sexta-feira, 12 de setembro de 2025

Feiras livres de Campo Grande são reconhecidas como patrimônio cultural e imaterial

 

                                            Foto; Reprodução



As tradicionais feiras livres de Campo Grande agora têm proteção oficial: foram reconhecidas como patrimônio cultural e imaterial da cidade, por meio da Lei nº 7.481, de autoria do vereador Ronilço Guerreiro (Podemos) e sancionada pela prefeita . A legislação garante que os locais de realização das feiras não poderão ser transferidos sem justificativa técnica e sem a aprovação da comunidade local.


Identidade e tradição


Conhecido como o “vereador feirante”, Ronilço mantém relação direta com esses espaços, seja no diálogo com feirantes e visitantes, seja com a presença do projeto Freguesia do Livro, que distribui gratuitamente obras literárias em feiras da Capital. Para ele, a lei simboliza um avanço na valorização cultural e na proteção da atividade.


“As feiras livres fazem parte da história e da identidade da nossa cidade. Essa lei é uma forma de proteger quem trabalha nelas e também de assegurar que a população continue tendo acesso a esse espaço de convivência, economia e cultura. É respeito e dignidade para quem mantém viva essa tradição”, destacou o vereador.


Quais feiras foram reconhecidas


A legislação contempla as feiras dos bairros Vila Carvalho, Vila Carlota, Jockey Club, Santa Luzia, Tiradentes, Vila Célia, Nova São Paulo, Coophavila II, Universitário, Vila Jacy, Piratininga e Guanandi.


Pelo texto, qualquer mudança de local só poderá ocorrer mediante levantamento técnico fundamentado e consulta pública, que deverá ser aprovada por pelo menos 50% dos moradores do bairro.


Mais estrutura em pauta


Embora a sanção da lei represente uma vitória, Ronilço ressalta que a luta não termina com o reconhecimento legal. O vereador cobra do Executivo melhorias na infraestrutura dos espaços, como banheiros adequados, iluminação de qualidade, segurança reforçada e melhores condições de trabalho para os feirantes.


“A aprovação da lei é uma vitória, mas a luta continua. Vamos seguir cobrando melhorias na infraestrutura, porque os feirantes e a população merecem um espaço mais organizado, limpo e confortável”, afirmou.


Proteção legal e valorização cultural


Além de impedir transferências arbitrárias, a lei determina que o Poder Executivo adote medidas para valorização e preservação das feiras, reconhecendo-as como espaços de convivência social, incentivo à economia local e manutenção da identidade campo-grandense.


Com a nova legislação, as feiras passam a contar com proteção legal, assegurando que continuem sendo pontos de encontro, lazer, cultura e geração de renda para milhares de moradores da Capital

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