onde os Pontos de Cultura de todo o País serão debatidos. Técnicos da Fundação de Cultura e Turismo do Pantanal também estarão no encontro.
Cinema de Horror aborda prostituição e violencia
Na próxima quarta-feira (19 de maio) será exibido o filme “Baixio das Bestas” no projeto “Cinema d(e) Horror”. A exibição acontecerá às 18h30, na sala Rubens Corrêa do Centro Cultural José Octávio Guizzo, unidade da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul. A entrada é franca e o filme tem classificação de 18 anos.
A trama de “Baixio das Bestas” (Brasil/2007/80min) centra-se na figura de um avô que, sem maiores conflitos, opta por prostituir a neta de 12 anos, e em dois rapazes interpretados por Caio Blat e Matheus Nachtergaele, que encontram prazer e diversão em atos brutais cometidos contra as prostitutas da localidade.
“O ser humano é estômago e sexo”. É a partir desta proposição, utilizada em seu primeiro longa, Amarelo Manga, que o diretor brasileiro Cláudio Assis compõe o universo de sua obra. Baixio das Bestas, seu segundo longa-metragem, configura-se como uma espécie de continuação temática do filme anterior.
A miséria e as relações cruéis de poder são expostas em sua face mais fétida, tendo por cenário um lugarejo esquecido, no interior do Nordeste. Todavia, algumas diferenças merecem destaque. A ambientação suburbana de Amarelo Manga dá lugar ao meio predominantemente rural onde confrontam as personagens do Baixio. E o enfoque recai agora, sobre tudo, na violência contra as mulheres, duplamente oprimidas em função de seu gênero e da pobreza extrema.
O longa-metragem ganhou os prêmios de Melhor Filme, Melhor Atriz (Mariah Teixeira), Melhor Ator Coadjuvante (Irandhir Santos), Melhor Atriz Coadjuvante (Dira Paes), Melhor Trilha Sonora e o Prêmio da Crítica, no Festival de Brasília.
“Baixio das Bestas é daqueles filmes não recomendados para pessoas que preferem se refugiar em entretenimentos seguros e confortáveis, fechando os olhos para o que há de mais sórdido e perturbador em nossa realidade”, explica Patrik Adam, acadêmico do quarto ano do curso de Letras da UFMS e mediador do debate sobre o filme.
O projeto Cinema d(e) Horror tem como parceira a Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, sendo coordenado pela professora doutora Rosana Cristina Zanelatto Santos, coordenadora de Pesquisa da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propp) da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e por Carol Sartomen, mestranda de Estudos em Linguagens da UFMS. Tem duas exibições mensais e conta com a participação de alunos graduandos e mestrandos da área de Letras da UFMS para as exibições e mediações de debates de filmes que tratem da categoria "Horror" no plano das artes e conta também com a participação da sociedade campo-grandense.
Mais informações podem ser obtidas no Centro Cultural José Octávio Guizzo, que fica na rua 26 de Agosto, 453, ou pelo telefone 3317-1795.
A trama de “Baixio das Bestas” (Brasil/2007/80min) centra-se na figura de um avô que, sem maiores conflitos, opta por prostituir a neta de 12 anos, e em dois rapazes interpretados por Caio Blat e Matheus Nachtergaele, que encontram prazer e diversão em atos brutais cometidos contra as prostitutas da localidade.
“O ser humano é estômago e sexo”. É a partir desta proposição, utilizada em seu primeiro longa, Amarelo Manga, que o diretor brasileiro Cláudio Assis compõe o universo de sua obra. Baixio das Bestas, seu segundo longa-metragem, configura-se como uma espécie de continuação temática do filme anterior.
A miséria e as relações cruéis de poder são expostas em sua face mais fétida, tendo por cenário um lugarejo esquecido, no interior do Nordeste. Todavia, algumas diferenças merecem destaque. A ambientação suburbana de Amarelo Manga dá lugar ao meio predominantemente rural onde confrontam as personagens do Baixio. E o enfoque recai agora, sobre tudo, na violência contra as mulheres, duplamente oprimidas em função de seu gênero e da pobreza extrema.
O longa-metragem ganhou os prêmios de Melhor Filme, Melhor Atriz (Mariah Teixeira), Melhor Ator Coadjuvante (Irandhir Santos), Melhor Atriz Coadjuvante (Dira Paes), Melhor Trilha Sonora e o Prêmio da Crítica, no Festival de Brasília.
“Baixio das Bestas é daqueles filmes não recomendados para pessoas que preferem se refugiar em entretenimentos seguros e confortáveis, fechando os olhos para o que há de mais sórdido e perturbador em nossa realidade”, explica Patrik Adam, acadêmico do quarto ano do curso de Letras da UFMS e mediador do debate sobre o filme.
O projeto Cinema d(e) Horror tem como parceira a Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, sendo coordenado pela professora doutora Rosana Cristina Zanelatto Santos, coordenadora de Pesquisa da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propp) da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e por Carol Sartomen, mestranda de Estudos em Linguagens da UFMS. Tem duas exibições mensais e conta com a participação de alunos graduandos e mestrandos da área de Letras da UFMS para as exibições e mediações de debates de filmes que tratem da categoria "Horror" no plano das artes e conta também com a participação da sociedade campo-grandense.
Mais informações podem ser obtidas no Centro Cultural José Octávio Guizzo, que fica na rua 26 de Agosto, 453, ou pelo telefone 3317-1795.
Dimitri Pellz e Lutano no Projeto Som da Concha
Duas bandas reconhecidas pela personalidade, inovação e revolução no rock são as atrações deste domingo (16 de maio) do Som da Concha: Dimitri Pellz e Lutano. Os shows começam às 17h30 com entrada franca na Concha Acústica Helena Meirelles, localizada no Parque das Nações Indígenas.
O projeto Som da Concha é uma realização do governo do Estado, por meio da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), em parceria com a Fundação Manoel de Barros, TV Pantanal e rádio 103,7 Uniderp FM.
O projeto Som da Concha é uma realização do governo do Estado, por meio da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), em parceria com a Fundação Manoel de Barros, TV Pantanal e rádio 103,7 Uniderp FM.
Assinar:
Postagens (Atom)