sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Ciclo pecuário sinaliza nova fase para a carne bovina

 

                                               Foto: Pixabay


O Brasil entra em 2026 com papel central no mercado global de carne bovina, em um ambiente marcado por demanda firme e sinais de mudança no ciclo pecuário. Segundo a StoneX, o país chega ao novo ano consolidado como principal fornecedor mundial após um 2025 de recordes de produção e exportação, em um cenário internacional de oferta restrita e concentrada.



A relevância brasileira tende a aumentar à medida que surgem indícios de ajuste na oferta de animais. Em 2025, os abates atingiram níveis elevados, impulsionados pelo descarte intenso de fêmeas, movimento associado a margens favoráveis, mas que encontra limites naturais por comprometer a reposição do rebanho. A desaceleração recente desse descarte indica o início de um processo de retenção, típico de virada de ciclo, cujos efeitos costumam se estender por vários meses.


Caso essa transição se confirme no início de 2026, a disponibilidade de animais pode se tornar mais ajustada justamente em um momento de consumo aquecido. No mercado interno, o crescimento econômico e o baixo desemprego sustentam a demanda por carne bovina, embora fatores como aumento da inadimplência, cautela das famílias em ano eleitoral e eventuais questões sanitárias possam moderar o ritmo.



No cenário externo, a dependência do abastecimento brasileiro permanece elevada. A China segue como principal âncora da demanda, enquanto outros grandes importadores mantêm compras estáveis. A rápida compensação das oscilações de alguns mercados em 2025 reforçou a percepção de que o Brasil é capaz de responder com volume e competitividade. Esse equilíbrio entre consumo firme e possível restrição de oferta será decisivo para preços e margens ao longo do próximo ciclo.


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