segunda-feira, 1 de julho de 2024

Fabrício Bruno destaca ‘Lei do ex’ em vitória do Flamengo sobre o Cruzeiro

 

                                             Foto; CRF


O Flamengo manteve a liderança do Campeonato Brasileiro ao vencer o Cruzeiro por 2 a 1, neste domingo, no Maracanã. Os rubro-negros abriram vantagem sobre os rivais na classificação.


O zagueiro Fabrício Bruno marcou o gol da vitória rubro-negra. O defensor destacou a importância do feito contra seu ex-clube.


"Falei que seria um jogo especial jogar contra o Cruzeiro, aqui no Maracanã. Meu ex-clube. A lei do ex está sempre presente. Estamos de parabéns, pelo jogo que tivemos, soubemos sofrer em alguns momentos,. Sofremos na bola parada no jogo passado, mas fomos felizes. Agora é descansar e trabalhar porque teremos mais jogos difíceis pela frente", disse.


Fabrício Bruno ressaltou o trabalho do técnico Tite mesmo com a ausência dos jogadores que estão na Copa América.


"O segredo é o grupo. A gente treina alguns comportamentos todos juntos. O professor Tite fala que o grupo é muito importante. Mesmo perdendo cinco baita jogadores que estão nas suas seleções, estamos conseguindo provar a força do nosso grupo jogo a jogo", declarou.


O Flamengo volta a campo nesta quarta-feira, às 21h30 (de Brasília), contra o Atlético-MG, na Arena MRV.

TCE-MS apoia equidade de gênero no 2º Congresso Nacional e Estadual Mulheres pela Paridade

 

                                            Mary Vasques



Como uma das instituições integrantes do Fórum Permanente pela Paridade institucional e Políticas das Mulheres, por meio do termo assinado na primeira edição do congresso no dia 3 de agosto de 2023, o Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul apoia e participa do II Congresso Nacional e Estadual Mulheres pela Paridade (COMPAR), que teve início na manhã desta quinta-feira (27) e vai até sexta-feira, 28 de junho, no Centro de Convenções Rubens Gil de Camilo.


Além de cumprir com o seu papel constitucional de fiscalização do erário público, o Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul vem trabalhando atento às questões sociais que envolvem o bem-estar da sociedade como um todo. A exemplo do Programa pelos Direitos da Primeira Infância junto aos municípios, o TCE-MS também apoia e defende os direitos das mulheres, da equidade de gênero e da representação feminina nos espaços de poder de decisão.


O TCE-MS participa também do evento com a presença de uma comitiva formada por servidoras. Representando a Corte de Contas, a conselheira substituta Patrícia Sarmento destacou a importância da união das instituições em prol da paridade.


O nosso Tribunal hoje está feliz e honrado em poder participar do evento que para nós mulheres e para as instituições significa representatividade e consciência. E hoje a gente percebe que essa consciência de equidade da paridade permeia todas as instituições, e não é um movimento apenas do Mato Grosso do Sul, apenas do Brasil, é um movimento mundial. O evento hoje traz para nós, mulheres, consciência de que a gente ainda tem um caminho longo a percorrer em busca dessa paridade e equidade de gênero”, afirmou a conselheira substituta Patrícia Sarmento.


Para a subsecretária de Políticas Públicas para as Mulheres (Semu) e coordenadora do Fórum Permanente, Carla Charbel Stephanini, a parceria do Tribunal de Contas, sob a presidência do conselheiro Jerson Domingos, tem sido fundamental para que a discussão sobre a paridade de gênero nas instituições seja ainda mais difundida em toda a sociedade e as instituições. “Discutir a paridade entre homens e mulheres nos espaços de poder e de decisão, reconhecendo as grandes contribuições que as mulheres dão à nossa sociedade nas diversas áreas de atuação, é o objetivo do congresso. E, compondo o Fórum desde 2023, o Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul dá ainda mais expressão a esse trabalho, nos apoiando em nossas iniciativas”.


Carla Stephanini também agradeceu a presença de todas (os) e a expressiva participação das instituições, organizações e associações nesta segunda edição do congresso. “A importância de um evento com essa envergadura para as instituições públicas, e com a representatividade de tantas mulheres que conquistaram os espaços de poder e liderança, nos motiva ainda mais. Por meio dos painéis que serão realizados nesses dois dias vamos promover o diálogo e o pensamento crítico. Mais do que debatermos, é importante que consigamos o engajamento de toda sociedade para que possamos promover com efetividade a paridade igualdade de gênero”, finalizou.


Representando o governador do Estado, a primeira-dama Mônica Riedel e a procuradora-geral da PGE, Ana Carolina Ali Garcia, participaram do evento compondo a mesa na abertura da solenidade. Entre as autoridades que fizeram parte da mesa, estão a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes; a conselheira substituta do TCE-MS, Patrícia Sarmento; a deputada estadual Mara Caseiro (Alems); a desembargadora Jaceguara Dantas (TJMS); o defensor-geral Pedro Paulo Gasparini, o presidente da OAB-MS, Bitto Pereira e o procurador-geral de Justiça, Romão Ávila Milhan Junior (MPMS).


A novidade deste ano foi a adesão da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul ao Fórum Permanente Pela Paridade Institucional e Política das Mulheres. O termo foi assinado pela deputada Mara Caseiro, que no ato representou o presidente da Alems, deputado Gerson Claro. Agora, com a adesão, 24 instituições integram o Fórum.


A programação dos dois dias de evento (27 e 28) conta com painéis e palestras e conta com a participação de importantes mulheres que ocupam os espaços públicos e privados de poder e decisão, como a Procuradora da Mulher na Câmara dos Deputados em Brasília, Soraya Santos; a conselheira substituta do TCE-PA, Milene Cunha; a Secretária Nacional de Pessoa com Deficiência do Ministério dos Direitos Humanos, Anna Paula Feminela, entre outras.


Fórum


O Fórum Permanente Pela Paridade Institucional e Política das Mulheres foi constituído coletivamente, com a participação de representantes de instituições públicas, associações e organizações não-governamentais, como o TCE-MS, o MPMS, a Subsecretaria de Políticas Públicas para Mulheres de Campo Grande-MS, o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Campo Grande, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul, o Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região, o TJMS, a Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul, Alems e outras instituições dedicadas à promoção da igualdade de gênero.


Olga Cruz

Mês de julho começa com 2.143 vagas de emprego na Funsat



A primeira segunda-feira (1) do segundo semestre, começou com a oferta de 2.143 vagas de emprego na Funsat (Fundação Social do Trabalho). São chances de contratação de carteira assinada em mais de 200 empresas.

Entre as oportunidades, estão 84 vagas em que o contratante oferece a oportunidade de treinamento remunerado. Para quem está com o currículo atualizado no órgão, a tão sonhada “carteira assinada”, pode chegar com salários entre R$ 1.500 e R$ 4 mil.


Do total dos postos em aberto, destaque para a seleção de atendente de Telemarketing, com 100 vagas, atendente de lanchonete, com 29 vagas, auxiliar de linha de produção, com 152 vagas, desenhista industrial de produto, 1 vaga, engenheiro eletricista, 1 vaga, instalador de sistemas fotovoltaicos, 10 vagas, mecânico reparador de máquinas, com três vagas, e também busca por funcionários em mais 194 profissões.


Para quem não possui experiência na função, são 1.299 vagas em atividades como atendente de frios e laticínios, 17 vagas, consultor de vendas, 23 vagas, montador de estruturas metálicas, 22 vagas, personal trainer, 2 vagas, servente de obras, 68 vagas, técnico em manutenção de equipamentos de informática, com duas vagas, entre outras.


Para o público PCD (Pessoa com Deficiência), são quatro processos seletivos, com proposta de remuneração superiores à média do mercado. As atividades para auxiliar de limpeza e de empacotador à mão. Concorre os interessados que comparecerem á sede da fundação na Rua 14 de julho, 992, Vila Glória, no horário de atendimento entre as 7h30 e as 17h.

Em mês de restrições, partidos avaliam datas das convenções visando prefeituras

 

                                           Vista do prédio do TRE-MS em Campo Grande (Foto: Fernando da Mata/G1 MS)


A partir deste mês, começam a valer as principais restrições previstas no calendário eleitoral para impedir o uso da máquina pública a favor de candidatos às eleições municipais de outubro. As vedações estão previstas na Lei das Eleições (Lei 9.504/1997).


No dia 6 de julho, três meses antes do pleito, começam as restrições para contratação e demissão de servidores públicos. A partir do dia 20, os partidos podem realizar suas convenções internas para a escolha dos candidatos aos cargos de prefeito, vice-prefeito e vereadores.


O primeiro turno das eleições será no dia 6 de outubro. O segundo turno da disputa poderá ser realizado em 27 de outubro nos municípios com mais de 200 mil eleitores, nos quais nenhum dos candidatos à prefeitura atingiu mais da metade dos votos válidos, excluídos os brancos e nulos, no primeiro turno. 


Campo Grande-MS


Em mês de restrições, os partidos avaliam datas das convenções visando a disputa pelas prefeituras e câmaras municipais em Mato Grosso do Sul. 


Em Campo Grande, os pré-candidatos à prefeitura de Campo Grande são a prefeita Adriane (PP), que tenta à reeleição, o deputado federal Beto Pereira (PSDB-MS), a ex-deputada federal Rose Modesto (União Brasil), a deputada federal Camila Jara (PT-MS), entre nomes que ainda tentam se viabilizar dentro de seus partidos. 


O ex-governador e ex-prefeito André Puccinelli (MDB) retirou sua pré-candidatura e anunciou apoio a Beto Pereira. 


Confira as principais restrições


6 de julho 


Nomeação de servidores - a partir do próximo sábado (6), três meses antes do pleito, os agentes públicos não podem nomear, contratar e demitir por justa causa servidores públicos. A lei abre exceção para nomeação e exoneração de pessoas que exercem função comissionada e a contratação de natureza emergencial para garantir o funcionamento de serviços públicos essenciais.


Concursos  - A nomeação de servidores só pode ocorrer se o resultado do concurso foi homologado até 6 de julho.


Verbas  - Os agentes públicos também estão proibidos de fazer transferência voluntária de recursos do governo federal aos estados e municípios. O dinheiro só pode ser enviado para obras que já estão em andamento ou para atender situações de calamidade pública.



Publicidade estatal - A autorização para realização de publicidade institucional de programas de governo também está proibida.


Pronunciamentos oficiais em cadeia de rádio e televisão e a divulgação de nomes de candidatos em sites oficiais também estão vedados e só podem ocorrer com autorização da Justiça Eleitoral. 


Inauguração de obras - Também fica proibida a participação de candidatos em inaugurações de obras públicas.


20 de julho 


Convenções - A partir do dia 20 de julho, os partidos políticos e as federações poderão escolher seus candidatos para os cargos de prefeito, vice-prefeito e vereador. O prazo para realização das convenções termina em 5 de agosto.


Gastos de campanha - Na mesma data, o TSE divulgará o limite de gastos de campanha para os cargos que estarão em disputa. 


Direito de resposta - Também começa a valer a possiblidade de candidatos e partidos pedirem direito de resposta contra reportagens, comentários e postagens que considerarem ofensivas na imprensa e nas redes sociais. (Com informações da Agência Brasil)

Portabilidade gratuita de dívida do cartão começa nesta segunda

 



Os clientes com dívida no cartão de crédito rotativo poderão, a partir desta segunda-feira, dia 1º de julho, fazer a portabilidade gratuita do saldo devedor de uma instituição financeira para outra que lhe ofereça melhores condições de pagamento.


A possibilidade havia sido determinada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em dezembro do ano passado. O órgão também passou a exigir uma maior transparência no formato das faturas de cartão.



O rotativo do cartão é uma das linhas mais caras oferecidas no mercado de crédito. Segundo dados do Banco Central (BC), por exemplo, as taxas de juros cobradas na modalidade para pessoas físicas ficaram em 422,5% ao ano em maio — o que corresponde a 14,77% ao mês.


Entenda nesta reportagem as principais mudanças determinadas pelo CMN, e veja como fazer a sua portabilidade da dívida do cartão de crédito.


Quais foram as mudanças?


Como fazer a portabilidade gratuita da dívida do rotativo do cartão?


Custo efetivo e outros pontos de atenção


O que fazer se a instituição se recusar a prestar informações?


Quais foram as mudanças?


No caso da portabilidade das dívidas do cartão de crédito, ficou definido:



a proposta da nova instituição deve ser realizada por meio de uma operação de crédito consolidada, ou seja, que contemple restruturação da dívida antiga;


a instituição credora original que realizar uma contraproposta deve apresentar ao cliente, no mínimo, uma proposta de mesmo prazo da operação proposta pela outra, para fins de comparação dos custos.


caso aconteça, a portabilidade do crédito deve ser feita de forma gratuita.


Já em relação à maior transparência, o CMN determinou que as faturas de cartão passem a ter as seguintes informações:


uma área de destaque, onde deve estar apenas as informações essenciais para a tomada de decisão pelo titular da conta: valor total; data de vencimento da fatura do período vigente e limite total de crédito;


uma área para alternativas de pagamento, onde deve estar apenas as informações que possibilitem ao titular da conta pós-paga comparar as opções disponibilizadas para liquidar sua dívida; nessa área, devem estar, exclusivamente, as seguintes informações: valor do pagamento mínimo obrigatório;



valor dos encargos a ser cobrado no período seguinte no caso de pagamento mínimo; opções de financiamento do saldo devedor da fatura, apresentadas na ordem do menor para o maior valor total a pagar pelo titular; e taxas efetivas de juros mensal e anual, além do Custo Efetivo Total (CET), relativos às operações de crédito passíveis de contratação;


uma área com informações complementares, onde devem estar as informações como lançamentos realizados na conta de pagamento, por evento; identificação das operações de crédito contratadas; valores relativos aos juros e encargos cobrados no período vigente; valor total de juros e encargos financeiros cobrados referentes às operações de crédito contratadas;


identificação das tarifas cobradas; data de encerramento dos lançamentos na fatura do período seguinte; identificação dos usuários finais beneficiários; limites individuais para cada tipo de operação; saldo total consolidado das operações futuras, além de outras que a instituição emissora do instrumento de pagamento julgar conveniente.


O CMN ainda determinou que as emissoras de cartão de crédito deverão enviar gratuitamente ao titular da conta, por meio de canais eletrônicos, informações sobre:


o vencimento da fatura, com pelo menos dois dias de antecedência, incluindo esclarecimentos de que o não pagamento do valor total da fatura resulta na cobrança de juros e encargos;



as consequências do eventual não pagamento do valor obrigatório indicado na fatura, do atraso no pagamento, bem como orientações para acesso às informações sobre as formas e opções disponíveis para a liquidação, inclusive antecipadamente, e o financiamento do saldo devedor da fatura, a partir do dia útil imediatamente posterior à data de vencimento da fatura;


o início de eventual parcelamento do saldo do crédito rotativo e da fatura correspondente;


o início da cobrança da tarifa de anuidade, após eventual período de isenção da cobrança, se houver, com pelo menos um mês de antecedência contado da data de início da cobrança.


G1

Jogos Olímpicos estão cada vez mais quentes, e Paris teme ondas de calor

 

                                            Kai Pfaffenbach/Reuters



No calor escaldante dos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2021, um juiz de cadeira perguntou ao tenista russo Daniil Medvedev, na época segundo do mundo, se ele conseguiria continuar no jogo. "Eu posso terminar a partida, mas posso morrer", respondeu. Os Jogos no Japão foram os mais quentes da história, e, desde então, o planeta não parou de se aquecer.


Na Europa, ondas de calor podem ter matado mais de 61 mil pessoas no verão de 2022. Em abril deste ano, partes da França registraram 30ºC, 10ºC acima do normal para o mês. As mudanças climáticas geram expectativa sobre as condições para os Jogos de Paris e sobre os riscos à saúde dos atletas.


As Olimpíadas estão cada vez mais cálidas, com recordes frequentes nas duas últimas décadas. É difícil, porém, que o evento do próximo mês fique entre os mais quentes da história, superando Tóquio, no Japão, em 2021, Roma, na Itália, em 1960 (um ponto fora da curva histórica), ou Atenas, na Grécia, em 2004.


Dados da NOAA (Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos) analisados pela Folha mostram que Tóquio teve uma temperatura média de 28,9ºC nos dias da competição. Roma registrou média quase igual (28,8ºC).


Em seguida, no ranking de calor, aparecem Atenas (26ºC), Pequim (25ºC, em 2008), e Los Angeles (23ºC, em 1984). O Rio de Janeiro, que sediou os Jogos de 2016 no inverno do hemisfério sul, está em sexto lugar, com 22,2ºC.


Desde a década de 50, os dias mais quentes já presenciados em uma edição olímpica foram registrados em Tóquio e em Atenas: 31,8ºC. Na capital japonesa, a média da umidade relativa do ar era de 72%. Já na grega, era de 50%, a mais baixa já registrada em uma cidade olímpica —na ocasião, a umidade mínima chegou a 33%, bem abaixo do mínimo recomendado para a prática esportiva, de 40%.




Entre julho e agosto, período dos Jogos, a temperatura média de Paris costuma ser de 21,7ºC, e a média máxima, de 26,6ºC. Desde 1924, quando a capital francesa recebeu os Jogos pela última vez, a temperatura subiu 3,1ºC.


Embora Paris seja mais amena em relação a outras cidades olímpicas, a previsão do Météo-France, serviço de meteorologia do país, é de um verão mais quente do que o normal.


Kaitlyn Trudeau, analista do Climate Central, organização que pesquisa mudança climática, disse que é cedo para antever ondas de calor (aumento anormal da temperatura) sobre a França. Somente com esse fenômeno, presenciado 50 vezes na região de Paris desde 1947, as Olimpíadas de 2024 podem ser piores nos termômetros do que a de Tóquio.


"Julho e agosto trouxeram ondas de calor mortais para Paris. Uma das piores levou a 15 mil mortes na França em 2003, e um artigo da Lancet de 2023 concluiu que Paris tinha o maior risco de mortes relacionadas com ondas de calor em comparação com todas as outras capitais europeias", afirmou, antes de apontar os novos parâmetros de temperaturas noturnas, que escalaram nas últimas décadas.


"Os parisienses vivem agora uma média de oito ‘noites tropicais’ todos os verões, quando as temperaturas permanecem acima de 20ºC. Sem ar-condicionado na Vila Olímpica, os atletas podem ter perturbações no sono e mais dificuldade para se recuperar do estresse", disse.


A umidade média para Paris entre julho e agosto gira em torno de 66% —um índice adequado—, mas um aumento modesto já é capaz de amplificar os efeitos do calor no corpo dos atletas. Além disso, dias com céu claro e sem ventos calmos aumentam o ozônio de superfície, o que reduz a qualidade do ar.


O estudo "Rings of Fire", da Associação Britânica para o Esporte Sustentável, elaborado por professores da Universidade de Portsmouth e pelo Climate Central, elenca riscos para competidores em Paris com base na experiência de Tóquio, um marco negativo para diversos atletas, com relatos de fadiga, enjoos e desmaios.


Esse estudo coletou depoimentos de 11 competidores de elite sobre as últimas Olimpíadas e competições. "Tóquio foi uma das piores experiências da minha vida, sem exagero", disse o nadador Hector Pardoe. "Eu estava praticamente paralisado, não conseguia falar ou me mover e tive uma enxaqueca muito dolorosa. Sofri com vômitos, visão embaçada e fadiga muscular."


A remadora Jennifer Casson afirmou que passou a treinar em uma "câmara de calor". "Em várias ocasiões, eu não consegui completar as sessões e tive um colapso mental porque fisicamente meu corpo não conseguia mais responder às exigências do treino."


Mike Tipton, um dos autores, defende a revisão de eventos olímpicos para que eles não coincidam com épocas de possíveis ondas de calor. "Patrocínios, geopolítica, períodos de férias serão forçados a ficar em segundo plano em prol dos atletas, dos espectadores e da qualidade das performances", afirmou à Folha.


Mesmo para atletas brasileiros, acostumados a altas temperaturas, a manutenção do bem-estar tem sido uma preocupação.


"Nas classificatórias nos deparamos com condições bem severas de calor. Em Xangai, foi um pouco mais tranquilo, pois as pistas eram cobertas, mas em Budapeste foi realmente muito quente, e o sol colocou a resistência de todo mundo à prova", disse Bernardo Villano, gerente da Confederação Brasileira de Skateboarding. Segundo ele, Tóquio ensinou quais alternativas de resfriamento funcionam de maneira melhor para cada um dos atletas, como coletes e banheiras de gelo.


Um dos recentes motivos de preocupação é a ausência de ar-condicionado nos quartos da Vila Olímpica. A organização de Paris tem como bandeira promover, tanto quanto possível, um evento livre de combustíveis fósseis.


O COB (Comitê Olímpico do Brasil), no entanto, decidiu alugar aparelhos para os dormitórios. "Não podemos correr o risco de os atletas, no momento mais importante de suas carreiras, não conseguirem descansar e estarem sujeitos a temperaturas elevadas nos quartos", disse Joyce Ardies, responsável pela logística da delegação.


Os efeitos da temperatura elevada para a saúde de atletas são diversos, desde a hipertermia, que pode levar a quadros graves como confusão mental, até problemas cardiovasculares.


Daniel Mariani , Paula Soprana , Nicholas Pretto e Luciano Trindade

Soja mista na Bolsa de Chicago

 

                                           Foto: USDA


A soja fechou a sexta-feira mista na Bolsa de Chicago, mas com a semana e o mês em queda, segundo informações da TF Agroeconômica. “O contrato de soja para julho24, referência para a safra brasileira, fechou em baixa de -0,15 %, ou $ -1,75 cents/bushel a $ 1150,50”, comenta.


“A cotação de setembro24, fechou em baixa de -0,24 % ou $ -2,75 cents/bushel a $ 1133,50. O contrato de farelo de soja para julho fechou em baixa de -0,17 % ou $ -0,6 ton curta a $ 360,5 e o contrato de óleo de soja para julho fechou em alta de 0,64 % ou $ 0,28/libra-peso a $ 43,77”, completa.


A oleaginosa chegou a operar parte do dia em alta, patamar onde as cotações mais longas fecharam. “No entanto, o grão perdeu força no final da sessão e fechou em queda, nas cotações para 2024. Os estoques de soja em 1º de junho 21,86% acima da mesma data no ano passado e a forte alta do Dólar (2,71%) frente ao Real nesta semana pressionaram o grão”, indica.


“Por outro lado, a redução na estimativa de áreas plantadas em 2024 evitou maiores quedas para a soja. O USDA indicou que os produtores de soja semearam 34,84 milhões de hectares neste ano, queda em relação à projeção do fim de março de 35 milhões de hectares. Analistas esperavam um aumento para 35,15 milhões de hectares. Com isso a soja fechou o acumulado da semana em queda de -0,86% ou $-10,00 cents/bushel e baixa de -4,52% ou - 54,50 cents/bushel em junho. O farelo de soja caiu –0,36% ou $-1,30 a ton curta e caiu -1,15% ou $-4,20 ton curta no mês. O óleo de soja caiu -0,39% ou -0,17 libra/peso na semana e -3,84% ou -1,75 libra/peso na semana”, conclui.