domingo, 3 de maio de 2009

Morreu o diretor de teatro, dramaturgo e ensaísta Augusto Boal


Carolina Leal, JB Online

Morreu o diretor de teatro, dramaturgo e ensaísta Augusto Boal, aos 78 anos, de insuficiência respiratória. Boal estava internado desde o dia 28 de abril no Hospital Samaritano, em Botafogo, Zona Sul do Rio, para um tratamento de leucemia. O corpo do dramaturgo foi velado no próprio hospital e será cremada neste domingo, no Cemitério do Caju.

Indicado ao prêmio Nobel da Paz em 2008 e nomeado embaixador mundial do teatro em 2009, Augusto Boal foi um dos maiores nomes do teatro brasileiro. Nascido em 1931, no bairro da Penha, no Rio de Janeiro, o diretor foi o fundador do Teatro do Oprimido, que visa à democratização da produção teatral, o acesso das camadas sociais menos favorecidas à arte e a transformação da realidade por meio do diálogo e do teatro. Além disso, a estética que surge desse novo tipo de teatro, traz um novo conceito de desenvolvimento intelectual para o ator e uma relação direta e ativa entre ator e espectador.

Segundo Olivar Bendelak, do Centro Teatro do Oprimido do Rio de Janeiro (CTO-Rio), o Teatro do Oprimido é praticado em mais de 50 países no mundo inteiro. Os projetos do CTO já foram realizados em prisões, escolas, manicômios, junto a ONG´s e sindicatos, além de rodar o Brasil e países da África com o 'Teatro do Oprimido de ponto a ponto'.

Augusto Boal se formou em engenharia química, levando paralelamente a criação de textos para teatro, além de estudar dramaturgia em Columbia, Nova York. Em 1956, passa a dirigir o Teatro de Arena, grupo que luta pela nacionalização dos clássicos, em outras palavras, de uma dramaturgia brasileira. Ainda que os palcos brasileiros se encontrassem em processo de modernização, com grupos como Os Comediantes e o Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), nessa época predominavam autores e estéticas estrangeiras. Um dos marcos do Arena foi, em 1958, a peça Eles não usam black-tie, de cunho social-política, escrita por Gianfrancesco Guarnieri.

Em 1971, durante a ditadura militar, Boal é preso e, posteriormente, exilado. No exílio, passa por países como Argentina e Portugal, leciona na Sorbonne-Nouvelle, em Paris, e cria o Centre du Théatre de l´Opprimé-Augusto Boal, em 1979.

Em 1986, volta ao Brasil, onde a convite de Darcy Ribeiro dirige a 'Fabrica de Teatro Popular', projeto que desejava tornar a linguagem teatral acessível a todos. No mesmo ano, cria o Teatro do Oprimido – CTO-Rio, para difundir o Teatro do Oprimido no Brasil, sede que existe até hoje no bairro carioca da Lapa, atuante em seus projetos.

sábado, 2 de maio de 2009

Velho do rio e Paralams do Sucesso,se apresentam na capital amnhã

Projeto da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul que leva shows
nacionais para o Parque das Nações Indígenas, o MS Canta Brasil traz
no próximo dia 3 de maio, Paralamas do Sucesso com show “Brasil Afora”
e a banda Velho do Rio. Os shows acontecem a partir das 17h30.


Velho do Rio

A banda Velho do Rio apresenta no MS Canta Brasil o novo CD,
intitulado “Novos e Velhos Mistérios”. O novo trabalho não se prende a
nenhum estilo específico. É ora romântico, ora pesado, passando por
baladas e histórias que são contadas através das letras que abordam
entre outros temas a natureza, espiritualismo, o amor, desilusões e
mistérios. “É um cd de rock com pitadas de grunge, blues, pop e que
também mostra a nossa vertente violeira sempre misturada às canções”,
comenta Thiago Rezende, vocalista da banda.

MS Canta Brasil

O projeto MS Canta Brasil homenageia
estados brasileiros por meio de suas expressões musicais, além de
prestigiar artistas de Mato Grosso do Sul. Neste ano, haverá
apresentações mensais até novembro, sempre no primeiro domingo de cada
mês. Em 7 de junho, subirá ao palco a banda Moinho, que tem como
vocalista a cantora e atriz Emanuelle Araújo. No dia 5 de julho, o
público vai acompanhar Moraes Moreira

Ana Botafogo se apresenta hoje na capital.

Primeira-bailarina do Teatro Municipal do Rio de Janeiro , Ana Botafogo se apresenta neste sábado, a partir das 20 horas, em Campo Grande. O espetáculo Caminhos da Dança, que terá como palco a Concha Acústica Família Espíndola, na Praça do Rádio, contará também a participação de 16 grupos locais. A entrada é franca.


Subirão também ao palco os seguintes grupos locais: Arara Azul Cia de Dança, Embrujos de Espanha, Escola de Ballet Gisela Dória, Grupo Maktub, Projeto Dançar, Litani, Nova Geração, Funk-se, Nidal Abdul, Cia de Artes Uniderp, Ballet Isadora Duncan, Grupo Imagem, Ginga Cia de Dança, Zoe, Bailah e Estúdio de Dança Beatriz de Almeida.

Pintores expõem na mostra “Desmedidas da Representação”

Assim como cada pessoa percebe a arte de uma maneira particular,
considerando sua história, seu momento e seu entendimento das
representações artísticas, os artistas também dão formas distintas
para a mesma maneira de fazer arte.

Na exposição “Desmedidas da Representação”, os pintores brasileiros
Carlos Nunes e Felipe Scandelari, o chileno Javier Rodriguez e Diego
Cerulli, da Argentina, exibem suas obras no Instituto Luís de
Albuquerque (ILA), durante o 6º Festival América do Sul (FAS), em
Corumbá.

“O grande chamativo desta mostra é que os pintores são jovens e
utilizam a mesma arte [a pintura] para representar sua realidade. As
obras não são regionalizadas, trazendo sentimentos universais para o
público que vão além das telas”, explica Rafael Maldonado, curador da
exposição e coordenador de Artes Plásticas do 6º FAS.

As telas de Carlos Nunes utilizam cores fortes e colagens para
impactar o espectador pela visão do corpo humano, solitário, casal ou
com animais. E Felipe Scandelari, pintor curitibano de 27 anos,
vale-se do óleo sobre tela para valorizar as formas. “Cada quadro é um
objeto do dia-a-dia, onde procurei ressaltar seus contornos, deixando
que a compreensão fique para cada um”, explica Felipe.

O chileno Javier Rodriguez, também com tinta a óleo, compõe obras
escuras, com aspecto sombrio. Um diferencial é que o artista não
utiliza telas comuns, mas sim, chapas de madeira. Por sua vez, o
argentino Diego Cerulli resgata sua memória afetiva na composição de
seus quadros a óleo.

A distância, as obras parecem tridimensionais, querendo sair do espaço
da parede. E a proximidade física também traz as próprias lembranças
de uma roupa lavada, do casaquinho de bebê e das peças femininas de
seda.

“Desmedidas da Representação” fica em exposição até domingo (3), das 8
às 20 horas, no ILA, localizado na Praça da República, 119, no Centro.

Projeto Vácuo Live acontece no dia 8 em Campo Grande

O projeto Vácuo Live acontece no próximo dia 8 de maio, a partir das
23 horas, nas piscinas da AABB (Associação Atlética Banco do Brasil),
que fica localizado no Parque dos Poderes, sentido a Uniderp Agrárias.
Os convites já estão sendo vendidos na TemaKeria sushi bar, Babi
festas, Chilli beans e Maria Pitanga. Para mais informações e reservas
de bangalôs 8131-3064.

Projeto exclusivo no Brasil, o Vácuo Live é formado pelo Guitarrista,
Produtor e DJ Edu Pizzatto e pela Vocalista Fernanda Mateus. Juntos,
tocam e cantam os grandes sucessos da House Music mundial. Já se
apresentaram no Warung, Muzik, Eon, Sedna, Mixgarden, Hot Park 2007,
Posh, Deseu, Dreams, Wynn e outros ... sendo atualmente residentes de
dois dos principais clubs do Brasil: a Lique em Curitiba e Sedna em
Goiânia. Em 2007 participaram do Hot Park Festival ao lado de nomes
como Skazi e Tocadisco, tendo a honra de cantar junto com Redanka,
produtor do hit Open Your Eyes. Outro momento especial para o Vácuo em
2007 foi a participação na festa de aniversário do projeto Life is a
Loop, onde Edu & Fer, dividiram o palco com os amigos Léozinho,
Peçanha e Paciornik. A virada de 2007 para 2008 foi agitada para o
Vácuo que se apresentou em Brasília, Goiania, Floripa, Salvador e Belo
Horizonte numa mega festa do Selo \\\"Hed Kandi\\\". Em 2008 Vácuo
além de tocar nos melhores clubs do País, participou do MOB 2008 Music
On Board (Navio Island Scape), Festival Planeta Atlântida 2008 (Portro
Alegre) repetindo a parceria com o Life is a Loop, Camarote Salvador
(Carnaval), House Beach 2008 (Mariscal- SC), na festa do selo Ministry
of Sound (Bolívia) e ainda em agosto dividiu o palco com Kaskade Live,
numa festa da Líque em Curitiba. Em paralelo aos shows, Vácuo Live
prepara seu primeiro álbum que será lançado no segundo semestre de
2008, tendo como singles as músicas \\\"Be by your side \\\" e
\\\"Sad\\\", já disponíveis no player do myspace.

Quarta Erudita recebe show da Orquestra de Violões de CG

Quarteto em ré maior (4 mov.) de G. Telemann, Viagem Holandesa Suíte
(3 mov.) de J.W Duarte, Rugendas de Antônio Madureira, A Tristeza de
um Jeca de Angelino de Oliveira, Tocando em Frente de Almir Sater e
Renato Teixeira e a Comitiva Esperança de Almir Sater e Paulo Simões.
O show terá aproximadamente 60 minutos e a classificação é livre.
Quarta Erudita recebe show da Orquestra de Violões de CG

A segunda edição Quarta Erudita, projeto da Fundação de Cultura de
Mato Grosso do Sul apresentará o show “In Concert” da Orquestra de
Violões de Campo Grande na próxima quarta-feira (6/5), às 20h, no
teatro Aracy Balabanian do Centro Cultural José Octávio Guizzo.
O espetáculo será composto por 15 músicos da Orquestra de Violões de
Campo Grande, que apresentará em seu repertório o Prelúdio
XIV-Camerata Jovem de violão, Modinha e Baiãozinho de Celso Machado,
A Orquestra de Violões foi criada em 1997, pela Prefeitura de Campo
Grande e atualmente sob regência do educador musical Anderson
Francellino vem realizando um trabalho através do violão com jovens de
15 a 30 anos de várias regiões da cidade, por meio de bolsas integrais
de estudo, possibilitando que diversos jovens possam aprender a
técnica e o conhecimento musical, pois, atua com foco
didático-cultural na apresentação do repertório do violão, que abrange
vertentes tais como o popular, o regional e o erudito.

Ao longo desses anos o trabalho tem obtido sucesso e mantém fidelidade
a sua proposta inicial de divulgar a música instrumental de Mato
Grosso do Sul, pois a Orquestra de Violões já realizou mais de 100
concertos na capital e no interior do Estado. Há muitas aprovações de
integrantes que estão ou participaram do grupo, no curso de Música da
Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), uma participação no
CD Seresteiro de Campo Grande, além do registro em CD da comemoração
aos 10 anos da Orquestra de Violões de Campo Grande, somando a sua
identidade, caracterizada em arranjos próprios a um repertório
multi-cultural, que abrange músicas de Pixinguinha, J.S Bach, Vivaldi
e compositores regionais como Paulo Simões e Geraldo Roca.

O Projeto Quarta Erudita tem por objetivo fomentar e difundir a música
erudita, proporcionando à classe artística deste segmento, espaço para
suas apresentações e com isso incentivar a formação de público e de
mercado, por meio do acesso aos bens culturais a preços acessíveis,
acontecendo toda primeira quarta-feira de cada mês.

O ingresso dessa edição será trocado por um 1 kg de alimento não
perecível e pode ser obtido antecipadamente na oficina de Violão
Clássico no Horto Florestal situado na rua Francisco Candido Xavier,
sn, de terça a sexta-feira das 9h às 11h e das 13h às 18h, pois os
ingressos são limitados ou a partir das 19h na bilheteria do teatro no
dia da apresentação. Mais informações pelos telefones 3314-3145
(Orquestra de Violões) ou no 3317-1792 (Centro Cultural José Octávio
Guizzo).

Espetáculo traz música clássica para Campo Grande

Na próxima quinta-feira (7/05), o projeto Cena Som, apresenta o
espetáculo “Vozes”, com Alcenir Luz e convidados. O evento será às
20h, no Teatro Aracy Balabanian, do Centro Cultural José Octávio
Guizzo.

No repertório estão diversas músicas eruditas e clássicas, tendo como
convidados especiais a pianista Luzmena Ferraz, o barítono Marcelo e
os sopranos Viviane e Angélica.

Durante a apresentação serão interpretadas as músicas: “O mio babbino
caro”, “Tosca (Vissi d’Arte)” e “La Bohème” de Giacomo Puccini, “La
Walli” de Alfredo Catalani e “Área da Rainha da Noite” de Mozart. O
espetáculo será de aproximadamente 70 minutos e tem classificação
livre.

“O espetáculo será uma ótima atração para quem gosta de música
clássica e convida a sociedade a prestigiar esse show, que é o fruto
de muito trabalho e dedicação”, garante Alcenir Luz.

A entrada custa R$ 15. para mais informações basta ligar para o
telefone 3317-1792 ou ir ao Centro Cultural José Octávio Guizzo, na
rua 26 de Agosto, 453.